Cesta básica fica mais cara em 14 capitais, diz Dieese

(Geraldo Bubniak/AEN/via Agência Brasil)

Em maio, o custo médio da cesta básica ficou mais alto em 14 das 17 capitais brasileiras que são analisadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, estudo divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mês passado, a cesta só ficou mais barata em Campo Grande (-1,92%) e Aracaju (-0,26%).

O Dieese analisou, mas não divulgou o custo médio da cesta básica de Belo Horizonte, por mudança na metodologia.

A capital que apresentou a maior alta no mês foi Natal (4,91%), seguida por Curitiba (4,33%) e Salvador (2,75%).

Entre as capitais analisadas, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre, onde o custo médio dos produtos básicos somou R$ 636,96. Em seguida aparecem São Paulo (R$ 636,40), Florianópolis (R$ 636,37) e Rio de Janeiro (R$ 622,76). A cesta mais barata foi a de Aracaju, cujo preço médio encontrado foi de R$ 468,43.

Com base na cesta mais cara, registrada em Porto Alegre, o Dieese estimou que o salário mínimo do país deveria ser de R$ 5.351,11, valor que corresponde a 4,86 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

Vídeo mostra tio e sobrinho sendo agredidos em mercado antes da morte

Tio e sobrinho são mortos após furto de carne em supermercado de Salvador
Tio e sobrinho são mortos após furto de carne em supermercado de Salvador
Tio e sobrinho foram mortos após furtar carne em supermercado (Reprodução)

Novo vídeo entregue à Polícia Civil da Bahia pela família dos dois homens mortos após furto de carne no Supermercado Atakarejo será anexado ao inquérito do caso, aponta a Secretaria de Segurança Pública do estado. As imagens gravadas mostram Yan Barros, 19 anos, sendo agredido por seguranças da loja. O jovem grita muitas vezes a palavra “não”.

A polícia investiga o caso como duplo homicídio. Bruno Barros da Silva e Yan Barros da Silva, tio de sobrinho, foram encontrados com sinais de tortura e tiros no dia 26 de abril, na localidade de Polêmica, em Salvador. Antes de os corpos serem localizados, eles haviam sido detidos por seguranças do supermercado, que fica no bairro Amaralina. A denúncia é de que Bruno e Yan foram entregues a traficantes da região.

Em entrevista na semana passada, o secretário de Segurança Pública, Ricardo Mandarino, disse que o caso tem “um componente forte de racismo estrutural e ódio aos pobres”. “É uma gente perversa, desprovida de qualquer sentimento de empatia e que demonstra claramente que o trabalho da polícia não satisfaz, porque a polícia não mata, não pode e não deve matar. A polícia prende em flagrante, ou com ordem judicial, e entrega o infrator à Justiça.”

Ele disse ainda que a participação do supermercado será apurada. “Se alguém se valeu de milicianos, de integrantes do crime organizado para obter o resultado infame que obteve, é coautor do delito. Uma vez identificado, será indiciado. Esteja a sociedade certa disso”, declarou, conforme divulgação no site da secretaria.

Operação

Ontem (10), equipes das polícias Civil e Militar capturaram mais dois seguranças do supermercado. Foram cumpridos mandados em Salvador e na cidade de Conceição do Jacuípe. De acordo com a secretaria, até o momento, três seguranças e três traficantes foram presos por participação no crime. 

Além das prisões, mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Um deles, na sede do supermercado, onde foram recolhidos livros de ocorrências administrativas, computadores e aparelhos celulares.

O que diz o mercado

Em nota divulgada nas redes sociais no dia 6 de maio, o Atakarejo diz que repudia o fato e “manifesta total solidariedade às famílias das vítimas de violência na loja do Nordeste de Amaralina”. A nota diz ainda que está colaborando com a polícia e que foi aberta sindicância interna que decidiu pelo afastamento dos seguranças.

 Por Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil 

Tio e sobrinho são mortos após furto de carne em supermercado de Salvador

Tio e sobrinho são mortos após furto de carne em supermercado de Salvador
Tio e sobrinho são mortos após furto de carne em supermercado de Salvador
Tio e sobrinho foram mortos após terem furtado carne em supermercado (Foto: Arquivo pessoal)

Um tio e um sobrinho que furtaram pacotes de carne em um supermercado, em Salvador (BA), foram encontrados mortos com marcas de tiro e sinais de tortura na segunda-feira (26), horas após o furto. As informações são da Folha.

Bruno Barros da Silva, de 29 anos, e Yan Barros da Silva, de 19, foram flagrados furtando pacotes de carne na segunda, no supermercado Atakadão Atakarejo, no bairro Amaralina. Horas depois, seus corpos foram encontrados no porta-malas de um carro com tiros e sinais de tortura, no bairro da Brotas.

Segundo a reportagem, o supermercado não registrou boletim de ocorrência do furto, de acordo com a Polícia Civil. Para a família das vítimas, os dois foram entregues pelos seguranças do supermercado a traficantes do bairro de Amaralina, que teriam matado Bruno e Ian.

