Helicóptero com Boechat caiu por falta de manutenção

Rolamento nº 2 do compressor falhou porque o duto de distribuição de óleo estava entupido (TV Band/Reprodução)

O helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat caiu, principalmente, por falta de manutenção, segundo relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A informação foi divulgada com exclusividade pela Band. O acidente, que também matou o piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci, aconteceu no dia 11 de fevereiro de 2019.

“A conclusão do Cenipa, obtida com exclusividade pelo repórter Valteno de Oliveira, da Band, é que houve uma falha no compressor, um dos itens mais importantes da turbina, o equipamento que pressuriza o ar para jogar na câmara, onde ocorre a queima de combustível”, informou a emissora, na qual Boechat apresentava o Jornal da Band, além de atuar na Band News FM.

Ainda segundo a reportagem, o rolamento do compressor falhou devido havia um entupimento no duto de distribuição de óleo, que levou a falha do motor. O óleo, segundo a fabricante, deveria ser trocado uma vez por ano, mas chegou a ficar 38 meses sem substituição.

Empresa dona do helicóptero que transportava Boechat é suspensa

Por Luciano Nascimento

O jornalista Ricardo Boechat (Band/Reprodução)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu hoje (13), de forma cautelar, a RQ Serviços Aéreos Especializados, empresa dona do helicóptero que caiu na última segunda-feira (11), em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista, ao interior. Na queda morreram o jornalista Ricardo Boechat e o piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci. Com a suspensão, a empresa fica proibida de operar.

De acordo com a agência a suspensão de deu em razão de “indícios de prática irregular de táxi-aéreo”. O processo de investigação foi aberto na própria segunda-feira para constatar o tipo de serviço que estava sendo prestado com a aeronave de prefixo PT-HPG no momento do acidente.

O helicóptero acidentado é um modelo monomotor com capacidade máxima de quatro passageiros mais a tripulação, da fabricante Bell Helicopter. A aeronave, de matrícula PT-HPG, era de propriedade da RQ Servicos Aereos Especializados LTDA.

“A RQ Serviços Aéreos Especializados possuía autorização para prestar serviços especializados, como aerofotografia e aerocinematografia. A empresa, no entanto, não possuía autorização para executar o serviço de transporte remunerado de passageiros, prática exclusiva de empresas certificadas como táxi-aéreo”, disse a Anac.

A agência reguladora informou que as empresas envolvidas na contratação do serviço foram oficiadas pela Anac e terão cinco dias úteis, a partir da publicação no Diário Oficial da União, para prestarem esclarecimentos e apresentarem a documentação que comprove o tipo de contratação. Foram oficiadas as empresas Libbs Industria Farmacêutica, Zum Brazil Eventos e a própria RQ Serviços Aéreos Especializados.

O acidente ocorreu quando o jornalista voltava de Campinas (SP), onde havia participado de um evento. Pouco depois da queda, a Anac divulgou nota afirmando que o helicóptero se encontrava em situação regular junto a agência reguladora. 

De acordo com a Anac, dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) mostram que o helicóptero estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019, ou seja, a aeronave estava em situação regular.

A Anac disse que informações oficias da Aeronáutica confirmam que as licenças e habilitações de Quatrucci de piloto comercial de helicóptero (PCH) estavam válidas. 

Enterrado corpo de piloto de helicóptero que levava Boechat

Por Bruno Bocchini

Ronaldo Quatrucci, piloto do helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat (Facebook/Reprodução)

O corpo de Ronaldo Quatrucci, piloto do helicóptero que caiu ontem (11) e levava o jornalista Ricardo Boechat, foi enterrado hoje (12) no Cemitério São Paulo, no bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. A cerimônia ocorreu por volta das 16h e foi restrita a parentes e amigos próximos.

Quatrucci e Boechat morreram ontem na queda do helicóptero de matrícula PT-HPG, da fabricante Bell Helicopter, na região da Rodovia Anhanguera, em São Paulo. Segundo a Força Aérea Brasileira, o piloto estava com as licenças e habilitações válidas. 

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa dona do helicóptero, a RQ Serviços Aéreos, tinha autorização para prestar Serviços Aéreos Especializados (SAE), que incluem aerofotografia, aeroreportagem, aerocinematografia, e atividades de mesmo perfil.

“Por essa modalidade, a empresa pode realizar o transporte de passageiros, desde que a atividade não seja remunerada e esteja relacionada aos serviços de aerofotografia, aeroreportagem, aerocinematografia, entre outros do mesmo ramo”, disse a entidade em nota. 

A agência abriu procedimento administrativo para apurar o tipo de transporte que estava sendo realizado no momento do acidente.

Ricardo Boechat

O velório do corpo do jornalista Ricardo Boechat, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

O corpo do jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, que morreu na queda de um helicóptero, foi cremado hoje (12) por volta das 16h. A cerimônia foi reservada para família e amigos, no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

O velório começou ontem (11) à noite e se estendeu até o começo da tarde desta terça-feira, no Museu da Imagem e do Som (MIS), nos Jardins, em São Paulo. O corpo foi seguido por um cortejo de taxistas.

Ricardo Boechat

Por volta do meio-dia de ontem, o helicóptero em que estavam Boechat e o piloto Ronaldo Quatrucci caiu sobre um caminhão. A suspeita é que ambos tenham morrido carbonizados no momento do acidente.

A queda ocorreu no km 22 da Rodovia Anhanguera, sentido interior, com o Rodoanel, e acabou explodindo. O motorista do caminhão foi socorrido pela concessionária. Boechat estava voltando de Campinas, onde tinha ido dar uma palestra.

Corpo de Ricardo Boechat será cremado durante a tarde

O corpo do jornalista Ricardo Boechat deve ser cremado hoje (12) em cerimônia reservada para parentes e amigos próximos, segundo informações do Grupo Bandeirantes de Comunicação. Até as 14h ocorre o velório no Museu da Imagem e do Som (MIS), no bairro Jardim Europa, na capital paulista.

Ricardo Boechat durante o Jornal da Band (Band/Reprodução)

O jornalista do Grupo Bandeirantes morreu na queda de um helicóptero na Rodovia Anhanguera, quando retornava de uma palestra em Campinas. O helicóptero caiu em cima de um caminhão no km 22 da Rodovia Anhanguera, sentido interior, com o Rodoanel, e acabou explodindo. O motorista do caminhão conseguiu escapar com vida.

O acidente ocorreu no início da tarde de ontem (11). O piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci, também morreu.

A pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, irá representá-lo no velório do jornalista. Bolsonaro disse que ele e Boechat eram amigos “há mais de 30 anos” e que apelidou o jornalista de “Jacaré”.

Boechat tinha 66 anos, era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM e tinha uma coluna semanal na revista ISTOÉ.

Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita. Autoridades dos três Poderes vieram a público para lamentar a morte do jornalista.

Boechat deixa mulher, cinco filhas e um filho.

Ricardo Boechat morre em acidente de helicóptero

O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, da TV Bandeirantes, morreu na queda do  helicóptero que caiu sobre um caminhão na ligação do Rodoanel com a rodovia Anhanguera, em São Paulo, nesta segunda-feira (11). 

A informação foi confirmada pela TV Bandeirantes. Em pronunciamento, ao vivo, o jornalista José Luiz Datena disse que “com profundo pesar desses quase 50 anos de jornalismo, cabe a mim informar a vocês que o jornalista Ricardo Boechat, pai de família, companheiro, o maior âncora do jornalismo da TV brasileira, morreu hoje em um acidente de helicóptero no Rodoanel em São Paulo”.

Datena disse que Boechat ia em direção a Campinas para a realização de uma palestra. “Jamais pensei que eu iria dar essa informação”, comentou. “É um momento muito triste para o jornalismo brasileiro, para a família Band.”

Fonte: R7

Helicóptero estava em situação regular, diz Anac

Por Luciano Nascimento

Ronaldo Quatrucci, piloto do helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat (Facebook/Reprodução)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, por meio de nota, que o helicóptero que transportava o jornalista Ricardo Boechat se encontrava em situação regular junto a agência reguladora. A aeronave caiu, no início da tarde de hoje (11), em um dos acessos da Rodovia Anhanguera, que liga a capital paulista ao interior. A queda vitimou Boechat e também o piloto da aeronave, Ronaldo Quatrucci.

De acordo com a Anac, dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) mostram que o helicóptero estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) em dia até maio de 2019, ou seja, a aeronave estava em situação regular.

O helicóptero acidentado é um modelo monomotor com capacidade máxima de quatro passageiros mais a tripulação, da fabricante Bell Helicopter. A aeronave, de matrícula PT-HPG, era de propriedade da RQ Servicos Aereos Especializados Ltda.

A Anac disse ainda que informações oficias da Aeronáutica confirmam que as licenças e habilitações de Quatrucci, de piloto comercial de helicóptero (PCH), estavam válidas.

“As investigações sobre as causas do acidente estão sendo conduzidas pelo Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), do Comando da Aeronáutica”, disse a Anac.

https://spagora.com.br/ricardo-boechat-morre-em-acidente-de-helicoptero/