Grande ABC também antecipa feriados para conter covid-19

(Arquivo/Pref. de Diadema)

Assim como a capital, cidades da região do Grande ABC Paulista também terão feriados municipais antecipados na próxima semana, para conter a aceleração da transmissão de covid-19. A decisão foi tomada em assembleia extraordinária do consórcio intermunicipal que reúne prefeitos de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Não haverá dia útil de 27 de março a 4 de abril. 

A decisão acompanha a ação da prefeitura de São Paulo que, para tentar impedir o iminente colapso do sistema de saúde, anunciou no dia 18 a antecipação de cinco feriados, suspendendo atividades não essenciais de 26 de março a 2 de abril. Na região do ABC, os feriados foram antecipados entre os dias 29 de março e 1º de abril, emendando com o feriado nacional da Paixão de Cristo (2) e o fim de semana.

Mesmo setores considerados essenciais deverão encerrar às 17h, com exceção dos serviços de saúde, como hospitais públicos e privados, urgência e emergência, farmácias, laboratórios e hospitais veterinários. Apenas funcionários de serviços essenciais poderão circular no transporte público. A comercialização de bebida alcoólica estará proibida nesse período.

Os prefeitos comunicaram a medida por meio de ofício ao secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, para que os equipamentos geridos pelo governo estadual adotem as mesmas medidas de contenção da pandemia.

Números

São Paulo tem 67.558 mortes por covid-19 confirmadas, com mais de 2,3 milhões de casos, de acordo com o Ministério da Saúde. O estado viu o número de casos e óbitos saltarem, chegando a 3.449 mortes na última semana epidemiológica, iniciada em 14 de março, conforme levantamento do Conselho Nacional de Secretário de Saúde (Conass), o pior cenário desde o início da pandemia.

Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil 

Estado flagrou 619 festas clandestinas em menos de um mês

(Gov. do Estado de SP)

Desde o dia 26 de fevereiro, 619 festas clandestinas foram interrompidas em São Paulo por descumprimento das normas sanitárias e de restrição de circulação decretados pelo Plano São Paulo. A informação é da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Apenas nesse sábado (20), foram encerradas 39 festas clandestinas e realizadas 4.008 dispersões e 28,6 mil abordagens, informou hoje (21) a secretaria. Em uma dessas festas clandestinas, que ocorreu na noite de ontem (20), a polícia flagrou 60 pessoas que estavam aglomeradas em um bar na Avenida Interlagos, na zona sul da capital. Quatro homens responsáveis por essa festa clandestina foram autuados. O local foi interditado pela prefeitura.

Desde fevereiro, 829 pessoas foram presas em todo o estado durante a Operação Toque de Restrição.

Desde o dia 6 de março, todo o estado de São Paulo está na Fase 1-Vermelha do Plano São Paulo, onde somente serviços considerados essenciais podem funcionar. Na semana passada, o estado entrou em uma fase ainda mais restritiva, com proibição de cultos e cerimônias religiosas coletivas, suspensão de aulas e paralisação de partidas de futebol e outras atividades esportivas. Bares, casas noturnas e festas estão proibidos de funcionar neste momento. As medidas pretendem aumentar a taxa de isolamento e reduzir a ocupação dos leitos de internação, atualmente próximo a um colapso.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

Capital registra 47% de isolamento no dia de Natal

O Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP), do Governo de São Paulo, apontou que a cidade de São Paulo registrou o índice de 47% de isolamento social na última sexta-feira (25). No início de dezembro, todo o estado de São Paulo retornou para a fase amarela do Plano São Paulo, endurecendo as restrições para evitar aglomerações e o contágio do vírus.

Nos dias 25, 26 e 27 de dezembro e 01, 02 e 03 de janeiro o estado de São Paulo estará na fase vermelha.

Neste final de ano, aglomerações, encontros e reuniões familiares são desaconselhados, a não ser aqueles em que as pessoas residam na mesma casa. O novo coronavírus é um inimigo invisível, que ainda está presente. Não é hora de baixar a guarda, mas sim retomar os cuidados com os protocolos de higiene e segurança. Se puder, fique em casa, mas se sair, use máscara cobrindo o nariz e a boca (mesmo nos dias mais quentes), limpe as mãos com frequência, mantenha o distanciamento social e evite aglomerações. Essas são as medidas essenciais para o controle da doença.

Especialistas do Centro de Contingência do coronavírus ressaltam que a exigência do isolamento social continua, sobretudo para as pessoas de grupos de risco (como maiores de 60 anos, portadores de doenças cardíacas e/ou crônicas e pacientes imunodeprimidos ou em tratamento oncológico).

Diversos estudos mostram que jovens têm mais chances de contrair a covid-19. A maioria das pessoas nesta faixa etária não apresentam sintomas, por isso, devem reforçar os cuidados para não infectar os mais próximos. Ao chegar em casa, devem evitar o contato direto com outros familiares e lavar imediatamente as mãos com água e sabão.

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram registrados 473.531 casos confirmados e 15.437 óbitos pela doença na capital. Outros 682.805 casos estão em investigação. 

SIMI-SP

A central de inteligência analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social. O SIMI-SP é viabilizado por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. As informações são aglutinadas e anonimizadas, sem desrespeitar a privacidade de cada usuário. Os dados de georreferenciamento também servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

Por Pref. de São Paulo

Isolamento afastou do trabalho 1 em cada 10 brasileiros ocupados

Conceito de trabalho e moradia mudarão após pandemia, dizem especialistas

A população ocupada do Brasil que estava afastada do trabalho por causa do distanciamento social causado pela pandemia da covid-19, somou cerca de 8,3 milhões de pessoas, que representam 10,1%, referente à semana de 28 de junho a 4 de julho. Os números significam queda em relação à semana anterior, quando o índice estava em 12,5% (10,3 milhões) e ao período entre 3 e 9 de maio com 19,8% (16,6 milhões). Os dados fazem parte da PNAD COVID19 semanal, divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população ocupada do país na semana de 28 de junho a 4 de julho, que é classificada pelo IBGE, como semana 1 de julho; foi estimada em 81,8 milhões, uma estabilidade em relação à semana anterior, que tinha 82,5 milhões de pessoas, mas queda em relação à semana de 3 a 9 de maio, quando eram 83,9 milhões de pessoas.

A pesquisa mostrou que a população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 71,0 milhões de pessoas. Esse número significa aumento tanto em relação à semana anterior (69,2 milhões), quanto à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). A PNAD COVID19 semanal indicou que entre essas pessoas, 8,9 milhões (ou 12,5%) trabalhavam remotamente, representando estabilidade em comparação à semana anterior (8,6 milhões ou 12,4%) e em relação à semana de 3 a 9 de maio (8,6 milhões ou 13,4%).

Com 48,1%, o nível de ocupação o índice ficou estável frente a semana anterior (48,5%), mas em queda se comparado à semana de 3 a 9 de maio (49,4%). Outra estabilidade foi notada na taxa de informalidade aproximada que marcou 34,2%, e na semana anterior era 34,5%. Houve recuo frente a semana de 3 a 9 de maio, quando atingiu 35,7%.

População desocupada

A população desocupada foi estimada em 11,5 milhões de pessoas, o que é um recuo na comparação com a a semana anterior (12,4 milhões), mas aumentou em relação à semana de 3 a 9 de maio (9,8 milhões). Como resultado, a taxa de desocupação ficou em 12,3% no período de 28 de junho e 4 de julho e estável em relação à semana anterior (13,1%), mas de alta frente a primeira semana de maio (10,5%).

Houve queda na taxa de participação na força de trabalho que atingiu 54,9% entre 28 de junho e 4 de julho, enquanto na semana anterior era 55,8%. No entanto, na comparação com a primeira semana de maio (55,2%) representou estabilidade.

A população fora da força de trabalho, que não estava trabalhando nem procurava trabalho, mostrou aumento na comparação com a semana anterior. No período havia 76,8 milhões de pessoas, mas no período que antecedeu eram 75,1 milhões. Já em relação à semana de 3 a 9 de maio ficou estável com 76,2 milhões. A pesquisa mostra que nessa população, cerca de 28,7 milhões de pessoas ou 37,4% da população fora da força de trabalho disseram que gostariam de trabalhar. Esse resultado representa aumento frente a semana anterior (26,9 milhões ou 35,9%) e, também se comparado à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).

As pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho chegaram a cerca de 19,4 milhões e os motivos para isso foram a pandemia ou porque não encontraram uma ocupação na localidade em que moravam. Essas pessoas correspondiam a 67,4% das pessoas não ocupadas que não buscaram por trabalho e gostariam de trabalhar. O percentual mostra aumento em relação à semana anterior (17,8 milhões ou 66,2%), mas estabilidade em comparação com a semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 70,7%).

Para a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, os resultados da semana 1 de julho mostra o comportamento no mercado de trabalho um pouco diferente do que se observou na última semana de junho. “Agora nesse momento a gente vê uma redução da população ocupada que não é significativa, mas tem uma variação negativa. Essa redução da população ocupada vem acompanhada da redução de pessoas afastadas em 2,5 milhões, aumentando aí, a população não afastada. Então, a gente tem uma boa parcela de pessoas que estavam afastadas retornando ao trabalho, mas em uma pequena parcela, em torno de um terço dessa população que poderia estar sendo desligada do trabalho”.

A pesquisadora destacou a queda na população desocupada em relação a semana anterior. “Essa queda está mais associada à saída dessas pessoas da força de trabalho, ou seja, elas não procuraram trabalho naquela semana, do que pela redução da P.O. [população ocupada]. Se fosse pela redução da P.O., a população desocupada teria aumentado, então, essa redução da população desocupada indica que algumas pessoas que estavam procurando trabalho na semana 1 de julho, que é a semana de 28 de junho a 4 de julho, não procuraram trabalho por algum motivo”, observou.

Saúde

A PNAD COVID19 estimou que 3,1 milhões de pessoas com sintomas de síndrome gripal procuraram estabelecimento de saúde na semana de 28 de junho a 4 de julho. O contingente representa 21,2% daqueles que apresentaram algum sintoma e procuraram estabelecimento de saúde em busca de atendimento como postos de saúde, equipe de saúde da família, UPA, Pronto Socorro ou Hospital do SUS ou, ainda, ambulatório /consultório, pronto socorro ou hospital privado. Mostrou estabilidade em relação à semana anterior (3,1 milhões ou 20,0%), mas um recuo em valores absolutos se comparado à semana de 3 a 9 de maio (3,7 milhões ou 13,7%).

Os que tiveram sintomas de síndrome gripal e procuraram atendimento em ambulatório ou consultório privado ou ligado às forças armadas somaram 311 mil pessoas (10,1%), entre 28 de junho e 4 de julho. Segundo o IBGE, a proporção representa estabilidade tanto na comparação com a semana anterior (322 mil ou 10,4%), quanto em relação à primeira semana de maio (320 mil ou 8,7%).

Já os que procuraram atendimento em hospital, público, particular ou ligado às forças armadas na semana entre 28 de junho e 4 de julho, chegaram a cerca de 933 mil pessoas. É estatisticamente estável na comparação com a semana anterior (982 mil) e também frente a semana de 3 a 9 de maio (1,1 milhão). Entre os que procuraram atendimento, foram internados 136 mil (14,6%). O percentual ficou estável tanto em relação à semana anterior (119 mil ou 12,2%), quanto ao período de 3 a 9 de maio (97 mil ou 9,1%).

Sintomas

O trabalho apontou, ainda, que 14,3 milhões de pessoas ou 6,8% da população do país, apresentavam pelo menos um dos 12 sintomas associados à síndrome gripal investigados pela pesquisa, que são febre, tosse, dor de garganta, dificuldade para respirar, dor de cabeça, dor no peito, náusea, nariz entupido ou escorrendo, fadiga, dor nos olhos, perda de olfato ou paladar e dor muscular. Isso significa queda frente a semana anterior (15,4 milhões ou 7,3% da população) e em relação à de 3 a 9 de maio (26,8 milhões ou 12,7%). “Os sintomas que apresentaram queda foram tosse, dificuldade de respirar e dor de cabeça”, informou a coordenadora.

Maria Lúcia Vieira acrescentou que entre os 3,1 milhões de pessoas, que ainda procuraram estabelecimento de saúde na primeira semana de julho, a maior parte deles, cerca de 83%, procurou por estabelecimento público. “O percentual de pessoas que procura atendimento embora tenha ficado estável nessa última semana, mostra uma tendência de aumento desde a primeira semana de maio até agora, aumentos gradativos, nessa primeira semana de julho ficou em 21.2 %, sendo que na semana 4 de junho tinha sido 20% e na semana 1 de maio era de 13,7%”, completou.

Por Cristina Indio – Repórter da Agência Brasil 

Em cinco dias, Capital recebe 116 propostas para reabertura

Desde segunda-feira (1), 116 propostas de protocolos sanitários de reabertura foram protocolados na Prefeitura de São Paulo por entidades representativas. Todos os setores que constam na fase 2 do Plano São Paulo, do Governo do Estado, já enviaram propostas.

(Cesar Ogata/Pref. de São Paulo/Fotos Públicas)

Entre os documentos recebidos, 62 são da fase 2 e outras 54 sugestões são de entidades enquadradas nas demais fases. As propostas das entidades podem ser apresentadas pelo site da Prefeitura.

Encontrando-se formalmente adequada a proposta, a Secretaria apresentará sua manifestação e a encaminhará para análise da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), que analisará o protocolo sanitário, nos seus aspectos técnicos, e apresentará sua manifestação favorável, favorável com alterações ou desfavorável e encaminhará o processo para a Casa Civil do Gabinete do Prefeito.

Caso tudo seja aprovado, haverá a celebração de um termo de compromisso com as entidades do setor analisado e os estabelecimentos relativos ao respectivo setor poderão retomar o atendimento presencial ao público, devendo cumprir com todas as exigências nele fixadas.

A quarentena está prorrogada até 15 de junho.

*Com informações da Prefeitura de São Paulo

106 setores já entregaram protocolo de reabertura

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, recebeu desde segunda-feira, 1 de junho, 106 propostas de protocolos sanitários de reabertura de entidades setoriais.

Todos os setores que constam na fase 2 do Plano São Paulo, do Governo do Estado, já enviaram propostas. Entre os documentos recebidos 59 são da fase 2 e outras 47 sugestões são de entidades enquadradas nas demais fases.

As propostas das entidades setoriais deverão ser apresentadas para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho pelo site.

Encontrando-se formalmente adequada a proposta, a Secretaria apresentará sua manifestação e a encaminhará para análise da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), que analisará o protocolo sanitário, nos seus aspectos técnicos, e apresentará sua manifestação favorável, favorável com alterações ou desfavorável e encaminhará o processo para a Casa Civil do Gabinete do Prefeito.

Caso tudo seja aprovado, haverá a celebração de um termo de compromisso com as entidades do setor analisado e os estabelecimentos relativos ao respectivo setor poderão retomar o atendimento presencial ao público, devendo cumprir com todas as exigências nele fixadas.

A quarentena está prorrogada pelo decreto nº 59.473, até 15 de junho.

*com informações da Prefeitura de SP

Concessionárias e escritórios reabrem ao público amanhã

O prefeito Bruno Covas anunciou nesta quinta-feira (04), durante entrevista coletiva on-line, a assinatura no dia de hoje dos termos de compromisso com entidades representativas para a reabertura ao público de dois setores classificados na fase laranja do Plano São Paulo do Governo do Estado.

(Arquivo/Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O documento firma a parceria entre o poder público e as entidades para que a reabertura de concessionárias de veículos e escritórios de prestação de serviços possam ser realizadas de forma controlada, a partir desta sexta-feira (5), evitando a propagação do coronavírus e contribuindo com o fim da crise econômica causada pela pandemia.

“Diversas entidades assinaram o termo na sede da Prefeitura, representando os setores de concessionárias de veículos e escritórios de prestação de serviços. A divulgação dos protocolos acontece nesta sexta-feira, 5 de junho, pelo Diário Oficial, quando os dois setores estarão liberados a funcionar na cidade de São Paulo”, destacou o prefeito Bruno Covas.

O prefeito informou que os setores estavam funcionando, mas sem atendimento ao público e que, a partir de amanhã, poderão abrir as portas durante 4 horas por dia, desde que a abertura e o fechamento não ocorra durante o horário de pico.

