“Qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável”, diz ministro

Fernando Azevedo e Silva, futuro Ministro da Defesa (José Cruz/Agência Brasil)

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou nesta segunda-feira (4), por meio que nota, que agressão a profissionais de imprensa é “inaceitável”. Ele também defendeu a liberdade de expressão e destacou que as Forças Armadas prezam pela independência e a harmonia entre os Poderes da República.

“As Forças Armadas cumprem a sua missão Constitucional. Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do País. A liberdade de expressão é requisito fundamental de um País democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável”, diz um trecho da nota.

Ontem (3), durante ato de apoio ao presidente Jair Bolsonaro, em frente ao Palácio do Planalto, na Praça dos Três Poderes, jornalistas de diferentes veículos de comunicação, que cobriam a atividade, foram agredidos fisicamente por manifestantes. Entre os profissionais que sofreram agressões está o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S. Paulo, que foi alvo de socos e pontapés e precisou ser hospitalizado.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou as manifestações de domingo, disse que não viu, do alto da rampa do Palácio do Planalto, as agressões, mas defendeu a punição dos responsáveis.

Na nota, o ministro Fernando Azevedo e Silva ainda defendeu que o país se concentre no combate à pandemia do novo coronavírus e que os militares devem respeitar a “lei, a ordem, a democracia e a liberdade”.

“O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma Pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos. As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso.”

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil 

PGR pede investigação sobre agressões à jornalistas

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu hoje (4) ao Ministério Público do Distrito Federal que apure as agressões sofridas por jornalistas durante manifestação ocorrida ontem (3) em Brasília. No ofício enviado ao órgão, Aras defende a responsabilização penal dos autores. 

“Tais eventos, no entender deste Procurador-Geral da República, são dotados de elevada gravidade, considerada a dimensão constitucional da liberdade de imprensa, elemento integrante do núcleo fundamental do Estado Democrático de Direito”, afirmou Aras.

Ontem (4), data em que se celebrava o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o fotógrafo Dida Sampaio, do jornal O Estado de S. Paulo, foi agredido com socos e chutes quando tentava registrar fotos do presidente Jair Bolsonaro cumprimentando os manifestantes em frente ao Palácio do Planalto. Além de Sampaio, o motorista do jornal Marcos Pereira foi derrubado com uma rasteira. Os agredidos deixaram o local escoltados pela Polícia Militar. Jornalistas de outros veículos também foram hostilizados durante o ato. 

As agressões foram repudiadas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e por entidades da sociedade civil. 

Os manifestantes levavam faixas com mensagens contrárias ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal e de apoio ao presidente. 

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil

Preso suspeito de matar jornalista brasileiro

Waldemar Pereira Rivas, o Cachorrão, é suspeito de matar Lourenço Veras em fevereiro; veículo supostamente usado no crime estava em sua casa

Léo Veras escrevia em um portal sobre o crime organizado | Foto: Reprodução/TV Record

Policiais do Paraguai prenderam Waldemar Pereira Rivas, chamado de Cachorrão, suspeito de ter participado do assassinato do jornalista Lourenço Veras, o Léo Veras, 52 anos. Em 12 de fevereiro, o repórter foi morto em sua casa na cidade paraguaia Pedro Juan Caballero, na divisa com o Brasil.

De acordo com informações do jornal local ABC Color, o departamento de investigações trata Cachorrão como o autor do assassinato. Ele está preso na sede da polícia em Pedro Juan. Os policiais sustentam que Waldemar ameaçou Léo antes de sua morte.

A Justiça havia determinado a prisão de Cachorrão após a polícia local ter encontrado uma caminhonete branca, modelo Jeep Renegade, supostamente usada no crime, na casa dele.

Além do carro, os oficiais encontraram no local quatro pistolas, celulares, computadores e outros quatro carros. O suspeito morava em San Antonio, bairro a metros da divisa com Ponta Porã, cidade brasileira localizada no Mato Grosso do Sul e onde vivia Léo Veras.

Os policiais prenderam Cachorrão quando abordaram um veículo e o carro atrás, modelo Kia Picanto, tentou dar marcha à ré. Waldemar Pereira Rivas dirigia o veículo e foi pego.

Além dele, outras dez pessoas foram presas ligadas ao crime: os brasileiros Luís Fernando Leite Ninez, Sanção de Souza e Leonardo de Souza Concepción; os paraguaios Arnaldo Colmán, Anderson Rios Vihalva, Paulo Cespedes Oliveira, Oscar Duarte, Marcos Aurélio Vernequez Santacruz e Cynthia Raquel Pereira de Leite; e o boliviano Juan Vicente Jaime Camaro.

Lourenço Veras era fundador do portal Porã News, no qual escrevia, entre outros assuntos, sobre o crime organizado local. O PCC (Primeiro Comando da Capital) assumiu o controle da região com a morte de Jorge Rafaat, em junho de 2016.

Na noite do dia 12 de fevereiro, Léo Veras jantava com sua família no Jardim Aurora, em Pedro Juan Caballero, quando três homens invadiram sua casa. Ele foi morto no quintal com ao menos 12 tiros.

Em 22 de fevereiro, a polícia encontrou uma pistola modelo Glock 9 mm quando prendeu os outros dez suspeitos de participação no crime. 

Segundo investigação do Programa Tim Lopes, da Abraji (Associação Brasileira de Jornalistas Investigativos), a arma apreendida tem ligação com ao menos sete mortes relacionadas ao PCC na região. A confirmação veio por meio de confronto balístico em cartuchos recolhidos na casa do jornalista. 

Léo é o 18º jornalista assassinato no Paraguai desde 1997, conforme levantamento do Sindicato dos Jornalistas do Paraguai. A maioria dos crimes ocorre em cidades próximas da fronteira, com seis crimes em Pedro Juan Caballero.

O jornalista brasileiro reconhecia ser ameaçado. Em entrevista para a Abraji em 2017, Léo Veras comentou sobre as ameaças de morte que sofria. “A gente tem que morrer um dia, né?”, disse.

“Eu sempre peço que não seja tão violenta a minha morte, com tantos disparos de fuzil. Aqui, se um pistoleiro quer te matar ele vem até sua porta, manda você abrir e ele vai te dar um disparo”, disse, antes de brincar que esperava “somente um disparo para não estragar tanto”.

Por Arthur Stabile – Repórter da Ponte

Infarto mata jornalista Paulo Henrique Amorim

Aos 77 anos, morreu na madrugada de hoje (10) o jornalista Paulo Henrique Amorim. Ele estava em casa, no Rio de Janeiro, e sofreu um infarto fulminante, segundo o portal Uol.

Paulo Henrique, que, além de atuar na Record TV nos últimos anos, também comandava o portal Conversa Afiada, havia acabado de retornar de um jantar com amigos.

Na Record desde 2003, o jornalista começou a carreira no jornal A Noite, em 1961. Foi correspondente internacional, passando pelos principais veículos de comunicação do país.

Na Record, apresentou o Jornal da Record segunda edição, ajudou a criar a revista eletrônica Tudo a Ver e, em 2006, assumiu a apresentação do Domingo Espetacular, onde ficou até junho deste ano. 

Amorim deixa uma filha e a mulher, a jornalista Geórgia Pinheiro.

Morre aos 83 anos o jornalista Salomão Schvartzman

Por Elaine Patrícia Cruz

Salomão Schvartzman durante programa na Band News (Band News/Reprodução)

O jornalista Salomão Schvartzman, de 83 anos, morreu na manhã de hoje (6), às 11h35, em São Paulo. A informação foi confirmada na noite deste sábado pela assessoria de imprensa do hospital Albert Einstein. O hospital não informou a causa da morte.

Schvartzman nasceu em Niterói (RJ) e trabalhou na rádio Scalla FM, na Cultura FM e na BandNews FM. Também trabalhou no jornal O Globo, na revista Manchete e na TV Manchete, onde foi apresentador do programa Frente a Frente.

Ele também foi conselheiro associado ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). 

Jornalista foi entrevista em Canal do Youtube (Youtube/Reprodução)

Clóvis Rossi, jornalista da Folha, morre aos 76 anos

Clóvis Rossi durante entrevista à TV Brasil (TV Brasil/Reprodução)

Morreu hoje (14), em São Paulo, aos 76 anos, Clóvis Rossi, jornalista da Folha de S. Paulo, ganhador de vários prêmios jornalísticos e autor dos livros “Clóvis Rossi, Enviado Especial, 25 Anos ao Redor do Mundo” e “O Que é Jornalismo”. Ele estava em casa, onde se recuperava de infarto sofrido há uma semana.

Nascido m 1943, no bairro do Bexiga, em São Paulo, Rossi começou no jornalismo em 1963. Trabalhou nos jornais Correio da Manhã, O Estado de S. Paulo e Jornal do Brasil. Teve ainda passagens pelas revistas Isto É e Autoesporte e pelo Jornal da República e manteve blog no espanhol El País.

Clóvis Rossi trabalhou desde 1980 na Folha, foi correspondente deste jornal em Buenos Aires e escreveu reportagens de grande repercussão no país durante os períodos de abertura política, aprovação da Constituição de 1988, posses de presidentes da República e mudanças da política externa brasileira. Deixa mulher, três filhos e três netos.

Assista :

Clóvis Rossi em 2018, na TV Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=jl-cWkjg7do

Será enterrado hoje o corpo do jornalista que sobreviveu ao acidente da Chapecoense

Rafael Henzel, jornalista (Facebook/Reprodução)

O corpo do jornalista Rafael Henzel será sepultado hoje (27), às 16 horas, em Chapecó. 

Sobrevivente da queda do avião da Chapecoense na Colômbia, em 2016, que deixou 71 mortos, o jornalista, de 45 anos, morreu ontem (26) à noite de infarto. A informação foi confirmada pela Associação Chapecoense de Futebol na sua conta no Twitter. Em uma mensagem emocionante, o clube lembra com carinho o profissional que acompanhou a trajetória do time.

“Durante a sua brilhante carreira, Rafael narrou, de forma excepcional, a história da Chapecoense. Tornou-se um símbolo da reconstrução do clube e, nas páginas verde e brancas desta instituição, sempre haverá a lembrança do seu exemplo de superação e de tudo o que fez, com amor, pelo time, pela cidade de Chapecó e por todos os apaixonados por futebol.”

Henzel trabalhava na Rádio Oeste Capital, de Chapecó.

Em 29 de novembro de 2016, o voo 2933 levava 77 pessoas a bordo, entre passageiros atletas, equipe técnica e diretoria da Chapecoense, jornalistas e convidados, que iriam a Medellin onde estava prevista a disputa da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. Apenas seis pessoas sobreviveram.

*com informações da Agência Brasil

Apresentador do Globo Esporte pede demissão ao vivo

Kaio Cézar durante apresentação do Globo Esporte no Ceará (SVM/Reprodução)

O apresentador do Globo Esporte no Ceará, Kaio Cézar, pediu demissão ao vivo durante o encerramento do programa neste sábado (16). A emissora afiliada à Rede Globo pertence ao Sistema Verdes Mares.

O Sindicato dos Jornalistas do Ceará diz que este “é um dos capítulos mais cruéis da crise gerada pelo processo de integração das redações dos veículos pertencentes ao Sistema Verdes Mares”, do qual faz parte da TV Verdes Mares, afiliada à Globo.

Ainda segundo o Sindicato, há sobrecarga de trabalho, gerada pela demissão de mais de 30 profissionais.

“A categoria precisa reagir a altura ao nível de precarização que as empresas jornalísticas querem nos impor. Kaio, parabéns pela sua atitude, que demonstra dignidade. Que outros se inspirem e lutemos todos juntos”, disse ao portal do Sindicato dos Jornalistas do Ceará a presidente da entidade no Estado, Samira de Castro.

Veja o vídeo do momento da demissão do apresentador.

https://www.facebook.com/rafaelmjor/videos/2104894019572568/

“Destruída por dentro”: Ex-repórter do Datena sai da Band

(Instagram/Reprodução)

A jornalista Bruna Drews, com passagens pela Record e Band, fez uma publicação no Instagram para comentar o seu desligamento da TV Band, de São Paulo. Respeitada no jornalismo policial, Bruna se diz “destruída por dentro” e que a vida não foi generosa com ela em 2018, no que se refere a trabalho.



A repórter trabalhava diretamente com José Luiz Datena e cobriu, por muito tempo, casos de repercussão. Segundo o relato, a jornalista está fora da tv há três meses. Veja o post abaixo.

https://www.instagram.com/p/BqAJkganLuG/

Corpo de Cláudio Abramo será cremado

Cláudio Abramo durante sessão temática sobre reforma política, no Senado, em 2015 (Arquivo/Antonio Cruz/Agência Brasil)

O jornalista e matemático Cláudio Weber Abramo, de 72 anos, morreu ontem (12) em São Paulo. O corpo do jornalista está sendo velado desde as 9h no Funeral Home, na Bela Vista, capital paulista.

O velório prossegue até as 13h. Às 14h ocorrerá a cremação, no Crematório de Vila Alpina, zona Leste da cidade. Abramo se submetia a um tratamento de combate ao câncer, no Hospital Samaritano.

Referência no trabalho de combate à corrupção e na defesa da ética, Abramo é um dos fundadores da organização não governamental (ONG) Transparência Brasil. Era vice-presidente do Conselho Deliberativo da entidade e foi diretor executivo.

Além de jornalista, era bacharel em matemática pela Universidade de São Paulo e mestre em filosofia da ciência pela Universidade Estadual de Campinas. Trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e  Gazeta Mercantil, entre outros.