Mão usando luvas azuis segura teste de covid-19

São Paulo identifica terceiro caso da subvariante

A cidade de São Paulo identificou o terceiro caso de uma pessoa contaminada com a subvariante BA.2 do coronavírus. O paciente é um homem, de 45 anos, residente de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, que foi atendido no sistema de saúde da capital paulista.

A identificação foi feita na última sexta-feira (18) pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com o Instituto Butantan a partir da análise genômica do vírus. A BA.2 surgiu a partir das mutações da variante ômicron (BA.1).

O homem já havia recebido as três doses de vacinas contra a covid-19 e teve sintomas no último dia 30 de janeiro. Ele passou 14 dias em quarentena e não apresenta mais sinais da doença.

Imagem ilustra o vírus em formato circular, sendo um maior no meio da tela e outros menores no fundo. De um lado a outro da montagem há um desenho que simula o dna humano.

Fiocruz alerta para risco de mais mortes pela ômicron

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam o Brasil de um possível aumento de mortes por conta da Covid-19, que eles chamaram de “espalhamento” da ômicron no país, principalmente em locais com baixa cobertura de vacina e poucos recursos de socorro na área da Saúde.

De acordo com os pesquisadores, a combinação pode resultar em aglomeração nos atendimentos hospitalares e dificultar o atendimento de doentes. Essa cepa da Covid-19 é mais contagiosa e resulta em uma maior quantidade de casos.

“Ratificamos a preocupação com o espalhamento da variante Ômicron em áreas de baixa cobertura vacinal no país e com recursos assistenciais complexos precários. São condições que podem propiciar a elevação do número de óbitos por Covid-19, mesmo considerando a menor agressividade da variante agora dominante”, afirmou a Fiocruz em nota.

O parágrafo afirma que: “como temos sublinhado, a elevadíssima transmissibilidade da variante Ômicron pode incorrer em demanda expressiva de internações em leitos de UTI, ainda que a probabilidade de ocorrência de casos graves seja mais baixa”.

Cerca de nove estados estão com ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) em situações críticas. As mais preocupantes são as UTIs do Distrito Federal, seguidas de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

“Precisamos avançar na vacinação e banir estratégias que vêm sendo empregadas para dificultá-la, especialmente na população de crianças de 5 a 11 anos”, completou a Fiocruz.

O passaporte vacinal é visto pela entidade como um estímulo à vacinação e também é crucial no controle da disseminação da Covid-19. Campanhas de distribuição e endurecimento do uso obrigatório de máscaras em locais públicos são necessárias.

Cerca de 27,1 milhões de pessoas testaram positivo para a doença no país, enquanto 636 mil morreram em decorrência da Covid-19. 152 milhões estão vacinados em esquemas de doses únicas ou de duas doses.

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Capital tem primeiro caso de sublinhagem da ômicron

A Secretaria Municipal da Saúde da Capital Paulista confirmou hoje (7) a primeira detecção da sublinhagem BA.2 da variante ômicron na Grande São Paulo. Apesar do diagnóstico ocorrer em São Paulo, o paciente é morador de Santo André.

A coleta de sangue ocorreu dia 28 de janeiro. “De acordo com levantamento feito pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), o cidadão apresenta duas doses da vacinação para Covid-19, em 15 de agosto e 26 de novembro, e ainda não está apto a receber a dose de reforço”, informa a secretaria. 

Segundo o município, o paciente relatou ter sentido sintomas leves e com resolução rápida, atendendo ao isolamento orientado, assim que iniciou os sintomas. Nenhum familiar adoeceu. Ele informou aos agentes de saúde que não viajou antes dos sintomas.  

“Essa sublinhagem foi identificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 7 de dezembro e tem cerca de 40 mutações em relação à variante ômicron BA.1. Cientistas destacam o alto potencial de infecção pelo vírus, que pode provocar distúrbios respiratórios graves”, esclarece em nota.  

Imagem ilustra o vírus em formato circular, sendo um maior no meio da tela e outros menores no fundo. De um lado a outro da montagem há um desenho que simula o dna humano.

Mutação da variante ômicron é mais contagiosa

Já é conhecido que a primeira variante ômicron, a BA.1, é significativamente mais contagiosa que as cepas anteriores do coronavírus. Agora chega o subtipo BA.2. Pelo menos 400 indivíduos foram infectados com ele no Reino Unido nos primeiros dez dias de janeiro, e já foi detectado em mais de 40 países em todo o mundo.

O diretório Pango de coronavírus lista a Dinamarca como a área mais afetada, com 79% dos casos detectados até agora. Só então seguem a Reino Unido (6%), Índia (5%), Suécia (2%) e Cingapura (2%). No entanto, nota-se que a detecção do subtipo depende da capacidade de cada sistema de saúde de sequenciar os testes de PCR.

Dúvidas sobre perigo da ômicron BA.2

Imagem ilustra o vírus em formato circular, sendo um maior no meio da tela e outros menores no fundo. De um lado a outro da montagem há um desenho que simula o dna humano.
(Pete Linforth/Pixabay)

A rápida disseminação do novo subtipo sugere que ele pode ser ainda mais contagioso do que a primeira variante ômicron. A autoridade de saúde britânica UK Health Security Agency (UKHSA) classificou a BA.2 como uma “variante sob observação”.

“É da natureza dos vírus eles se multiplicarem e sofrerem mutações ao fazê-lo”, diz Meera Chand, diretora na UKHSA. “Nesse sentido, pode-se esperar que continuemos vendo novas variantes enquanto a pandemia continuar”. Ela acrescenta que, como as autoridades de saúde estão sempre examinando aleatoriamente o genoma dos vírus, é possível identificá-los rapidamente e avaliar se as mutações são perigosas.

Para o subtipo BA.2, no entanto, esta análise está em andamento. “Ainda não há evidências suficientes para dizer que BA.2 causa progressão da doença mais grave do que a BA.1”, informa Chand.

Vacinação continua importante

O ministro da Saúde britânico, Sajid Javid, acrescenta que o surgimento da nova variante mostra como a vacinação ainda é importante. “Encorajo [todos] a se protegerem a si e aos mais próximos e a tomarem uma dose de reforço agora.”

O epidemiologista francês Antoine Flahault disse à agência de notícias francesa AFP: “O que nos surpreendeu é a velocidade com que essa subvariante, que circula amplamente na Ásia, se espalhou na Dinamarca”.

No entanto, as infecções com o subtipo BA.2 até agora não foram mais graves do que as com o subtipo BA.1. O ministro da Saúde francês, Olivier Véran, também disse à agência de notícias AFP que está tranquilo com relação à nova variante: “O que sabemos no momento é que BA.2 corresponde mais ou menos às propriedades que conhecemos da ômicron.”

Recombinação de delta com ômicron?

O virologista alemão Christian Drosten, do Hospital Universitário Charité, de Berlim, enfatizou à emissora de rádio Deutschlandfunk que a combinação de uma das duas variantes da ômicron com a delta também poderia fazer surgir um vírus mais perigoso. A ômicron tem certas mutações na proteína de superfície, a spike, com que consegue contornar mais facilmente o sistema imunológico humano.

Ele alerta que essa propriedade pode se tornar particularmente perigosa através de uma recombinação que “tenha a proteína spike do vírus ômicron, para continuar a desfrutar dessa vantagem imunológica, mas possua o restante do genoma do vírus delta”. Dessa forma, as características mais fortes de ambas as variantes poderiam se unir. “Algo assim já existe, já foi descrito, no momento podemos temer que volte a acontecer.”

Recentemente, um pesquisador em Chipre relatou sobre uma nova variante do coronavírus que poderia ser uma recombinação de ambas as variantes. No entanto, a descoberta da “deltacron” também pode ter sido um erro de medição.

Fachada da sede da OMS. Totem traz nome da organização e, ao fundo, aparece a entrada do prédio.

Em resposta a Bolsonaro, OMS diz que ômicron não é bem-vinda

A Organização Mundial da Saúde (OMS) refutou declarações do presidente Jair Bolsonaro que minimizaram os impactos da nova variante ômicron do coronavírus e sugeriram que ela seria “bem-vinda”.

“Não é hora de declarar que esse é um vírus bem-vindo. Nenhum vírus que mata pessoas é bem-vindo. Especialmente quando essa mortalidade e esse sofrimento são evitáveis com o uso apropriado da vacinação”, declarou o diretor-executivo do programa de emergências em saúde da OMS, Michael Ryan.

Ao ser questionado nesta quarta-feira (12/01) sobre as declarações do presidente brasileiro, feitas no mesmo dia, Ryan afirmou que embora a ômicron possa ser “menos grave como uma infecção viral num indivíduo, isso não significa que se trata de uma doença leve”.

Fachada da sede da OMS. Totem traz nome da organização e, ao fundo, aparece a entrada do prédio.
(Liu Qu/Xinhua)

Há muitas pessoas mundo afora em hospitais, em UTIs, com dificuldade de respirar, o que “obviamente deixa muito claro que esta não é uma doença leve”, acrescentou ele, em coletiva de imprensa em Genebra.

“É uma doença que pode ser prevenida por vacinas, é uma doença que pode ser evitada ao se adotar fortes precauções pessoais para evitar a infecção e ser vacinado”, reforçou.

Bolsonaro fala em “vírus vacinal”

Bolsonaro fez as declarações sobre a variante do coronavírus numa entrevista dada ao site Gazeta Brasil. “A ômicron, que já espalhou pelo mundo todo, como as próprias pessoas que entendem de verdade dizem: que ela tem uma capacidade de difundir muito grande, mas de letalidade muito pequena. Dizem até que seria um vírus vacinal”, disse o presidente.

“Segundo algumas pessoas estudiosas e sérias, e não vinculadas a farmacêuticas, dizem que a ômicron é bem-vinda e pode sim sinalizar o fim da pandemia”, acrescentou

Bolsonaro afirmou ainda que a variante não tem causado mortes e que o óbito de um homem em Goiás relacionado à ômicron, o primeiro em decorrência da variante confirmado no Brasil, seria de uma pessoa que já apresentava “problemas seríssimos”. A vítima tinha 68 anos e sofria de doença pulmonar crônica e hipertensão arterial.

Dados indicam que a ômicron, reportada pela primeira vez à OMS no fim de novembro e altamente transmissível, já é a variante do coronavírus dominante no mundo e no Brasil. Segundo números divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta quarta, o país registrou mais de 87 mil novas infecções pelo coronavírus em 24 horas, mais do que o triplo das 27 mil computadas uma semana antes.

Na entrevista concedida ao Gazeta Brasil, Bolsonaro também voltou a questionar a eficácia das vacinas contra a covid-19, afirmando que pediu que o Ministério da Saúde divulgue casos de efeitos colaterais.

Bolsonaro vem minimizando a gravidade da covid-19, a qual chamou de “gripezinha”, desde o início da pandemia. Ele também promoveu medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença e fez repetidos ataques aos imunizantes.

CPI da Pandemia revelou que o governo federal ignorou uma série de e-mails da farmacêutica Pfizer com ofertas de sua vacina e acusou o presidente de uma série de crimes no âmbito da emergência sanitária.

Alertas da OMS

A OMS já fez uma série de alertas sobre os possíveis impactos da variante ômicron, apontando que ela pode sobrecarregar sistemas de saúde mundo afora.

Em seu relatório epidemiológico semanal divulgado nesta terça-feira, a organização destaca haver cada vez mais evidências de que a variante ômicron é capaz de “escapar à imunidade”, pois há transmissão mesmo entre os vacinados e pessoas que já tiveram a doença.

Embora haja “evidências crescentes” de que a ômicron é menos grave do que variantes anteriores do coronavírus, a organização destacou que os riscos à saúde apresentados pela ômicron continuam sendo muito altos, pois ela pode levar a um aumento de hospitalizações e mortes em populações vulneráveis.

A OMS alertou que mais da metade da população da Europa poderá ter contraído a variante nos próximos dois meses se os números de infecções continuarem nas taxas atuais.  

Também o imunologista Anthony Fauci, o principal assessor do governo dos EUA em relação à pandemia, prevê que, mais cedo ou mais tarde, a ômicron, “com seu grau de eficiência de transmissibilidade sem precedentes”, infecte quase todas as pessoas.

Ele destacou, no entanto, que a doença será “menos grave” graças às vacinas e às doses de reforço. “Praticamente todos vão acabar expostos e, provavelmente, serão infectados, mas se forem vacinados e receberem os reforços, as chances de ficarem doentes são muito, muito baixas”, disse.

Por Deutsche Welle
lf (Reuters, AFP, ots)

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Ômicron: Brasil registra primeira morte causada pela variante

A prefeitura da cidade de Aparecida de Goiânia, próxima à capital de Goiás, informou nesta quinta-feira (06/01) de uma pessoa pela variante ômicron. Esse é o primeiro registro de morte por essa variante coronavírus no Brasil.

A vítima era um homem de 68 anos com doença pulmonar crônica e hipertensão arterial, que foi internado numa unidade hospitalar da cidade em 22 de dezembro. Em 26 de dezembro ele transferido para uma unidade de terapia intensiva (UTI), mas morreu no dia seguinte após um choque séptico.

Ele tinha sido vacinado com três doses de imunizante contra covid-19. A prefeitura solicitou no dia 28 a amostra do RT-PCR do paciente para sequenciamento genômico do município. O resultado saiu nesta quinta-feira.

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(Caudivino Antunes/Pref. de Aparecida de Goiânia)

Até o momento, a prefeitura de Aparecida de Goiânia identificou 55 casos da ômicron na cidade. Segundo a administração municipal, o nível de prevalência da variante já é responsável por 93,5% dos casos.

Os primeiros casos da variante foram registrados em 12 de dezembro. A prefeitura informou que a ômicron chegou a uma situação de transmissão comunitária há dez dias, no município.

“Perdemos um paciente vacinado, mas que tinha problemas crônicos de saúde, que são importantes fatores de risco da covid-19. Infelizmente, ele não resistiu. Uma vida perdida em meio a milhares salvas pela imunização”, afirmou o secretário de saúde do município, Alessandro Magalhães.

Até ontem, o Ministério da Saúde registrava 265 casos da variante ômicron e 580 possíveis diagnósticos positivos em investigação e nenhum óbito.

Já o estado Goiás registrou 947.898 casos de coronavírus e 24.695 mortes pela doença desde o início da pandemia, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde.

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta quinta-feira que a nova variante ômicron parece provocar quadro menos graves de covid-19 do que a delta, mas não deve ser classificada como “leve”.

Por Deutsche Welle
jps (Agência Brasil, ots)

Ilustração mostra vírus sobre um tecido com tons verdes

São Paulo é o Estado com mais casos da variante ômicron

O Estado de São Paulo concentra a maior quantidade de pacientes contaminados pela variante ômicron do coronavírus. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, o Estado reportou 16 ocorrências.

Ao todo, o Brasil tem, segundo o Ministério, 27 casos confirmados. Além de São Paulo, há casos em Minas Gerais (3), em Goiás (4), no Distrito Federal (2), no Rio Grande do Sul (1) e no Rio de Janeiro (1).

Há ainda, segundo a pasta, sete casos em investigação em Goiás (2) e Minas Gerais (5).

*Com Agência Brasil

Técnico trabalhando dentro de uma câmara do Instituto Butantan. Profissional usa roupa isolante, toda branca.

Estado confirma quinto caso da variante ômicron

A Secretaria de Saúde de São Paulo confirmou na noite deste domingo (12) o quinto caso da variante ômicron do coronavírus no estado. 

Trata-se de uma mulher de 40 anos, residente em Limeira, que viajou à África do Sul e à França em novembro. O novo caso é o primeiro importado no interior, os demais foram registrados na capital paulista.

Segundo o órgão, ela foi completamente vacinada e tem apenas sintomas leves: tosse, dor de cabeça e coriza. Ela está em isolamento domiciliar e separada do marido e do filho, que tiveram resultado negativo no exame para a doença. 

A pasta informou ainda que ela foi diagnosticada com Covid-19 no último dia 3. O sequenciamento genético da amostra foi feito pelo Instituto Adolfo Lutz, na capital, que confirmou a infecção pela nova variante.

Com isso, o Brasil registra 11 casos da variante ômicron do coronavírus. Além de São Paulo, o Distrito Federal, o Rio Grande do Sul e Goiás confirmaram dois casos cada.

Por TV Cultura

Fachada do Instituto Butantan com estátua usando máscara, tendo atrás as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo

São Paulo confirma quarto caso da ômicron

O Governo de São Paulo confirmou neste sábado (12) um novo caso da variante Ômicron do SARS-CoV-2. É o quarto caso da nova cepa do coronavírus no estado. Por ter completado seu esquema vacinal, o paciente infectado sentiu apenas sintomas leves.

Em nota, o governo estadual aponta que o novo caso se deu em um homem com 67 de idade que não viajou para o exterior recentemente.

“O paciente teve diagnóstico positivo para Covid-19 no dia 7 de dezembro, após realizar um teste de PCR e sua amostra foi submetida a sequenciamento genético, tendo a Ômicron como resultado”, destaca o texto.

Fachada do Instituto Butantan com estátua usando máscara, tendo atrás as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo
(Gov. do Estado de SP/Reprodução)

O homem em questão está realizando isolamento domiciliar. Também foi informado que a Vigilância municipal da capital paulista está buscando os contactantes.

“Ainda não é possível confirmar se a situação configura transmissão local, justamente porque está em curso esse mapeamento de contatos”, completa.

Os três primeiros casos de Covid-19 que correspondiam à variante se deram em pessoas que haviam se infectado fora do Brasil.

“A Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) estadual, mantém o monitoramento do cenário epidemiológico”, conclui o governo.

Por TV Cultura

Fachada do Instituto Butantan com estátua usando máscara, tendo atrás as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo

Ômicron faz Estado manter obrigatoriedade de máscaras

O Governador João Doria decidiu hoje (2) atender recomendação do Comitê Científico para manter a exigência do uso de máscara em espaços abertos no estado. Após pedido de Doria na tarde da última terça (30), o órgão técnico pediu a manutenção da obrigatoriedade com a confirmação da variante ômicron do coronavírus em São Paulo. O Governo do Estado previa a flexibilização da medida a partir do próximo dia 11.

“Decidimos adotar essa medida por prudência com o cenário epidemiológico no estado. Todos os números demonstram que a pandemia está recuando em São Paulo, mas vamos optar pela precaução. O nosso maior compromisso é com a saúde da população”, disse Doria.

Na recomendação feita ao Governo de São Paulo, o Comitê Científico apontou que há incertezas quanto ao impacto da variante ômicron às vésperas do fim de ano.

Fachada do Instituto Butantan com estátua usando máscara, tendo atrás as bandeiras do Brasil e do Estado de São Paulo
(Gov. do Estado de SP/Reprodução)

Os períodos de Natal e do Réveillon costumam provocar grandes aglomerações, o que facilita a transmissão de doenças respiratórias como a Covid-19.

São Paulo foi o primeiro estado a instituir um Centro de Contingência da Covid-19 no país, em 26 de fevereiro de 2020, imediatamente após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil. Além disso, São Paulo foi um dos primeiros estados a exigir o uso de máscara e a implantar a quarentena.

Vacinação em SP

Em São Paulo, a vacinação contra a Covid-19 prossegue em ritmo acelerado, com os maiores percentuais de população imunizada no país. Nesta quinta, o Vacinômetro (https://www.saopaulo.sp.gov.br/) registra 78 milhões de doses aplicadas nos 645 municípios paulistas, com 76,15% da população com esquema vacinal completo e 84,7% protegida por ao menos uma dose de imunizante.

Em comparação a países com população igual ou superior a 40 milhões de pessoas, São Paulo figuraria no quarto lugar entre as nações que mais vacinam no mundo, atrás apenas de Espanha (80,49%), Coréia do Sul (80,03%) e Japão (77,31%) e à frente de China (74,53%), Itália (73,03%), França (69,79%), Reino Unido (68,03%), Alemanha (68,06%), Brasil (62,92%) e EUA (58,23%) – os percentuais são atualizados periodicamente pelo portal Our World In Data, da Universidade de Oxford.