Projeto Guri abre inscrição para aulas de música

Estão abertas, até 25 de fevereiro, as matrículas para o Projeto Guri, na Grande São Paulo, com vagas para cursos gratuitos de música. São oferecidas aulas de instrumentos musicais, canto, coral e iniciação musical para crianças e adultos. 

A iniciativa é um programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo e é gerido pela organização social Santa Marcelina Cultura. Os interessados devem procurar um dos 44 polos do projeto. A oferta de vagas varia de acordo com cada unidade e pode ser conferida no site da instituição.

Entre os instrumentos que podem ser escolhidos estão piano, violão, violino, violoncelo, flauta, clarinete, fagote, oboé, saxofone, trompa, trompete, trombone, tuba, percussão, contrabaixo elétrico e guitarra. O curso tem duração de dois a quatro anos.

Crianças durante aula do Projeto Guri (Arquivo/Ciete Silvério/Gov. do Estado de SP)

Para fazer a matrícula, o aluno deve estar acompanhado de responsável e apresentar os seguintes documentos: certidão de nascimento ou RG (original e cópia); comprovante de matrícula escolar e/ou declaração de frequência escolar; RG do responsável (original e cópia), uma foto 3×4 recente e comprovante de endereço.

De acordo com o governo estadual, o programa atende cerca de 13 mil crianças e adolescentes de 6 a 18 anos. Para participar, é preciso estar matriculado em uma escola regular, da rede pública ou particular. Apenas algumas unidades oferecem vagas para iniciação musical de adultos.

Ludmila Ferber segura o microfone enquanto canta. Ela tem pele clara, cabelos curtos, com topete, e coloração grisalha. Ao fundo, luzes deixam fumaça sobre o palco evidente.

Morre a cantora Ludmila Ferber

Aos 56 anos, morreu nesta quarta-feira (26) a cantora, compositora e pastora Ludmila Ferber.

No Twitter, a Sony Music Gospel, gravadora de Ludmila, lamentou a morte da cantora, que sofria de câncer. “Infelizmente a nossa guerreira @pastoraludmila nos deixou, mas aqui fica o seu legado, suas canções, seu exemplo, sua tenacidade, seu propósito, sua luta, sua fé, sua arte, sua poesia e sua história! Nossos sentimentos aos familiares.”

site oficial da cantora e pastora diz que, aos 20 anos, ela se converteu ao cristianismo e que, desde então, construiu sua vida dentro da igreja.

Ludmila Ferber segura o microfone enquanto canta. Ela tem pele clara, cabelos curtos, com topete, e coloração grisalha.  Ao fundo, luzes deixam fumaça sobre o palco evidente.
(Rede Social/via Tv Cultura)

Ludmila Ferber lançou o primeiro álbum, intitulado Marcas, em 1996. Entre seus maiores sucessos, estão as canções Sonhos de DeusSopra EspíritoOuço Deus Me Chamar Nunca Pare de Lutar.

Morre a cantora Elza Soares

A cantora e compositora Elza Soares morreu, nesta quinta-feira (20), aos 91 anos. Segundo familiares e equipe, ela morreu às 15h da tarde em sua casa, no Rio de Janeiro, de causas naturais. 

“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz o comunicado. 

“Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação. A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo”, completa.

(Redes Sociais de Elza Soares/Reprodução)

“Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim”, concluem Pedro Loureiro, Vanessa Soares, familiares e a equipe de Elza.

Elza Soares, mulher negra, usa macacão com brilhos, cabelo iluminados. Ao fundo, Elza Soares está escrito no cenário preto.

Artistas e políticos lamentam a morte de Elza Soares

Poucos minutos depois da confirmação da morte da cantora Elza Soares, artistas, políticos e anônimos começaram a manifestar sua tristeza e lamentar a partida daquela que está na história como uma das maiores cantoras do Brasil. Elza morreu hoje (20), de causas naturais, aos 91 anos de idade. Coincidentemente, a cantora faleceu no dia em que se completa 39 anos da morte do seu ex-marido, o jogador de futebol Mané Garrincha.

A Mocidade Independente de Padre Miguel, escola de samba de coração da cantora, anunciou luto de três dias.

“Em nome do presidente Flávio Santos e do vice-presidente Luiz Claudio Ribeiro, a Mocidade Independente de Padre Miguel, profundamente consternada, anuncia luto de 3 dias em virtude do falecimento da nossa grande eterna deusa, Elza Soares. O ensaio do próximo sábado está cancelado”, anunciou em nota oficial. 

Elza Soares, mulher negra, usa macacão com brilhos, cabelo iluminados. Ao fundo, Elza Soares está escrito no cenário preto.
(TV Cultura)

A Mocidade chegou a homenagear Elza em seu samba enredo no carnaval de 2020.

A cantora Maria Rita chamou a morte de Elza de “perda facilmente estimável”. “Uma perda facilmente estimável: descansa uma das maiores do nosso país, representante da resistência e resiliência de seu povo. Dona Elza, missão cumprida! E agora começa a nossa missão: celebrá-la sempre! Que seja recebida em festa, essa incrível mulher de Luz…!”.

A sambista Leci Brandão afirmou que Elza é uma referência como artista e mulher. “Quanta tristeza! A nossa DIVA Elza Soares fez sua passagem hoje. A Voz do Milênio, Elza é uma referência de mulher, artista e ser humano. Elza é eterna! Eu agradeço por sua passagem iluminada nesse mundo. Que Olorum a receba em festa…”.

Já Caetano Veloso chamou Elza de “uma concentração extraordinária de energia e talento no organismo da cultura brasileira”. Gal Costa postou o trecho de um show onde ela e Elza dividiram o palco e cantaram abraçadas. O rapper Mano Brown disse: “A voz do milênio, vá em paz Elza Soares”.

Também rapper, Emicida agradeceu a Elza por sua contribuição neste mundo e postou uma foto sua com a cantora. “Obrigado por ser imensa. E através da sua imensidão ensinar que é sempre tempo de brilhar! Obrigado pelo respeito, carinho e risadas. Cada encontro foi único. Que a terra lhe seja leve Elza Soares. Que o universo receba com luz e festa a voz do milênio!”, disse.

O músico Lobão, que conheceu Elza ainda na década de 1980 e sempre mostrou carinho, admiração e amizade pela cantora em seus livros e entrevistas, também se manifestou nas redes sociais. “Acabo de receber uma notícia simplesmente devastadora: minha madrinha, minha amiga, uma das maiores cantoras do mundo, Elza Soares nos deixou hoje”.

A atriz Taís Araújo, que interpretou Elza no cinema, também se manifestou. “Dura na queda, nos ensinou a levantar a cabeça a cada tombo e depois seguir”, disse.

O Flamengo, clube de coração de Elza, também lamentou a morte da cantora nas redes sociais. O clube, em suas condolências, lembrou a coincidência nas datas da morte de Elza e Garrincha. “O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente a morte da magnífica cantora Elza Soares. Rubro-negra de coração, ela nos deixa no mesmo dia em que o craque Garrincha, seu grande amor, se foi há 39 anos”.

Políticos também lamentam morte da cantora

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, decretou luto oficial de três dias na capital fluminense. Em sua rede social prestou homenagem à cantora “Mulher! Guerreira! Elza vive!”.

O governador de São Paulo, João Dória, também prestou sua solidariedade a todos que sofrem com a notícia. “Com a morte de Elza Soares, o Brasil perde uma mulher admirável. Elza era a voz do talento e do ritmo da música brasileira. Minha solidariedade aos familiares, amigos e fãs”.

Guilherme Boulos, político do PSOL e candidato à Presidência da República em 2018 e ao governo de São Paulo em 2020, chamou Elza de “síntese de um país construído por mulheres negras e fortes”. “Fez tudo e mais um pouco pela nossa música e nossa cultura. Vá em paz, gigante!”.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) disse que “Perdemos hoje uma das maiores cantoras de todos os tempos, a voz de um Brasil que é liberdade, potência e beleza. Descanse em paz, Elza Soares. Obrigado por tudo”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também rendeu suas homenagens. “Elza Soares leva consigo uma parte da nossa história. Uma parte imensa da cultura e da construção do nosso povo. Foi através dela que brasileiros e brasileiras cantaram, dançaram, resistiram! É triste, dói. Mas no final das contas, ela ficará aqui, em nós. Elza Soares vive!”, afirmou.

Seu Jorge de macacão amarelo e Alexandre Pires de macacão branco sobre o palco, cantando. Público acena levantando os braços.

Seu Jorge e Alexandre Pires estreiam turnê conjunta

Como é bom ver artista feliz no palco e ser contagiado por essa alegria. Foi esse o tom do show de estreia de “Irmãos”, de Seu Jorge e Alexandre Pires. Os artistas desfilaram clássicos de suas respectivas carreiras, no último sábado (4), para um público de 19 mil pessoas.

Após recente passagem por Portugal, os cantores subiram ao palco do Allianz Parque, em São Paulo, para um público distribuído em mesas e cadeiras, que acompanhou a apresentação de mais de 2h30.

Acompanhados por uma big band, o espetáculo teve início às 21h10 com “Eu Sou o Samba” com um dueto dos cantores. Estavam no repertório, músicas como “Amiga da Minha Mulher”, “Burguesinha”, “Mineirinho” e “Essa tal Liberdade”.

Além dos clássicos, homenagem a Legião Urbana, Tim Maia e Jorge Ben Jor também levou o público a cantar em uníssono.

Seu Jorge de macacão amarelo e Alexandre Pires de macacão branco sobre o palco, cantando. Público acena levantando os braços.
(TV Cultura)

Alexandre Pires iniciou o show com figurino amarelo enquanto Seu Jorge surgiu no palco de branco. No final, as cores se inverteram. Seu Jorge terminou a apresentação com um macacão amarelo e Alexandre Pires de branco.

Dois dos mais populares artistas do país, a dupla deixou explícita a satisfação em ter trasformado uma live que fizeram juntos durante a pandemia [que ainda não acabou] em show presencial. Interagindo mais com o público, Alexandre Pires dançava, pulava durante o tempo todo e expunha a felicidade em estar ao lado de Seu Jorge. Um ponto alto do show também foi o trio de backing vocals. Foi impossível não se deixar contagiar pelo suingue de Kauê Damázio, Nando Vianna e João Júnior.

Quase no final da apresentação, o mineiro disse que não acreditou, inicialmente, na ousadia do projeto e reverenciou Matheus Possebon, da Opus Entretenimento – empresa responsável pela turnê -, como o grande mentor. “Você [Matheus Possebon] nos proporcionou estar neste palco. Você é o maior empresário do entretenimento musical do Brasil”, disse vibrando ao ver a arena lotada.

Em cartaz nos cinemas como protagonista dos filmes “Marighella” e “Pixinguinha, Um Homem Carinhoso”, Seu Jorge remeteu seus tempos como integrante do Farofa Carioca. “Não tenho palavras para descrever o que foi o show desta noite. Estou transbordando de felicidade. Foi uma sensação maravilhosa sentir o carinho, a vibração e o calor de todo esse povo ao lado do meu parceiro e amigo Alexandre Pires. Muito obrigado, São Paulo! Esta noite ficará pra sempre na minha memória e marcada na história da minha carreira”, declarou.

Logo depois do bis com um medley com canções de Jorge Benjor, o encerramento aconteceu em clima de festa. Fogos de artifício no céu e chuva de papel picado nas cores do figurino caíram sobre o público.

