Artur Xexéo morre aos 69 anos, no Rio de Janeiro

Xexéo foi diagnosticado apenas duas semanas atrás com um linfoma não Hodgkin de células T
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp

O escritor e jornalista Artur Xexéo morreu neste domingo aos 69 anos. Ele estava internado na Clínica São Vicente, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

O jornalista descobriu um linfoma não Hodgkin há duas semanas e estava em tratamento, mas não resistiu. Na última sexta, ele estava mal e sofreu uma parada cardíaca.

Nos últimos anos, Xexéo era colunista do jornal “O Globo” e comentarista da GloboNews. Na sua carreira, ele também teve passagens na “Veja” e no “Jornal do Brasil”.

Destaque também em trabalhos na literatura. Entre os principais trabalhos estão “Janete Clair: a usineira de sonhos”, “O torcedor acidental (crônicas)” e “Hebe, a biografia”.

Artur Xexéo morre aos 69 anos, no Rio de Janeiro
Xexéo morreu após lutar contra um linfoma e estava internado em uma clínica no Rio de Janeiro(Divulgação)

Trajetória no jornalismo

O jornalismo não foi sua primeira opção ao escolher uma faculdade. Mas logo percebeu o caminho que iria trilhar. “Quando eu cheguei na engenharia, eu levei um susto porque não gostava de nada”, contou.

Ao se aproximar da cobertura cultural, desenvolveu um estilo de texto leve, que veio a se tornar a marca do jornalista.

Também foi editor do Caderno B, do caderno de Cidade e subsecretário de redação. Em 1992, foi convidado para ser um dos colunistas do jornal. Em 2000, mudou de casa. Virou colunista do jornal “O Globo”. Foi também editor do suplemento Rio Show e do Segundo Caderno.

Uma das maiores inspirações do jornalista foi o cronista Sérgio Porto, conhecido pelo pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Embora o autor tivesse se notabilizado por livros, Xexéo disse que a obra de Porto o inspirou até para falar sobre televisão.

Inspirações como essa alimentaram o trabalho de Xexéo naquilo que ele mais se notabilizou: suas colunas. Era nesse espaço que o jornalista buscava ir muito além de escrever agendas ou a programação cultural da cidade.

“Acho que o jornalismo vive de surpresas, você bota na primeira página o que surpreende o leitor, você procura a manchete que surpreenda o leitor, não tem nada mais chato que manchete velha, notícia velha na manchete, então eu acho que o desafio é você surpreender todo dia e quanto menos rotina você tiver, mais fácil você surpreender.”

As surpreendentes colunas atraíam os leitores, que enviavam cartas ou e-mails para Xexéo. Fossem críticas ou elogiosas, o colunista era grato por essas mensagens — na opinião dele, elas mostravam o tamanho da responsabilidade do trabalho do jornalista.

*Por Tv Cultura

Compartilhe notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp

Veja também

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie!.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas