Anvisa libera vacina da Pfizer para adolescentes com mais de 12 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a indicação da vacina Comirnaty, da Pfizer, para adolescentes com mais de 12 anos. Com isso, a bula da vacina passará a indicar essa nova faixa etária para o Brasil.

De acordo com a agência, a ampliação foi aprovada após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para esse grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela Anvisa.

Antes, a vacina Comirnaty estava autorizada para pessoas com 16 anos de idade ou mais. Até o momento, esta é a única entre as vacinas autorizadas no Brasil com indicação para menores de 18 anos.

A vacina da Pfizer foi a primeira a receber o registro definitivo para vacinas contra covid-19 no Brasil.

*Com Agência Brasil

Estado deve receber hoje novo lote de vacina Pfizer

O Ministério da Saúde começa hoje (7) a distribuir um novo lote de 2,3 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19 a estados e municípios. Ainda hoje, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Amazonas e o Distrito Federal receberão suas parcelas na divisão.

Já os demais estados devem receber suas remessas até a próxima quarta-feira (9). As vacinas são destinadas para a imunização dos públicos prioritários que estão recebendo as aplicações segundo o plano de operacionalização: pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente e trabalhadores do ensino básico.

O Ministério da Saúde acrescentou que estados e municípios também poderão direcionar as doses para outros segmentos, como trabalhadores de aeroportos e portos, parte das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas.

De acordo com o planejamento do Ministério da Saúde, deverão ser entregues no mês de junho mais de 12 milhões de doses da vacina da Pfizer. Para o período de julho a setembro, estão previstas mais 84,4 milhões de doses.

O Ministério distribuiu até o momento 102,9 milhões de doses. Deste total, foram aplicadas 71,6 milhões de doses, sendo 48,8 milhões da 1ª dose e 22,8 milhões da 2ª dose. Considerando a população, foram imunizados completamente (1ª e 2ª doses) até o momento pouco mais de 10% da população.

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil 

Senador diz que Governo Bolsonaro ignorou 53 e-mails da Pfizer

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador (Leopoldo Silva/Agência Senado)

Randolfe Rodrigues, senador e atualmente vice-presidente da CPI da Covid, revelou em sua conta do Twitter, nesta sexta-feira (4), que o governo federal ignorou mais de 50 e-mails da Pfizer, empresa farmacêutica multinacional que produz vacinas contra a Covid-19. 

“CINQUENTA E TRÊS! Na investigação que estamos fazendo na CPI da Pandemia descobrimos que na verdade, foram 53 e-mails da Pfizer queficaram sem respostas”, escreveu Rodrigues.

Segundo suas postagens, o último contato, no início de dezembro, mostrava que a empresa estava desesperada para obter alguma resposta e informações do governo para que doses da vacina contra a Covid-19 fossem enviadas ao Brasil. Randolfe relatou ainda que enquanto os e-mails eram ignorados, o Itamaraty estava pressionando a Índia para que cargas de hidroxicloroquina fossem liberadas a uma empresa brasileira.

“A atuação do Ministério das Relações Exteriores se assemelha, claramente, à advocacia administrativa, em outras palavras: LOBBY! É isso mesmo, o Governo Brasileiro fazendo Lobby para uma empresa. Isso é CRIME de acordo com o Artigo 321 do Código Penal!”, termina.

Por TV Cultura

Brasil recebe 936 mil doses da vacina da Pfizer

Avião com vacinas pousou em Viracopos, Campinas (Ministério da Saúde/via Agência Brasil)

O Ministério da Saúde informou que recebeu ontem (1º) um lote de doses da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19, com 936 mil doses. O desembarque ocorreu nesta noite, no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

Ao longo desta semana, a previsão da pasta é que 2,3 milhões de doses do imunizante cheguem ao país, em um total de três voos. Até o final do mês, a estimativa é de que 12 milhões de doses da vacina cheguem ao país. 

Armazenamento

No dia 28 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que as vacinas da Pfizer/BioNTech poderão ficar mais tempo dentro das salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), após decisão sobre novas condições de conservação e armazenamento do imunizante no Brasil.

