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Com poucos banheiros químicos, foliões são flagrados urinando nas ruas em São Paulo

Foliões recorrem a banheiros pagos, estabelecimentos comerciais ou até mesmo às ruas para fazer suas necessidades durante a festa.

Alguns foliões foram flagrados urinando nas ruas próximas da disperssão de blocos(Jorge Araujo – Fotos Publicas)

O Carnaval 2024 chegou muita alegria, música e diversão, mas também com um problema recorrente: com poucos banheiros químicos nas ruas. Em São Paulo, onde o Carnaval de rua atraiu cerca de 15 milhões de pessoas, segundo estimativa da prefeitura,  a insuficiência de banheiros químicos foi a principal reclamação dos foliões. Em alguns blocos, a proporção era de um banheiro para cada 500 pessoas, muito acima do recomendado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), que é de um para cada 20 pessoas. Além disso, muitos banheiros estavam sujos, entupidos ou sem papel higiênico.

Diante da dificuldade, alguns foliões optaram por pagar para usar banheiros privados, que cobravam entre R$ 2 e R$ 8 pelo serviço. Outros aproveitaram a boa vontade de alguns comerciantes, que liberaram o uso gratuito ou mediante consumo. Mas também houve quem não se importasse em urinar na rua, mesmo correndo o risco de ser multado em até R$ 500 pela infração, que é considerada crime ambiental .

Foliões foram flagrados urinando nas ruas de São Paulo e causaram indignação e revolta de moradores da região. Muitos criticaram a falta de planejamento e de respeito da organização do Carnaval e da prefeitura, que não disponibilizaram banheiros suficientes e adequados para os foliões. Outros condenaram a atitude dos foliões, que desrespeitaram as leis e o meio ambiente, além de incomodarem os moradores e os comerciantes das áreas afetadas .

A prefeitura de São Paulo informou que instalou 32 mil banheiros químicos na cidade, sendo 12 mil a mais do que no ano passado, e que fez a limpeza e a manutenção dos sanitários durante o Carnaval. A prefeitura também disse que intensificou a fiscalização e a aplicação de multas para os infratores, que podem chegar a R$ 500 por pessoa. A prefeitura afirmou ainda que vai avaliar os pontos críticos e as demandas para melhorar a infraestrutura sanitária para os próximos anos .

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A falta de banheiros químicos não só causa desconforto e constrangimento aos foliões, como também traz prejuízos à saúde pública e ao meio ambiente. A urina pode contaminar o solo, a água e o ar, além de atrair insetos e roedores. O mau cheiro também incomoda os moradores e os comerciantes das áreas afetadas. Por isso, é importante que as autoridades e os organizadores do Carnaval planejem melhor a infraestrutura sanitária para os próximos anos, garantindo o bem-estar e a segurança de todos os envolvidos na festa.

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