INSS: PF faz operação em Itapevi, Carapicuíba e Cotia

(Polícia Federal/Reprodução)

As cidades de Itapevi, Carapicuíba e Cotia, na Grande São Paulo, são alvos, hoje (26), de uma operação da Polícia Federal contra um esquema de fraude e corrupção envolvendo servidores do INSS, advogados e intermediários. Segundo a Operação CAPTIONEM, “os suspeitos se aproveitavam de pessoas humildes, sem acesso a computadores, smartphones, scanners e internet, as quais tinham que se dirigir ao INSS para serem atendidas e terem seus documentos digitalizados”, explica nota divulgada pela PF.

Segundo a investigação, o funcionário do INSS deixava, propositalmente, de anexar os documentos escaneados no processo, o que levava o pedido a ser negado.

“As pessoas, lesadas com o indeferimento, voltavam ao INSS e procuravam o funcionário, o qual apontava um escritório de advocacia, do qual era sócio, como solução. Se o atendimento fosse bem prestado, a concessão do benefício, que deveria ser gratuita e mais célere, ocorria muito tempo depois, mediante uma decisão judicial, com incidência de honorários advocatícios arcados pelos segurados”, explica a nota.

As investigações foram realizadas por meio da Força-Tarefa Previdenciária em São Paulo, composta pela Polícia Federal e Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista do Ministério da Economia, e contou com a colaboração do INSS e da AGU.

Segundo a PF, 30 policiais federais participaram da operação. Foram cumpridos 11 mandados, expedidos pela 1ª Vara Federal de Osasco, sendo dois de prisão preventiva, um de prisão temporária e 8 mandados de busca e apreensão, em agências do INSS, escritórios e residências dos envolvidos.

Documentos

A nota informa também que, durante as investigações, também foram encontrados indícios de falsificação de documentos, “que foram ou seriam usados em estelionatos previdenciários, bem como de corrupção, pois houve o recebimento de vantagens indevidas pelo empregado público, que fornecia informações privilegiadas ou agilizava processos para escritórios de advocacia”. 

As apurações apontam para o cometimento dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas de informação, estelionato previdenciário, corrupção e associação criminosa.

Casal de chineses é libertado por GCMs em Itapevi, na Grande SP

As vitimas foram rendidas por quatro criminosos armados por volta das três horas da tarde desta quarta-feira (19) quando deixavam o comércio que possuem no município. Os sequestradores as obrigaram a entrar em um Ford Ka branco no qual foram levadas para um cativeiro.

Pessoas que testemunharam a ação da quadrilha acionaram a Guarda Civil Municipal(Foto: Divulgação/GCM)

O objetivo era fazer saques e compras com os cartões bancários e de crédito do casal, mas nenhuma operação chegou a ser realizada.

Pessoas que testemunharam a ação da quadrilha em frente ao estabelecimento comercial acionaram a  Guarda Civil Municipal. Equipes da ROMU, Ronda Ostensiva Municipal, passaram a fazer buscas até que, por volta das sete horas da noite, uma delas localizou o carro dos criminosos.

Eles estavam transferindo os comerciantes para outro cativeiro e passaram a ser perseguidos. A fuga durou poucos minutos e terminou depois que o sequestrador que estava ao volante perdeu o controle da direção e bateu o Ka contra outro veículo.

Dois dos integrantes da quadrilha, ambos maiores de idade, foram presos. Com um deles, foram encontradas máquinas leitoras de cartões.

Eles foram levados para a Delegacia Central de Itapevi e autuados em flagrante.

Os orientais, apesar de bastante assustados diante das constantes ameaças de morte, escaparam sem ferimentos do sequestro e do acidente e foram recebidos aos prantos por parentes.

Agora, a Polícia Civil vai iniciar investigação para tentar identificar e prender os outros dois integrantes da quadrilha.

*Com informações de Paulo Édson Fiore – Rádio Jovem Pan
Reportagem produzida pelo repórter da rádio Jovem Pan Paulo Édson Fiore
Clique na imagem e garanta o seu desconto de 10% usando o cupom SPAGORA10. Se liga no Ton!

Mulher que doou marmitas nega contaminação; 2 morreram

Integrante de igreja evangélica disse que grupo entregou 50 marmitas na noite das mortes, em Itapevi (SP); polícia disse à jovem que comida tinha “bolinhas pretas”

Marmitas parecidas com a da foto foram entregues aos moradores de rua no centro de Itapevi (SP) | Foto: divulgação

Uma das voluntárias que entregou as marmitas aos moradores de rua, que morreram após consumirem o alimento, negou que elas estavam contaminadas. O caso aconteceu em Itapevi, na Grande São Paulo, na noite desta terça-feira (21/7), e está sendo investigado pela Polícia Civil. 

As vítimas foram identificadas como José Araújo Conceição, 61 anos, e Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, 37. O cão que estava com eles no posto de combustíveis abandonado também comeu o alimento e morreu em seguida. 

A reportagem conversou nesta quinta-feira (23/7), por telefone, com uma mulher de 23 anos, que é membra de uma igreja evangélica de Cotia. Em condição de anonimato, ela contou que esse trabalho com os moradores de rua já é feito há, pelo menos, 10 anos pela igreja. 

De acordo com seu relato, as doações acontecem todas as terças-feiras na parte da noite. Como em Cotia já há outros grupos que fazem esse trabalho, ficou decidido, há dois meses, realizá-lo em Itapevi. Ela conta que o posto de combustíveis abandonado, onde ficavam os dois moradores de rua que morreram, era o primeiro lugar que os voluntários paravam.

“Na terça, estávamos em dois carros. E foi bem rápido. Normalmente, eles [moradores de rua] ficam conversando com a gente. O Vagner [um dos moradores que morreu], inclusive, pede oração, toda vez. Mas nessa terça, ele estava bem agitado, a gente não sabe se era efeito de droga, mas ele estava bem agitado e não pediu oração, como costumava pedir. Então a gente não demorou e seguiu o nosso caminho”, relata.

Um homem que passava pelo posto pegou duas refeições e levou para casa. Quem comeu as marmitas foi sua mulher, uma moça de 17 anos, e seu filho de 11 anos. Os dois passaram mal e foram internados no Hospital Geral de Osasco e no Hospital Geral de Pirajussara, respectivamente. Segundo a Prefeitura de Itapevi, o estado de saúde de ambos é grave.

A voluntária conta que o grupo deixou no local quatro ou cinco marmitas, mas não viu o momento em que esse homem aparece. “Deixamos as marmitas com a contagem certa, com as pessoas que estavam no posto. A gente não entendeu o que houve. Nós não vimos esse homem lá.”

Voluntária mostra imagem de local próximo ao posto onde duas vítimas morreram após comer marmita; a região é repleta de pessoas em situação de rua | Foto: divulgação

A jovem se apresentou à Delegacia de Itapevi nesta quinta-feira (23/7) para prestar depoimento. De acordo com ela, os policiais encontraram, em uma das marmitas deixadas no posto, um pedaço de carne com “bolinhas pretas” que estava “por cima da comida”, dando a impressão que “alguém o colocou lá”. Segundo a moça, a igreja nunca preparou carne para as doações.

“A gente faz salsicha, frango e linguiça. Sempre isso. O investigador disse que é como se alguém tivesse salpicado por cima da comida. Não é uma coisa que estava escondida. Colocaram lá por cima da comida”, disse, em relação ao pedaço com manchas pretas. 

Durante o trajeto, ainda na noite de terça-feira, o grupo seguiu para outros pontos de Itapevi, entregando marmitas e roupas a moradores de rua e também para famílias necessitadas que frequentam a igreja. Uma dessas famílias é a de Luíza Vieira da Silva, que mora na Cohab II com o marido e um casal de bebês gêmeas. 

“Peguei as marmitas por volta das 23h30. Já é a segunda vez que eu pego. Todo mundo em casa comeu, inclusive as minhas filhas, e ninguém passou mal. Tinha arroz, feijão, repolho e salsicha ao molho”, conta.

Ao todo, segundo a voluntária do grupo, foram entregues 50 marmitas. Durante o percurso até a delegacia onde prestou depoimento, ela e seu pai, que também ajuda nas doações, encontraram a última pessoa que pegou as marmitas. Segundo ela, o homem comeu as duas e disse que não passou mal. 

“Estão focando na foto do carro, no momento em que a gente entrega as marmitas, mas, e depois, o que aconteceu? Ninguém está falando. Onde estão as imagens? Quem entrou e saiu do posto?”, questiona.

O delegado responsável pela investigação quer ouvir mais voluntários conhecidos por doarem comida na cidade e aguarda os resultados dos exames necroscópicos, que irá apontar a causa das mortes. O caso foi registrado como morte suspeita a esclarecer.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Itapevi disse que não há atualização do caso e que a investigação está com a Polícia Civil. 

Por Neto Rossi, especial para Ponte

Marmitas contaminadas podem ter matado 2 pessoas

De acordo com a Prefeitura de Itapevi (SP), um cachorro também morreu e duas garotas, de 11 e 17 anos, que se alimentaram da mesma comida estão internadas

Região central de Itapevi onde ocorreu o suposto envenenamento; prefeitura informou o ocorrido na manhã desta quarta-feira (22/7) | Foto: divulgação

Dois homens em situação de rua morreram na madrugada desta quarta-feira (22/7) em Itapevi, na Grande São Paulo, após comerem marmitex contaminada. Um cachorro que também se alimentou da mesma comida morreu. A divulgação foi feita pela própria prefeitura, que também confirmou que a Polícia Civil investiga o caso.

As vítimas foram identificadas como José Araújo Conceição, que foi socorrido pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência) e faleceu no Pronto Socorro Central de Itapevi, e Vagner Aparecido Gouveia de Oliveira, 37 anos, que morreu no mesmo hospital após ser socorrido por testemunhas.

Duas irmãs, uma de 17 anos e outra de 11 anos, que também teriam se alimentado da mesma comida, estão internadas. O pai das meninas aceitou o alimento e levou a comida até elas. A criança está no Hospital Geral de Pirajussara e a adolescente no Pronto Socorro Central de Itapevi, onde aguarda vaga para ser transferida.

De acordo com a Prefeitura de Itapevi, ainda não se sabe qual a substância que teria causado o envenenamento e quem entregou as marmitas para as vítimas. A Guarda Civil do município acredita que há mais pessoas que tenham sido contaminadas e realiza buscas por possíveis vítimas.

A nota assinada pelo prefeito de Itapevi, Igor Soares, também destaca que, as vítimas, não estavam sendo atendidas pelo serviço público que, durante a pandemia, tem funcionado no Ginásio do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE). “Lá, recebem café da manhã, almoço e janta, além de terem espaços para banho e dormir, com respeito e dignidade”, destacou o administrador municipal. “Os dois senhores que faleceram já foram abordados por assistentes sociais da Prefeitura, mas não aceitaram ir para o abrigo”, declarou.

Por Neto Rossi, especial para Ponte

Veja as cidades de SP com mortes por Coronavírus

(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

São Paulo registrou neste domingo (5) um total de 275 óbitos pelo novo coronavírus. Os números significam um aumento de 180% em comparação ao balanço do domingo passado (29), quando eram 98 vítimas fatais pela covid-19 Já o número de casos confirmados pela doença chegou a 4.620.

