Em gratidão à natureza e à vida, Hélio Ramalho lança single ‘Natura’

Hélio Ramalho, músico (Leonardo Rodrigues/Pelicula Vintage)

Há 16 anos, o cabo-verdiano Hélio Ramalho deixou a Ilha de São Nicolau, um lugar com menos de 15 mil habitantes, para viver no Brasil.  Quando deixou sua terra natal, Helio era, portanto, um jovem de 22 anos, que trazia, ainda, o desejo de viver a cultura brasileira,  cursar a universidade e conhecer os ritmos do Brasil.  Trazia na bagagem a cultura musical herdada da família de músicos. O avô materno, Mané Pchei,  é  uma referência na história cultural de São Nicolau (Pchei e seu grupo são estudados hoje nas universidades do Brasil, Japão e Alemanha). É também a principal referência na carreira de Hélio. 

Hoje, aos 39 anos, com diploma de engenheiro civil, várias apresentações realizadas no Maranhão, Rio de Janeiro e São Paulo, e parcerias com reconhecidos músicos brasileiros, Hélio é reconhecido por unir os elementos da cultura africana aos estilos musicais brasileiros. Como cenário  para o single Natura, que acaba de ser lançado em todas as plataformas digitais de música pelo selo Indigo Azul, escolheu uma área preservada em Bertioga. 

Em Natura,  a vertente afrofuturista de Hélio Ramalho ganha ainda mais pegada eletrônica em parceria com o baixista Klaus Sena, músico, produtor musical e técnico de som. Hélio diz que a inspiração para escrevê-la vem das conversas com seu melhor amigo e que a letra convida a uma reflexão sobre a  busca de um sentido de felicidade menos complexo.

“Natura traz um senso de felicidade com menos coisas materiais, com pessoas centradas em sentir o presente, com mais capacidade de percepção de que os recursos naturais são a fonte da vida”, conta Hélio. “Parece simples, mas só a natureza nos devolve a sensação de uma conexão que envolve muitos sentidos ao mesmo tempo, a ciência de estar vivo.”

“Feliz aquele que conseguir, no mundo que a gente vive, acordar de manhã, e observar o orvalho nas plantas. Respirar ar puro ciente que isso é vivo.” Já no primeiro verso,  Natura se apresenta inspirada na grande mãe, que representa mares, montanhas, florestas e animais. Impactado pelos efeitos sociais e econômicos que abateu a todos durante a pandemia, o músico e compositor produziu, com recursos próprios, e parceria de trabalho com amigos, o clipe Natura. Assim como muitos brasileiros e profissionais da área de cultura, viu minguar os trabalhos no decorrer de 2020. O que fazer? “Passei a pandemia estudando, com orçamento bastante limitado, e convivendo com pessoas que valorizam o compartilhamento, as parcerias, ainda mais em um momento tão difícil para o mundo”. 

O clipe Natura foi gravado numa área preservada de Bertioga, num cenário de mar, verde e vento, pelo cinegrafista Conrado Lessa e direção do próprio músico. Hélio está trabalhando ainda na produção de outras composições autorais e de forma independente, sempre com a proposta de resgatar a cultura do seu país e, em particular da Ilha de São Nicolau e conectá-la à musicalidade brasileira.

De Cabo-Verde, o músico pesquisa os ritmos funaná, batuque, tabanca, coladeira, morna, manzurca, são joão, são pedro, tchabeta. Do Brasil declara ter influência de Gilberto Gil, Caetano, Nação Zumbi e também do samba e da bossa nova. Um pouco desta mistura pode ser conhecida em algumas de suas canções mais conhecidas: África, Cabo Verde, Mané Pchei, El Reto, Carnaval, essa última abriu sua recente apresentação no Festival Gringa Music, que ocorreu online, em março. Todas as suas canções foram gravadas em crioulo, um dialeto cabo-verdiano. 

Morre Paulinho, vocalista do Roupa Nova

Paulinho, do Roupa Nova (Redes Sociais/Reprodução)

Morreu hoje (14), no Rio de Janeiro, o cantor Paulinho, da banda Roupa Nova. A informação é do G1.

Paulinho havia passado, recentemente, por um transplante de medula, segundo a reportagem, e enfrentado um tratamento contra a Covid-19. Mais cedo, antes da divulgação sobre a morte do cantor, a assessoria da banda publicou em uma rede social que o quadro clínico era considerado grave.

“Ele segue hospitalizado na UTI (não COVID), agora em estado delicado e precisando de cuidados mais específicos. Vamos continuar orando e mandando pensamentos positivos”, pediu.

