Estudo monitora resposta à vacina em pacientes com HIV e doenças reumáticas

(Reprodução)

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) está liderando o primeiro estudo que tem como objetivo avaliar a resposta à vacina contra a Covid-19 em pacientes imunossuprimidos (doenças reumáticas e pessoas que vivem com HIV/AIDS) para determinar a resposta imune.

Esta pesquisa foi coordenada pela Profa. Dra. Eloisa Silva Dutra de Oliveira Bonfá, Diretora Clínica do HCFMUSP, e pelo Prof. Dr. Esper Kallas, Titular do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSP, e a primeira etapa foi finalizada no dia 10 de fevereiro de 2021 com quase 2 mil pessoas vacinadas, sendo aproximadamente 1.500 pacientes e 500 voluntários do grupo controle.

A importância deste estudo é reforçada por análise epidemiológica recente de 252.119 pacientes hospitalizados no Brasil com Covid-19 realizada pelo mesmo grupo, que observou que pacientes com lúpus têm 73% mais chances de evoluir para óbito dos que não têm lúpus.

A organização do trabalho do time de mais de 200 voluntários pela enfermeira Solange Fusco e a gestora Priscila Tagliaferro tornou possível a realização desta etapa em apenas dois dias com uma atividade coordenada que foi muito elogiada pelas pessoas vacinadas.

Por Gov. do Estado de SP

HC recebe doação de 750 mil máscaras

O Grupo RB (Reckitt Benckiser), multinacional de bens de consumo de higiene, saúde e nutrição, doou, entre dezembro e janeiro, 750 mil máscaras cirúrgicas do tipo II R para a proteção de colaboradores do Hospital das Clínicas, informa a empresa em comunicado. A ação envolveu as unidades de São Paulo, Botucatu e Ribeirão Preto. A iniciativa, liderada no Brasil pelas marcas Lysol e Strepsils, faz parte de uma ação global da companhia na luta pela proteção de doenças causadas por vírus e bactérias, incluindo a Covid-19.

O Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP é uma das referências no tratamento da Covid-19 no país. Segundo a companhia, o consumo de máscaras de proteção no HC saltou de 4 mil mensais para 40 mil.

“Estamos comprometidos com a saúde da população, desde o acesso aos nossos produtos até o apoio a profissionais da linha de frente, por isso apesar de não produzirmos as máscaras cirúrgicas, nos mobilizamos para realizar essa doação crucial no momento”, explica Daniel Torres, Gerente Geral da RB Health & Nutrition Comercial Brasil. 

A marca Lysol, que desembarcou no Brasil em maio de 2020, é uma das apoiadoras da iniciativa e tem como propósito manter as pessoas livres de doenças. No início da pandemia no Brasil, informa o comunicado, a Lysol doou R$ 500 mil ao Hospital das Clínicas de São Paulo para serem utilizados no combate à Covid-19, além de 6.000 unidades de Lysol Aerossol, para auxiliarem na desinfecção de ambientes.

“Neste momento, a união de esforços pelo bem comum é o que tem feito a diferença, por isso estamos satisfeitos em podermos ajudar o Hospital das Clínicas com mais esta doação”, diz Paolo D’Orso, Vice-Presidente Sênior para a América Latina da RB Hygiene Comercial. 

Em 2020, entre doações de produtos e auxílios financeiros, o Grupo RB doou o equivalente a R$ 12 milhões e distribuiu cerca de 800.000 itens no país. 

USP busca voluntários para vacina contra HIV

(Reprodução)

Em entrevista ao Jornal da USP no Ar, o professor e infectologista do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Ricardo Vasconcelos, comenta o estudo de uma vacina contra o HIV, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, chamado Mosaico, que passou cinco anos em testes de laboratórios, durante os estudos pré-clínicos e nas fases 1 e 2 em seres humanos, aplicados simultaneamente nos EUA, México, Peru, Brasil, Argentina, Itália, Espanha e Polônia.


Ouça:

Ouça a entrevista do professor ao Jornal da USP

Atualmente na fase 3, o estudo procura voluntários para testes. O professor explica que os voluntários de uma vacina devem ser pessoas vulneráveis ao vírus, assim como integrantes de certas populações vêm sendo testadas para as vacinas contra a Covid-19.

Aqui no Brasil, o estudo Mosaico está recrutando participantes em São Paulo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina na USP e busca voluntários homens gays ou bissexuais cisgêneros e homens ou mulheres transexuais entre 18 e 60 anos.

Caso você faça parte desse grupo e deseje se voluntariar, pode entrar em contato por meio do Programa de Educação Comunitária da FMUSP. Os contatos são pelo Instagram @pec.hcfmusp ou pelo e-mail [email protected].

A vacina em desenvolvimento trabalha com a tecnologia de vetor, em que são injetadas informações genéticas para produção de proteínas do HIV dentro de um vírus que não afeta seres humanos. Quando o indivíduo é vacinado, o vírus é inserido no organismo e se multiplica, fazendo com que o corpo receba as proteínas que foram injetadas no material genético. Assim, o vacinado produz resposta imune contra proteínas do HIV sem nunca ter tido contato com esse vírus.

Os testes feitos em seres humanos dessa vacina indicaram que, assim como nos macacos, os voluntários produziram anticorpos de imunidade, mas ainda resta saber se são eficazes em proteger contra a infecção do HIV. Além do estudo com voluntários no Brasil, outro estudo está sendo realizado na África Subsaariana, onde o grupo de pessoas vulneráveis é de mulheres cisgêneros heterossexuais jovens.

(Reprodução)

Porém, enquanto não há vacina, a prevenção continua essencial. Um dos métodos é a camisinha. O outro é a prevenção biomédica, feita por meio da profilaxia pós-exposição (PEP), quando medicamentos antirretrovirais são tomados após exposição ou possível exposição ao HIV; e da profilaxia pré-exposição (PrEP), quando são prescritos medicamentos  antirretrovirais antes da exposição (ou possível exposição) ao HIV.

A PrEP é um medicamento que deve ser tomado de forma constante pelo paciente para não contrair o vírus, assim como um anticoncepcional. Já a PEP deve ser tomada em até 72 horas após uma relação sexual considerada de risco, com uso contínuo dos medicamentos durante um mês, para evitar a contração do HIV. As duas profilaxias estão disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e são seguras, sem efeitos colaterais graves.

*Gov. do Estado de SP

Hospital das Clínicas é reconhecido como o mais bem equipado do País

Hospital das Clínicas, em São Paulo (Marcos Santos/USP Imagens)

A equipe Global Health Intelligence mais uma vez classificou o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) como um dos hospitais mais bem equipados do Brasil e da América Latina.

O Certificado de Reconhecimento foi entregue eletronicamente no dia 15 deste mês, diretamente de Miami, na Flórida (EUA). O HC ocupa o 1º lugar no índice do HospiRank 2020 pela organização.

“Ser um dos hospitais mais bem equipados é uma clara indicação do compromisso da Instituição em fornecer o melhor atendimento possível aos seus pacientes, algo que tem sido mais crítico do que nunca nestes tempos”, afirma a equipe Global Health Intelligence em correspondência direcionada à Superintendência do Hospital das Clínicas da FMUSP.

*Gov. do Estado de SP

Hospital das Clínicas investiga 16 casos suspeitos de reinfecção

(Gov. do Estado de SP)

O Hospital das Clínicas de São Paulo está investigando 16 casos de pacientes suspeitos de terem se reinfectado com o novo coronavírus (covid-19). Segundo a instituição, vinculada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), as análises dos casos ocorrem em um ambulatório que foi separado exclusivamente para acompanhar possíveis casos de reinfecção da covid-19.

De acordo com o HC, os sintomas e testes positivos em dois períodos diferentes apresentados pelos pacientes podem ser explicados por três hipóteses. 

Por uma segunda infecção, mas causada por um vírus diferente, como o da gripe, que causa sintomas parecidos com a covid-19. No entanto, fragmentos inativos do coronavírus remanescentes da primeira infecção podem ter feito o segundo teste ter também dado positivo. 

Pode ter havido uma longa permanência do novo coronavírus no corpo do paciente, com período de inatividade inicialmente, mas que fez o primeiro teste ter dado positivo, e posterior reativação, quando a doença ocorreu de fato. 

Ou mesmo por uma possível reinfecção de covid-19.

“Para verificar essas e outras hipóteses, os pacientes estão sendo acompanhados com a realização eventual de exames adicionais a fim de melhor entender as hipóteses”, explicou o hospital, em nota.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

HC investiga 7 reinfecções e separa laboratório para casos

Hospital das Clínicas, em São Paulo (Marcos Santos/USP Imagens)

O Hospital das Clínicas de São Paulo está investigando sete casos de pacientes suspeitos de terem se reinfectado pelo novo coronavírus. Segundo a instituição, vinculada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), um ambulatório foi separado exclusivamente para acompanhar esses possíveis casos. 

De acordo com o hospital, os sintomas e testes positivos em dois períodos distintos, apresentados pelos pacientes, podem ser explicados por uma segunda infecção, mas causada por um vírus diferente, como o da gripe. No entanto, fragmentos inativos do novo coronavírus, remanescentes da primeira infecção, podem ter feito o teste dar positivo. Também podem ser explicados pela longa permanência do novo coronavírus no corpo, com período de inatividade e posterior reativação, ou mesmo por uma possível reinfecção de covid-19.

“Para verificar essas e outras hipóteses, os pacientes estão sendo acompanhados, com a realização eventual de exames adicionais a fim de melhor entender esses casos”, destacou o hospital, em nota.

No última terça-feira (25), dois pacientes, um na Holanda e outro na Bélgica, foram confirmados como casos de reinfecção pelo novo coronavírus. Um dia antes, cientistas de Hong Kong publicaram relatório a respeito de uma pessoa que foi reinfectada com uma linhagem diferente do vírus, quatro meses e meio depois de ser declarada recuperada da doença – a primeira reinfecção do tipo registrada.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Hospital investiga se 2 pacientes de SP foram reinfectados

O Hospital das Clínicas de São Paulo investiga a suspeita de que dois pacientes tenham sido reinfectados pelo novo coronavírus. Segundo a instituição, vinculada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em ambos os casos as pessoas apresentaram os sintomas e tiveram exames com resultado positivo para o vírus em dois períodos diferentes.

Hospital das Clínicas, em São Paulo (Marcos Santos/USP Imagens)

O hospital destacou, no entanto, que a reinfecção é uma “hipótese ainda pouco provável por não ter sido constatada em nenhum outro caso registrado pela literatura médica internacional”. Por isso estão sendo investigadas outras possibilidades.

De acordo com a nota do hospital, os sintomas e exames com resultados positivos em duas ocasiões podem ter acontecido devido a infecção por um outro vírus em um momento em que havia fragmentos ou vírus inativos causadores da covid-19. Para apurar essa possibilidade, os pacientes estão sendo submetidos a exames para verificar a presença de outros vírus que possam ter causado o reaparecimento dos sintomas.

Pesquisas

A duração da imunidade em pessoas que tiveram o coronavírus ainda está sendo investigada em estudos em todo o mundo. Uma pesquisa chinesa divulgada há cerca de um mês na revista científica Nature Medicine mostrou que os níveis de anticorpos encontrados em pacientes recuperados da covid-19 diminuíram rapidamente dois a três meses após a infecção.

A pesquisa, que estudou 37 pacientes sintomáticos e 37 assintomáticos, descobriu que, dos que tiveram exames positivos para a presença dos anticorpos IgG, um dos principais tipos de anticorpos induzidos após a infecção, mais de 90% mostraram declínios acentuados dentro de dois a três meses. A porcentagem média de declínio foi de mais de 70% em pacientes sintomáticos e assintomáticos.

Para anticorpos neutralizadores de soro, a porcentagem média de declínio em indivíduos sintomáticos foi de 11,7%, e em indivíduos assintomáticos, de 8,3%.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Médica de Chongqing, uma filial do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China e de outros institutos.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Febre brasileira mata paulista e deixa Saúde em alerta

Hospital das Clínicas, em São Paulo (Marcos Santos/USP Imagens)


O Ministério da Saúde comunicou a detecção de um caso de febre hemorrágica brasileira em São Paulo. O paciente, morador de Sorocaba, no interior do estado, morreu 12 dias depois da internação. De acordo com a pasta, ele contraiu um novo vírus do gênero Mammarenavírus, da família Arenaviridae, de espécie ainda indefinida e semelhante à Sabiá. O arenavírus não era identificado no país há mais de 20 anos.

Segundo a assessoria da pasta, o homem não apresentava histórico de viagem internacional e a origem da contaminação ainda não foi confirmada. Ele deu entrada, no dia 30 de dezembro, em um hospital no município de Eldorado, localizado a cerca de 250 quilômetros da capital. No período, foi submetido a exames que descartaram outras doenças transmissíveis, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika.

O paciente passou ainda por outras unidades de saúde, em Pariquera-Açu e São Paulo. O último atendimento ocorreu no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM-USP).

O reconhecimento da doença foi feito pelo Laboratório de Técnicas Especiais, do Hospital Israelita Albert Einstein. “O que se sabe é que as pessoas contraem a doença possivelmente por meio da inalação de partículas formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados”, diz a nota do ministério, divulgada na noite desta segunda-feira (20).

Entre os pacientes com febre hemorrágica brasileira podem ocorrer os seguintes sintomas: febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

Com o agravamento do quadro de saúde, o sistema nervoso pode ser afetado. O comprometimento neurológico se manifesta por  sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão.

O período de incubação da doença é longo, tendo, em média, duração de 7 a 21 dias.

Incidência



No ano passado, a Bolívia enfrentou um surto de arenavírus, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Em matéria veiculada em dezembro, o assessor regional para Doenças Virais da OPAS, Jairo Méndez, menciona que, a princípio, se pensava que eram casos de dengue, mas que o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos (CDC), que mantém parceria com a entidade, confirmou se tratar de arenavírus.

Como o arenavírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa, as equipes dos hospitais que trataram do paciente estão sendo monitoradas, como também seus familiares, de acordo com o governo federal. A transmissão pode acontecer por meio do contato com saliva, sangue, urina, fezes, vômito, sêmen e outras secreções e excreções. Por isso, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção.

O Ministério da Saúde informou que dará uma resposta à população, face ao incidente. Além de publicar um boletim epidemiológico com detalhes sobre o quadro notificado, a pasta promoveu uma reunião com representantes da Secretaria da Saúde de São Paulo, o HCFM-USP e o Conselho Nacional de Saúde, que devem atuar sobre o caso.

Por  Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

Corregedoria prende PMs que dormiram no expediente

A Corregedoria da Polícia Militar prendeu sete policiais militares que foram flagrados dormindo dentro do carro. O caso aconteceu ontem (16) no estacionamento do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Uma denúncia feita há cerca de dois meses levou a corregedoria a investigar a situação. Os PMs integravam a Operação Delegada, um bico oficial autorizado pela corporação.

Segundo a denúncia, em vez de fazerem patrulhamento na região do hospital, os policiais permaneciam durante o expediente dormindo dentro do carro. Os PMs vão responder a inquérito militar por “descumprimento de missão” e podem ser expulsos da corporação.

Segundo a Band News FM, os policiais foram levados para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital.

Dois alunos de escola em Suzano permanecem internados

Por Flávia Albuquerque

Dois alunos feridos no atentado ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, no município de Suzano, no último dia 13, continuam internados na enfermaria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP), ambos com estado de saúde estável.

No último dia 13, dois ex-alunos da escola, de 17 e 25 anos, entraram no colégio armados, fizeram um ataque que resultou na morte de oito pessoas, sendo cinco estudantes, duas funcionárias e um empresário. Além dessas, os atiradores também morreram na ação.

A escola foi reaberta aos alunos, mas as aulas não foram retomadas. Na manhã de ontem foi celebrado um culto ecumênico no pátio do colégio em homenagem às vítimas do atentado.