Polícia e Prefeitura fecham canil clandestino na Grande São Paulo

Uma operação conjunta entre a Polícia Civil e a prefeitura fechou um canil que funcionava clandestinamente no município de Diadema.

A ação, com autorização judicial, foi deflagrada por agentes da Delegacia de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente no final desta tarde segunda-feira e contou com apoio da GCM e fiscalização das secretarias de Habitação e Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente.

O canil funcionava sem licença em um imóvel da Rua Sul América, no Jardim das Nações.

No local, foram apreendidos doze cães das raças buldog e pitbull e outros com sinais de maus tratos e que vão ficar agora sob os cuidados de uma ONG.

Uma veterinária do Centro de Controle de Zoonoses constatou animais com inflamações diversas decorrentes da falta de condições sanitárias.

Segundo a fiscalização, foram lavrados autos de Infração por falta de Alvará do Corpo de Bombeiros e Habite-se. Também foi expedida uma Ordem de Fechamento Voluntário.

O responsável pelo criadouro, Marco Antônio Hummel, e outras quatro pessoas foram detidos quando tentavam fugir com alguns cães pela rua para a qual o imóvel faz fundos. Eles foram conduzidos à delegacia, onde foi lavrado o flagrante.

O delegado responsável pelo caso estabeleceu fiança de 10 mil reais a Hummel e de mil reais a cada um dos demais envolvidos.

Essa já é a segunda vez que a equipe da Delegacia e a prefeitura fazem uma operação conjunta na mesma residência.

Há cerca de um ano, aproximadamente 70 cães com sinais de maus tratos foram apreendidos no mesmo local.

*Com informações do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.
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Após passar por exames, Bruno Covas recebe alta

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morre de câncer aos 41 anos
Bruno Covas foi hospitalizado na quarta-feira (13) (Divulgação)

O prefeito Bruno Covas recebeu alta hospitalar hoje (15), após ser internado na quarta-feira, por ter sentido sintomas de desconforto abdominal. Os exames realizados para investigar as causas desse desconforto mostraram um quadro de colite autolimitada, ou seja, o prefeito teve uma inflamação do intestino com melhora espontânea.

“O prefeito apresentou rápida melhora clínica e, após período de vigilância médica, deixou o hospital hoje”,  diz o boletim médico do hospital Sírio Libanês.

Covas continua em tratamento com imunoterapia contra um câncer na região dos gânglios linfáticos. Segundo boletins médicos divulgados anteriormente a medicação está sendo eficaz no combate à doença.

O prefeito Bruno Covas vem sendo acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz e Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Semana começa com calor e temperaturas chegam em 35º

Noite de domingo, em São Paulo, com média de 28º, segundo a Prefeitura


Calor vai marcar o início da semana, em São Paulo, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Os termômetros disparam e chegam a 35º, derrubando também a umidade do ar, que vai ter níveis semelhantes a um deserto.

Nos últimos dias, o calor ganhou força. Durante a noite deste domingo (3), estações meteorológicas da capital registravam média de 28º na Capital Paulista. Mas na Lapa, por exemplo, os termômetros marcavam 31º.

No outro lado da cidade, na zona sul, imagens do radar meteorológico apontam chuva isolada e de fraca intensidade perto do Jabaquara e Santo Amaro.

Tendência para os próximos dias

A segunda-feira (04), segundo o CGE, terá muito sol, calor e tempo seco na Grande São Paulo. Os menores índices de umidade novamente oscilam abaixo dos 30%. Temperaturas variam entre 20º e 35º.

Já a terça-feira (05), apesar de começar o dia com sol e calor, no decorrer da tarde o tempo muda por conta da aproximação de uma frente fria. Há possibilidade de chuva forte, ventania e queda de raios. Termômetros variam entre 22º e 33º.

*com informações do CGE

Prefeitura vai substituir mural de grafite do Anhangabaú

Por Daniel Mello

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Prefeitura de São Paulo vai substituir um mural de grafite no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. A obra realizada em 2015, ao lado da Praça das Artes, um dos equipamentos da Secretaria Municipal de Cultura começou a ser apagada ontem (20). Nas redes sociais, um dos grafiteiros responsável pela pintura, o porto-riquenho Alexis Diaz, lamentou a remoção do mural, gerando centenas de comentários em desaprovação.

Em nota divulgada hoje (21), a Secretaria de Cultura disse que a intervenção foi realizada em um imóvel privado e o contrato já estava vencido. Por isso, foi tomada a decisão de fazer um novo mural, com consentimento dos artistas Alexis Diaz e o chileno Inti, que fizeram a pintura original. De acordo com o comunicado, eles deverão assinar um outro grafite no mesmo local.

“A nova obra irá dialogar com o projeto de reabertura da Praça das Artes, espaço público vizinho, que será reinaugurado no sábado (23) com enfoque no direito à cidade, ocupação de espaços públicos e multiculturalismo. O mural atual será apagado até sexta-feira (22), como informado aos artistas, e trará a seguinte frase ‘reservado para Inti e Alexis Diaz’ ”, diz a nota da secretaria.

A secretaria disse que “reconhece a arte urbana como uma vertente relevante e fundamental para a cultura contemporânea e para identidade da cidade” e que novos artistas serão selecionados para fazer trabalhos em outros espaços da Praça das Artes. “Reforçamos o compromisso da Secretaria Municipal de Cultura com o diálogo e a valorização das expressões artísticas e culturais na cidade de São Paulo”, finaliza o comunicado.

Condenação

No final de fevereiro, a Justiça de São Paulo condenou o ex-prefeito João Doria (PSDB), atual governador do estado, e a prefeitura de São Paulo ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 782,3 mil pela remoção do mural de grafites da Avenida 23 de maio.

O caso ocorreu em fevereiro de 2017, primeiros meses de Doria à frente da administração municipal. Inicialmente, as laterais da avenida foram pintadas de cinza para, em seguida, ser instalado um jardim vertical.

Na decisão, o juiz Adriano Marcos Laroca, da 12ª Vara da Fazenda Pública, considera que a iniciativa deveria ter sido submetida à análise do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo.“Uma preocupação do espaço público, que, a pretexto de proceder à legítima zeladoria urbana, lesionou patrimônio cultural imaterial de São Paulo”, disse o magistrado.

Na ocasião, a defesa do governador João Doria afirmou que a sentença é nula, pois ele não teria sido formalmente citado. Os advogados disseram que vão recorrer para anular o processo e a sentença.

Prefeitura de São Paulo poderá contratar empresas para avaliar pontes e viadutos

Ponte que liga Marginal Tietê à Via Dutra está interditada(Leon Rodrigues/Prefeitura de São Paulo)

O Tribunal de Contas do Município (TCM) atendeu um pedido da Prefeitura e, em decisão tomada pelo pleno nesta quarta-feira (30), flexibilizou as regras para a contratação emergencial de empresas para a vistoria de todas as 185 pontes e viadutos da cidade.

A decisão reverteu a que havia sido tomada em novembro de 2018, após um viaduto na Marginal Pinheiros ceder 2 metros, e atrapalhar o trânsito na capital.

Na ocasião, o prefeito, Bruno Covas (PSDB), consultou o Tribunal com o objetivo de fazer um contrato emergencial verificando a real situação de todas as estruturas suspensas. Mas, o TCM entendeu que a Prefeitura deveria fazer uma vistoria prévia, e justificar ao Tribunal a necessidade de um contrato emergencial para cada uma das pontes, o que seria analisado caso a caso.

Agora, por contratos emergenciais, empresas poderão fazer um estudo sobre a situação das pontes.

Na última semana, a Prefeitura interditou a ponte que dá acesso à Rodovia Presidente Dutra pela pista expressa da Marginal Tietê, que apresentava rachaduras e o rompimento de uma viga, e Bruno Covas voltou a pedir ao TCM autorização para contratar por dispensa de licitação uma avaliação de análise da situação das pontes.

Segundo o presidente do TCM, o conselheiro João Antonio da Silva Filho, o prefeito lhe afirmou que “a situação de que a possibilidade de colapsar várias obras de arte (viadutos e pontes) é real”.

“Em novembro, o tribunal preferiu ser mais cauteloso, porque há décadas estas obras de arte [termo técnico do TCM para designar pontes e viadutos] não têm vistoria. Mas ele [o prefeito] está preocupado com a situação das obras de arte, de acontecer algo, algum acidente mais grave, além do prejuízo econômico, de vidas”, assinalou Silva Filho ao G1 no dia 24 de janeiro.

Contratos emergenciais

Várias áreas possuem contratos de emergência atualmente na cidade, como transporte, saúde e educação e limpeza urbana. São, segundo o TCM, 378 contratos emergenciais vigentes que, somados, passam de R$ 4 bilhões.

Segundo a Prefeitura, muitos desses contratos são fechados em meio a disputas judiciais, como a licitação dos ônibus, por exemplo, que foi suspensa pela Justiça e se arrasta desde 2013.

Ricardo Panato, secretário-geral do TCM, diz que, muitas vezes, a Prefeitura acaba por fazer contratos emergenciais devido ao prolongamento do processo licitatório, ou, ao fato de alguns concorrentes levarem a disputa aos tribunais.

Já o controlador-geral do município, Gustavo Ungaro, admite que os contratos emergenciais são um problema, mas diz que o objetivo é evitar eventuais casos de superfaturamento. Conforme Ungaro, a previsão é que, nas próximas semanas, saiam as licitações para varrição da cidade e da limpeza das escolas.

Prefeitura suspende rodízio e Zona Azul em SP nesta quinta por causa da greve dos metroviários

A Prefeitura de São Paulo informou nesta quarta-feira (17) que suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta quinta (18) por causa da paralisação dos metroviários, prevista para ocorrer durante 24 horas a partir da 0h. A Zona Azul também estará liberada.

Veículos com placas final 7 e 8 poderão circular normalmente no Centro expandido da cidade durante todo o dia.

Segundo a Secretaria Municipal dos Transportes, as demais restrições – Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF), além do rodízio de placas de caminhões – serão mantidos.

Na sexta-feira, a restrição volta a valer para carros com placas final 9 e 0 das 7h às 10h e, à tarde, das 17h às 20h.

Paralisação

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo aprovou a paralisação de 24 horas em decisão tomada por votação em assembleia nesta quarta. A categoria protesta contra a privatização da linha 5 Lilás do metrô e 17 Ouro de monotrilho.

A Linha 4 – Amarela do Metrô de São Paulo opera normalmente nesta quinta-feira, apesar da greve dos metroviários de São Paulo. A linha é privatizada e é controlada pela concessionária ViaQuatro. O Metrô informou que vai acionar plano de contingência durante a paralisação (leia abaixo).

Em nota, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) informou que concedeu parcialmente pedido de “liminar do Metrô, limitando a greve da categoria prevista para ser realizada nesta quinta-feira, a partir da zero hora.”

Segundo a decisão, o desembargador Carlos Roberto Husek disse que “fica determinado que 80% da frota circule nos horários de pico – compreendidos de 6h às 9h e das 16h às 19h – e 60% nos demais intervalos.”