“A cidade continua combatendo a pandemia e estamos passando para a fase 2 do programa do Governo do Estado de São Paulo, mas isso não significa que devemos deixar de nos preocupar”, disse Covas. “A utilização de máscara, álcool em gel e evitar aglomerações ainda é fundamental”, destacou. A Prefeitura continua na sua luta de ampliação do número de leitos de UTI e capacidade de atendimento na cidade de São Paulo.

No final de março eram 176 leitos de UTI para tratamento da covid-19 e hoje são 1.178 leitos de UTI, com 64% de taxa de ocupação. “Em nenhum momento passamos pelo constrangimento do médico ter de escolher quem seria tratado ou não”, afirmou o prefeito.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI para covid-19 na cidade está em 64%, e o número de mortes caiu 62% comparado à ultima semana.

Covas lembrou que avançar para a próxima fase não depende apenas da Prefeitura, mas da colaboração, participação e comportamento da população. “A expectativa é de que mantido os índices, o município possa ser classificado na fase 3 ainda no mês de junho, mas isso não há como prever com exatidão”, ponderou.

O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido disse que o índice de transmissibilidade da covid-19 na cidade de São Paulo está em 1,0, enquanto que no Interior está em 1,7 e, no conjunto do Estado, em 1,5. “Esses índices são aferidos pelo Comitê de Contingência do Estado e pela Secretaria Estadual da Saúde”, informou Aparecido.

Os protocolos assinados

As entidades setoriais enviaram à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho suas propostas de protocolos sanitários de reabertura pelo site. A equipe técnica da Coordenadoria de Desenvolvimento Econômico com o apoio da Deloitte e da Secretaria de Relações Internacionais avaliou cada documento de acordo com as orientações já estabelecidas pelos órgãos de saúde e vigilância sanitária, para que não haja propagação do vírus na cidade.

Todos os setores que constam na fase 2 do Plano São Paulo já enviaram propostas. Entre os documentos recebidos até quarta-feira, 42 são da fase 2 e outras 32 sugestões são de entidades enquadradas nas demais fases.

“Analisamos todas as propostas recebidas com cautela e atenção para que a cidade possa retomar suas atividades gradualmente de maneira segura para funcionários e clientes. As outras propostas recebidas estão sendo analisadas e avaliadas pelas nossas equipes”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso. “Para que a retomada da atividade econômica seja realizada com sucesso precisamos dos setores público e privado unidos para que as empresas voltem a funcionar no tempo certo e de maneira correta reaquecendo a economia e gerando renda para a população”, completa.

Além de autorizar o funcionamento de acordo com o protocolo proposto pelas entidades, a Prefeitura irá orientar constantemente esses setores sobre informações sanitárias que auxiliem na execução do protocolo e como proceder em caso de confirmação da doença em colaboradores das empresas representadas.

Já as entidades deverão orientar e acompanhar os estabelecimentos que integram o seu setor econômico a cumprirem com o protocolo, enviando à Prefeitura relatórios das medidas adotadas e apoiando a administração municipal na supervisão e fiscalização das empresas.

Tanto a Prefeitura quanto as entidades manterão em seus sites oficiais os protocolos sanitários para que concessionárias de veículos e escritórios de prestação de serviços associados ou não às entidades possam ter amplo acesso ao conteúdo e adotar as medidas sanitárias previstas nos documentos.

Os protocolos sanitários só deixarão de ser adotados quando acabar o Estado de Calamidade Pública na cidade de São Paulo por conta da pandemia do coronavírus.

Confira as principais ações que os setores autorizados deverão adotar para a reabertura:

Concessionárias de veículos

Os estandes deverão ser ventilados e o atendimento aos clientes no departamento de vendas de veículos novos e usados (showroom) precisa ser feito com controle de acesso, evitando aglomerações. Será necessário manter uma escala de revezamento de funcionários, respeitando o limite de 20% de pessoal do setor de showroom e administrativo até que o município seja classificado em fase que permita aumento do número de colaboradores. Para esta categoria, o modelo de teletrabalho também deverá ser adotado sempre que possível.

Os concessionários serão responsáveis por orientar os funcionários a utilizar máscaras e álcool em gel com frequência, além de manter sempre a distância mínima entre os clientes. O estabelecimento tem, como obrigação, disponibilizar equipamentos de proteção individual para os clientes, além de dispor em todas as bancadas e entradas da loja recipientes com álcool em gel 70%.