Os óbitos concentram-se em 33 cidades, com maior número na grande São Paulo, mas, crescem os números no interior do estado. Hoje,foi confirmada a primeira morte em Bauru. Também há pelo menos uma vítima em cada uma das regiões de Araçatuba, Ribeirão Preto, Campinas, Baixada Santista, Presidente Prudente e Sorocaba.



Os municípios e respectivos números de mortes são: São Paulo (220), Guarulhos (5), São Bernardo do Campo (5), Campinas (4), Santo André (3), Cotia (3), Osasco (3), Taboão das Serra (3).

Americana, Mairiporã, Santos e Sorocaba têm duas mortes cada cidade. Há ainda um óbito confirmado em cada uma das seguintes cidades: Arujá, Barueri, Bauru, Caieiras, Carapicuíba, Cravinhos, Diadema, Dracena, Embu das Artes, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jaboticabal, Mogi das Cruzes, Nova Odessa, Penápolis, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Sebastião e Vargem Grande Paulista.

Segundo o portal do governo do estado, as 275 vítimas somam 157 homens e 118 mulheres. Do total, 236 tinham idade igual ou superior 60 anos. As demais incluem pessoas com menos de 60 com comorbidades que, assim como os idosos, representam grupo mais vulnerável a complicações da covid-19.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

*Atualizado às 10h19

Morre PM atropelado por suspeito em fuga

Cabo Wagner Odevaldo Silva tinha 10 anos de corporação (Reprodução)


Morreu hoje (30) o policial militar Wagner Odevaldo Silva, atropelado por um bandido em fuga, em Itapevi, na grande São Paulo, durante a madrugada. O cabo era parte de uma equipe da Polícia Militar que participava de um cerco ao criminoso que fugia em uma moto.

Segundo a corporação, o cabo foi atingido durante os preparativos para a abordagem, na Rodovia Engenheiro Rene Benedito da Silva, Km 44. “O Cabo PM Odevaldo, desembarcou da viatura e foi atropelado pelo suspeito”, informa nota divulgada pela corporação.

O rapaz que diriga a moto, segundo apurou o portal Ponte, é Igor Alberto Gonçalves da Silva, 21 anos, que morreu no local.

Já o policial foi imediatamente levado ao Hospital Geral de Itapevi, mas não resistiu aos ferimentos. O cabo estava na Polícia Militar de São Paulo havia dez anos.

Ele era casado e tinha uma filha de 13 anos.

*Com informações da Polícia Militar de SP

*Atualizado às 22h03

Operação combate fraude na compra de merenda escolar

Por Flávia Albuquerque

(Arquivo)


A Polícia Federal deflagrou hoje (26) uma operação para coletar dados que complementem as informações obtidas em colaboração premiada feita por dois investigados pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, que foram alvo da primeira fase da mesma investigação, em maio de 2018.

A Operação Cadeia Alimentar 2 cumpre 57 mandados de busca e apreensão e 27 mandados de prisão temporária em 27 cidades do estado de São Paulo. 

A investigação apura irregularidades em procedimentos licitatórios e desvio de verbas relacionados à compra de merenda escolar em pelo menos 50 municípios do estado de São Paulo. Entre os alvos da operação estão empresários, lobistas, servidores e ex-servidores públicos, uma vereadora, ex-prefeitos, secretários e ex-secretários de governo.

Os mandados de buscas estão endereçados a residências, empresas, três prefeituras e uma Câmara dos Vereadores.

A operação abrange a capital paulista, as cidades de Americana, Atibaia, Campinas, Franca, Garça, Matão, Orlândia, Paulínia, Rio Claro, São Carlos, São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto, São Roque, Sorocaba, Sumaré, Taquaritinga e Votorantim, no interior; Cotia, Itapevi, Jandira e Osasco, na região metropolitana de São Paulo; Guarujá, Cubatão, Praia Grande, Santos e São Vicente, na Baixada Santista.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa, prevaricação e corrupção passiva. As penas, somadas, podem chegar a 28 anos de prisão.