Fiocruz recebe insumos para produção de vacina

(Marcos Gouvea/via Agência Brasil)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebeu no início da manhã de hoje (28), no Rio de Janeiro, mais duas remessas de insumo farmacêutico ativo (IFA) suficientes para produzir 12 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, usada na imunização contra a covid-19.

O produto, procedente da China, chegou ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão) às 6h22 deste domingo. Inicialmente, o voo estava previsto para chegar às 18h de ontem (27). O motivo da mudança da data se deveu a um atraso na conexão do voo.

Na última quinta-feira (25), a Fiocruz já havia recebido uma remessa para produzir 6 milhões de doses. Esta semana, está prevista a chegada de uma nova carga suficiente para fabricar 5 milhões de vacinas.

As 23 milhões de doses serão produzidas pela própria Fiocruz e, uma vez prontas, serão entregues ao Ministério da Saúde, entre abril e maio.

Este mês, a Fiocruz já produziu e entregou 1,8 milhão de doses de vacinas produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Ainda está prevista a entrega de mais 2,1 milhões de doses nesta semana, que irão completar os 3,9 milhões de vacinas previstas até o fim desta semana.

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil 

Índia vai atrasar entrega de vacinas compradas pelo governo Bolsonaro

(Joel Rodrigues/Agência Brasília)

O Instituto Serum, responsável pela produção na Índia da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, comunicou ao Brasil que não conseguirá cumprir os prazos de entrega dos imunizantes comprados pelo governo Jair Bolsonaro.

A informação foi publicada neste domingo (21/03) pelo jornal indiano Indian Times. Segundo o diário, o chefe do instituto, Adar Poonawalla, enviou uma carta à Fiocruz confirmando a suspensão das entregas, sem data exata para restabelecimento.

O Brasil, de acordo com Poonawalla, recebeu até agora 4 milhões dos 20 milhões de vacinas encomendados. A cifra difere da previsão mais recente da Fiocruz. Segundo a fundação, a negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum incluía a aquisição de mais oito milhões de doses ao longo dos próximos dois meses.

O atraso anunciada pelo Instituto Serum afeta também outros países, como Marrocos e Arábia Saudita. Ele foi justificado pelo aumento da demanda interna e dificuldades no trabalho de expansão de capacidade.

No início do mês, em declarações ao Congresso, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia indicado que poderia haver atrasos em março na carga vinda da Índia.

Pressão interna na Índia

A Índia, o maior fabricante mundial de vacinas, está sendo criticada domesticamente por doar ou vender mais doses do que administra em casa. O país está em meio a mais uma onda de covid-19, e já registrou mais de 11,6 milhões de infectados.

A informação do atraso de entregas ao Brasil é noticiado dias depois de o Reino Unido anunciar que teria que retardar seu programa de vacinação no próximo mês porque o instituto indiano demoraria a entregar doses planejadas. O Instituto Serum forneceu até agora metade das doses dos 10 milhões que o governo britânico encomendou.

Uma fonte citada pela agência de notícias Reuters disse que o Serum trabalha para expandir sua produção mensal de 60 para 100 milhões de doses até abril ou maio.

Originalmente, o instituto deveria vender vacinas apenas para países de média e baixa renda, principalmente na Ásia e África, mas problemas de produção em outras instalações da AstraZeneca forçaram-no a enviar para muitos outros países em nome da AstraZeneca.

A Índia doou até agora 8 milhões de doses e vendeu quase 52 milhões para 75 países, principalmente a vacina da AstraZeneca feita pelo Serum. A Índia já administrou mais de 44 milhões de doses desde que iniciou sua campanha de imunização, em meados de janeiro.

Vacina gerou constrangimento para Bolsonaro

No início do ano, sob pressão após a aquisição da Coronavac pelo governo de São Paulo e sem ter nenhuma dose em mãos para o início da campanha de vacinação nacional, Bolsonaro enviou uma carta  ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pedindo urgência no envio ao Brasil, para, assim, tentar garantir o protagonismo da imunização.

O pedido de urgência para a importação das doses ocorreu após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), entidade do governo federal, ter informado que ocorreria um atraso na chegada ao país do insumo necessário para a produção local do inoculante da AstraZeneca. 

Pouco depois, o Ministério das Relações Exteriores afirmou em nota que o Brasil adquiriu as doses do Instituto Serum e que a embaixada brasileira teria feito os preparativos junto às autoridades indianas para receber os lotes. Um avião chegou a iniciar viagem para buscar a vacina no país asiático. Tanto Bolsonaro quanto o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometiam a chegada do imunizante em dois dias.

Num constrangimento para Bolsonaro, o voo, porém, acabou sendo adiado depois que o governo indiano declarou que não poderia ainda dar uma data para a exportação de doses produzidas no país.

“Parece que o Brasil queimou a largada ao anunciar oficialmente o envio de uma aeronave para transportar 2 milhões de doses de vacina”, afirmou uma reportagem do jornal indiano Hindustan Times na época.

A carga com 2 milhões de doses acabou chegando apenas em finais de janeiro. O material já vem pronto para ser aplicado e é apenas rotulado na Fiocruz. O segundo lote, com mais dois milhões de doses, chegou ao Brasil em 23 de fevereiro.

Importação supriria demora na produção interna 

Segundo a Fiocruz, a vacina indiana serviu para reduzir o impacto inicial sobre o cronograma de entregas. A fundação planeja entregar cerca de 20 milhões de vacinas da AstraZeneca-Oxford por mês, a partir de abril. As entregas ocorrerão de forma semanal. Para março, estão previstos 3,8 milhões de doses, com entrega de 1,08 milhão para esta semana

As vacinas se referem à produção feita pela Fiocruz, sem contar com as compradas pelo Instituto Serum, na Índia.

A quantidade das doses indianas enviadas ao Brasil nunca foi confirmada, mas a imprensa brasileira noticiava que a previsão do governo era de que 2 milhões de doses fossem repassados mensalmente, a partir de abril.

Por Deutsche Welle

rpr/ek (Reuters, ots)

Alemanha suspende uso da vacina de Oxford

(John Cairns/University of Oxford/Reprodução)

O governo federal da Alemanha anunciou nesta segunda-feira (15/03) que seguirá a decisão tomada por outros países europeus e suspenderá o uso da vacina contra covid-19 desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca com a Universidade de Oxford, após relatos de algumas pessoas vacinadas que desenvolveram coágulos no sangue, que podem provocar trombose ou embolia pulmonar.

O Ministério da Saúde alemão informou que a decisão se baseava em uma recomendação do Instituto Paul Ehrlich (PEI, na sigla em alemão), responsável pela regulação e aprovação de medicamentos no país.

“Depois de novos relatos de tromboses em vasos sanguíneos no cérebro em conexão com a vacinação na Alemanha e na Europa, o PEI considera que uma investigação mais aprofundada é necessária”, disse a pasta. “A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) irá decidir se e como os novos achados afetarão a aprovação da vacina”, acrescentou.

Mais cedo nesta segunda, Markus Söder, presidente do partido CSU, havia dito que era necessário haver um “anuncio muito claro” de especialistas alemães sobre se a vacina era “boa ou ruim”.

Logo depois do anúncio da Alemanha, França, Itália e Espanha também informaram que estavam suspendendo o uso da vacina de Oxford de forma cautelar, juntando-se a uma crescente lista de países europeus que suspenderam nos últimos dias o uso do imunizanze, apesar dos atrasos nos programas de vacinação contra a covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), a fabricante AstraZeneca, o governo britânico e a Universidade de Oxford afirmam não haver até o momento indicação de uma relação entre a vacina e os casos relatados ou de aumento de registros de coágulo sanguíneo em relação à média histórica.

Na sexta-feira, a OMS afirmou que “não há razão para deixar de usar” a vacina de Oxford contra a covid-19. A declaração foi dada pela porta-voz da agência em Genebra, a médica Margaret Harris. Ela disse que os países devem “continuar a utilizar a vacina da AstraZeneca” e que qualquer preocupação com segurança deve ser investigada, mas, no momento, não existem razões para suspender a aplicação das doses.

A vacina da AstraZeneca foi aprovada para uso na União Europeia no final de janeiro, porém vem enfrentando algumas dificuldades. Inicialmente, houve dúvidas sobre sua eficácia em pessoas com 65 anos ou mais, depois sanadas com a divulgação de um novo conjunto de dados de ensaios clínicos. O bloco comprou 400 milhões de doses da vacina, mas a farmacêutica foi forçada a reduzir as entregas previstas devido a problemas de produção.

Suspensão do uso

Os problemas mais recentes com a vacina de Oxford começaram na semana passada. Na quinta-feira, autoridades de saúde da Dinamarca suspenderam o uso do imunizante como medida de “precaução” depois de uma mulher de 60 anos morrer por problemas sanguíneos após ser vacinada.

A Agência de Medicamentos da Dinamarca informou em comunicado nesta segunda que a mulher teve “sintomas muito incomuns”, incluindo baixo número de plaquetas e coágulos em vasos sanguíneos de diâmetros variados.

Outros países acompanharam a Dinamarca e também suspenderam o uso da vacina.

A Noruega, um dos primeiros países a seguir a decisão dinamarquesa, informou no sábado que três pessoas com menos de 50 anos estavam recebendo tratamento médico hospitalar com sintomas parecidos depois de terem sido vacinadas.

No domingo, a Holanda também suspendeu o uso da vacina, e na segunda-feira uma agência holandesa de medicamentos informou ter registrado dez relatos de efeitos colaterais em pessoas vacinadas que incluíam casos de possíveis coágulos sanguíneos e embolia.

A Islândia, a Irlanda e a Bulgária também suspenderam o uso do imunizante.

A Áustria parou de usar doses de um lote da AstraZeneca na semana passada depois que uma mulher morreu por trombose múltipla após ser vacinada. Estônia, Letônia, Lituânia, Luxemburgo e Romênia também suspenderam o uso do mesmo lote de 1 milhão de doses, enviadas para 17 países da UE.

Fora da Europa, a Tailândia suspendeu brevemente o uso do imunizante antes de anunciar que a vacinação seria retomada nesta terça-feira.

Na segunda-feira, autoridades de saúde da Indonésia disseram que iriam adiar o uso da vacina devido aos relatos de coágulos sanguíneos na Europa e aguardariam uma nova análise da Organização Mundial de Saúde sobre a segurança do imunizante.

A Índia já aplicou mais de 28 milhões de doses da vacina de Oxford, que é produzida no país pelo Instituto Serum com o nome Covishield. Autoridades de saúde em Nova Déli afirmaram na semana passada que fariam uma nova análise de efeitos colaterais, apesar de nenhum caso de problema devido a coágulo sanguíneo ter sido relatado no país até o momento.

AstraZeneca defende segurança da vacina

A agência de medicamentos do Reino Unido afirmou na segunda-feira que as evidências “não sugerem” que a vacina de Oxford provoca coágulos sanguíneos e pediu que as pessoas continuem a se vacinar.

Na noite de domingo, a AstraZeneca informou que não identificou risco de coágulos sanguíneos associados à sua vacina. Segundo o laboratório, uma análise cuidadosa de dados de segurança relativos a mais de 17 milhões de pessoas já vacinadas com o imunizante na União Europeia e no Reino Unido não encontraram evidências de maior risco de embolia pulmonar, trombose em vasos sanguíneos ou redução das plaquetas.

Na quinta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos afirmou não haver indícios de que a vacina de Oxford teria provocado os casos de tromboembolismo e que o imunizante é seguro para uso.

O órgão está realizando uma investigação aprofundada e deve fazer um novo pronunciamento nesta terça-feira, e destacou que o número de casos de trombose e embolia identificados entre as pessoas que receberam a vacina não é maior do que o registrado na população em geral.

Além da vacina de Oxford, a EMA já autorizou o uso na Uniao Europeia dos imunizantes produzidos po Pfizer-Biontech, Moderna e Johnson & Johnson.

Aposta de Bolsonaro

A vacina de Oxford foi a principal aposta feita pelo governo federal brasileiro para imunizar sua população, por meio de um acordo assinado em julho de 2020 entre a AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No mês seguinte, o presidente Jair Bolsonaro editou uma medida provisória abrindo crédito de R$ 1,9 bilhão para adquirir a tecnologia e 100 milhões de doses até meados de 2021, que seriam produzidas na Fiocruz a partir do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) importado da China.

A previsão inicial da Fiocruz era entregar 30 milhões de doses ainda em 2020, o que não se confirmou. Houve atrasos na importação do IFA, e as primeiras doses do imunizante vieram prontas da Índia e foram aplicadas em brasileiros apenas em 23 janeiro deste ano. Em seguida, um problema no equipamento da Fiocruz que coloca lacres de alumínio nas vacinas novamente atrasou o cronograma. A fundação espera entregar nesta semana o primeiro lote da vacina produzida no Brasil, com 1 milhão de doses, e em seguida elevar o ritmo de entrega.

Por esse motivo, cerca de 80% das doses de vacinas contra a covid-19 aplicadas no Brasil até agora são da chinesa Coronavac, produzida em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, segundo cálculo da Rede Análise Covid-19. Esse imunizante foi desacreditado por Bolsonaro ao longo de 2020, que chegou a chamá-lo de “vacina chinesa de João Doria”, mas voltou atrás e em janeiro comprou 100 milhões de doses da vacina.

O governo federal já anunciou também a compra de 20 milhões de doses da vacina indiana Covaxin e de 10 milhões de doses do imunizante russo Sputnik V, mas ambos ainda não possuem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Autoridades brasileiras até o momento não se pronunciaram sobre possíveis casos de coágulos em conexão com a vacina de Oxford.

Por Deutsche Welle

bl (ots, AFP, DW)

Vacina de Oxford é eficaz contra a variante de Manaus, aponta estudo

(Fiocruz/Reprodução)

Dados preliminares de um estudo feito pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca indicam que a vacina desenvolvida pela dupla induz uma resposta imunológica adequada contra a variante de Manaus. Os detalhes do estudo não foram divulgados, mas a informação foi confirmada. 

Os resultados dos estudos é uma ótima notícia para o Brasil. A Fiocruz já tem um acordo com a Oxford para produzir 200 milhões de doses do imunizante até dezembro. Em março, a promessa é da fundação entregar 3,8 milhões de doses ao programa Nacional de Imunização (PNI).

Além disso, o país é o que mais sofre com a cepa do Amazonas. Ao menos 17 estados já confirmaram casos com a variante de Manaus. Havia o temor de que as vacinas não sejam eficazes contra as variantes, como a do Reino Unido e da África do Sul. 

Segundo Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil, o artigo foi finalizado e está em processo de submissão para uma revista científica. “Acredito que até a semana que vem possamos ter a divulgação pública dos resultados”, diz.

Vacinação no Brasil 

A campanha nacional de imunização vacinou 7.941.173 pessoas até a noite da última sexta-feira com, pelo menos, a primeira dose. Isso é o equivalente a 3,75% da população do país. 

Ao todo, 2.611.071 pessoas receberam as duas doses da vacina, de acordo com recomendação dos laboratórios que produzem a CoronaVac e a Oxford/AstraZeneca. O número corresponde a apenas 1,23% da população do Brasil.

Por TV Cultura

Insumos para 12 milhões de vacina chegam ao Rio

(Fiocruz/via Agência Brasil)

Uma remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) suficiente para produzir 12,2 milhões de doses de vacina contra a covid-19 chegou hoje (27) ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão/Tom Jobim).

O material veio em um avião procedente da China e será encaminhado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ainda hoje.

O produto será processado pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), que produzirá os mais de 12 milhões de doses de vacina AstraZeneca/Oxford.

Esse é o segundo lote de IFA que chega para a Fiocruz. Em 6 de fevereiro, já havia chegado um lote suficiente para produzir 2,8 milhões de doses, que ainda estão sendo processados pela Fiocruz.

Os 15 milhões de doses serão entregues ao Programa Nacional de Imunizações, para serem posteriormente distribuídos para os estados e municípios.

Até junho, a Fiocruz estima receber lotes de IFA suficiente para produzir 100,4 milhões doses de vacina.

Além do IFA, a Fiocruz também recebeu 4 milhões de doses prontas da vacina AstraZeneca/Oxford e deve receber mais 8 milhões nos próximos meses.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Estado distribui 474 mil doses da vacina da Fiocruz

(Joel Rodrigues/Agência Brasília)

O Governo do Estado de São Paulo está distribuindo mais de 474 mil doses da vacina contra COVID-19 da Fiocruz (Oxford/AstraZeneca) para início continuidade da campanha nas 645 cidades.

As novas remessas visam à imunização dos idosos na faixa etária de 80 a 84 anos, público que passa a integrar a campanha na próxima segunda-feira (1º), bem como à conclusão dos idosos com idade entre 85 e 89 anos.

As doses chegaram no final da tarde de ontem (24) e os caminhões já começaram a sair do CDL (Centro de Distribuição e Logística na capital, rumo aos GVE (Grupos de Vigilância Epidemiológica). A entrega para todos os locais será concluída até amanhã, por meio de uma logística intensa organizada e executada pela Secretaria de Estado da Saúde.

Os municípios deverão retirar os respectivos quantitativos nos GVE de sua região (confira abaixo tabela com o número de doses por Departamento Regional de Saúde). As Prefeituras também são responsáveis por organizar o consumo de suas grades seguindo os critérios da campanha, programar o abastecimento da rede para imunizar todas as pessoas que integram os públicos-alvo.

A divisão das grades é baseada no quantitativo proporcional de vacinas previsto para São Paulo conforme o PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde. O cálculo de distribuição para regiões e cidades tem como referência estatísticas populacionais e os públicos-alvo da campanha de vacinação contra a gripe de 2020.

A campanha de imunização contra a COVID-19 em São Paulo tem se desenvolvido conforme a disponibilidade das remessas do Ministério da Saúde. À medida que o governo federal viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos serão divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde.

a vacina da Fiocruz também requer aplicação de duas doses para que o esquema vacinal seja completo, com intervalo de 12 semanas entre as doses, conforme consta em bula e indicado pelo PNI.

Fases da campanha em SP

A primeira fase da campanha começou com profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência, indígenas aldeados e quilombolas. Este último grupo foi inserido no Plano Estadual de Imunização de São Paulo, mas não estava contemplado no PNI.

O PEI também definiu o início da segunda fase para 8 de fevereiro, contemplando idosos a partir de 90 anos e m idosos na faixa etária de 85 a 89 anos. A partir do dia 1º de março será iniciada a vacinação dos idosos entre 80 e 84 anos.  A inclusão de novos grupos populacionais é embasada no PNI.

Grades

Região/DRS – Doses

Araçatuba – 9,8 mil

Araraquara – 12,5 mil

Marília – 16 mil

Barretos – 5,7 mil

Bauru – 22,1 mil

Campinas – 45,6 mil

Grande São Paulo – 206,5 mil

Franca – 7 mil

Piracicaba – 18,1 mil

Presidente Prudente – 10,3 mil

Vale do Ribeira – 3,1 mil

Ribeirão Preto – 16,5 mil

Santos – 22 mil

São João da Boa Vista – 10,8 mil

São José do Rio Preto – 22,4 mil

Sorocaba – 23,4 mil

Vale do Paraíba – 22 mil

Voo com dois milhões de doses de vacina chega amanhã a SP

(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Um avião da companhia Emirates, com remessa de 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 decolou na madrugada de hoje (22) de Mumbai, na Índia, e deve chegar a São Paulo às 6h55 desta terça-feira.

A aeronave deixou a cidade indiana por volta das 10h30 da manhã (horário local), o que equivale a 2h da madrugada de hoje no horário de Brasília. A carga fará escala em Dubai, nos Emirados Árabes, de onde decolará para São Paulo às 22h40 (horário local) – 15h40 de hoje (horário de Brasília).

O voo chegará a São Paulo amanhã de manhã e as vacinas seguirão para o Rio de Janeiro, onde serão levadas para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz).

As doses foram produzidas pelo Instituto Serum, parceiro da AstraZeneca na Índia e maior produtor mundial de vacinas. Mesmo prontas, as vacinas precisarão passar primeiro por Bio-Manguinhos para que possam ser rotuladas antes de serem distribuídas ao Programa Nacional de Imunizações.

A importação de doses prontas é uma estratégia paralela à produção de vacinas acertada entre a AstraZeneca e a Fiocruz. Para acelerar a disponibilidade de vacinas à população, 2 milhões de doses já foram trazidas da Índia em janeiro e está previsto um total de 10 milhões de doses prontas a serem importadas. Além dos 2 milhões que chegam amanhã ao país, mais 8 milhões estão previstas para os próximos dois meses. 

Enquanto negocia a chegada das doses prontas, a Fiocruz trabalha na produção local das vacinas Oxford/AstraZeneca. Segundo o acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz vai produzir 100,4 milhões de doses de vacinas até julho, a partir de um ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. A primeira remessa desse insumo já chegou ao Bio-Manguinhos e o primeiro milhão de doses produzido na Fiocruz tem entrega prevista para o período de 15 a 19 de março.

De acordo com a fundação, os dois primeiros lotes estarão liberados internamente nos próximos dias. Esses lotes são destinados a testes para o estabelecimento dos parâmetros de produção.

“Com esses resultados, a instituição produzirá os três lotes de validação, cuja documentação será submetida à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses lotes somarão cerca de 1 milhão de doses e seus resultados serão enviados à Anvisa até meados de março”.

Também está em andamento na Fiocruz o processo de transferência de tecnologia para a produção do IFA no Brasil, o que tornará a fundação autossuficiente na produção das vacinas. A previsão é que as primeiras doses com IFA nacional sejam entregues ao Ministério da Saúde em agosto, e, até o fim de 2021, seja possível entregar 110 milhões de doses, elevando o total produzido no ano pela Fiocruz para 210,4 milhões. 

Por Vinicius Lisboa – Repórter da Agência Brasil

Vacina de Oxford tem eficácia limitada contra cepa sul-africana, diz estudo

A vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca oferece proteção limitada contra casos leves e moderados da variante detectada na África do Sul, segundo resultados preliminares de um estudo.

(Fiocruz/Reprodução)

A pesquisa, que será publicada na íntegra nesta segunda-feira (08/02), foi realizada por especialistas das universidades de Oxford e de Witwatersrand, na África do Sul. Ela foi antecipada pelo jornal britânico Financial Times e ganhou grande repercussão na Europa, onde a vacina é amplamente usada.

A variante sul-africana do coronavírus (chamada B1351) é uma das que mais preocupam atualmente os cientistas, juntamente com as identificadas no Reino Unido (B117) e no Brasil (B1128).

Um porta-voz da AstraZeneca esclareceu à imprensa local que nesta “pequena fase 1 / 2 do ensaio clínico, os resultados preliminares mostraram eficácia limitada contra sintomas leves e moderados causados principalmente pela variante sul-africana B1351”.

A farmacêutica indicou que ainda não foi capaz de determinar adequadamente se a vacina evitaria a doença de uma forma mais grave e hospitalizações causadas pela mutação, já que a maioria dos participantes do estudo – 2 mil pessoas – era adultos jovens e saudáveis.

O porta-voz disse que existe a confiança na empresa de que a vacina oferece proteção contra casos graves, pois cria anticorpos neutralizantes semelhantes aos de outras vacinas.

A porcentagem exata de eficácia da vacina de Oxford contra casos leves e moderados da mutação sul-africana não foi divulgada.

Ao longo desta semana, Oxford espera divulgar várias análises sobre a capacidade de sua vacina de neutralizar as diferentes variantes do coronavírus. 

Eficácia contra variante britânica

A vacina de Oxford mantém a efetividade diante da variante britânica do patógeno que provoca a covid-19, segundo indicam evidências científicas divulgadas na sexta-feira.

Pesquisadores da instituição acadêmica britânica apontaram para um efeito similar, quando se trata de combater a mutação do novo coronavírus ou fazer frente a cepa original.

A comunidade científica está preocupada com a possibilidade de que as vacinas que estão sendo aplicadas no Reino Unido pudessem deixar de ser efetivas contra a variante britânica.

A variante, inicialmente identificada em Kent, sul da Inglaterra, é mais transmissível, o que levou muitos países a restringirem viagens ao Reino Unido. Também levou a um pico de infecções que forçou um novo lockdown nacional na Inglaterra no mês passado.

No estudo, que ainda não foi publicado formalmente, também é descrita a análise que sugere que vacinar com o agente imunizante da Oxford/AstraZeneca resulta em uma redução na duração da carga viral, o que poderia se traduzir uma queda da transmissão.

Eficácia média de 82% com duas doses

A vacina oferece pelo menos 76% de proteção contra o coronavírus e reduz a transmissão em 67% até 12 semanas após a aplicação da primeira dose.

Segundo um estudo publicado na revista científica The Lancet, a eficácia de 76% se refere ao período entre o 22º e 90º após a aplicação da primeira dose, e a proteção não cai durante esse período.  A  eficácia da vacina chega a 82,4% quando aplicada a segunda dose três meses após a primeira.

A divulgação do estudo é importante porque dá suporte ao Reino Unido, um dos países que mais vacina no mundo, na controversa decisão de estender o intervalo entre a primeira e a segunda dose, em meio  a atrasos no fornecimento do imunizante.

A vacina de Oxford no Brasil

O primeiro lote do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção das vacinas Oxford/AstraZeneca pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) chegou no sábado (06/02) ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O material deve finalmente possibilitar a produção dessa vacina contra a covid-19 em território nacional, após seguidos atrasos.

O insumo foi fabricado no laboratório Wuxi Biologics, na China, de onde partiu da última quinta-feira. O laboratório chinês foi vistoriado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado e é parceiro da farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, que desenvolveu a vacina em parceria com a Universidade de Oxford, do Reino Unido.

O IFA será transportado para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), na zona norte do Rio de Janeiro. Lá, após checagens de controle de qualidade, o insumo deve ser liberado na próxima quarta-feira para descongelamento, já que precisa ser transportado a -55°C. O degelo precisa ser feito lentamente, e somente na próxima sexta-feira deve ter início a formulação do lote de pré-validação, necessário para garantir que o processo de produção da vacina está adequado.

Apesar dos atrasos na chegada do insumo, a Fiocruz afirma que é possível manter o compromisso de entregar 100 milhões de doses até julho, como havia sido anunciado anteriormente.

Os termos do acordo entre a Fiocruz, a AstraZeneca e a Universidade de Oxford preveem que, inicialmente, o Brasil vai produzir a vacina com IFA importado. Posteriormente, Bio-Manguinhos vai nacionalizar a produção do insumo, o que deve ocorrer no segundo semestre, a partir de um processo de transferência de tecnologia. Após a nacionalização do IFA, a Fiocruz prevê produzir mais 110 milhões de doses até o fim deste ano, chegando a um total de mais de 210,4 milhões de doses.

Por Deutsche Welle

rpr (AFP, AP, ots)

Insumos da vacina Oxford chegam hoje à Fiocruz

O primeiro lote do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção das vacinas Oxford/AstraZeneca na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem chegada prevista para as 17h50 deste sábado (5) no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O IFA possibilitará a produção de mais 2,8 milhões de doses da vacina contra a covid-19, que já começou a ser aplicada no país a partir de 2 milhões de doses prontas importadas da Índia no mês passado.

O insumo foi fabricado no laboratório Wuxi Biologics, na China, de onde partiu às 20h35 da última quinta-feira (horário de Brasília). O laboratório chinês foi vistoriado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim do ano passado e é parceiro da farmacêutica europeia AstraZeneca, que desenvolveu a vacina com a Universidade de Oxford, do Reino Unido. 

Depois do desembarque, o IFA será transportado para o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), na zona norte do Rio de Janeiro. Lá, após checagens de controle de qualidade, o insumo deve ser liberado na próxima quarta-feira (10) para descongelamento, já que precisa ser transportado a -55 graus Celsius. O degelo precisa ser feito lentamente, e somente na sexta-feira (12), deve ter início a formulação do lote de pré-validação, necessário para garantir que o processo de produção da vacina está adequado. 

Na formulação, o IFA é diluído em outros componentes da vacina, que, entre outras funções, garantem que a armazenagem possa ser feita em refrigeradores comuns, com 2 a 8 graus Celsius. Após a formulação, uma série de outros procedimentos como o envase e a rotulagem preparam a vacina para distribuição. Tal processo conta com rigorosos testes de qualidade, e a previsão é que o primeiro lote de pré-validação da vacina seja liberado para aprovação da Anvisa no dia 18 deste mês.

A Fiocruz esperava inicialmente o envio de 14 remessas de IFA ao longo do primeiro semestre, cada uma com insumo suficiente para produzir 7,5 milhões de doses. As duas primeiras remessas deveriam ter chegado em janeiro, e o contrato prevê que a fundação receba o suficiente para produzir 100,4 milhões de doses até julho. Apesar dos atrasos na chegada do insumo, a Fiocruz afirma que é possível manter o compromisso de entregar a mesma quantidade de doses.

Em fevereiro, em vez de dois lotes, cada um para 7,5 milhões de doses de vacina, a Fiocruz receberá três lotes, que, somados, terão o IFA necessário para produzir as mesmas 15 milhões de doses previstas inicialmente. A chegada dos dois próximos lotes de IFA está programada para os dias 23 e 28 de fevereiro, e a Fiocruz prevê entregar o primeiro milhão de doses prontas entre 15 e 19 de março, e mais 14 milhões de doses até o fim do mês que vem.

No fim de março, a escala de produção da vacina em Bio-Manguinhos deve aumentar de 700 mil doses por dia para 1,3 milhão de doses por dia, o que permitirá entregas maiores: 27 milhões de doses em abril, 28 milhões em maio e 28 milhões em junho. As 2,4 milhões de doses que completam o compromisso de 100,4 milhões devem ser entregues em julho.

Os termos do acordo entre a Fiocruz, a AstraZeneca e a Universidade de Oxford preveem que, inicialmente, o Brasil vai produzir a vacina com IFA importado. Posteriormente, Bio-Manguinhos vai nacionalizar a produção do insumo, o que deve ocorrer no segundo semestre, a partir de um processo de transferência de tecnologia.

Após a nacionalização do IFA, a Fiocruz prevê produzir mais 110 milhões de doses até o fim deste ano, chegando a um total de mais de 210,4 milhões de doses, o que faz da vacina Oxford/AstraZeneca a que tem mais doses programadas para serem aplicadas na população brasileira até o momento.

Segura e eficaz

A aplicação dos primeiros 2 milhões de doses que chegaram da Índia recebeu autorização de uso emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e o pedido definitivo de registro da vacina no país está em avaliação, depois de ter sido concluído no mês passado. 

A vacina já foi autorizada pela autoridade sanitária do Reino Unido (MNRA) e também recebeu sinal verde da agência reguladora de medicamentos da União Europeia (EMA). Além do Brasil, outros países como Reino Unido e Índia já iniciaram a aplicação das doses.

A vacina de Oxford tem eficácia geral de 76% 22 dias após a aplicação da primeira dose, e de 82% após a segunda dose, que deve ser aplicada três meses após a primeira. Os dados foram publicados na revista científica The Lancet, uma das mais respeitadas do mundo.

Além de prevenir a doença em mais de 80% dos casos, a vacina apresentou 100% de eficácia contra casos graves e hospitalizações. Isso significa que, durante os estudos clínicos, ninguém que foi vacinado precisou ser internado.

Por Vinícius Lisboa, da Agência Brasil