Metrô retoma operação após manhã de caos

Mesmo com a greve do Metrô cancelada durante a madrugada, a paralisação anunciada na noite de ontem (27) afetou o início das operações nesta terça-feira. Após a greve ser aprovada na noite de ontem, os metroviários realizaram uma nova assembléia online e decidiram cancelar a paralisação.

(Reprodução)

Sem funcionários do turno da noite para abrir as estações e iniciar a operação, as composições não circularam nas primeira horas. O Metrô informou por volta de 5h que aguardava a regularização do serviço.

Por volta de 6h, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata ainda estavam paradas.

Operação

Às 6h45, o Metrô informou que as linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, que começaram a operar parcialmente após às 6h, estavam sendo normalizadas.

Às 6h39, o Metrô confirmou que a operação na linha 15-Prata. Só às 7h39 o sistema atingiu operação total.

Entregadores fazem nova paralisação nacional

Os entregadores de aplicativos promovem hoje (25) a 2ª paralisação nacional da categoria. A primeira foi realizada no dia 1º de julho. Eles reivindicam melhores condições de trabalho, fim de bloqueios indevidos, maior remuneração e apoio para prevenção contra a contaminação durante a pandemia do novo coronavírus.

Os trabalhadores requerem das empresas elevação da taxa mínima e da taxa por quilômetro. Atualmente, eles recebem um valor fixo por corrida e um variável por distância percorrida. Eles argumentam que os dois valores são insuficientes para custear as despesas básicas.

Outro pleito é o fim dos bloqueios indevidos. Entregadores afirmam que são impedidos de continuar prestando o serviço sem explicações. Outra crítica é o fato de que os envolvidos nas paralisações são punidos com esta medida. “Defendemos o fim dos bloqueios. Os caras bloqueia mesmo, aí não quero correr o risco”, relatou um entregador.

O chamado “breque” traz entre suas pautas a adoção de medidas efetivas pelas empresas de proteção no cenário de pandemia. Enquanto algumas empresas forneceram equipamentos e insumos como álcool em gel, outras ainda não tomaram medidas. Eles pedem também um seguro saúde em caso de contaminação ou de acidentes.

Publicações nas redes sociais de grupos de entregadores registravam paralisações marcadas em pelo menos seis unidades da Federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Paraná.

Agência Brasil entrou em contato com as empresas de entrega e aguarda retorno.

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil 

Protesto paralisa 41 linhas de ônibus na zona leste

Ônibus do sistema Paese quebrou, no começo da manhã, em Cidade Tiradentes. Passageiros tiveram que desembarcar na rua José Francisco Brandão e aguardar outro ônibus
(Arquivo Pessoal)


Quem depende de ônibus na Zona Leste de São Paulo voltou a enfrentar problemas na manhã de hoje (22). Segundo a SPTrans, “funcionários da empresa Transunião impedem a saída dos ônibus de 41 linhas da garagem” (Veja relação das linhas afetadas abaixo).

A empresa funciona na rua Tibúrcio de Souza, 2.083, no Itaim Paulista. Com o protesto, linhas que atendem Guaianases, Itaquera, São Miguel e Itaim Paulista.

Para compensar a falta de ônibus, a Prefeitura de São Paulo acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese). Ao todo, 26 veículos foram destinados às linhas 3006/10 Jardim Fanganielo – CPTM Guaianazes, 4051/10 Jardim.São Paulo – CPTM Guaianazes e 2590/10 União de Vila Nova – Parque Dom Pedro II. Os passageiros das demais linhas podem utilizar outras opções com itinerário semelhante para o deslocamento .

Técnicos da SPTrans acompanham a operação para monitorar o atendimento à população da zona leste.

Ontem, outra paralisação também afetou o transporte na zona leste. A manifestação terminou durante a tarde, segundo postagem do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo.

https://www.facebook.com/SindmotoristasSP/photos/a.1390144794335165/3172002242816069/?type=3&theater

Linhas afetadas:

2004/10 Jd. Nsa. Sra. do Caminho – CPTM Guaianazes

2005/10 Jd. Romano – São Miguel

2006/10 Cid. Kemel I – CPTM Itaim Paulista

2007/10 Cid. Kemel II – CPTM Itaim Paulista

2008/10 Jd. Nsa. Sra. do Caminho – CPTM Itaim Paulista

2009/10 Jd. Robru – CPTM Guaianazes

2021/10 Jd. Bandeirantes – CPTM Guaianazes

2201/10 Div. de Ferraz – CPTM Guaianazes

2202/10 Hosp. Itaim – CPTM Guaianazes

2590/10 União de Vl. Nova – Pq. D. Pedro II

2702/10 Vl. Americana – Metrô Artur Alvim

2702/21 Jd. Pedro José Nunes – Metrô Artur Alvim

2703/10 Jd. Etelvina Metrô Itaquera

2703/21 Jd. Etelvina – Metrô Itaquera

2703/22 Jd. Gianetti – Metrô Itaquera

2704/10 Jd. Robru – Metrô Itaquera

2705/10 Jd. Fanganielo – Metrô Itaquera

2707/10 Chabilândia – Metrô Itaquera

2707/31 Chabilândia – Metrô Itaquera

2708/10 Jd. Lajeado – Metrô Itaquera

3002/10 Jd. Mabel – São Miguel

3006/10 Jd. Fanganielo – CPTM Guaianazes

3006/21 Etec Guaianazes – CPTM Guaianazes

3008/10 Jd. Miriam – CPTM Itaim Paulista

3009/10 Itaim Paulista – CPTM Itaim Paulista

3010/10 Cem. da Saudade – Term . A. E. Carvalho

3026/10 Vl. Iolanda II – CPTM Guaianazes

3033/10 Guaianazes – São Mateus

3064/10 Cid. Tiradentes – CPTM Guaianazes

3064/41 Term. Cid. Tiradentes – Sta. Etelvina II B6

3754/10 Inácio Monteiro – Metrô Itaquera

3756/10 Barro Branco – Metrô Itaquera

3768/10 Vl. Yolanda – CPTM José Bonifácio

3795/10 Jd. São Carlos – Metrô Itaquera

4019/10 Metrô Itaquera – Circular

4051/10 Jd. São Paulo – CPTM Guaianazes

4052/10 CPTM Guaianazes – Metrô Itaquera

4053/10 Guaianazes – CPTM Guaianazes

4055/10 CPTM Guaianazes – Vl. Solange

4056/10 Pq. Boa Esperança – Term. São Mateus

407T/10 Jd. Redil – Metrô Itaquera

Ônibus: novos contratos de concessão vão ser assinados hoje

Por Daniel Mello

Ônibus enfileirados perto da Prefeitura de São Paulo na manhã de hoje (Nivaldo Lima/SP Agora)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse que pretende assinar ainda hoje (6) os novos contratos das concessionárias de ônibus na cidade. “Se tudo der certo, eles são assinados hoje e publicados no Diário Oficial de amanhã. O novo contrato reorganiza o sistema na cidade de São Paulo. Nós temos hoje linhas sobrepostas, linhas que concorrem com trem e metrô”, explicou ao conceder entrevista coletiva para falar sobre a greve dos motoristas e cobradores na cidade.

A eliminação de postos de trabalho com a redução de linhas é um dos pontos que levaram a paralisação iniciada nesta madrugada. Os trabalhadores também reclamam do não pagamento e Participação nos Lucros e Resultados.

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, durante entrevista à Band (Nivaldo Lima/SP Agora)

Covas negou que a prefeitura tenha qualquer relação com os problemas nos pagamentos dos motoristas e trabalhadores. “A prefeitura está com o pagamento em dia em relação às empresas concessionárias. Portanto, eventual verba trabalhista que não esteja sendo repassada aos funcionários não é por conta de falta de pagamento da prefeitura”.

