Homem morre de frio em São Paulo, diz padre Júlio

(Rede social/Reprodução)

Um homem, em situação de rua, morreu hoje (20), em São Paulo, vítima do frio. A informação foi divulgada pelo padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, da Arquidiocese da Capital.

“Irmão de rua morto pelo frio em São Paulo. Crise humanitária em São Paulo”, publicou em uma rede social.

A morte aconteceu no dia em que a cidade registrou, durante a madrugada, a menor temperatura do ano, com média de 5,4°C e também a menor absoluta de -2,3°C, aferida em Engenheiro Marsilac, no extremo sul. Até então, o recorde de frio havia ocorrido no dia 30 de junho, com média de 5,7°C e menor absoluta de 0,1°C também em Marsilac. 

“Mesmo com o predomínio de sol entre céu claro e poucas nuvens no decorrer do dia, o ar frio e seco de origem polar, com vento predominante de sudeste vai proporcionar um dia com sensação de frio para o paulistano. A temperatura máxima prevista é de apenas 18°C e índices de umidade do ar com valores mínimos em torno dos 27% a abaixo dos 20% em algumas regiões”, informa a Prefeitura.

Essa condição meteorológica de céu claro na madrugada com vento calmo e temperaturas baixas é ideal para que haja a formação de geada na capital, bem como em algumas cidades do estado paulista, lembrando que este fenômeno é comum nessa época do ano.

Mooca: ‘Bairro de imigrantes que rejeita os migrantes’, diz padre sobre abaixo-assinado

Por Paulo Eduardo Dias

Grupo aguarda para entrar no albergue e se inscrever para o pernoite
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)


Moradores da Mooca, na zona leste de São Paulo, buscam assinaturas em um abaixo-assinado com a intenção de retirar do bairro um CTA (Centro Temporário de Acolhimento), também conhecido como albergue, localizado na rua João Soares, 81, na Água Rasa. O aparelho é voltado aos moradores em situação de rua, com atendimento diário de 440 pessoas. No local são ofertados banhos, dormitórios e refeições. 

Na visão de parte dos mooquenses, desde a instalação do aparelho, há cerca de dois anos, suas vidas têm sido um transtorno, atraindo mais roubos e furtos para o bairro. As críticas começaram na página do Facebook Portal da Mooca e são vistas em visita ao local. Os vizinhos do CTA ainda afirmam que um estupro, cometido no último dia 15 de outubro, dentro de uma residência na rua Cavalieri, a cerca de 500 metros do aparelho, foi cometido por um convivente do albergue. Esta versão é refutada pela Polícia Civil. 

Nas redes sociais, moradores promoveram diversos ataques aos albergados e também ao padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua. O pároco da região tem conhecida ação com desabrigados na região da Mooca e do Belém, o que gera o ódio de parte dos moradores da região. Lancellotti já foi agredido por guardas e recebeu ameaças de morte, com a CIDH cobrando sua proteção por parte do estado brasileiro. 

“A pergunta que fica: até quando ficaremos a mercê dessa raça?”, questiona Emerson Zanon em uma publicação do Facebook. “Tem que acabar com esse alberque e colocar na rua do João Doria!”, esbraveja Selma Sampaio, ao se referir ao atual governador de São Paulo e prefeito da capital de 2016 a 2018. “Tudo culpa daquele padre do caralho Julio Lancelotti. Porque ele não leva essa cambada de vagabundo pra casa dele?”, pergunta Fabio Maregatti.

Entre críticas ao CTA, moradores da Mooca acusam povo de rua por estupro que ocorreu na região; Polícia nega (Reprodução/Facebook)

A reportagem da Ponte esteve durante toda sexta-feira na região, ouvindo policiais, vizinhos da vítima e moradores do CTA. Até às 20h desta sexta-feira, 5.850 pessoas já haviam assinado a petição. De acordo com os idealizadores, o material coletado será remetida ao prefeito Bruno Covas (PSDB), que sucedeu Doria. “Não tem indícios, em hipótese alguma (que seja um morador do albergue o estuprador). Até o momento não tem fundamento. Temos imagens e estamos investigando para chegarmos na identificação”, afirma o chefe dos investigadores Samir, que não detalhou sua identificação.

O agente atua no 57 DP (Distrito Policial), localizado no Alto da Mooca, unidade policial responsável pela apuração do caso. Samir nega que os crimes na região têm aumentado depois da instalação do CTA. “As ocorrências estão dentro da normalidade, nada que por conta do albergue tenha aumentado”, assegura o profissional.

A Polícia Civil obteve imagens de câmeras de segurança do homem que cometeu o estupro, inclusive, com a vítima reconhecendo o acusado. Depois de cometer o crime, o homem fugiu utilizando roupas furtadas da residência. A vítima, segundo vizinhos, é muito querida no bairro, mãe de uma criança pequena, que foi surpreendida dentro de sua casa. Além da violência física, ela teria sido picada diversas vezes por uma agulha em uma seringa. 

No entanto, pessoalmente, o que se viu na tarde de sexta-feira (18/10) foram reclamações ponderadas dos vizinhos do albergue, diferentemente do tom pesado adotado nas redes sociais. “A Mooca era um bairro bem sossegado. Após o CTA, acabou o sossego. Você está andando na rua e desconfia até da sua sombra. Tem muitas vítimas de roubo, além do pessoal que urina na porta das casas”, conta o comerciante Murilo. Nenhum dos entrevistados que mora no entorno do albergue quis informar seus sobrenomes quando questionados pela reportagem. Eles temem alguma resposta negativa do povo de rua.

Rua em que ocorreu o abuso sexual, que é investigado pela Polícia Civil
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)

Outro comerciante que tem reclamações quanto ao CTA é Carlos, dono de um restaurante a poucos metros da unidade e, também, da casa invadida pelo estuprador. “Ninguém é contra albergue, só não deveria ser em área residencial. Tem uma creche na frente, eles bebem, usam drogas, ficam esparramados na calçada. Não estou dizendo que é de lá [o estuprador], mas tem grande chance de ser. Se não fosse a PM e a GCM, aqui já tinha virado uma Cracolândia. Eu não entro no caso da moça, porque ela precisa ser preservada”, diz.

O padre Julio Lancellotti diz lidar bem com a fúria dos moradores da Mooca contra seu trabalho. “Como eles percebem que eu os acolho [povo de rua], fazem críticas irracionais. É muito fake. Chegarem a dizer que prenderam o estuprador e que eu teria ido falar com o delegado para ele ser solto. Ultrapassam o limite da irracionalidade”, exemplifica o padre, considerando o abaixo-assinado baseado no preconceito. “Há uma rejeição porque a população de rua cresceu muito. As respostas da prefeitura são sempre as mesmas, como chegar a dizer que esse CTA teria cursos profissionalizantes, mas nunca teve. É um bairro de imigrantes que rejeita os migrantes, é isso que acontece na Mooca”, critica o padre. 

Povo de rua condena crimes

Considerado um crime gravíssimo entra a massa carcerária, o estupro igualmente não é aceito entre as pessoas em situação de rua, que também estão em alerta e pretendem ajudar a polícia se o acusado for encontrado. “É muita injustiça por causa de um os outros terem que pagar. Tem trabalhador, idoso… Nem todo mundo é bêbado ou drogado”, diz Jacques Steenbock.

Steenbock é paranaense e seguiu a vida para Praia Grande, cidade na Baixada Santista, para cuidar de sua mãe que estava doente. Após seu falecimento, passou a viver nas ruas. “Acabei ficando desnorteado [após a morte]”, confessa. O homem, que ganha a vida vendendo panos de prato, está impedido de trabalhar após ter sua mercadoria apreendida pelo “rapa”, como é chamada a batida feita por funcionários da Prefeitura contra comerciantes irregulares. Segurando um anúncio sobre seus produtos, o homem fala para a reportagem que “só ficou a placa, sem mercadoria, porque o rapa levou na Avenida Salim Farah Maluf”.

Jacques teve a mercadoria apreendida por funcionários da prefeitura de São Paulo
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)

Enquanto a reportagem da Ponte conversava com os moradores em situação de rua em frente ao CTA, uma viatura do 21º BPM/M (Batalhão da Polícia Militar Metropolitano) parou no local. O cabo que estava de serviço afirmou que chegou ao local após uma denuncia de que o estuprador estaria entre o grupo que esperava para entrar no abrigo. Um dos homens era negro e careca, assim como o acusado, mas outras características não batiam com o procurado. Após alguns minutos, a equipe policial deixou o local.

Paulo, o homem que foi considerado como suspeito, contou que moradores da região são preconceituosos. “É preocupante. Nós não podemos pagar pelo erro dos outros. O pessoal da Mooca é preconceituoso. Já te julga antes de te conhecer”, afirma.

De voz forte, cabelo loiro e de olhos cor azul, Adriano Casado é outro morador em situação de rua que crítica o pedido para fechar o abrigo. “Eu acho uma hipocrisia. Tem muito estupro na USP (Universidade de São Paulo) e não tem passeata para fechar. É muito fácil fechar um CTA. Quem prova que o rapaz é daqui? Por causa de um vamos sofrer retaliação? Estão aflorando o preconceito. Aqui tem mais de 70 idosos, se fechar, para onde eles vão? Nós estamos em perigo, não somos perigosos”, finaliza.

No mesmo instante das entrevistas, dentro do albergue, a Polícia Civil fazia novas diligências em busca da identificação do acusado pelo crime.

Adriano Casado vive na rua desde a morte da mãe
(Paulo Eduardo Dias/Ponte Jornalismo)

Procurada, a Associação de Moradores Amo a Mooca informou que não possui uma definição quanto a retirada do CTA Mooca I. No entanto, sua presidente, conhecida como Dona Zina, afirmou à reportagem que o “número de moradores em situação de rua no bairro está assustador. É muito trânsito de morador de rua. É muito gente rondando e dormindo na rua, algo que precisa ser revisto. Alguma coisa tem que ser feita para dar segurança maior para o morador”, posiciona-se. 

Questionada sobre o pedido de fechamento do abrigo, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, administrada pela secretária Berenice Maria Giannella, afirmou, por telefone, que o estupro é um caso de polícia e que ainda não havia sido informada sobre o abaixo-assinado cobrando a retirada do CTA.

*Reportagem publicada originalmente neste link: https://ponte.org/moradores-da-mooca-cobram-retirada-de-cta-e-povo-de-rua-do-bairro/

Sistema da PM tem dados vazados para o tráfico sobre viaturas e policiais

Por Paloma Vasconcelos

Print de um dos vídeos feitos pelos PMs mostra dados confidenciais da PM no celular de um suspeito (Reprodução)


Imagine a cena. Você é um policial militar e, ao investigar o celular de uma pessoa, se depara com diversos dados de outros PMs, incluindo uma espécie de rastreador que mostra onde a viatura está no momento.

Foi o que aconteceu com PMs do 49º BPM/M (Batalhão da Polícia Militar Metropolitano), de Pirituba, zona oeste de SP, na madrugada de quarta-feira (16/10). A Ponte teve acesso a três vídeos que mostram o conteúdo encontrado em um celular. Entre os dados dos policiais militares que foram expostos, estão: nome completo, número de registro, posto na PM, número da viatura, qual é a equipe que está na viatura e, por conta do rastreador, onde exatamente está essa viatura.

Em um dos vídeos é possível ouvir um PM dizendo: “Só para complementar aí, você, polícia, que acha que tá seguro, os ‘malas’ [gíria policial para se referir a suspeitos] tá vendo aí todas as nossas informações online, mostrando polícia, viatura e equipe”.

Segundo informações obtidas pela reportagem, os PMs teriam abordado um homem e, durante a abordagem, descobriram que no celular do suspeito havia o acesso direto ao “Copom online”, sistema interno da Polícia Militar de São Paulo.

Questionado durante a abordagem, o indivíduo informou o endereço da pessoa que passou os dados. Os PMs, então, foram até o local, e localizaram o segundo indivíduo, que teria confirmado aos policiais que conheceu um PM que forneceu um CPF e uma senha de acesso ao sistema para “vender informações”.

Em nota, a Polícia Militar de São Paulo admite o vazamento. “Foi instaurado inquérito policial militar para apurar as circunstâncias dos fatos e a responsabilidade pelo vazamento das informações. Imediatamente ao conhecimento dos fatos medidas foram adotadas para a proteção dos policiais e dos sistemas da Polícia Militar”.

Com a condição de não ser identificado, um policial militar contou à Pontecomo funciona o sistema que os traficantes tiveram acesso. Chamado de “Copom Online”, o sistema serve para dar total apoio e suporte ao policial operacionalmente. De acordo com o PM, as seguintes funções podem ser feitas pelo sistema virtual: realizar funções operacionais diversas, visualizar a unidade de serviço, calcular multidão, visualizar ocorrências, mapa de dispersão, mapa de calor (as ocorrências do momento), localizar ocorrências, consultar pessoa, consultar veículos, localizar logradouro, conferir andamento de ocorrência, relatório de radares, ocorrência de barulho, pesquisar ruas, filtrar de ocorrências, conferir unidade e patrulhas via GPS, a grade operacional, ocorrências em relação ao tempo, painel do supervisor, identificação das viaturas, membros que compõem aquela equipe e os locais onde estão. 

Questionado sobre a gravidade do vazamento desses dados, o policial ouvido pela Ponte foi enfático. “A gravidade está em saber que o crime organizado é mais eficiente que o Estado e tem acesso a dados de nível gerencial, de nível de comando, a dados compilados e detalhados dos cidadãos e dos policiais militares. Não sejamos inocentes, se um ‘traficante’ meia boca tem acesso, o PCC tem acesso há mais tempo e a mais informações. É de ciência da própria instituição e dos seus comandantes que o crime organizado tem esse tipo acesso por intermédio de outros policiais militares”, crava.

Em entrevista à Ponte, Matheus Jacyntho, gerente sênior de Segurança Cibernética e Privacidade de Dados na ICTS Protiviti – parte da ICTS Security, consultoria e gestão em Segurança, que cuida de vazamento de dados -, explica algumas alternativas para proteger sistemas como o Copom Online. “Tem três alternativas. Adotar políticas restritivas de segurança da informação, porém tomando cuidados para impactar o menos possível a usabilidade das operações e negócios das empresas, como políticas de controle de acesso a sistemas, desenvolvimento seguro de sistemas, etc. Utilizar software e ferramentas que possibilitem a implementação de segurança da informação nos sistemas e nos ambientes das empresas. E realizar periodicamente sessões de treinamentos e campanhas de conscientização para que os colaboradores sejam a primeira linha de defesa e passem a ter um comportamento seguro na utilização dos sistemas”, explica o especialista.

Para Matheus, apesar de não existirem sistemas 100% seguros, dá para evitar que um vazamento feito por uma única pessoa coloque todo mundo em risco. “Pode-se utilizar a estratégia de conceder a menor quantidade de permissões possíveis aos usuários, fazendo com que os colaboradores acessem somente o que é necessário para seu trabalho e, dessa forma, diminuir a exposição a dados sensíveis das empresas. É importante também realizar a configuração das ferramentas de segurança para bloquear vazamentos em casos em que as pessoas tenham acesso legítimo às informações confidenciais”, argumenta Jacyntho, exemplificando, ao que tudo indica, o que ocorreu neste vazamento identificado pelo 49º BPM.

A reportagem procurou a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), mas até o momento de publicação não obteve retorno. Além do posicionamento diante das informações apresentadas, a Ponte enviou as seguintes perguntas para a SSP:

  1. Há alguma investigação interna ou externa sobre o ocorrido? 
  2. O PM que teria vendido essas informações sofrerá alguma sanção? 
  3. É possível garantir a segurança dos PMs? 
  4. Mesmo com a vulnerabilidade diante das informações expostas, como garantir a segurança das informações daqui para frente?

*Texto publicado originalmente neste link: https://ponte.org/traficantes-acessam-dados-vazados-de-policiais-no-sistema-da-pm-segundo-denuncia/

Frio: 470 mil atendimentos a pessoas em situação de rua

Por Camila Maciel

São Paulo – Pessoa em situação de rua dorme na rua São Luís, região central (Rovena Rosa/Agência Brasil)

/Após 28 dias sem chuva na capital paulista, a chegada de uma frente fria mudou completamente o tempo em São Paulo. Desde 5 de junho, os dias em São Paulo estavam secos e com baixa umidade do ar. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), na madrugada de hoje (4), o tempo fechado e chuvoso inibiu a elevação de temperaturas, oscilando em torno de 15ºC, mas a mínima deve ocorrer nesta noite, com cerca de 13ºC. As taxas de umidade estão em acima de 55%.

A previsão para os próximos dias é que as temperaturas caiam ainda mais, com mínima de 11ºC e máxima de 15ºC amanhã (5). “O ar frio polar ingressa e se potencializa com os ventos de sul/sudeste”, aponta o CGE. No sábado (6), o frio chega com mais força, mas com céu aberto, os termômetros devem registrar valores médios de 6ºC. Segundo o órgão da prefeitura, há expectativa de novo recorde de temperatura mínima em São Paulo.

Acolhimento

Com a chegada do frio, o governo municipal intensificou as ações de atendimento à população de rua. A Operação Baixas Temperaturas fez cerca de 470 mil acolhimentos entre o dia 22 de maio, quando teve início, e 4 julho. Além disso, foram feitos 6.700 atendimentos no período de plantão – noite e madrugada. A equipe plantonista pode ser acionada via Central 156. 

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A operação, que segue até 20 de setembro, é intensificada sempre que a temperatura atinge patamar igual ou inferior a 13ºC ou sensação térmica equivalente. De acordo com a prefeitura, os orientadores socioeducativos que atuam nos Serviços Especializados de Abordagem Social fazem as abordagens em pontos estratégicos da cidade, das 8h às 22h, ofertando encaminhamentos para rede de acolhimento e outros serviços da rede socioassistencial. Essa equipe fez 53.844 abordagens desde maio, podendo uma mesma pessoa ser atendida várias vezes, e 23.267 encaminhamentos.

A Secretaria Municipal de Assistência Social tem 148 serviços e aproximadamente 22 mil vagas, sendo 18.411 de acolhimento. Conta ainda com 128 Serviços de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes, que disponibilizam 2.335 vagas. Durante a operação, foram criadas 260 vagas emergenciais para população em condição de rua e 20 para crianças e adolescentes.

https://spagora.com.br/marginal-em-atencao-e-sp-tem-20-locais-alagados/