O supermercado Atakadão Atakarejo disse em nota que “tratam-se de fatos que envolvem segurança pública e que certamente serão investigados e conduzidos pela autoridade pública competente”, e que a empresa “está à disposição e colaborando com todas asa informações necessárias para a investigação”.

O caso é acompanhado pela comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia.

Mãe e filho são presos após furtar 18 peças de picanha

Mãe e filho são presos após furtar 18 peças de picanha

Na última segunda-feira (26), uma mãe, de 36 anos, e seu filho, de 14, foram presos furtando peças de picanha, leite em pó e uma caixa de chocolate de um supermercado em Poços de Caldas, em Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Militar, uma viatura foi acionada para o comércio, onde localizou mãe e filho em uma sala reservada dentro do estabelecimento. Questionada sobre o motivo do roubo, a mulher afirmou que pretendia vender os alimentos para pagar o aluguel de sua casa que estaria atrasado.

Na bolsa da suspeita, as autoridades encontraram 18 peças de diferentes tamanhos de carne de corte picanha, uma lata de leite em pó de 380 g e uma caixa de chocolate. “Durante o trajeto pelos corredores, eles foram colocando os materiais arrecadados dentro de uma bolsa na cor cinza e logo após saíram do estabelecimento. Do lado de fora os autores foram surpreendidos pelos seguranças do local, sendo eles encaminhados a um local reservado dentro do supermercado, para aguardar a chegada de uma equipe da Polícia Militar”, explicou a Polícia Militar através de uma nota.

A Polícia Civil de Minas Gerais informou ao portal UOL que os suspeitos foram liberados mediante o pagamento de uma fiança de R$ 1 mil. “Os envolvidos foram encaminhados à delegacia, onde a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante da mulher, de 36 anos, e a apreensão do adolescente, de 14 anos”, disse.

Vagas: Supermercados devem contratar 5 mil pessoas

(Fernanda Cruz/Agência Brasil)

Pelo menos 5 mil vagas temporárias devem ser criadas entre março e abril nos supermercados da região metropolitana de São Paulo, informou a Associação Paulista dos Supermercados (Apas). A maioria das vagas é para repositor e caixa. No mesmo período do ano passado, foram criadas 500 vagas.

A criação desses postos de trabalho ocorre devido à demanda de consumo presencial e online e do turnover (taxa de rotatividade) de funcionários e da quarentena de idosos e pessoas do grupo de risco à covid-19.

“Visando à diminuição da circulação de pessoas nos estabelecimentos, a Apas informa que os associados estão realizando entrevistas por meio de aplicativos online (como WhatsApp), assim como recebimento de currículo. A associação lembra que o candidato deve procurar as redes oficiais dos supermercados para mais informações”, diz a Apas, em nota.

De acordo com dados divulgados pela Apas, no último dia 26, o movimento presencial de clientes nos supermercados do estado estavaá próximo do normal. Nessa data, uma quinta-feira, as vendas cresceram 7,6%, em comparação com o dia 27 de fevereiro (também uma quinta-feira). O movimento daquela quinta-feira (26) ficou bem próximo da demanda dos dias 13, 14 e 15 deste mês (primeiro fim de semana do levantamento), que foi de 8,5%.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Estado quer punir empresas por tortura praticada por seguranças

Por Daniel Mello 

(Record TV/Reprodução)

O governo de São Paulo estuda maneiras de punir as empresas por agressões cometidas por agentes de segurança privada. Segundo o governador do estado, João Doria, está sendo feita uma análise das possibilidades legais de responsabilizar estabelecimentos comerciais por esse tipo de abuso. “Nós estamos vendo, no âmbito daquilo que a legislação já confere, punir essas empresas que cometem essas irregularidades”, enfatizou.

Caso as leis atuais não ofereçam ferramentas suficientes, Doria disse que pode encaminhar sugestões de alteração na legislação para garantir a punição das empresas envolvidas em casos de agressão e tortura. “Se precisar reforçar, na Assembleia Legislativa, fortalecer [a legislação]”, acrescentou ontem (22) após participar da missa de aniversário do Arcebispo do São Paulo, Dom Odilo Scherer.

Denúncias

Durante este mês, denúncias de tortura em dois supermercados da capital paulista ganharam repercussão. A Polícia Civil começou uma investigação sobre o vídeo que circulava nas redes sociais mostrando um adolescente nu e amordaçado sendo chicoteado por seguranças do supermercado Ricoy, na zona sul paulistana. Após a divulgação do primeiro vídeo, surgiram outras imagens de maus tratos que teriam sido praticados no estabelecimento.

Os dois seguranças acusados de chicotear o jovem foram presos. Em nota, o supermercado afirmou que “todos os casos de agressão, discriminação ou violação dos direitos humanos devem ser punidos com o maior rigor da lei. Por isso o Ricoy está colaborando com as investigações de forma irrestrita e proativa”. O comunicado diz ainda que o supermercado nunca orientou “qualquer conduta que estimule a violência, a discriminação, a coação, o constrangimento ou a força desmedida e desnecessária”.

Na semana passada, um outro vídeo mostra seguranças batendo com um bastão e usando uma arma de choque contra um homem acusado de furto. O caso aconteceu no Extra Morumbi, na zona sul paulistana. O supermercado lamentou o fato e disse, por meio de nota, que proíbe o uso de qualquer tipo de violência. Um inquérito foi aberto no 89º Distrito Policial para apurar os fatos. A empresa de segurança Comando G8, responsável pelo serviço de guarda patrimonial do estabelecimento, afirmou que o funcionário citado foi identificado e afastado.

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Crescem as vendas em supermercados

Vitória (ES) - Supermercados lotados com filas nos caixas e na entrada funcionam com horário reduzido (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em todo o país, faturamento dos supermercados cresceu 1,92% até setembro, mas empresários esperam expansão de 2,53% para este ano    (Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

As vendas nos supermercados de todo o país aumentaram 1,92% de janeiro a setembro sobre igual período de 2017.

É o que diz balanço divulgado hoje (30), em São Paulo, pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).  

O presidente da entidade, João Sanzovo Neto, disse, no entanto, que o movimento está abaixo do esperado, levando em consideração a estimativa de fechar o ano com alta de 2,53%.

O preço da cesta básica dos produtos pesquisados subiu 0, 39%, passando de R$ 458,53 para R$ 460,29.

As maiores elevações atingiram o arroz, frango congelado, queijo prato e margarina cremosa. Já as maiores baixas afetaram os preços da cebola, sabão em pó, farinha de mandioca e batata.

Supermercados: R$ 3,9 bilhões em alimentos desperdiçados

Fernanda Cruz/Agência Brasil

Maior parte das perdas ocorre no processo de manuseio e transporte dos alimentos
(TV Brasil/Reprodução)

Os supermercados brasileiros desperdiçaram, no ano passado, o equivalente a R$ 3,9 bilhões em frutas, legumes e verduras e produtos das seções de padaria, peixaria e açougue. Na comparação com 2016, houve queda de R$ 54.2 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na capital paulista.

O levantamento, feito em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), considerou números de 2.335 supermercados do país. Apenas em frutas, verduras e legumes, o desperdício atingiu R$ 1,8 bilhão no ano passado, aproximadamente R$ 600 mil a mais do que em 2014.

O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que sensibilizar o setor supermercadista para o desperdício é mais importante do que considerar as perdas financeiras. “Temos que discutir com todo o setor produtivo. Juntos somos capazes de resolver isso”, afirmou Milan.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), empresa estatal de abastecimento que recebe produtos de 1,5 mil municípios brasileiros e de 14 países e comercializa de 10 a 12 mil toneladas diariamente, as perdas diárias são estimadas em 1,3%.

Segundo a chefe do Centro da Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da Ceagesp, Anita Gutierrez, para evitar o desperdício, é importante que o alimento tenha qualidade no momento da colheita. “O tratamento pós-colheita – passar cera – ajuda, mas não resolve. Para que se tenha um bom produto na gôndola, ele tem que ser produzido de maneira correta”, afirmou Anita.

Podridão

Anita identifica, entra os principais problemas que levam os alimentos à podridão, danos mecânicos na colheita e na pós-colheita – no momento da embalagem e no manuseio. A perda de água e os machucados nos alimentos, além disso, levam à redução considerável de valor.

Outro ponto levantado pela especialista é a diferença de temperatura a que o produto é submetido no período que abrange da colheita à embalagem e transporte até o destino final. Certos alimentos são transportados sob refrigeração e, quando chegam ao destino, levam choque de temperatura, o que acelera seu metabolismo e leva à perda de qualidade.

O diretor da Associação Brasileira de Agronegócio, Luiz Cornacchioni, também destacou que metade das perdas do setor ocorre durante a logística (processo que envolve armazenagem, circulação e distribuição de produtos). A comercialização com menos intermediários da roça aos supermercados, permitindo melhores ganhos tanto para o produtor, e preços mais baixos para o consumidor, é uma das metas.

Agricultura familiar

Em junho deste ano, a Abras firmou protocolo de intenções para aumentar o relacionamento dos supermercados com a agricultura familiar. O consultor Vitor Correa, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, informou que técnicos já estão sendo capacitados para esse acompanhamento. Segundo Correa, atualmente, 3,5 milhões de famílias trabalham no setor, sendo 600 mil em cooperativas.

Um dos objetivos é criar uma identificação nos produtos oriundos da agricultura familiar. Os alimentos ficarão em gôndolas específicas dentro dos supermercados, destacando o diferencial da agricultura familiar, como o respeito ao meio ambiente, à sustentabilidade e a preocupação social.