Motorista que atropelou e matou pesquisadora da USP é identificado

A Polícia Civil de São Paulo identificou o motorista que atropelou e matou a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Marina Kohler Harkot. A informação foi divulgada pelo Agora, do Grupo Folha. O nome do motorista não foi divulgado.

O carro envolvido no atropelamento foi localizado na madrugada de hoje (10), na região da Consolação, no Centro da Capital paulista. O atropelamento ocorreu enquanto a jovem pedalava, na madrugada do último domingo (8), na Avenida Paulo VI, próximo à Rua João Moura, no Sumaré.

Uma policial militar, que estava de folga e à paisana, passava pelo local quando percebeu uma movimentação. Ela não chegou a presenciar o acidente, mas parou para prestar assistência ao ver a ciclista caída no chão. Pouco depois,  um motoqueiro que disse ter seguido um Hyundai Tucson após ver o carro atingir a ciclista e, em seguida, fugir, apareceu no local.

Ele informou o que seria a placa do veículo. O caso foi registrado no Distrito Policial de Pinheiros, mas a identificação de quem estava dirigindo não foi confirmada.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que antes da identificação do motorista, o homem que consta como proprietário disse ter vendido o carro em 2017 e se comprometeu a apresentar o documento de transferência de propriedade à polícia. O Hyundai Tucson prata, com o parabrisa danificado, foi levado para o mesmo Distrito Policial de Pinheiros. O corpo de Marina Harkot foi enterrado nesta segunda-feira (9), no Cemitério São Franscico Xavier, em Niterói, no Rio de Janeiro. 

Carro que atropelou e matou pesquisadora da USP é apreendido

(Reprodução)

A Polícia Civil encontrou e apreendeu, na madrugada de hoje (10), na região da Consolação, no Centro da Capital paulista, o veículo do motorista que atropelou e matou a cicloativista e pesquisadora da USP Marina Harkot, de 28 anos. O atropelamento ocorreu enquanto a jovem pedalava, na madrugada do último domingo (8), na Avenida Paulo VI, próximo à Rua João Moura, no Sumaré.

Uma policial militar, que estava de folga e à paisana, passava pelo local quando percebeu uma movimentação. Ela não chegou a presenciar o acidente, mas parou para prestar assistência ao ver a ciclista caída no chão. Pouco depois,  um motoqueiro que disse ter seguido um Hyundai Tucson após ver o carro atingir a ciclista e, em seguida, fugir, apareceu no local.

Ele informou o que seria a placa do veículo. O caso foi registrado no Distrito Policial de Pinheiros, mas a identificação de quem estava dirigindo não foi confirmada.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que o homem que consta como proprietário disse ter vendido o carro em 2017 e se comprometeu a apresentar o documento de transferência de propriedade à polícia. O Hyundai Tucson prata, com o parabrisa danificado, foi levado para o mesmo Distrito Policial de Pinheiros. O corpo de Marina Harkot foi enterrado nesta segunda-feira (9), no Cemitério São Franscico Xavier, em Niterói, no Rio de Janeiro. 

*Com informações de Paulo Édson Fiore

Mesmo com avanços na Capital, Estado é o que mais registra ciclistas internados

(Arquivo/Nivaldo Lima/Futura Press)

O número de atendimentos hospitalares a ciclistas atropelados cresceu 57% entre 2010 e 2019. Passaram de 1.024, em 2010, para 1.610, em 2019. Em 2020, até junho, já foram pelo menos 690 internações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos dez anos foram quase 13 mil internações e R$ 15 milhões a cada ano no tratamento de ciclistas que colidiram com motocicletas, automóveis, ônibus, caminhões e outros veículos de transporte.

Esse levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), lançado hoje (31). Alguns estados se destacam. São Paulo, o mais populoso do país, teve 4.546 internações nos últimos dez anos, liderando as estatísticas. Minas Gerais aparece em segundo, com 1.379 internações, e o Paraná em terceiro, com 892 internações nesse período.

Os números que revelam o aumento de casos se mostram mais presentes em estados como Rio Grande do Norte e Pernambuco. No primeiro, houve uma variação positiva de 1.250% no número de internações entre 2010 e 2020, e no segundo a variação foi de 678%. Minas Gerais também se destaca, com 400% de variação positiva nos últimos dez anos.

O mesmo estudo mostra que, entre 2010 e 2019, 13.718 ciclistas morreram no trânsito após se envolverem em algum acidente, 60% deles em atropelamentos.

Nem o isolamento social, aplicado no país em virtude da pandemia do novo coronavírus, freou o número de acidentes. Na comparação com o mesmo período de 2019, as internações tiveram baixa de apenas 13%. “Isso pode estar associado ao aumento de velocidade e à imprudência, impulsionadas por este momento de menor fiscalização”, avalia Carlos Eid, coordenador do Departamento de Atendimento Pré-Hospitalar da Abramet.

De acordo com Eid, o aumento no número de acidentes e consequentes atendimentos médicos são causados pelo maior uso da bicicleta no dia a dia, em detrimento de outros veículos. “Diversos fatores estimulam essa migração, como o excesso de congestionamento nos grandes centros, o preço do combustível e o custo módico do veículo. Por isso, a bicicleta tornou-se opção competitiva de transporte, o que exige ainda mais nossa atenção”.

Em 2018, o presidente da República, Michel Temer, sancionou o Programa Bicicleta Brasil, que visa a estimular a construção de ciclovias, ciclofaixas, bicicletários e a oferecer pontos de aluguel de bicicletas. O programa, no entanto, ainda depende de regulamentação. 

Para o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior, as cidades não têm acompanhado o crescimento da demanda e não têm investido em infraestrutura suficiente. “É preciso reconhecer que, ao longo dos últimos anos, houve melhorias na estrutura de algumas cidades, sobretudo em grandes capitais como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, essas mudanças não acompanharam a crescente demanda de pessoas que utilizam as bicicletas como meio de transporte, esporte ou lazer”.

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil 

Embarque de ciclistas na CPTM cresce 332% em 10 anos

Por Bruno Bocchini 

(CPTM/Reprodução/via Agência Brasil)

O número de ciclistas transportados pelos trens da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) saltou 332% em 10 anos. De janeiro a julho de 2009, foram 13.198 embarques de pessoas com bicicletas nos trens. No mesmo período de 2019, o número chegou a 57.083. 

As linhas 9-Esmeralda, com 17.025 embarques, e 10-Turquesa, com 14.991, lideram o ranking respectivamente. “Além da popularização do uso das bikes como meio de transporte, outro motivo para atrair os ciclistas para o sistema foi a liberação das magrelas nos trens durante a semana após as 20h30, a partir de agosto de 2015”, destacou a CPTM em nota. 

Desde 2007, o transporte de bicicletas nos trens é permitida nos finais de semana, a partir das 14 horas do sábado até o encerramento da operação no domingo. Nos feriados, é permitida durante todo o dia. A CPTM permite quatro bicicletas por viagem, embarcadas no último vagão de cada trem. A partir de 2015, os ciclistas passaram também a poder utilizar os trens de segunda-feira a sexta-feira, após as 20h30. As mesmas regras são válidas para o Metrô de São Paulo.

Ciclovia: prefeitura apresenta novo plano

Ciclovia na Avenida Paulista, região central de São Paulo. (Arquivo/Agência Brasil)

A prefeitura de São Paulo apresentou hoje (3) uma sugestão para o plano cicloviário da cidade. O projeto foi concluído depois de 17 reuniões com a Câmara Temática de Bicicleta do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e ainda será discutido em audiências públicas nas 32 prefeituras regionais da capital.

O objetivo do plano é garantir a melhoria da mobilidade e mais conexão entre os diferentes modais de transportes, reconhecendo a bicicleta como meio de transporte, com rede cicloviária abrangente, segura e integrada.

Segundo a prefeitura, a cidade de São Paulo conta com 498 quilômetros de malha cicloviária permanente e, até 2028, deverá ter mais 1.420 quilômetros. Além da ampliação da rede de ciclovias e ciclofaixas, o projeto prevê a conexão a terminais de ônibus e estações de metrô e trem.

De acordo com o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado Neto, o plano prevê a requalificação e criação de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, com base no tráfego da via; implantação de estruturas de acalmamento de tráfego onde forem implantadas ciclorrotas e melhora da infraestrutura de apoio ao ciclista com bicicletários e paraciclos.

O plano também prevê uma ordem de prioridade da rede cicloviária com base nas características da via, tendo a Rede Estrutural composta pelas principais ligações cicloviárias e formada pelos eixos Norte, Sul, Leste e Oeste, e o Minianel Viário (marginais, avenidas dos Bandeirantes, Tancredo Neves, Juntas Provisórias e Salim Farah Maluf), o anel na região central e uma rede que atravessa a cidade.

Na Rede Regional haverá estruturas de ligação entre comércio, serviço, transporte e lazer com a função de conexão entre os eixos estruturais. E a Rede Local estará em ruas que ligam a rede regional aos bairros e às áreas de interesse local. Da rede local farão parte ruas com baixo volume de veículos que terão tratamento para acalmar o tráfego, com intervenções na geometria para redução de velocidade.

Octaviano informou ainda que o novo plano cicloviário propõe a implantação de infraestrutura para que os ciclistas possam guardar a bicicleta e usar o transporte público. Além dos terminais da SPTrans, que já dispõem de bicicletários, a proposta é incentivar a instalação de tais equipamentos em estações da CPTM e do Metrô, para que o ciclista possa fazer o restante de sua viagem em outro meio de transporte. “Queremos dar a máxima utilidade às ciclovias existentes, promovendo a interligação da malha cicloviária com terminais de ônibus, do Metrô e da CPTM”, acrescentou.

Também estão previstas para este semestre a requalificação de estruturas, como a implantação de ciclofaixa conectando ao Terminal Pinheiros na Ciclofaixa Costa Carvalho; Eixo Estrutural Norte, com uma ciclovia conectando o centro à zona norte; Ciclofaixa Fernandes Moreira, que será substituída pela Ciclofaixa Alexandre Dumas; Ciclofaixa Vila Prudente, será substituída pela Ciclovia Luis Ignácio de Anhaia Melo; e Ciclofaixa Lopes de Azevedo, será substituída pela ciclorrota com tráfego mais leve.

“O novo plano vai trazer racionalidade ao sistema. A ampliação da malha cicloviária será feita de forma gradativa, atendendo às necessidades da população. O objetivo é tornar o uso da bicicleta uma alternativa segura, além de oferecer conectividade a vias estruturais e ao sistema de transporte público”, disse o prefeito Bruno Covas.

(Flávia Albuquerque/Agência Brasil)