Emprego ou negócio próprio: quando trocar estabilidade por uma franquia?

Por Camila Felix

Camila Felix, fundadora da The Shaky (Léo Barrilari/The Shaky/Divulgação)

Engana-se quem acha que é fácil ser empreendedor. Requer-se muita coragem daquele que sonha em ter o próprio negócio. Na maioria das vezes é necessário que nós, empreendedores, façamos uma escolha entre o trabalho estável e nosso negócio, pois não há tempo hábil para exercer ambas as funções.

Antes de qualquer coisa, o candidato a empreendedor deve avaliar alguns critérios como: se seu negócio será sua prioridade; verificar se vale a pena investir na sua ideia; e buscar um diferencial. Tenha em mente que o sucesso não acontecerá de imediato, é preciso muito empenho e dedicação para que o negócio torne-se bem-sucedido. Além do mais, esteja preparado para trabalhar muito, você precisará de foco e muita energia para garantir a produtividade do empreendimento. Depois de verificado as condições para adentrar no mercado de negócios, deverá medir seu grau de afinidade com o ramo escolhido.

Atualmente temos ramos diversos a serem empreendidos, inclusive negócios de sucesso que, também, podem ser adquiridos a partir do modelo de franquias disponíveis no mercado. O modelo de franquias tem crescido a cada dia, só em 2017, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor cresceu 7% no quesito faturamento e prospecta para 2019 um aumento entre 8% e 10% em comparação ao ano anterior.

As franquias não estão presentes apenas nas grandes metrópoles, podemos encontrá-las, também, em pequenas cidades do interior. Isso faz parte do processo de expansão das redes de franquias, o que gera crescimento para a marca, bem como desenvolvimento a estas regiões, cria empregos e possibilita que a marca seja conhecida pelo público interiorano.

Temos, inclusive, exemplos de marcas que nasceram nesses pequenos municípios. A The Shaky, foi criada na cidade de Lins, interior de São Paulo pela advogada Camila Felix que começou seu negócio com a ajuda de sua avó em um espaço de 30m², e virou point de encontro dos linenses. Após experienciar tamanho sucesso, a rede ganhou espaço no mercado e expandiu-se Brasil adentro e, também, internacionalmente.

Atualmente a franqueadora conta com 10 lojas, sendo duas delas no Paraguai. No primeiro semestre de 2018, a corrente de comércio entre Brasil e Paraguai foi de mais de 2 bilhões de dólares, número 5,7% maior com o mesmo período do ano passado e de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), existem 129 redes brasileiras em operação no exterior.

Sobre Camila Felix

Camila Felix é formada em Direito pela faculdade Unimep Lins e já trabalhou no setor público. A empresária é atuante do franchising desde 2015 e é uma das sócias fundadoras da rede de sorvetes criativos, The Shaky.

Quando largar a carreira para abrir o próprio negócio?

Camila Félix/Opinião

Camila Félix, fundadora da The Shaky (Léo Barrilari/TheShaky/Divulgação)

É preciso coragem para sair de um emprego estável e encarar uma vida incerta de empreendedor. Estudo e bom senso fazem parte dos requisitos também. Trabalhava no fórum da minha cidade, em Lins, interior de São Paulo, quando resolvi abrir uma loja para vender milk shakes. A The Shaky. Hoje temos oito operações no Brasil e mais duas no Paraguai.

Não foi uma tarefa fácil. Passei algum tempo estudando e recebendo auxílio para abrir a primeira loja.  A ideia precisa ser fundamentada para tirar os planos do papel e colocar em prática aquilo que acreditamos.

Verifiquei um nicho que poderia ser explorado na região e depois de analisar sobre como é a vida de um empreendedor, vi que era um risco que eu sabia que existia, mas que era preciso correr.

As sorveterias da minha cidade eram muito comuns. Observei que vendiam sorvetes de uma forma muito convencional. Às vezes o cliente buscava um sabor e não tinha. Achei aí o espaço para investir. Na The Shaky, oferecemos o sistema “faça você mesmo” que possibilita a criação de mais de 100 combinações.



O ideal para quem vai montar seu primeiro negócio é começar sem sair do emprego atual. Como todo novo negócio, a vida de empreendedor vem cheia de incertezas. Enquanto ainda trabalhava no meu emprego fixo, comecei a fazer pesquisas e cursos de qualificação para entender mais sobre esse universo empresarial. Todo um processo foi feito para que então eu começasse a desenvolver meu projeto.

Inicialmente, as coisas podem não dar certo, por isso um plano de negócio flexível deve sempre estar em mente. 

Problemas irão aparecer e é preciso resolvê-los para evitar fechar as portas do negócio.

Camila Félix, fundadora da The Shaky

O sucesso não é algo que acontece de uma hora para outra e quem quer ser um empresário precisa saber dessa realidade. Um passo importante para isso é ouvir seus clientes. O feedback recebido por quem consome seus produtos ou serviços é algo crucial para a melhorar cada vez mais seu negócio.

Franquia aposta em bom momento da economia paraguaia

Carlos Henrique Correia/Passo Avanti

(Divulgação)

A Confederação Nacional da Indústria divulgou este mês a intenção de ampliar a agenda bilateral entre Brasil e Paraguai. De olho nesse cenário, a The Shaky, franquia que vende milk shake personalizado, prepara a inauguração da segunda unidade no país vizinho.

A empresa, que foi fundada pela advogada Camila Felix, em Lins, no interior de São Paulo, já atua em Assunção e inicia, no dia 24 de agosto, sua nova operação em Pedro Juan Caballero.

Números da embaixada brasileira em Assunção mostram que cerca de 445 empresários brasileiros buscaram instruções de como abrir uma empresa no país em 2017, crescimento de 64% com relação ao ano anterior. No primeiro semestre de 2018, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$2,2 bilhões, 5,7% maior que o mesmo período no ano passado. 

“Buscamos o Paraguai por questões estratégicas. Com essas alianças governamentais o momento é bom para o empresário brasileiro lá”, diz a fundadora da marca.

Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), já são 129 redes brasileiras que expandiram suas operações para o exterior.

“Para atravessar a fronteira no mundo dos negócios precisamos estudar os pontos em que estaremos presentes. A concorrência, o mercado, entre outras coisas. O franqueado de outro país deve ser alguém de confiança, pois, na maioria dos casos, as franqueadoras monitoram as operações de longe”, conta Camila.

Agora com a segunda unidade fora do Brasil a rede passa a ter duas operações internacionais e mais 11 no Brasil. No ano passado, a empresa faturou R$3 milhões.