A partir de agora, a vacina poderá ficar até 31 dias refrigerado entre +2ºC e +8°C, que é a faixa de temperatura mais comum na rede pública de saúde dos municípios. Anteriormente, a orientação era de que os imunizantes da Pfizer fossem aplicadas em até cinco dias quando chegassem nas salas de vacinação.

A decisão atendeu a um pedido da farmacêutica, que apresentou à agência reguladora estudos que apontam que as doses podem ficar armazenadas em uma temperatura mais alta por um período maior.

O Ministério da Saúde informou que o imunizante da Pfizer é diferente de outros insumos adquiridos e distribuídos no SUS e que os chamados ultrafreezers são os mais indicados para o armazenamento da vacina. Nesses equipamentos, as doses ficam guardadas entre -90ºC e -60ºC, o que permite que durem por seis meses.

As vacinas são armazenadas no Centro de Logística do Ministério da Saúde, em Guarulhos, nessas baixíssimas temperaturas assim que chegam ao Brasil e os estados estão recebendo o imunizante entre -20°C e -15°C, segundo a pasta.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Anvisa autoriza novas condições de conservação para vacina da Pfizer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (28) novas condições de conservação e armazenamento para a vacina Comirnaty, produzida pela Pfizer/Wyeth. O novo texto de bula estende de cinco para 31 dias o tempo para que a vacina seja mantida em temperatura controlada entre 2 graus Celsius (ºC) a 8ºC. Antes da liberação dos frascos para a vacinação, as doses da Pfizer precisam ser armazenadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias.

A mudança facilita a ampliação da distribuição da vacina em todo o país, já que, além das capitais dos estados, outros municípios que ficam até duas horas e 30 minutos distantes delas também poderão receber doses do imunizante. Nesses casos, devem ser consideradas as particularidades que envolvem o armazenamento da vacina durante o transporte. 

Segundo a Anvisa, para aprovar as novas condições a agência avaliou os estudos de estabilidade apresentados pelo laboratório desenvolvedor da vacina, que servem para definir por quanto tempo e em quais condições a vacina mantém suas características sem alteração.

Ontem, o Ministério da Saúde anunciou a chegada de mais 2,3 milhões de doses da vacina da Pfizer nos primeiros dias de junho. A expectativa é que no próximo mês sejam importadas 12 milhões de vacinas da farmacêutica. O governo federal tem dois contratos assinados com a Pfizer que totalizam a importação de 200 milhões de vacinas até o fim deste ano.

Por Karine Melo, da Agência Brasil

Pfizer e AstraZeneca são efetivas contra variante indiana

(Divulgação)

As vacinas contra a covid-19 desenvolvidas pela Pfizer e pela AstraZeneca são altamente efetivas contra a variante indiana do coronavírus, segundo um estudo divulgado pela agência de saúde pública do Reino Unido, Public Health England (PHE), na noite de sábado (22/05).

A pesquisa, realizada entre 5 de abril e 16 de maio, apontou que os dois imunizantes, ambos em uso nas campanhas de vacinação do Brasil e do Reino Unido, se mostraram quase tão eficazes contra a cepa indiana quanto contra a variante britânica após a segunda dose.

A fórmula da Pfizer, desenvolvida em parceria com a alemã Biontech, apresentou efetividade de 88% contra a doença sintomática causada pela mutação indiana duas semanas após a segunda dose – contra a variante britânica, a efetividade foi de 93% no mesmo estudo.

Já o imunizante da AstraZeneca, desenvolvido com a Universidade de Oxford, se mostrou 60% efetiva contra a variante indiana – ante 66% contra a cepa britânica – também duas semanas após a aplicação da segunda dose da vacina.

Além disso, ambos os imunizantes apontaram efetividade de 33% contra a doença sintomática causada pela variante indiana já três semanas após a primeira dose, em comparação com 50% de efetividade contra a cepa britânica no mesmo período.

