Menor suspeito de participar de massacre em escola é apreendido

A polícia apreendeu um menor suspeito de ter participado da organização do atentado que levou ao massacre de seis estudantes e dois funcionários da Escola Estadual Raul Brasil, na última quarta-feira (13), na cidade de Suzano, em São Paulo.

Os dois autores do crime também morreram.

Como se trata de um menor de idade, portanto inimputável, ele ficará à disposição da Justiça.

O pedido de apreensão foi formulado pela polícia. Num primeiro momento, o Ministério Público foi contra, mas a polícia insistiu e agora obteve com a Justiça a tutela do Estado.

Após massacre, alunos voltam à escola de Suzano nesta terça

Por Camila Boehm

Retorno às atividades tem acompanhamento de profissionais de saúde (Prefeitura de Suzano/Reprodução)

Funcionários e professores da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, foram recebidos hoje (18) por equipe multidisciplinar para apoio psicológico. Na terça-feira (19), as atividades serão destinadas aos alunos. O funcionamento da escola estava suspenso desde a última quarta-feira (13), quando dois ex-alunos, de 17 e 25 anos, entraram na escola encapuzados e armados, promovendo um ataque que resultou na morte de oito pessoas. Os atiradores se mataram após a ação.

Cerca de 30 professores e dez funcionários de diversas áreas foram até a escola voluntariamente na manhã desta segunda para participar das atividades de acolhimento, com objetivo de ajudar na superação dos traumas causados pelo atentado.

Neste momento, as dinâmicas propostas vão desde atendimento psicológico individual e coletivo até rodas de conversa. “O objetivo é criar entre os profissionais uma rede de apoio e cuidado mútuo, e ajudar os envolvidos a lidar com a dor da perda”, informou a Secretaria de Estado da Educação.

O trabalho foi desenvolvido por equipes especializadas dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da prefeitura de Suzano, da Universidade de São Paulo (USP), de outras instituições, além de profissionais das secretarias estaduais de Educação, Justiça e PGE.

Estudantes

Amanhã (19), o atendimento prioritário será para os alunos da unidade de ensino. Nesta segunda-feira, alguns estudantes passaram na escola para buscar pertences pessoais deixados para trás no momento da tragédia.

Alunos e profissionais de outras escolas estaduais, como da unidade Jandyra Vieira Cunha Barra, preparam cartazes com desenhos e cartas com mensagens de paz, amor, esperança, união, como forma de acolher os que voltarão a frequentar a Escola Raul Brasil.

Escola em Suzano reabre após atentado que deixou 10 mortos

Por Camila Maciel

(Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, no interior paulista, foi reaberta hoje (18) apenas para professores e funcionários. O funcionamento está suspenso desde a última quarta-feira (13), quando dois ex-alunos, de 17 e 25 anos, entraram na escola encapuzados e armados, promovendo um ataque que resultou na morte de oito pessoas. Os atiradores também morreram na ação.

Nesta segunda-feira, será traçado um planejamento com atividades de acolhimento e preparação psicológica para os alunos, que retornarão amanhã (19). Ainda não há data para o reinício das aulas.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, o planejamento dessas atividades contará com o apoio de profissionais do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dos centros de Atenção Psicossocial (Capes) da prefeitura de Suzano, além de outras secretarias do governo do estado.

A proposta para o acolhimento é desenvolver atividades livres, como oficinas, terapias em grupos, rodas de conversa, depoimentos, compartilhamento de boas práticas, entre outras.

Segundo o governo estadual, uma rede de apoio, formada por instituições públicas e privadas, atuou no fim de semana, prestando atendimento psicológico e especializado na Diretoria Regional de Ensino de Suzano e no Capes do município, além de visitas domiciliares às famílias das vítimas.

Maioria dos professores de escola de Suzano relataram violência em 2017

Na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), 13 de 16 professores afirmaram que houve na escola casos de algum tipo de agressão, física ou verbal, de acordo com os últimos dados da Prova Brasil, aplicada em 2017. Também 13 de 16 docentes disseram que alunos agrediram outros estudantes naquele ano.

Apesar dessas informações, a escola não registrou nenhuma situação crítica. No questionário que respondeu, a direção da escola, naquele ano, considerou pouca a indisciplina dos estudantes e afirmou que a instituição contava com projetos voltados para a temática da violência e bullying no ambiente escolar. 

Professores e direção afirmaram ainda que estudantes não frequentaram a escola com armas de fogo ou com armas brancas. 

A escola apresentou um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos anos finais do ensino fundamental 5,8, ultrapassando a meta para a etapa, que era 5,7 e ficando acima da média do estado de São Paulo, 4,9. O indicador é medido pelo fluxo escolar dos estudantes, ou seja, se eles foram aprovados ou não, e pelo desempenho deles na Prova Brasil, que avalia os alunos em português e matemática. 

