Com fraturas no corpo, Joice Hasselmann suspeita de atentado

(SBT News/via TV Cultura)

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou nesta quinta (22) que suspeita ter sido vítima de agressão em seu apartamento funcional em Brasília. Em entrevista ao SBT News, a parlamentar relatou que acordou ferida no último domingo e que não se lembra do que houve.

À emissora, a deputada contou que teve cinco fraturas no rosto, uma na coluna e dois dentes quebrados, além de hematomas nos joelhos, na costela esquerda e abaixo do seio. Ela também teve ferimentos em um dos ombros e no queixo. 

“Domingo, umas 7h da manhã, eu acordo entre meu quarto e o banheiro, no closet, com uma poça de sangue.[…] Depois do susto, a primeira reação que eu tive foi: ‘Ah, eu desmaiei né? Tive um mal súbito, sei lá, um principio de infarto, nossa vida é tão pesada. Sei lá, desmaiei bati o nariz, nariz sangra com facilidade, deve ser isso”, afirmou a deputada. Ela diz ter encontrado mais manchas de sangue quando chegou ao banheiro do apartamento: um tapete estava “empapado” e o espelho tinha gotas que sugeriam um jato de sangue. 

Socorrida por seu marido, que é médico, a parlamentar foi levada ao Hospital Sírio Libanês para fazer exames: “Os médicos me alertaram e falaram: ‘olha, pra ser um tombo você teria quer ter tomado quatro ou cinco tombos ou então caído de uma escada'”, afirmou.  

Embora não descarte a possibilidade de um acidente, a deputada diz suspeitar ter sido vítima de um ataque, e ressalta que nada foi roubado. Segundo ela, a Polícia Legislativa foi acionada para apurar o caso. 

“Apesar das ameaças de morte que constantemente eu recebo – eu nem levo mais tanto a sério, já levei, mas não levo mais […] Não posso dizer que foi um desafeto político ou mesmo se foi alguém que entrou na minha casa. […] Seria muito simples e muito óbvio eu dizer: ‘Olha, eu tenho desafetos políticos, me ameaçam de morte, eu vou culpar fulano’. Mas vamos deixar as investigações seguirem”, completou.

Por TV Cultura

Youtube remove vídeos de Bolsonaro por desinformação

O Youtube afirmou nesta quarta-feira (21/07) que removeu vídeos do presidente Jair Bolsonaro da plataforma por disseminarem desinformação sobre a covid-19.

Em nota, a rede social afirmou que, “após análise cuidadosa”, decidiu remover os conteúdos por violarem “políticas de informações médicas” da plataforma. Foram apagados vídeos publicados neste ano e no ano passado.

“Nossas regras não permitem conteúdo que afirma que hidroxicloroquina e/ou ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir covid-19; garante que há uma cura para a doença; ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus”, diz a nota.

Segundo a política do Youtube sobre a covid-19, publicada em 20 de maio de 2020, a rede social não permite conteúdo sobre a covid-19 que apresente “sérios riscos de danos significativos” ou “que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou das autoridades locais de saúde sobre a covid-19”.

“Essas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais, e atualizamos nossas políticas conforme as mudanças nessas orientações”, disse a plataforma na nota desta quarta.

O Youtube deixou claro que aplica suas políticas de forma consistente, “independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de visão política”.

A plataforma não informou quantos vídeos foram removidos. Segundo o portal G1, a rede social já havia apagado 12 conteúdos do canal do presidente em maio, por violarem a mesma regra que proíbe a recomendação de cloroquina e ivermectina contra covid-19, e outros cinco vídeos antes disso.

Polêmicas lives semanais

O canal do Youtube de Bolsonaro abriga suas polêmicas lives semanais. Numa delas, no fim de fevereiro, ele mencionou uma pesquisa alemã distorcida para criticar o uso de máscaras.

Além disso, o presidente usou as lives, que também são veiculadas em sua página no Facebook, para defender insistentemente medicamentos como a cloroquina e seu derivado hidroxicloroquina e a ivermectina como tratamentos contra a covid-19, remédios sem eficácia comprovada contra a doença; minimizar a gravidade da pandemia; e criticar medidas de distanciamento social.

Um dos vídeos removidos pelo Youtube é o da live do presidente de 27 de maio, na qual ele defendeu a cloroquina e propôs que chás usados por indígenas fossem usados no tratamento da covid-19, também sem eficácia comprovada contra a doença.

No ano passado, o Twitter e o Facebook também removeram vídeos postados nas contas de Bolsonaro por violarem seus termos de uso após o presidente se pronunciar contra recomendações de especialistas em saúde pública internacionais.

Por Deutsche Welle
lf (Reuters, ots)

Morre o ex-vice-presidente Marco Maciel

Marco Antônio de Oliveira Maciel, ex-vice-Presidente da República (Arquivo/Agência Brasil)

Marco Maciel, que foi vice-presidente da República nos dois mandatos do governo Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002, morreu na madrugada deste sábado (12/06), aos 80 anos. Ele estava internado em um hospital em Brasília.

Nascido em Recife, Maciel formou-se em direito pela Universidade Federal de Pernambuco e iniciou sua carreira política no Arena, partido que dava sustentação ao regime militar que depois se tornou o PFL, hoje Democratas.

Ao longo de sua vida, Maciel ocupou diversos cargos públicos, como presidente da Câmara dos Deputados no final da década de 1970, governador biônico de Pernambuco, ministro-chefe da Casa Civil e da Educação do governo José Sarney e senador por dois mandatos.

Maciel sofria do mal de Alzheimer desde 2014, e chegou a se infectar e se recuperar da covid-19 em março, mas voltou ao hospital após contrair uma infecção, segundo o jornal Folha de S. Paulo. Ele deixa sua esposa, Anna Maria Maciel, e três filhos. O enterro será realizado neste sábado, em Brasília.

Políticos se manifestam

O prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente nacional do Democratas, afirmou em nota que Maciel foi “um dos mais importantes quadros” do partido e uma liderança “capaz de motivar políticos de todas as idades”.

“Quando ainda no movimento da Juventude do PFL, recebi palavras e gestos significativos de incentivo que jamais vou me esquecer. Mesmo carinho que nosso fundador direcionou a muitos jovens e políticos ao longo de toda a sua vida”, afirmou.

O ex-ministro da Educação Mendonça Filha, também do DEM, afirmou que Maciel era um “conciliador” e um “exemplo de ética a ser seguido”.

Políticos de outras legendas também expressaram pesar pela morte do ex-vice-presidente. Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à eleição presidencial de 2022, afirmou no Twitter que lamentava a morte de Maciel, segundo ele um homem “decente e de espírito público”.

Paulo Teixeira, deputado federal pelo PT de São Paulo, escreveu no Twitter que Maciel “se notabilizou pela valorização do diálogo”.

Por Deutsche Welle
bl (ots)

Exército determina 100 anos de sigilo em processo sobre Pazuello

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Exército Brasileiro negou acesso e atribuiu um sigilo de 100 anos ao processo sobre a participação do general da ativa e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello num ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro, noticiou o jornal O Globo nesta segunda-feira (07/06).

Em resposta a um pedido de acesso feito pelo jornal, o Exército respondeu que o processo administrativo, já arquivado, contém informações pessoais. Além disso, a instituição citou um dispositivo da Lei de Acesso à Informação que prevê o sigilo por 100 anos em casos do tipo. A decisão, no entanto, ignora entendimentos anteriores da Controladoria-Geral da União (CGU).

Pazuello participou no dia 23 de maio de uma manifestação no Rio de Janeiro convocada por apoiadores de Bolsonaro, que contou com uma carreata de motocicletas liderada pelo presidente. O ex-ministro subiu num carro de som ao lado do chefe de Estado, apesar de as Forças Armadas vetarem a participação dos seus membros em atos políticos.

Na quinta-feira passada, o Exército informou, no entanto, que não vai punir Pazuello pela participação no ato. Segundo a instituição, o comandante do Exército, Paulo Sergio Nogueira, acolheu os argumentos de Pazuello e avaliou que “não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar” por parte de Pazuello. Dessa forma, o processo disciplinar aberto contra o general em maio acabou sendo arquivado.

A avaliação entra em choque com o decreto nº 4.346/02, que aborda o Regulamento Disciplinar do Exército. Mais especificamente, as ações de Pazuello contrariaram o item 57 do Anexo I, que classifica como transgressão o ato de “manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária”. Segundo veículos da imprensa brasileira, Bolsonaro pressionou o Exército para que Pazuello não fosse punido.

Na defesa entregue ao Exército no fim de maio, Pazuello argumentou que o ato organizado por Bolsonaro – uma espécie de carreata formada por motocicletas que cruzou o Rio – não era um ato político. Segundo o general, o ato não poderia ser “político-partidário” porque o país não está em período eleitoral e o presidente Bolsonaro não é no momento filiado a nenhum partido político. Pazuello também afirmou que o ato não passou de um passeio de moto, embora tanto ele quanto Bolsonaro tenham subido num caminhão de som para falar a apoiadores, como se estivessem em um comício.

Após o arquivamento pelo Exército, O Globo tentou obter acesso ao processo disciplinar, mas o Serviço de Informação ao Cidadão da instituição afirmou que “a documentação solicitada é de acesso restrito aos agentes públicos legalmente autorizados e à pessoa a que ela se referir”.

A decisão, que poderá ser alvo de recurso, ignora determinações anteriores da CGU, que, em casos similares, considerou que os procedimentos administrativos devem ficar sob sigilo somente enquanto a apuração está em andamento, o que não se aplica ao processo contra Pazuello. Após o fim da apuração, qualquer pessoa pode requerer e deveria obter o acesso ao processo. Se o Exército mantiver a determinação de sigilo por 100 anos, há a possibilidade de que a CGU seja acionada.

Ex-ministro ainda acumula problemas

Apesar de ter se livrado do procedimento disciplinar no Exército, Pazuello ainda acumula problemas. No momento, ele é investigado pela Polícia Federal por conta de decisões e omissões quando estava à frente do Ministério da Saúde, especialmente no caso da falta de oxigênio em hospitais de Manaus.

Pazuello comandou o Ministério da Saúde entre maio de 2020 e março deste ano, e sua gestão foi alvo de críticas. Quando o general assumiu a pasta, o Brasil acumulava 233 mil casos e 15.633 mortes associadas à covid-19. Quando o substituto do general na pasta foi anunciado, o número de casos passava de 11,5 milhões, e o de mortes se aproximava de 280 mil, com o país ocupando o segundo lugar entre as nações com mais óbitos na pandemia. Pazuello também deixou o cargo sem garantir vacinas suficientes para a população.

Mesmo com um histórico de gestão criticado à frente da Saúde, o general foi nomeado no início de junho para um cargo dentro da Presidência da República. Ele atuará como secretário de estudos estratégicos da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, que fica no Palácio do Planalto e é comandada por Flávio Rocha, almirante da Marinha.

Por Deutsche Welle

lf (Lusa, ots)

Bolsonaro sanciona lei que permite afastar grávidas do trabalho

O presidente Jair Bolsonaro sancionou uma lei que permite o afastamento de funcionárias grávidas de atividades presenciais durante a pandemia da Covid-19. A sanção da Lei 14.151 foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (13).

A lei garante que elas sejam afastadas das atividades de trabalho presenciais,sem prejuízo de sua remuneração, para evitar que fiquem expostas à contaminação pelo vírus. O texto prevê que elas ficarão à disposição para “exercer as atividades em seu domicílio, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho a distância”. 

A lei não prevê punição ou multa para empresas que descumprirem a norma, porém as funcionárias poderão acionar a Justiça com ações trabalhistas.

Por TV Cultura

Lula lidera corrida presidencial para 2022

Lula lidera corrida presidencial para 2022

Depois de recuperar os direitos políticos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial para as eleições de 2022. Segundo pesquisa do DataFolha, ele alcança 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 23% do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

A pesquisa também considerou outros nomes na corrida presidencial. No segundo pelotão das pesquisas aparecem o ex-juiz Sergio Moro (sem partido) com 7% das intenções de voto, Ciro Gomes (PDT) com 6%, o apresentador Luciano Huck (sem partido) com 4% e o governador de São Paulo João Doria(PSDB) com 3%. 

No fim da fila, aparecem empatados com 2% das intenções de voto o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e o empresário João Amoêdo(Novo). Outros 9% disseram que pretendem votar em branco, nulo, ou em nenhum candidato, e 4% se disseram indecisos.

O DataFolha falou com 2.071 pessoas, de forma presencial, em 146 municípios, nos dias 11 e 12 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Segundo Turno 

Em um eventual segundo turno, o petista levaria grande vantagem contra Bolsonaro, com uma margem de 55% a 32%. A pesquisa identificou que eleitores de Doria, Ciro e Huck votariam em Lula, enquanto o atual presidente herdaria os votos de boa parte dos eleitores de Moro. 

