Mulher é morta pelo marido na frente dos filhos

(Jovem Pan/Reprodução)

Uma mulher foi morta a tiros pelo marido na frente dos filhos, de 7 e 14 anos, na região de Cidade Tirantes, Zona Leste da Cidade de São Paulo. O crime aconteceu no início da noite de domingo (4), na residência da família, na Rua Lago Michigan, no Jardim Iguatemi.

Atingida por oito disparos, Márcia Aparecida David, 35 anos, morreu no local. Depois de atirar na esposa, Edson Moreira da Cunha fugiu em um Chevrolet Celta cinza e não foi encontrado pela Polícia.

O caso foi  registrado como feminicídio na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher, no Vale Aricanduva, onde será investigado.

Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Encapuzados matam homem em favela

Local onde homem foi morto na noite de sexta-feira (18) | Foto: Coletivo Nome dos Números

Um homem foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (18/9), na comunidade conhecida como Favela do Mangue, na região de Sapopemba, zona leste da cidade de São Paulo. De acordo com testemunhas, três homens de preto e encapuzados entraram em uma rua da favela e começaram a disparar contra a vítima, que estava sentada. 

A vítima é identificada por moradores da região como Halexander Hernandes Bispo, conhecido como Gardenal. Segundo conhecidos do rapaz, ele sofria problemas psiquiátricos e vivia na comunidade, apesar de não morar lá. “Infelizmente, ele pode ter a doença que tinha, e independente se ele fumava a droga dele, uma coisa é certa: ele não fazia mal para ninguém, nunca mexeu com ninguém, e gostava de ficar aqui por causa dos amigos”, conta uma moradora que, por segurança, não será identificada.  

A forma de agir e o número de criminosos são semelhantes aos dois ataques que aconteceram na noite da última terça-feira (16/9), conforme relato dos moradores. No ataque anterior, três pessoas foram assassinadas: uma na Favela da Ilha e duas na comunidade conhecida como Favelinha — ambas a cerca de 1 km de onde aconteceu o homicídio mais recente.

Testemunhas relatam que os homens chegaram em um carro prata, pararam no final da rua Antônio Taroni, pularam um pequeno muro que dá acesso a uma viela. Caminharam pelo beco por alguns metros, até chegar a uma espécie de barraco onde a vítima estava sentada, e cometeram o crime.

De acordo com a moradora de comunidade, o crime aconteceu por volta de 23h30. “Primeiro ouvimos dois tiros, e logo em seguida já descarregaram. Todo mundo pensando que era bomba, e eu desconfiei que era tiros. Todo mundo correu e já tinha gente gritando que a polícia estava lá e tinha matado o Gardenal”. 

Na verdade, não eram policiais fardados. No entanto, os moradores desconfiam de que seja ação policial porque, conforme relata a testemunha, no período da tarde do mesmo dia policiais militares em serviço teriam ido à comunidade e avisado que os dias da vítima estavam contados. 

“Depois que mataram, ainda tentei acionar o resgate, mas demorou muito. Apesar que foi só tiros na cara, na cabeça”, conta. “E os projéteis, todos foram recolhidos quando a viatura chegou. Eles prometeram que matariam, e cumpriram”. 

Ainda conforme relata a moradora, os policiais militares que teriam ameaçado horas antes do crime estavam na viatura 19327 da PM, ou seja, atuam pela 3º Companhia do 19º Batalhão Metropolitano, que é o responsável pelo patrulhamento na área dos fatos. 

Ponte pediu para a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo as informações do boletim de ocorrência do homicídio. Também questionou a suposta presença e ameaça dos policiais militares horas antes da morte e a possível retirada dos projéteis antes da chegada da perícia.

A pasta comandada pelo General João Camilo Pires de Campos, do governo João Doria (PSDB), não respondeu às perguntas da reportagem sobre a possível presença e ameaças de policiais no dia do crime. Por meio de nota, a secretaria disse que a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo e, chegando ao local, o óbito já havia sido constatado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

A secretaria disse ainda que “foram solicitados exames aos institutos de Criminalística e Médico Legal e o caso registrado como homicídio simples pelo 69º DP (Teotônio Vilela)” e informou que três cápsulas foram apreendidas. Policiais do DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) também estiveram no local e devem dar continuidade às investigações.

Por Amauri Gonzo, da Ponte

Ex-deputado federal, Alfredo Sirkis morre em acidente

Morreu nesta sexta-feira (10), em um acidente, de trânsito, o ex-deputado federal Alfredo Sirkis. O carro que ele dirigia saiu da pista, colidiu contra um poste e capotou na BR 493, no Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 14h20.

Alfredo Sirkis, ex-deputado federal (Arquivo/Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

Sirkis era jornalista, tinha 69 anos e se notabilizou na luta pelo meio ambiente. Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 2011 e 2014. Era diretor executivo do Centro Brasil no Clima (CBC) e foi coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima de 2016 e 2019.

Na Câmara Federal, presidiu a Comissão Mista de Mudança do Clima do Congresso Nacional e foi um dos vice-presidentes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Antes disso, foi vereador em quatro mandatos no Rio de Janeiro, secretário municipal de Urbanismo e secretário municipal de Meio Ambiente, entre 1993 e 1996, na cidade do Rio. Foi membro da delegação brasileira às conferências do Clima de Montreal, Bali, Copenhagen, Durban, Varsóvia, Lima, Paris, Marrakech e Bonn.

Integrou as comissões executivas do International Council for Local Environmental Initiatives e do Metrópolis. Foi um dos fundadores do Partido Verde e um dos líderes do movimento ecológico no Brasil.

Como jornalista e escritor, foi autor de nove livros, incluindo Os Carbonários, vencedor do Prêmio Jabuti de 1981. Sirkis iniciou seu trabalho no jornalismo em 1973, em Paris, onde estava exilado, no jornal Libération, dirigido pelo escritor Jean-Paul Sartre.

Sirkis era conhecido pelo bom trânsito com políticos dos mais variados espectros, sempre aberto ao diálogo, mas sem deixar suas convicções de lado, principalmente a luta pelo meio ambiente.

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil 

Antes de matar três, homens se identificam como policiais

Vítimas estavam em volta de fogueira em Embu Guaçu (SP): três foram mortos e dois ficaram feridos; um suspeito foi preso

Edilson (à esq.), Vinícius (meio) e Ricardo (à dir.) morreram na chacina | Foto: Reprodução/Facebook

Em frente a um terreno gramado, com duas construções antigas abandonadas, um grupo de oito a dez pessoas conversava. Estavam em frente a uma fogueira por volta das 23h30 de segunda-feira (29/6). Ali, na rua Pedro de Moraes, em Embu Guaçu, na Grande SP, dois homens armados chegaram e atiraram. Três pessoas morreram e duas ficaram feridas na chacina. Um suspeito de participar do ataque foi preso no final da tarde desta terça-feira (30/6), mas a motivação do crime ainda é desconhecida.

É comum os moradores de uma comunidade do outro lado da rua permanecerem no local. Naquela noite, os amigos Edilson da Silva Rosa, 21 anos, Vinícius Fernando Correia Inocêncio, 20, e Ricardo Davi Correia Inocêncio, todos negros, os dois últimos irmãos, conversavam quando a dupla armada chegou e anunciou. “Polícia! Para o chão!”. Edilson duvidou: “Você não é polícia nada”. Em resposta, levou um tiro na cabeça. 

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas descreveram o atirador como um homem branco, forte, com 1,75 m de altura, barba clara, cabelo enrolado e curto, vestindo camisa social branca e calça azul moletom. Ele usava uma arma curta, estilo pistola.

O ataque continuou e, além dos tiros de pistola, uma arma de cano longo, não identificada pelos sobreviventes, foi utilizada na ação. O outro homem, descrito como magro, com cerca de 1,80 m, cabelo liso, olho claro e bigode, que usava touca, também atirou.

Local exato da chacina ainda tinha cinzas da fogueira | Foto: Arthur Stabile/Ponte Jornalismo

Além de Edilson, Fernando e Ricardo, os atiradores acertaram outras duas pessoas. Uma delas está em estado grave após passar por cirurgia e a outra teve alta nesta terça-feira (30/6). Apenas a última vítima é branca. A Pontenão vai informar para onde os feridos foram levados por questão de segurança. Os três mortos foram socorridos ao Pronto Socorro de Embu.

“Todo dia tem fogueira, muita criança fica em volta”, conta um morador da comunidade, sob a condição de não ser identificado. Para ele, a chacina foi muito bem planejada. “Não foi à toa que não tinham crianças quando atacaram. É comum estarem lá nessa hora”, afirma. Ele disse que entre 15 e 20 tiros foram disparados.

Uma caminhada de 600 metros separa o local da chacina e a delegacia de Embu Guaçu. São terrenos com mato alto, sem habitação e galpões de empresas pelo caminho. Há poucas câmeras viradas para a rua.

A Polícia Civil não detalhou como andam as investigações e a Ponte esteve na delegacia, mas não foi atendida. No dia 26 de junho, o corpo de um Guarda Civil Municipal de Diadema, cidade na Grande SP, foi encontrado carbonizado em Embu Guaçu. Hernani Lima tinha 41 anos. 

A reportagem conversou com policiais civis, que inicialmente não vêem nenhuma relação da chacina com a morte do guarda. 

Delegacia da cidade fica na mesma rua da chacina | Foto: Arthur Stabile/Ponte Jornalismo

Pai de uma das vítimas, que pediu para não ser identificado, diz que nunca houve “esculacho” da polícia na comunidade. Questionado se teme morar no local, nem hesitou: “Não. Se tiver que acontecer algo comigo, vai acontecer aqui ou em qualquer outro lugar”.

Questionada pela Ponte, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, comandada pelo general João Camilo Pires de Campos no governo de João Doria (PSDB), sobre a chacina, a InPress, assessoria de imprensa terceirizada da pasta, respondeu que a delegacia de Embu investiga o caso em parceria com o Setor de Homicídios e de Proteção à Pessoa da Seccional de Taboão da Serra.

“Testemunhas foram ouvidas. Diligências estão em andamento para identificar e prender os autores e esclarecer a motivação do crime. Até o momento, não indícios de participação de policiais na ação”, resume a secretaria.

Por Arthur Stabile – Repórter da Ponte

Infarto mata cantor e compositor Moraes Moreira

Moraes Moreira vivia no Rio de Janeiro (Reprodução)

O cantor e compositor Moraes Moreira foi encontrado morto na manhã de hoje (13) em casa, na Gávea, no Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa do músico, ele teve um infarto agudo do miocárdio e morreu às 6h. Tinha 72 anos

A assessoria informou ainda que seguindo as recomendações de isolamento social para combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a família não irá divulgar nem a data nem a hora do velório para evitar aglomeração. Eles pedem a quem quiser homenagear Moreira que siga escutando a obra dele. 

Em Ituaçu (BA), o irmão Eduardo Moraes recebeu a notícia. Segundo ele, foi a governanta que encontrou o corpo de Moraes. “Ele morreu em casa, onde morava, no Rio de Janeiro. A governanta foi limpar o apartamento e encontrou ele morto”, disse. 



Segundo o irmão, ele estava “sossegado, de quarentena e preocupado com a pandemia” do novo coronavírus (covid-19). 

Nascido em Ituaçu, Antônio Carlos Moraes Pires, conhecido como Moraes Moreira, é ex-integrante do grupo Novos Baianos, composto por  Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor, Dadi e Luiz Galvão, entre outros. Seguia carreira solo desde 1975. 

Foi Paulinho Boca de Cantor que entrou em contato com a família de Pepeu Gomes na manhã de hoje. A esposa dele, Simone Sobrinho, foi quem atendeu o telefone. “Recebi essa notícia da esposa dele, porque ele estava passando mal. Eu fiquei toda trêmula”. Pepeu ainda dormia. 

A morte repercutiu nas redes sociais, com dezenas de mensagens do Brasil e do exterior em homenagem a Moraes Moreira, de artistas, políticos e fãs.

Moreira ainda produzia até dias atrás. Em uma das últimas postagens que fez nas redes sociais, ele falava sobre o período de isolamento social. “Oi, pessoal, estou aqui na Gávea, entre minha casa e o escritório que ficam próximos. Cumprindo minha quarentena, tocando e escrevendo sem parar”.

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil 

*Atualizado às 14h03

https://www.facebook.com/moraesmoreiraoficial/posts/2485363648380655?xts__[0]=68.ARCwTgG-nWp4wmAIdOybzrn9aqHHAyGptbvN43Y05Ntwd8CQNbN88_WKm6v7uUVDBlb-ZXzYLnL_8ZiJjCyfNPS4yFvFqKhjb50RSRJJi1dJkzswSNhIwlTDiQo0jY7nDjmRzIpzHT1r5QSFHfECAjXTL7siwpEYfoLB5xzP9x3pjArFYBuy-SQrsYxQQxpmFtOvO1vIKhSIOayvaiSIxVHzyLtC90FWWUrrEwXxgKJlQOUWarpcYyRyzWiF1FitUnrjbZop9rKQoe-FlzP9xGnevXu4vbpGvuQ2bkg2aJWOeAaV6JJe1XrPJBA_KvfA57Ov2Eah8JkEbbbwE7U2GYbq&__tn=-R

Brasil tem 1.223 mortes por Coronavírus, diz Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou, na tarde de hoje (12), os números atualizados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, o número de infectados, no momento, é de 22.169. Isso representa um aumento de 1.442 casos em relação ao balanço divulgado ontem (11). Além disso, o número de mortes chegou a 1.223. A taxa de letalidade do vírus vem crescendo no Brasil. Chegou a 5,5%.

O estado de São Paulo ainda concentra o maior número de casos (8.755) quanto em mortes (588). O Rio de Janeiro continua sendo o segundo estado com mais registros de contaminação. São 2.855 casos e 170 mortes. Na região Norte, o Amazonas concentra o maior número de casos, com 1.206 e 62 mortes.

Na região nordeste, o Ceará se destaca, com 1.676 casos e 74 mortes. No Centro-Oeste, o Distrito Federal tem o maior número de casos, muito à frente dos demais, com 614 casos e 14 mortes. Os estados do sul do Brasil apresentam um número de casos mais parelho. Santa Catarina é o estado da região com mais casos, 768, e o Rio Grande do Sul é estado com menos casos, 653. O Paraná tem o maior número de mortes do estado, com 30, e 738 casos.

A evolução no número de casos notificados, bem como de mortes, oscila. Da última sexta-feira (10) para ontem (11), 68 novas mortes foram confirmadas. Já de ontem para hoje, foram 99 novas mortes. O pico de evolução de mortes de um dia para o outro foi no dia 9 de abril, que registrou 141 novas mortes em relação ao dia anterior. Em relação aos casos notificados, o pico foi no dia 8 de abril, quando 2.210 novos casos foram confirmados.

Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Traficante do CV é achado morto em presídio federal

Paulo Rogério dos Santos é apontado como membro do CV e chefe do tráfico na Penha, no Rio de Janeiro; suspeita é que Mica tenha cometido suicídio 

Mica chegou a ser um dos traficantes mais procurados do RJ | Foto: reprodução

O traficante Paulo Rogerio de Souza Paz, o Mica, 42 anos, foi encontrado morto em sua cela neste domingo (12/4), durante a entrega do café da manhã no Presídio Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Segundo seus advogados, é possível que Mica tenha cometido suicídio.

Ponte entrou em contato com a unidade prisional e o diretor Milton Azevedo confirmou, por telefone, a morte. “O caso vai ser investigado, mas tudo indica que tenha sido suicídio pela forma como foi encontrado”.

De acordo com a defesa de Mica, estão sendo realizados os preparativos para o traslado do corpo até o Rio de Janeiro, onde os familiares moram e onde Paulo será enterrado.

O Depen (Departamento Penitenciário Nacional) suspendeu as visitas aos presídios federais, tanto para familiares quanto para defensores dos presos, desde o dia 16 de março por causa da pandemia da Covid-19. 

“A gente não tem conhecimento se ele tinha alguma depressão porque era uma pessoa muito fechada, mas imagina que não só para ele, como para os outros presos, deve bater o desespero por ficar 22h numa cela sozinho, duas horas para banho de sol, sem contato com o mundo exterior”, declarou um dos advogados do traficante, que não quis ser identificado. 

Mica foi preso em 2012, em Maricá, no Paraná. Antes disso, a polícia do Rio chegou a oferecer R$ 5 mil pela sua captura. Integrante do CV (Comando Vermelho), ele é considerado o chefe do tráfico do Complexo da Penha no Rio de Janeiro, além de atuar no Morro da Fé e Sereno. Ele já esteve na Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, Bangu I, no Rio, e na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

Desde 2017, estava preso na Penitenciária Federal de Mossoró. Ele é apontado como o responsável por ordenar a queima de cinco ônibus no Rio de Janeiro, em novembro de 2005, onde morreram cinco pessoas, em retaliação à morte de um comparsa em confronto com policiais militares.

Ponte procurou a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que responde pelo Depen, mas não obteve retorno até a publicação.

Por Jeniffer Mendonça e Maria Teresa Cruz – Repórteres da Ponte

Brasil ultrapassa mil mortes por Coronavírus

Imagem mostra o momento exato em que o Coronavírus ataca uma célula do corpo (Débora F. Barreto Vieira/IOC/Fiocruz/via Fotos Públicas)

O Brasil superou, nesta sexta-feira (10) Santa, os mil casos de mortes pela Covid-19. Segundo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, o país tem agora 1.056 óbitos e 19.638 casos oficialmente confirmados.

Entre as mortes confirmadas neste feriado está a do adolescente indígena da tribo Yanomami, Alvanei Xirixana, de 15 anos, que testou positivo para a Covid-19 e havia sido internado no Hospital Geral de Roraima (HGR), em Boa Vista. Foi a terceira morte de índio por Coronavírus, segundo denunciam entidades que atuam junto às tribos.

O levantamento, divulgado pelo Ministério da Saúde, também reafirma São Paulo como o principal epicentro da doença, com 8.216 casos testados positivos e 540 mortes.

Moradores de rua



A organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) está atuando na região central da cidade de São Paulo para conter os efeitos da pandemia. A entidade desenvolve normalmente ações em situações de grave crise humanitária, como guerras, epidemias e catástrofes.

“Nosso âmbito não costuma envolver lugares como São Paulo ou o Rio de Janeiro”, diz a coordenadora dos trabalhos na capital paulista, Ana Leticia Nery.

No Brasil, a organização tinha apenas um ponto de atuação, em Boa Vista, Roraima, onde atende aos imigrantes venezuelanos. Porém, a chegada do coronavírus fez com que os Médicos Sem Fronteiras vissem a necessidade de ação nas duas maiores cidades brasileiras.

“O nosso medo é que a pandemia acabe exacerbando a desigualdade no acesso à saúde, que já existe hoje. As populações vulneráveis, que já têm dificuldade em acessar o sistema de saúde, vão ter ainda menos acesso a ele no contexto da pandemia e vão acabar tendo uma mortalidade e transmissão desproporcionais à população geral”, explica Nery.

*Com informações da Agência Brasil e da Comissão Pastoral da Terra

*Atualizado às 18h35 para alterar número de mortos. O Ministério da Saúde retificou o número total de mortes que caiu de 1.057 para 1.056

Estado de SP tem novo recorde de mortes em 24 horas

O estado de São Paulo bateu mais um recorde na crise do covid-19. De ontem (8) para hoje (9), o estado registrou 68 mortes por coronavírus, maior número registrado em apenas um dia desde o início da pandemia no Brasil. Com isso, o estado já soma 496 mortes por coronavírus.

São 7.480 casos confirmados da doença no estado. A doença foi identificada em 141 cidades paulistas, sendo que, em 55 delas, houve pelo menos uma morte. Os casos, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, estão concentrados, em sua maioria (82,2%), em pacientes com 60 anos ou mais.



Segundo a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, o hospital de campanha do Pacaembu, inaugurado na última segunda-feira, tem 33 leitos ocupados até o momento. Desse total, 31 estão internados em situação de baixa complexidade, enquanto dois estão na sala de estabilização, equipada com recursos para tratamento de pacientes em situação mais grave. Três pacientes já tiveram alta e dois foram transferidos para hospitais após agravamento clínico.

O hospital de campanha é de portas fechadas, ou seja, os pacientes chegam ali transferidos de outras unidades. São encaminhados para esses locais, os pacientes em situação de baixa complexidade.

Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil