Amy Winehouse: a trajetória e declínio prematuro de uma estrela

A morte prematura de Amy Winehouse abalou os quatro cantos de Londres: afinal, o amor da cantora pela cidade sempre fora um pilar de seu trabalho criativo. Ela era especialmente apegada ao bairro de Camden Town, ao ponto de, em 2008, dedicar seus cinco prêmios Grammy a esse lar eletivo.

Dez anos após sua morte, ainda se encontram lembranças de Amy por toda Camden e outras partes do norte da capital britânica, onde ela passou grande parte da infância e dos anos de formação, e que contribuíram para moldá-la como artista.

A família também desempenhou um papel importante em seu desenvolvimento musical, expondo-a, desde pequena, a várias influências de meados do século 20. Sua avó, Cynthia, trabalhava como vocalista profissional, e o pai, Mitch, era fã do “Rat Pack”, grupo informal de cantores americanos que incluía, entre outros, Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr..

Cynthia se apresentava em locais como o lendário Ronnie Scott’s Jazz Club da Frith Street, no Soho, mas também, simplesmente, na sala de estar na família. Amy cantava junto, ou imitava as vozes nos discos que o pai tocava, de Dinah Washington e Sarah Vaughn a Billie Holiday e Frank Sinatra. Foram influências fortes: sua voz costumava ser comparada à da “Lady Day”.

“Camden girl”

Winehouse tinha apenas 19 anos ao fechar seu primeiro contrato fonográfico. Embora mais tarde ela viesse a fazer turnês pelo mundo, durante os anos formativos seu mundo de girava em torno de Camden Town. Tanto partindo da casa da família, em Southgate, no norte de Londres, como da escola de música e artes cênicas que frequentava, era fácil para ela chegar àquele polo criativo, famoso por seus locais de música e sua ousada cena artística.

Ao se tornar uma estrela de rock famosa, Amy adotou o visual rockabilly típico de Camden, com um penteado colmeia que ia desafiando a gravidade. Uma fonte de alimento artístico para ela era a energia dos pubs e palcos locais, como a Hawley Arms ou a Dublin Arms, por onde tantos mitos musicais haviam passado antes dela.

Segundo consta, porém, foi também lá que adquiriu, em parte, o comportamento autodestrutivo que levaria a sua derrocada. Muitas vezes chegava em casa de madrugada, cambaleando, vinda dos bares e pubs onde ficara conhecendo substâncias ilícitas.

Se ocasionalmente até desmaiava em banheiros, em outros dias ela ia para atrás do bar e ajudava a distribuir canecos de cerveja. Para Amy, era importante ser percebida como uma garota do lugar, e não como uma estrela mundial. Hoje em dia, todos esses pubs e outros locais de Camden a recordam, exibindo suvenires que vão de listas de números musicais a álbuns autografados da cantora.

Morte longamente anunciada

A descida de Amy Winehouse à autodestruição foi bem documentada: paparazzi a seguiam por toda parte, tentando fazer sucesso com fotos sensacionalistas da superstar se comportando de modo escandaloso. As câmeras não deram folga nem mesmo quando, em 2011, ela se internou pela segunda vez na conhecida clínica de reabilitação Priory, no sudoeste londrino.

Sua morte por intoxicação alcoólica, semanas mais tarde, aos 27 anos de idade, pode não ter sido exatamente uma surpresa, mas ainda assim deixou traumatizada a comunidade de Camden. Hoje, os fãs continuam indo até a casa dela, na Camden Square nº 30, para visitá-la e depositar flores e outros tributos.

Muitos admiradores de Winehouse ainda lutam para compreender sua espiral de autossabotagem. O amigo e confidente Tyler James, que vivia no mesmo endereço na época de sua morte, afirma que ela simplesmente sucumbiu à pressão de ser uma celebridade.

“Amy nunca quis ser famosa, ela queria ser uma cantora de jazz”, escreveu no recém-lançado My Amy: The life we shared (Minha Amy: A vida que partilhamos), um relato revelador da amizade de ambos.

Mistério inescrutável

James também parece atribuir à família pelo menos parte da culpa pelo resvalo na dependência de drogas, sugerindo que a marca icônica da artista se transformara num negócio familiar que precisava ser mantido, a todo custo, como uma engrenagem bem lubrificada.

O livro despertou a cólera dos Winehouse: como afirmaram em comunicado, ele conteria inexatidões fatuais, por exemplo a alegação de que Amy tomava antidepressivos desde os 14 anos de idade.

Contudo, outras testemunhas confirmam que ela passou por uma fase árdua na adolescência. Recentemente, Catriona Gourlay, outra amiga da cantora, sugere que ela estaria confusa quanto à própria orientação sexual. A família anunciou que contará seu lado da história de Amy num documentário da BBC.

Mas será que ele lançará alguma luz sobre quem foi, verdadeiramente, Amy Winehouse, e quais eventos de sua vida a levaram ao abuso de drogas? O mais provável é que a verdade sobre seu ocaso vá permanecer um segredo complexo, que só ela própria conhecia inteiramente.

Influência indelével na música pop

Desde a morte de Winehouse, diversas artistas, como Lana del Rey e Lady Gaga, seguiram seus passos, ao combinar referências nostálgicas a tempos passados com sons contemporâneos criados pelos mais novos softwares musicais.

“Amy transformou a música pop para sempre. Eu lembro que foi por causa dela que conheci esperança e o sentimento de não estar só. Ela vivia o jazz, ela vivia o blues”, disse Lady Gaga sobre as conquistas musicais da jovem diva.

Acima de tudo, muitos artistas britânicos são gratos a ela por proporcionar um significativo renascimento da música pop nacional, depois que o brilho do britpop de meados dos anos 1990 empalidecera. “Por causa dela eu peguei num violão, e por causa dela eu escrevi minhas canções”, comenta Adele.

Outros artistas britânicos, como Sam Smith, Jessie J ou Florence Welch, do Florence + the Machine, também se beneficiaram do efeito Winehouse: depois dela, os selos fonográficos do Reino Unido voltaram a contratar cantores com vozes grandes e expansivas.

Enquanto as carreiras desses músicos evoluem, também por seus próprios méritos, os dois álbuns de Amy Winehouse, Frank e Back to black, assim como da compilação póstuma Lioness, resistiram à prova do tempo, consagrando-se como obras de arte atemporais, que seguem inspirando ouvintes até hoje.

Por Sertan Sanderson, da Deutsche Welle

Morre Dominguinhos do Estácio

Dominguinhos do Estácio (Rede Social/Reprodução)

Morreu na madrugada de hoje (31), no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Dominguinhos do Estácio, aos 79 anos. A informação foi divulgada nas redes sociais do intérprete do carnaval carioca. 

Ele estava internado desde o dia 11 de maio no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, onde passou por uma cirurgia de emergência após uma hemorragia cerebral.

Domingos da Costa Ferreira nasceu no Rio no dia 4 de agosto de 1941 e começou a carreira no carnaval no fim dos anos 60 como cantor e compositor na escola Unidos de São Carlos, que, a partir de 1983, passou a se chamar Estácio de Sá. O nome Dominguinhos do Estácio é uma referência ao bairro onde o intérprete nasceu.

O sambista passou por outras escolas, como a Imperatriz Leopoldinense, na qual interpretou o samba vencedor do carnaval de 1989, Liberdade, Liberdade, Abra as Asas Sobre Nós.

Pela Unidos do Viradouro, venceu o carnaval de 1997 interpretando o samba-enredo Trevas! Luz! A Explosão do Universo.

Ao longo da carreira, também gravou nove discos. Ainda não há informações sobre o velório e enterro.

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil 

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil 

Nelson Sargento morre de covid-19

Nelson Sargento é internado na UTI em estado grave com covid-19, no Rio

Morreu hoje (27) de covid-19, no Rio de Janeiro, o sambista Nelson Sargento, nome artístico de Nelson Mattos, aos 96 anos de idade. Presidente de honra da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, Nelson Sargento foi internado no dia 20, no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), com quadro de desidratação, anorexia e significativa queda do estado geral. Ao chegar no Inca, foi realizado o teste de covid-19, que deu positivo para a doença, apesar de o sambista ter tomado as duas doses da vacina CoronaVac em 31 de janeiro e 26 de fevereiro deste ano.

No sábado passado (22), ele foi transferido para a UTI, com piora do padrão ventilatório e hipertensão, respirando com auxílio de máscara de oxigênio. Ontem, em nota, o Inca comunicou que o estado de saúde de Sargento era grave e inspirava cuidados. Hoje, também em nota, o Inca informou que “apesar de todos os esforços terapêuticos utilizados, o óbito ocorreu às 10h45 dessa quinta-feira (27)”.

O apelido Sargento deriva da mais alta graduação que o cidadão Nelson Mattos alcançou quando serviu ao Exército brasileiro. Foi compositor, cantor, pesquisador da música popular brasileira, artista plástico, ator e escritor. Por ocasião dos seus 90 anos de idade, recebeu homenagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que preparou matéria especial com entrevistas e vídeos exclusivos sobre o artista.

Sargento compôs cerca de quatrocentas músicas. Nascido em 25 de julho de 1924, aos 12 anos de idade, saiu do Morro do Salgueiro para morar no Morro da Mangueira. Em 1955, em parceria com o famoso compositor da Mangueira, Alfredo Português, Nelson compôs o samba-enredo Primavera, também chamado As quatro estações do ano, considerado um dos mais belos sambas-enredo do carnaval.

Atualmente, o sambista morava na Tijuca. Sua música é conhecida nas Américas e até no Japão. Casado com Evonete Belizario Mattos, deixa seis filhos biológicos e três adotivos. Nelson Sargento é empresariado com exclusividade pela produtora Conexão Social Produções, cujos sócios são seu filho caçula, Ronaldo Mattos, e sua nora, Lívea Mattos.

Sargento era matriculado no Inca desde 2005, quando foi diagnosticado com câncer de próstata, tratado na ocasião.

A nora do sambista, Lívea Mattos, informou à Agência Brasil que a família ainda não decidiu se haverá velório, nem se o corpo de Nelson Sargento será sepultado ou cremado. 

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil 

Polícia investiga morte de MC Kevin

MC Kevin (Rede Social/Reprodução)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando a morte do músico Kevin Nascimento Bueno, de 23 anos. Conhecido como MC Kevin, ele morreu na noite de ontem (17), ao cair da varanda de um quarto no 5º andar de um hotel na orla da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. O músico foi levado com vida para o Hospital Municipal Miguel Couto, na zona sul, mas não resistiu aos ferimentos.

A mulher de Kevin, a advogada Deolane Bezerra, amigos e testemunhas já foram ouvidos por agentes da delegacia da Barra da Tijuca. Segundo as informações, o cantor pulou da varanda para a piscina do hotel, mas caiu na borda.

“Eu não esperava. Falei com ele ontem às 5h da tarde e estava tudo bem. A última coisa que ele falou para mim é o que ele falava todos os dias: que me amava”, disse a mãe do artista, Valquiria Nascimento.

MC Kevin é de São Paulo e foi ao Rio de Janeiro para um show. Ele e Deolane casaram no início deste mês e, nas redes sociais, ela postou uma mensagem dizendo que foi o amor mais lindo que teve. O jogador Neymar também se manifestou em sua conta no Instagram, agradecendo pelo carinho e admiração. Kevin tinha o nome de Neymar tatuado no corpo e colecionava fotos, quadros, chuteiras e camisetas do jogador.

A assessoria do funkeiro divulgou nota confirmando a morte. O funeral deve ocorrer na cidade paulista de Mogi das Cruzes, onde o MC nasceu.

Por Cristiane Ribeiro – Radiojornalismo 

Em gratidão à natureza e à vida, Hélio Ramalho lança single ‘Natura’

Hélio Ramalho, músico (Leonardo Rodrigues/Pelicula Vintage)

Há 16 anos, o cabo-verdiano Hélio Ramalho deixou a Ilha de São Nicolau, um lugar com menos de 15 mil habitantes, para viver no Brasil.  Quando deixou sua terra natal, Helio era, portanto, um jovem de 22 anos, que trazia, ainda, o desejo de viver a cultura brasileira,  cursar a universidade e conhecer os ritmos do Brasil.  Trazia na bagagem a cultura musical herdada da família de músicos. O avô materno, Mané Pchei,  é  uma referência na história cultural de São Nicolau (Pchei e seu grupo são estudados hoje nas universidades do Brasil, Japão e Alemanha). É também a principal referência na carreira de Hélio. 

Hoje, aos 39 anos, com diploma de engenheiro civil, várias apresentações realizadas no Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo, e parcerias com reconhecidos músicos brasileiros, Hélio é reconhecido por unir os elementos da cultura africana aos estilos musicais brasileiros. Como cenário  para o single Natura, que acaba de ser lançado em todas as plataformas digitais de música pelo selo Indigo Azul, escolheu uma área preservada em Bertioga. 

Em Natura,  a vertente afrofuturista de Hélio Ramalho ganha ainda mais pegada eletrônica em parceria com o baixista Klaus Sena, músico, produtor musical e técnico de som. Hélio diz que a inspiração para escrevê-la vem das conversas com seu melhor amigo e que a letra convida a uma reflexão sobre a  busca de um sentido de felicidade menos complexo.

“Natura traz um senso de felicidade com menos coisas materiais, com pessoas centradas em sentir o presente, com mais capacidade de percepção de que os recursos naturais são a fonte da vida”, conta Hélio. “Parece simples, mas só a natureza nos devolve a sensação de uma conexão que envolve muitos sentidos ao mesmo tempo, a ciência de estar vivo.”

“Feliz aquele que conseguir, no mundo que a gente vive, acordar de manhã, e observar o orvalho nas plantas. Respirar ar puro ciente que isso é vivo.” Já no primeiro verso,  Natura se apresenta inspirada na grande mãe, que representa mares, montanhas, florestas e animais. Impactado pelos efeitos sociais e econômicos que abateu a todos durante a pandemia, o músico e compositor produziu, com recursos próprios, e parceria de trabalho com amigos, o clipe Natura. Assim como muitos brasileiros e profissionais da área de cultura, viu minguar os trabalhos no decorrer de 2020. O que fazer? “Passei a pandemia estudando, com orçamento bastante limitado, e convivendo com pessoas que valorizam o compartilhamento, as parcerias, ainda mais em um momento tão difícil para o mundo”. 

O clipe Natura foi gravado numa área preservada de Bertioga, num cenário de mar, verde e vento, pelo cinegrafista Conrado Lessa e direção do próprio músico. Hélio está trabalhando ainda na produção de outras composições autorais e de forma independente, sempre com a proposta de resgatar a cultura do seu país e, em particular da Ilha de São Nicolau e conectá-la à musicalidade brasileira.

De Cabo-Verde, o músico pesquisa os ritmos funaná, batuque, tabanca, coladeira, morna, manzurca, são joão, são pedro, tchabeta. Do Brasil declara ter influência de Gilberto Gil, Caetano, Nação Zumbi e também do samba e da bossa nova. Um pouco desta mistura pode ser conhecida em algumas de suas canções mais conhecidas: África, Cabo Verde, Mané Pchei, El Reto, Carnaval, essa última abriu sua recente apresentação no Festival Gringa Music, que ocorreu online, em março. Todas as suas canções foram gravadas em crioulo, um dialeto cabo-verdiano. 

Morre Paulinho, vocalista do Roupa Nova

Paulinho, do Roupa Nova (Redes Sociais/Reprodução)

Morreu hoje (14), no Rio de Janeiro, o cantor Paulinho, da banda Roupa Nova. A informação é do G1.

Paulinho havia passado, recentemente, por um transplante de medula, segundo a reportagem, e enfrentado um tratamento contra a Covid-19. Mais cedo, antes da divulgação sobre a morte do cantor, a assessoria da banda publicou em uma rede social que o quadro clínico era considerado grave.

“Ele segue hospitalizado na UTI (não COVID), agora em estado delicado e precisando de cuidados mais específicos. Vamos continuar orando e mandando pensamentos positivos”, pediu.

Morre Ubirany, um dos criadores do Fundo de Quintal

Zeca Pagodinho publicou uma homenagem ao sambista (Redes Sociais)

O Grupo Fundo de Quintal perdeu hoje (11) seu percussionista, Ubirany Félix do Nascimento, que estava com covid-19 e morreu aos 80 anos. Ele estava internado há nove dias no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, por causa de complicações da contaminação pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O sambista foi um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal no fim da década de 70, a partir das rodas de samba de que costumava participar com amigos do bloco de carnaval Cacique de Ramos. A sede do Cacique, na zona norte da cidade, reunia o mais puro samba carioca e se tornou lugar de encontro de estrelas como Beth Carvalho, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho.

Em seu perfil no Facebook, o Fundo de Quintal postou uma nota oficial lamentando a morte do “querido Ubirany, aos 80 anos de idade”. Na mensagem, a assessoria do grupo diz que informará quando será o velório e o sepultamento de Ubirany. “Pedimos respeito ao luto de amigos e familiares, que se manifestarão em momento oportuno e espontâneo.”

Repique de mão

Em entrevista ao portal de notícias Catraca Livre, há quatro anos, Ubirany contou que foi o criador do repique de mão. Uma das características do Fundo de Quintal, o instrumento logo  passou a ser usado por outros grupos de samba. Além do repique de mão, o Fundo de Quintal influenciou o trabalho de outros músicos com o uso de mais dois instrumentos: o tantã e o banjo com cabo de cavaquinho, esse criado por Almir Guineto, outro fundador do grupo.

“Peguei um repinique do Cacique de Ramos e tirei a pele de um dos lados para que o som não ficasse preso ou abafado. Aí, surgiu a questão de machucar a mão no aro do instrumento, que resolvi rebaixar. Ainda sentia o som sem nitidez, com sobras, então passamos a colocar aquelas travas de madeira que não são nada mais do que abafadores, que ajudam a produzir um som mais limpo. Assim foi criado esse instrumento que está aí até hoje, sem que eu tivesse pensado em qualquer tipo de patente. A maior gratificação mesmo é ver todo mundo curtindo”, explicou Ubirany na entrevista.

A cantora Teresa Cristina postou uma mensagem no seu perfil do Instagram comentando a importância do amigo para o samba e o seu comportamento doce. “Ubirany, o maior dos maiores. Inventor do repique de mão, peça fundamental em qualquer roda de samba. Um verdadeiro gentleman. Sempre sorridente, educado, doce, simpático com todos que cruzavam seu caminho.”

A sambista falou ainda sobre a causa da morte do percussionista. “Esse vírus terrível leva embora um pedaço do subúrbio carioca. Que tristeza! Descanse em paz, mestre!.”

O cantor e compositor Zeca Pagodinho, que frequentava o Cacique no início da carreira, lamentou a morte do amigo. “Depois de tantas outras, essa foi mais uma notícia triste que chegou nesta sexta-feira. O falecimento do Ubirany, o vice do Fundo de Quintal, do Cacique de Ramos, onde cheguei e foi um dos primeiros a me receber de braços abertos. Que Deus o receba também de braços abertos. Vice vai com Deus e vamos levando. Valeu”, diz Pagodinho, em vídeo encaminhado pela sua assessoria de imprensa.

Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil 

Ana de Oliveira lança CD e livro dedicados ao violino solo

Ana de Oliveira está estreando seu CD de violino solo, o “Dragão dos Olhos Amarelos”,o primeiro em uma longa carreira camerística e orquestral(Foto:Paulo Rapoport/Divulgação)

Com longa carreira como camerista e spalla em orquestras nacionais e internacionais, violinista paulistana, radicada no Rio, lança o álbum “Dragão dos Olhos Amarelos”, com participação de André Mehmari, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira”, marcando sua estreia com CD solo e como autora na literatura musical

“Há artistas que não dão um passo atrás quando um grande desafio se impõe, seja ele um improviso, uma sonata ou um flamejante dragão de olhos amarelos que traz dilemas e questões profundas ao baile da vida. Ana de Oliveira se propõe (e vive) aqui simplesmente o encontro mais profundo consigo própria em sua brilhante carreira, até o momento. Sem filtro!” André Mehmari

A destacada violinista Ana de Oliveira demonstra, e já por longo tempo, o que teoriza no papel. Esta sua obra (livro), fruto de conhecimento teórico e prático, constitui um verdadeiro tesouro para todos nós, violinistas e os que tocam outros instrumentos de cordas. Ela nos fornece bases sólidas para compreender e executar projetos sonoros de compositores contemporâneos, como também proporciona o caminho inverso – o deles vivenciarem nossas possibilidades e se adequarem ao nosso instrumento. Um grande e vitorioso tento!” Paulo Bosísio

Radicada no Rio de Janeiro, a violinista paulistana Ana de Oliveiraspalla da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e integrante do renomado Trio Puelli, lançou-se um desafio no ano mais assustador e incógnito da história recente da Humanidade e, especialmente, da classe artística e musical: estrear seu projeto solo, o primeiro de uma carreira com mais de três décadas a serviço da música brasileira e internacional. Tendo sido solista com diversas orquestras na Europa e no Brasil – por uma década foi spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira – Ana de Oliveira lança, simultaneamente, seu primeiro CD de violino solo, “Dragão dos Olhos Amarelos”, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnica estendidas”, ambos no formato físico e digital, uma ousadia muito bem vinda em tempos pandêmicos, revelando-se, musicalmente, como compositora e exímia improvisadora, com igual importância literária na Educação Musical.  

 CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

Com produção, direção e concepção da própria autora, dez das quinze faixas que compõe o CD foram criadas instantaneamente, em fevereiro último, no Estúdio Monteverdi, onde foi gravado, mixado e masterizado por André Mehmari. Além destas autorais inéditas, compõe ainda o repertório Dodecafoniana I e II para violino solo, obra de Sérgio Ferraz dedicada à violinista; Cadenza, composição da violinista para a música “Eterna” de Egberto Gismonti em sua versão para solista e orquestra; Malinconia da segunda Sonata para violino Solo, de E. Ysaÿe, e Posso Chorar, com André Mehmari ao piano, uma faixa bônus inédita escrita por Hermeto Pascoal nos anos 80 e dedicada à violinista quando a conheceu na estreia de sua “Sinfonia em Quadrinhos” – na época, a artista tocava como spalla da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal de São Paulo.

“Este registro é a realização de um sonho de liberdade, uma viagem autobiográfica…As composições instantâneas que integram este trabalho são inspiradas em momentos, memórias, sentimentos de minha vida, que foram retratadas sob forma de Música… uma catarse e um ato de coragem de me expor visceralmente”, revela Ana de Oliveira. Tais sentimentos e revelações são ratificados por André Mehmari, para quem este projeto é, além de tudo, “um testemunho potente da resistência do artista brasileiro em meio ao mais desafiador cenário em tempos recentes e provavelmente de todos os tempos em alguns aspectos”. Para o consagrado produtor, compositor, arranjador, pianista e multi-instrumentista, a artista não se esquiva e “empunha corajosamente seu arco e lança a flecha sonora certeira na direção do ouvinte apto a viajar com ela por veredas que vão muito além do conforto estético e formal: a fascinante imperfeição do ser humano em constante estado de mutação”.

Livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Fruto do seu mestrado profissional concluído em dezembro de 2018, no Instituto Villa-Lobos, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), sob orientação de Mariana I. Salles, o livro, com prefácio do violinista Paulo Bosísio, oferece subsídios técnicos e teóricos sobre o assunto – carente de referências – e pode ser utilizado como um manual para estudantes de violino e composição. O termo “técnicas estendidas” define todos os meios técnicos instrumentais não tradicionais e não convencionais para a performance de obras musicais contemporâneas. No Brasil não há muitas referências técnicas e bibliográficas sobre o tema, embora haja um crescente interesse pela música produzida hoje”, destaca a autora e complementa: “mas foi devido à minha dedicação na execução do repertório para violino dos séculos XX e XXI e, naturalmente, a partir de minhas próprias dificuldades na busca por soluções para a execução de determinadas passagens, assim como em interpretar novas notações musicais, que surgiu a necessidade de elaborar um manual sobre técnicas estendidas para o violino”.

CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

https://tratore.ffm.to/dragao

“O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Quésia Neves vence e vai cantar “Acabou”, de Cleverson Luiz

Quésia Neves, cantora (Wagner Figueiredo/Divulgação)

A cantora catanduvense Quésia Neves venceu o concurso musical organizado pelo compositor Cleverson Luiz, que foi realizado no Bar Templo, em São Paulo. Com uma votação expressiva através das redes sociais, Quésia venceu a segunda colocada, Tainá Fernandes, com uma vantagem de 3400 votos. 

A disputa final ocorreu no fim de semana, com transmissão ao vivo pela internet. Com a vitória, Quésia terá como prêmio o direito de gravar a canção “Acabou” e usá-la como música de trabalho. Além disso, também ganhou a gravação de um clipe.

Quésia agradeceu a todos que votaram para que ela conquistasse a vitória no concurso. “Estou muito feliz. O sentimento que me define é gratidão. Gratidão a minha cidade, gratidão a vida”, disse emocionda.

Sobre Quésia Neves

Natural de Catanduva, Quésia iniciou sua carreira profissional como cantora em 2019. Antes disso, a catanduvense se apresentava apenas em corais de igreja, mas logo em seguida começou a se apresentar como backing vocal em alguns grupos de pagode de Catanduva.

Em 2019, Quésia participou do quadro Dez ou Mil, no Programa do Ratinho, quando ganhou o prêmio máximo e chamou a atenção dos jurados. Em fevereiro de 2020 lançou carreira solo e passou a ser agenciada pela CMX Música & Entretenimento e JP Produção e Arte.

Sobre o Concurso

A ideia do concurso musical surgiu depois que o Cleverson Luiz compôs a canção “Acabou”. Ele decidiu lançar a competição onde as participantes deveriam enviar um vídeo cantando a música. Depois da triagem dos vídeos, quatro cantoras foram selecionadas para participar das fases eliminatórias, dentre elas, Quésia Neves, que passou em todas as fases e sagrou-se como campeã.

*AI

Concurso do compositor Cleverson Luiz será decidido entre duas cantoras do interior

A cantora Quésia Neves foi escolhida pelo público a segunda finalista do concurso musical do compositor Cleverson Luiz. A disputa ocorrerá neste sábado (24), no Bar Templo, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais, @cleversonluizoficial e @bartemplo, a partir das 20 horas. Com uma votação expressiva através das redes sociais do Bar Templo, com mais de 500 votos de vantagem, Quésia foi selecionada para a grande final.

A outra finalista é Tainá Fernandes, também do interior do Estado, de São José do Rio Preto. Quem vencer a competição receberá como prêmio o direito de gravar a canção “Acabou” e usá-la como música de trabalho.

Logo após ser classificada, emocionada, Quésia agradeceu a todos que votaram pela internet para que ela chegasse à final da competição. “Eu estou muito feliz. Ir para a final desse concurso me ajudará a subir mais um degrau na minha carreira. Desde já eu quero agradecer a minha família, minha equipe e a todos que votaram para que eu chegasse até aqui”, disse. 

Sobre Quésia Neves

Natural de Catanduva, interior de São Paulo, Quésia iniciou sua carreira profissional como cantora em 2019. Antes disso, a catanduvense se apresentava apenas em corais de igreja, mas logo em seguida começou a se apresentar como backing vocal em alguns grupos de pagode de Catanduva.

Em 2019, Quésia participou do quadro Dez ou Mil, no Programa do Ratinho, quando ganhou o prêmio máximo e chamou a atenção dos jurados. Em fevereiro de 2020 lançou carreira solo e passou a ser agenciada pela CMX Música & Entretenimento e JP Produção e Arte.

Sobre o concurso

A ideia do concurso musical surgiu depois que o Cleverson Luiz compôs a canção “Acabou”. Ele decidiu lançar a competição onde as participantes deveriam enviar um vídeo cantando a música.  Depois da triagem dos vídeos, quatro cantoras foram selecionadas para participar das fases eliminatórias, dentre elas, Quésia Neves, que passou em todas e agora está na grande final. 

Sobre o bar 

O Templo-Bar de Fé, conhecido popularmente como Bar Templo é uma casa consolidada há oito anos em um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, a Mooca. O entretenimento musical é o destaque da casa. A agenda mensal sempre foi marcada pela presença de grandes nomes do samba, como Péricles, Belo, Marquinhos Sensação, Almirzinho, entre outros. Templo Bar de Fé também é conhecido como um bar que congrega todas as religiões e povos devido à sua diversidade cultural e espiritual.

Serviço

Concurso musical Cleverson Luiz

Dia: 24 de outubro, às 20 horas

Transmissão ao vivo: @cleversonluizoficial e @bartemplo

*Com informações da AI