Cracolândia: quatro são presos em operação

As polícias Civil e Militar realizam uma operação para cumprir 23 mandados de prisão temporária hoje (24) na Cracolândia, região central de São Paulo. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), até o momento quatro pessoas foram detidas, duas delas eram procuradas pela Justiça.

Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. A ação é o terceiro desdobramento da chamada Operação Caronte, que desde junho realiza prisões de pessoas suspeitas de atuarem no tráfico de drogas na região, conhecida pela grande concentração de pessoas em situação de rua e com uso abusivo de drogas.

De acordo com a SSP, a operação acontece com apoio da Guarda Civil Metropolitana e com o uso de dois veículos blindados da Polícia Civil. Estão envolvidos ainda 160 policiais civis e 90 policiais militares.

Por Agência Brasil

PM prende suspeitos de fazer família refém e transferir dinheiro pelo PIX

(Polícia Militar/Reprodução)

A Polícia Militar prendeu três suspeitos de fazer uma família de Osasco refém,  na noite de ontem (4). As vítimas foram obrigadas a transferir R$ 65 mil pelo PIX.

Segundo a PM, policiais abordaram dois homens em uma adega fazendo compras com cartões de outras pessoas. Com eles, os policiais encontraram também celular roubado.

“Questionados, eles revelaram que um terceiro criminoso mantinha uma família refém”, diz nota da corporação.

A equipe foi ao local informado, prendeu mais um envolvido no crime e libertou a família.  Além de dinheiro, os criminosos já tinham roubado vários objetos das vítimas.

A nota da PM não informa se foi possível reaver o dinheiro transferido por meio do PIX.

Carga de 600 mil maços de cigarros é apreendida

(Polícia Militar/Reprodução)

Uma carga de cigarros contrabandeados foi apreendida, nesta terça-feira (31), durante fiscalização da Polícia Militar Rodoviária na Rodovia. A apreensão aconteceu na rodovia João Hipólito Martins, em Botucatu, interior do Estado.

Os policiais militares desconfiaram do condutor do caminhão, e após uma vistoria veicular localizaram 600.000 maços de cigarros. Os produtos, sem documentação fiscal, eram transportados de Maringá, Paraná, para a Capital Paulista.

A carga apreendida foi levada para a Delegacia da Polícia de Polícia Federal de Bauru. 

Homem é preso com arma perto do Metrô Sacomã

(Polícia Militar/Reprodução)

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar após ser flagrado com uma pistola na rua Almirante Nunes, perto da Estação Sacomã do Metrô, na zona sul de São Paulo. Durante patrulhamento no fim de semana, os policiais abordaram um veículo, no qual “todos os ocupantes do carro tinham passagem criminal”, diz nota da PM.

Durante a revista, os policiais encontraram no carro a pistola, com numeração raspada. Também havia munição.

Ainda segundo a PM, o motorista do carro confessou ser o dono da arma. “Os abordados foram levados ao 26º Distrito Policial, onde somente o condutor permaneceu à disposição da Justiça”, finaliza a nota.

PM recupera carga roubada avaliada em R$ 1,5 milhão

Veículo com a carga estava estacionado em um terreno (Polícia Militar/Reprodução)

A Polícia Militar do Estado de São Paulo recuperou, ontem (22), uma carga roubada avaliada em R$ 1,5 milhão. A carreta, levada pelos bandidos, estava com defensivos agrícolas.

O veículo e a carga foram encontrados pelos policiais em Jaguariúna, interior de São Paulo. Cinco suspeitos flagrados no local foram presos em flagrante, segundo nota divulgada pela PM.

“Os policiais realizavam patrulhamento quando encontraram o caminhão em um terreno, no bairro Cruzeiro do Sul, com a porta aberta. Na averiguação, os suspeitos tentaram fugir, mas acabaram detidos”, diz a nota.

Na carreta, os PMs encontraram ainda um aparelho bloqueador de sinal, usado para inibir a transmissão de rastreadores por satélite. O veículo com a carga havia sido roubado em Campinas.

Coronel da PM é afastado após sugerir uso de “tanques”

O coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Aleksander Lacerda foi afastado das funções, de forma preliminar, após reportagem mostrar que ele usava as redes sociais para sugerir “tanques” nas ruas. A decisão pelo afastamento por indisciplina é do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e foi anunciada na manhã de hoje (23) pelo jornal O Estado de São Paulo, que traz uma nota divulgada pela Polícia Militar.

Segundo o Estadão, este mês o coronel havia postado que “liberdade não se ganha, se toma. Dia 7/9 eu vou”. O oficial da PM também escreveu, segundo a reportagem, que “nenhum liberal de talco no bumbum” consegue “derrubar a hegemonia esquerdista no Brasil”. “Precisamos de um tanque, não de um carrinho de sorvete”.

Nas publicações, printadas pelo Estadão, há ainda críticas aos adversários do Presidente Jair Bolsonaro e também ataque o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Corregedoria encontra drogas dentro de batalhão da Polícia Militar no litoral de São Paulo

Corregedoria faz apreensão de drogas dentro de batalhão da Polícia Militar no litoral de SP

A Corregedoria da Polícia Militar apreendeu mais de 10 kg de drogas no 2º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) de Santos, no litoral paulista, nesta terça-feira (10). A informação foi confirmada pela comunicação do Batalhão da PM.

A operação aconteceu no prédio em que também funciona a Sede do 6º Comando do Policiamento do Interior (CPI-6) localizado na Ponta da Praia. As equipes contaram com apoio de dois cães farejadores do 5º Batalhão de Choque. Os animais teriam sentido o cheiro próximo a um armário sem identificação no corredor de acesso aos alojamentos.

Foram apreendidas maconha, cocaína e crack. Segundo informações da polícia, a maconha foi encontrada em invólucros, potes de acrílico e saco a granel, somando cerca de 1,25 kg. A cocaína foi encontrada em eppendorfs, invólucros de plástico e a granel, somando 8,6 kg ao todo. Por fim, encontraram pedras de crack, que totalizam 400 gramas.

Também foram apreendidos outros objetos no Batalhão, entre eles estavam dois simulacros de pistola, uma espingarda, quatro cartuchos, três granadas, dois telefones e duas balanças de precisão.

Corregedoria faz apreensão de drogas dentro de batalhão da Polícia Militar no litoral de SP
Droga foi encontrada em um armário sem identificação no corredor de acesso aos alojamentos do Batalhão(Reprodução/Google)

Nota à imprensa

Em nota, a Polícia Militar informa que, por meio de sua Corregedoria, investiga e protege os agentes. Explica que ações de fiscalização são rotineiras e são um instrumento importante para garantir a eficiência do policiamento ostensivo e de preservação da ordem pública.

A corporação afirma que, no intuito de fortalecimento da disciplina e visando o controle interno, as dependências do 2º Baep foram vistoriadas com cães farejadores, sendo localizada significativa quantidade de drogas e diversos outros materiais proibidos.

A PM ainda destaca que embora a operação ainda esteja em andamento, eventuais irregularidades encontradas serão documentadas e os que as cometerem serão responsabilizados.

Policiais militares são presos suspeitos de executar homens após perseguição

PMs são presos suspeitos de executar homens com 30 tiros dentro de carro em SP

Dois policiais militares foram presos neste domingo (13), por decisão da Justiça Militar, por suspeita de perseguirem e executarem dois homens, com aproximadamente 30 tiros, dentro de um carro parado na Zona Sul de São Paulo. As vítimas eram suspeitas de assalto. Elas não atiraram contra os policiais, mas foram encontradas mortas com 50 perfurações de balas pelos corpos.

O caso ocorreu na última quarta-feira (9), mas o crime só chegou ao conhecimento das autoridades após um vídeo, gravado por uma testemunha e que circula nas redes sociais, mostrar os agentes da Polícia Militar (PM) atirando contra os dois rapazes suspeitos dentro do Onix branco da Chevrolet. O veículo havia sido roubado juntamente com os pertences dos proprietários.

O sargento André Chaves da Silva e o soldado Danilton Silveira da Silva, ambos do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foram presos e estão detidos no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. As prisões preventivas deles foram decretadas pelo juiz Ronaldo João Roth, do Tribunal de Justiça Militar (TJM), a pedido do Ministério Público Militar (MPM) e da Corregedoria da PM.

O vídeo que circula nas redes sociais mostra dois policiais militares atirando dentro de um carro em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, na noite de quarta-feira (9).

Histórico
Essa não foi a primeira vez em que o sargento André, que está na PM há mais de duas décadas, teve de encarar o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. Em agosto de 2018, ele foi condenado a quatro meses de detenção em regime aberto por ameaça.

Conforme as investigações, em julho de 2017, o sargento estava acompanhado de um soldado do 1º Batalhão da PM Metropolitano, em patrulhamento também na região de Santo Amaro, atrás de suspeitos de roubarem uma motocicleta.

Durante as buscas, a dupla de PMs decidiu abordar um homem que estava em uma rua. Na abordagem, o homem teria chamado o soldado de “você”, e o policial o agrediu com um soco no rosto, dizendo que deveria ser chamado de “senhor”.

Após as agressões, o sargento André ameaçou a vítima, conforme indicam as investigações. Segundo consta no processo, o PM disse o seguinte à vítima: “Tem alguma queixa para fazer de nós? A hora é agora de você denunciar”. Em seguida, tirou fotos do documento, do rosto e da residência do homem agredido, e disse que voltaria caso os policiais fossem denunciados.

Na ocasião, a defesa do sargento disse que ele não cometeu o crime de ameaça, e usou o GPS da viatura que ele ocupava para mostrar que o carro estava em movimento durante o período relatado pela vítima. Mas os argumentos da defesa foram rejeitados pela Justiça Militar.

O sargento também já havia participado de uma outra ocorrência que resultou na morte de uma pessoa. Tal fato ocorreu em 24 de maio de 2011. Naquele dia, segundo documento obtido pela reportagem da Ponte, André Chaves da Silva ainda era cabo e estava encarregado por uma viatura, sentando ao lado do soldado Ailton Reis da Silva. Em determinado momento, receberem via rádio do carro policial sobre roubo de carga. Após alguns minutos, localizaram um caminhão que havia sido roubado, no final da Rua Carloforte, Capão Redondo, também na zona sul, parado com dois homens.

De acordo com o documento, “um deles ao visualizar a viatura se evadiu, porém o outro veio de encontro à viatura, momento em que o PM André tentou abordar o indivíduo este começou a correr, mas, virou-se efetuando um disparo de arma de fogo contra a guarnição que foi revidada pelos policiais militares. O agressor continuou a correr, no entanto, depois, de alguns metros caiu alvejado, sendo socorrido ao PS do Campo Limpo”. O homem morto naquele dia foi identificado como Elton da Silva Reis. A dupla de PMs foi absolvida.

Outro lado
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do sargento André Chagas. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou.

A defesa do soldado Danilton Silveira da Silva encaminhou nota em que sustentou que irá pedir um habeas corpus:

“Participamos hoje da audiência de custódia dos policiais envolvidos, cujo objetivo era avaliar as formalidades da prisão preventiva. O próprio juiz que havia determinado a prisão conduziu a audiência. Por não haver novos elementos de ontem para hoje, decidiu-se manter a prisão dos policiais. Vamos trabalhar na interposição de habeas corpus atacando esse pedido de prisão preventiva. Não existem elementos processuais para que a prisão seja mantida. Sobre o mérito, ainda não traçamos uma linha de defesa porque não sabemos ainda como eles serão denunciados. Se for considerado um crime doloso o julgamento vai para Vara do Júri e não haverá mais trâmite do caso na Justiça Militar. Teremos que aguardar, portanto. Nossa preocupação agora é fazer com que respondam o caso em liberdade”.

*As informações são do portal A Ponte

Carandirú: STJ restabelece condenação de PMs

Pavilhões do extinto Carandirú, na zona norte de São Paulo (Revista 220 Anos Santana/Creative Commons/via Agência Brasil)

O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), restabeleceu as condenações dos policiais envolvidos na morte de 111 internos na Casa de Detenção do Carandiru, em 10 de outubro de 1992. A decisão foi assinada em 2 de junho.O episódio ficou conhecido como massacre do Carandiru.

Os julgamentos pelo Tribunal do Júri sobre o caso resultaram na condenação de 73 policiais, com penas que variam de 48 a 624 anos de prisão.

Para Paciornik, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) errou ao anular, em 2016, os cinco júris que resultaram nas condenações – um para cada grupo de policiais que atuou nos quatro pavimentos do Carandiru, e um quinto, de um policial que conseguira apartar seu caso dos demais. A anulação fora confirmada pela 4ª Câmara Criminal do TJSP, por maioria, no julgamento de embargos em 2018, quando foi determinada realização de novo júri.

Na Justiça paulista, havia prevalecido a tese de que os jurados condenaram os policiais de forma “manifestamente contrária à prova dos autos”. Isso porque não foi possível, por meio de exame balístico, individualizar qual policial matou exatamente qual vítima.

Paciornik, contudo, discordou dos desembargadores do TJSP. Para o ministro, não há no processo prova que seja manifestamente contrária à condenação dos policiais, pois a tese acusatória pedia a condenação dos agentes com base em sua atuação conjunta no massacre, e não do exame das condutas individualizadas.

O ministro destacou que os júris, em todos os julgamentos, reconheceram a unidade de desígnios dos policiais ao perpetrar o crime, o chamado liame subjetivo, motivo pelo qual “a decisão dos jurados não pode ser acoimada de manifestamente contrária à prova dos autos”, escreveu Paciornik.

Pelo contrário, “respaldam a tese acusatória: a) os laudos de necropsia; b) o depoimento das vítimas sobreviventes; c) o depoimento de perito; d) o depoimento de diretor de disciplina da casa de detenção; e) perícia de fl. 1170 [folha 1.170 dos autos] ; e f) sindicância realizada por três juízes corregedores”, enumerou o ministro do STJ.

Dessa maneira, o ministro deferiu um recurso especial do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e, além de restabelecer as sentenças, determinou que o TJSP retome o julgamentos das apelação relativas às condenações.

Por Felipe Pontes, da Agência Brasil