Críticos de Doria fazem carreata com caminhões

Caminhões trafegam em protesto pela pista central da Marginal Tietê (SP Agora)

Críticos do governador de São Paulo, João Doria, fizeram na manhã de hoje (27) uma carreata com caminhões contra o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O movimento percorreu ruas e avenidas da Capital Paulista e provocou congestionamentos, inclusive na Marginal Tietê.

Um grupo se reuniu em frente ao Estádio do Pacaembú antes de sair pela cidade. A mobilização ocorre após anúncio do governo de reduzir benefícios fiscais que davam desconto no ICMS para alguns setores.

No começo do mês, após anúncio da mudança, houve uma mobilização nas redes sociais e o Governo de São Paulo recuou, mantendo o ICMS nos patamares anteriores para alguns setores. Mesmo assim, produtores rurais, contrários ao aumento realizaram um ‘tratoraço’ em várias regiões do Estado.

Não há informação sobre quantos caminhões participaram do ato na manhã de hoje, mas todos eles traziam uma faixa, padronizada, de crítica ao governo Doria.

“Setores ligados ao bolsonarismo”

Em nota ao portal G1, o Governo do Estado de São Paulo disse que a manifestação tem “caráter político, incentivada por setores ligados ao bolsonarismo, que buscam não o diálogo, mas o desgaste do governo paulista”.

Nota

“Desde o ano passado, o Governo de São Paulo dialoga com o setor sobre a redução de benefícios fiscais. Como resultado destas conversas, em dezembro concedeu o benefício de crédito outorgado para carne e frango. O protesto de hoje é uma manifestação de caráter político, incentivada por setores ligados ao bolsonarismo, que buscam não o diálogo, mas o desgaste do governo paulista.

Em São Paulo os frigoríficos já contam com o benefício de redução de base de cálculo, que faz com que o setor pague imposto muito menor que a alíquota padrão, de 18%. A carga tributária é de 11,2% nas vendas para consumidor final e 7% nas demais vendas dentro do estado, como para açougues e supermercados, por exemplo.

Por determinação do governador João Doria, não haverá redução de benefícios fiscais para produtos da cesta básica de alimentos e de remédios, insumos agropecuários usados na produção de alimentos e para medicamentos genéricos. Foi criada uma força-tarefa das secretarias da Fazenda; Projetos, Orçamento e Gestão; Desenvolvimento Econômico; e Agricultura, que está dedicada para aplicar a determinação do Governador para revogar as mudanças no ICMS de insumos agropecuários para a produção de alimentos e de medicamentos genéricos. Foram feitas as alterações necessárias para acomodar as mudanças nas medidas de redução de benefícios fiscais.”

Movimentos de direita fazem nova carreata contra Bolsonaro

Cidades brasileiras voltaram a ser palco neste domingo (24/01) de carreatas para exigir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Desta vez, os protestos foram liderados por grupos de direita: o Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Para Rua, que lideraram as manifestações pela saída da presidente Dilma Rousseff entre 2015 e 2016.

Em 2018, os dois grupos apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro, mas posteriormente se distanciaram do presidente. Em publicação nas redes sociais para divulgar o protesto, o MBL afirmou que o governo Bolsonaro praticou “um dos maiores estelionatos eleitorais da história”.

As carreatas deste domingo ocorrem um dia depois de protestos semelhantes organizados por grupos de equerda contra Bolsonaro. Os manifestantes afirmam que o presidente deve deixar o poder por causa da gestão catastrófica da pandemia e a falta de empenho do governo em garantir vacinas para os brasileiros.

Neste domingo, carreatas foram registradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e cidades do interior paulista. Em São Paulo, os automóveis se concentraram inicialmente em frente ao estádio do Pacaembu, antes se percorreram várias avenidas da capital. Veículos traziam mensagens como “Quadrilheiro, corrupto, vagabundo. Impeachment Fora Bozo”.

Antes da carreata partir, os manifestantes cantaram o Hino Nacional e fizeram um minuto de silêncio em memória dos mortos pela covid-19.

“O ato de hoje foi revestido de simbolismo”, disse o coordenador nacional do MBL, Renan Santos, ao jornal O Estado de S. Paulo. “Fizemos o mesmo trajeto do primeiro ato contra Dilma, no dia 1º de novembro de 2014. Desta vez, de carro.” Outro líder do MBL, o deputado federal Kim Kataguari (DEM-SP), escreveu no Twitter que “a direita democrática e republicana quer o impeachment de quem nos usou para se eleger e nos traiu depois de eleito!”.

Ao longode 11 meses de pandemia no Brasil, Bolsonaro minimizou repetidamente a gravidade do coronavírus. Recentemente, o presidente de extrema direita passou a alimentar desconfiança infundada sobre as vacinas, preferindo continuar a apostar em medidas ineficazes como o desacreditado “tratamento precoce” com hidroxicloroquina. Bolsonaro também repetiu várias vezes nos últimos meses sem nenhuma base científica que a pandemia estava chegando ao fim, além de criticar o uso de máscaras e sabotar medidas de isolamento social.

Seu governo também vem sendo alvo de duras críticas por causa da inabilidade em garantir vacinas para a população. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a afirmar em dezembro que o governo contaria em janeiro com 15 milhões de vacinas da AstraZeneca, mas o governo só assegurou uma carga de 2 milhões de doses, importadas da Índia numa operação caótica. A produção local desse imunizante também está atrasada, e só deve começar em março.

No momento, o país só conta com estoques significativos de Coronavac, a vacina chinesa promovida pelo governo de São Paulo, que foi alvo de ataques de Bolsonaro nos últimos meses.

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta semana revelou uma queda acentuada na aprovação do presidente. O presidente é avaliado como ruim ou péssimo por 40% da população, contra 32% em levantamento divulgado em dezembro.

Por Deutsche Welle

JPS/ots

Carreatas pedem a saída de Bolsonaro

Carreata em São Paulo (Guilherme Gandolfi/Fotos Públicas)

Milhares de pessoas participaram neste sábado (23/01) em carretas por várias cidades do Brasil para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Convocados por partidos e organizações de esquerda, cerca de 500 veículos percorreram a Esplanada dos Ministérios e outras avenidas de Brasília. Vários carros estavam pintados com frases como “Fora Bolsonaro”, “Impeachment Já!” e “Vacina para todos”, em meio a um grande estrondo de buzinas.

Os manifestantes acusaram o presidente de má gestão da pandemia e do plano de vacinação, e também denunciaram o fim da ajuda emergencial com a qual dezenas de milhões de brasileiros contaram para enfrentar os efeitos devastadores da pandemia de abril até o final de dezembro. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), esteve à frente do protesto em Brasília.

Protestos semelhantes também ocorreram em outras cidades do país, incluindo Rio de Janeiro, Recife, Curitiba, Belo Horizonte e São Paulo.

Os protestos continuarão no domingo nas principais cidades, desta vez organizados por entidades da direita, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e Vem Para Rua, que apoiaram o presidente na sua chegada ao poder em janeiro de 2019, mas que mais tarde se desassociaram por causa de sua gestão. Um racha enrte as organizações de esquerda e direita fez com que os protestos ocorressem de maneira separada neste fim de semana.

Ao longo de 11 meses de pandemia no Brasil, Bolsonaro minimizou repetidamente a gravidade do coronavírus. Recentemente, o presidente de extrema direita passou a alimentar desconfiança infundada sobre as vacinas, preferindo continuar a apostar em medidas ineficazes como o desacreditado “tratamento precoce” com hidroxicloroquina. Bolsonaro também repetiu várias vezes nos últimos meses sem nenhuma base científica que a pandemia estava chegando ao fim, além de criticar o uso de máscaras e sabotar medidas de isolamento social.

Seu governo também vem sendo alvo de duras críticas por causa da inabilidade em garantir vacinas para a população. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, chegou a afirmar em dezembro que o governo contaria em janeiro com 15 milhões de vacinas da AstraZeneca, mas o governo só assegurou uma carga de 2 milhões de doses, importadas da Índia numa operação caótica. A produção local desse imunizante também está atrasada, e só deve começar em março.

No momento, o país só conta com estoques significativos de Coronavac, a vacina chinesa promovida pelo governo de São Paulo, que foi alvo de ataques de Bolsonaro nos últimos meses. 

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta semana revelou uma queda acentuada na aprovação do presidente. O presidente é avaliado como ruim ou péssimo por 40% da população, contra 32% em levantamento divulgado em dezembro.

Por Deutsche Welle

JPS/lusa/ots