Cabo de fibra óptica entre Brasil e Europa é inaugurado

Cabo atravessa o Oceano Atlântico (Divulgação)

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, participou hoje (1º) da inauguração das operações do cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade entre Brasil e Europa. A cerimônia ocorreu na cidade de Sines, em Portugal.

O projeto foi financiado pela Comissão Europeia que contribuiu com €25 milhões,  pela empresa EllaLink que aplicou €150 milhões e pelo Governo Federal, por meio do MCTI que investiu €8,9 milhões.

A conexão é efetuada  diretamente da cidade de Fortaleza (Brasil) a Sines (Portugal), com passagens pela Guiana Francesa, Ilha da Madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde.

O cabo também elimina a necessidade de os dados passarem pelos Estados Unidos. De acordo com a EllaLink, que vai permitir um acesso de alta qualidade aos serviços e aplicações de telecomunicações. A promessa é de que a conexão direta de alta velocidade reduza a latência, que é a capacidade de tempo que um pacote de dados leva para ir de um ponto a outro, em até 50%.

O cabo submarino tem 6 mil quilômetros de extensão. Entre outras aplicações, a infraestrutura de cabos será usada para serviços e nuvem e negócios digitais, mas também em ações de ciência, tecnologia e educação ao longo de 25 anos.

Agora vemos durante a pandemia a importância de trabalharmos juntos para vencermos esse inimigo comum que é o covid-19. É através da ciência que temos condição de vencer e, para a ciência funcionar, precisamos de operação de troca de informações”, disse o ministro durante a cerimônia.

Por Luciano Nascimento, da Agência Brasil

Inovação aberta e metas climáticas: um ponto em comum

Por Paulo Humaitá

A Cúpula do Clima iluminou ainda mais a causa ambiental vs. negócios. O Brasil se comprometeu a diminuir em 43% as emissões de dióxido de carbono e a zerar o desmatamento ilegal, ambos até 2030. Ao buscar o cumprimento dessas metas, além de beneficiar nossos pulmões, podemos desenvolver boas oportunidades de inovação na convergência entre tecnologia e sustentabilidade no agronegócio brasileiro, uma tendência alinhada com modernas práticas de governança e modelos de impacto social e ambiental (também conhecida como Governança Ambiental, Social e Corporativa, ou ESG).

O PIB da agropecuária brasileira, cresceu mais de 24% em 2020. Somos uma economia capaz de alimentar 800 milhões de pessoas no mundo, como revelou um recente estudo da Embrapa. Para o celeiro do mundo continuar sustentável e lucrativo, a tecnologia é mandatória. Muitas empresas sólidas podem olhar as startups e entender como este ecossistema pode colaborar, modernizar e criar possibilidades para problemas antigos e para os novos que irão surgir. Ao passo que a tecnologia já tem ajudado o Brasil na produtividade e em destinos mais nobres para os resíduos do campo, a inovação aberta, ou seja, promover ideias, pensamentos, processos e pesquisas, a fim de desenvolver produtos, serviços e processos, é a colaboração da tradicional empresa do mercado à uma startup para obter resoluções sustentáveis e tecnológicas. Afinal, o futuro não é apenas de quem se adapta melhor, mas também de quem colabora mais.

Para ir muito além dos drones nas plantações, as AgTechs, como são chamadas as startups que criam soluções e promovem a inovação no agronegócio, precisam de investimento e, mais que isso, que, o caminho entre o problema, oriundo pela empresa, e a solução, gerada pela startup, seja mais curto. Participar de programas de inovação aberta é um ganha-ganha para os dois lados. Como CEO de uma aceleradora, percebi que tanto a companhia quanto a startup, precisam e somam-se um ao outro. No processo de inovar, a empresa que participa pode dividir suas expertises, sabendo o que vai dar certo e o que não vai funcionar, enquanto a startup aplica isso no projeto oferecendo mais assertividade ao produto final. A startup pode oferecer para a empresa sua metodologia, seus planos, podendo fazer negócios entre as partes. Juntas, uma grande empresa e uma startup podem fazer mágica e resolver relevantes desafios da inovação responsável (responsible innovation).

Há um tabu sobre compartilhar conhecimentos com uma outra empresa, eu digo que existem estratégias que podem ser compartilhadas, especialmente em âmbito pré-competitivo. É importante que a solidez no mercado, especialmente em época de ‘vacas gordas’ não afaste uma empresa consolidada de modernizar e inovar. Os muros sempre vão existir em uma corporação, mas temos que mantê-los baixos. Com ciclos econômicos cada vez mais curtos, sem colaboração não há inovação. A indústria carece de novos conhecimentos, é um erro pensar que o sucesso das nossas lavouras e pastos, não podem ser palco para novas tendências.

A sustentabilidade, solução que será cobrada das empresas, não só agora, mas para sempre, é necessário sair na frente enquanto temos recursos e um mercado global. A melhor hora para investir em inovação no agronegócio é agora e inovação aberta é a solução. No último ano, a Embrapa constatou que 1.125 AgTechs foram registradas e outras se formam todos os dias. Ser uma empresa que participa deste processo e aproveita esta jornada é mais que inovar, é ser experiente e participar do futuro. O mundo olha para o Brasil, temos que lavrar a terra preparando um solo mais fértil para as startups no campo.

*Paulo Humaitá é fundador e CEO da Bluefields

Philips lança caixas de som Bluetooth com LED

A Philips Áudio e Vídeo acaba de lançar as caixas de som Bluetooth X3305 e X3705. A marca, que pertece ao Grupo TPV, informa em comunicado que as duas novidades são equipadas com a tecnologia Party Light, luzes de LED que pulsam no ritmo da música.

Em comunicado à imprensa, a Philips informa que as caixas de som possuem som bem forte e potente, além de entradas para cartão SD e dispositivos USB para gravar performances vocais e entradas para microfone e guitarra, controles de volume no alto-falante e efeito eco; e tecnologia Bluetooth para transmitir playlists, conectar outras fontes via entrada de áudio ou sintonizar estações de FM. Também contam com alças integradas e práticas, que facilitam o transporte da caixa. O modelo X3305 é portátil e conta com bateria com até 12 horas de autonomia por carga.

“Queremos ampliar nossa presença nesse mercado com a entrada desses dois produtos, e acreditamos que eles poderão levar diversão e entretenimento para todos os usuários”, comentou Bruno Morari, diretor de marketing do Grupo TPV, no comunicado.

As caixas de som X3305 e X3705 estão disponíveis no lançamento exclusivamente nas lojas Nagem pelos valores de R$ 1.799 e R$ 2.299, respectivamente. A marca não informa se o valor é promocional e quando os equipamentos estarão disponíveis em outros revendedores.

A importância da inovação no contexto ESG

Por Alexandre Pierro

Foi-se o tempo em que era necessário escolher entre ter lucro ou ser sustentável. Hoje em dia, ações de responsabilidade econômica, social e ambiental devem andar junto com as melhores práticas de gestão organizacional. Neste cenário, a inovação vem ganhando grande destaque como uma das ações mais poderosas para este objetivo, principalmente quando aplicada ao conceito ESG.

O termo vem do inglês environmental, social and governance (ambiental, social e governança) e apareceu pela primeira vez em um relatório de 2005, intitulado “Who Cares Wins” (Ganha quem se importa). Na época, 20 instituições financeiras de nove países diferentes, incluindo do Brasil, lideradas pela Organização das Nações Unidas, se reuniram para desenvolver diretrizes e recomendações sobre como incluir questões ambientais, sociais e de governança na gestão de ativos, serviços de corretagem de títulos e pesquisas relacionadas ao tema.

Na prática, o ESG é uma forma de mensurar as ações ambientais, sociais e de governança de uma empresa, com métricas que mostrem o quanto um negócio está buscando formas de minimizar seus impactos ambientais, construir um mundo mais justo e responsável para as pessoas em seu entorno, mantendo os melhores processos de gestão com foco em resultados.

Os ganhos são visíveis. Um estudo realizado pela consultoria BCG, mostrou que empresas que adotam melhores práticas ambientais, sociais e de governança conquistaram diversos benefícios, como maior lucratividade e até uma melhora em seu valor de mercado ao longo do tempo. Essas ações contribuem não somente para a implantação de práticas eficientes, como também para uma melhor imagem da organização perante o mercado, investidores e clientes.

Quando implantada de forma organizada, ela pode contribuir para uma melhor gestão de resíduos, redução das emissões de CO2, consumo de recursos naturais e, até mesmo, na disseminação de uma educação ambiental, social e econômica mais eficaz. Em teoria é uma ideia perfeita, mas a grande questão é: como as empresas estão colocando isso em prática? A resposta é simples: por meio da inovação.

Vivemos a era da inovação ou morte e, diante de tantos desafios complexos que estamos enfrentando, ela assume um papel fundamental, buscando fazer mais e melhor com menos recursos. Lançar mão de muita criatividade e processos de governança para inovar é o mínimo que se espera de empresas que estão alinhadas ao conceito ESG.

O tema vem ganhando tanta relevância que a própria ISO, organização que é a maior referência internacional em modelos de sistemas de gestão vem buscando se aprofundar no tema. Uma das iniciativas nesse sentido é a publicação da ISO 56002, de gestão da inovação, que reúne uma série de boas práticas para gerar inovação com foco em resultados financeiros e não-financeiros.

Com esse framework mundialmente reconhecido, é possível criar iniciativas de inovação verde, buscando a utilização de recursos mais sustentáveis, como energia limpa, além de um desenvolvimento sociocultural, focado no desenvolvimento de ecossistemas de inovação que buscam engajar e impactar positivamente todos os stakeholders de uma empresa. Com esse sistema, é possível criar processos de governança alinhados ao propósito da companhia, buscando desenvolver novos produtos, serviços e modelos de negócios conectados ao ESG.  

Em linhas gerais, empresas socialmente responsáveis, que entendem o impacto que causam e remodelam seu funcionamento com ações que melhorem seu entorno e a sociedade são muito bem vistas pelo mercado, e só tendem a conquistar enormes benefícios. Então, por que não usar a inovação a seu favor?

*Alexandre Pierro é engenheiro mecânico, físico nuclear e fundador da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO 56002, de gestão da inovação.

OMS e Whatsapp lançam figurinhas sobre vacinas

O WhatsApp e a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançaram na terça-feira (6) um novo pacote de figurinhas chamado Vacinas para Todos.

“Esperamos que estas figurinhas ofereçam um modo divertido e criativo de expressar não só a alegria, o alívio e a esperança com as possibilidades trazidas pelas vacinas contra a COVID-19, mas também a gratidão aos profissionais de saúde, verdadeiros heróis que continuam trabalhando para salvar vidas durante estes tempos difíceis”, afirma o aplicativo de mensagens em nota.

O whatsapp também está com um chatbot em português, em parceria com a OMS, para informações sobre o vírus. O Alerta de Saúde da OMS pode ser contactado pelo número +41798931892 no link https://wa.me/41798931892?text=oi

“Queremos ajudar os governos e as organizações internacionais a alcançar o maior número possível de pessoas ao redor do mundo com informações e serviços ligados à vacinação, especialmente pessoas em locais de difícil acesso ou pertencentes a grupos marginalizados”, comenta.

Por TV Cultura

O salto da Indústria 4.0 em 2020

Por Alexandre Pierro

Se houve um lado positivo na pandemia, foi a grande aceleração na transformação digital das empresas. Embora já falássemos sobre Indústria 4.0 há muitos anos, só agora ela encontrou mais espaço entre as empresas brasileiras.

O termo, que foi usado pela primeira vez pelo governo alemão em 2012, engloba uma série de tecnologias que utilizam conceitos de sistemas cyber-físicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem. Seu principal atributo é a criação de fábricas inteligentes, que criam uma cooperação mútua entre seres humanos e robôs.

E, num contexto de tantas restrições nas interações humanas, os robôs não poderiam ser mais bem-vindos. Tanto é que uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revelou que 54% das indústrias que adotaram de uma a três tecnologias digitais em 2020, registraram um lucro igual ou maior que no período pré-pandemia. Esse resultado é sete pontos percentuais maior que o registrado pela indústria analógica.

Dentre as tecnologias mais adotadas no Brasil, estão o Big Data, impressoras 3D e simulações computacionais. Essas e outras ferramentas são capazes de interligar o ciclo da empresa, promovendo agilidade na comunicação de modo a aumentar a eficácia do processo, tornar os funcionários mais produtivos e fornecer informações precisas para uma melhor tomada de decisão.

As vantagens ficaram ainda mais evidentes diante da necessidade de afastar trabalhadores do grupo de risco e manter o distanciamento social dentro das fábricas e escritórios. As indústrias automatizadas e inteligentes conseguiram manter o ritmo de produção mais próximo do normal, galgando um grande diferencial competitivo em especial em um momento em que começa a faltar matéria-prima no mercado.

Soma-se a isso tendências como o home-office e o paperless – substituição do uso de documentos físicos por digitais – que receberam grande notoriedade durante os últimos meses. As startups que promovem soluções automatizadas para desburocratizar atividades rotineiras em diversos segmentos, também registraram um expressivo desempenho em 2020. A perspectiva é que a adoção dessas facilidades se mantenha e continue crescendo no pós-pandemia.

O fato nos remete a outros acontecimentos históricos que também proporcionaram grandes avanços na história da humanidade. Muitas oportunidades e inovações surgiram logo após épocas de grandes crises humanitárias, como a peste bubônica, em meados do século XIV, que culminou na criação da medicina moderna, ou a pandemia de cólera na Inglaterra, em meados do século XIX, que impulsionou a Revolução Industrial. Isso mostra que passados tempos difíceis, muitas oportunidades tendem a surgir.

Outro mito que cai por terra é o de que a Indústria 4.0 provoca desemprego. A pesquisa da CNI aponta que 30% das indústrias que adotaram até três tecnologias digitais tinham ampliado os quadros de funcionários em relação ao período pré-pandemia. No entanto, cabe destacar que trata-se de uma mão de obra mais qualificada, capaz de operar os sofisticados softwares e hardwares da robotização. Um gargalo com o qual as empresas precisarão lidar por meio de investimentos massivos em educação.

A mesma tendência é observada quando se avaliam dados internacionais da Indústria 4.0 pelo mundo. Não é possível notar uma correlação entre a maior adoção da tecnologia digital com o avanço nas taxas de desemprego. O que se percebe é uma busca por mais qualificação, revelando que quando uma porta se fecha, várias janelas se abrem. Quem tiver empenho para se preparar, certamente irá encontrar melhores oportunidades no mercado de trabalho. Cabe lembrar que, um dia, os carros também ocuparam o lugar de cavalos e cocheiros.

Embora tenhamos dado um salto importante no tema em 2020, esses são apenas os primeiros passos de uma longa maratona. Segundo dados da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), menos de 2% das nossas indústrias estão prontas para a Indústria 4.0. Na China, Estados Unidos e União Europeia estima-se que esse número chegue a 50%. Na Índia e Paquistão são cerca de 25%. Mesmo tendo melhorado quatro posições no Índice Global de Inovação (IGI) entre 2019 e 2020, o Brasil ainda ocupa a 62ª posição do ranking, com uma adesão relativamente baixa à Indústria 4.0.

Apesar de estarmos tão atrás, essa é uma corrida que está apenas começando. Com a chegada do 5G – prevista para 2021 – o processo de automatização das indústrias certamente ganhará um novo patamar. Engana-se quem pensa que teremos apenas uma internet mais veloz. O 5G é a base para termos trilhões de dispositivos conectados à rede, como carros autônomos, eletrodomésticos inteligentes, sensores diversos e manufatura preditiva, com fábricas muito mais eficientes do que é possível hoje.

O lado bom é que temos tempo para avançar. E não são só as indústrias que precisam se modernizar. O conceito de Indústria 4.0 se estende também a empresas dos segmentos de comércio e serviços, que vem adotando tecnologias como o self check-out, estoques autônomos, inteligência artificial, realidade virtual e aumentada e até a adoção de QR Codes e criptomoedas para pagamento de produtos ou serviços. 

Outro ponto importante é que não necessariamente a adoção à Indústria 4.0 está atrelada a altíssimos investimentos. Muitas dessas tecnologias têm baixo custo e promovem grandes ganhos de produtividade, eficiência e até em segurança da informação. A chave está em fazer uma implementação adequada e inteligente das tecnologias certas para cada tipo de operação. Sair comprando e implementando tecnologias sem um prévio planejamento certamente não é o melhor caminho.

As empresas que desejam melhorar sua competitividade em esfera internacional precisam investir, acima de tudo, em gestão para a inovação. Assim como em toda maratona, o corredor precisa de um bom preparo, como o planejamento da rota, as métricas e as estratégias certas para conseguir o melhor desempenho. Adotar tecnologias da Indústria 4.0 sem um conceito claro de realização de valor, com foco em resultado, é andar para trás.

*Alexandre Pierro é engenheiro mecânico, físico nuclear e fundador da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO 56002, de gestão da inovação

Banido do Twitter, Trump vai criar a própria rede social, diz assessor

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, banido do Twitter desde janeiro, pode regressar às redes sociais “com a sua própria plataforma”. A afirmação foi feita neste domingo (21/03) por um ex-assessor do antigo chefe de Estado americano.

“Penso que vamos ver o presidente Trump de volta às redes sociais provavelmente daqui a dois ou três meses, com a sua própria plataforma”, afirmou Jason Miller à emissora de televisão Fox News.

O ex-assessor de Trump não deu mais informações sobre a plataforma, adiantando apenas que estão sendo realizadas várias reuniões em Mar-a-Lago, residência do milionário na Flórida. “Não há apenas uma empresa que contactou o presidente, há várias”, completou Miller, acrescentando que “esta nova plataforma será qualquer coisa de grande e vai atrair milhões e milhões de assinantes”.

O Twitter, principal meio de comunicação de Trump durante seu mandato, baniu a conta @realDonaldTrump, com seus 88 milhões de seguidores, após o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro. Na ocasião, o então presidente foi acusado de insuflar seus apoiadores a invadirem a sede do Congresso americano, que ratificava a vitória do candidato democrata Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro.

Trump, que deixou a Casa Branca em 20 de janeiro, foi também banido de forma temporária ou definitiva da maioria das outras grandes redes sociais ou plataformas da internet, como o Facebook, Instagram, Youtube e Snapchat.

Há especulações de que o ex-presidente pode tentar criar sua própria rede de TV, mas Miller garantiu que a mídia social é o alvo imediato do republicano. “O presidente está fora da mídia social há um tempo”, disse. “Mas seus comunicados à imprensa, suas declarações, têm recebido mais atenção do que ele jamais teve no Twitter antes.”

Por Deutsche Welle

md/ek (Lusa, ots)

Tecnologia 5G estará disponível em todas as capitais até julho de 2022, diz governo

A tecnologia do 5G estará disponível em todas capitais brasileiras até julho de 2022. O edital para o leilão do 5G foi aprovado ontem (25) pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que também decidiu pela obrigatoriedade da adoção imediata do padrão em formato standalone, o que demanda a implantação de uma rede independente do atual 4G. O edital agora será encaminhado para análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

Essa tecnologia permite o tráfego de dados até 100 vezes mais rápido que o padrão de quarta geração (4G), por utilizar um espectro de rádio mais abrangente, o que permite que mais aparelhos móveis se conectem simultaneamente, com mais estabilidade do que as redes atuais.

Além disso, a tecnologia favorece a uso de ferramentas inteligentes, interconexão de equipamentos e máquinas em tempo real e da chamada chamada Internet das Coisas (IoT).

“A tecnologia do 5G é um catalizador de novas tecnologias como inteligência artificial, realidade aumentada e realidade mista”, disse hoje (26) o presidente da Anatel, Leonardo de Morais, durante entrevista coletiva para falar sobre a aprovação do edital. “É um guarda-chuva que potencializa e envolve varias outras tecnologias”, acrescentou.

A expectativa é que o TCU conclua a análise do edital até o fim do primeiro semestre. O edital aprovado prevê a licitação de radiofrequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Segundo a Anatel, a liberação dessas frequências vai proporcionar maior volume de recursos de espectro para que as prestadoras possam expandir suas redes.

A proposta também estabelece obrigações de cobertura para as operadoras que arrematarem os blocos, entre as quais estão a necessidade de investimentos para oferecer a tecnologia 4G ou superior e também backhaul (redes de acesso) em áreas sem ou com pouca cobertura do serviço.

Em municípios com mais de 500 mil habitantes, o prazo limite para implantar o 5G é julho de 2025, nos que têm mais de 200 mil, julho de 2026 e, naqueles com população acima de 100 mil, em julho de 2027.

A previsão é que 60% dos municípios com menos de 30 mil habitantes estejam atendidos até dezembro de 2027, meta que sobe para 90% até dezembro de 2028 e 100% até dezembro de 2029.

A Anatel também determinou que a faixa de 6 gigahertz (GHz) seja totalmente usada para a melhoria dos equipamentos de internet de banda larga sem fio Wi-Fi no Brasil, o chamado Wi-Fi 6E.

Além disso, as operadoras que arrematarem capacidade na faixa de 3,5 GHz, a chamada faixa de ouro do 5G, também serão responsáveis pela migração da TV aberta via satélite (parabólica), que atualmente ocupa a mesma frequência. Pelo edital, as famílias que fazem parte do Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal terão direito à troca gratuita do equipamento de TV parabólica por outro que não será afetado com interferências no sinal.

O edital também contempla recursos para a implementação de redes de transporte em fibra óptica na Região Norte (Programa Amazônia Integrada e Sustentável – Pais). A previsão é sejam implantados 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica nos leitos dos rios da Região Norte.

Outro ponto definido é a construção de uma rede 5G privativa da administração federal, que vai possibilitar o tráfego seguro de informações. A proposta determina que a rede vai ter duas frentes: uma rede fixa de fibra óptica ligando todos os órgãos da União e uma rede móvel apenas no Distrito Federal para atividades de segurança pública, defesa, serviços de emergência e resposta a desastres.

“Isso está sendo feito em vários países. Os Estados Unidos estão fazendo, a Finlândia está fazendo. Isso está sendo muito comum, e os países estão fazendo essas redes”, afirmou o ministro das Comunicações, Fabio Faria.

*Com informações da Agência Brasil

Whatsapp limita uso para quem não aceitar nova política de privacidade

(Arquivo/Reprodução)

O WhatsApp publicou uma página oficial explicando o que irá acontecer com os usuários que não aceitarem sua nova política de privacidade, prevista para entrar em vigor no dia 15 de maio.

Segundo o site, quem não aceitar a nova política poderá receber ligações e notificações, “por um breve período”, sem detalhes de quanto tempo isso irá valer. Por outro lado, o envio e leitura de mensagens ficará totalmenterestrito. A conta não será apagada e as pessoas ainda poderão concordar com os novos termos após a data de vigência, de acordo com a página de suporte do aplicativo. 

A nova política de privacidade vale somente para conversas com empresas. A companhia afirma que todas as mensagens – texto, áudio, vídeo e imagens – são criptografadas de ponta a ponta, significando que somente o remetente e o destinatário podem ver a mensagem. 

O aplicativo ressalta que não mantém registros sobre com quem os usuários estão conversando e que não compartilha listas de contatos com o Facebook, pontos vistos como preocupações de parte dos usuários. 

A nova política de privacidade, porém, deixa de garantir a proteção da criptografia em conversas com contas comerciais, aquelas usadas por empresas. Já que as grandes varejistas não usam um celular para responder os clientes e sim ferramentas que gerenciam os chats. Como existe um terceiro armazenando e gerenciando interações, o aplicativo não consegue garantir a criptografia de ponta a ponta nas conversas.

Por TV Cultura

Teams, da Microsoft, passa por instabilidades

A Microsoft informou hoje (17) que o aplicativo de reuniões virtuais Teams passa por instabilidades. De acordo com o comunicado, centenas de usuários relataram atrasos no recebimento de mensagens.

Usuários da América do Norte, Central e do Sul podem ser impactados pela falha. A Microsoft informa ainda que eventos ao vivo também podem apresentar instabilidade.

“Estamos trabalhando para confirmar o que achamos, enquanto exploramos simultaneamente uma solução otimizada para remediar o impacto [da queda de serviço”, afirmou a empresa à Reuters.

Segundo a ferramenta de monitoração de servidores Downdetector, mais de 800 usuários enfrentam dificuldades de acesso ao Teams.

Dados da Microsoft apontam que apenas em outubro o Teams apresentou mais de 115 milhões de usuários em todo o mundo.

Por Agência Brasil

*com informações da Reuters