A limpeza do estabelecimento deverá ser reforçada e, sempre que possível, os ambientes devem ficar abertos e arejados. O protocolo de monitoramento de condições de saúde será adotado com o apoio das Associações de Marca que integram o segmento automotivo. Por meio delas serão coletadas semanalmente declarações de cada concessionário da capital paulista, confirmando o cumprimento do presente protocolo, bem como, a existência de algum caso classificado suspeito em decorrência da triagem.

Escritórios de prestação de serviços

O funcionamento de escritórios de prestação de serviços terá que ser submetido a um sistema de limpeza constante, utilizando álcool 70% e produtos desinfetantes, como a água sanitária. Além da frequência na limpeza, o local deve retirar de circulação revistas, controles remotos, jornais, catálogos, livros, e outros objetos que são possíveis meios de contaminação.

O uso das máscaras por parte dos colaboradores e clientes também segue sendo obrigatório, os itens de proteção individual devem ser descartados separadamente do lixo comum. Caso o distanciamento social não seja viável no espaço, é fundamental a instalação de barreiras e divisórias transparentes entre funcionários e colaboradores. Além disso, é indicado que o atendimento seja feito de forma agendada em um local preparado para a higienização ao término do contato.

A circulação de ar também é importante. É incentivado o uso das janelas do local que devem ser abertas na maior parte do tempo, se não for possível, é necessária a instalação do filtro HEPA nos aparelhos de ar condicionado.

A empresa também deve submeter um sistema de aferição periódica de temperatura de clientes e funcionários que, se acima dos 37,5º, não podem permanecer no ambiente de trabalho. Colaboradores que estiverem inseridos em grupos de risco ou apresentarem sintomas do coronavírus devem ser afastados, adotando regimes de teletrabalho, férias individuais ou uso de banco de horas.

Veja a apresentação utilizada na coletiva on-line clicando aqui.

*Com informações da Prefeitura de SP

Falta de exercício no isolamento pode afetar saúde do coração

Entre os efeitos colaterais das medidas de isolamento social adotadas para conter a COVID-19 (doença causada pelo novo coronavírus) está o aumento do sedentarismo, que pode contribuir para a deterioração da saúde cardiovascular mesmo em curtos períodos de tempo. Idosos e portadores de doenças crônicas tendem a ser os mais afetados, de acordo com os especialistas.

(Filipe Araujo/ Fotos Publicas)

O alerta foi feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de São Paulo (USP), em artigo de revisão publicado no American Journal of Physiology. Segundo os autores, o apelo feito por governantes e profissionais da saúde para que as pessoas “fiquem em casa” é válido na atual conjuntura, porém deve vir acrescido de uma segunda recomendação: “não fiquem parados”.

“Uma pessoa precisa fazer ao menos 150 minutos de atividade física moderada a intensa por semana para ser considerada ativa, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde [OMS] e das sociedades médicas. O uso de academias e centros esportivos ficará limitado nos próximos meses, mesmo após o fim da quarentena. A atividade física realizada no ambiente domiciliar surge como uma alternativa interessante”, afirma Tiago Peçanha, bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo de pós-doutorado e primeiro autor do artigo, que apresenta uma série de evidências científicas relacionadas ao impacto de curtos períodos de inatividade física sobre o sistema cardiovascular, à Agência Fapesp.

Quarentena

Alguns dos estudos avaliados mostraram, por exemplo, que manter uma pessoa acamada durante 24 horas pode induzir atrofia cardíaca e redução significativa no calibre dos vasos sanguíneos em um período que variou entre uma e quatro semanas. Peçanha ressalta se tratar de um modelo agressivo, que não representa o que ocorre durante a quarentena. “Mas há outros experimentos relatados no artigo que são bastante representativos”, diz o pesquisador.

Em um deles, voluntários foram induzidos a reduzir de 10 mil para menos de 5 mil o número de passos diários durante uma semana. Ao final, notou-se redução no diâmetro da artéria braquial (principal vaso do braço), perda da elasticidade dos vasos sanguíneos e danos ao endotélio (camada de células epiteliais que recobre o interior das veias e artérias).