O estudo analisou informações coletadas em todas as faixas etárias desde 5 de abril, para cobrir o período em que a variante indiana, denominada B.1.617, começou a surgir no Reino Unido.

A pesquisa apresenta dados de efetividade das vacinas, ou seja, mede o impacto real do imunizante na população. Os dados de eficácia, por outro lado, avaliam a proteção de uma vacina em testes clínicos, e não na vida real.

O artigo ainda não passou por revisão de outros cientistas, nem foi publicado em revista científica.

Mas as descobertas já foram descritas pelo ministro da Saúde do Reino Unido, Matt Hancock, como “revolucionárias”, num momento em que a mutação originária da Índia já se tornou dominante em algumas áreas do país europeu, segundo autoridades de saúde locais.

“Estou cada vez mais confiante de que estamos no caminho certo, porque esses dados mostram que a vacina, depois de duas doses, funciona com a mesma eficácia [contra a variante indiana]”, afirmou Hancock. “Mais de 20 milhões de pessoas, mais de uma em cada três, já têm proteção significativa contra essa nova variante [no Reino Unido].”

Variante indiana no Reino Unido

O Reino Unido é o país europeu cuja campanha de vacinação contra a covid-19 avança a passos mais largos. Mais de 22 milhões de pessoas foram completamente vacinadas no país, o que representa 33,1% da população, segundo dados do site Our World in Data.

Contudo, a nação tem enfrentado um novo desafio na pandemia com a disseminação da variante indiana, após já ter sido atingida por uma cepa doméstica altamente contagiosa.

Dados de sábado mostraram que os novos casos de covid-19 aumentaram 10,5% no Reino Unido em uma semana, embora ainda seja uma fração dos níveis registrados no início do ano.

Neste domingo, a chefe da agência britânica de segurança sanitária (UKHSA, na sigla em inglês), Jenny Harries, afirmou que a variante detectada pela primeira vez na Índia se tornou a mutação dominante em algumas regiões do Reino Unido.

Em áreas como Bolton e Bedford, os casos da variante indiana já ultrapassam os registros da variante britânica, que tinha sido dominante durante os meses de inverno, disse Harries à emissora britânica BBC.

Embora tenha pedido precaução aos britânicos a fim de evitar a imposição de novos confinamentos, ela disse acreditar na viabilidade do levantamento de todas as restrições impostas pela pandemia até 21 de junho – a data do calendário do governo para o desconfinamento.

O aumento de casos da variante indiana no Reino Unido levou a Alemanha a anunciar, na última sexta-feira, a imposição de uma quarentena de duas semanas a todos os viajantes que chegarem ao país a partir do território britânico.

Embora ainda não esteja totalmente comprovado que a B.1.617 seja mais transmissível ou mortal, há muitos indícios de que ela seja um dos motivos por trás do aumento exponencial de casos de covid-19 na Índia nas últimas semanas.

Variante indiana no Brasil

O estudo britânico também pode ser uma boa notícia para o Brasil, onde os primeiros casos da variante indiana foram detectados na semana passada.

Na última quinta-feira, o governo do Maranhão confirmou seis casos da B.1.617 em tripulantes de um navio que saiu da Malásia e chegou ao litoral do estado em 14 de maio. Um dos infectados foi internado em um hospital em São Luís, e os demais estão isolados na embarcação. Dezenas de pessoas que tiveram contato com os infectados estão sendo monitorados.

Tanto a vacina da Pfizer-Biontech como a da AstraZeneca-Oxford estão sendo usadas na campanha de vacinação do Brasil, embora em menor quantidade que a Coronavac – o imunizante desenvolvido pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan responde por 66% das doses aplicadas no país até o momento, segundo dados do Ministério da Saúde.

Por Deutsche Welle

ek (Reuters, AP, Efe, Lusa, ots)

Veja os principais pontos do depoimento do executivo da Pfizer à CPI da covid-19

Carlos Murillo, da Pfizer, durante depoimento à CPI da Covid-19 (Jefferson Rudy/Agência Senado)

A CPI da Pandemia no Senado, que investiga as ações e omissões do governo federal no combate ao coronavírus, ouviu nesta quinta-feira (13/05) o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, para entender a oferta de doses da vacina contra a covid-19 ao país.

Murillo era presidente da farmacêutica americana no Brasil na época em que a empresa entrou em contato com o governo do presidente Jair Bolsonaro para oferecer seu imunizante, considerado um dos mais eficazes do mundo, ainda em 2020.

Em sua fala aos senadores, o representante da Pfizer afirmou que, no ano passado, a companhia fez ao menos cinco ofertas de doses da vacina ao Brasil, todas ignoradas pelo governo federal.

O país acabou fechando contrato com a farmacêutica apenas em 19 de março deste ano, no pior momento da pandemia no Brasil e com a vacinação caminhando a passos lentos. As primeiras doses da vacina começaram a ser aplicadas no país apenas no início de maio.

O imunizante da Pfizer, desenvolvido em parceria com a alemã Biontech, foi o primeiro a receber o registro definitivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no país, ainda em fevereiro.

As declarações de Murillo confirmam trechos do depoimento do ex-secretário de comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten, no dia anterior.

Esta é a segunda semana de depoimentos na CPI. Antes, os senadores também já ouviram os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e o atual ministro Marcelo Queiroga, e o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

Os depoimentos serão retomados na próxima semana, com o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, no dia 18, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, no dia seguinte.

Ofertas ignoradas

Segundo Murillo, a primeira proposta da Pfizer ao Brasil foi feita em 14 de agosto de 2020. A empresa ofereceu contratos para a compra de 30 milhões ou 70 milhões de doses da vacina. O de 70 milhões consistia em 500 mil doses ainda em 2020, 1,5 milhão no primeiro trimestre de 2021, 5 milhões no segundo trimestre, 33 milhões no terceiro trimestre e 30 milhões no quarto.

Depois de uma primeira reunião, a farmacêutica procurou o governo outras duas vezes ainda em agosto de 2020, nos dias 18 e 26, com propostas semelhantes, mas desta vez oferecendo 1,5 milhão de doses ainda em 2020. Em todas as ofertas, o preço apresentado foi de 10 dólares por dose, afirmou Murillo.

O governo ignorou as ofertas da empresa, que tinham validade de 15 dias, segundo o representante da Pfizer. “Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas tampouco aceitou.”

Após os contatos de agosto, a empresa voltou a procurar o governo brasileiro duas vezes em novembro, agora com propostas oferecendo apenas a aquisição de 70 milhões de doses: 2 milhões no primeiro trimestre de 2021, 6,5 milhões no segundo, 32 milhões no terceiro e 29,5 milhões no quarto. Ambas também foram rejeitadas.

Isso soma cinco ofertas ignoradas pelo governo Bolsonaro em 2020. Elas se juntam a uma sexta proposta feita pela Pfizer em 15 de fevereiro de 2021, também recusada, que previa 8,7 milhões de doses no segundo trimestre, 32 milhões no terceiro trimestre e 59 milhões no quarto.

Murillo afirmou que só sentiu confiança em relação ao acordo com o Brasil no dia 19 de março deste ano, quando o contrato foi finalmente assinado. Ele prevê a entrega de 100 milhões de doses, sendo 14 milhões no segundo trimestre de 2021 e 86 milhões no terceiro trimestre.

Durante a sessão desta quinta-feira, os senadores destacaram que, segundo cálculos feitos com base nos números fornecidos por Murillo, o Brasil poderia já ter recebido 18,5 milhões de doses da vacina até agora, se tivesse feito o acordo ainda no ano passado.

Carta para Bolsonaro

Em seu depoimento, Carlos Murillo confirmou que a Pfizer enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro em 12 de setembro, com cópia para outros membros do governo, a fim de reforçar o interesse da farmacêutica em vender vacinas ao Brasil.

O ofício foi enviado pelo CEO mundial da farmacêutica, Albert Bourla, e pedia que o governo brasileiro decidisse rapidamente se compraria o imunizante ou não, diante da demanda crescente de outros países.

Em depoimento à CPI na quarta-feira, o ex-secretário de comunicação da Presidência Fabio Wajngarten já havia afirmado que a carta ficou dois meses sem resposta.

“A carta foi enviada em 12 de setembro, assinada pelo nosso CEO global, […] e era dirigida ao presidente Jair Bolsonaro, mais outras autoridades do governo”, disse Murillo. “Com cópia para o vice-presidente Hamilton Mourão; o [então] ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto; o [então] ministro da Saúde, Eduardo Pazuello; o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nelson Foster.”

Carlos Bolsonaro participou das negociações

Carlos Murillo confirmou que representantes da Pfizer tiveram reuniões com o ex-secretário Wajngarten para tratar da compra de vacinas, e disse que o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, e o assessor especial da Presidência Filipe Martins também participaram.

“Sobre as reuniões me foi solicitado procurar informações sobre a reunião que nossa diretora jurídica teve com o senhor Fabio Wajngarten no dia 7 de dezembro. Então, se me permitir, posso relatar o que ela oficialmente enviou para mim”, declarou, continuando:

“Após aproximadamente uma hora de reunião, Fabio [Wajngarten] recebeu uma ligação, sai da sala e retorna para a reunião. Minutos depois entram na sala de reunião Filipe Garcia Martins e Carlos Bolsonaro. Fabio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião. Carlos ficou brevemente na reunião e saiu da sala. Filipe Garcia Martins ainda permaneceu na reunião.”

Essas informações relatadas por Murillo foram repassadas a ele durante o depoimento pela diretora jurídica da Pfizer, Shirley Meschke, que participou da mencionada reunião.

O encontro, do qual Murillo não participou, ocorreu no Palácio do Planalto e visava discutir os obstáculos ligados aos aspectos legais da compra das vacinas. Como justificativa para a demora em aceitar as ofertas, o governo brasileiro chegou a dizer que a Pfizer tinha “cláusulas leoninas”.

Ao questionar sobre a presença de Carlos Bolsonaro e Filipe Martins em reuniões, a CPI da Pandemia busca entender se houve uma espécie de “assessoramento paralelo” do governo durante a gestão da pandemia, como apontou o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.

Cláusulas iguais para todos os países

O gerente-geral da farmacêutica negou que fossem “leoninas” as condições impostas pela empresa para a venda dos imunizantes ao Brasil, conforme afirmou uma nota incendiária do governo em janeiro de 2021.

“Não estou de acordo com essa categorização de que as condições eram leoninas”, disse Murillo aos senadores.

Segundo o representante da Pfizer, em linhas gerais as cláusulas eram as mesmas apresentadas a outros países, havendo apenas poucas variações devido à peculiaridade de cada região. “Todos os países com os quais a Pfizer tem assinado os contratos têm as mesmas condições.”

Entre as condições atacadas pelo governo brasileiro estava a de que a empresa não se responsabiliza por eventuais efeitos colaterais do imunizante – o que já havia sido aceito por dezenas de países.

Em dezembro do ano passado, Bolsonaro chegou a declarar: “Lá no contrato da Pfizer, está bem claro: ‘Nós [Pfizer] não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’. Se você virar um jacaré, é problema seu”. A fala foi lembrada pelo relator da CPI, Renan Calheiros, nesta quinta-feira.

Por Deutsche Welle
ek (Agência Senado, ots)

Capital recebe 273,3 mil doses da vacina da Pfizer

A prefeitura de São Paulo recebeu nesta quarta-feira  (12) 273.336 doses da vacina contra coronavírus desenvolvida pelo laboratório Pfizer. A partir de sexta-feira (14), as doses serão usadas para imunizar grupos elegíveis para a primeira aplicação da vacina. Entram nesse grupo pessoas com comorbidades na faixa de 50 a 54 anos. Pelo menos 100 mil doses serão descongeladas hoje e amanhã e enviadas às unidades básicas de saúde da capital.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, por enquanto, está suspensa a vacinação de gestantes e puérperas, com imunizantes de todos os laboratórios. A decisão acompanha a orientação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após a suspeita de relação da morte de uma gestante no Rio de Janeiro com a vacina da AstraZeneca/Oxford.

“Hoje receberemos 144 mil AstraZeneca para aplicação de segunda dose a partir de sexta-feira. A vacinação das grávidas e puérperas está suspensa não só com a AstraZeneca, mas com todas as vacinas até que a Secretaria Estadual de Saúde faça uma redefinição”, disse Edson Aparecido. 

O secretário esclareceu que a vacina da Pfizer não será destinada a essas pessoas para que todo o grupo tenha oportunidade de ser vacinado, não só na capital paulista.

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Capital começa a aplicar vacina da Pfizer

(Divulgação)

A partir de amanhã (6) a capital paulista vai dar continuidade a campanha de vacinação contra o novo coronavírus utilizando as primeiras 135,7 mil doses da vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer. Nessa etapa, serão imunizadas pessoas de 60 a 62 anos de idade. O primeiro lote do imunizante chegou ontem (4) à cidade.

Segundo o prefeito em exercício de São Paulo, Ricardo Nunes, o imunizante será distribuído de maneira uniforme por toda a cidade em 468 unidades básicas de saúde.

Armazenamento

A Secretaria Municipal de Saúde precisou alterar a configuração de uma das câmaras frias para receber o imunizante que precisa ser armazenado em temperaturas mais baixas. As doses ficam a uma temperatura de 25º graus Celsius negativos e são descongeladas para temperaturas positivas entre 2º C e 8ºC para serem utilizadas em um prazo de até cinco dias.

Com as alterações no equipamento, a capital paulista tem condições de armazenar até 4 milhões de doses da vacina da Pfizer por 14 dias. A cidade deve receber um outro lote do imunizante no próximo dia 17 de maio.

O Ministério da Saúde começou na segunda-feira (3) a distribuição da primeira remessa com 1 milhão de doses da vacina da Pfizer às 27 unidades da federação. A logística de distribuição levou em conta a capacidade das localidades em armazenar as doses do imunizante que precisam ficar em temperaturas mais baixas do que as demais vacinas.

Segundo último balanço da prefeitura, já foram aplicadas na capital paulista 3,38 milhões de doses de vacinas contra a covid-19, sendo que 1,27 milhão de pessoas receberam as duas doses do imunizante.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Lote com um milhão de vacinas Pfizer chega ao Brasil

(Ministério da Saúde)

O primeiro lote de 1 milhão de doses de vacinas da Pfizer chegou hoje (29) no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas (SP), por volta das 19h30. Segundo o Ministério da Saúde (MS), as doses deverão ser usadas prioritariamente nas capitais em razão das condições específicas de armazenamento, que precisa ocorrer em temperaturas muito baixas.

De acordo com o MS, os entes federados receberão as doses de forma proporcional e igualitária. Os frascos serão entregues em temperaturas entre -25ºC e -15ºC. A conservação, nessa faixa de temperatura, pode ser feita apenas durante 14 dias. Se mantidas em temperaturas de armazenamento entre 2ºC e 8ºC, da rede frio dos estados, o prazo para aplicação das doses diminuiu para cinco dias.

Em razão das especificidades dessa vacina, o ministério informou que enviará ao estados as doses em duas etapas. Cada uma delas terá 500 mil doses e será referente, respectivamente, à primeira e segunda doses que cada cidadão deverá receber. Até serem despachadas aos entes da federação, as doses ficarão a -85ºC em 16 super geladeiras do Centro de Distribuição Logístico do Ministério da Saúde, em São Paulo.

“É uma logística específica para essa vacina por conta da cadeia de frio. Mas o Sistema Único de Saúde do Brasil está preparado para distribuir a vacina da Pfizer e todas as outras que forem aprovadas pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nas redes sociais do ministério. 

O governo brasileiro comprou 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer. Em março, em reunião com a farmacêutica, o MS apresentou a previsão de que até junho seriam entregues 13,5 milhões.

Por Agência Brasil