Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica pedem demissão

Jair Bolsonaro, Presidente da República, diante de militares das Forças Armadas
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Defesa informou, nesta terça-feira (30), que os Comandantes da Marinha, do Exército  da Aeronáutica serão substituídos.

A decisão foi comunicada em reunião, com presença do Ministro da Defesa nomeado, Braga Netto, do ex-ministro, Fernando Azevedo, e dos Comandantes das Forças. Em nota divulgada pelo Ministério não há informações sobre o motivo da saída dos comandantes. 

O anúncio ocorre um dia depois que o governo federal mudou o comando de seis pastas. As decisões do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afetaram os Ministérios da Justiça, Relações Exteriores, Defesa, Casa Civil, Secretaria de Governo e AGU (Advocacia Geral da União). 

Na última segunda-feira (29), Ernesto Araújo pediu demissão do comando do Ministério das Relações Exteriores. Depois, o então ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva anunciou em comunicado oficial que deixaria o cargo. Pouco depois, José Levi, ministro-chefe da Advocacia Geral da União, também pediu demissão.

Por TV Cultura

Veleiro carregado de cocaína é apreendido na costa brasileira

Barco tinha a Europa como destino (Marinha/Reprodução)

Um veleiro catamarã com grande quantidade de cocaína foi apreendido pela Marinha e pela Polícia Federal na costa de Pernambuco. O barco, que ia em direção à Europa, foi interceptado a 270 quilômetros da costa do Recife.

Cinco tripulantes que estavam no interior da embarcação foram presos. Eles estão sendo conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco e serão investigados pela Polícia Judiciária.

A quantidade de droga apreendida só será informada após a divulgação dos dados finais da operação. A ação foi coordenada com agentes de Portugal, dos Estados Unidos e do Reino Unido, que repassaram dados de inteligência às autoridades brasileiras.

(Marinha/Reprodução)

O veleiro foi apreendido pelo Navio-Patrulha Oceânico Araguari, que carregava militares da Marinha e policiais federais do Grupo de Pronta Intervenção, que participaram desde o início das ações. O navio-patrulha está conduzindo a embarcação de volta à costa brasileira.

Os órgãos estrangeiros que colaboraram com o governo brasileiro são o Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcótico (MAOC-N), de Portugal; o Drug Enforcement Administration, dos Estados Unidos; e o National Crime Agency, de Reino Unido. Segundo a Marinha brasileira, a mútua cooperação e a troca de informações entre os países têm como objetivo identificar grandes organizações criminosas que atuam no Brasil.

Por Agência Brasil

Pelo terceiro dia, Marinha tentar encontrar barco desaparecido

(Arquivo/Marinha/Reprodução)

As buscas pelos cinco ocupantes da embarcação O Maestro, continuam já pelo terceiro dia consecutivo. Eles chegaram a mandar um pedido de socorro à Marinha no sábado (30). De acordo com o comando do 1º Distrito Naval, os trabalhos estão sendo feitos com a utilização do navio patrulha Macaé, de uma aeronave Sea Hawk (SH-16) e de uma aeronave P-95 da Força Aérea Brasileira (FAB), além de embarcações civis e aeronaves que trafegam naquela área.

O comando do 1º Distrito Naval afirmou que as buscas começaram no dia 31, logo após tomar conhecimento do suposto naufrágio da lancha, no litoral norte do Rio de Janeiro, nas proximidades do Farol de São Tomé. “As buscas seguem padrões técnicos e consideram os efeitos de correntes de deriva e ventos observados na área. Nos esforços realizados até o presente momento, não foram encontrados indícios que pudessem contribuir para a localização da embarcação e de seus ocupantes”, completou.

O Salvamar Sueste, que é responsável por Operações de Busca e Salvamento (SAR) na região, emitiu Aviso aos Navegantes e ampliou a divulgação por rádio, sobre as buscas dos cinco ocupantes de O Maestro. A intenção é alertar e solicitar apoio a todas as embarcações nas áreas próximas para tentar conseguir mais informações que possam auxiliar nas buscas.

O 1º Distrito Naval avisou também sobre o desaparecimento da embarcação às empresas civis que operam regularmente helicópteros e navios na região informando as características de O Maestro. Para os dias 30 e 31 havia a possibilidade de ventos fortes naquela região.

A lancha foi comprada pelo empresário Ricardo José Kirst, que planejou a viagem para levar a embarcação do Rio para Fortaleza, onde mora. Além dele, estão desaparecidos Domingos Ribeiro também empresário, o pescador Wilson Martins, o mecânico José Cláudio de Souza e Gilson Ambrósio.

Por Cristina Índio do Brasil, da Agência Brasil

São Paulo e Marinha enviam 80 respiradores para Manaus

(FAB/Reprodução)

O Comando da Marinha do Brasil anunciou hoje (15) que enviará 40 equipamentos de suporte respiratório emergencial do tipo Inspire para Manaus. Os respiradores serão recebidos em dois lotes, o primeiro com 26 unidades e o segundo com 14.

Desenvolvido a partir de uma parceria entre o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), o Inspire pode ser usado em locais remotos e em unidades de tratamento intensivo (UTIs), já que é portátil e não depende de ar comprimido. 

O estado de São Paulo também se prontificou a enviar respiradores para Manaus. Os 40 respiradores disponibilizados serão entregues em 4 lotes: 5 serão entregues hoje (15), mais 5 no sábado (16) e outras 20 unidades no domingo (17). As 10 unidades restantes serão entregues na semana que vem. 

Governo federal

Em redes sociais, a Secretaria de Comunicação do governo federal informou que pacientes internados na cidade de Manaus estão sendo transportados para outras oito capitais para desafogar a rede de atendimento local. O transporte é feito com o apoio de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo informa a nota, Manaus receberá ainda nesta semana 5 mil m³ de oxigênio líquido para ajudar no atendimento de pacientes que necessitem de respiração artificial.

Por Elaine Cruz e Pedro Ivo de Oliveira, da Agência Brasil

Fragmentos de óleo são coletados em praias do Brasil

A Marinha e servidores públicos locais recolheram fragmentos de óleo em pontos do litoral do Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia, na região Nordeste, e do Espírito Santo, no Sudeste. Em nota divulgada hoje (1), a Marinha informou que na praia de Tabatinga, no Rio Grande do Norte, foram retirados três quilos da substância, de origem ainda desconhecida, que chegou à areia em pequenas porções.

Ibama monitora a região (Arquivo/Ibama/Reprodução)

Ontem, em Alagoas, foram recolhidas 200 gramas do produto na praia Lagoa do Pau, em Coruripe, e 150 gramas na Praia da Bica, em Japaratinga, além de 10 gramas na praia de Peroba, em Maragogi.

Também foram colhidas 200 gramas do material poluente na praia Jardim de Alah, em Salvador (BA) e mais 54 gramas na praia de Guriri, em São Mateus (ES).

Além da Marinha, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) continuam monitorando a situação.

De acordo com a Marinha, as amostras do material recolhido estão sendo enviadas para análise no Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, em Arraial do Cabo (RJ) e os testes já realizados indicam que o material é do mesmo tipo do óleo que, em 2019, surgiu em alto-mar e poluiu praias, costões, manguezais e outros habitats de todo o litoral do Nordeste, além de alguns locais do Espírito Santo e da costa norte do Rio de Janeiro.

Por meses, órgãos públicos recolheram toneladas de material poluente. Após alguns meses sem qualquer registro de novas ocorrências e sem que as autoridades descobrissem a origem o óleo, fragmentos da substância voltaram a ser encontrados no último dia 19.

Para especialistas, depois de permanecer em repouso no fundo do mar, o produto voltou a se soltar devido à ação das correntes marítimas combinada a fatores meteorológicos que, juntos, revolveram o leito do oceano, carregando o óleo.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasi 

Marinha atende moradores ribeirinhos no Pará

O Navio Auxiliar Pará – vasta embarcação da Marinha do Brasil com 56 metros de comprimento – vai se movendo lentamente pelos furos e estreitos dos rios amazônicos. Das margens, surgem rabetas (barquinhos com motor traseiro) e catraias (canoas a remo) com crianças sozinhas, mães com muitos filhos, homens sem camisa. Eles esperam algum donativo – uma roupa, uma comida. É a triste realidade das populações ribeirinhas, literalmente, à margem da cidadania.

Moradores de comunidades ribeirinhas do arquipélago de Marajó se aproximam do Navio Auxiliar Pará.
Moradores de comunidades ribeirinhas do arquipélago de Marajó se aproximam do Navio Auxiliar Pará. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O donativo pode matar a fome por um dia, mas o navio que, vagarosamente, vai cortando as áreas isoladas da floresta, leva um privilégio para o povo da região: o acesso à saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um médico para cada mil habitantes. A Ilha do Marajó, com seus 16 municípios – oito deles com os piores Índices de Desenvolvimento Humano do país – tem 0,12 médicos por mil habitantes. Ou seja, um profissional para atender mais de 8.300 pessoas. Para efeitos de comparação, Brasília, a capital do país, tem 5,1 médicos por mil habitantes.

Militares em formação no Navio Auxiliar Pará.
Militares em formação no Navio Auxiliar Pará. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para ajudar as pessoas da Região Norte, com diversas necessidades, a esperança vem dos seis navios da Marinha (os auxiliares Pará, Breves e Soure; as patrulhas Bracuí e Bocaina; e o rebocador Iguatemi), que estão equipados com consultórios médicos, odontológicos, laboratórios e até mesmo ultrassom e mamógrafo.

“Todos os médicos são cedidos pelo Hospital Naval de Belém – e todos querem muito vir, para ter a experiência de ajudar e de fazer, às vezes, até 200 consultas em apenas um dia. A população daqui tem muitos problemas gástricos por má alimentação e verminoses” – explicou o 1o Tenente Clínico Geral João Pedro Aquime.

O Comandante Robledo de Lemos Costa e Sá, do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, relatou o que é preciso fazer para que um navio desses entre em missão médica por 15 dias.

O comandante Robledo, durante missão no Navio Auxiliar Pará.
O comandante Robledo, durante missão no Navio Auxiliar Pará. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Para conseguir os recursos, vou para Brasília, aos gabinetes dos deputados do Pará e do Amapá, mostrar o projeto e pedir verbas das emendas parlamentares. Eles confiam nas Forças Armadas e sugerem as cidades ribeirinhas por onde o navio vai passar”.

Pão da Vida e Maré do Saber

Em 2019, foram feitos 11.013 procedimentos odontológicos, 5.757 exames laboratoriais, 2.835 consultas médicas, 570 mamografias, 376 preventivos de câncer do colo do útero e mais de 71 mil medicamentos foram distribuídos gratuitamente para os ribeirinhos. Isso tudo em apenas 28 dias em que os navios estiveram atracados. Afinal, muitas vezes é preciso navegar cinco dias para chegar até uma cidadezinha à beira rio. Mas dá resultados.

O 1º Tenente e clínico geral, João Pedro Aquime, durante atendimento no Navio Auxiliar Pará.
O 1º Tenente e clínico geral, João Pedro Aquime, durante atendimento no Navio Auxiliar Pará. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

“Desde a primeira vez que vim para cá, em 2013, a saúde bucal deles melhorou muito. Já estou indo para a minha décima missão. Agora eu faço mais limpezas do que extração. Em comunidades isoladas, como Ajuruxi e Ariramba [ambas no Amapá], eles tinham dentes mais bem cuidados do que em Santana [o segundo maior município do Amapá]” – gratifica-se o dentista Rhamir Saulo, Capitão-Tenente da Marinha.  

A 3o Sargento Fuzileiro Naval, Érika Pantoja, é paraense e tem familiares no município de Muaná, na Ilha do Marajó. Será a primeira missão dela na região. “Meus parentes estão orgulhosos porque irei participar da entrega de cestas básicas e livros nos municípios marajoaras. É um povo muito humilde e muito necessitado, já vi casos de gente que teve problemas de saúde e teve que viajar de barco por várias horas até Belém para conseguir socorro”, relatou.

O Capitão-Tenente e dentista, Rhamir Saulo, durante atendimento no Navio Auxiliar Pará.
O Capitão-Tenente e dentista, Rhamir Saulo, durante atendimento no Navio Auxiliar Pará. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Além da assistência médico-odontológica e das ações “Pão da Vida” (entrega de cestas básicas) e “Maré do Saber” (doação de livros para escolas públicas), os navios da Marinha também costumam levar técnicos do INSS, membros dos Tribunais de Justiça do Pará e da Justiça Federal.

“Já realizamos até casamento coletivo para 40 casais com a presença dos juízes que vieram embarcados. Às vezes, o juiz tem que fazer divórcios também. É a oportunidade que eles têm de se casar ou de se separar”, afirmou o Comandante Robledo.

Tão necessário quanto a oficialização do matrimônio, para os ribeirinhos que não possuem postos do INSS na região a chegada do navio é a possibilidade de conseguir a aposentadoria rural ou algum outro benefício. “A burocracia impede os ribeirinhos de emitir benefícios do INSS. O cidadão tem que ir de Breves [a cidade mais populosa de Marajó, com 103 mil habitantes] até Belém. Só a passagem de ida custa R$ 148. E são, no mínimo, quatro audiências. O ribeirinho desiste, não tem como”.

Amanhecer a bordo do Navio Auxiliar Pará, no arquipélago de Marajó.

Amanhecer a bordo do Navio Auxiliar Pará, no arquipélago de Marajó. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ano passado, os postos móveis da Justiça Federal realizaram 1.565 atendimentos e os representantes do TJ-PA embarcados atenderam 968 pessoas. O próximo passo é conseguir verba para instalar antenas sateliais para acesso de internet nos navios da Marinha. Com essa tecnologia, os postos móveis poderão se conectar imediatamente à central do INSS e agilizar a concessão de benefícios.

“A ciranda econômica dos municípios ia girar muito melhor se todas as pessoas tivessem acesso aos benefícios do INSS de forma rápida, on-line”, vislumbra o Comandante Robledo.

Como os recursos ainda não vieram, mas com sede de ajudar ao máximo as populações isoladas do Norte do país, o alto oficial da Marinha continua batendo de porta em porta nos gabinetes de deputados e senadores, em Brasília, atrás das emendas parlamentares. “Só saio de lá quando já está tudo assinado.”

Por Carlos Molinari – Repórter da TV Brasil 

Marinha faz alerta de vento forte no litoral Paulista

A Marinha divulgou hoje (25) um alerta sobre a possibilidade de ventos fortes atingirem o litoral norte de Santa Catarina, toda a faixa litorânea do Paraná e parte do litoral paulista entre a manhã desta quarta-feira (26) e a madrugada desta quinta-feira (27).

Segundo o Centro de Hidrografia da Marinha, a formação de uma frente fria poderá provocar ventos de até 74 quilômetros por hora (o que equivalente a 40 nós). Os ventos de direção Sudoeste a Sul deverão atingir mais fortemente o trecho entre o litoral catarinense a partir de Laguna e Santos, no litoral paulista.

A Marinha alerta os navegantes para que não saiam com suas embarcações sem antes consultar os avisos de mau tempo divulgados em seu site e informações meteorológicas atualizadas.

Fenômeno

No domingo (23), banhistas registraram um fenômeno repentino que pegou de surpresa muita gente que aproveitava o carnaval nas praias paulistas. Em meio à ressaca que já tinha atingido parte do litoral paulista na véspera, a súbita elevação da maré provocou uma onda que alcançou os banhistas, arrastando a pertences pessoais e equipamentos de barracas de praia e de ambulantes, como cadeiras e guarda-sóis. Cenas semelhantes foram registradas em várias praias paulistas distantes umas das outras, como Maresias, no litoral norte, e Itanhaém, no litoral sul, onde shows musicais que ocorreriam na praia tiveram que ser cancelados.

Equipes de limpeza atuam para remover areia trazida pela maré alta (Marcelo Martins/Prefeitura de Santos)

Em Santos (SP), o volume de areia carregado pela força d´água forçou a prefeitura a destacar equipes da Secretaria de Serviços Públicos para limpar parte da calçada da orla e de algumas ruas próximas alcançadas pela maré alta, as galerias pluviais e para desassorear os canais de escoamento pelos quais a cidade é conhecida – na praia, alguns dos canais simplesmente desapareceram, encobertos pela areia.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Arquipélago dos Abrolhos é atingido por óleo

Por Felipe Pontes

Ilha de Santa Bárbara, onde óleo foi encontrado, é a única habitada e com farol da Marinha do Brasil (Marinha/via Agência Brasil)


A Marinha informou hoje (2) que pequenos fragmentos de óleo foram encontrados e recolhidos na região de Abrolhos, na Bahia. Segundo a Marinha, os fragmentos foram retirados do mar pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).  

Os resíduos foram detectados e recolhidos neste sábado próximos à Ilha de Santa Bárbara, uma das cinco que compõe o arquipélago de Abrolhos. Outros fragmentos de óleo foram retirados da Ponta da Baleia, no município baiano de Caravelas.

Na região de Abrolhos fica o primeiro parque nacional marinho do país, criado em 1983, onde fica uma das maiores biodiversidades do país, abrigando corais e outras espécies ameaçadas. A região é também berçário de espécies como a baleia Jubarte.

A Marinha informou que oito embarcações monitoram a região: Fragatas Independência e Constituição, Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia, Navio Varredor Atalaia, Navio Oceanográfico Antares, Corveta Caboclo e Navios OSRV Viking Surf e Mar Limpo IV da Petrobras.

Mancha de óleo em uma das praias atingidas, no Nordeste (Salve Maracaípe/Fotos Públicas)

Desde que manchas de óleo cru começaram a atingir o litoral, em agosto, foram retiradas aproximadamente 3,8 mil toneladas de resíduos de óleo das praias nordestinas. O dado foi divulgado ontem (1º) pela Marinha após levantamento feito pelo Ibama.

Todos os estados do Nordeste já tiveram praias atingidas. Novas manchas começaram a atingir o litoral da Bahia nos últimos dias.

Segundo investigações da Polícia Federal (PF), há suspeitas de que o óleo tenha sido derramado pelo navio Bouboulina, de bandeira grega, a cerca de 700 km da costa brasileira. Estudos da Petrobras atestam que o óleo cru é proveniente de campos na Venezuela.

Veja fotos do porta helicópteros entregue à Marinha

Akemi Nitahara/Agência Brasil

O Comando de Operações Navais recebeu hoje (5) o navio Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) Atlântico, em cerimônia a bordo da própria embarcação, no Rio de Janeiro. Com capacidade para operar até sete helicópteros no convés e para transportar 12 no hangar, o Atlântico tem 32,6 metros de largura e 203,43 metros de comprimento.

O navio foi entregue pela Diretoria-Geral do Material da Marinha, setor responsável pela compra, para a área operacional. O Atlântico foi construído em meados dos anos 90 e pertencia à Marinha Real Britânica com o nome de HMS Ocean, tendo sido usado em ações humanitárias no Kosovo e na América Central.

O contrato com o Brasil foi assinado em fevereiro deste ano e a embarcação foi incorporada à Marinha brasileira em 29 de junho, na Base Naval de Devonport, na cidade de Plymouth, na Inglaterra. No dia 1º de agosto ele zarpou da Inglaterra, fazendo uma parada em Lisboa antes de chegar ao Brasil, no último dia 25.

A Marinha não divulgou valores, mas segundo publicado pelo jornal britânico The Telegraph, o Brasil pagou 84 milhões de libras esterlinas pela embarcação. A aquisição faz parte do Programa de Reaparelhamento da Marinha, uma prioridade da força naval.

O navio passou por uma vistoria de segurança de aviação em Arraial do Cabo e foi homologado para realizar operações aéreas.

Segundo a Marinha, a embarcação pode ser usada em missões de controle de áreas marítimas, de apoio em operações de guerra naval e em missões de caráter humanitário, com capacidade hospitalar para “auxílio a vítimas de desastres naturais, de evacuação de pessoal e em operações de manutenção de paz, além de poder ser empregado em missões estratégicas logísticas, transportando militares, munições e equipamentos”.

Presente à cerimônia, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que o Atlântico é uma “extraordinária” conquista da Marinha. “As negociações se deram no período em que eu estava à frente do Ministério da Defesa. Então eu tenho uma enorme alegria de ver que nós estamos recuperando e modernizando a esquadra do Brasil”.

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