Projeto forma jovens em curso de cozinha

(Divulgação)


Jovens, com idade entre 17 e 22 anos, em situação de vulnerabilidade, de Guarulhos, na Grande São Paulo, vão receber o certificado de conclusão do curso gratuito de cozinha quente e fria (Garde Manger & Hot Kitchen). As aulas são realizadas na Escola Natasha Franco Vieira, como parte do projeto “Expandido Horizontes”. A iniciativa é da Lufthansa Group.

Do total de formados, os 10 alunos destaque serão contratados pela LSG Sky Chefs, líder mundial em vendas para indústria de viagens, de produtos e serviços end to end a bordo. No Brasil, a LSG Sky Chefs possui 7 unidades de produção e a de Guarulhos é a maior, com aproximadamente 1200 funcionários, produzindo 35.000 refeições por dia. Além disso, o melhor aluno do projeto ainda poderá visitar a sede da empresa na Alemanha, em Frankfurt.

O curso oferecido pelo grupo é financiado pela Help Alliance, braço de ajuda humanitária e responsabilidade social do Lufthansa Group, e permite que cada jovem conte com um mentor, funcionário da empresa que faz parte de um programa de voluntariado corporativo, que é o responsável por oferecer todo o suporte e apoio necessários. Foram 400 horas, durante 6 meses de formação profissional, com aulas práticas.

Serviço

  • Data: 3 de dezembro – terça-feira
  • Hora: 13h30
  • Local: Escola Natasha Franco Vieira – Av.Brigadeiro Faria Lima, 2102 – Jardim Cocaia, Guarulhos – SP

Ônibus tomba, mata adolescente e fere 12

(Prefeitura de São Sebastião/Reprodução)


Uma adolescente morreu e 12 pessoas ficaram feridas após o tombamento de um ônibus na Rodovia Rio-Santos, em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, a morte da passageira foi confirmada por uma médica do SAMU.

Dos 12 feridos, dois estão em estado gravíssimo, sendo que uma das vítimas foi encaminhada para o Pronto Socorro Regional de Maresias e a segunda para São José dos Campos, por meio do helicóptero Águia da PM. O ônibus havia saído de Itanhaém, no litoral sul, com destino a Ilha Bela, onde participariam de uma partida de Rugby.

Ao todo, o veículo transportava 42 passageiros, a maioria adolescentes, com idade entre 13 e 18 anos. Ainda segundo os Bombeiros, 29 não se feriram.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas.

*Atualizado às 12h14

Vacinação contra Sarampo para jovens de 20 a 29 anos termina hoje

Por Marcelo Brandão

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)


Termina hoje (30) a segunda fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. O Ministério da Saúde (MS) marcou para hoje o Dia “D” da campanha, iniciada em 18 de novembro. Nessa fase, o ministério quer vacinar 9,4 milhões de adultos entre 20 e 29 anos. Para viabilizar a ação, o MS garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo (tríplice viral) dos últimos 10 anos.

O surto de sarampo ainda se encontra ativo no país. Atualmente, há confirmação de 11.896 casos e 15 óbitos pela doença até o começo de novembro (semana 45 do ano). A maioria dos casos, 11.095 (93,2%) estão concentrados no estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana.

Os dados mais recentes da pasta da Saúde mostram que jovens nessa faixa etária são maioria entre os casos registrados – respondem por 30,6% do número total de casos de sarampo este ano no Brasil. E, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pelo ministério, são também o maior transmisso em potencial da doença.

A maior preocupação do governo federal não é a gravidade da doença nesse público, e sim o fator de transmissão para os grupos mais suscetíveis às complicações da doença, como as crianças, por exemplo. Há, entretanto, uma ressalva para o público-alvo da campanha. Gestantes na faixa etária não devem se vacinar contra sarampo, já que o método de imunização se dá por uma versão atenuada do vírus.

Foram distribuídos para os estados 4 milhões de doses da vacina tríplice viral. Segundo o ministério, é quantidade suficiente para complementar o quantitativo necessário para vacinação do público-alvo, que já tinha disponível 2,3 milhões de doses remanescentes da primeira etapa da campanha.

Sarampo: Campanha vai vacinar jovens a partir de segunda

(Arquivo)


São Paulo vai intensificar a vacinação contra o sarampo a partir de segunda-feira (18) até 30 de novembro, quando a Secretaria Municipal da Saúde realiza a segunda fase da campanha contra a doença. Nesta etapa, o público-alvo é formado por pessoas de 20 a 29 anos. Quem tem essa idade precisa ter duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Para se imunizar, basta se dirigir a uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município para atualização da caderneta. Essa é a forma mais eficaz de evitar a disseminação do sarampo.

Caso o munícipe não tenha a comprovação vacinal, deverá receber a primeira dose da vacina durante a campanha e a segunda será agendada com o intervalo de 30 dias da primeira. Se o adulto jovem tiver recebido apenas a primeira dose da tríplice viral ao longo da vida, receberá a segunda dose durante a campanha. Leve a caderneta de vacinação para que o profissional de saúde avalie a situação vacinal.