Lula também venceria o segundo turno contra Moro (53% a 33%) e Doria (57 a 21%). Bolsonaro empataria tecnicamente contra Doria e perderia para Ciro Gomes (36% a 48%). 

Essa é a primeira pesquisa do DataFolha após a decisão do ministro do STF Edson Fachin, quando ele anulou as condenações do ex-presidente. As decisões do Supremo não significam que ele foi absolvido, pois as quatros ações penais que o ex-presidente responde na Lava Jato seguem tramitando na Justiça de Brasília.

Morre Levy Fidelix, defensor do aerotrem

(Wilson Dias/Agência Brasil)

Morreu na noite desta sexta-feira (23) o fundador e presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Levy Fidelix. O político tinha 69 anos e morreu na cidade de São Paulo. O perfil do político no Twitter comunicou o falecimento, sem no entanto, citar a causa da morte.

Apresentador de televisão, professor universitário e publicitário, Fidelix concorreu à presidência da República nas eleições de 2014, 2010 e 1994. No ano passado, concorreu à prefeitura de São Paulo.

Antes de criar o PRTB, Fidelix participou da fundação do Partido Liberal (PL), em 1986, quando se lançou na carreira política e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo. Depois, migrou para o Partido Trabalhista Renovador (PTR), quando também concorreu a um mandato de deputado federal, no início dos anos 1990.

Uma das bandeiras mais conhecidas de Fidelix como candidato foi a implantação do aerotrem como solução para desafogar o trânsito nas principais capitais brasileiras.

Repercussão

Em duas publicações no Twitter na manhã de hoje (24), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, lamentou a morte de Fidelix. “Lamento o falecimento do fundador e presidente do PRTB, amigo Levi Fidelix. O movimento conservador brasileiro perde um dos seus principais representantes”, diz a primeira publicação.

A segunda, ressalta a amizade entre ambos.

Lula pede a Biden reunião urgente do G20 sobre vacinas

Lula lidera corrida presidencial para 2022
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República (Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Em entrevista à emissora CNN Internacional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao presidente americano, Joe Biden, que os Estados Unidos convoquem uma reunião emergencial do G20 para discutir a distribuição de vacinas contra a covid-19 para o Brasil e países mais pobres. 

“Estou sabendo que os Estados Unidos têm vacina que não estão usando. Essa vacina poderia ser, quem sabe, doada ao Brasil ou a outros países mais pobres que o Brasil que não podem comprar”, afirmou Lula à jornalista Christiane Amanpour em trecho da entrevista divulgado nesta quarta-feira (17/03).

“Uma sugestão que eu queria fazer a Biden é que é muito importante convocar uma reunião do G20 urgentemente. É importante convocar os principais líderes do mundo e colocar na mesa um único tema: vacina, vacina, vacina”, enfatizou o ex-presidente sobre a necessidade de unir os esforços do grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, inclusive o Brasil.

Lula ainda afirmou que a responsabilidade de líderes internacionais é “tremenda” e lançou críticas diretas ao ex-presidente americano Donald Trump e ao presidente Jair Bolsonaro, indicando que não confiaria neles para liderar o esforço internacional para garantir mais vacinas para o Brasil. 

“Estou pedindo para Biden fazer isso porque não acredito no meu governo. E se fosse Trump eu também não pediria porque também não acreditava nele, mas o Biden é o sonho de um novo respiro para a democracia”, disse.

Com recorde diários de mortes e infecções por coronavírus, o Brasil vive o momento mais grave da pandemia. Além disso, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o país passa pelo maior colapso sanitário e hospitalar de sua história e, de acordo com um epidemiologista, é uma ameaça à humanidade. Até o momento, apenas 10 milhões de brasileiros receberam uma primeira dose da vacina, ou menos de 5% da população.

Ao longo da pandemia, Bolsonaro minimizou frequentemente os riscos do coronavírus, além de promover curas sem eficácia, criticar as vacinas e tentar sabotar iniciativas paralelas de vacinação e combate à doença lançadas por governadores em resposta à inércia do seu governo na área.

Eleições 2022

A íntegra da entrevista de Lula à CNN Internacional irá ao ar nesta quinta-feira. Esta foi a primeira entrevista exclusiva concedida pelo ex-presidente desde que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou as condenações do petista no âmbito da Operação Lava Jato, na semana passada. A decisão restabeleceu a possibilidade de Lula concorrer a eleições, abrindo o caminho para uma disputa com Bolsonaro nas urnas em 2022.

Na entrevista à CNN, Lula admitiu a possibilidade de concorrer à Presidência no ano que vem. “Se quando chegar o momento de disputar as eleições, se o meu partido e os outros partidos aliados entenderem que eu posso ser o candidato, e se eu estiver bem de saúde, eu asseguro que eu não vou negar o convite”, afirmou.

O ex-presidente, porém, destacou que essa não é a prioridade dele no momento. “A minha maior prioridade agora é salvar este país”, disse.

Em sua decisão, Fachin permitiu que as provas colhidas contra Lula sejam aproveitadas por um novo juiz. Mas a possibilidade de prescrição dos crimes e o tempo de tramitação dos processos tornam as chances de que o petista seja impedido de disputar as eleições do ano que vem remotas, segundo especialistas ouvidos pela DW Brasil

Em discurso feito na semana passada, Lula já havia criticado as políticas do governo Bolsonaro para lidar com a pandemia. Ele afirmou que muitos dos óbitos pela doença no Brasil poderiam ter sido evitados, defendeu veementemente a vacina e pediu que os brasileiros não sigam “nenhuma decisão imbecil” do presidente. Ele também prestou “solidariedade” aos governadores que tentam “lutar para dar vacina”, apesar da “incompetência” do governo federal e do Ministério da Saúde.

Por Deutsche Welle

lf/as (Efe, ots)

Felipe Neto é intimado a depor após criticar Bolsonaro

Felipe Neto, youtuber (Reprodução)

O youtuber Felipe Neto divulgou que foi intimado a depor por “Crime contra a Segurança Nacional” após chamar o presidente Jair Bolsonaro de genocida. A queixa-crime que gerou a intimação foi protocolada pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) no último dia 11.

Em publicação nesta segunda-feira (15), Felipe Neto relatou que um carro de polícia foi até sua casa entregar o documento, que pede que ele também dê esclarecimentos sobre crime de calúnia. 

“A clara tentativa de silenciamento se dá pela intimidação. Eles querem que eu tenha medo, que eu tema o poder dos governantes”, escreveu o comunicador. A denúncia foi acatada pelo delegado Pablo Dacosta Sartori. Sartori já havia indiciado Felipe Neto em novembro de 2020, por suposta infração ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Na mesma postagem, Felipe Neto explicou os motivos para chamar Jair Bolsonaro de genocida diante da crise de Covid-19 no país: “Minha atribuição do termo “genocida” ao Presidente se dá pela sua nítida ausência de política de saúde pública no meio da pandemia, o que contribuiu diretamente para milhares de mortes de brasileiros”.

Por TV Cultura

Barroso nega suspensão da PEC da Imunidade, mas pede aperfeiçoamento

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido do deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) para suspender a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/21, que trata da imunidade dos parlamentares. A matéria pode ser votada nesta tarde no plenário da Câmara dos Deputados. 

Ontem (25), o deputado pediu ao STF a suspensão da tramitação da PEC, por entender que o Artigo 53 da Constituição, que trata da questão, é clausula pétrea e não pode ser alterada. A proposta discutida pelos deputados amplia a restrição de prisão em flagrante de parlamentar somente se relacionada a crimes inafiançáveis listados na Constituição, como racismo e crimes hediondos.

Ao analisar a questão, Barroso decidiu não interferir nos trabalhos dos parlamentares, mas defendeu o aperfeiçoamento da PEC. 

“Embora a proposta de emenda em discussão traga apreensão à sociedade, penso, nessa primeira análise, que não é o caso de um controle preventivo que impeça o debate. De fato, o objeto da PEC no 3/2021 envolve mudanças nos limites da imunidade parlamentar e no procedimento de decretação de prisão e outras medidas cautelares em face de deputados e senadores. A mera deliberação em tese acerca de tais matérias não é vedada pela Constituição. Tal afirmação é comprovada pelo fato de que a redação original do art. 53 da CF/1988 já foi objeto de alteração, promovida pela Emenda Constitucional no 35/2001. Além do que, é legítimo ter-se a expectativa de que, ao longo da tramitação, a proposta seja aperfeiçoada e desmereça o epíteto de PEC da Impunidade”, decidiu o ministro. 

A tentativa de aprovação da matéria ocorre uma semana após a Casa manter, por 364 votos a 30, a decisão do STF que determinou a prisão do deputado Daniel Silveira. (PSL).  Ele está preso no Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói (RJ).

Por André Richter, da Agência Brasil