“Caso excepcional”

Os dados foram compilados pela organização Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o intuito de verificar se seria possível, a partir dos dados coletados em avaliações nacionais prever a tragédia que ocorreu na última quarta-feira (13). Dois atiradores invadiram a escola e atacaram alunos e professores a tiros e golpes de machadinha. Oito pessoas morreram, incluindo o tio de um dos atiradores, atingido antes do ataque à escola, e 11 ficaram feridas. Os dois atiradores – ex-alunos da escola, sendo um adolescente de 17 anos e um rapaz de 25 anos – se mataram após o massacre.

A conclusão do diretor do Iede, Ernesto Martins Faria, é que os dados não sinalizaram que um atentado como esse poderia ocorrer na escola. “Esse caso é muito excepcional, muito fora da curva”, diz. 

Em relação às agressões, a escola estadual Professor Raul Brasil reflete a situação enfrentada por muitos docentes no Brasil. “Agressão verbal, mesmo que a gente não deseje, acaba sendo recorrente”, afirma. Segundo ele, o fato de o questionário da Prova Brasil reunir em uma mesma questão agressão física e verbal dificulta a análise mais cuidadosa do cenário da escola. 

Dados ajudam no monitoramento

Mesmo que não possam prever tragédias como essa, os dados coletados nacionalmente ou a nível estadual e municipal podem ajudar governos e escolas a planejarem ações. 

Nacionalmente, os dados da Prova Brasil mostram um cenário preocupante: 10.984 diretores, o que equivale a 15,41% dos entrevistados, relataram que alunos frequentaram a escola em 2017 com armas brancas, como facas e canivetes. Outros 1.685 disseram que estudantes foram para a escola com armas de fogo. O número equivale a 2,36% dos entrevistados. 

Além disso, as agressões são muitas. Pouco mais da metade, 50,64% dos diretores (36.056) disseram que houve agressão verbal ou física a alunos, professores ou funcionários e 71,56%, ou 50.988 diretores, afirmaram que houve agressão verbal ou física de alunos a colegas.

“Às vezes, quando pensamos em monitoramento, pensamos só em português e matemática. Mas a gente tem que pensar na lógica de monitoramento para averiguar como é relação professor-aluno, a relação entre alunos, se existe violência. É importante o diretor da escola e a secretaria de educação terem esse acompanhamento”, defende Faria. 

Os questionários da Prova Brasil foram respondidos em 2017 por 71,3 mil diretores e 352,5 mil professores em todo o país.   

Professor armado invade Secretaria de educação

Uma besta, flechas e faca de caça são apreendidos na Secretaria de Educação com um homem que invadiu o local (PMDF/Reprodução)

Um professor de 53 anos entrou no prédio da Secretaria de Educação do Distrito Federal (DF) com uma faca, dardos e uma besta, mesmo tipo de arma usada pelos jovens envolvidos no atentado na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP). O homem foi preso e encaminhado à 5º Delegacia de Polícia do DF. De acordo com a Polícia Militar, não houve feridos.

Segundo a PM, o homem chegou à secretaria dizendo que queria uma conversa com o Secretário de Educação, Rafael Parente. A segurança chamou a Polícia Militar, porque o homem estava muito alterado.

Policiais chegaram ao local e abordaram o professor. Em nota, a PM diz que o homem ofereceu resistência, mas os policiais conseguiram imobilizá-lo. Dentro da mochila dele foram encontrados uma faca Imbel, uma besta e três dardos. “O homem alegou que queria encontrar o secretário, que queria mostrar esse armamentos, depois iria cometer suicídio”, informa o comunicado.

A Secretaria de Estado de Educação do DF informou que o professor subiu até a assessoria do gabinete, no 12ª andar. “Funcionários perceberam o cabo da besta para fora da mochila que ele carregava e acionaram a PM. Dois policiais chegaram rapidamente e o renderam”, diz também em nota. O professor não chegou a utilizar as armas.


https://spagora.com.br/estudante-ameaca-atacar-escola-de-manaus/

Pelo Twitter, Parente disse que o governador em exercício, Paco Britto, determinou o afastamento imediato do professor e abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) contra ele. Nem a Secretaria de Educação nem a PM confirmaram, até o momento, a identidade do homem.

Também na rede social, o secretário de Educação diz que registrou alguns casos de ameaças de alunos. “A Secretaria de Segurança e toda a inteligência do GDF [governo do Distrito Federal] já estão em ação, dentro de algumas escolas e à paisana”.

STF autoriza Estado de SP a contratar professores temporários

O Governo do Estado de São Paulo conquistou no Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da decisão que impedia a contratação de professores temporários no serviço público. A ordem havia sido expedida pelo Tribunal de Justiça do Estado no ano passado.

A ação foi deferida no sábado (12), em Brasília, após a audiência da procuradora-geral Lia Porto Corona e o secretário de Estado da Educação Rossieli Soares com o presidente do STF Dias Toffoli.

Desde que assumiu o Governo, João Doria enfatiza que Educação será uma das prioridades da gestão e afirma que garantir o professor em sala de aula é condição mínima à população.

“Não poderíamos permitir a falta de professores em sala de aula para o ano letivo de 2019 da rede estadual de educação, legado herdado pela gestão anterior, por falta de planejamento”, disse Doria.

A partir da decisão favorável à ação da Procuradoria Geral do Estado (SL 1191), será possível retomar a contratação de docentes temporários. Os contratos vencidos nas diferentes regiões do Estado poderão ser renovados.

Impactos



Estudos realizados durante o período de transição pelas equipes da Secretaria da Educação constaram que 60 mil alunos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) poderiam ficar sem aula em 1º de fevereiro, início do período letivo, caso a suspensão persistisse.

Rossieli Soares também reitera que o impacto poderia ter sido ainda maior se levasse em conta os Anos Finais e o Ensino Médio.

“Aproximadamente 2,5 milhões de alunos poderiam ficar sem aulas pela falta de professor. Corremos contra o tempo, enviamos a ação em conjunto com a PGE já no 9º dia de governo e conseguimos reverter um quadro trágico que se desenhava para o início do ano letivo”, completou o titular da pasta.

Em algumas Diretorias de Ensino, a ausência de docentes era ainda mais grave. Em Mogi Mirim e Piracicaba, por exemplo, poderia chegar respectivamente a 42% e 34% das turmas de 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental sem profissionais.

Apenas na capital, a falta de professores poderia afetar cerca de 18.870 alunos. Das 91 Diretorias de Ensino, 38 teriam alguma turma de anos iniciais sem professor.

*Com informações do Governo de SP

MP aciona deputada que criou canal para denunciar professores

Mariana Tokarnia/Agência Brasil

Deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL)
Deputada Ana Caroline Campagnolo (PSL) pode ser obrigada a pagar indenização coletiva por danos morais (Câmara dos Deputados/Agência Brasil/Divulgação)

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou hoje (30) com ação na Justiça contra a deputada estadual eleita Ana Caroline Campagnolo (PSL). que divulgou nas redes sociais um comunicado pedindo que estudantes catarineneses gravem e denunciem manifestações político-partidárias dos professores). A deputada criou um canal para receber as denúncias.

Na ação, o promotor de Justiça Davi do Espírito Santo, titular da 25ª Promotoria de Justiça de Florianópolis, requereu, entre outras medidas, que a juíza da Vara da Infância e Juventude da comarca da capital obrigue, de modo urgente, a deputada eleita abster-se de manter qualquer modalidade de serviço formal ou informal de controle ideológico das atividades dos professores e alunos das escolas públicas e privadas do sistema de ensino do estado e dos municípios.



Foi feito também pedido de tutela antecipada para expedição de ordem judicial para que as publicações feitas por Ana Caroline sejam retiradas da rede e que o número do telefone celular indicado para recebimento de denúncias seja bloqueado.

O promotor de Justiça pediu ainda a condenação da deputada eleita por danos morais coletivos. O valor deverá ser calculado com base no número de seguidores no Facebook, devido ao potencial de compartilhamento de cada seguidor. Segundo o MP, Ana Caroline tem aproximadamente 71.515 seguidores. O valor seria multiplicado por R$ 1 mil. O montante final deverá ser destinado ao Fundo para Infância e Adolescência.

De acordo com Espírito Santo, serviços de recebimento de denúncia somente podem ser realizados no âmbito do Poder Público, nunca por particulares. Ele disse que denúncias de faltas disciplinares de professores devem ser encaminhadas às secretarias de Educação, que deverão apurá-las na forma da lei, respeitados os direitos à ampla defesa e ao devido processo legal, sem prejuízo de outras providências extrajudiciais e judiciais cabíveis.

Recomendação do MPF

O Ministério Público Federal em Chapecó (SC) recomendou às instituições de ensino superior da região e gerências regionais de Educação que se abstenham de qualquer atuação ou sanção arbitrária e, mesmo, que impeçam qualquer forma de assédio moral a professores, por parte de estudantes, parentes ou responsáveis pelos alunos.

Na recomendação, divulgada ontem (29), o MPF considera ainda a conduta da deputada que, “além de configurar flagrante censura prévia e provável assédio moral em relação a todos os professores do estado de Santa Catarina – das instituições públicas e privadas de ensino, não apenas da educação básica e do ensino médio, mas também do ensino superior – afronta claramente a liberdade e a pluralidade de ensino”.

A recomendação foi feita a instituições de ensino, e as gerências regionais terão prazo de 10 dias para informar se acatam a recomendação, apresentando, em qualquer hipótese de negativa, os respectivos fundamentos.

“Eu acredito na educação”, diz professor agredido por alunos

Jéssica Antunes/Agência Brasil

“Eu acredito na educação”, diz professor agredido por alunos(Reprodução)

“Eu me senti muito mal, com muito medo, achando que eu ia morrer”. É assim que o professor Thiago dos Santos Conceição descreve os momentos logo após ser agredido por alunos durante uma aula de português no Ciep Municipal Mestre Marçal, em Rio das Ostras, cidade da Região dos Lagos do Rio.

Na última terça-feira (18), estudantes humilharam o professor enquanto ele começava a aplicar uma prova. Um vídeo gravado no local por um aluno mostrou as cenas e viralizou nas redes sociais. Na filmagem, um dos adolescentes aparece rasgando as avaliações e ameaçando o docente de morte. Até mesmo uma pochete, que atingiu o quadro branco, foi lançada na direção do professor.

“Eles já vieram agitados de casa. Não sei o que aconteceu, estou até agora tentando entender o comportamento. Eu já tinha sofrido agressões antes, mas apenas de cunho verbal”, explica.

O educador conta que os alunos são indisciplinados, têm dificuldades de obedecer a comandos e costumam ser agressivos com outros professores. “Os vídeos são prova de que eu fui agredido, sofri diversos insultos e preconceito racial. Fiquei em pânico”, conta.

Thiago afirma, entretanto, que não deixará de dar aulas de português por acreditar no poder da educação. “A mensagem que eu falo para os outros professores é: resistam”

Pedido de desculpas

Depois do episódio e da repercussão da gravação, o estudante que arremessou o objeto contra o quadro gravou um vídeo de desculpas. Ele se diz arrependido e afirma que agrediu o professor no “embalo”.

O educador disse que ficou sabendo do vídeo com o pedido de desculpas por meio das redes. “Eu aceito, mas entendo desculpa como mudança de atitude. Eu quero que eles mudem”, ressalta.

Medidas

No mesmo dia das agressões, o professor procurou a Secretaria de Educação de Rio das Ostras porque não se sentia mais em condições de lecionar para os mesmos alunos. Segundo ele, a secretaria se dispôs a estudar a possibilidade de realocação.

Em nota, a Secretaria de Educação do município disse que tomou as providências cabíveis e que oferecerá orientação jurídica e apoio psicológico ao professor. Além disso, uma reunião para definir a troca de escola será feita ainda hoje.

Também em nota, a secretaria afirma que foram tomadas medidas disciplinares com relação aos alunos.

Inquérito

Thiago dos Santos também registrou uma denúncia na Polícia Civil. Segundo a polícia, um inquérito foi instaurado e os alunos que aparecem nas filmagens, bem como o que fez a gravação, já foram identificados.

A Polícia Civil informou ainda que a vítima e as testemunhas serão ouvidas nos próximos dias e que o material de gravação já foi encaminhado para perícia.

Morto em Angola, corpo de professor brasileiro virá para o Brasil

(Facebook/Reprodução)

O Itamaraty informou na tarde de hoje (26) que está prestando apoio nas providências necessárias para viabilizar o traslado do corpo do brasileiro Adélcio Cândido, encontrado morto em Luanda, capital de Angola, onde residia há oito anos. Professor universitário de artes cênicas e ator, ele foi encontrado já sem vida, na última quarta-feira (24), nas dependências do condomínio onde morava.

Em redes sociais, amigos da vítima levantam suspeitas de que ele tenha sido assassinado. “A dor e a saudade são intensas, mas a minha indignação diante de um quadro tão brutal de violência não me deixa esquecer que nossa luta por uma sociedade justa e fraterna se faz urgente”, escreveu uma prima da vítima em perfil no Facebook.

Sem compartilhar detalhes sobre o caso, o Itamaraty, em nota, comunicou que a embaixada do Brasil no país africano tem mantido contato constante com os familiares da vítima, auxiliando-os na emissão de documentos exigidos para a liberação do corpo e nos demais procedimentos cabíveis. “A embaixada mantém contato com as autoridades policiais angolanas, que investigam as circunstâncias do ocorrido”, acrescentou no informe.

Segundo o secretário da Superintendência de Assuntos Internacionais de Goiás, Armando Melo, o estado vai pagar o serviço de traslado e tem trabalhado em conjunto com o governo federal para que o corpo da vítima seja trazido de volta ao Brasil o mais rápido possível. “A mãe do falecido não tem condições de arcar com os custos”, disse, por telefone, à Agência Brasil.

“Não temos como falar em previsão [de data para a transferência do corpo]. Em casos semelhantes que já acompanhamos, com todos os trâmites burocráticos do país e os processos administrativos de Goiás, o prazo médio é de duas semanas.”

(Letycia Bond/Agência Brasil)