Há ainda experimentos em que os voluntários foram mantidos sentados continuamente durante períodos que variavam entre três e seis horas. O tempo de inatividade foi suficiente para promover alterações vasculares, aumento nos marcadores de inflamação e no índice glicêmico pós-alimentação.

“Essas primeiras alterações observadas nos estudos são funcionais, ou seja, o coração e os vasos sanguíneos dos voluntários saudáveis passaram a funcionar de forma diferente em resposta à inatividade física. Caso a situação se prolongue, porém, a tendência é que se transformem em alterações estruturais, mais difíceis de reverter”, explica o pesquisador.

Condições crônicas

Se indivíduos saudáveis podem correr atrás do prejuízo, o impacto do sedentarismo prolongado tende a ser nefasto para pessoas com doenças cardiovasculares e outras condições crônicas de saúde, como diabetes, hipertensão, obesidade e câncer.

No caso dos idosos pode também agravar a perda generalizada de massa muscular – quadro conhecido como sarcopenia – e aumentar o risco de quedas, fraturas e outros traumas físicos. O grupo da FM-USP publicou artigo a respeito no Journal of the American Geriatrics Society.

“Essas populações mais vulneráveis aos efeitos do sedentarismo também integram o grupo de risco da COVID-19 e, portanto, precisarão se resguardar em casa durante os próximos meses”, afirma Peçanha.

“O ideal é que encontrem estratégias para se manterem ativas, seja realizando tarefas domésticas, caminhando até o jardim, subindo escadas, brincando com os filhos ou dançando na sala. As evidências científicas indicam que a prática de exercícios no ambiente domiciliar é segura e eficaz para controlar a pressão, melhorar as taxas lipídicas, a composição corporal, a qualidade de vida e de sono”, completa.

Para os pacientes de maior risco, principalmente aqueles não habituados à prática de exercícios, o pesquisador recomenda supervisão por profissionais de saúde, ainda que a distância, por meio de câmeras, aplicativos de celular e outros dispositivos eletrônicos. “Estudos mostram que as pessoas tendem a aderir melhor à atividade física quando se cria um ambiente online que favoreça o suporte social e a interação entre os praticantes”, revela.

Novas evidências

Dados divulgados nos últimos meses por empresas que comercializam relógios inteligentes e aplicativos para monitoramento de atividade física indicam queda no número de passos diários de seus usuários desde o início do confinamento.

“A norte-americana Fitbit, por exemplo, apresentou em seu blog, em 22 de março, dados de 30 milhões de usuários que mostraram uma redução entre 7% e 33% no número de passos dados por dia. No Brasil, há um levantamento feito pelo pesquisador Raphael Ritti-Dias pela internet com mais de 2 mil voluntários. Mais de 60% afirmam ter reduzido seu nível de atividade física após o início da quarentena”, conta Peçanha. “Essas ainda são evidências preliminares, mas há estudos em andamento que visam medir o efeito para a saúde da inatividade física durante a quarentena.”

Uma dessas iniciativas está sendo conduzida na FM-USP, pelo grupo vinculado ao Projeto Temático “Reduzindo tempo sedentário em populações clínicas: o estudo take a stand for health”, coordenado pelo professor Bruno Gualano, coautor do artigo publicado no American Journal of Physiology.

“Acompanhamos alguns grupos clínicos no âmbito do Temático, como mulheres com artrite reumatoide, pacientes submetidos a cirurgia bariátrica e idosos com comprometimento cognitivo leve. O objetivo é induzir o aumento da atividade física nessas populações por meio de ações do cotidiano, como passear com o cachorro ou descer dois pontos antes ao andar de ônibus, e avaliar os efeitos na saúde”, conta Peçanha.

Monitoramento

Agora, durante a quarentena, os pesquisadores têm monitorado mais assiduamente o grupo das mulheres com artrite reumatoide para medir o nível de atividade física e comparar com o do período anterior ao confinamento.

“As pacientes estão usando acelerômetros [dispositivo que permite medir a atividade física e distância percorrida pelo indivíduo durante um período de tempo] em casa e ligamos com frequência para saber como está a qualidade de vida e a nutrição. Um grupo de pesquisadores vai até a residência para fazer medidas de peso, composição corporal, pressão e coleta de sangue”, explica.

Metade das voluntárias será submetida a uma intervenção para estimular a prática de atividade física em casa. “Vamos mandar metas diárias, cartilhas e mensagens de texto. Ao final, vamos comparar as diferenças entre os dois grupos”, conta o pesquisador.

*Com informações do Governo do Estado de SP

Cidades do litoral querem flexibilizar isolamento

Reunidos no Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), os prefeitos das nove cidades que compõe a região decidiram começar a flexibilizar a quarentena nesses municípios. Pelo plano de relaxamento apresentado na semana passada pelo governo do estado, as cidades ainda não estariam aptas a promover a reabertura de algumas atividades econômicas, sendo classificadas na primeira fase da quarentena – vermelha.

Acesso à praia isolado em Guarujá (Arquivo/Prefeitura de Guarujá)

De acordo com o planejamento do governo estadual, as cidades podem reabrir gradualmente o comércio e outras atividades, reduzindo o isolamento social, seguindo uma classificação de cinco níveis. As medições – com as cores vermelha, laranja, amarela e verde – vão desde o isolamento completo até o fim das restrições, de acordo com critérios que avaliam desde o estágio de transmissão do coronavírus no município até a disponibilidade de leitos em hospital.

Os prefeitos da região da Baixada Santista, no entanto, contestam a avaliação do governo de São Paulo de que as nove cidades da região não estão prontas para começar a flexibilizar a quarentena.

“Desde a semana passada nós estamos demonstrando para o governo do estado que a Baixada Santista se encontra na fase laranja desse plano através de números, da ciência exata que é a matemática, não por meio de avaliações políticas ou ‘achismo’ dos prefeitos”, enfatizou o prefeito de Santos e presidente do Condesb, Paulo Alexandre Barbosa, após a reunião.

Assim, os prefeitos de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente pretendem começar a retomar as atividades econômicas dentro de um planejamento municipal. Nessa etapa, poderão funcionar com restrições e medidas de higiene, além dos serviços considerados essenciais, centros comerciais, comércio varejista, escritórios, concessionárias de veículos e serviços imobiliários.

A capital paulista se encontra atualmente nessa fase, e tem recebido as propostas das associações empresariais para estabelecer os protocolos de reabertura, de forma a reduzir os riscos para trabalhadores e clientes. Os diferentes setores serão autorizados a reabrir à medida que esses planos forem aprovados.

Ontem (3), o governo estadual anunciou que a intenção era reavaliar a classificação da Baixada Santista e do Vale do Ribeira na próxima terça-feira (9).

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Comércio cria protocolo para reabertura

Comercio fechado na Avenida Paulista durante o isolamento social (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) protocolou na prefeitura recomendações para a retomada das atividades comerciais e de prestadores de serviços como medida de prevenção para conter a pandemia da covid-19. 

No documento, constam oito diretrizes básicas para que os comerciantes possam receber os clientes de forma segura e responsável.

Entre as recomendações, figuram a redução da ocupação nos ambientes de trabalho em até 35%; evitar abrir os estabelecimentos em horários de pico, nos quais os sistemas de transporte estejam mais ocupados ou mais utilizados; uso obrigatório de máscaras por todos os funcionários e clientes; disponibilizar álcool em gel 70% para uso obrigatório para higienização das mãos; deixar em evidência indicação de distanciamento mínimo de 1,50m entre as pessoas; manter todas as áreas comuns arejadas com abertura das portas e janelas; higienizar, com frequência, as áreas comuns e os sanitários; e preservar os grupos de risco em locais adequados e apropriados.

Segundo o presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto, a expectativa é que o protocolo seja aprovado pela prefeitura para que as empresas que estão nessa fase possam começar a operar o mais rápido possível, mesmo diante de certas limitações. A entidade aguarda a homologação do documento pelo prefeito Bruno Covas. 

“Junto a esses itens, anexamos ao protocolo uma cartilha elaborada pela ACSP, que contém orientações de adequação, visando cumprir todas as exigências da prefeitura para que os comerciantes possam abrir o seu negócio com o máximo cuidado com a saúde de todos”, finalizou.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil