Indústria de São Paulo tem queda nas vendas em agosto

As vendas reais da indústria de transformação paulista tiveram queda de 2,4% em agosto na comparação com julho, segundo levantamento divulgado hoje (30) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Essa é a quarta retração seguida do índice, que acumula redução de 7,6% em 2020.

O nível de utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável em agosto na comparação com julho, com alta de 0,1 ponto percentual, ficando em 81,1%.

O Sensor da atividade industrial, medido pela Fiesp, registrou queda de 52,9 pontos em agosto para 49,1 pontos em setembro. No índice, os resultados acima de 50 pontos significam melhora da atividade industrial e os abaixo desse patamar, uma piora.

Segundo a Fiesp, alguns segmentos da indústria de transformação estão sofrendo impactos pela falta de matérias-primas, o que também tem aumentado os custos de produção. Alta da inflação e dos juros, assim como o aumento do preço da energia, são outros fatores que têm afetado negativamente a produção.

No entanto, a federação considera que o aumento das exportações, com o câmbio desvalorizado e a reabertura econômica, possibilitada pelo avanço da vacinação, são elementos que podem melhorar o desempenho da indústria até o fim do ano.

Por Agência Brasil

Maestro João Carlos Martins faz live com a Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP

O maestro João Carlos Martins comanda na noite de hoje (7) um concerto com a Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP acompanhada por dois bailarinos no Centro Cultural Fiesp. A apresentação acontece sem público, porém, será transmitida pelo YouTube e pelo Facebook.

Pianista e maestro João Carlos Martins (Alan Santos/via Agência Brasil)

Com apenas 14 anos, o pianista Davi Campolongo fará um solo e a rapsódia húngara de Liszt. O concerto também contará com a participação do casal de bailarinos Juliana Gomes e Leandro Neves, ex-integrantes da Companhia Cisne Negro.

Em mais de uma hora de apresentação, o público vai poder ouvir desde peças clássicas, de Bach e Beethoven, como também composições contemporâneas, como as do sambista paulistano Adoniran Barbosa.

Essa é a terceira apresentação com transmissão online da Bachiana Filarmônica . As duas anteriores registraram mais de 80 mil acessos

Coloque um lembrete e assista a apresentação aqui:

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Atividade da indústria paulista fica estável em agosto

Por Elaine Patrícia Cruz

(Arquivo/Agência Brasil)

O nível de atividade da indústria paulista manteve-se estável em agosto em comparação a julho, na série com ajuste sazonal. Sem o ajuste, a alta foi de 3,1%.
 
Segundo o Indicador de Nível de Atividade (INA), divulgado hoje (1º) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a estabilidade se deveu à variação positiva das vendas reais, que cresceram 0,1% e pelos resultados negativos nas horas trabalhadas na produção (-0,2%) e no nível de utilização da capacidade instalada (-0,2 pontos percentuais).
 
Já o Sensor ficou abaixo da linha de estabilidade, indicando queda moderada da atividade industrial no estado. O índice ficou em 49,5 pontos, abaixo dos 50 pontos, valor que demonstra a expectativa de melhora das condições de mercado.

“Alguns estímulos dados como a liberação de recursos do FGTS e PIS-Pasep não serão suficientes para uma retomada mais consistente da atividade econômica em razão da deterioração do quadro externo”, disse José Ricardo Roriz Coelho, 2º vice-presidente da Fiesp.

Mais da metade dos empresários nunca ouviu falar em fintechs

Danile Mello/Agência Brasil

(Antonio Cruz/Agência Brasil)

Em expansão no Brasil, as fintechs podem ajudar a reduzir as tarifas dos serviços financeiros, além de oferecer novas opções a pessoas e empresas. Apesar das possíveis facilidades, para uma parte significativa da população o tema ainda é desconhecido. Um levantamento divulgado nessa semana pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) revelou que 54,8% dos empresários ligados à entidade não tinham ouvido falar dessa modalidade de serviços financeiros.

Coordenador de um curso sobre o assunto na Fundação Getulio Vargas (FGV), o professor Marcelo Bradaschia explica que o termo pode se referir tanto a novas empresas como a inciativas dentro de empreendimentos consolidados. “São empresas ou iniciativas que trazem, muito baseadas em tecnologia, novos modelos de negócio financeiros”, ressalta.

“Na sua maioria, elas nascem muito voltadas para resolverem um problema específico. A partir daí, elas tentam fazer isso de uma forma excelente usando tecnologia”, acrescenta sobre como funcionam as fintechs.

De modo geral, essas iniciativas têm a capacidade, segundo o especialista, de crescer sem necessariamente aumentar a estrutura física na mesma proporção, tendo como base a otimização com base nas tecnologias digitais. “Como você está falando em tecnologia, muitas vezes você está falando em processos mais baratos. Você acaba trazendo um custo operacional menor do que os modelos tradicionais”, explica.

Perfis de atuação

As fintechs oferecem diversas possibilidades, como operadoras de cartões de crédito completamente digitais, empresas que gerenciam investimentos ou que fazem cotações de empréstimos no mercado. São novas opções que extrapolam as alternativas oferecidas pelos bancos ou que competem com mais foco e reduzindo custos em produtos consolidados.

Segundo pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintech), 25% das iniciativas atuam em atividades ligadas a meios de pagamento, 21% em relação a crédito e negociação de dívidas e 8% a gestão financeira. Mais da metade (58%) desses negócios, está no estado de São Paulo.

Em geral, as iniciativas são extremamente jovens, 46% nasceram após 2016 e 51% estão no início das operações. Cerca de um terço (35%) tem faturamento de até R$ 350 mil, 21% entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões e 12% acima dessa faixa. A ABFintech tem 360 associados. Para a elaboração do estudo, foram ouvidas 224 inciativas.

Regulação

De forma a garantir o crescimento do setor com segurança, o Banco Central tem apresentado novas regulamentações sobre o tema. Em abril, foi editada uma norma que estabeleceu os termos para a atuação das fintechs no mercado de crédito, trazendo os critérios, inclusive, para o financiamento entre pessoas físicas por plataforma eletrônica.

“A gente tem visto um movimento muito positivo do regulador no sentido de entender a inovação e viabilizar, de uma forma segura e estruturada, o aumento da competitividade por meio da regulação”, destacou Bradaschia. O especialista ponderou, entretanto, que ainda existem zonas sem a mesma atenção das fintechs, como o mercado de seguros. De acordo com a pesquisa da ABFintech, 6% das inciativas atuam nesse ramo.

Expectativa do setor produtivo

No setor empresarial, há boas expectativas sobre a inovação, especialmente no mercado financeiro. “Esse movimento está vindo muito forte e, com certeza, ele vai forçar o mercado a se ajustar e melhorar a competitividade de bancos de fazer negócios, crédito e tarifas. É uma nova era para o sistema financeiro”, afirma o diretor-titular do Departamento de Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, Sylvio Gomide.

O levantamento da federação mostrou que 56,1% dos industriais avaliam o atendimento relativo a crédito do mercado tradicional como insuficiente, enquanto 37,4% estão insatisfeitos com a gestão financeira oferecida pelas gestões tradicionais.

De acordo com a pesquisa, 28,5% das indústrias paulistas já buscaram crédito fora do setor bancário tradicional. No entanto, apenas 1,8% procurou fintechs. Entre os 67,2% que nunca tentaram obter outras formas de crédito além dos bancos, a principal razão, apontada por 42,4%, foi a falta de conhecimento de alternativas.

No entanto, entre os que se aventuraram no crédito de outras fontes, como fundo de investimento em direitos creditórios e fintechs, nem sempre a experiência foi tão recompensadora. Ao todo, 27,1% das indústrias acharam as tarifas maiores do que o esperado. Por outro lado, 34,6% não viram desvantagem na nova modalidade.

“O desespero do empreendedor no Brasil é tão grande em relação a taxas de juros, burocracia e acesso a crédito que, quando aparece uma novidade, a gente acha que o que está vindo é o ideal”, justificou Gomide sobre as quebras de expectativa. Mesmo assim, ele continua otimista com as inovações que chegam ao ramo financeiro. “Quanto mais fintechs aparecerem, mais elas competiram entre elas, e os custos cairão. Ainda não é o cenário ideal, mas é melhor do que antes da existência delas”, diz.

Indústria paulista recupera perdas geradas pela greve dos caminhoneiros

O setor industrial paulista apresentou recuperação das perdas sofridas por conta da greve dos caminhoneiros no mês de maio, com um crescimento de 12,1% no Indicador de Nível de Atividade (INA) no mês de junho. O índice é medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado (Ciesp).

De acordo com o relatório, as vendas foram o fator que impulsionaram a recuperação do setor no mês de junho, com um crescimento de 24,7%, após ceder 16,6% em maio, de acordo com o índice da Variável de Vendas Reais.

Outros grupos de fatores também apresentaram crescimento, como Horas Trabalhadas na Produção, com 0,9%, e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada, com 1,2%.

Apesar de o indicador apontar uma variação positiva no mês de junho deste ano em comparação ao ano passado (7,2% contra 4,2% em 2017), o resultado não indica recuperação da atividade da indústria paulista.

De acordo com o presidente em exercício da Fiesp e Ciesp, José Ricardo Roriz Coelho, o que se verificou foi uma recuperação das perdas em razão da greve dos caminhoneiros, mas o que mantém incertezas quanto às projeções no setor. “Em relação a projeções futuras, nos preocupam ainda as incertezas constantes. Elas afetam os empresários, que ficam receosos para investir. Sem investimento não temos recuperação do emprego, que é fator determinante para recuperação de renda e melhora da situação da capacidade ociosa das empresas, hoje perto de 30%. Estamos longe de começar uma recuperação”.

O setor que se destacou no crescimento apresentado pelo INA foi o de móveis, que apontou crescimento de 15,9% das atividades, seguido setor de produtos farmacêuticos, que avançou 2% no mês de junho.