Heranças da pandemia e tendências na indústria de bens de consumo

Por Gustavo Pipa

Acredito que ninguém está triste com a chegada de 2021, certo? Ao menos a indústria de bens de consumo – depois de tantos desafios superados em 2020, levada a reescrever diariamente suas operações – certamente esperava por isso. É fato que o início de ano ainda guarda incertezas, mas como esse mercado tem se apoiado para continuar de pé? Entre lições aprendidas e planos, o que esperar de um ano em que seguimos enfrentando uma pandemia global?

Se tivesse que apostar nas tendências para os próximos doze meses, minha primeira escolha seria olhar os dados do consumidor, seja em relação à privacidade ou ao seu uso para ser cada vez mais assertivo junto ao cliente final. Segundo citou Satya Nadella, presidente da Microsoft na NRF 2020, o varejo gera 400 petabytes de dados por hora. Mas, como consumidores, queremos saber onde estão e como são usados os nossos dados. Quando, enfim, a indústria conseguir provar os benefícios desse “rastreamento” em tempo real, aí sim estaremos virando o jogo. É urgente que o uso dos dados – já tão discutidos em anos anteriores – retorne como valor para o consumidor, criando ofertas de negócio mais assertivas. Ninguém tem tempo a perder.

Minha segunda aposta: em 2021, acredito que acompanharemos o crescimento da inteligência artificial atuando na hiperpersonalização dos processos de consumo. Graças à pandemia do novo coronavírus, experimentamos (clientes e indústria) novas maneiras de comprar, e assumimos a já forte conexão entre a Inteligência Artificial e as decisões humanas. E aqui menciono seu uso dentro das operações da indústria, seja para melhorar a comunicação com o cliente final (chatbots, app de mensagens ou até mesmo assistentes de voz) ou para aprimorar internamente a cadeia produtiva, deixando-a mais inteligente e eficiente. 

A terceira tendência que gostaria de citar também é fruto dos desafios da COVID-19. Vimos a IoT (Internet das Coisas) tomar conta dos avanços no segmento do Contactless Consumer Product ou o Serviceless (produtos ou serviços sem contato), e quem investiu nesses mecanismos saiu na frente. No ano que vem, creio que veremos serviços e produtos cada vez mais voltados à saúde, à segurança e ao monitoramento, modificando para melhor a experiência final dos clientes.

Por fim, mas não menos importante, eu diria que a identidade das marcas será outro grande desafio para 2021. Habituamo-nos a comprar on-line por meio de intermediários que ganharam força. E agora a pergunta é: quem removerá essa intermediação e irá direto ao cliente nesse momento tão crítico da história? Deixar de lado esses parceiros e seguir voo solo faz sentido? Como manter a identidade da marca seguindo pelos dois caminhos de venda?

O cenário é de oportunidades. E meu desejo é que as empresas sigam de olho em valores como sustentabilidade, responsabilidade social, segurança e diversidade, e naveguem rumo a conquistar a fidelidade dos consumidores que chegaram ou que permaneceram por perto em 2020.

*Gustavo Pipa é executivo de Conta na Cognizant Brasil. 

O legado de 2020 para o futuro da segurança eletrônica

A pandemia global do coronavírus, sem dúvida, afetou a maneira como a Internet das Coisas (IoT) está se desenvolvendo e impactando nossas vidas. Do ponto de vista tecnológico, a IoT já era uma das tendências mais proeminentes dos últimos anos – mesmo antes da Covid-19.

Selma Migliori, presidente da ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança

Em um mundo onde o contato físico deverá manter algumas restrições, os dispositivos inteligentes tiveram um impulso em diferentes setores – na saúde, com a telemedicina, para a segurança no varejo, agronegócio, logística, entre outros.

A prestação de serviços na área de segurança eletrônica também ganha ainda mais força com a IoT. Com uma quantidade significativa de dados, centrais de monitoramento, portaria remota, rastreamento, podem identificar e interpretar padrões e agir com base nesses dados. As ações tomadas pelas equipes passam a ser mais rápidas, eficientes e certeiras. O resultado imediato é a maior satisfação do cliente, com as medidas assertivas e a melhoria da credibilidade das empresas que oferecem o serviço.

Investimento em saúde em IoT dispara

A pandemia, ainda em curso, acelerou a transformação digital na saúde. Da telemedicina ao acompanhamento domiciliar automatizado para idosos e deficientes, os wearables inteligentes, sensores e dispositivos conectados continuarão a mudar a forma como os cuidados de saúde são prestados.

A tecnologia também tem sido usada para minimizar o contato desnecessário em situações onde o risco de contaminação viral é particularmente alto, por exemplo, asilos e nas áreas destinadas ao tratamento de pacientes da Covid-19 nos hospitais.

Um forte crescimento também foi observado no mercado de dispositivos que permitem que os idosos permaneçam independentes em suas próprias casas por mais tempo. Isso inclui ferramentas que utilizam IA para detectar quedas ou mudanças nas rotinas diárias regulares que podem alertar parentes ou profissionais de saúde que uma intervenção seja necessária. Adaptando-se aos desafios apresentados pela Covid-19, essa mesma tecnologia pode ser usada para determinar se há uma rápida deterioração na saúde das pessoas que podem estar isoladas em casa, já que a doença muitas vezes pode colocar as pessoas em um estado onde elas são incapazes de buscar ajuda por conta própria, em questão de horas.

Portas e fechaduras online permitem recursos de monitoramento reforçado para operadores e clientes

Dispositivos IoT totalmente integrados e programáveis remotamente de qualquer lugar, a qualquer momento. Isso cria uma grande vantagem para os gestores que podem relatar o estado de toda uma rede de lojas, ou monitorar o acesso a inúmeras instalações de armazenamento, utilizando a inteligência que a tecnologia fornece a partir dos dados que coleta.

IoT significa um Trabalhe de Casa (WFH) mais produtivo

Trabalhar em casa é o novo normal para muitas empresas ainda, devido às preocupações com a segurança em torno de um grande número de pessoas reunidas em escritórios e centros urbanos. Com assistentes pessoais alimentados por IA como Alexa e Google Home, agora instalados em muitas de nossas casas, podemos esperar mais aplicativos projetados para nos ajudar a gerenciar nosso dia enquanto trabalhamos remotamente. Isso significará ferramentas automatizadas de agendamento e calendário mais inteligentes, bem como melhor qualidade, videoconferência mais interativa e tecnologia de reunião virtual. 

Para as empresas que ainda exigem presença física – como é o caso da maioria das operações de manufatura, industriais e logística – IoT significa que os ativos podem ser monitorados remotamente de maneira mais eficaz, dando a tranquilidade de saber que o maquinário automatizado continuará seu trabalho, e os engenheiros ou a equipe de manutenção pode ser alertada quando sua intervenção for necessária. 

Saiba porque você não vai ganhar dinheiro em 2021

William Ribeiro, educador financeiro do Dinheiro Com Você

Todo ano é a mesma coisa: resoluções para ter mais dinheiro, dicas para colocar a vida financeira em ordem. Também se repete o mantra da mudança: “Ah não, esse ano vai ser diferente! Vou pagar as dívidas, economizar dinheiro, investir mais!”. Não é verdade?

Pois saiba que isso atende por um nome, chama-se autossabotagem. 92% das pessoas que fazem promessas de ano novo desistem de tudo em duas semanas.

Quando falamos sobre a imprescindível necessidade de se economizar dinheiro (afinal, toda riqueza é construída sob o que não foi gasto, obviamente), são raras as pessoas que se dispõem a escutar.

Tal como escovar os dentes ou colocar o lixo para fora, nunca ouvi falar de alguém gostasse de economizar dinheiro. Mas é igualmente necessário, quer gostemos ou não.

Tão certas como as promessas que não se cumprem, as dicas do Educador Financeiro também serão vãs, se realizadas da mesma forma, ano após ano.

Resolvi mudar. Em vez de dar dicas, desta vez eu resolvi colocar o dedo na ferida. Se você não tem dinheiro, certamente estará incorrendo em algum destes erros aqui. Acabou a desculpa: ou você muda agora, ou amanhã pode ser tarde demais.

  1. Você está cheio de dívidas

Não adianta jogar as dívidas para debaixo do tapete: os credores vão lhe encontrar. Cada dia que passa, o monstro dos juros afasta um pouquinho mais a paz financeira do seu lar.

Se você tem dívidas, não é uma pessoa livre. Você não pode decidir, por conta própria, os rumos da sua família.

Viver endividado é praticar uma roleta russa com o seu dinheiro. Depender de favores de parentes, amigos, e da indigna aposentadoria pública no futuro (se é que continuará havendo alguma até lá).

Vai demandar esforço, mas você já pensou em eliminar este mal da sua vida de uma vez por todas? Quitar todas as suas dívidas?

Você pode buscar uma renda extra, vender algum bem. Eu garanto que é muito mais prazeroso você ver sua vida progredindo, ainda que de modo lento, do que manter o discurso das “minhas conquistas”.

Crédito não é renda, é dívida. Usar o dinheiro dos outros é viver uma vida que (ainda) não lhe pertence, é uma falsa liberdade.

São os outros que devem pagar juros para você. Aliás, este é o conceito de investimento: receber pelo uso do seu dinheiro.

  1. Você gasta mais do que ganha

Não adianta usar a desculpa de que você ganha mal. Nestes anos de Educação Financeira, quantas famílias humildes eu pude encontrar, mas que mantêm as contas em dia e vivem tranquilas.

Como também existem famílias perdulárias, que ganham muito mais do que você, mas vivem endividadas e correndo atrás do prejuízo.

A regra é clara: se você tem dinheiro, você gasta. Se não tem, você não gasta. Simples assim.

De tão certos que são, os imprevistos nem deveriam se chamar assim. Sem dinheiro guardado para as dores de barriga da vida, você cairá nas dívidas. Quem não poupa tem que contar com a absoluta sorte de tudo dar certo: não pode nunca parar de trabalhar, mesmo que a saúde física não permita.

Se você é descontrolado com os gastos, isso pode ter a ver com o seu aspecto emocional. É inócuo fazer compras para ficar feliz, pois logo na sequência, vem a tristeza de ter gastado o dinheiro.  Retroalimentando o que eu chamo de “ciclo da infelicidade”, você precisa comprar mais, para voltar a se sentir bem.

Na verdade, trata-se de uma armadilha de tristeza e pobreza. Se a felicidade não morar dentro de você mesmo, não é fora que você vai encontrar. É bem mais barato e saudável procurar ajuda de um profissional para a sua saúde mental, o que é recomendável para qualquer pessoa, na verdade

  1. Você não tem foco no trabalho

Trabalho é pra gerar renda. Investimento é para multiplicar a renda e formar patrimônio. Patrimônio é mais importante que a renda. Mas sem renda, não existe como você construir um patrimônio. E sem trabalho, não tem renda.

O que quero chamar a sua atenção é que tudo vem do trabalho. Então, para que sua renda cresça, você precisa encontrar um meio de aumentar o valor da sua hora de trabalho. Afinal de contas, se todos nós temos um limite do quanto podemos trabalhar, o único jeito de ganhar mais é tornar a nossa hora mais valiosa.

Em vez dos gastos supérfluos, pratique o hábito de investir em você mesmo. Incremente a sua bagagem intelectual, invista tempo e dinheiro em estudos, livros, cursos, aperfeiçoamento profissional. Tudo isso pode aumentar a sua capacidade de gerar mais valor para a sociedade e, enfim, ganhar mais dinheiro.

Outro erro muito comum acontece quando as pessoas recebem um aumento de remuneração e crescem, proporcionalmente, o seu padrão de vida. Mesmo com altas cifras no holerite, estas pessoas também incorrem no erro de se trabalhar unicamente para pagar o boleto do mês.

  1. Você não tem paciência

Apenas ficarão ricas em 2021 aquelas pessoas que plantaram suas sementes, realizaram seus investimentos, pelo menos alguns anos atrás. Um ano é realmente muito pouco para juntar dinheiro e investir em algo com um bom retorno.

Ficar rico, na verdade, é um processo lento, chato e entediante. É o famoso devagar e sempre, mirando o longo prazo. Quem quer ficar rico rápido, termina ficando pobre. Em educação financeira, os atalhos servem para atrasar a sua vida.

Pensamento de longo prazo funciona assim: serão dez, vinte ou trinta anos, que passarão de qualquer jeito. Mas o que você conquistará nesse tempo, só depende das escolhas que você faz hoje.

  1. Você reclama mais do que agradece

Infelizmente, vivemos em um mundo de oportunidades diferentes. E pior: às vezes temos uma vida difícil por causa dos erros de quem colocou a gente no mundo. Ainda assim, de que adianta reclamar? O mundo não vai mudar só porque você está triste ou foi injustiçado.

Quem tem o hábito de reclamar, fica cego. Não consegue ver as oportunidades que aparecem o tempo todo, pois preocupa-se em culpar os outros, o governo, o sistema, o patrão, e qualquer outra coisa que estiver na reta. Para os problemas que você não consegue mudar, vale o ditado: “Aquilo que a gente não consegue controlar nem resolver, resolvido está.

Coloque o foco naquilo que você pode fazer. E mesmo que você não fique rico, eu tenho certeza que dá pra ficar melhor do que está, concorda?

Ter atitudes positivas não só é um pré-requisito para a sua mudança, como ninguém suporta ficar perto de gente que só reclama.

  1. Você não investe direito

Vou lhe contar um segredo que o mercado financeiro não quer que você saiba: a grande mágica de investir bem, tem muito pouco a ver com ações que vão bombar, carteiras recomendadas, etc.

O segredo está em você e isso não é papo de coach. O sucesso de investir está muito mais ligado em duas coisas que já falamos aqui: a sua capacidade de guardar mais dinheiro todos os meses e de saber esperar. Aportar mais e ter paciência.

Mas como isso não enche a barriga de quem vive de corretagens e giros, ou seja, bolsa, corretoras e tudo mais, você vai ouvir muito pouco do assunto sendo tratado nesta ótica.

Convenhamos também: não é nada sedutor, falar para você que o segredo está na sua mão. Mais glamouroso é vender a você a capacidade de prever o futuro, de acertar um único ativo que lhe proporcione uma riqueza instantânea.

Ora, se os futurólogos de plantão tivessem acesso à esta informação, por que razão nos diriam? Não seria melhor usar em seu próprio proveito, em vez de trabalhar?

Então, meu amigo, venho aqui cumprir essa tarefa, ingrata, mas imprescindível.

É muito mais relevante você acumular mais dinheiro para investir, do que acertar o investimento da vez. Aliás, é humanamente impossível adivinhar, com consistência, se algo vai subir ou cair.

Conclusão

Educação Financeira tem tudo a ver com conhecimento, porém o mais importante vem da mudança de hábito. A primeira parte eu consigo ajudar, mas a segunda é com você, aí do outro lado.

A verdadeira mudança financeira dentro do seu lar virá do seu comportamento: não ter dívidas, viver um degrau abaixo das possibilidades, aumentar suas receitas e saber esperar.

Que este ano de 2021 seja aquele que você começou uma sólida e fundamentada transformação financeira na sua vida e de sua família. Mas, para isso, é preferível a mão na massa do que as vagas promessas de começo de ano.

Sobre William Ribeiro

*William Ribeiro é Engenheiro da Computação, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas

Como investir no curto, médio e longo prazo?

Daniel Abrahão

Quando o assunto é investir sempre surgem duas dúvidas: por quanto tempo e onde? Para ter sucesso no planejamento financeiro é importante determinar objetivos claros, junto ao assessor de investimentos, que serão essenciais para conquistar a rentabilidade em curto, médio ou longo prazo.

É importante realizar uma análise individual de cada investidor, devido as peculiaridades que cada um possui, ainda mais porque separar os prazos de investimentos em relação a cada perfil tem seus obstáculos. Abaixo, explico um pouco mais sobre os prazos e os tipos de investimentos.

Curto prazo 

O período de investimento é inferior a um ano e possui uma liquidez alta, ou seja, o dinheiro não fica “preso”, e o período de carência para o resgate é curto.  Praticamente a partir de qualquer valor já é possível investir, pois não há mais aquela fama de que somente as pessoas com alta renda podem fazer investimentos. O perfil conservador é predominante para investimentos a curto prazo.

Os investimentos de renda fixa como CDB’s com liquides diária, Tesouro Selic e fundos de investimentos são na maioria das vezes ótimas opções, pois ficam restritos a liquidez diária, sem a carência de resgate.

Quando tratamos de renda fixa vale ressaltar, que na maioria das vezes, quanto menor o prazo de investimento, menor será a rentabilidade. Além disso, a taxa é determinante para definir a rentabilidade, de modo geral, essa diferença de taxa está atrelada a qualidade de crédito do emissor do papel, quanto mais seguro o emissor, menor será a taxa, já quanto mais risco do emissor, maior será a taxa.

No caso de fundo de investimentos, existe um mundo de possibilidade, desde fundos de renda fixa referenciados onde fica importante a análise da taxa de administração do fundo. Porém, para fundos multimercados e até de crédito privado, o que deve ser mais considerado para a escolha é a estratégia, histórico e quem são os gestores, por exemplo.

Muitos investidores têm preferência pelo Tesouro Selic, que é conhecido como uma opção clássica no curto prazo. Os fundos de investimentos também são ótimas alternativas e tendem a ser mais vantajosos, devido a liquidez, na maioria dos casos, que o resgate pode ser realizado em até 30 dias.

Admitindo que o investimento de curto prazo seja um investimento conservador, a rentabilidade atualmente deve ser próxima de 2% ao ano. Caso seus investimentos de curto prazo, em ambientes normais, estejam rendendo muito menos que 2% ao ano, fique atento que algo deve estar errado, atenção!

Médio prazo

É um tipo de investimento que temos um leque maior de oportunidades, pois o dinheiro fica retido entre dois e cinco anos e as chances de rentabilidade aumentam. 

Os tipos de investimentos disponíveis no médio prazo vão desde renda fixa até fundos multimercados e ações. A escolha dos investimentos estará muito ligada ao perfil de risco do investidor. De acordo com dados da XP Investimentos, de janeiro de 2021, a carteira ideal para um investidor moderado é composta por:

Fonte: XP Investimentos

O ideal é consultar um assessor de investimentos para ajudá-lo a personalizar sua carteira de investimentos, adequando a necessidade individual de cada investidor.

Longo prazo

O período de investimento é superior a cinco anos, nesse tipo o investidor tem duas vantagens importantes: as melhores taxas de rentabilidade de forma geral, principalmente para ativos da renda fixa, e a diluição da volatilidade para ativos com maiores riscos, como as ações.

Uma forma de conseguir êxito a longo prazo é por meio de fundos de investimentos. Alguns deles se destacam no horizonte de investimento de longo prazo, são eles:

– Fundos de investimentos em debentures incentivadas: a composição dos ativos desse tipo de fundo são papéis emitidos por empresas de infraestrutura, que normalmente estão atrelados à inflação.

– Fundos de investimentos em ações:  a escolha de ações é delegada a um profissional de mercado, chamado gestor, que toma as decisões de investimentos.

– Fundos multimercado:  esse é o tipo de fundo de investimentos que permite misturar diversas classes de investimentos, desde renda fixa até as ações.

Reforço que cada investidor possui características diferentes como, idade, momento de vida e principalmente expectativas de conquistas financeiras de curto, médio e longo prazo. Todas essas peculiaridades devem ser bem analisadas.

*Daniel Abrahão é assessor de investimentos e sócio da iHub Investimentos, escritório de assessoria de investimentos credenciado à XP, a maior plataforma de investimentos da América Latina.

Lula foi beneficiado com ‘suposto atentado’, afirma consultor

Habeas Corpus de Lula será julgado essa semana

Faltando poucos dias para ter seu habeas corpus julgado pela Suprema Corte Brasileira, o STF (Supremo Tribunal Federal), as atenções se voltam para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seja torcendo contra ou a favor do petista. Na semana passada o nome do fundador do PT esteve mais presente na mídia, mas desta vez como vítima de um atentado.

Antes, em sua caravana pelo Sul do Brasil já havia enfrentado diversos protestos, vaias, bloqueios e ovadas em municípios dos três estados, como Santana do Livramento, Bagé, Nova Erechim e Quedas do Iguaçu.

O consultor político e escritor Eduardo Negrão, autor do livro ‘Terrorismo Global’ (Scortecci Editorial) questiona o suposto atentado sofrido pelo ex-presidente e acredita que o fato trouxe benefícios políticos para Lula, que foi o foco das atenções sem ser ligado à corrupção. “Chama a atenção que das três viaturas da  Polícia Rodoviária Federal que faziam a escolta da caravana – duas identificadas e uma descaracterizada, num total 8 de agentes – não tenham visto nenhum clarão ou ruído dos dois tiros disparados”, questiona Eduardo Negrão.

Segundo o especialista, é de conhecimento público que a polícia brasileira às vezes peca, mas sempre pelo excesso e nunca pela omissão. Ele também destaca que a caravana estava bem próxima da tríplice fronteira de onde partem 80% do tráfico de armas pesadas para as favelas e o crime organizado no país. “É difícil imaginar que alguém iria se esconder ali à noite, onde circulam contrabandistas, traficantes e até agentes ligados a grupos terroristas, com um singelo revólver 22. Só se fosse um turista, porque um morador da região saberia que isso seria perigosíssimo”, explica Negrão.

Ainda, na opinião do consultor, o ‘atentado’ cumpriu seu objetivo e voltou a colocar Lula nas manchetes sem que a palavra corrupção aparecesse na mesma frase. Eduardo Negrão acrescenta que apesar do batalhão de jornalistas e cientistas políticos de esquerda terem monopolizado a atenção da mídia, o anticlímax veio rápido na noite de encerramento, no maior município da região Sul, Curitiba, onde Lula se viu mais uma vez pressionado. “Dessa vez não por populares descontentes, mas pelo líder nas pesquisas, o parlamentar e ex-capitão do exército brasileiro, Jair Bolsonaro”, finalizou o consultor, destacando ainda que o pré-candidato obriga a grande imprensa a fazer malabarismos para omiti-lo da mídia, mesmo liderando as pesquisas com o minúsculo partido PSL.