Produção de motos cai em setembro, diz Abraciclo

Foto feita antes da pandemia mostra linha de produção (Arquivo/Agência Brasil)

A produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) caiu 11,9% em setembro, com 108.948 unidades ante as 123.722 produzidas em agosto. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram fabricadas 105.046 unidades, houve alta de 3,7%.

No acumulado do ano, o total produzido foi 896.558 unidades, o que corresponde a um aumento de 29,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados hoje (13) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, os números comprovam a recuperação do setor que prevê fechar o ano com 1,2 milhão de unidades fabricadas. “As associadas estão acelerando o seu ritmo de produção para atender a demanda. Além disso, mantêm a programação de lançamentos para ampliar a oferta de produtos e atender às exigências do consumidor”, afirmou.

Fermanian ressaltou ainda que o mercado de motocicletas deve seguir em alta, apesar da crise econômica, devido à alta nos preços do combustível que tem levado muitas pessoas a adquirir uma motocicleta por ser uma opção mais barata e econômica. “Além disso, é uma alternativa de deslocamento seguro para evitar a aglomeração do transporte público e fonte de renda para aqueles que passaram a atuar nos serviços de entrega, um setor que já vinha crescendo e ganhou impulso ainda maior durante a pandemia”.

O presidente da Abraciclo explicou ainda que oscilações pontuais na produção são esperadas, mas que os fabricantes estão comprometidos em manter o ritmo acelerado de produção: “no momento todas as associadas operam normalmente. A produção de motocicletas é verticalizada e a maioria das peças foi nacionalizada, o que reduz nossa dependência de fornecedores externos. Dessa forma, o setor não é tão impactado pela falta de insumos como acontece com outros setores da indústria”.

Licenciamento e exportação

Segundo o balanço da entidade, em setembro, foram licenciadas 108.816 motocicletas, volume 6,2% superior ao registrado em agosto (102.463 motocicletas). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 99.609 unidades, o aumento foi de 9,2%. No acumulado do ano, foram licenciadas 840.971 motocicletas, alta de 33,3% em relação ao mesmo período de 2020 (630.859 unidades).

As exportações chegaram a 4.872 unidades em setembro, resultando em uma queda de 13,1% ante agosto quando foram exportadas 5.607 motocicletas. Já na comparação com setembro do ano passado, houve crescimento de 34,5%. De janeiro a setembro, foram exportadas 42.765 motocicletas, alta de 79,8% na comparação com o mesmo período do ano passado (23.779 unidades).

Fermanian destacou que o aumento de negócios com o mercado externo é um reflexo direto da recuperação econômica dos países da América do Sul, após um período de crise e da fase mais aguda da crise sanitária provocada pelo coronavírus. “Vale ressaltar também a boa aceitação das motocicletas fabricadas no Brasil pelo mercado americano, o que comprova o alto valor agregado do produto nacional”, disse.

Por Agência Brasil

Produção de moto cresce 45% no primeiro semestre de 2021

(Arquivo/Agência Brasil)

A produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus chegou a 568.863 unidades no primeiro semestre do ano, o que corresponde ao aumento de 45% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a produção totalizou 392.217 unidades.

De acordo com balanço da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Segundo a entidade, no mês de junho foram produzidas 105.450 unidades, 1,6%a mais do que em maio (103.792) e 35% a mais do que em junho de 2020 (78.130).

Na avaliação do presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o setor mantém seu ritmo de recuperação de forma consistente. “Ainda estamos trabalhando para atender a demanda reprimida resultado da pandemia. Todas as unidades fabris trabalham para recuperar parte do atraso registrado no primeiro bimestre devido à crise sanitária enfrentada pela cidade de Manaus”, disse.

Fermanian observou que o volume produtivo segue no ritmo estimado, mas pode haver revisão para ajustar a projeção anual, devido ao cenário econômico atual. A estimativa atual é a de que sejam produzidas 1.060.000 motocicletas neste ano.

“Se necessário, isso será feito no segundo semestre. Existem condições favoráveis, mas também uma série de fatores, como o aumento dos juros, do índice de desemprego e da diminuição da renda dos brasileiros, que ainda pode impactar o mercado”, afirmou. 

Balanço

De acordo com o balanço mensal da Abraciclo, as vendas no primeiro semestre totalizaram 517.154 unidades, aumento de 47,7% em relação ao mesmo período de 2020 (350.141). As categorias mais emplacadas foram Street (250.131 unidades e 48,4% do mercado), Trail (109.401 unidades e 21,2%) e Motoneta (70.503 unidades e 13,6%).

Em junho, foram emplacadas 106.680 motocicletas, uma queda de 3,3% na comparação com maio (110.376 unidades). Na comparação com o junho do ano passado, que teve 45.855 unidades licenciadas, houve aumento de 132,6%. 

“A entrega de modelos de média e alta cilindrada já está regularizada. Já as motocicletas de baixa cilindrada e scooters ainda têm fila de espera e os consumidores precisam esperar um pouco mais”, explicou Fermanian. 

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Caminhão bate em moto e pega fogo no Rodoanel

Um caminhão pegou fogo após uma colisão com uma moto e interditou o Rodoanel Mário Covas, em Osasco, na Grande São Paulo, na noite de ontem (12). O acidente aconteceu pouco depois das 20 horas, no quilômetro 21 da pista interna do anel viário, no sentido da Rodovia Anhanguera.

Segundo a concessionária CCR Rodoanel,  após sofrer uma queda, um motociclista correu para o acostamento, mas a moto ficou na pista, onde foi atingida por um caminhão. Com o impacto, os veículos se incendiaram, e o caminhoneiro foi resgatado com queimaduras leves por uma equipe de socorristas da administradora, sendo levado a um hospital da região.

O rodoanel Mário Covas ficou completamente interditado no trecho, o que gerou congestionamento. O fogo consumiu o caminhão por completo, e a via só foi totalmente liberada uma hora após o acidente.

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Universitária morre ao ser derrubada de moto

Neila Sales morreu ar ser atingida pelo táxi (Reprodução)

Uma universitário morreu ao ser derrubada da moto em que estava, em São Paulo. O acidente aconteceu no final da noite de domingo (27), no cruzamento da Avenida General Edgar Facó com a Rua Santa Romana.

Neila Sales, estudante de Publicidade e Propaganda, estava na garupa da moto pilotada pelo namorado, Lucas Caldas, de 23 anos, seguindo para casa, quando a motocicleta foi atingida na traseira por um táxi.
Com o impacto, a garota foi jogada longe e morreu antes da chegada das equipes do Corpo de Bombeiros; o namorado dela sofreu apenas ferimentos leves.
O motorista do táxi, que não teve a identidade divulgada,  foi submetido ao teste do bafômetro, e o resultado foi positivo.
Ele confirmou que havia bebido, mas se isentou de culpa no acidente, dizendo que estava no corredor de ônibus e que o motociclista fez uma conversão proibida.
Já o piloto da moto contou que estava parado no semáforo quando foi atingido na traseira pelo automóvel.
O taxista foi encaminhado ao Distrito Policial da Casa Verde, onde o caso foi registrado.
*Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Acidente com moto deixa 2 feridos em Parelheiros

Um acidente com moto no começo da manhã de hoje (2) deixou um homem e uma mulher feridos. A ocorrência, segundo o Corpo de Bombeiros, foi na Avenida Sadamu Inoue, 1.201, em Parelheiros, zona sul da Capital.

Os bombeiros enviaram cinco equipes para o local, além de unidades da Polícia Militar. Uma mulher, de 20 anos, com suspeita de fratura na perna, foi levada para o Pronto Socorro do Hospital Grajaú. O homem, de 18 anos, também teve ferimento grave na perna e foi levado para o Hospital do Campo Limpo. Os dois estavam conscientes durante o atendimento dos socorristas.

Cai número de mortes no trânsito da Capital

Acidente na Marginal Pinheiros em junho de 2019 (TV Globo/Reprodução)

O número de mortes causadas no trânsito em 2019 na cidade de São Paulo foi de 791, o que representa uma redução de 6,8% na comparação com 2018, quando foram registrados 849 óbitos. Os dados fazem parte do relatório anual da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). 

O número de óbitos dos motociclistas foi reduzido em 18,9%, passando de 366 mortes, em 2018, para 297 no ano passado. Os números são resultados de uma série de medidas de segurança adotadas pela Prefeitura da Capital em defesa da vida de quem se desloca de moto na cidade.

Entre as medidas adotadas em prol da segurança dos motociclistas estão a restrição da circulação de motos na pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco, a fiscalização com uso de radar pistola em toda a cidade e a assinatura de um termo de cooperação com as empresas de aplicativo para extinguir a bonificação atrelada ao tempo da entrega (o que, na prática, incentivava os deslocamentos em alta velocidade e o desrespeito às leis de trânsito).

Entrada do Túnel Ayrton Senna, sentido Marginal Pinheiros (Marcelo Pereira/Prefeitura de São Paulo)

“A ação da Prefeitura foi fundamental para reduzir o número total de mortes no trânsito de São Paulo, pois estamos atuando em diversas frentes ao mesmo tempo. No caso dos motociclistas, por exemplo, aumentamos a fiscalização, criamos campanhas educativas, fizemos alterações em pontos considerados críticos e estreitamos ainda mais o diálogo com as associações representativas e com as empresas para as quais os motociclistas prestam serviço”, explica o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.

Outro ponto de destaque foi a expansão do programa educativo Motociclista Seguro, realizado em conjunto com a Polícia Militar. Antes realizado apenas nas marginais, eles passaram a acontecer em outros 13 pontos como Radial Leste, Ponte João Dias e Av. Aricanduva, impactando cerca de 4,5 mil motociclistas.

Vale destacar que, em 2018, os motociclistas haviam sido as maiores vítimas do trânsito (366) superando, pela primeira vez, a quantidade de pedestres mortos (349).

Os óbitos de motoristas e passageiros de veículos também tiveram queda. Foram 115 em 2018 e 104 no ano passado, redução de 9,6%.

Os dados consolidados pela CET revelam que 81% de todos os óbitos no trânsito, em 2019, foram de homens e 19%, mulheres. Entre os motociclistas, 92% dos mortos foram homens, a maioria entre 18 e 29 anos de idade. 

A predominância masculina também se dá entre os ciclistas vitimados. Das 31 mortes, 29 foram de homens, a maioria entre 30 e 59 anos de idade.

Já os idosos, a partir de 60 anos de idade, são as maiores vítimas entre os pedestres, com 72% do total de óbitos sendo do sexo masculino e 28% do sexo feminino.

Também foi possível constatar que a maior parte dos acidentes fatais ocorre de sexta-feira a domingo, tanto no período noturno como durante a madrugada.

Dentre os dez locais que registraram os maiores índices de acidentes fatais na capital em 2019, quatro deles são rodovias que não estão sob a jurisdição da Prefeitura de São Paulo. A primeira colocação, inclusive, é da Via Anhanguera (SP-330), com 21 óbitos.

Pedestres e ciclistas: os mais vulneráveis

(Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

 Com a expressiva redução dos óbitos de motociclistas, os pedestres voltaram a ser as principais vítimas do trânsito, mesmo com uma relativa estabilidade de 349 mortos em 2018 para 359 no ano passado.

O aumento de mortes dos ciclistas, de 19 para 31, chama a atenção para uma maior conscientização geral no trânsito. Dados coletados pela CET em diversos pontos da cidade mostram que houve aumento em média de 16% no número de ciclistas circulando pela cidade de 2018 para 2019. Com mais bicicletas nas ruas, os motoristas de veículos motorizados devem estar ainda mais atentos em preservar a vida dos que estão em modais mais frágeis e dos que são mais vulneráveis no viário.

 Ações da Prefeitura de proteção no trânsito

Uma das principais iniciativas para mudar esse quadro é o programa Pedestre Seguro, que visa ampliar em 20%, em média, o tempo da travessia nos cruzamentos semafóricos. No total, 43 corredores que representam aproximadamente 900 cruzamentos já tiveram o tempo semafórico de seus cruzamentos alterado. Em 2020, outros 7 corredores passarão pela readequação.

Outro programa voltado para a segurança do pedestre é o Vias Seguras, que já existe em avenidas como M’Boi Mirim, Celso Garcia e Carlos Caldeira Filho. Já estão em fase de obras os Vias Seguras da Avenida Dona Belmira Marin e Estrada de Itapecerica. As intervenções focam a segurança dos pedestres e contemplam a readequação de cruzamentos, a ampliação da quantidade de travessias para pedestres e a colocação de novos semáforos. Ainda receberão o programa as avenidas Raimundo Pereira de Magalhães, Teotônio Vilela e Marechal Tito.

Já as chamadas Áreas Calmas estão sendo implantadas em São Miguel Paulista e em Santana. Há previsão de que Lapa de Cima, Lapa de Baixo e Centro Velho também recebam intervenções. O objetivo é melhorar a segurança com limitação da velocidade em 30 km/h, estreitamento de vias, lombadas e faixas elevadas, sinalização horizontal e vertical, melhoria das calçadas, adequação e implantação de semáforos.

Transporte 

A SPTrans passou a identificar com adesivos nas laterais dos ônibus os pontos considerados “cegos” durante as manobras no trânsito. Esse novo elemento na identidade visual dos coletivos chama a atenção para os mais vulneráveis no trânsito, ou seja, motociclistas, pedestres e ciclistas.

Já os operadores do transporte público participam do programa Viagem Segura, que inclui itens como condução segura, prevenção de acidentes, postura profissional e respeito aos passageiros.

Como a maior proteção aos ciclistas está na existência de uma malha cicloviária segura e eficiente, a Prefeitura está construindo 173 km de conexões e requalificando outros 310 km dessas estruturas, um investimento de R$ 325 milhões que vem acompanhado de um projeto de recapeamento de R$ 250 milhões do programa Asfalto Novo. Assim, a cidade passará dos atuais 503 km de malha cicloviária para 676 km até o fim de 2020.

O modelo adotado pelo Plano Cicloviário traz mais segurança e qualidade para os usuários com sinalização com tinta antiderrapante, aplicação de tachão a cada metro e manutenção de guias e sarjetas.

As novas conexões vão permitir que a população acesse de forma mais fácil terminais de ônibus, trens, metrô, escolas, parques e postos de saúde. O objetivo é ligar diferentes modais, permitindo que o início e o fim de um deslocamento sejam realizados por bicicleta.

Para quem quiser aprender boas práticas na condução de bicicletas, a CET oferece gratuitamente o curso Pedalar com Segurança, que tem duração de oito horas e é realizado em um único dia. Em 2019, 284 ciclistas fizeram o curso, sendo 85 na modalidade presencial e 199 pela internet. Os interessados precisam ser maiores de 16 anos de idade e se cadastrar para receber mais informações pelo e-mail [email protected].

 Relatório anual

O relatório anual completo da CET traz um maior detalhamento dos dados já apresentados e o cruzamento com os registros da Secretaria Municipal da Saúde, resultando em informações relevantes sobre a gravidade dos acidentes, tempo de internação e o custo dos acidentes de trânsito para o poder público.

*Com informações da Prefeitura de SP

PM acerta motoqueiro com barra de concreto, denuncia família

Por Jeniffer Mendonça

PM golpeou jovem no tórax em blitz e atingiu seu coração, segundo família; ‘cenário de terror’, diz testemunha

Jovem de 18 anos foi atingido no tórax com barra de concreto por PM na noite de Natal, no Jardim Jaqueline, em SP. | Foto: arquivo pessoal

Um empacotador afirma ter sido golpeado no tórax com uma barra de concreto por um policial enquanto passava por uma blitz no Jardim Jaqueline, na zona oeste de São Paulo. Essa foi mais uma agressão que aconteceu na noite de Natal (25/12/2019), quando câmeras de segurança flagraram um PM acertando outro motociclista, de 23 anos, na cabeça usando o objeto. 

A vítima de 18 anos teve alta do Incor (Instituto do Coração), ligado ao Hospital das Clínicas da USP, neste sábado (4/1), após passar por cirurgia, já que o impacto do golpe teria perfurado o coração, segundo a família.

“Eu estava indo buscar minha namorada para passar o Natal e só deu tempo de ver o policial com a barra de concreto. Eu fui atingido logo depois do outro rapaz [flagrado no vídeo]. Todo mundo que passava de moto ali, ele [PM] ia pra cima dessa forma”, lembra.

O jovem afirma que assim que sentiu o impacto, perdeu a consciência. “Eu soube que eu fui socorrido por um amigo meu da época da escola que estava passando ali e me reconheceu, ainda nem tive tempo de agradecê-lo”.

Amigo da vítima, um ajudante geral que também pediu para não ser identificado por medo de represálias, afirma que tinha passado de carro pela blitz e estranhou a movimentação de policiais no local quando estava voltando pela rua a pé, após guardar o veículo. “Eu me deparei com várias motos da Rocam e ele [empacotador] jogado no chão todo ensaguentado, ralado”, lembra. “Tinha uma pedra grande do lado dele e o policial falou que na pancada, ele arrancou um pedaço do concreto do chão. Disseram que ele tava usando droga, baforando lança-perfume pilotando a moto. Só que eu conheço ele há muito tempo, já sei que ele não faz uso”.

O ajudante ainda denuncia que os policiais jogaram água na vítima desacordada e não prestaram socorro. “Eles pediram a documentação dele, tiraram a foto do RG dele, levaram a moto dele porque ele tava sem capacete. Jogaram água na cabeça dele, até a garrafa também e foram embora, não ofereceram socorro nenhum, ficou por nossa conta”.

O homem conta que teve ajuda de pessoas que passavam de carro pelo local para levar a vítima até o Pronto Socorro Municipal Dr. Caetano Virgílio Neto, também conhecido como Bandeirantes, na zona oeste.

Vítima teve alta do Instituto do Coração neste sábado (4/1). | Foto: arquivo pessoal

De acordo com a família, por conta da gravidade dos ferimentos, a vítima foi transferida do pronto-socorro para o Hospital Universitário da USP e depois ao Incor. “A gente nem teve Natal, só ficou no hospital. Falaram no pronto-socorro que não ia ter jeito, mas agora ele tá bem”, desabafou o pai do vítima.

O ajudante geral afirma que viu outras pessoas serem agredidas pelos PMs. “Teve um cara que avançou um pouco o carro e os policiais já foram pra cima com bala de borracha, deram chute nele. Umas meninas sendo agredidas num paredão”, denuncia.

“Nunca tinha visto aqui desse jeito, tava um cenário de terror mesmo. Agressão aqui sempre acontece, mas não nesse ponto de usar barra de concreto”, prossegue. “Tá todo mundo assustado porque a gente é pobre, mora na comunidade, é discriminado demais”.

Procurada pela reportagem, a Inpress, assessoria de imprensa terceirizada da SSP (Secretaria de Segurança Pública), informou por meio de nota que “os policiais que aparecem nas imagens já foram identificados” e que “diante da gravidade do fato, a Corregedoria instaurou inquérito policial militar para apurar todas as circunstâncias, incluindo essa nova denúncia feita pela reportagem”. A pasta aponta que as “imagens denotam erro grave nos protocolos vigentes na Polícia Militar e todos os envolvidos foram afastados das atividades operacionais, enquanto durarem as investigações”. 

A assessoria da secretaria municipal da Saúde, responsável pelo pronto-socorro, confirmou que a vítima deu entrada no PS Bandeirantes e foi transferida para o Hospital Universitário. A pasta informou que não poderia fornecer mais detalhes sem consentimento da família.

Tentamos contato com as assessorias de imprensa da USP, do Hospital das Clínicas e do Incor, mas até a publicação não haviam retornado.

*Esta reportagem foi publicada originalmente pela Ponte.

GCM afasta guardas que atiraram pelas costas de adolescente

Por Maria Teresa Cruz

Prefeitura de Santo André afirma que GCM agiu dentro da legalidade e informa que Corregedoria afastou agentes até o fim das investigações

Guardas municipais foram afastados por corregedoria até conclusão de investigação | Foto: reprodução

Os GCMs (Guarda Civil Metropolitano) que balearam o estudante Gabriel Bignardi Vital, 17 anos, na quinta-feira (25/12) foram afastados temporariamente de suas funções até que as investigações sobre o caso sejam concluídas. Eles continuam recebendo seus salários normalmente.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira (27/12) pela Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Segurança Cidadã. Quem solicitou o afastamento dos agentes foi a Corregedoria do órgão. 


Relembre o caso

https://spagora.com.br/gcm-atira-pelas-costas-nao-me-mata-sou-filho-de-policial/policia/

A secretaria defendeu a ação dos guardas municipais, informando que eles agiram “de acordo com o ato de natureza infracional e desobediência do infrator” e que a versão do boletim de ocorrência registrado no 1º DP comprova isso. “Caso haja algum fato novo que legitime uma nova linha de investigação, a administração municipal, bem como a GCM, estão à disposição para a realização de uma nova diligência”, diz nota. 

Gabriel estava pilotando a moto da mãe dele, quando recebeu a ordem de parada da GCM após furar um sinal vermelho na noite de Natal, na altura do Parque Ana Brandão e perto de onde mora. Segundo familiares, o estudante é fã de motos, mas ainda não tinha habilitação. Mesmo assim, juntou as economias e comprou uma moto que estava no nome da mãe dele, Patrícia, que morreu de insuficiência respiratório no sábado (21/12).

Gabriel Bignardi Vital e a motocicleta | Foto: arquivo pessoal

Tio da vítima, Guerreiro Vital afirma que, provavelmente, o adolescente ficou com medo de parar por estar sem a habilitação. “Imagino que quando a GCM mandou ele parar, ele pensou na moto que estava com documento no nome da mãe, que não tinha habilitação, deve ter ficado assustado”, declarou à Ponte na quinta-feira (26/12). Depois de ser baleado, Gabriel caiu e os guardas correram até ele. “Por uma ironia, meu irmão [pai do Gabriel] é guarda municipal. Foi então que o Gabriel gritou: ‘não me mata, sou filho de polícia’. Foi a sorte, foi o grito antes da morte, foi o que salvou. Os guardas baixaram as armas, mas mesmo assim se aproximaram e chegaram a pisar nele”, contou o líder comunitário.

Vital agradeceu a Ponte por ter contado a história de Gabriel, já que, segundo ele, os portais de notícias locais adotaram uma narrativa de criminalizar o jovem. “Graças à Ponte as coisas estão mudando no caso do meu sobrinho. Obrigado”, escreveu à reportagem.

*Esta reportagem foi publicada originalmente pela Ponte.

Acidente entre moto e ônibus mata cinco pessoas

ônibus caiu dentro do córrego após atingir a moto (VotuporangaTudo/Reprodução)


Um grave acidente na Rodovia Péricles Bellini, em Votuporanga (SP) na madrugada deste domingo (1º) matou quatro mulheres e um homem, informou o Corpo de Bombeiros da cidade. O acidente ocorreu próximo ao trevo de acesso à cidade de Parisi (SP).

De acordo com a corporação, a ocorrência envolveu uma motocicleta que era ocupada por duas moças, que teriam tentado atravessar a rodovia e colidiu com o ônibus de um frigorífico de Votuporanga, que transitava pela SP-461 sentido Votuporanga a Cardoso.

Com o impacto, o motorista do ônibus perdeu o controle do veículo que caiu em um córrego, despencando de uma altura de 5 metros. O ônibus transportava em torno de 30 trabalhadores do frigorífico.

No acidente, morreram as duas ocupantes da motocicleta, além do motorista do ônibus e mais duas passageiras. Os outros passageiros foram resgatados pelo Serviço de Atendimento Móvel de urgência (Samu) e encaminhadas aos hospitais da região.

O ônibus foi retirado do córrego na manhã deste domingo. A pista da SP-461 já está liberada.

Acidentes com moto estão entre as principais causas de amputação

(Arquivo/Nivaldo Lima/SP AGORA

Quem enfrenta o trânsito já sabe. É cada vez maior o número de motos que circulam pelas ruas do país: 23 milhões em 2018. O veículo, além de ser ágil e econômico tem, cada vez mais, facilidades na hora da compra, com valores bem acessíveis. 

É muita moto. E, justamente pela sua agilidade, muitos motoqueiros acabam colocando suas vidas em risco, realizando manobras perigosas e audaciosas em meio a carros e ônibus. Tudo isso só aumenta as estatísticas de acidentes de trânsito com motociclistas, que acabam ficando mais vulneráveis. Para se ter uma ideia, segundo o Governo do Estado de São Paulo, oito em cada 10 internações por acidentes de trânsito envolvem motos. O aumento dos internamentos por acidente de moto foi de mais de 15% desde 2013.

A maioria de homens entre 20 a 59 anos. Mas nem todos os acidentes terminam de forma fatal. Alguns conseguem sobreviver com sequelas. É o caso da Maraci Terezinha da Rocha, auxiliar de serviços gerais que teve a perna esquerda amputada após um acidente com a moto.

“Estava de folga no dia do acidente, voltando da casa do meu namorado. Um motorista cruzou a preferencial e não me viu. Fiquei entre a vida e a morte, de coma e tudo. Mas, graças a Deus consegui resistir e ter apenas a perna amputada, mas poderia ter sido bem pior”, conta Maraci.

A amputação é um dos problemas comuns ocasionados por acidentes de trânsito, sobretudo motocicletas. Para se ter uma ideia, dados divulgados pelo banco de dados SIHSUS, mostraram que de 2008 a 2015, em todo o Brasil foram registrados 361.585 procedimentos de amputações de membros inferiores e superiores. E a segunda maior causa ainda é o trânsito, que representa 20% das amputações, ficando atrás apenas da diabetes, segundo revelou a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR).

Esse é um dado que também é possível de ser percebido nas clínicas de reabilitação específicas para pessoas amputadas, como é o caso da Ottobock, que desenvolve um trabalho de reabilitação com base num protocolo internacional.

“Aqui na nossa clínica em São Paulo, entre os que sofreram perda de membros por trauma, 70% por decorrência de acidentes de moto. Diferente da diabetes, em que muitas vezes as amputações são mais simples, como dedos, por exemplo, esse tipo de trauma exige um processo de reabilitação mais completo”, conta Dr. Marco Guedes, da unidade da Ottobock Clinical Services em São Paulo.

Reinserção por meio da reabilitação

(Divulgação)

O processo de reabilitação no período pós-amputação deve ser cauteloso. A Ottobock, marca alemã líder no mercado de próteses e órteses, desenvolve um trabalho baseado num protocolo internacional e que segue nove passos, incluindo a fabricação de uma prótese personalizada, desenvolvida exclusivamente para o paciente que teve um membro amputado.

“Quando o paciente chega à clínica, ele geralmente está muito abalado, o que é bem normal. E toda a equipe da Ottobock está preparada para recebê-lo da melhor forma, realizando com ele uma pré-avaliação, ouvindo as expectativas do paciente envolvendo-o na escolha da sua prótese. Assim, todo o trabalho é desenvolvido com o objetivo de atender a demanda do paciente, preparando o seu corpo para receber a prótese, e realizando um trabalho de fortalecimento muscular, habilidade e confiança para que a prótese passe a ser uma extensão do seu corpo”, explica a fisioterapeuta da clínica, Rafaela DeConti.

A prova de como a marca é comprometida com o processo de reinserção de seus pacientes é a parceria que ela mantém com o Comitê Paralímpico e o grande número de embaixadores paratletas que a marca possui, como Daniel Dias, Vinícius Rodrigues, Edson Dantas, Fernando Fernandes, Pauê, entre outros.

“Dentro do esporte, como profissional, estar relacionado a maior empresa de próteses e que trata a reabilitação como prioridade, trazendo para a discussão um assunto que eu vivo me inspira a poder somar ainda mais e poder contribuir para que outras pessoas possam passar por esse processo”, contou Pauê, considerado o primeiro surfista biamputado e que, além de utilizar as próteses da Ottobock passou pelo processo de reabilitação, que o auxiliou muito na conquista das suas várias medalhas.

A Ottobock é responsável também pela reabilitação da Maraci, que sofreu o acidente em maio deste ano e que, com cerca de um mês de tratamento, está se adaptando à prótese e já consegue até descer escadas. “Logo após a amputação, fiquei indecisa entre a clínica que eu iria escolher, mas acabei optando pela Ottobock porque pude perceber a preocupação deles em me reinserir na vida novamente. Meus resultados só têm sido bons porque o trabalho desenvolvido aqui também é de ponta, juntando tecnologia e um trabalho bem humanizado”, finalizou Maraci.

Orientação

(Arquivo/SSP/Reprodução)

Polícia Militar Rodoviária e CCR RodoAnel realizam neste sábado (27) abordagens educativas para orientar os motociclistas sobre as melhores práticas para conduzir em rodovias. A ação -que acontece na praça de pedágio 13, na altura do km 25 do Trecho Oeste do Rodoanel (pista externa – Sentido Régis Bittencourt/Litoral), acesso à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) – tem o apoio da ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).

O objetivo da campanha é conscientizar de forma prática os motociclistas sobre as melhores práticas de pilotagem defensiva, além da importância da manutenção preventiva das motocicletas. Joelson Ferreira, coordenador de Tráfego da CCR RodoAnel, explica que esta ação integra o Plano de Redução de Acidentes (PRA) das concessionárias, pactuado com a ARTESP.

“É essencial que o piloto saiba como se posicionar para não ficar nos pontos cegos dos outros veículos, especialmente caminhões, além da importância de trafegar em velocidade compatível, conferindo assim maior tempo de reação em caso de problemas”, reforça Joelson.