O prefeito se dispôs a antecipar pagamentos às companhias para que elas possam honrar os compromissos assumidos com os empregados. “A prefeitura se coloca à disposição das empresas, para se for o caso, antecipar receitas que eles têm para resolver os problemas de fluxo de caixa”, acrescentou.

Corte de postos de trabalho

Sobre a manutenção dos empregos, Covas disse que a orientação feita às concessionárias é que as alterações sejam efetuadas de modo a preservar os atuais funcionários. “Nós estamos orientando as empresas que façam essas adaptações sem contratação de novos funcionários, reaproveitando os que elas já tem para evitar qualquer demissão”.A mesma estratégia deve ser adotada, segundo o prefeito, em relação ao fim dos postos de cobrador na cidade. A intenção é gradualmente acabar com a função, uma vez que a maior parte dos pagamentos são feitos pelo sistema eletrônico do Bilhete Único. “Hoje, menos de 5% da população paga a passagem em dinheiro, não tem sentido a gente continuar a arcar com esse custo”, defendeu.

Covas não acredita que haja riscos no fato de o motorista ter que cobrar as passagens pagas em dinheiro, dividindo a atenção entre as duas atividades. “Várias cidades já implementaram e deu certo. Se deu certo em outras cidades, porque não pode dar certo na cidade de São Paulo”.

Licitação

As alterações no sistema de transporte público tiveram, de acordo com o prefeito, ampla discussão com a população. “Estamos assinando os novos contratos que estão sendo discutidos de forma pública desde 2013, quando a cidade começou a conviver com os contratos emergenciais”, disse.

A licitação, no entanto, sofreu diversas contestações ao longo dos últimos anos. A prefeitura vem tentando realizar essa concorrência desde 2015. O processo sofreu várias contestações do Tribunal de Contas do Município. A suspensão do edital levou a sucessivas prorrogações, desde 2016, dos contratos com as empresas. Há ainda disputas judiciais, que só permitiram a realização da licitação neste ano.

Devido às últimas contestações na Justiça, o tempo de validade dos novos contratos foi reduzido dos iniciais 20 anos para 15 anos.

Covas chegou a levantar a suspeita de que os protestos feitos hoje, com bloqueios parciais de vias em pontos da região central da cidade tenha sido influenciado por empresários insatisfeitos com as mudanças no sistema. “A gente estranha, por exemplo, que nos pontos de paralisação a gente tenha ônibus de apenas quatro empresas”, destacou.

https://spagora.com.br/parte-da-rede-de-onibus-da-capital-ainda-esta-parada/

Parte da rede de ônibus da capital ainda está parada

Terminal Parque Dom Pedro praticamente vazio em pleno horário de pico, na manhã de hoje (Nivaldo Lima/SP Agora)

A maior parte dos ônibus da Capital voltou a operar na manhã de hoje (6), segundo a SPTrans, que calcula cerca de 70% da rede em operação por volta de 8h30. Foi o segundo dia de greve dos motoristas e cobradores de São Paulo.

Ao longo da tarde de ontem (5), pelo menos 18 terminais de ônibus ficaram fechados, em protesto contra a redução da frota que atende a cidade. Eles também reivindicam o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e garantia de postos de trabalho.

De acordo com José Carlos Negrão, da secretaria da igualdade racial do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus da cidade de São Paulo, desde maio, pelo 450 ônibus foram retirados de circulação na cidade.

“Serão 7 mil trabalhadores demitidos, então os empregados estão assustados e além disso, tem também o salário. Combinaram que iam assinar o acordo coletivo da categoria, não assinaram, não pagaram a Participação nos Lucros e Resultados e ameaçam o salário do mês”, apontou em entrevista a Agência Brasil.

Parado

No viaduto do Chá, dezenas de ônibus estão parados durante protesto na manhã de hoje (Nivaldo Lima/SP Agora)

Segundo boletim da SPTrans, por volta de 8h20 sindicalistas bloquearam a entrada do Terminal Dom Pedro, na área central. Às 8h30, 18 linhas da empresa Sambaíba não estavam funcionando.

Ainda no centro, manifestação em frente a Prefeitura interdita uma linha de trólebus e impede passagem de ônibus de algumas linhas, obrigando desvios. São elas:

  • 2100/10 Term. Vl. Carrão – Pça. da Sé
    3160/10 Term. Vl. Prudente – Term. Pq. D. Pedro ll
    Desvio: normal até Rua da Figueira, Rangel Pestana, Rua Piratininga, Av. Alcântara Machado.
  • 2290/10 Term. São Mateus – Term. Pq. D. Pedro ll
    Desvio: normal até Rua do Gasômetro, Rua Jairo Góes, Av. Rangel Pestana.
  • 2002/10 Term. Pq. D. Pedro ll – Term. Bandeira
    Paralisada.
  • Sindicalistas bloquearam a entrada e saída do Terminal Parque D. Pedro, às 8h20.

Prefeito

O prefeito Bruno Covas (PSDB) falou sobre a paralisação durante a manhã, na Prefeitura.

*atualizado às 13h15

Paralisação de ônibus prevista para hoje foi suspensa

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo suspendeu a paralisação que estava prevista para 9h de hoje (31). A decisão, tomada em assembléia, ocorreu depois que a Secretaria de Mobilidade e Transportes publicou “uma portaria suspendendo todas as possibilidades que permitiam que a partir de 02 de setembro, os ônibus padrons e convencionais novos fossem inseridos no subsistema estrutural (linhas que passam pela região central) sem o posto do cobrador”, informou o Sindicato.

Na segunda-feira (29), seis mil trabalhadores se reuniram para discutir o tema e aprovaram a paralisação. Com a decisão da Prefeitura de discutir melhor o tema, os sindicatos que representam a categoria optaram por cancelar a manifestação.

https://www.facebook.com/SindmotoristasSP/videos/2932087410198379/

Motoristas e cobradores de ônibus anunciam paralisação

Por  Bruno Bocchini 

Paralisação foi decidida durante assembléia da categoria
(Sindicato dos Motoristas e Cobradores de SP/Reprodução)

Motoristas e cobradores do transporte coletivo da capital paulista decidiram hoje (29), em assembleia da categoria, que farão uma paralisação de três horas nos terminais de ônibus na manhã de quarta-feira (31). Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo, os ônibus deixarão de circular a partir das 9h. 

A decisão dos motoristas e cobradores de ônibus é um protesto contra o que o sindicato classificou de “desmonte” do sistema de transporte público pelo prefeito da capital, Bruno Covas. “A preocupação no meio da categoria cresce na medida em que o prefeito Bruno Covas coloca em prática o “desmonte” do sistema de transporte público, com a redução da frota de ônibus, restruturação das linhas estruturais e locais, bem como, a extinção da função do cobrador”, destacou em nota, o sindicato.

Além da paralisação, a categoria decidiu fazer na quarta-feira à tarde uma passeata pelas principais vias da capital paulista, passando pela Avenida Paulista e Rua da Consolação, deslocando-se até a sede da prefeitura, no centro da cidade. 

Em nota, a prefeitura informou que acompanha a movimentação do sindicato e disse que “fará todos os esforços para garantir o deslocamento da população”.

Paralisação provoca atrasos em linhas de ônibus

Reunião realizada pelos funcionários das empresas de ônibus de São Paulo durante a madrugada (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de SP/Reprodução)

Uma paralisação de funcionários das empresas de ônibus de São Paulo provocou atrasos nas linhas da capital na manhã de hoje (22). Os veículos demoraram pra sair das garagens após o sindicato da categoria promover uma reunião com os funcionários sobre a reforma da previdência e a campanha salarial. A informação é o G1.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a “manifestação sindical causou atrasos nas linhas operadas pelo subsistema estrutural. O serviço está sendo normalizado gradativamente, desde as 3h45”, informa.

Ainda segundo a prefeitura, “técnicos da SPTrans monitoram as linhas e os terminais”.