Covid-19: Lula critica Bolsonaro e o compara a líder de seita

Montagem de foto com Luiz Inácio Lula da Silva, homem de pele branca, barbas e cabelos grisalhos, aparece ao lado de Jair Bolsonaro, homem de pele branca, sem barba, olhos claros e cabelos penteados para o lado, com fios grisalhos nas laterais da cabeça.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais, nesta quinta-feira (12), para criticar a postura do atual chefe do Executivo Jair Bolsonaro (PL) com relação à pandemia de Covid-19.

Em seu perfil do Twitter, Lula comparou o presidente a um líder de seita. “Bolsonaro continua tratando o covid com descaso. Só um psicopata como Jim Jones seria capaz de repetir as insanidades de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia”, escreveu.

Jim Jones fundou o Templo dos Povos, seita conhecida pelo suicídio coletivo de mais de 900 de seus membros, em 1978. 

Também nesta quinta-feira, Lula chamou atenção para o aumento de preços dos combustíveis e atribuiu os resultados negativos ao Governo Federal, que ele caracterizou como “irresponsável”.

Em resposta a Bolsonaro, OMS diz que ômicron não é bem-vinda

Fachada da sede da OMS. Totem traz nome da organização e, ao fundo, aparece a entrada do prédio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) refutou declarações do presidente Jair Bolsonaro que minimizaram os impactos da nova variante ômicron do coronavírus e sugeriram que ela seria “bem-vinda”.

“Não é hora de declarar que esse é um vírus bem-vindo. Nenhum vírus que mata pessoas é bem-vindo. Especialmente quando essa mortalidade e esse sofrimento são evitáveis com o uso apropriado da vacinação”, declarou o diretor-executivo do programa de emergências em saúde da OMS, Michael Ryan.

Ao ser questionado nesta quarta-feira (12/01) sobre as declarações do presidente brasileiro, feitas no mesmo dia, Ryan afirmou que embora a ômicron possa ser “menos grave como uma infecção viral num indivíduo, isso não significa que se trata de uma doença leve”.

Fachada da sede da OMS. Totem traz nome da organização e, ao fundo, aparece a entrada do prédio.
(Liu Qu/Xinhua)

Há muitas pessoas mundo afora em hospitais, em UTIs, com dificuldade de respirar, o que “obviamente deixa muito claro que esta não é uma doença leve”, acrescentou ele, em coletiva de imprensa em Genebra.

“É uma doença que pode ser prevenida por vacinas, é uma doença que pode ser evitada ao se adotar fortes precauções pessoais para evitar a infecção e ser vacinado”, reforçou.

Bolsonaro fala em “vírus vacinal”

Bolsonaro fez as declarações sobre a variante do coronavírus numa entrevista dada ao site Gazeta Brasil. “A ômicron, que já espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem: que ela tem uma capacidade de difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena. Dizem até que seria um vírus vacinal”, disse o presidente.

“Segundo algumas pessoas estudiosas e sérias, e não vinculadas a farmacêuticas, dizem que a ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia”, acrescentou

Bolsonaro afirmou ainda que a variante não tem causado mortes e que o óbito de um homem em Goiás relacionado à ômicron, o primeiro em decorrência da variante confirmado no Brasil, seria de uma pessoa que já apresentava “problemas seríssimos”. A vítima tinha 68 anos e sofria de doença pulmonar crônica e hipertensão arterial.

Dados indicam que a ômicron, reportada pela primeira vez à OMS no fim de novembro e altamente transmissível, já é a variante do coronavírus dominante no mundo e no Brasil. Segundo números divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta quarta, o país registrou mais de 87 mil novas infecções pelo coronavírus em 24 horas, mais do que o triplo das 27 mil computadas uma semana antes.

Na entrevista concedida ao Gazeta Brasil, Bolsonaro também voltou a questionar a eficácia das vacinas contra a covid-19, afirmando que pediu que o Ministério da Saúde divulgue casos de efeitos colaterais.

Bolsonaro vem minimizando a gravidade da covid-19, a qual chamou de “gripezinha”, desde o início da pandemia. Ele também promoveu medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença e fez repetidos ataques aos imunizantes.