A ideia transformar “Irmãos” em turnê cresceu durante a pandemia, após Seu Jorge e Alexandre Pires terem protagonizado uma das lives mais assistidas no YouTube, que atualmente soma mais de 14 milhões de visualizações. O nome é uma homenagem à história de amizade e união entre os artistas.

As apresentações seguem para o Rio de Janeiro (Jeunesse Arena em 17/12), Curitiba (Live em 27/1), Xangri-Lá/Rio Grande do Sul (Maori Beach Club em 29/1) e São José/Santa Catarina (Arena Petry em 25 de fevereiro). Os ingressos para todos os shows estão à venda em uhuu.com

Veja o setlist do show do Allianz Parque:

1. Eu Sou O Samba

2. É Bom Demais / Outdoor

3. Amiga Da Minha Mulher

4. Domingo

5. Carolina

6. Final Feliz*

7. Pessoal Particular

8. Que Se Chama Amor

9. Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda

10. A Doida

11. Quando É Amor / Minha Metade

12. Quem Não Quer Sou Eu

13. Tira Ela De Mim

14. Zé Do Caroço

15. São Gonça

16. Quem Dera

17. Alma De Guerreiro (Salve Jorge)

18. Mineirinho / Sai Da Minha Aba

19. Vizinha

20. Coleção

21. Você vira minha cabeça

22. Tempo Perdido (Legião Urbana)

23. É Isso Aí

24. Essa Tal Liberdde

25. Tive Razão

26. Depois Do Prazer

27. Mina Do Condomínio

28. Burguesinha

29. Você Virou Saudade

30. Felicidade

31. Descobridor Dos Sete Mares

Bis

Medley Jorge Ben Jor

Por Adriana de Barros, da TV Cultura

Toquinho é fotografado enquanto sua imagem reflete nas costas de um violão.

Toquinho se apresenta no fim de semana em São Paulo

Cantor, compositor e violonista brasileiro Toquinho, realiza show ao lado de Camilla Faustino neste domingo (28) no Bourbon Street, em Moema, São Paulo.

CD mais recente do artista “Arte de Viver”, lançado no final de 2020, conta com músicas inéditas em parceria com Paulo Cesar Pinheiro.

Serviço

Para entrar no local, é necessário apresentar comprovante de vacinação completo. Abertura da casa acontece às 18h e show começa às 19h30, com duração de 80 minutos.

Venda de ingressos ocorre pelo site Sympla, com classificação indicativa de 18 anos e 16 acompanhado de responsável, com capacidade máxima para 350 pessoas.

por TV Cultura

Integrantes do ABBA em ensaio de fotos para o novo álbum

ABBA está de volta com novo álbum; ouça

Integrantes do ABBA em ensaio de fotos para o novo álbum
(Divulgação)

A lendária banda pop sueca ABBA lançou nesta sexta-feira (5) seu novo álbum, depois de um intervalo de quase quatro décadas. “Voyage” tem dez músicas e é sucessor de “The Visitors”, lançado em 1981.

O grupo formado por Anni-Frid Lyngstad (75 anos), Agnetha Fältskog (71), Björn Ulvaeus (76) e Benny Andersson (74) se separou em 1982. Agora, eles preparam show virtual com hologramas, que será transmitido direto do Queen Elizabeth Olympic Park, de Londres.

Intitulado “ABBA Voyage”, o concerto virtual tem estreia prevista para 27 de maio. A série de shows deverá ser o último capítulo da história do grupo. Em entrevista ao jornal sueco Dagens Nyheter, Benny Andersson negou que o ABBA possa voltar mais uma vez para lançar novas músicas inéditas. 

Ouça o álbum “Voyage”:

TRACKLIST

  1. I Still Have Faith In You
  2. When You Danced With Me
  3. Little Things
  4. Don’t Shut Me Down
  5. Just a Notion
  6. I Can be That Woman
  7. Keep an Eye on Dan
  8. Bumblebee
  9. No Doubt About It
  10. Ode to Freedom

Por TV Cultura

Amy Winehouse: a trajetória e declínio prematuro de uma estrela

A morte prematura de Amy Winehouse abalou os quatro cantos de Londres: afinal, o amor da cantora pela cidade sempre fora um pilar de seu trabalho criativo. Ela era especialmente apegada ao bairro de Camden Town, ao ponto de, em 2008, dedicar seus cinco prêmios Grammy a esse lar eletivo.

Dez anos após sua morte, ainda se encontram lembranças de Amy por toda Camden e outras partes do norte da capital britânica, onde ela passou grande parte da infância e dos anos de formação, e que contribuíram para moldá-la como artista.

A família também desempenhou um papel importante em seu desenvolvimento musical, expondo-a, desde pequena, a várias influências de meados do século 20. Sua avó, Cynthia, trabalhava como vocalista profissional, e o pai, Mitch, era fã do “Rat Pack”, grupo informal de cantores americanos que incluía, entre outros, Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr..

Cynthia se apresentava em locais como o lendário Ronnie Scott’s Jazz Club da Frith Street, no Soho, mas também, simplesmente, na sala de estar na família. Amy cantava junto, ou imitava as vozes nos discos que o pai tocava, de Dinah Washington e Sarah Vaughn a Billie Holiday e Frank Sinatra. Foram influências fortes: sua voz costumava ser comparada à da “Lady Day”.

“Camden girl”

Winehouse tinha apenas 19 anos ao fechar seu primeiro contrato fonográfico. Embora mais tarde ela viesse a fazer turnês pelo mundo, durante os anos formativos seu mundo de girava em torno de Camden Town. Tanto partindo da casa da família, em Southgate, no norte de Londres, como da escola de música e artes cênicas que frequentava, era fácil para ela chegar àquele polo criativo, famoso por seus locais de música e sua ousada cena artística.

Ao se tornar uma estrela de rock famosa, Amy adotou o visual rockabilly típico de Camden, com um penteado colmeia que ia desafiando a gravidade. Uma fonte de alimento artístico para ela era a energia dos pubs e palcos locais, como a Hawley Arms ou a Dublin Arms, por onde tantos mitos musicais haviam passado antes dela.

Segundo consta, porém, foi também lá que adquiriu, em parte, o comportamento autodestrutivo que levaria a sua derrocada. Muitas vezes chegava em casa de madrugada, cambaleando, vinda dos bares e pubs onde ficara conhecendo substâncias ilícitas.

Se ocasionalmente até desmaiava em banheiros, em outros dias ela ia para atrás do bar e ajudava a distribuir canecos de cerveja. Para Amy, era importante ser percebida como uma garota do lugar, e não como uma estrela mundial. Hoje em dia, todos esses pubs e outros locais de Camden a recordam, exibindo suvenires que vão de listas de números musicais a álbuns autografados da cantora.

Morte longamente anunciada

A descida de Amy Winehouse à autodestruição foi bem documentada: paparazzi a seguiam por toda parte, tentando fazer sucesso com fotos sensacionalistas da superstar se comportando de modo escandaloso. As câmeras não deram folga nem mesmo quando, em 2011, ela se internou pela segunda vez na conhecida clínica de reabilitação Priory, no sudoeste londrino.

Sua morte por intoxicação alcoólica, semanas mais tarde, aos 27 anos de idade, pode não ter sido exatamente uma surpresa, mas ainda assim deixou traumatizada a comunidade de Camden. Hoje, os fãs continuam indo até a casa dela, na Camden Square nº 30, para visitá-la e depositar flores e outros tributos.

Muitos admiradores de Winehouse ainda lutam para compreender sua espiral de autossabotagem. O amigo e confidente Tyler James, que vivia no mesmo endereço na época de sua morte, afirma que ela simplesmente sucumbiu à pressão de ser uma celebridade.

“Amy nunca quis ser famosa, ela queria ser uma cantora de jazz”, escreveu no recém-lançado My Amy: The life we shared (Minha Amy: A vida que partilhamos), um relato revelador da amizade de ambos.

Mistério inescrutável

James também parece atribuir à família pelo menos parte da culpa pelo resvalo na dependência de drogas, sugerindo que a marca icônica da artista se transformara num negócio familiar que precisava ser mantido, a todo custo, como uma engrenagem bem lubrificada.

O livro despertou a cólera dos Winehouse: como afirmaram em comunicado, ele conteria inexatidões fatuais, por exemplo a alegação de que Amy tomava antidepressivos desde os 14 anos de idade.

Contudo, outras testemunhas confirmam que ela passou por uma fase árdua na adolescência. Recentemente, Catriona Gourlay, outra amiga da cantora, sugere que ela estaria confusa quanto à própria orientação sexual. A família anunciou que contará seu lado da história de Amy num documentário da BBC.

Mas será que ele lançará alguma luz sobre quem foi, verdadeiramente, Amy Winehouse, e quais eventos de sua vida a levaram ao abuso de drogas? O mais provável é que a verdade sobre seu ocaso vá permanecer um segredo complexo, que só ela própria conhecia inteiramente.

Influência indelével na música pop

Desde a morte de Winehouse, diversas artistas, como Lana del Rey e Lady Gaga, seguiram seus passos, ao combinar referências nostálgicas a tempos passados com sons contemporâneos criados pelos mais novos softwares musicais.

“Amy transformou a música pop para sempre. Eu lembro que foi por causa dela que conheci esperança e o sentimento de não estar só. Ela vivia o jazz, ela vivia o blues”, disse Lady Gaga sobre as conquistas musicais da jovem diva.

Acima de tudo, muitos artistas britânicos são gratos a ela por proporcionar um significativo renascimento da música pop nacional, depois que o brilho do britpop de meados dos anos 1990 empalidecera. “Por causa dela eu peguei num violão, e por causa dela eu escrevi minhas canções”, comenta Adele.

Outros artistas britânicos, como Sam Smith, Jessie J ou Florence Welch, do Florence + the Machine, também se beneficiaram do efeito Winehouse: depois dela, os selos fonográficos do Reino Unido voltaram a contratar cantores com vozes grandes e expansivas.

Enquanto as carreiras desses músicos evoluem, também por seus próprios méritos, os dois álbuns de Amy Winehouse, Frank e Back to black, assim como da compilação póstuma Lioness, resistiram à prova do tempo, consagrando-se como obras de arte atemporais, que seguem inspirando ouvintes até hoje.

Por Sertan Sanderson, da Deutsche Welle

Morre Dominguinhos do Estácio

Dominguinhos do Estácio (Rede Social/Reprodução)

Morreu na madrugada de hoje (31), no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Dominguinhos do Estácio, aos 79 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais do intérprete do carnaval carioca. 

Ele estava internado desde o dia 11 de maio no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, onde passou por uma cirurgia de emergência após uma hemorragia cerebral.

Domingos da Costa Ferreira nasceu no Rio no dia 4 de agosto de 1941 e começou a carreira no carnaval no fim dos anos 60 como cantor e compositor na escola Unidos de São Carlos, que, a partir de 1983, passou a se chamar Estácio de Sá. O nome Dominguinhos do Estácio é uma referência ao bairro onde o intérprete nasceu.

O sambista passou por outras escolas, como a Imperatriz Leopoldinense, na qual interpretou o samba vencedor do carnaval de 1989, Liberdade, Liberdade, Abra as Asas Sobre Nós.

Pela Unidos do Viradouro, venceu o carnaval de 1997 interpretando o samba-enredo Trevas! Luz! A Explosão do Universo.

Ao longo da carreira, também gravou nove discos. Ainda não há informações sobre o velório e enterro.

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil 

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil