Kit intubação: 591 cidades podem ficar sem medicamentos

Pelo menos 591 municípios brasileiros estão preocupados com o risco de não terem o kitintubação para atendimento aos pacientes com a covid-19 internados. Os dados constam da quinta pesquisa semanal feita pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) para apurar os desafios enfrentados pelos entes locais no combate à pandemia da covid-19. 

Segundo a entidade, embora nesta semana tenha havido uma queda nesses números, na comparação com a semana anterior, a quantidade de municípios com falta de kits ainda é considerada preocupante. 

Esta semana, a CNM também perguntou aos gestores se, durante este ano, o hospital da região enfrentou problemas relacionados à falta do kit intubação. Para 35,5% (745) das prefeituras ouvidas a resposta foi sim. Em contrapartida, 57,4% (1.203) indicaram que não houve esse problema.

Oxigênio

Quando o assunto é a falta de oxigênio, é uma preocupação para 8,2% (171) dos municípios pesquisados. “Isso indica que este problema semana a semana está sendo resolvido. Em 89,5% (1.875) das cidades não houve esse risco nesta semana”, diz a entidade.

Vacinas

A aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 no grupo prioritário foi paralisada nesta semana por falta de imunizantes em 23,8% (499) dos municípios que responderam à consulta. Já (1.554) 74,1% afirmaram haver vacinas disponíveis.

Upas

Sobre a existência de pacientes com a covid-19 internados em Unidades de Pronto Atendimento (Upas), 13% dos municípios (273) responderam que está ocorrendo. Já 83,8% (1.757) afirmaram não estar com esse problema nesta semana.

Auxílio

A pesquisa revela ainda que para 23% dos municípios (482) respondentes, o governo estadual instituiu algum auxílio emergencial para a população e ou as empresas em decorrência da pandemia da covid-19, e em 70,8% (1485) ainda não foi feito nada nesse sentido.

A pesquisa ouviu, de 19 a 22 de abril, 2.096 dos 5.568 municípios.

Por Karine Melo, da Agência Brasil

Estado registra 977 mortes pela covid-19 em 24 horas

O Estado de São Paulo registrou nas últimas 24 horas mais 977 mortes pela covid-19. Os números divulgados pelo Governo do Estado também apontam mais 17,1 mil paulistas infectados pelo coronavírus de ontem para hoje (21).

Com esses registros, São Paulo soma agora 90.627 mortes provocadas pela pandemia e acumula 2,7 milhões de pessoas que contraíram o vírus. Entre os infectados, 2.429.577 estão recuperados e, desse total, 283.604 estiveram internados e receberam alta hospitalar.

UTI e Enfermaria

O balanço divulgado no começo da tarde indica que ainda há 23.459 pacientes internados em todo Estado de São Paulo. A maior parte está em leitos de enfermaria, totalizando 12.450 pessoas. O número é um pouco maior que a quantidade de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI): 11.009.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado é de 81,8% . Na Grande São Paulo, o percentual é de 79,4%.

“Está vigente desde o último domingo a Fase de Transição do Plano São Paulo, adotada diante da reversão da tendência de crescimento das internações, casos novos e óbitos, alcançada com as Fases Emergencial e Vermelha desde março. O Governo de SP reitera a importância das medidas de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos”, reforça o Estado em comunicado à imprensa.

Hospitais relatam nível “pré-colapso” de estoques de kit intubação

(Gov. do Ceará)

Um número cada vez maior de hospitais no Brasil relata estoques vazios ou muito baixos de medicamentos necessários para fazer a intubação de pacientes de covid-19 em estado grave.

A escassez tem obrigado algumas equipes médicas a diluir remédios ou amarrar doentes aos leitos, e a crise deve se alongar diante do alto número de novos casos da doença e da dificuldade do governo federal para comprar o insumo.

Assim como ocorreu com a falta de oxigênio hospitalar e a lentidão na compra de vacinas, o fornecimento dos medicamentos também provoca confrontos entre o Ministério da Saúde o governadores.

O chamado kit intubação é composto por bloqueador neuromuscular, que relaxa os músculos e a caixa torácica do paciente para que o tubo de respiração seja inserido e permaneça no local, e sedativos para manter a pessoa sem dor e em coma induzido até que ela seja retirada do respirador.

Sem o bloqueador neuromuscular, a inserção do tubo é praticamente inviabilizada e pode se assemelhar a uma tortura. Sem o sedativo, os pacientes enfrentam dor, mantêm a consciência e podem ter que ser amarrados ao leito para não arrancarem o tubo.

Na quinta-feira (15/04), o Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde, que representa entidades que gerenciam mais de 800 unidades públicas de saúde, informou em carta aberta que os estoques do kit intubação estão em nível “extremamente crítico de pré-colapso” e que algumas unidades tinham insumos suficiente para apenas 24 horas.

No mesmo dia, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems) informou que 68% dos serviços de saúde sob gestão municipal nas cidades paulistas estavam sem bloqueadores musculares e outros 10,6% tinham estoque para no máximo sete dias. Em relação aos sedativos, 61,6% estavam com o estoque zerado e 13,6% tinham insumos para até sete dias, situação pior que a do levantamento anterior, de 5 de abril.

Casos se multiplicam

Profissionais de saúde de dois hospitais públicos do estado do Rio de Janeiro relataram falta de sedativos e a necessidade de amarrar os pacientes ao leito em reportagem veiculada pela Rede Globo nesta sexta. “Eles sofrem porque ficam acordados. E nós, como profissionais, ficamos muito tristes de estar prestando esse tipo de atendimento”, afirmou um profissional, sob anonimato.

À agência de notícias AP, um médico do hospital Albert Schweitzer, gerenciado pela prefeitura do Rio, que também preferiu não se identificar, afirmou que os profissionais passaram dias diluindo sedativos para fazê-los render mais e que, quando o estoque acabou, tiveram que amarrar as pessoas. “Alguns [pacientes] tentam falar, resistir. Eles estão conscientes”, disse.

Para contornar a escassez, alguns hospitais vêm usando medicamentos alternativos, de tecnologia antiga ou com maior probabilidade de efeitos colaterais. “O último caso é fazer o procedimento sem eles. Mas intubar um paciente sem sedativo ou relaxante é tortura, não podemos aceitar”, disse o presidente do Consems, Geraldo Reple, ao jornal Folha de S.Paulo.

A Santa Casa de São Carlos, no interior paulista, decidiu no início de março desativar seis de seus 30 leitos de UTI destinados a pacientes com covid para economizar medicamentos necessários ao atendimento. “Se esses leitos estivessem ocupados agora, certamente estaríamos sem medicações”, afirmou à BBC Brasil o diretor-técnico do hospital, Vitor Marim.

Situação parecida ocorre em outras cidades. A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, que reúne 180 unidades, informou nesta semana que seus hospitais têm um estoque médio do kit intubação para três a cinco dias.

Ministério centralizou distribuição

Os alertas sobre a falta do kit intubação vinham sendo disparados por gestores e entidades da área de saúde há várias semanas, e o problema se tornou mais um ponto de confronto entre governadores e o Ministério da Saúde.

Em 18 de março, o coordenador do Fórum Nacional de Governadores, Wellington Dias (PT), governador do Piauí, enviou ofício ao Ministério da Saúde alertando para a situação grave dos estoques em 18 estados.

Diante da crise, o Ministério da Saúde requisitou a todas as empresas no país que produzem os medicamentos que entregassem seus estoques ao governo federal, que então centralizaria a distribuição aos estados e municípios. A ordem levou ao cancelamento de entregas a unidades de saúde que haviam feito compras com antecedência.

Nesta terça, o governo de São Paulo enviou ofício ao Ministério da Saúde afirmando que os estoques do kit intubação no estado estavam em situação “gravíssima, isto é, na iminência do colapso”, e que faltaria medicamentos “a partir dos próximos dias” se não fossem enviadas doses. Foi o nono ofício do tipo em 40 dias enviado pelo governo paulista a Brasília.

O governador do estado, João Doria (PSDB), também afirmou que a decisão do Ministério da Saúde de requisitar os medicamentos era um “gravíssimo erro” e que a quantidade entregue de insumos seria “inexpressiva” em relação ao que havia sido confiscado.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que assumiu o cargo quando a crise do kit intubação já era grave, rebateu Doria nesta quinta, dizendo que os estados, sobretudo os mais ricos, deveriam também comprar esses medicamentos no exterior.

“Não é só empurrar isso [a responsabilidade] para as costas dos Ministérios da Saúde. (…) Não adianta só ficar enviando ofício ao Ministério da Saúde, temos que trabalhar juntos”, disse Quiroga. Doria afirmou que comprará esses medicamentos no exterior, mas não deu detalhes sobre prazo de entrega.

Dificuldade de compra

A escassez do kit intubação não deve ser solucionada rapidamente. A média móvel de novas mortes por covid, acima de 3 mil, está no pior patamar desde o início da pandemia e não dá sinais de recuo. A média móvel de novos casos também segue elevada, próxima aos 70 mil por dia. A demanda por medicamentos para fazer a intubação de pacientes, portanto, seguirá alta.

Por outro lado, o Ministério da Saúde está com estoques baixos e tem enfrentado dificuldade para comprar mais doses. Uma nota técnica da pasta datada desta segunda, revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo, informa que o governo decidiu comprar no final de março 186 milhões de doses do kit, suficiente para seis meses, mas até o momento só conseguiu comprar 32,5 milhões, ou 17% do montante. Em março, o consumo médio mensal no país foi de 34,2 milhões de doses do kit intubação.

O governo também conta com doações, mas em volume ainda muito inferior à necessidade. Um grupo de empresas formado por Engie, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobas e Vale comprou um lote de 2,3 milhões doses do kit intubação da China, que chegou no Brasil na noite de quinta-feira e será repassado aos estados nos próximos dias.

O Ministério da Saúde informou que enviaria a São Paulo 407,5 mil dessas doses, 17,7% do que o governo paulista havia solicitado de forma emergencial e suficiente para 3,5 dias. Outras 324 mil doses serão entregues para o Rio de Janeiro, suficientes para 7 dias, segundo o governo fluminense.

Por Deutsche Welle

bl (AP, ots)

Agnaldo Timóteo morre de Covid-19 aos 84 anos

Agnaldo estava internado desde o dia 17 de março na UTI do Hospital Casa São Bernardo(Divulgação)

O cantor Agnaldo Timóteo não resistiu às complicações decorrentes da Covid-19 e morreu neste sábado (3) no Rio. Ele tinha 84 anos.

Agnaldo estava internado desde o dia 17 de março na UTI do Hospital Casa São Bernardo, na Zona Oeste do Rio.

No último dia 27, Agnaldo precisou ser intubado para “ser tratado de forma mais segura” contra a doença.

Veja abaixo a nota divulgada pela família à imprensa

“É com imenso pesar que comunicamos o FALECIMENTO do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha”, disse a família, em nota.

Agnaldo Timóteo é internado na UTI com Covid-19

A unidade de saúde disse que o estado de saúde do cantor é grave, mas estável(Divulgação)

Agnaldo Timóteo, de 84 anos, precisou ser internado na manhã desta quarta-feira (17) no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, após testar positivo para o novo coronavírus.

Segundo informações do site Audiência Carioca, o cantor está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas respira sem ajuda de aparelhos e está lúcido.

Após a notícia da internação de Agnaldo sair na mídia, a família do veterano enviou um comunicado à imprensa informando seu atual estado de saúde, além de aproveitar para pedir orações para a recuperação dele.

Veja na íntegra o comunicado:

A família do cantor e compositor Agnaldo Timóteo, 84, informa que hoje pela manhã, Timóteo foi diagnosticado com Covid-19. O cantor encontra-se na UTI do Hospital Casa São Bernardo, Barra da Tijuca, RJ. O boletim médico está sendo transmitido diariamente somente para a família. Uma imensa corrente de fé, está formada, em prol do restabelecimento do seu quadro de saúde! A família agradece o carinho e as orações que vem recebendo de inúmeras pessoas e registra um agradecimento especial para Rede Hospital Casa, que vem dedicando com a máxima excelência, o atendimento prestado ao nosso querido Agnaldo Timóteo.

Sem UTI: Capital registra primeira morte de paciente na fila de espera

Bruno Covas, prefeito de São Paulo (Gov. do Estado de SP/Reprodução)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (18) que a capital paulista registrou a primeira morte de um paciente com Covid-19 devido à falta de vagas em UTI. Covas deu a declaração durante entrevista à GloboNews. Ele disse que o caso ocorreu na Zona Leste e citou o colapso do sistema de saúde.

De acordo com o prefeito, a taxa de ocupação dos leitos de UTI da capital é de 88%. Ele também afirmou que deve anunciar nesta quinta-feira (18) novas medidas de restrição com o objetivo de diminuir a sobrecarga do sistema de saúde do município. 

Segundo boletim do governo do estado de São Paulo, a capital registra 19.897 óbitos por coronavírus e 567.617 casos confirmados da doença.

O site da TV Cultura entrou em contato com a prefeitura de São Paulo para mais informações sobre as declarações dadas pelo prefeito, mas até o momento não obteve retorno.

Por TV Cultura

Ministério da Saúde libera recursos para UTI em SP

(Gov. do Estado de SP)

O Ministério da Saúde publicou, no Diário Oficial da União de hoje (18) portaria que autoriza a instalação de 1.600 leitos novos de unidades de terapia intensiva (UTIs) para adultos, e oito leitos pediátricos em São Paulo. Todos deverão ser utilizados para atendimento exclusivo de pacientes contaminados pelo covid-19.

A portaria estabelece R$ 77,18 milhões em recursos financeiros advindos do Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde, que serão disponibilizados ao governo de São Paulo e municípios. Para acessar a lista com as unidades que receberão os leitos, clique aqui.

O Fundo Nacional de Saúde adotará as medidas necessárias para a transferência, do montante aos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde, em parcelas mensais, mediante processo autorizativo encaminhado pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde.

Dados divulgados pelo governo do estado apontaram que as taxas de ocupação dos leitos de UTIs iniciaram a semana em 90,5% de ocupação na Grande São Paulo e 89% no estado. Os balanços acumulados da pandemia totalizam 2.208.242 casos confirmados pela doença e 64.223 óbitos nesta segunda-feira.

A fase emergencial, em vigor desde o dia 15, tem medidas mais duras de restrição, que se estendem até o dia 30, e tem como objetivo garantir a assistência a vida e conter a sobrecarga em hospitais de todo o estado, além de frear o aumento de novos casos, internações e mortes pelo novo coronavírus.

Com o agravamento da pandemia, o Governo de SP reforça a importância sobre o respeito ao Plano São Paulo e as medidas de distanciamento pessoal, uso de máscaras e higiene das mãos.

Por Agência Brasil

Estado tem 25 hospitais com mais de 95% de ocupação de UTIs

(Gov. do Estado de SP)

No estado de São Paulo, pelo menos 25 hospitais públicos estão com mais de 95% dos leitos das unidades de terapia intensiva (UTI) ocupados devido ao aumento do número de pacientes com covid-19. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 19 hospitais, as UTIs estão completamente lotadas.

Entre os hospitais com UTIs 100% ocupadas, nove ficam na capital paulista e três em cidades da região metropolitana – Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos e Itapecerica da Serra. Ainda na Grande São Paulo, têm mais de 95% de ocupação dos leitos de tratamento intensivo hospitais nos municípios de Santo André e Francisco Morato. O Hospital Geral de Vila Penteado, na zona norte paulistana, também está com UTI quase lotada.

De acordo com a secretaria, com muitos hospitais nesta situação, até o remanejamento de pacientes para garantir o tratamento é difícil. “Este cenário impacta inclusive na realização de transferências”, enfatiza a nota da pasta.

Segundo o balanço da secretaria, o remanejamento de pacientes para aproveitar melhor as vagas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado já viabilizou o tratamento para 170,3 mil pessoas durante toda a pandemia. “Cada solicitação é avaliada por médicos reguladores, sendo crucial a atualização do quadro clínico”.

As transferências dependem ainda de o paciente apresentar condições para deslocamento seguro, cabendo ao serviço de origem a estabilização clínica e o transporte”, detalha a pasta sobre o procedimento.

Mais leitos

Para amenizar o problema, o governo de São Paulo anunciou que vai instalar mais 11 hospitais de campanha, além dos quatro que estão em funcionamento atualmente.

Também devem ser abertos nos próximos 20 dias 780 novos leitos hospitalares, incluindo 479 de UTI.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

São Paulo abrirá 280 novos leitos em unidades de saúde de 11 cidades

(Gov. do Estado de SP)

O governo de São Paulo vai abrir 280 novos leitos para tratamento de pacientes com a covid-19. Esses leitos serão instalados em 11 unidades de saúde, espalhadas por diversas regiões do estado. Chamado de novos hospitais de campanha, a estrutura, dessa vez, será montada em hospitais e unidades de saúde já existentes, que serão ampliadas para receber os novos leitos.

Dessa vez, não serão criadas apenas estruturas provisórias para atendimento de baixa ou média complexidade, como eram os hospitais de campanha no ano passado. A ideia agora é também ampliar os leitos de unidades de terapia intensiva (UTI). Por isso, dos 280 novos leitos, 140 serão destinados para UTIs. O restante, para enfermarias.

Os novos leitos, segundo o governo, serão instalados até o dia 31 de março, nos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) das cidades de Andradina, Botucatu, Campinas, Itapetininga, Ourinhos, Santo André, Santos e Tupã. Em Fernandópolis, será montado junto à Unidade de Reabilitação Lucy Montoro. Já na capital paulista, será vinculado ao Hospital São José, na zona norte.

Esses novos hospitais de campanha se juntam aos quatro que o governo estadual já administra nas cidades de Franca, Bauru e Bebedouro, além do hospital de campanha de Heliópolis, a maior comunidade da capital paulista.

Recordes

São Paulo vem batendo, dia a dia, recordes no número de pessoas internadas com a covid-19. Hoje (8), o estado computava 19.049 pessoas internadas, maior número desde o início da pandemia, em fevereiro do ano passado. Desse total, 8.427 pessoas estavam internadas em UTIs, em estado grave. O estado chegou hoje a uma ocupação de 80% dos leitos de UTI.

O estado registrou, na semana passada, aumento de 19% nas novas internações em comparação à semana anterior, com uma média móvel de 2.167 novas internações por dia, maior número já alcançado desde o início da pandemia. Até então, a média diária mais alta registrada havia sido de 1.962 novas internações por dia, o que ocorreu em julho do ano passado, demonstrando que a pandemia agora está em um momento ainda mais grave.

Quanto ao número de casos, o aumento foi de 7% na semana passada em relação à semana anterior, com uma média de 10.060 novos casos por dia. As mortes também cresceram na semana passada. O aumento foi de 17,8%, com média móvel diária de 284 mortes.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

UTI: Taxa de ocupação deixa 19 Estados em alerta

UTI em Manaus (Mário Oliveira/Pref. de Manaus)

Com 19 estados na zona de alerta crítica para a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTIs) destinados a pacientes com covid-19, o Sistema Único de Saúde (SUS) vive o momento de maior lotação desde o início da pandemia, mostra a série histórica de mapas divulgada hoje (4) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O estudo reúne os mapas publicados em 17 boletins do Observatório Covid-19 Fiocruz, divulgados desde 17 de julho do ano passado.

“Como podemos observar na sequência de 17 mapas abaixo, mesmo no período entre a segunda metade de julho e o mês de agosto, quando foram registrados os maiores números de casos e óbitos, não tivemos um cenário como o atual, com a maioria dos estados e o Distrito Federal na zona de alerta crítica”, analisa a fundação.

A situação de um estado é considerada de alerta crítico quando a ocupação das UTIs atinge 80% das vagas disponíveis para adultos no SUS.

Os mapas mostram que o Amazonas está com as unidades de terapia intensiva em situação crítica de forma duradoura: à exceção do boletim de 7 de dezembro, as UTIs amazonenses apresentaram mais de 80% de ocupação em todas as análises desde 9 de novembro, somando oito vezes.

O estado de Goiás foi o que mais apareceu na zona de alerta crítica, ocupando essa posição em nove dos 17 mapas, incluindo os últimos três.

Pernambuco é o estado na zona de alerta crítica há mais tempo de forma ininterrupta, já que foi classificado dessa forma em 7 de dezembro e se mantém com ocupação acima de 80% há sete boletins seguidos. Rondônia e Paraná entraram na zona de alerta crítica em 18 de janeiro, e permaneceram nela até a última análise, de 1 de março.

No último boletim da Fiocruz, somavam mais de 80% de ocupação nas UTIs: Acre (92%), Amazonas (92%), Bahia (83%), Ceará (93%), Distrito Federal (91%), Goiás (95%) Maranhão (86%), Mato Grosso (89%), Mato Grosso do Sul (88%), Pará ( 82%), Paraná (92%), Pernambuco (93%), Piauí (80%), Rio Grande do Norte (91%), Rio Grande do Sul (88%), Rondônia (97%), Roraima (82%), Santa Catarina (99%) e Tocantins (86%).

Os pesquisadores detalham que, no caso de Minas Gerais, o estado tem divulgado taxas de ocupação de leitos de terapia intensiva sem distinção entre leitos de UTI gerais e de covid-19. Já para o estado do Rio de Janeiro, foram considerados dados da capital nos dias 17/07, 27/07, 10/08 e 24/08/2020 pela falta de dados estaduais na época em que os boletins foram divulgados.

Por  Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil