Após polêmica com Crivella, Justiça proíbe apreensão de livro

“Vingadores: A Cruzada das Crianças” foi alvo de críticas do prefeito do Rio e todos os exemplares foram vendidos na manhã de sexta-feira (Reprodução)

O desembargador da 5a. Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, Heleno Pereira Nunes, concedeu liminar agora à noite à Bienal do Livro, impedindo que a prefeitura do Rio realize o recolhimento de livros de qualquer conteúdo em exposição e venda na feira literária. Na decisão, o magistrado escreveu: “Desta forma, concede-se a medida liminar para compelir as autoridades impetradas [prefeitura do Rio] a se absterem de buscar e apreender obras em função do seu conteúdo, notadamente aquelas que tratam do homotransexualismo”.

O desembargador escreveu  na decisão que a medida se estende também ao funcionamento pleno da Bienal do Livro. “Concede-se a liminar, igualmente, para compelir as autoridades impetradas a se absterem de cassar a licença para a Bienal, em decorrência dos fatos veiculados nesta decisão”.

Entenda o caso

O mandado de segurança impetrado pela Bienal na Justiça é contra decisão anunciada ontem (5) pelo prefeito Marcelo Crivella, que determinou que os organizadores do evento recolhessem o livro Os Vingadores, a Cruzada das Crianças. Segundo Crivella, a publicação traz conteúdo imprório para menores. “Livros assim precisam estar embalados em plástico preto e lacrado, informando o conteúdo. Desta forma, a prefeitura do Rio está protegendo os menores de nossa cidade”, diz a nota do prefeito.

Escrito há dois anos por Allan Heinberg e Jim Chang, o livro traz uma ilustração de dois homens se beijando.

Hoje, a prefeitura do Rio distribuiu nota para informar que a notificação visa a adequar obras expostas na feira aos artigos 74 a 80 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Artigo 78 do ECA diz que “as revistas e publicações contendo material impróprio ou inadequado a crianças e adolescentes deverão ser comercializadas em embalagem lacrada, com a advertência de seu conteúdo”.

“No caso em questão, a prefeitura entendeu inadequado, de acordo com o ECA, que uma obra de super-heróis apresente e ilustre o tema do homossexualismo [homossexualidade] a adolescentes e crianças, inclusive menores de dez anos, sem que se avise antes qual seja o seu conteúdo”, diz a nota.

A prefeitura alega também que houve reclamação de frequentadores da feira: “A obra estava lacrada. Não havia, porém, uma advertência neste sentido, para que as pessoas fizessem sua livre opção de consumir obra artística de super-heróis retratados de forma diversa da esperada. Houve reclamação de frequentadores da feira, que têm direito à livre opinião e opção quanto ao conteúdo de leitura de filhos e adolescentes, pessoas em formação”.

Todos os exemplares de livros com temática LGBTQI foram comprados pelo youtuber Felipe Neto e serão distribuídos de graça (Youtube/Reprodução)

Sociedade medieval está em alta nos livros e na TV

Percebe-se que um tema bastante retratado atualmente é a sociedade medieval. Essa sociedade está constantemente aparecendo em nossa cultura… Seja em filmes, novelas, livros ou séries. Já faz um tempo que está sendo revisitada por diversas áreas visuais. Uma das séries mais famosas da atualidade, Game of Thrones, trata deste tema. Além dela, outras séries como Vikings, The Tudors, Reign, Roma e Outlander também levam os fãs de sociedade medieval à loucura.

Podemos ver que os filmes também buscam retratar esse tema, filmes feitos para adultos, adolescentes e até mesmo para crianças, pegando todas as idades possíveis. A Disney, inclusive, apostou alto recentemente em uma superprodução, que gerou três filmes, na franquia Como Treinar o Seu Dragão. Há também outros filmes recentes não tão divulgados, como O Menino que Queria Ser Rei.

O tema é tão comentado e com os anos vem ganhando tanto destaque, que inclusive as telenovelas brasileiras arriscaram também, lançando títulos como Cordel Encantado, Belaventura, ou, mais recentemente, Deus Salve o Rei.