Em 2018, a cobertura da vacina contra a doença foi de 97,06% (primeira dose) e 44% (segunda dose) na capital paulista. Neste ano, com a intensificação das campanhas, a cobertura da vacina tríplice viral na cidade de São Paulo superou o número inicialmente estimado para a primeira dose (aos 12 meses de idade) chegando a 102,3%. Para a segunda dose (aos 15 meses de idade), a cobertura vacinal atingiu 86%.

Até 11 de novembro foram confirmados 6.510 casos de sarampo no município de São Paulo. Cinco mortes foram causadas pela doença na capital paulista neste ano.

*Com informações da Prefeitura de SP

Cresce quantidade de jovens sem estudo e sem trabalho

Por Akemi Nitahara

(Leon Rodrigues/Prefeitura de SP/Reprodução)


Em 2018, 23% dos jovens de 15 a 29 anos – 10,9 milhões – não estudavam, nem trabalhavam, os chamados nem-nem. Foi o maior índice da série histórica. Os dados foram divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2019, que analisa as condições de vida da população brasileira.

Entre os jovens de 18 e 24 anos, a incidência chega a 27,9% e nos jovens adultos, de 25 a 29 anos, a taxa de nem-nem é de 25,9%. Segundo o IBGE, o fenômeno é fortemente influenciado pela interrupção dos estudos. Os dados mostram que dos jovens de18 a 24 anos nessa condição, 46,6% não tinham concluído o ensino fundamental e 27,7% terminaram apenas essa etapa. Na faixa entre 25 e 29 anos, a proporção é de 44,1% e 31,2%, respectivamente. Dos jovens que concluíram o ensino médio, há mais nem-nem entre quem fez ensino regular do que entre os que concluíram o ensino técnico.

O gerente da pesquisa, André Simões, explica que o fenômeno dos jovens que não estudam e não estão ocupados é estrutural. “É um segmento estrutural, porque tem fatores que dependem de políticas específicas para que haja redução. Por exemplo, há um percentual elevado de mulheres, mulheres com filhos e também mulheres que realizam afazeres e cuidados domésticos que impedem que elas possam ir para o mercado de trabalho”.

Se entre os homens de 25 a 29 anos nessa condição 51,5% estavam desocupados, ou seja, buscavam trabalho, entre as mulheres na mesma idade a maior proporção está fora da força de trabalho, com 67,7% delas sem procurar trabalho. Segundo o IBGE, entre as justificativas apresentadas para não procurar ocupação remunerada estão os afazeres domésticos e o cuidado de filhos ou parentes.

Os dados do IBGE revelam que 2,4 milhões de jovens estão na situação de não estudar, não estar ocupado e não procurar trabalho. Entre esses, 57,4% estavam em desalento, provocado principalmente por falta de trabalho na localidade (39,6%), não conseguir emprego considerado adequado (10,7%) ou não ter experiência ou qualificação profissional (6,1%).

O recorte por rendimento demonstra a desigualdade social também nesse quesito. Entre os jovens que integram os 20% da população com menores rendimentos domiciliares per capita, 42,3% estavam na situação nem-nem em 2018; de 20% a 40% eram 29,2%; entre 40% e 60% somavam 18,3%; com rendimento de 60% a 80%, 10,1% dos jovens estavam nessa situação; e entre os 20% com os maiores rendimento a proporção é de 7%.

A taxa de desocupação geral no país em 2018 estava em 12%, mas no grupo de 14 a 29 anos chegou a 22,6% em 2017 e fechou 2018 em 22,3%.

Metade das mortes de jovens poderia ser evitada, diz relatório

Por Yara Aquino

(Arquivo/Nivaldo Lima/Futura Press/SP AGORA)

A metade das mortes de jovens entre 10 e 24 anos em países do continente americano ocorre por causas evitáveis. As três principais são os homicídios, os acidentes de trânsito e os suicídios. O dado é de relatório recente da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) que analisa informações sobre a saúde dos jovens das Américas entre 2010 e 2018

O relatório registra que a taxa de mortalidade de jovens na região é maior entre os homens. Os homicídios matam a cada ano mais de 45 mil jovens entre 15 e 24 anos nas Américas. A maioria dos casos envolve armas de fogo.

Outro dado mostra que a taxa de suicídios vem aumentando em toda a região e as mortes também atingem, principalmente, os jovens do sexo masculino.  São cerca de 12 mil mortes por suicídio a cada ano na faixa etária entre 15 e 24 anos.

Em relação ao trânsito, os condutores jovens têm até dez vezes mais probabilidade de se envolver em acidentes que os adultos. Aproximadamente 30 mil jovens de 15 a 24 anos morrem a cada ano no trânsito nas Américas.

O número de casos de gravidez entre jovens também foi analisado pela Opas. A conclusão é que a América Latina e o Caribe tiveram a segunda taxa mais alta de gravidez entre jovens de 15 a 19 anos no período entre 2010 e 2015.

O informe sugere que, além de ações para melhorar a saúde dos jovens da região, é preciso que o atendimento envolva outras áreas, as famílias, as escolas e a comunidade para atuarem no sentido de melhorar as condições de vida dessa faixa etária. Sugere também a adoção de ações dirigidas a grupos vulneráveis como os indígenas e afrodescendentes.

O relatório da Opas analisou dados de 48 países e territórios das Américas.