Santos fiscaliza praias durante o fim de semana

Guarda Municipal orienta banhistas sobre proibição de ficar sentado na areia (Pref. de Santos)

A Prefeitura de Santos, no litoral Sul do Estado, reforçou o policiamento nas praias durante o fim de semana para evitar aglomeração. Ao menos 30 Guardas Civis Municipais percorreram a região para orientar turistas, além do empenho de viaturas, quadriciclos e até um drone.

Na fase vermelha do Plano São Paulo, Santos proibiu a venda de comércio ambulante. A medida também impede o uso de cadeiras e guarda-sóis e veda a prática de atividades esportivas coletivas. As restrições valem até o dia 19 de março.

Segundo a Prefeitura, as caminhadas, corridas e outras atividades e esportes individuais, incluindo banho de mar, estão permitidas.

Sábado

O primeiro dia de restrições foi tranquilo nas praias de Santos, segundo a prefeitura. Por volta das 10h deste sábado (6), a fiscalização da GCM abordou três mulheres e uma criança que estavam sentadas sobre uma toalha de praia na areia, perto do canal 3. Depois de rápidos esclarecimentos, as banhistas se levantaram e passaram a caminhar.

Perto desse grupo, um casal, com filho pequeno, também foi advertido por guardas municipais de que não poderia ficar sentado na areia. 

“A avaliação é positiva não só na Orla, mas também no restante da Cidade. Os setores do comércio e serviços, e os frequentadores da praia, estão respeitando as restrições”, diz Sérgio Del Bel Júnior, secretário municipal de segurança por meio de nota à imprensa.

Santos também reforçou a fiscalização em barreiras sanitárias.

Litoral registra cinco mortes por afogamento

Guarujá, domingo, 6 de Setembro (Redes Sociais/Reprodução)

O litoral sul de São Paulo registrou no fim de semana cinco mortes por afogamento. Os casos, segundo o G1, ocorreram em Mongaguá e Guarujá.

Por causa do fim de semana prolongado, com sol forte e calor, milhares de pessoas da Capital Paulista desceram para a Baixada Santista. Até o sábado de manhã, mais de cem mil veículos haviam descido a serra, apontam dados da concessionária que administra o Sistema Anchieta/Imigrantes.

O Estado chegou a mobilizar 20 mil policiais militares para dar suporte às prefeituras durante o feriado prolongado. Além dos afogamentos confirmados, outras vítimas eram consideradas desaparecidas.

Manhã de hoje (7), em Praia Grande (Reprodução)

Baixada Santista registra quase 3.500 casos de coronavírus

Santos é a cidade com mais casos registrados (Divulgação)

O número de casos confirmados de coronavírus se aproxima de 3.500 na Baixada Santista e chegou a 3.399. O número de mortes está em 220.

Santos é a cidade com mais casos registrados. Ao todo, o município possui atualmente 1443 casos confirmados e 80 mortes. Na sequência, Praia Grande já confirmou 819 pacientes com a doença e 43 mortes atualmente. Guarujá tem 432 pessoas infectadas pela Covid-19 e 31 mortes.

Quarta cidade mais afetada, São Vicente tem 318 casos confirmados e 32 mortes. Cubatão tem 212 doentes e 15 mortes.

Peruíbe tem 59 cidadãos com o vírus e oito óbitos. Itanhaém confirmou 47 pacientes doentes e cinco óbitos.

Bertioga possui 41 moradores doentes e três mortes. Por fim, Mongaguá tem 28 infectados e três mortes.

Todas as informações foram divulgadas pelas secretarias de saúde de seus respectivos municípios.

Justiça proíbe tripulantes de saírem de navio em Santos

A Justiça Federal concedeu liminar proibindo o desembarque de 35 tripulantes com sintomas de covid-19 do transatlântico Costa Fascinosa, que atracou no último sábado (28) no Porto de Santos. Pelo menos sete pessoas já desembarcaram do navio sem seguir normas de segurança e, dessas, duas testaram positivo para o novo coronavírus.

De acordo com a liminar do juiz Alexandre Berzosa Saliba, solicitada pela Procuradoria do Município, só será permitido o desembarque de tripulantes que necessitem de assistência médica. Nesse caso, a Autoridade Portuária deverá comunicar previamente o fato à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e secretarias estadual e municipal de Saúde, para adoção das providências previstas no Plano de Contingência do Estado de São Paulo para enfrentamento da covid-19. Os procedimentos de traslado de pacientes na área portuária são de responsabilidade da Anvisa.

De acordo com a prefeitura de Santos, caso algum tripulante necessite de assistência médica, deverá ser encaminhado para hospitais de referência da capital paulista ou outro local habilitado, para evitar o colapso no sistema de saúde de Santos e de outras cidades da Baixada Santista. Poderão desembarcar do navio também aqueles tripulantes que comprovarem com documentos que o desembarque será feito para conexão de retorno ao país de origem.

Segundo a liminar, a autoridade portuária deverá adotar providências para exigir da empresa responsável pelo navio a infraestrutura adequada e mecanismos de saúde e segurança dentro do navio para atender os tripulantes. “As determinações da liminar valem para outros navios que estão fundeados na Barra de Santos aguardando atracação no Porto”, reforçou a procuradora-geral do município, Renata Arraes.

Internados

De acordo com a prefeitura de Santos, no sábado, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi avisada oficialmente pela Anvisa a respeito da suspeita de infecção por covid-19 em tripulantes do navio da Costa Cruzeiros. Depois da notificação dos sete casos suspeitos, dois homens, um de 42 anos e outro de 28 anos, foram internados na UTI de um hospital filantrópico da cidade e os exames foram realizados por um laboratório reconhecido pelo governo estadual. Outros cinco tripulantes seguem internados em Santos, mas ainda sem comprovação laboratorial de infecção pelo novo coronavírus.

A Agência Brasil não conseguiu contato com a Costa Cruzeiros.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Acesso a Ilhabela e Cananéia está restrito

Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S/A aderiu aos decretos editados pelas prefeituras litorâneas de Ilhabela, no litoral norte, e de Cananéia, no litoral sul. Em Ilhabela, por exemplo, está limitado o acesso às balsas para os veículos de emergência, como ambulâncias, viaturas e transportes de pacientes; veículos oficiais; veículos destinados aos serviços essenciais; e veículos com placas de Ilhabela e São Sebastião, desde que sejam moradores ou trabalhadores.

Na travessia Cananéia/Continente e Ilha Comprida, o acesso às balsas está restrito aos veículos de emergência, como ambulâncias, viaturas e transportes de pacientes; veículos destinados aos serviços essenciais; e pedestres. Já em Cananéia/Ariri, o serviço foi reduzido para duas vezes por semana e limitada à capacidade de pessoas sentadas.

*Com informações do Governo do Estado de São Paulo

Litoral: Bombeiro morto durante buscas é homenageado

Policiais do Corpo de Bombeiros que morreram durante as buscas (Reprodução)

A Defesa Civil do Estado de São Paulo confirmou na manhã de hoje (10) que 44 pessoas foram encontradas mortas no litoral Sul desde a madrugada da última terça-feira (3). Ainda segundo o órgão, ainda há 34 desaparecidos.

Na noite de ontem (9), o Corpo de Bombeiros localizou o corpo do cabo Marciel de Souza Batalha, que morreu tentando salvar vítimas do desmoronamento. Batalha era natural de Juiz de Fora, Minas Gerais, e deixa esposa e uma filha. Estava na corporação havia 20 anos.

O corpo do cabo foi levado em carro aberto dos Bombeiros na manhã de hoje, em Guarujá.

Chuva: Militares começam a ajudar cidades no litoral

(Governo do Estado de SP/Reprodução)

As Forças Armadas enviaram, nesse fim de semana, 40 militares, sendo 30 do Exército e 10 da Aeronáutica, para reforçar o trabalho de triagem de donativos e assistência, em conjunto com as defesas civis municipais e a Defesa Civil Estadual, aos atingidos pelas chuvas extremas de terça-feira (3) no litoral de São Paulo. Até a manhã de hoje (9), 42 mortes haviam sido confirmadas na Baixada Santista. Ainda há 36 desaparecidos.

Na semana passada, o presidente da República, Jair Bolsonaro, informou que enviaria a Secretaria de Defesa Civil para o litoral. Segundo o Governo do Estado, os militares estão ajudando na separação, organização em kits e a distribuição da ajuda humanitária, além da organização do voluntariado, reforço na segurança e intermediação de conflitos. O trabalho começou no sábado no Guarujá e segue pela região por tempo indeterminado.

Atualmente, mais de 1 mil profissionais das forças de segurança de São Paulo estão atuando nas três cidades do litoral mais afetadas pelas chuvas extremas desta semana. As equipes estaduais atuam no litoral na busca por desaparecidos, atendimento a desabrigados e isolamento de áreas de risco.



Foram oferecidas pelo Governo do Estado 30,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária aos municípios afetados do litoral, sendo: 15,6 toneladas (colchões, cobertores, cestas básicas, roupas, água sanitária, kits de limpeza, kits de higiene e água potável) para o depósito do Fundo Social de Santos de onde serão distribuídos, mediante solicitação, às defesas civis municipais; 11 toneladas (colchões, kits higiene, vestuário e limpeza, cestas básicas, água potável e fita de isolamento) a Guarujá; 2,9 toneladas (colchões, cestas básicas, kits de higiene, limpeza e vestuário) a Peruíbe; 1 tonelada (colchões) a Santos.

Além disso, foram comprados equipamentos de proteção individual (luvas de raspa e capacetes) e baldes, os quais foram destinados ao mutirão de voluntários que estão atuando em apoio às equipes de salvamento nos cenários de ocorrência de Guarujá.

Atuação da Defesa Civil

De acordo com dados divulgados neste domingo (8) pela Defesa Civil Estadual, em razão das chuvas extremas que incidiram sobre a região do litoral na madrugada de terça-feira (3), 42 pessoas morreram e 36 estão desaparecidas, nos seguintes municípios: Guarujá (31 mortes e 36 não localizados), Santos (8 mortes) e São Vicente (3 mortes). O número atual de desabrigados é de 329 em Guarujá e 185 em Santos.

Equipes do Instituto Geológico e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas reforçam as equipes técnicas municipais nas avaliações das áreas afetadas e no monitoramento do risco nos locais de buscas.

O Diretor do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil, Tenente-Coronel PM Henguel Ricardo Pereira, e equipe, permanecem na região do litoral sul, em reuniões com o Gabinete de Crise, avaliando as necessidades e a atuação das equipes de salvamento.

Nas últimas 24 horas, a contar das 6h de sábado (7), foram registrados mais 16mm em Santos (42mm em 72h), 3mm no Guarujá (6mm em 72h) e 0mm em São Vicente (7mm em 72h).

No domingo (8) e na segunda-feira (9), faz calor e voltam as condições de pancadas de curta duração no final da tarde. Essas chuvas possuem baixo acumulado, por serem isoladas e rápidas, porém podem apresentar intensidade moderada-forte e descargas elétricas. Acumulados previstos para o Guarujá: 08-03 (3mm) 09-03 (5mm).

*Com informações do Governo do Estado de SP

Decretado Estado de Calamidade Pública no Guarujá

A Defesa Civil Nacional determinou Estado de Calamidade Pública no Guarujá, na Baixada Santista, devido às fortes chuvas que causaram mortes e destruição em várias localidades do município paulista. A portaria, com a medida, está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (5).

Hoje (5), a cidade do Guarujá já contabiliza 22 mortes. Segundo a prefeitura, ao todo, sete morros foram atingidos, sendo dois com maior gravidade: o da Barreira do João Guarda e o da Bela Vista (Macaco Molhado).

Mais de 100 desabrigados estão acolhidos na Escola Municipal Dirce Valério, na Avenida Dom Pedro I, 340, no Jardim Tejereba. No local, eles recebem atendimento médico e psicológico, além dos cuidados básicos de alimentação, higiene e acomodações para descanso.



De acordo com a prefeitura, as chuvas no Guarujá atingiram o acumulado de 405 milímetros (mm) nas últimas 72 horas, sendo 282 mm só nas primeiras 12 horas, número superior ao previsto para todo o mês de março. Para a Defesa Civil estadual, esse volume de chuva é extremamente alto, considerando-se as medidas históricas no estado.

A previsão meteorológica para esta quinta-feira é de céu nublado com possibilidade de chuva fraca e isolada ao longo do dia. O volume previsto não é significativo, no entanto, devido ao solo estar bastante encharcado, o alerta para risco de deslizamentos permanece vigente.

O órgão estaduall informou também que disponibilizou 19,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária aos municípios afetados, sendo 15,6 toneladas (colchões, cobertores, cestas básicas, roupas, água sanitária, kits de limpeza, kits de higiene e água potável) para o depósito do Fundo Social de Santos.

De Santos, os materiais serão distribuídos mediante solicitação das defesas civis municipais. Também foram disponibilizados 1 tonelada (colchões) para o Guarujá e 2,9 toneladas (colchões, cestas básicas, kits de higiene, limpeza e vestuário) a Peruíbe.

*Com informações da Agência Brasil

Santos removeu mais de 250 pessoas de áreas de risco

(Governo do Estado de SP/Reprodução)

Desde a madrugada da última segunda (2), mais de 250 pessoas foram convencidas pela Defesa Civil de Santos, no litoral de São Paulo, a deixarem os locais instáveis. Destas, 169 estão em abrigos municipais. O restante decidiu ir para casa de parentes.

Na manhã desta quarta foi realizado um sobrevoo nas regiões afetadas, o que contribuiu para ampliar o monitoramento da situação. Estiveram presentes técnicos e geólogos da Defesa Civil, entre outras autoridades.

As informações apuradas vão se somar às ações emergenciais que já estão em andamento, como remoção de resíduos de deslizamentos, como entulho, terra e vegetação. Também puderam ser avaliados pontos que precisam de intervenções e obras.



O coronel Alexandre Lucas, secretário nacional de Defesa Civil, esteve em Santos durante a tarde e recebeu do prefeito Paulo Alexandre Barbosa uma solicitação formal de recursos para obras de reconstrução de áreas afetadas em morros da Cidade. 

“Os desastres foram decorrentes de um fenômeno natural muito sério e logicamente nós temos que estar juntos com a Prefeitura e Governo do Estado para ajudarmos a recuperar as áreas assoladas pelo desastre”, disse o representante do governo  Federal.

*Com informações da Prefeitura de Santos

Queda de barreira e alagamento interditam rodovias no litoral

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega tem movimento tranquilo nesta manhã (DER/Reprodução)

Quedas de barreira e alagamentos interditaram trechos de duas rodovias no Litoral Sul de São Paulo. A situação mais grave era na Rodovia Cônego Domênico Rongoni, no trecho sentido Guarujá/litoral norte. Após horas de bloqueio, por volta de 6h45, o acostamento do quilômetro 254, atingido pelo deslizamento de terra, foi liberado e o trânsito começou a fluir lentamente.

No quilômetro 263,5 houve um alagamento que impede a passagem de veículos nos dois sentidos da rodovia.



Anchieta

Na Rodovia Anchieta, na região de serra, há uma queda de barreira entre os quilômetros 46 e 45. O trecho do planalto também está bloqueado devido a uma densa neblina que cobre a região.

Tamoios

Na Rodovia dos Tamoios, entre São José dos Campos e Caraguatatuba, no litoral norte, também há risco de interdição do trecho de serra. Segundo a concessionária, a grande quantidade de chuva preocupa.

“Nas últimas 72H,foi registrado acúmulo de 70 mm de chuvas. Interdição com 100 mm”, informou a concessionária Tamoios.

*atualizado às 7h07