Alguns livros já foram adaptados para as telinhas, como é o caso de Game of Thrones. Além desta saga, outras já seguiram por este caminho, como Eragon, O Hobbit e Senhor dos Anéis. Uma trilogia que ainda não foi adaptada – mas não podemos perder esta oportunidade de vista – é Johnny Bleas.

Johnny Bleas é uma trilogia nacional, que assim como todos os filmes, séries, novelas e livros aqui citados também demonstra a sociedade medieval. No livro, o adolescente de 17 anos leva uma vida pacata em uma cidade do interior, até que por causa de um assassinato de uma pessoa próxima, ele é levado a um novo mundo, Asterium, onde descobre que é filho da rainha e tem um irmão gêmeo que será seu antagonista. No mundo de Asterium eles vivem em uma sociedade medieval, em que há castelos, guerreiros, magos, duendes e criaturas mágicas. O livro de aventura demonstra o percurso que Johnny tomará para salvar seu reino e se adaptar neste novo mundo.

O livro é um grande chamativo, pois representa o tema com destreza, deixando o leitor com a sensação de estar de fato vivendo na era medieval.

Conteúdo sobre o tema não falta, e você provavelmente já assistiu algum filme, novela ou série que retratava uma sociedade com rei, rainha, príncipes, espadas, cavalos e guerras. É um tema extenso, cheio de conteúdos para buscar e até bibliografia literária para usar como base. A sociedade medieval é uma mina de ouro que foi explorada, mas ainda não foi exaurida, tendo muito chão para percorrer e aventuras para realizar.

Seja bem-vindo à era medieval!

Fonte: Paula Fornaziero da Silva/AM3 Conteúdo

BRita BRazil lança novo livro: “Quem é Rian Brito?”

Ex-nora de Chico Anysio lança livro sobre seu filho, gênio do baixo, Rian Brito

Foto: Antônio Guerreiro

BRita BRazil tem uma história invejável como artista em seus 52 anos de carreira nas atividades de top model, bailarina, cantora, compositora, poeta, atriz e atualmente escritora. Ela escreveu oito livros que estão sendo publicados de dois em dois meses. BRita ficou conhecida nacionalmente pela personagem Flora Própolis na “Escolinha do Professor Raimundo” ao lado do ex-sogro, o humorista Chico Anysio. Hoje ela está afastada da TV, por opção, devido a um drama na vida real. BRita vive a dor da perda do filho, o baixista Rian Brito, fruto de seu casamento com o ator Nizo Neto (o seu Ptolomeu na antiga versão da “Escolinha”), que morreu precocemente aos 25 anos em 2016.

Segundo BRita, seu filhofoi mais uma das inúmeras vítimas da bebida Ayahuasca, popularmente conhecida como Santo Daime. “Ele, como grande parte dos jovens brasileiros, recebeu um convite que tem sido banalizado em todas as universidades do Brasil, e “vendido” como uma experiência saudável, mas que na verdade é uma cilada. Cauteloso, Rian pesquisou por um ano antes de aceitar o convite. Porém, como essa indústria omite a realidade, não divulgando os possíveis graves danos colaterais, ele acabou aceitando. A seita onde Rian aceitou essa dita ‘saudável’ experiência se chama ‘Porta do Sol, Centro de Estudos Xamânicos’ cuja dirigente ainda é a atriz Leona Cavalli”, disse ela.

Na quarta dose, tomada em dezembro de 2014, o músico teve um surto psicótico na “Porta do Sol”, onde perdeu sua identidade e passou a esquecer quem era. Foi a desgraça de sua família. Em fevereiro de 2016, o Brasil inteiro através da divulgação de toda imprensa, se mobilizou por dez dias, à procura de seu filho, mas, seu corpo foi encontrado sem vida, na praia de Quissamã.  “A TV Globo deveria presentear os funcionários do departamento de elenco com o livro RELATOS. Porque aí, então, certamente não escalaria essa atriz para nenhuma novela, como tem feito, pois sua imagem divulga essa droga criminosa. Nesse livro há dois relatos sobre essa droga comercializada por ela. O Ayahuasca não mata imediatamente, mas sim como consequência dos danos causados à mente desses jovens”, esclarece BRita BRazil.

Durante dois anos, a autora pesquisou sobre as vítimas e escreveu tudo que se possa saber sobre os efeitos colaterais do Ayahuasca em seu primeiro livro RELATOS, para alertar aos jovens que não caiam nessa armadilha. Recentemente, BRita foi convidada pelo programa Superpop, onde o livro RELATOS foi sugerido como leitura pelas mãos de Luciana Gimenez, que apoia imensamente a Campanha de Alerta aos Perigos do Ayahuasca criada por BRita. Ele foi lançado em janeiro de 2019. Ela recebeu cerca de 150 relatos e publicou 43 deles, por critério de serem os mais detalhados, e poder esclarecer esse drama oculto no Brasil. Segundo a escritora, essa indústria omite que o Ayahuasca é uma droga natural, ex-indígena, mas que agora é comercializada em larga escala por nossa sociedade e vendida em “igrejas”. Ela contém como substância alucinógena, o DMT, ilegal na Holanda por estar na lista do ópio, mas, por interesses comerciais, ela foi licenciada no Brasil em 2010, mesmo estando na lista dos psicotrópicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Omissão é crime.

O livro “Quem é Rian Brito?”

Enquanto o Brasil procurava seu filho, BRita pensou nessa infeliz fama que ele estava vivenciando, ao invés do merecido reconhecimento nacional por ser um gênio do baixo, mas que agora era “apenas” o neto do Chico Anysio, como se ele nada fizesse além desse vínculo familiar. “Rian estudava, diariamente, ininterruptamente por umas 12 horas diárias, desde os 12 anos, transformando-se em um autodidata e exímio baixista dito pelos músicos. Ele era uma pessoa feliz e realizada, e foi traído por um convite que o destruiu em poucos meses”, lembra ela.

BRita escreveu a biografia “Quem é Rian Brito?”, ilustrado com 126 fotos, contando toda sua trajetória de vida até ser, por três anos, o cover do baixista FLEA na Banda Call It Fornication, cover oficial da RED HOT CHILI PEPPERS no Brasil. Ele viveu em tournée por três anos, fazendo em média dois shows por semana. “Esse livro é uma homenagem aos fãs e músicos que o cercaram, e também para quem não teve a oportunidade de conhecer esse ser exemplar.”, contou BRita afirmando ainda que pediu para que seus amigos o apresentassem com um depoimento. O resultado foi o “gênio musical”, como os músicos o reconhecem. Foram 46 depoimentos surpreendentes e emocionantes, que demonstram como Rian marcou suas vidas. “Mas, é também um presente para ele, pois será lançado na data da comemoração de seus 29 anos, aqui na Terra, pois vou continuar contando. No lançamento haverá bolo, brigadeiros e vela para um sopro coletivo. Porém o mais importante, será o ‘jam’ de seus amigos músicos. Eu estarei tocando o seu baixo, humildemente, em algumas músicas,”, adiantou BRita.

“Quem é Rian Brito?” será lançado no dia 25 de maio de 2019 às 20 horas no Quiosque QUIQUI, Praia de São Conrado (RJ). Ele será vendido a partir desse dia no seu site de vendas www.britabooks.com.br, e no da Fontenele Publicações. “O lançamento será nesse charmoso quiosque que pertence ao Ricardo Amaral, filho do rei da noite do Rio de Janeiro nos anos 70, 80 e 90, o empresário Ricardo Amaral. Minha expectativa é de que, ao ler o livro, muita gente sinta-se feliz ao conhecer quem é Rian Brito”, finalizou BRita BRazil.

Foto da capa: Antônio Guerreiro

 Veja a participação de BRita BRazil no Superpop com Luciana Gimenez na Rede TV!

https://www.youtube.com/watch?v=UTImeEEiwzw

  SERVIÇO

Livro: Quem é Rian Brito?

Autora: BRita BRazil

Páginas: 160

Editora: Fontenele Publicações

Gênero: Biografia

Preço: R$73,00

Dia: 25 de maio, 20hs

Local do lançamento: Quiosque QUIQUI- Praia de São Conrado- Rio de Janeiro

Como na novela da Globo, livro traz histórias de refugiados

As autoras Cassiana Pizaia, Rosi Vilas Boas e Rima Awada durante o lançamento do livro “Layla, a menina síria”, em Curitiba (Francisco Manoel de Assis França/Divulgação)

‘Layla, a menina Síria’, escrito por Cassiana Pizaia, Rima Awada Zahra e Rosi Vilas Boas é um livro baseado em fatos e experiências reais de pessoas que tiveram que abandonar seus países e buscar refúgio em outra nação. A publicação, disponível na Editora do Brasil, ganha destaque no momento em que a TV Globo passa a exibir a novela ‘Órfãos da Terra, no horário das 18h.

A obra leva o leitor, por meio de Layla, para antigas ruas de pedra de Alepo, na Síria, um mundo de diferentes cores, cheiros, sabores e culturas. E segue por caminhos, fronteiras, desertos e mares em busca de paz e esperança em um novo país, o Brasil.

Para criar o enredo, as autoras pesquisaram, em detalhes, a cultura e a história da Síria, o impacto da guerra na vida cotidiana de Alepo e a fuga de refugiados para várias partes do mundo. Conversaram também com homens, mulheres e crianças que fizeram a travessia para o Brasil.

O resultado é uma história emocionante, que fala de partidas e chegadas. De sonhos, esperanças, coragem e memórias. De amizade, saudade, sofrimento e recomeço em um novo tempo e lugar. 

Com ilustrações coloridas e delicadas criadas pela ilustradora Veridiana Scarpelli, o livro é destinado ao público juvenil, mas encanta leitores de todas as idades. 

Sobre as autoras

Cassiana Pizaia é jornalista por profissão, escritora de coração e inquieta por natureza. Foi produtora, editora e repórter de TV. Pela Editora do Brasil, publicou em coautoria, a coleção Crianças na Rede. Também produz documentários e escreve sobre viagens, livros e ideias no seu blog

Rima Awada Zahra é psicóloga, especialista em Psicologia Clínica. Tem experiência de atuação com crianças, adolescentes, famílias e refugiados. É colaboradora do Núcleo de Psicologia e Migrações do CRP-PR. Atua na área de Direitos Humanos, com ênfase em saúde mental. É coautora da coleção Crianças na Rede. 

Rosi Vilas Boas é bibliotecária e especialista em Educação. Atuou em bibliotecas escolares, foi produtora de conteúdo digital em portais de educação e é coautora da coleção Crianças na Rede. Há mais de 40 anos atua na defesa dos Direitos Humanos, pela autonomia dos povos e pela paz e solidariedade entre as nações.

Sobre a ilustradora

Veridiana Scarpelli nasceu, mora e trabalha em São Paulo. Formada em Arquitetura, deu várias voltas até entender que na ilustração estava o seu lugar. Isso foi lá em 2007. Desde então, ilustra jornais, revistas e livros. Ilustrar a história da Layla e sua família a deixou com o coração apertado. Fez cada desenho com vontade de abraçar Layla, dizendo “vai ficar tudo bem”. 

Ficha técnica

  • Obra: Layla, a menina Síria
  • Autoras: Cassiana Pizaia, Rima Awada Zahra, Rosi Vilas Boas
  • Ilustradora: Veridiana Scarpelli
  • Formato: 18 x 22 cm
  • Número de páginas: 88ISBN: 978-85-10-06805-5
  • R$ 49,10

Projeto distribui livros de graça em terminais de ônibus

Distribuição gratuita de livro será feita durante a semana (Heloísa Ballarini/Prefeitura de SP)

A Prefeitura de São Paulo promove a partir deste mês o projeto ‘De Mão em Mão’. O objetivo da ação é estimular a leitura entre os usuários do transporte público.

Cem mil exemplares de de livros, de dez obras da literatura universal, serão distribuídos em quiosques de cinco terminais de ônibus da cidade: Sacomã, Santo Amaro, Parque Dom Pedro, Terminal Bandeira e Cachoeirinha.



Os interessados poderão escolher o livro de sua preferência, com o compromisso de, terminada a leitura, passá-lo para outra pessoa. A distribuição irá continuar nos terminais enquanto durarem os estoques.

As obras selecionadas são os livros: O Cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle; A Máquina do Tempo, H. G. Wells; A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson; Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe; Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne; O Ladrão de Casaca, de Maurice Leblanc; O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde; A Volta do Parafuso, de Henry James; O Estranho Caso do Doutor Jekyll e do Senhor Hyde, de Robert Louis Stevenson; e O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde.

Serviço

De Mão em Mão 

  • Segunda-feira: Terminal Bandeira – Praça da Bandeira, Centro
  • Terça-feira: Terminal Vila Nova Cachoeirinha – Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte
  • Quarta-feira: Terminal Sacomã – Sacomã, Zona Sul
  • Quinta-feira: Terminal Santo Amaro – Santo Amaro, Zona Sul
  • Sexta-feira: Terminal Parque Dom Pedro – Centro

*com informações da Prefeitura de SP

Alunos da rede pública receberão livros literários

Camila Bohem/Agência Brasil

(Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)

Estudantes da rede pública receberão livros de literatura em 2019, além do material didático, de acordo com o novo formato do Programa Nacional do Livro e do Material Didático Literário (PNLD). A escolha das obras pelas escolas credenciadas ainda não foi iniciada e deve ocorrer em outubro.

De acordo com o Ministério da Educação, a escolha será feita pelas escolas, a partir de uma lista, e levará em conta a opinião dos professores e diretores de escola. No catálogo para o ensino médio, estão livros como a biografia da paquistanesa Malala – a mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz; o clássico de ficção Admirável Mundo Novo, de Aldous Juxley; e poemas de Cecília Meireles.

Até este ano, o programa destinava as obras literárias apenas para as bibliotecas e para serem usadas em salas de aula. A previsão é que os estudantes recebam os dois livros literários.

Para a assessora de projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, é importante o aspecto individual da leitura, mas o papel didático da biblioteca não se deve ser esquecido. Ela defende que a escolha dos livros deve ser a mais democrática possível, envolvendo não só os professores, como prevê o programa, e que os alunos também sejam consultados.

“Sempre falamos da necessidade sobre o processo de gestão democrática dentro da escola. Então, a escolha dos livros didáticos também tem que passar por isso, existe todo um trabalho que é feito e pensado para que as escolas possam ter de fato gestão democrática”, disse. “Se os professores, os diretores, os coordenadores pedagógicos puderem discutir com os estudantes a escolha dos livros de literatura e também os livros didáticos, isso sempre é muito mais frutífero porque uma gestão democrática gera apropriação de cultura, então gera educação e aprendizado”, acrescentou.

Na avaliação de Cândido Grangeiro, sócio de uma pequena editora que teve livros escolhidos para o catálogo literário do programa, houve conquistas com o novo modelo. “Isso é uma conquista enorme [o livro ficar com o estudante] porque o aluno tem um acesso maior à literatura”, disse, ressaltando ser mais um incentivo para publicações no mercado editorial.

Os professores terão acesso a um guia com resenhas das obras selecionadas pelo programa e a escolha será feita após uma reunião de professores e diretoria da escola. Ainda de acordo com as regras, uma mesma editora não poderá ter dois livros escolhidos. As obras serão devolvidas às escolas depois do período de um ano para reutilização. Cada editora pode inscrever quatro obras para serem selecionadas para o catálogo.

O PNLD não permite que as editoras, com obras selecionadas para o catálogo, façam ações promocionais, distribuam brindes ou visitem as escolas. Grangeiro alerta para um disputa desigual entre as grandes e pequenas editoras. “Essas editoras [grandes] trazem toda uma tradição de chegada, um poder comercial mesmo, tem distribuidor, tem dinheiro, enfim, de chegar nas escolas e conseguir concentrar todas as adoções [de livros]. As editoras pequenas não dominam esse universo comercial, nem tem recursos financeiros para esses estudos. A disputa é extremamente desigual”, disse.

Sobre a questão, o MEC foi procurado pela reportagem, mas não se manifestou até a publicação.

 *Colaborou Nelson Lin, da Rádio Nacional

“Na casamata de si” marca 20 anos de Pedro Tostes na poesia de rua

Pedro Tostes, poeta (Divulgação)

“Na casamata de Si”, poema-título do livro surgiu após o poeta Pedro Tostes ver um poema de sua autoria pichado no banheiro de uma faculdade em São Paulo. Agora o livro marca os 20 anos de carreira do autor, que é carioca, mas vive em São Paulo, onde já trabalhou em diferentes áreas – de pasteleiro a livreiro.

Premiado no 1º edital de Publicação de Livros da Prefeitura de São Paulo, o livro de poemas “Na casamata de si” tem lançamento marcado para o próximo dia 15 às 14h na Biblioteca Pública Alceu Amoroso de Lima, em Pinheiros. A entrada é gratuita e as 100 primeiras pessoas que chegarem concorrerão ao sorteio de exemplares.

O bate-papo com Pedro Tostes segue com na Patuscada Bar & Livraria, das 17h às 22h, no mesmo dia. O livro, que é uma edição da editora Patuá traz prefácio da escritora Michelliny Vernusck e orelha de Ademir Demarchi. Este é o quarto livro de poemas de Pedro Tostes.

E a missão desta vez é ainda maior já que além dos leitores, Pedro Tostes também quer conquistar outros públicos ouvintes. O livro “Na casamata de si” sai também em formato audiolivro, tanto para download, como para streaming – e que já está disponível para apreciação.

“Minha ideia foi distribuir a poesia nos mais variados e diferentes formatos e o audiolivro ainda é uma novidade. Vai ser totalmente gratuito também”, destacou o autor.

Lançamento

Após o lançamento em São Paulo, no próximo sábado, o autor sai em turnê pelo nordeste brasileiro, realizando pelo menos uma edição do evento por estado, até chegar ao Maranhão. “A proposta é fazer o livro circular e pretendo ir com ele, realizando bate-papos pelos locais em que passar”, comenta o poeta.

Ao longo de sua carreira, Tostes já vendeu seis mil exemplares de seus outros livros de mão em mão, sem falar nos 20 mil exemplares da revista Poesia Maloqueirista.

“Este é um livro que fala sobre minha trajetória, sobre guerrilha, sobre meus 20 anos vivendo na cena da poesia marginal brasileira. Quem ler, vai encontrar muito de mim. É a marcação bélica do meu trabalho”, definiu.

Serviço

Mundos paralelos despertam a atenção do leitor em livros de fantasia

Quem leu a trilogia de “Johnny Bleas”, publicada pela Editora Pandorga, conhece o Mundo Mágico de Asterium onde se passa a história criada pelo escritor JG Brene. Os livros de fantasia, magia e aventura conseguem segurar a atenção dos leitores quando oferecem, além de uma boa história, um mundo diferente a ser explorado.

Em “O Senhor dos Anéis” também existe um mundo imaginário que o autor J. R. R. Tolkien trata como “Terra Média”, inspirada no Planeta Terra e apresentada aos leitores como uma Europa mitológica onde, além dos humanos, também é habitada por seres diferentes.

Na trilogia (série) de “Harry Potter”, da escritora J.K. Rowling está o chamado “Mundo Mágico” que existe paralelamente ao mundo que conhecemos. Nesse mundo fantasioso fica a escola de magia Hogwarts, onde Harry Potter estuda e conhece seus amigos e um mundo totalmente diferente ao qual estava acostumado.

O escritor JG Brene acredita que os mundos imaginários dão aos amantes da leitura a mais livre expansão da imaginação, porque imaginar e vislumbrar mundos novos liberta e fomenta a criatividade do leitor. Ele conta que criar o Mundo de Asterium não foi uma tarefa muito fácil, porque não basta apenas imaginar, mas também ligar os pontos. “Foi preciso pensar e ter clareza de tudo o que está relacionado ao enredo e, além disso, criar o Mundo Mágico de Asterium exigiu também muita pesquisa e tive que entender processos naturais de geofísica, astronomia e principalmente geopolítica, uma vez que tudo isso tem relação direta ao enredo”, lembra o criador de Johnny Bleas.

Apesar de todo esforço dedicado à construção do mundo imaginário, Brene afirma que foi um dos momentos mais prazerosos durante a criação da trilogia. “Assim como o Senhor dos Anéis, Harry Porter, Nárnia e muitos outros livros de ficção e fantasia, criar o mundo com todas as suas especificidades faz a narrativa se tornar ainda mais interessante e deixa a trama ainda mais rica”, destaca o autor.

JG Brene não gosta de fazer comparações com outras obras, mas algumas coisas existentes no Mundo Mágico de Asterium têm semelhanças com outras obras mundialmente conhecidas. “Longe de me comparar com um autor tão notório quanto Tolkien, mas Asterium tem características bem próximas à Terra Média, criada em o Senhor dos Anéis, porém, em alguns pontos Asterium consegue se aprofundar ainda mais em relação às especificações geográficas do que o mundo de Tolkien. Principalmente quando o relacionamos as especificações geográficas”, explica.

Onde fica Asterium?

O escritor paulistano explica que as características astronômicas, físicas e geográficas são bastante similares ao do Planeta Terra. “Encaro Asterium como uma dimensão paralela à Terra. Conforme descrito no livro 1 “Johnny Bleas- Um Novo Mundo”, podemos chegar a Asterium através de fusões dimensionais e estas podem estar presentes em diversos lugares. Geralmente nos lugares mais inesperados”, conclui JG Brene

A trilogia chegou ao fim com o lançamento de “Johnny Bleas – O Herdeiro de ASterium” em julho deste ano. O primeiro livro da trilogia ganhou versões em espanhol e inglês através da Amazon. O autor criou um blog onde o leitor pode conhecer melhor o Mundo Mágico de Asterium.

“Book lovers kids”: Shopping tem feira de livros para crianças

Objetivo do evento é estimular a leitura entre as crianças.
(Divulgação)

Para estimular a imaginação e incentivar as crianças ao hábito da leitura, o Shopping Cidade São Paulo, um dos mais modernos complexos de compras e lazer da Avenida Paulista, sedia pela segunda vez a feira de livros “Book Lovers Kids”.

De 17 de agosto a 30 de setembro, o evento reunirá mais de três mil títulos, em acervo composto por grandes clássicos e obras mais contemporâneas, que abordam temas como mágicas, atividades recreativas, dinossauros, personagens licenciados e tudo que envolve o imaginário infantil. Os preços são a partir de R$ 3,90. 

A edição contará com a participação especial da Turma do Bicho, de autoria do ilustrador Dirceu Veiga, com quatro personagens vidrados em livros: Sabino, Cissa, Horácio e Vinny. Eles decoram a feira, aguçando a imaginação da garotada em um cenário totalmente lúdico.

Localizado na Praça de Eventos, no piso térreo, o evento é aberto gratuitamente ao público. O funcionamento será de segunda-feira a sábado, das 10 às 22 horas, e domingos e feriados, das 11 às 20 horas.

Considerado um dos mais modernos e completos centros de compras da região da Avenida Paulista, o Shopping Cidade São Paulo é administrado pela CCP (Cyrela Commercial Properties). Inaugurado em 2015, oferece mais de 160 lojas, dos mais variados segmentos de produtos e serviços.

Padre Marcelo Rossi participa de sessão de autógrafos

(Facebook/Reprodução)

O Shopping Metrô Tucuruvi recebe o padre Marcelo Rossi para uma sessão aberta de autógrafos nessa terça-feira, a partir das 11h. O evento, realizado em parceria com as Livrarias Curitiba, promove o livro Metanoia, lançado em abril deste ano.

Quem quiser o autógrafo ou conhecer o padre de perto precisa ter a obra em mãos. Para comprar com antecedência, as Livrarias dispõem de mais de 2 mil exemplares em seu acervo, a partir desta quinta-feira.

“O padre é querido nas diferentes regiões do país e sua presença comove pessoas de todas as idades. Pensando nisso, preparamos um encontro para os admiradores que sempre sonharam em conhecê-lo pessoalmente”, conta Fabrício Cunha, gerente de Marketing.

“As pessoas se emocionam, vão às lágrimas e experimentam uma energia muito boa ao estar ao lado do sacerdote”, destaca Marcos Pedri, diretor comercial da rede que tem sede em Curitiba, no Paraná.

(Facebook/Reprodução)

O novo livro do padre Marcelo Rossi carrega um título com significado de mudança profunda e radical da mente. A obra traz ensinamentos sobre as questões da vida e indica uma nova postura que pode tornar as pessoas livres para viver com plenitude e felicidade. Mas, segundo seu autor, para agir diante dos problemas é preciso que a mudança comece internamente.

O encontro acontece no camarim do teatro e o acesso será pelo Piso G2, fechado especialmente para a ocasião, a partir das 10h. Para garantir a segurança e conforto de todos os participantes, não será permitida a entrada com cadeiras, bancos, barracas, mantas ou outros itens semelhantes.