Alta de preços dos combustíveis pode fazer transporte pressionar inflação em 2022

Passageiros aguardam para embarcar em ônibus do transporte coletivo de São Paulo, na Avenida Paulista
Passageiros aguardam para embarcar em ônibus do transporte coletivo de São Paulo, na Avenida Paulista
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O aumento do preço dos combustíveis, dos alimentos e da energia elétrica indicam uma possível mudança no valor da passagem para os transportes públicos.

De acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), os aumentos desproporcionais podem afetar a operação de toda cadeia de distribuição e ampliar o déficit das empresas, que foi de R$17 bilhões durante o período de pandemia.

reajuste da tarifa do transporte público já está sendo estudado pela prefeitura de São Paulo e pelo governo do estado, que pretendem modificar o valor para 2022. Porém, o percentual ainda não foi definido.

Durante coletiva na sexta-feira (5), o governador João Doria (PSDB) afirmou que o impacto para o bolso do usuário será pequeno.

Por TV Cultura

“É praticamente impossível” não aumentar a tarifa de ônibus em 2022, diz prefeito

Catraca de cobrança de bilhete único dentro do ônibus

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse que a tarifa de ônibus do transporte coletivo da cidade podem ficar mais cara em 2022. Nunes fez a afirmação durante entrevista à rádio Eldorado, nesta quinta-feira (4).

“A tendência é que você feche o ano com o diesel aumentando 60%”, previu o prefeito. “É praticamente impossível você não ter isso refletido na tarifa”.

Ricardo Nunes também afirmou que a única forma de conter o aumento da tarifa de ônibus seria aumentar o subsídio que a prefeitura paga às empresas para manter o sistema funcionando. Segundo ele, em números aproximados, este subsídio era de R$ 960 milhões em 2012 e saltou R$ 3,3 bilhões no ano passado. O sistema como um todo custa cerca de R$ 8 bilhões e maior parte dos recursos, cerca de R$ 5 bi, vem das tarifas pagas pelos usuários.

Na mesma entrevista, o prefeito diz que deve repetir o subsídio de R$ 3,3 bi, reforçando a ideia de que o preço da tarifa de ônibus pode mesmo subir. Questionado sobre qual “mágica” iria permitir a manutenção desta quantia, Nunes respondeu argumentando que haverá concessão de terminais à iniciativa privada para arrecadar recursos.

Aromeiazero lança E-book sobre ações com bicicletas

Foto feita antes da pandemia mostra oficina realizada pelo Instituto
(Arquivo/Instituto Aromeiazero/Divulgação)

O Instituto Aromeiazero lança, no dia 25 de maio, o E-book “Rodinha Zero”, com ideias de como realizar ações com bicicletas em diferentes territórios, de forma simples e adaptável, para inspirar mais pessoas a utilizarem a bike em seus projetos e organizações. O lançamento será durante a live “Educação ao Ar Livre e Bicicleta”, com participação de Carol Padilha, pedagoga e sócia fundadora do Carona a Pé, e de JP Amaral, coordenador do programa Criança e Natureza do Instituto Alana.

O E-Book é resultado do projeto Jornada para Multiplicadores, realizado entre 15 de março e 15 de maio, em diferentes regiões do Brasil e de Portugal. Durante as aulas foram abordadas 5 temáticas: Território Educador; Saúde e Meio Ambiente; Pedalar na Cidade; Rodinha Zero e Cultura da Bike; e Mobilização no Território. Como resultado da jornada, os participantes foram convidados a desenvolver planos de mobilização que foram incluídos no E-Book. 

Também durante live, serão divulgados os três projetos selecionados para receber mentoria do Aromeiazero para desenvolvimento dos projetos. A iniciativa tem apoio do Itaú Unibanco, da EDP e do Instituto EDP.

Desde 2016, a iniciativa já ajudou mais de 4.200 crianças, de quatro a 11 anos, a pedalar sem rodinhas, em projetos realizados em escolas municipais e também espaços como praças e ruas, encorajando uma nova e consciente geração de ciclistas. O Ebook estará disponível para download de forma gratuita, logo após o evento, na página do Instituto.

Sobre o Aro

O Instituto Aromeiazero é uma organização sem fins lucrativos que utiliza a bicicleta para reduzir as desigualdades sociais e contribuir para tornar as cidades mais resilientes. Os projetos contam com patrocínio de empresas e pessoas físicas, além de leis de incentivo, sendo grande parte das ações em periferias e comunidades vulneráveis. Desde 2011, as iniciativas do Aro promovem uma visão integral da bicicleta, potencializando expressões culturais e artísticas, geração de renda e hábitos de vida saudáveis.

Linha 5-Lilás do Metrô será ampliada até o Jardim Ângela

(Mastrangelo Reino/Gov. do Estado de SP)

O Governador João Doria e o Secretário dos Transportes Metropolitanos Alexandre Baldy participaram, na manhã desta terça-feira (23), do anúncio do início da expansão da Linha 5-Lilás até o Jardim Ângela. O projeto contempla duas estações e um terminal de ônibus. O novo trecho terá 4,33 km de extensão e a estimativa é beneficiar cerca de 130 mil moradores.

Os estudos serão iniciados com a elaboração dos projetos funcionais das obras civis e sistemas, seguido dos projetos básico e executivo. O prazo para entrega de todos estudos é de até 24 meses. A Secretaria de Transportes Metropolitanos e a ViaMobilidade, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 5-Lilás desde 2018, negociam os termos para a construção da obra.

“É muito importante que tenhamos um início breve das obras, primeiro para demonstrar que a obra de fato vai seguir seu ritmo, segundo porque em um período tão duro de pandemia, quando vem uma obra que vai ajudar a mobilidade da população mais carente, mais vulnerável a chegar mais rápido ao trabalho e a voltar logo pra casa, é uma esperança”, disse João Doria.

A Estação Comendador Sant’Anna será elevada e localizada na avenida de mesmo nome, uma região que concentra comércios, serviços e equipamentos públicos. Já a Estação Jardim Ângela, que estará próxima ao Hospital Municipal M’Boi Mirim, será subterrânea e conectada ao terminal já existente da SPTrans e ao novo terminal a ser construído, que permitirá absorver o aumento da demanda de passageiros de ônibus com a implantação da nova estação.

“Esse encontro de hoje concentra uma série de resoluções que foram feitas pelo nosso Governo. Desde o início nós encontramos alguns desafios, um dos maiores era dar aqui os passos necessários para permitir a extensão entre o Capão Redondo e o Jardim Ângela. Mas para percorrermos esse caminho existiam entraves, que hoje estão sendo vencidos”, falou Baldy

Para viabilizar o projeto, a avenida Carlos Caldeira Filho será prolongada do Capão Redondo até a Estrada do M’Boi Mirim. O trecho acompanhará o córrego Capão Redondo, que será canalizado, e terá uma pista em cada sentido, com ciclovia. Para a implantação das obras serão necessárias desapropriações e remoção de interferências.

Por Gov. do Estado de SP

Capital é a cidade mais inteligente e conectada do país, diz estudo

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar como a mais inteligente e conectada do país no Ranking Connected Smart Cities 2020. O estudo avaliou todos os 673 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes.

São avaliados 11 indicadores: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, governança e energia. Além da classificação geral, há rankings por eixo temático, região e faixa populacional.

A cidade se destacou em mobilidade e acessibilidade devido à diversidade de possibilidades de locomoção. A expansão das linhas do metrô e os planos para a construção de novos ramais nos próximos anos tiveram influencia no resultado. Pesou ainda a favor da capital paulista os 400 quilômetros de ciclovias e a variedade de destinos que podem ser acessados pelos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.

Em relação à tecnologia e inovação, a capital paulista tem três parques tecnológicos e 11 incubadoras, responsáveis por 4,1% dos empregos formais. A cidade conta também com 85 pontos de acesso à internet por 100 habitantes, sendo que 56,3% das conexões são de banda larga com velocidade superior a 34 mb (megabites).

Quase um terço dos empregos formais no município é ocupado por profissionais com ensino superior.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Avenida São Miguel começa a receber ciclofaixa

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, começou as obras de implantação de ciclofaixa na avenida São Miguel, na Zona Leste. A nova estrutura cicloviária terá 4,85 quilômetros de extensão, entre as avenidas Professor Antônio de Castro Lopes e o cruzamento com as avenidas Dom Helder Câmara e Governador Carvalho Pinto.

Esse trecho, de quase cinco quilômetros, atualmente não conta com estrutura apropriada para os ciclistas. Ao cruzar com a avenida Professor Antônio de Castro Lopes, a ciclofaixa existente na avenida São Miguel não continua em direção à avenida Carvalho Pinto, fazendo com que os usuários tenham que buscar alternativas para pedalar com maior segurança. Essa conexão, hoje inexistente, será proporcionada pela nova ciclofaixa.

A obra na ciclofaixa da Avenida São Miguel começa com os trabalhos de fresagem e recapeamento, junto ao canteiro central da via, no sentido centro. Os trabalhos terão início a partir da interseção com a avenida Professor Antônio de Castro Lopes.

Posteriormente, haverá manutenção das guias e sarjetas, e a última etapa será a aplicação da sinalização, que inclui pintura, tachões e placas que garantirão a segurança dos ciclistas. A previsão é de que a obra tenha duração de 36 dias.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) fará o monitoramento do trânsito, garantido segurança aos pedestres, motociclistas e motoristas. Durante os trabalhos, os trechos serão sinalizados. Haverá faixas comunicando as obras na via, para garantir a segurança da população que circula na região.

Plano Cicloviário

A Prefeitura trabalha com prioridade na execução do Plano Cicloviário, que tem foco na ampliação da malha cicloviária e sua integração a outros modais de transporte coletivo como ônibus, trem e metrô, além da melhoria de grande parte da estrutura da rede existente. Até o fim deste ano, São Paulo terá a maior malha dedicada às bicicletas dentre todas as capitais brasileiras, com 676 km. Serão 173,5 km de novas conexões e 310 km de requalificações. Os investimentos são da ordem de R$ 325 milhões nesta etapa de ampliação e recuperação da infraestrutura cicloviária (a reforma inclui asfalto novo, nivelamento da sarjeta, mais tachões de segurança, sinalização horizontal e vertical).

Já foram entregues conexões importantes nas avenidas Ricardo Jafet, Henrique Schaumann, Jacu-Pêssego e Engenheiro Caetano Álvares. Estão em andamento obras de implantação de estruturas cicloviárias na Avenida Rebouças, Waldemar Tietz, Jornalista Roberto Marinho, Domingos de Morais e Vila Jaguara.

*com informações da Prefeitura de SP

Nova etapa do VLT em Santos receberá investimento

O Governador João Doria assinou, nesta segunda-feira (6), o contrato para início das obras do segundo trecho do VLT na Baixada Santista. A nova etapa do Sistema Integrado Metropolitano – SIM/VLT, gerenciado pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), vai transportar até 35 mil pessoas por dia e ligará a avenida Conselheiro Nébias ao bairro do Valongo, em Santos. Com investimento de R$ 217,7 milhões, o empreendimento tornará mais rápido e seguro o deslocamento entre os municípios da Baixada Santista.

(Arquivo/Daniel Guimarães/Gov. do Estado de SP)

“A nova etapa do VLT é uma obra desejada e esperada pela população de Santos porque vai conectar o centro da cidade, onde as pessoas trabalham. A pujança do centro de Santos carecia da extensão do VLT, que vai levar a população até onde ela deseja, tanto para chegar ao trabalho quanto para retornar às suas casas. Com essa ampliação, a Baixada Santista vai ganhar mais uma alternativa eficiente e limpa de mobilidade”, disse o Governador.

O contrato firmado entre o Estado e a construtora Queiroz Galvão prevê início dos serviços até o fim deste mês e prazo de 30 meses para conclusão. O projeto inclui a construção de edificações, via permanente, quatro subestações, sistema de rede aérea, sinalização viária, urbanização e duas pontes sobre o canal 1.

Ao longo do trecho de oito quilômetros, serão construídas 14 estações com dispositivos de acessibilidade exigidos por lei. O traçado corta as ruas Campos Mello, Doutor Cochrane, João Pessoa, Visconde de São Leopoldo, São Bento, Amador Bueno, Constituição, Luiz de Camões e a Avenida Conselheiro Nébias. Quando entrar em operação, o trecho contará com uma frota de sete veículos, já adquiridos pelo Governo de São Paulo.

O Sistema Integrado Metropolitano/VLT terá 27 quilômetros de extensão, considerando o trecho de 11,5 quilômetros já em operação entre São Vicente (Barreiros) e o Porto de Santos, além das ligações entre Conselheiro Nébias e Valongo e Barreiros a Samaritá, em São Vicente, que está em projeto. O sistema tem previsão de operar com 33 VLTs transportando 95 mil passageiros por dia.

Além de Doria, a cerimônia de assinatura virtual do contrato contou com as participações do Vice-Governador e Secretário de Governo Rodrigo Garcia; do Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy; do Presidente da EMTU, Marco Antonio Assalve; e do Prefeito de Santos, Paulo Barbosa; além de outras autoridades.

“Essa é mais uma conquista importante para a baixada santista. Com as diretrizes do Governador Joao Doria, seguimos cumprindo os objetivos de facilitar a vida dos moradores da região. Serão 35 mil pessoas que contarão com transporte seguro e eficiente. É mais qualidade de vida para quem precisa”, pontuou o Secretário Alexandre Baldy.

Sobre a EMTU

Vinculada à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, a EMTU é controlada pelo Governo de São Paulo. Fiscaliza e regulamenta o transporte metropolitano de baixa e média capacidade nas cinco Regiões Metropolitanas do Estado: São Paulo, Campinas, Sorocaba, Baixada Santista e Vale do Paraíba e Litoral Norte. Juntas, as áreas somam 134 municípios.

* com informações do Governo do Estado de SP

CPTM reduz tempo de viagem da Linha 12-Safira

A Linha 12-Safira da CPTM, que liga a Estação Brás a Calmon Viana, teve o tempo de viagem entre as duas estações reduzidas de 62 minutos para 52 minutos. A redução de 10 minutos deve-se às novas sinalizações e obras no trecho que inclui 13 estações. A linha é uma importante ligação entre a região do Alto Tietê e o centro da capital paulista.

“As intervenções que vêm sendo realizadas na Linha 12 têm o empenho da equipe da CPTM para atender uma reivindicação antiga dos passageiros pela redução do tempo de viagem. Hoje, a redução de 10 minutos já é uma realidade. Outras obras estão sendo feitas, outros projetos estão sendo pensados para que a gente consiga reduzir ainda mais”, disse o Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, após concluir o trajeto, nessa quarta-feira (1º).

A Linha 12-Safira é sinuosa e, com o uso de trens antigos, necessitava de reduções de velocidade para garantir a segurança das viagens. “Mas desde 2019 fizemos diversos estudos que mostravam que, com a modernização dos trens que circulam na via, seria possível aumentar a velocidade em alguns trechos”, explicou o gerente de manutenção de via permanente e estrutura civil da CPTM, Sérgio Luís Silva.

Além disso, em abril deste ano a Prefeitura de São Paulo concluiu uma obra no córrego Tiquatira, entre as estações Tatuapé e Engenheiro Goulart, o que também permitiu o aumento da velocidade no trecho. Também nas proximidades de Engenheiro Goulart, onde também começa a Linha 13-Jade, uma obra da própria CPTM também foi capaz de eliminar a necessidade da redução da velocidade média.

A redução de quase 20% no tempo de viagem na Linha 12-Safira pode diminuir ainda porque outras obras, como nas proximidades das estações São Miguel Paulista e Calmon Viana podem possibilitar que os trens circulem com mais velocidade e sem abrir mão da segurança.

“Sabemos da importância desta linha para a população da zona leste de São Paulo e do Alto Tietê, e por isso estamos trabalhando para tornar a viagem mais rápida, confortável e segura para todos”, afirmou o presidente da CPTM, Pedro Moro.

*Com informações do Governo de SP

Ônibus podem ter pessoas em pé, autoriza prefeitura

A prefeitura de São Paulo emitiu hoje (19) uma circular para todas as empresas de transporte coletivo que atuam na cidade retirando a recomendação de que os passageiros não fossem transportados em pé, como forma de evitar a aglomeração dentro dos ônibus e assim diminuir o risco da transmissão do covid-19. Segundo a SPTrans, a recomendação agora é a de que os motoristas evitem a superlotação e que transportem os passageiros com distância segura, independentemente de estarem sentados ou em pé.

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A circular foi enviada às empresas depois de consulta à Vigilância Sanitária. “A posição em que o passageiro é transportado não é o fator mais importante na transmissibilidade do coronavírus, mas, sim, o distanciamento, aliado a hábitos de higiene como lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel e o uso permanente de máscaras”, diz a SPTrans por meio de nota.

Segundo as informações do órgão, a equipe técnica da SPTrans monitora, diariamente, o comportamento de locomoção dos usuários para verificar a possibilidade de reprogramação da oferta, de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Reitera que, desde o início da pandemia, manteve a frota acima da média de pessoas transportadas, justamente para evitar a superlotação dos ônibus”, afirma a nota.

Ainda segundo a SPTrans, diversas medidas vêm sendo adotadas para combater a transmissão do coronavírus, como uso obrigatório de máscaras nos ônibus e terminais; marcação no solo nos terminais para sinalizar a distância de um metro entre os usuários nas filas; higienização dos ônibus entre as viagens, principalmente nos locais onde há contato dos passageiros como balaústres, corrimãos e assentos e higienização de ar-condicionado.

Além disso, estão em vigor as medidas de limpeza dos terminais, plataformas e banheiros; autorização do uso de cortina em “L” para proteção do motorista; ações de orientação e conscientização sobre cuidados e higiene pessoal por meio de mensagens sonoras e cartazes nos terminais, redes sociais e no Jornal do Ônibus, além do monitoramento diário para ampliação e remanejamento da frota, se necessário.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

Sindicato quer 100% da frota de ônibus na Capital operando

Os motoristas de ônibus do transporte coletivo de São Paulo querem que a Prefeitura coloque 100% da frota para rodar. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores pretende fazer uma manifestação na tarde de hoje (9), às 16h, no Terminal Santo Amaro, na zona sul.

(Sindmotoristas/Reprodução)

Segundo a categoria, em meio a pandemia tem ocorrido superlotação dos ônibus. Na segunda-feira (8), a frota em operação foi ampliada na Capital, mas houve relatos de aglomeração no transporte.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) ameaçou demitir o secretário municipal de transportes se não conseguir evitar aglomeração no sistema até sexta-feira (12). “O secretário municipal de transportes havia me dito que garantia que nessa semana não haveria passageiro em pé. Hoje (8) pela manhã, os números que a gente tem, é que em 5% das linhas nos tínhamos passageiros em pé. O secretario tem até sexta-feira para conseguir fazer isso. Se até sexta-feira ele não conseguir fazer isso, a partir da segunda é o outro secretário que irá tentar fazer isso”.

O secretário Edson Caram chegou a gravar um vídeo, exibido pela TV Globo, pedindo desculpas pela aglomeração. Para o presidente em exercício do sindicato dos motoristas e cobradores, Valmir Santana da Paz – conhecido como Sorriso, o caminho para evitar superlotação de ônibus é ampliando a frota.

“No atual momento, nem motorista e nem cobrador tem poder para barrar passageiro que força a entrada mesmo quando os assentos já estão ocupados. Para garantir minimamente o respeito à regra do distanciamento social, a circulação de 100% da frota de ônibus em São Paulo é uma medida que as autoridades devem adotar com a máxima urgência”, afirmou em entrevista ao portal do sindicato.