Quadrilha usava cartões de vítimas para comprar bebida

A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz operação, hoje (22), contra uma quadrilha que usava cartões de crédito desviados de terceiros e comprava bebidas alcoólicas para abastecer bailes clandestinos em comunidades da cidade. 

Até agora, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em diversos endereços. Os presos e as apreensões, que incluem veículos de luxo, foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na zona norte da capital.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), as investigações que levaram à Operação Fomentus, deflagrada hoje por policiais  da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) com apoio de delegacias do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), indicam que as bebidas eram fornecidas a crianças e adolescentes que frequentam bailes clandestinos.

No inquérito policial, os investigadores identificaram que o grupo utilizou um cartão de crédito corporativo desviado de uma empresa para fazer 25 compras em uma loja atacadista, somando um prejuízo de R$ 713 mil. “Após uma série de diligências realizadas por policiais da DPCA, foi possível identificar os líderes do grupo criminoso”, informou a secretaria.

Receptação de carga

Os estabelecimentos onde ocorria a receptação da carga adquirida de forma ilícita também foram identificados. Entre eles, um galpão em Madureira, na zona norte, na entrada da comunidade do Cajueiro, e um outro depósito de bebidas, na Estrada do Campinho, em Campo Grande, na zona oeste.

Além das prisões e das buscas e apreensões, a justiça determinou medidas cautelares de sequestro de 18 veículos, incluindo caminhões e carros de luxo, e ainda o bloqueio judicial de contas bancárias vinculadas aos investigados. A intenção é garantir o ressarcimento futuro dos danos causados pela prática dos crimes.

Depois que terminarem as diligências, o inquérito policial seguirá para identificação de outros integrantes do grupo criminoso, incluindo os responsáveis pelos eventos onde bebidas alcoólicas são oferecidas a menores, a recuperação de outros bens adquiridos de forma fraudulenta e a localização de demais vítimas.

“Além da investigação de provável ocultação de patrimônio de origem ilícita, lavagem de dinheiro e demais crimes conexos”, completou a Polícia Civil.

Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil 

Dia dos namorados deve impulsionar vendas com cartão, diz fintech

(Arquivo/Agência Brasil)

Sendo uma das cinco datas comemorativas mais importantes para o varejo, o Dia dos Namorados deve apresentar crescimento nas vendas neste ano em relação a 2020. De acordo com estimativas da Acqio, divulgada em nota à imprensa, o varejo deve observar uma alta no volume de transações processadas por cartão de crédito e débito de 7% na semana que antecede o evento, e de 18% somente no dia 12 de junho – ante o ano anterior.

“A projeção da fintech brasileira de soluções de pagamentos e adquirência segue em linha com o esperado pelo comércio brasileiro”, diz a nota.

Ainda segundo dados da Acqio, o tíquete médio dos pedidos deve somar R$ 71 na data deste ano, com o segmento de vestuário, como roupas e sapatos, se destacando. Itens relacionados à alimentação também devem ter alta no número de vendas, aponta comunicado.

“Mesmo em meio à pandemia, estamos observando uma retomada forte do varejo e do uso do plástico como meio de pagamento preferencial”, afirma Felipe Valença, CEO da Acqio.

Compras com cartões aumentam no 1º semestre

As compras realizadas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 3% no primeiro semestre do ano, somando R$ 876,4 bilhões em transações, de acordo com dados divulgados hoje (19) pela Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Ao longo do semestre os brasileiros movimentaram R$ 540,4 bilhões (+0,8%) com cartões de crédito, R$ 323,2 bilhões (+5,7%) com cartões de débito e R$ 14,7bilhões (+68,4%) com cartões pré-pagos, totalizando 10,5 bilhões de transações.

(Arquivo/SP AGORA)

“No primeiro semestre já houve algum impacto no uso das maquininhas da poupança social digital, o auxílio emergencial aprovado pelo governo federal. Foi um aporte na ordem de um pouco mais de R$ 4 bilhões, que se for acrescido aos números do semestre teríamos um crescimento de 3,5% e no débito um crescimento de 6,3%. Tiramos o auxílio do volume total porque entendemos que é um valor atípico e só vai acontecer este ano e não gostaríamos de ter esse efeito nas análises seguintes”, explicou o o diretor-executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira.

Segundo os dados da Abecs, as compras não presenciais, principalmente pela internet, somaram R$ 173,5 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 18,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. No fim de junho, as compras remotas responderam por 35,5%de todo o volume transacionado com cartão de crédito. “Esse movimento é reflexo da mudança de hábito do consumidor e também dos setores de comércio e serviços, que precisaram se reinventar neste período de quarentena”, disse Vieira.

Os pagamentos por aproximação (aqueles em que não há contato físico com a máquina de cartão) cresceram 330% no 1° semestre, chegando aos R$ 8,3bilhões. O uso da função débito nessa modalidade foi o que mais cresceu, com alta de 792%. Além disso, subiu para 18% o número de pessoas que realizam pagamentos com essa tecnologia, três vezes mais do que em junho de 2019. A experiência foi considerada positiva para 84% dos usuários, que destacaram entre outras coisas o benefício da prevenção ao contágio do novo coronavírus.

A pesquisa da Abecs indicou que o maior impacto do uso dos cartões foi no segundo trimestre do ano, com o volume transacionado caindo -7,7% e somando R$ 400,7 bilhões. Esse resultado foi responsável pela primeira queda de redução das transações com cartões em um trimestre. A maior redução foi no uso do cartão de crédito (-11,9%). O cartão de débito caiu 2,3% e o pré-pago cresceu 59,6%. “Se os valores do auxílio emergencial fossem incorporados aqui ao invés de uma queda nos teríamos queda de 6,8% e o débito teríamos até um aumento do volume de 0,3%”.

Os gastos de brasileiros no exterior caíram 40% e as compras realizadas por estrangeiros no Brasil tiveram redução de 30,1%. “O impacto da pandemia no setor de viagens é visível com esses números. É uma redução extremamente significativa”, afirmou.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

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Cartão de crédito usará cotação do Dólar do dia da compra

(Arquivo/SP AGORA)

Quem usa o cartão de crédito no exterior vai poder calcular com mais precisão o custo das compras internacionais. Entra em vigor hoje (1º) determinação do Banco Central (Circular nº 3918) que obriga as operadoras de cartão a usar a cotação do dólar do dia da compra – e não mais a do dia de vencimento da fatura – para conversão do valor em real.

A mudança pretende dar mais previsibilidade aos consumidores que usam o cartão no exterior ou que fazem compras em sites estrangeiros.

Antes dessa mudança, a cotação da moeda americana usada era aquela do dia do fechamento da fatura. Quando anunciou a mudança na regra, em novembro de 2018, o Banco Central (BC) argumentou que o cliente ficava vulnerável às variações do dólar no mercado financeiro desde a data em que o gasto foi feito até o momento do pagamento da fatura mensal do cartão de crédito.

Com a nova regra, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente.



A partir de agora, deve constar na fatura: a discriminação de cada gasto, a data, a identificação da moeda estrangeira e o valor na referida moeda; o valor equivalente em dólar na data do gasto; a taxa de conversão do dólar para reais na data da compra; e o valor em reais a ser pago pelo cliente.

Para que o cliente possa ter informações sobre as melhores taxas de câmbio utilizadas pelos emissores no mercado, os bancos serão obrigados a tornar disponível em todos os seus canais de atendimento ao cliente a taxa de conversão do dólar para o real utilizada no dia anterior; e publicar informações sobre o histórico das taxas de conversão.

Além de se atentar às taxas de câmbio, os consumidores devem observar que as compras no exterior com cartão de crédito têm incidência do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), com alíquota de 6,38%.

Febraban alerta para golpes do cartão nos blocos de carnaval

(Arquivo/SP AGORA)

Quadrilhas aproveitam as aglomerações e as distrações das pessoas nos eventos ao ar livre para aplicar o golpe da troca do cartão. Neste ano, o carnaval será realizado oficialmente só em março, mas isso não impede que diversos blocos tomem as ruas em várias cidades do país já no começo de fevereiro. Infelizmente, esse aquecimento para a festa do rei Momo traz alguns riscos para os foliões menos atentos – assim como durante todo o período do carnaval.

Eis como a coisa funciona: o golpista, ou um vendedor ambulante mal intencionado, entrega a maquininha para o cliente digitar a senha do cartão. Ele se aproveita de um momento de distração do comprador, ou usa algum truque e desvia sua atenção, para que a pessoa insira, por engano, a senha no campo destinado ao valor da compra, permitindo que o bandido tenha acesso a essa informação. Ainda aproveitando a falta de atenção do comprador, ele troca o cartão e devolve um similar, muitas vezes do mesmo banco. A troca só é percebida muito tempo depois, em uma nova tentativa de usar o plástico.

Redobrar a atenção ao realizar compras, independentemente do lugar, é a principal forma de evitar ser vítima de golpes como esse. “Fique sempre atento ao seu cartão e confira a devolução. Veja se os números da sua senha estão aparecendo na tela quando você a digita. Isso não pode acontecer. Lembre-se que o campo de senha mostra apenas asteriscos”, alerta Adriano Volpini, diretor da comissão de Prevenção a Fraudes, da FEBRABAN – Federação Brasileira dos Bancos. 

Outro golpe comum nesta época do ano é o da dupla operação ou do valor errado. Nele, o bandido finge que o cartão não passou na maquininha e alega um problema qualquer do aparelho. Em seguida, ele pega outro equipamento e cobra novamente o valor. O prejuízo só é percebido quando a vítima olha o extrato do banco.

Em situações como essa, a orientação é sempre pedir e conferir o recibo para ter certeza que a cobrança não foi realizada. “Se algo der errado, é sempre possível pedir para cancelar a operação imediatamente”, explica Volpini.

Para chamar atenção das pessoas sobre os riscos destes e de outros golpes, a FEBRABAN está lançando uma campanha em seus perfis nas redes sociais com vídeos dando dicas de como reconhecer situações suspeitas e de risco e como evitá-las.  

Orientações     

  • Nunca empreste ou entregue o seu cartão para ninguém e nunca o perca de vista. Pode haver a troca do cartão sem que você perceba;
  • Nunca guarde a senha junto com o cartão. Isso reduz o risco em casos de perda ou roubo.
  • Em caso de roubo, perda ou extravio do seu cartão, ligue imediatamente à Central de Atendimento do seu banco e solicite o cancelamento do cartão. Em caso de roubo, registre um B.O. em uma delegacia mais próxima;
  • Tome cuidado com esbarrões ou encontros acidentais, que possam levar a perder de vista, temporariamente, o seu cartão magnético. Se isso ocorrer, verifique se o cartão que está em seu poder é realmente o seu. Em caso negativo, ligue imediatamente para o banco e solicite o cancelamento do cartão;
  • Ao efetuar pagamentos com seu cartão, não deixe que ele fique longe do seu controle e tome cuidado para que ninguém observe a digitação da sua senha;
  • Solicite sempre a via do comprovante de venda e confira o valor impresso da compra;
  • Cadastre-se para receber avisos por SMS ou e-mail a cada transação realizada com seu cartão, aumentando, assim, a chance de identificar uma transação fraudulenta;
  • Nenhum banco envia alguém  até a sua residência para retirar um cartão de débito ou crédito; e
  • Quando for destruir um cartão, corte o chip ao meio. Mesmo com o plástico cortado, é possível fazer transações se o chip estiver intacto.

https://www.youtube.com/watch?v=KbU_Cyb6BGE