Explosão atinge arredores do aeroporto de Cabul

(Xinhua/via Deutsche Welle)

Um duplo atentado atingiu nesta quinta-feira (26/08) o principal portão do aeroporto de Cabul, onde uma multidão em fuga do Talibã se aglomera há semanas na tentativa de embarcar em um dos últimos voos ocidentais e deixar o Afeganistão. Pelo menos seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, incluindo soldados americanos e crianças.

Ainda não há confirmação sobre a autoria do atentado, mas fontes ligadas à inteligência americana suspeitam fortemente de envolvimento de uma facção do “Estado Islâmico” rival do Talibã, grupo extremista atualmente no poder no Afeganistão. O ataque teria sido executado por dois suicidas.

O Pentágono descreveu o atentado como um “ataque complexo”, que envolveu duas explosões no portão principal do aeroporto (Abbey Gate) e uma terceira no Hotel Baron, que fica a cerca de 200 metros dos terminais e estava sendo usado como ponto intermediário antes de decolagens de resgate.

O presidente da França, Emmanuel Macron, descreveu a situação no aeroporto de Cabul como extremamente tensa. No mesmo tom se manifestaram outras autoridades europeias, que prometeram acelerar a retirada de civis do país.

“Nossa prioridade continua a ser retirar o maior número possível de pessoas em segurança, o mais rapidamente possível”, disse o chefe da Otan, Jens Stoltenberg.

Aliados alertaram na véspera sobre risco

Na véspera, Estados Unidos e aliados haviam apelado para que cidadãos saíssem do aeroporto de Cabul devido a ameaças de ataque do grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI).

Avisos quase idênticos foram emitidos por Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália e Nova Zelândia sobre “ameaças de segurança”. Serviços de inteligência estavam preocupados com o risco de atentados com homens-bomba do EI.

A explosão aumentou a apreensão e o caos nos arredores do aeroporto de Cabul, onde, desde meados de agosto, com a tomada da capital afegã pelo Talibã, uma multidão de civis aguarda na tentativa de deixar o país.

Durante a última semana, o aeroporto foi palco das imagens mais caóticas da tomada do poder pelo Talibã, com aviões decolando com famílias desesperadas em fuga.

Alguns países, como a Alemanha, já terminaram ou determinaram o fim de seus voos de resgate, e começaram a retirar seus soldados e diplomatas.

Os talibãs haviam se comprometido a não atacar as forças ocidentais durante a evacuação, mas insistem que as tropas estrangeiras devem ser retiradas até o prazo de 31 de agosto, data fixada pelos próprios Estados Unidos para uma retirada total.

Nos últimos dez dias, mais de 80 mil pessoas foram resgatadas de Cabul, em sua maioria pelos EUA.  A Bundeswehr (Forças Armadas alemãs), segundo Merkel, conseguiu retirar 4.600 pessoas do Afeganistão, de 45 diferentes nacionalidades.

Por Deutsche Welle
rpr/lf (ap)

Caminhão explode em posto e deixa vários feridos

Um caminhão explodiu na noite de hoje (30), em Rio Claro, interior de São Paulo. O Corpo de Bombeiros chegou a mobilizar 30 homens e nove viaturas.

Apenas os bombeiros socorreram 13 pessoas com ferimentos leves e duas em estado grave. A corporação informou que o SAMU também atuou. Segundo o G1, foram 18 feridos.

Fotos e vídeos divulgados em redes sociais mostram que as chamas podiam ser vistas de longe.

(Reprodução)
(Reprodução)

Explosão em mina deixa 22 trabalhadores retidos

Um grupo de 22 mineiros está retido há quase 48 horas em uma mina de ouro em construção no Leste da China, após uma explosão, informaram nessa segunda-feira (12) as autoridades chinesas, nas redes sociais.

A explosão ocorreu no domingo (10), numa mina situada em Qixia, na província de Shandong, causando danos graves na escada que dá acesso ao fundo da mina, bem como nos cabos de comunicação.

As autoridades não indicaram a profundidade em que se encontram os mineiros.

A mina pertence à empresa local Shandong Wucailong Investment.

A China é o maior produtor mundial de ouro, com 11% do total extraído em 2019, segundo o Conselho Mundial do Ouro.

O país contava com mais de 3 mil minas de ouro em 2016, de acordo com estudo dos serviços geológicos chineses.

Os acidentes em minas são frequentes na China, que todos os anos registra dezenas de milhares de mortos em acidentes de trabalho.

Em dezembro, 23 mineiros morreram numa mina de carvão em Chongqing, no sudoeste do país, após um vazamento de gás.

Em setembro de 2020, 16 mineiros morreram numa mina de carvão, também localizada no município de Chongqing, devido a outro vazamento de gás.

Por RTP

Bolsonaro convida Temer para missão humanitária no Líbano

O presidente Jair Bolsonaro participou, na manhã deste domingo (9), de uma videoconferência com outros chefes de Estado e de governo para tratar das ações de apoio ao Líbano. Na última terça-feira (4), uma grande explosão na zona portuária de Beirute, capital do país, deixou um saldo de centenas de mortes e milhares de feridos. Ao detalhar as ações do governo brasileiro, Bolsonaro disse que convidou o ex-presidente Michel Temer, que tem ascendência libanesa, para coordenar a missão. 

(Arquivo/Palácio do Planalto)

“Nos próximos dias, partirá do Brasil, rumo ao Líbano, uma aeronave da Força Aérea Brasileira com medicamentos e insumos básicos de saúde, reunidos pela comunidade libanesa radicada no Brasil. Também estamos preparando o envio, por via marítima, de 4 mil toneladas de arroz, para atenuar as consequências da perda dos estoques de cereais destruídos na explosão. Estamos acertando, com o governo libanês, o envio de uma equipe técnica, multidisciplinar, para colaborar na realização da perícia da explosão. Convidei, como o meu enviado especial e chefe dessa missão, o senhor Michel Temer, filho de libaneses e ex-presidente do Brasil”, afirmou Bolsonaro.

Em nota, a assessoria de Temer informou que o ex-presidente “está honrado” com o convite. “Quando o ato for publicado no Diário Oficial serão tomadas as medidas necessárias para viabilizar a tarefa”, diz a nota.

A videoconferência foi iniciativa do presidente da França, Emmanuel Macron, e contou com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do presidente do Líbano, Michel Aoun, além dos líderes de países como Egito, Catar e Jordânia, entre outros. Em seu breve pronunciamento, Bolsonaro classificou a reunião como necessária e urgente, reafirmou suas condolências às famílias das vítimas da tragédia e destacou a relação histórica entre Líbano e Brasil. 

“O Brasil é lar da maior diáspora libanesa no mundo, 10 milhões de brasileiros de ascendência libanesa formam uma comunidade trabalhadora, dinâmica e participativa, que contribui de forma inestimável com o nosso país. Por essa razão, tudo que afeta o Líbano nos afeta como se fosse o nosso próprio lar e a nossa própria pátria”, disse.  

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil 

Presidente da França visita Beirute devastada e cobra reformas no Líbano

O presidente da França, Emmanuel Macron, chegou nesta quinta-feira (06/08) ao Líbano e caminhou através de multidões nas ruas devastadas de Beirute. Ele prometeu ajuda após a explosão que devastou parte da cidade e ouviu gritos de protesto contra a elite política local.

Emmanuel Macron, presidente da França, durante visita a Beirute (Redes Sociais/Reprodução)

Na antiga colônia francesa, Macron fez o que nenhum líder político libanês havia feito desde a explosão no porto de Beirute, que dois dias antes matou mais de 130 pessoas e feriu outras 5 mil. E, cobrando reformas políticas por parte dos governantes, se permitiu ser indagado pelos moradores de um dos bairros mais atingidos da capital.

Dezenas de pessoas cantando “revolução” e pedindo ajuda faziam força contra o cinturão de seguranças, enquanto Macron caminhava pela área de Gemmayzeh, a mais atingida pela explosão, por cerca de 45 minutos.

“Se reformas não forem realizadas, o Líbano continuará a se afundar”, disse Macron, que fora recebido no aeroporto pelo presidente libanês, Michel Aoun, mas caminhou sozinho pela região . “O que também é necessário aqui é uma mudança política. Esta explosão deve ser o início de uma nova era”.

A raiva latente contra os líderes libaneses está em alta desde a explosão, que parece ter sido causada por negligência e é amplamente vista como a manifestação mais trágica até agora da corrupção e incompetência da classe dominante.

A França há tempos procura apoiar sua antiga colônia e enviou ajuda de emergência desde a explosão. Mas, ao mesmo tempo, se uniu a outros países ocidentais em pressionar por reformas para erradicar a corrupção, cortar os gastos públicos e reduzir as enormes dívidas do Líbano.

Várias facções políticas, incluindo o grupo radical Hisbolá, apoiado pelo Irã, governam o país desde a guerra civil de 1975-1990. Quase todas as instituições públicas do país estão divididas entre essas facções, que as utilizam como capital político e para benefício de seus apoiadores.

Pouco progresso real de fato ocorre nas instituições, e tudo que requer ação conjunta muitas vezes se torna um emaranhado de conflito. Como resultado, até mesmo serviços básicos como eletricidade e coleta de lixo estão imersos em disputas políticas.

O pequeno país mediterrâneo é, além disso, assolado pelo aumento do desemprego e por uma crise financeira que dizimou a qualidade de vida de parte significativa da população.

“O povo quer que o regime caia”, gritavam os moradores para Macron. O presidente francês respondeu que proporia “um novo pacto político” e pediria a seus interlocutores, incluindo as principais autoridades libanesas, para “mudar o sistema, acabar com as divisões e combater a corrupção”.

Os prejuízos causados pela explosão foram estimados pelo governo de Beirute entre 10 e 15 bilhões de dólares. Mais de 300 mil pessoas estão desabrigadas.

O desastre também pode acelerar a epidemia de coronavírus no país, já que milhares de pessoas foram levadas para os hospitais. Dezenas de milhares tiveram que se mudar para a casa de parentes e amigos depois que suas casas foram danificadas, aumentando ainda mais os riscos de exposição ao vírus. 

O ministro da Economia, Raoul Nehme, disse que o Líbano, com seu sistema bancário em crise, uma moeda em colapso e uma das maiores dívidas do mundo, tem recursos “muito limitados” para lidar com o desastre.

O presidente Michel Aoun afirmou que a explosão foi causada por 2.750 toneladas de nitrato de amônio, usado em fertilizantes e bombas, que estavam armazenados há seis anos no porto após serem confiscados. Ele prometeu investigar e responsabilizar os culpados.

O presidente francês, que teve uma breve reunião em uma sala do aeroporto com Aoun antes de partir para o porto da capital, local da explosão, disse que nos próximos dias vai coordenar a assistência logística e anunciou o envio de um avião “com uma equipe de investigação”.

“Minha mensagem é uma mensagem de fraternidade, amor e amizade da França para o Líbano, e buscamos garantir ajuda internacional ao povo libanês”, disse Macron. “Sabemos que a crise no Líbano é grande, e é política e ética, acima de tudo, e sua vítima é o povo libanês. Minha prioridade é apoiar o povo libanês”.

Macron ainda prometeu voltar ao Líbano em setembro para verificar se a ajuda francesa foi bem aplicada. Ele ainda disse que vai se esforçar para que a contribuição “não vá parar nas mãos da corrupção”.

“Minha casa em Gemmayzeh foi devastada e a primeira pessoa a me fazer uma visita é um presidente estrangeiro”, escreveu o ator Ziad Itani em suas redes sociais após a visita de Macron, dizendo ainda aos líderes libaneses: “Que vergonha!”

RPR/afp/ap

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*A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. 

Bolsonaro manifesta solidariedade às vítimas de explosão

O presidente Jair Bolsonaro lamentou hoje (4) a explosão que aconteceu nesta terça-feira em Beirute e deixou mais de 70 mortos e mais 2.700 feridos.  Em sua conta pessoal no Twitter, Bolsonaro disse estar profundamente triste com as cenas.

“O Brasil abriga a maior comunidade de libaneses do mundo e, deste modo, sentimos essa tragédia como se fosse em nosso território. Manifesto minha solidariedade às famílias das vítimas fatais e aos feridos”, escreveu o presidente da rede social.

Nesta terça-feira, uma grande explosão no porto da capital libanesa matou mais de 70 pessoas e deixou mais de 2.750 feridos, além de provocar ondas de choque que estilhaçaram janelas, danificaram edifícios e estremeceram o chão de Beirute.

A expectativa das autoridades locais é que o número de mortos aumente ao longo da noite desta terça-feira, à medida em que as equipes de emergência escavem os destroços para resgatar os corpos. 

A explosão ocorreu por volta das 18h no horário local. Feridos chegaram a ser levados para hospitais fora de Beirute.

Alguns moradores, que estavam vivas durante os bombardeios que ocorreram na guerra civil do país, entre 1975 e 1990, acharam que se tratava de um terremoto.

O ministro do Interior do Líbano disse ao canal de televisão Al Jadeed que nitrato de amônio era armazenado no porto desde 2014.

Israel, que já travou diversas guerras contra o Líbano, negou qualquer tipo de envolvimento e ofereceu ajuda.

Marinha diz que militares brasileiros em Beirute estão bem

A Marinha do Brasil informou hoje (4) que os militares que compõem a Força Tarefa Marítima da corporação, em Beirute, estão bem e não foram atingidos pela grande explosão ocorrida na região portuária da capital do Líbano, há algumas horas. 

“A Fragata Independência encontra-se operando no mar, normalmente. O navio estava distante do local onde ocorreu a explosão. Outras informações serão passadas tempestivamente”, informou o Centro de Comunicação Social da Marinha, em nota à imprensa.  

A explosão ocorreu na região portuária de Beirute, onde existem armazéns que abrigam explosivos, informou a agência Reuters. Pelo menos dez mortes já foram confirmadas pelas autoridades locais. 

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil 

Após explosão, prefeito de Osasco e esposa seguem internados

Por Camila Maciel

Rogério Lins, prefeito de Osasco, e a esposa Aline (Facebook/Reprodução)

O prefeito de Osasco, Rogério Lins, e a primeira-dama do município, Aline Lins, permanecem internados no Hospital Municipal Antônio Giglio após terem sido atingidos pela explosão de uma fogueira durante o tradicional Arraiá do Servidô, no espaço Arena Vip.

De acordo com o hospital, eles tiveram queimaduras de 1º e 2º grau, com lesões em cerca de 14% dos rostos e braços. O estado de saúde deles é estável. Hoje (29), às 6h30, eles foram transferidos para quartos da clínica médica para troca de curativos e avaliação médica.

Na explosão também foram atingidos um fotógrafo e um cinegrafista da equipe da prefeitura. Os dois foram atendidos no Hospital Antônio Giglio. Eles tiveram ferimentos leves e, depois de atendidos, foram liberados.

Pelas redes sociais, o prefeito disse estar “bem e em recuperação”. “Espero poder voltar às atividades o mais rápido possível e contribuir com nossa cidade. Agradeço a Deus pelo livramento e por nos proteger”, disse na postagem em uma foto com a esposa.

Rogério e Aline chegaram ao pronto-socorro por volta das 21h30 de ontem (28). Imagens feitas por celular pelo público presente na hora do acidente mostram o momento em que o prefeito e a primeira-dama seguram juntos uma tocha para acender a fogueira. Ao aproximar a chama, ocorre a explosão.

A prefeitura informou, por meio de nota, que a fogueira é tradicional na festa e sempre foi montada e organizada pela mesma pessoa. Disse ainda que a festa junina foi organizada “pela Arena Vip, espaço de eventos que conta com AVCB [Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros], Brigada de Incêndio e toda a estrutura necessária para receber o público de cerca de 2 mil pessoas”.

A nota acrescenta que a festa tem caráter beneficente e que o dinheiro arrecadado pelas barracas de comidas e bebidas é destinado para as ações sociais do Fundo Social de Solidariedade.

O caso, registrado como lesão corporal culposa e explosão, será investigado pela Polícia Civil. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, foi solicitada perícia no local.

Barco explode e deixa 15 feridos em estado grave

Por  Andreia Verdélio 

(Felipe Cavalcante/Reprodução via G1)

A explosão de um barco no Rio Juruá, no município de Cruzeiro do Sul (AC), deixou 15 pessoas gravemente feridas. O acidente aconteceu por voltas das 18h de ontem (7), durante o abastecimento da embarcação, que levava tambores de combustível.

O barco de grande porte, conhecido como batelão, transportava passageiros e cargas com destino à cidade de Marechal Thaumaturgo, no interior do estado. A operação de combate ao fogo e salvamento durou cerca de 40 minutos.

De acordo com Secretaria de Saúde do Acre, hoje (8), uma das vítimas, um bebê de 7 meses, foi transferida para a unidade de terapia intensiva do Hospital da Criança, em Rio Branco, capital do estado.

Os pacientes estão sendo atendidos no Hospital do Juruá. Oito deles estão entubados, sendo que quatro seguem em estado grave e também serão transferidos ao longo do dia para Rio Branco.

Notificação

O Corpo de Bombeiros Militar do Acre informou que vai notificar a Marinha para que intensifique a fiscalização na região, de modo a evitar que esse tipo de ocorrência volte a acontecer.

Explosão na França deixa feridos, incluindo uma criança

Uma explosão deixou feridos em Lyon, na França. A detonação ocorreu por volta de 17h30, hora local, em uma rua da parte velha da cidade francesa, perto da praça Bellecour, considerada o coração de Lyon.

Não há explicação definitiva para a explosão, mas testemunhas falam de um embrulho deixado perto de uma padaria.

O Presidente Emmanuel Macron, que iniciava um discurso na televisão quando a explosão ocorreu, falou em um “ataque sem vítimas”.  Porém, dados atualizados pela agência de notícias RTP apontam para 13 feridos, incluindo uma criança de oito anos. Todos sem gravidade.

*com informações da RTP