CPI da Pandemia revelou que o governo federal ignorou uma série de e-mails da farmacêutica Pfizer com ofertas de sua vacina e acusou o presidente de uma série de crimes no âmbito da emergência sanitária.

Alertas da OMS

A OMS já fez uma série de alertas sobre os possíveis impactos da variante ômicron, apontando que ela pode sobrecarregar sistemas de saúde mundo afora.

Em seu relatório epidemiológico semanal divulgado nesta terça-feira, a organização destaca haver cada vez mais evidências de que a variante ômicron é capaz de “escapar à imunidade”, pois há transmissão mesmo entre os vacinados e pessoas que já tiveram a doença.

Embora haja “evidências crescentes” de que a ômicron é menos grave do que variantes anteriores do coronavírus, a organização destacou que os riscos à saúde apresentados pela ômicron continuam sendo muito altos, pois ela pode levar a um aumento de hospitalizações e mortes em populações vulneráveis.

A OMS alertou que mais da metade da população da Europa poderá ter contraído a variante nos próximos dois meses se os números de infecções continuarem nas taxas atuais.  

Também o imunologista Anthony Fauci, o principal assessor do governo dos EUA em relação à pandemia, prevê que, mais cedo ou mais tarde, a ômicron, “com seu grau de eficiência de transmissibilidade sem precedentes”, infecte quase todas as pessoas.

Ele destacou, no entanto, que a doença será “menos grave” graças às vacinas e às doses de reforço. “Praticamente todos vão acabar expostos e, provavelmente, serão infectados, mas se forem vacinados e receberem os reforços, as chances de ficarem doentes são muito, muito baixas”, disse.

Por Deutsche Welle
lf (Reuters, AFP, ots)

Bolsonaro responde nota de presidente da Anvisa

Depois da nota do diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Antonio Barra Torres em tom de crítica às declarações de Jair Bolsonaro (PL) sobre a agência, depois que ela autorizou a vacinação infantil com o imunizante da Pfizer, o presidente declarou que “em nenhum momento” acusou o órgão de corrupção.

Em uma entrevista à Rádio Jovem Pan, o chefe do executivo se disse surpreso com o conteúdo da carta da Barra Torres.

“Carta agressiva. Não tinha motivo para aquilo. Eu falei, ‘o que está por trás do que a Anvisa vem fazendo?’. Ninguém acusou ninguém de corrupto (…) Quais segundas intenções, quais outras intenções da Anvisa? Não houve da minha parte nenhuma acusação, a palavra corrupção não saiu nenhum momento”, comentou.

Dois dias atrás, a nota do diretor-presidente da Anvisa trazia críticas à acusações de outros interesses, que não a proteção imunológica das crianças, de servidores da agência feitas por Bolsonaro em uma live.

“Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar. Agora, se o Senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate”, escreveu Barra Torres.

Mesmo com a afirmação de que não quis acusar a Anvisa de corrupção, Bolsonaro voltou a questionar a decisão do órgão quanto à vacinação pediátrica.

“Eu não quero dizer aqui, acusar a Anvisa de absolutamente nada, agora que tem uma coisa acontecendo, isso não há a menor dúvida que vem acontecendo. Pode ver, pelo que estou sabendo agora, não é segredo pra ninguém, Anvisa vai deliberar sobre a CoronaVac para crianças a partir de 3 anos de idade, eu não sei o que acontecerá no final, mas Anvisa vai tomar sua posição. E, de uma forma ou de outra, vai sofrer críticas também”, declarou o presidente.

Por TV Cultura

Chefe da Anvisa cobra retratação de Bolsonaro

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, divulgou uma nota neste sábado (08/01) cobrando uma retratação pública do presidente Jair Bolsonaro sobre insinuações que o governante fez contra a Anvisa.

A reação do chefe da agência reguladora ocorre dois dias depois de Bolsonaro levantar suspeitas sobre a diretoria do órgão, quando reclamou do aval da Anvisa para a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid-19.

Durante entrevista a uma emissora de rádio, Bolsonaro questionou quais seria “o interesse” da Anvisa ao aprovar a vacinação infantil contra o coronavírus.

Antônio Barra Torres, presidente da Anvisa (Marcos Oliveira/Agência Senado)

No comunicado emitido por seu gabinete, Barra Torres desafia Bolsonaro a formalizar denúncia, caso tenha dados que apoiem suas suspeitas.

“Não perca tempo nem prevarique”

“Se o senhor dispõe de informações que levantem o menor indício de corrupção sobre este brasileiro, não perca tempo nem prevarique, Senhor Presidente. Determine imediata investigação policial sobre a minha pessoa aliás, sobre qualquer um que trabalhe hoje na Anvisa, que com orgulho eu tenho o privilégio de integrar”, diz o texto.

O chefe da Anvisa cobra uma retratação, caso o presidente não tenha provas contra ele. “Se o senhor não possui tais informações ou indícios, exerça a grandeza que o seu cargo demanda e, pelo Deus que o senhor tanto cita, se retrate”, cobrou o militar da reserva da Marinha, indicado pelo próprio Bolsonaro ao cargo.

“Estamos combatendo o mesmo inimigo e ainda há muita guerra pela frente. Rever uma fala ou um ato errado não diminuirá o senhor em nada. Muito pelo contrário”, conclui..

A autorização para vacinação de crianças contra a covid-19 motivou uma série de críticas do presidente e atos do governo destinados a protelar o início da imunização de menores de 12 anos.

Em dezembro, Bolsonaro orientou o Ministério da Saúde a adotar a cobrança de prescrição médica e a promover uma consulta pública sobre o assunto.

Somente na última quarta-feira a pasta incluiu a imunização infantil em seu plano de imunização, em meio a pressão da opinião pública e de especialistas.

Por Deutsche Welle
md (EFE, ots)

Um em cada três dos que votaram em Bolsonaro avalia governo como ruim ou péssimo

Os dados levantados pela pesquisa PoderData entre os dias 2 e 4 de janeiro de 2022 e divulgados nesta quinta-feira (6) mostram que cerca de 36% dos eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2018 consideram que seu trabalho na Presidência da República é “ruim” ou “péssimo”.

Dos eleitores que avaliam o trabalho como “bom” ou “ótimo”, são aproximadamente 44%. Na pesquisa realizada entre 19 e 21 de dezembro de 2021, 29% dos eleitores estavam insatisfeitos com a atuação do presidente no Palácio do Planalto.

(Arquivo/Planalto)

Daqueles que votaram branco ou nulo no segundo turno das eleições, a desaprovação de Bolsonaro é de 73%.

Os dados são do Poder360, e dos eleitores de Fernando Haddad (PT), cerca de 73% desaprovam a atuação do adversário de Bolsonaro no segundo turno.

Por TV Cultura

Bolsonaro tem alta de hospital após dois dias internado

Jair Bolsonaro, homem de pele branca, sentado no leito de hospital fazendo gesto de positivo com a mão direita. Médicos ao lado, em pé, também fazem gesto de positivo.

Após dois dias, internado no Hospital Vila Nova Star em São Paulo, devido uma obstrução intestinal, o presidente Jair Bolsonaro informou pelo Twitter que recebeu alta nesta quarta-feira (5). “Alta agora. Obrigado a todos. Tudo posso naquele que me fortalece”, comemorou.

Ainda não há informações sobre o retorno do presidente a Brasília e nem como ficará a agenda dele após alta. Ontem (4), os médicos retiraram a sonda nasogástrica que o presidente utilizou durante o tratamento e foi descartada a necessidade de realização de nova cirurgia diante do fim da obstrução com medicamentos.

Jair Bolsonaro, homem de pele branca, sentado no leito de hospital fazendo gesto de positivo com a mão direita. Médicos ao lado, em pé, também fazem gesto de positivo.
(Reprodução)

Também nessa terça-feira, imagens postadas nas redes sociais de Bolsonaro e da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, registram o presidente sendo avaliado pela equipe médica e caminhando no hospital.

Histórico

Bolsonaro estava em férias em Santa Catarina e foi levado para São Paulo na madrugada de segunda (3) com suspeita de nova obstrução intestinal.

Por Agência Brasil

Médicos de Bolsonaro descartam necessidade de cirurgia

Jair bolsonaro, homem branco, deitado na cama de hospital, com sonda no nariz, faz gesto de positivo com a mão direita.

Nesta terça-feira (4), profissionais da saúde que acompanham a internação do presidente Jair Bolsonaro (PL) descartaram a necessidade de uma nova cirurgia para resolver uma obstrução no intestino.

De acordo com um boletim médico do Hospital Vila Nova Star, onde o presidente está hospitalizado em São Paulo, o quadro de suboclusão intestinal de Bolsonaro “se desfez”, “não havendo indicação cirúrgica”.

“A evolução do paciente clínica e laboratorialmente segue satisfatória e será iniciada hoje uma dieta líquida. Ainda não há previsão de alta”, menciona a nota.

Jair bolsonaro, homem branco, deitado na cama de hospital, com sonda no nariz, faz gesto de positivo com a mão direita.
(Reprodução)

Quem assina o boletim são os médicos Antônio Antonietto, Leandro Enchenique, Pedro Loretti, Ricardo Camarinha e Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo, que acompanha as complicações causadas pela facada levada pelo presidente em 2018, ainda durante a campanha eleitoral.

Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo estava de férias nas Bahamas, mas voltou por causa da situação do chefe do executivo. Ele avaliou Bolsonaro nesta manhã depois de conseguir embarcar em um voo de volta ao Brasil.

*Com TV Cultura

Lula venceria eleição no primeiro turno, aponta Datafolha

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (16/12) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial de 2022 com larga vantagem, com 48% das intenções de voto.

É mais que o dobro dos pontos percentuais do segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 22%. Levando em consideração apenas os votos válidos, o petista seria eleito já no primeiro turno.

Em terceiro lugar está o ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos), com 9% dos votos, seguido de perto pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que aparece com 7%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 4% das intenções de voto.

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (Arquivo/Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Outros 8% disseram que não votariam em ninguém, votariam em branco ou anulariam o voto, e 2% responderam que não sabem.

Comparando os resultados com as pesquisas anteriores, é possível perceber que a chegada de Moro à corrida eleitoral não alterou significativamente as intenções de voto dos dois primeiros colocados. O ex-juiz se consolida como uma opção da chamada terceira via, ao lado de Ciro Gomes.

Lula é preferido entre jovens e no Nordeste

De acordo com a pesquisa, Lula é o candidato preferido entre os mais jovens (54%), menos escolarizados (56%), mais pobres (56%) e no Nordeste (21%).

Já Bolsonaro tem 47% de preferência entre os empresários, 32% entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos e 34% entre quem ganha mais de dez salários mínimos. Em relação à região, Bolsonaro é o preferido no Sul (27%).

Em um segundo cenário pesquisado pelo Datafolha, que incluía mais candidatos, os números quase não mudam. Lula tem 47% dos votos, e Bolsonaro tem 21%. Em seguida vêm Moro (9%), Ciro (7%) e Doria (3%). Simone Tebet (MDB) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 1% dos votos. Aldo Rebelo (sem partido), Alessandro Vieira (Cidadania) e Felipe d’Avila (Novo) não pontuaram.

O Datafolha ouviu presencialmente 3.666 pessoas com mais de 16 anos, em 191 cidades do Brasil, entre 13 e 16 de dezembro.

Pesquisa Ipec

O resultado da pesquisa Datafolha é quase o mesmo de pesquisa realizada pelo Ipec e divulgada na terça-feira. Segundo o levantamento, Lula aparece com 48%, seguido de Bolsonaro (PL), com 21%; Sergio Moro (Podemos), 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; André Janones (Avante), 2%; João Doria (PSDB), 2%; Cabo Daciolo (PMN-Brasil), 1%; e Simone Tebet (MDB), também com 1%.

Alessandro Vieira (Cidadania), Felipe d’Ávila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 0%. Os votos brancos e nulos somam 9%, e o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 5%.

Por Deutsche Welle
le/ek (ots)

Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro e Moro, diz pesquisa

Lula lidera corrida presidencial para 2022

Uma pesquisa realizada pelo Ipec, divulgada nesta terça-feira (14/12), coloca o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com expressiva vantagem em relação ao atual mandatário, Jair Bolsonaro, e aos demais nomes cotados para concorrer nas eleições presidenciais do ano que vem.

O levantamento também revela um leve aumento na reprovação ao governo Bolsonaro, com 55% dos entrevistados avaliando a gestão do presidente como ruim ou péssima.

Nos dois cenários avaliados pela pesquisa para a eleição presidencial, Lula aparece com 27 pontos percentuais à frente de Bolsonaro.

Lula lidera corrida presidencial para 2022
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-Presidente da República

No cenário 1, que inclui a maioria dos presidenciáveis, dos mais populares aos menos conhecidos, Lula aparece com 48%, seguido de Bolsonaro (PL), com 21%; Sergio Moro (Podemos), 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; André Janones (Avante), 2%; João Doria (PSDB), 2%; Cabo Daciolo (PMN-Brasil), 1%; e Simone Tebet (MDB), também com 1%.

Alessandro Vieira (Cidadania), Felipe d’Ávila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 0%. Os votos brancos e nulos somam 9%, e o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 5%.

No cenário 2 da pesquisa, com número reduzido de candidatos, Lula também está à frente dos demais, com 49% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro (22%), Sergio Moro (8%), Ciro Gomes (5%) e João Doria (3%). Os brancos e nulos somam 9%, e os que não souberam ou não responderam, 3%.

Os resultados não podem ser comparados com levantamentos anteriores em razão de mudanças nos nomes avaliados pela pesquisa.

Reprovação ao governo em alta

Jair Bolsonaro, de terno escuro e gravata azul, fala ao microfone enquanto outros homens de terno e gravata ao fundo acompanham.
Jair Bolsonaro, Presidente da República (Isac Nóbrega/PR)

A reprovação ao governo Bolsonaro aumentou em relação ao levantamento anterior realizado pelo Ipec. Entretanto, as variações estão, na maior parte, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

O percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo é de 55%. Os que consideram a atual gestão como regular somam 25%, e 19% acham o governo ótimo ou bom. O percentual dos que não souberam ou não responderam é de 1%.

Na pesquisa anterior do Ipec, realizada em setembro, o percentual de ótimo ou bom era 22%; o de regular, 23%; e o de ruim ou péssimo, 53%. Os que não souberam ou não responderam também somavam 1%.

Em fevereiro de 2021, o percentual dos que avaliavam o governo como ruim ou péssimo era de 39%.

Maneira de governar

Ao serem perguntados se aprovam ou desaprovam a maneira como Bolsonaro governa o país, 27% disseram que aprovam, enquanto 68% reprovam e 4% não souberam ou não responderam.

A única variação em relação à pesquisa de setembro está no percentual dos que aprovam, que era de 28%.

Desconfiança nas alturas

Segundo o Ipec, a desconfiança no presidente continua em alta. Ao responderem se confiam ou não em Bolsonaro, 70% dos entrevistados disseram que não confiam, enquanto 27% disseram que confiam. Somente 3% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa anterior, 28% dos entrevistados diziam confiar em Bolsonaro, 69% diziam não confiar e 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa do Ipec foi realizada entre 9 e 13 de dezembro e ouviu 2002 pessoas em 144 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais e para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica – foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência, que encerrou suas atividades no início de 2021, e realiza trabalhos na área de consultoria e inteligência em pesquisas de mercado, opinião pública e política.

Por Deutsche Welle
rc/as (ots)

Bolsonaro vence enquete da ‘Time’ como personalidade do ano

Bolsonaro faz discurso na ONU

O presidente Jair Bolsonaro celebrou nesta terça-feira (07/12) sua eleição para Personalidade do Ano pelos leitores da revista americana Time, dias antes de a publicação anunciar a sua escolha oficial para 2021.

O vencedor dessa enquete aberta para qualquer usuário da internet não é a Personalidade do Ano tradicionalmente escolhida pelos editores da Time. A revista só deverá anunciar o nome deste ano em 13 de dezembro

Não é incomum que a votação popular no site da revista seja instrumentalizada por apoiadores de figuras controversas ou deturpada por grupos organizados de trolls. Logo na primeira edição da votação popular, em 1998, o vencedor foi o antigo astro da luta livre Mick Foley, também conhecido pelo nome Cactus Jack.

Bolsonaro faz discurso na ONU
(Alan Santos/PR)

Nos anos seguintes, figuras controversas como Hugo Chávez, Kim Jong-un e Abdel al-Sisi (o presidente do Egito) também venceram a votação online. No caso de Kim, a vitória, em 2012, foi atribuída a uma movimentação de usuários do 4Chan que queriam “trollar” a revista. Já as eleições de Chávez e Sisi foram celebradas por seus apoiadores da mesma forma como ocorreu com Bolsonaro.

No final, o resultado da votação popular não tem nenhuma influência nas escolhas dos editores da revista e é encarado por observadores apenas como uma forma de gerar tráfego e engajamento para o site da Time.

Nos dias anteriores ao anúncio do resultado, diversas redes bolsonaristas no Whatsapp e Facebook convocaram apoiadores do presidente brasileiro a votar no site da revista. Influencers bolsonaristas também conclamaram seus seguidores no Twitter a fazer o mesmo. O próprio presidente fez campanha ao pedir votos na sua tradicional live de quinta-feira.

Com essa movimentação organizada, Bolsonaro acabou abocanhando 24% dos 9 milhões dos votos online registrados na enquete da revista.

De acordo com a revista, Bolsonaro bateu o ex-presidente americano Donald Trump, o segundo mais votado pelos leitores, com 9% dos votos, e os profissionais de saúde que trabalham no combate à pandemia, que ficaram em terceiro lugar, com 6,3%.

Bolsonaristas festejam, mas distorcem significado

Bolsonaro festejou o resultado. Nas redes sociais, agradeceu àqueles que votaram nele. Bolsonaro também ficou visivelmente satisfeito quando o ministro do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, anunciou o resultado durante um evento no Palácio do Planalto, nesta terça-feira

Outros ministros, como Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil) também celebraram o resultado.

Vários influencers bolsonaristas também trataram de divulgar o resultado da enquete da Time, muitas vezes distorcendo seu significado e pintando falsamente o episódio como se Bolsonaro tivesse sido efetivamente escolhido como “Personalidade do Ano” pela revista. Alguns chegaram a divulgar montagens com falsas capas da Time que mostram Bolsonaro, tentando reforçar a confusão.

Líder controverso

Apesar do tom festivo adotado pelos bolsonaristas, a Time usou um tom mais crítico na nota que anunciou o resultado da enquete.

No texto, a revista afirmou que “o controverso líder, candidato à reeleição em 2022, enfrenta uma desaprovação crescente pela sua gestão da economia e críticas generalizadas de políticos, tribunais e especialistas em saúde pública por minimizar a severidade da covid-19 e mostrar ceticismo em relação à vacina”.

A revista acrescentou que Bolsonaro é investigado pelo Supremo Tribunal Federal por ter afirmado falsamente que a vacina contra a covid-19 pode aumentar as chances de se contrair aids.

“Um relatório do Senado, em outubro, recomendou que o presidente seja acusado de vários crimes por má gestão da pandemia, que já matou mais de 600 mil pessoas no Brasil. Bolsonaro tem negado repetidamente qualquer ato ilícito”, acrescentou a Time.

Para o bem ou para o mal

A Personalidade do Ano é escolhida pelos editores da revista desde 1927 e inicialmente se chamava Homem do Ano. A escolha reconhece a influência de uma pessoa ou ideia durante o ano em questão, para o bem ou para o mal, e não tem relação com a votação online, que só começou em 1998.

A escolha para a capa da revista costuma ser encarada como uma honra ou distinção por alguns, apesar de a revista destacar que se trata da eleição da personalidade mais influente do ano, “para o bem ou para o mal”, e de recordar que nomes como Adolf Hitler e Joseph Stalin já foram escolhidos.

Por Deutsche Welle
as/lf/jps (Lusa, OTS)