Morre Ubirany, um dos criadores do Fundo de Quintal

Zeca Pagodinho publicou uma homenagem ao sambista (Redes Sociais)

O Grupo Fundo de Quintal perdeu hoje (11) seu percussionista, Ubirany Félix do Nascimento, que estava com covid-19 e morreu aos 80 anos. Ele estava internado há nove dias no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, por causa de complicações da contaminação pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

O sambista foi um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal no fim da década de 70, a partir das rodas de samba de que costumava participar com amigos do bloco de carnaval Cacique de Ramos. A sede do Cacique, na zona norte da cidade, reunia o mais puro samba carioca e se tornou lugar de encontro de estrelas como Beth Carvalho, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho.

Em seu perfil no Facebook, o Fundo de Quintal postou uma nota oficial lamentando a morte do “querido Ubirany, aos 80 anos de idade”. Na mensagem, a assessoria do grupo diz que informará quando será o velório e o sepultamento de Ubirany. “Pedimos respeito ao luto de amigos e familiares, que se manifestarão em momento oportuno e espontâneo.”

Repique de mão

Em entrevista ao portal de notícias Catraca Livre, há quatro anos, Ubirany contou que foi o criador do repique de mão. Uma das características do Fundo de Quintal, o instrumento logo  passou a ser usado por outros grupos de samba. Além do repique de mão, o Fundo de Quintal influenciou o trabalho de outros músicos com o uso de mais dois instrumentos: o tantã e o banjo com cabo de cavaquinho, esse criado por Almir Guineto, outro fundador do grupo.

“Peguei um repinique do Cacique de Ramos e tirei a pele de um dos lados para que o som não ficasse preso ou abafado. Aí, surgiu a questão de machucar a mão no aro do instrumento, que resolvi rebaixar. Ainda sentia o som sem nitidez, com sobras, então passamos a colocar aquelas travas de madeira que não são nada mais do que abafadores, que ajudam a produzir um som mais limpo. Assim foi criado esse instrumento que está aí até hoje, sem que eu tivesse pensado em qualquer tipo de patente. A maior gratificação mesmo é ver todo mundo curtindo”, explicou Ubirany na entrevista.

A cantora Teresa Cristina postou uma mensagem no seu perfil do Instagram comentando a importância do amigo para o samba e o seu comportamento doce. “Ubirany, o maior dos maiores. Inventor do repique de mão, peça fundamental em qualquer roda de samba. Um verdadeiro gentleman. Sempre sorridente, educado, doce, simpático com todos que cruzavam seu caminho.”

A sambista falou ainda sobre a causa da morte do percussionista. “Esse vírus terrível leva embora um pedaço do subúrbio carioca. Que tristeza! Descanse em paz, mestre!.”

O cantor e compositor Zeca Pagodinho, que frequentava o Cacique no início da carreira, lamentou a morte do amigo. “Depois de tantas outras, essa foi mais uma notícia triste que chegou nesta sexta-feira. O falecimento do Ubirany, o vice do Fundo de Quintal, do Cacique de Ramos, onde cheguei e foi um dos primeiros a me receber de braços abertos. Que Deus o receba também de braços abertos. Vice vai com Deus e vamos levando. Valeu”, diz Pagodinho, em vídeo encaminhado pela sua assessoria de imprensa.

Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil 

Ana de Oliveira lança CD e livro dedicados ao violino solo

Ana de Oliveira está estreando seu CD de violino solo, o “Dragão dos Olhos Amarelos”,o primeiro em uma longa carreira camerística e orquestral(Foto:Paulo Rapoport/Divulgação)

Com longa carreira como camerista e spalla em orquestras nacionais e internacionais, violinista paulistana, radicada no Rio, lança o álbum “Dragão dos Olhos Amarelos”, com participação de André Mehmari, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira”, marcando sua estreia com CD solo e como autora na literatura musical

“Há artistas que não dão um passo atrás quando um grande desafio se impõe, seja ele um improviso, uma sonata ou um flamejante dragão de olhos amarelos que traz dilemas e questões profundas ao baile da vida. Ana de Oliveira se propõe (e vive) aqui simplesmente o encontro mais profundo consigo própria em sua brilhante carreira, até o momento. Sem filtro!” André Mehmari

A destacada violinista Ana de Oliveira demonstra, e já por longo tempo, o que teoriza no papel. Esta sua obra (livro), fruto de conhecimento teórico e prático, constitui um verdadeiro tesouro para todos nós, violinistas e os que tocam outros instrumentos de cordas. Ela nos fornece bases sólidas para compreender e executar projetos sonoros de compositores contemporâneos, como também proporciona o caminho inverso – o deles vivenciarem nossas possibilidades e se adequarem ao nosso instrumento. Um grande e vitorioso tento!” Paulo Bosísio

Radicada no Rio de Janeiro, a violinista paulistana Ana de Oliveiraspalla da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF e integrante do renomado Trio Puelli, lançou-se um desafio no ano mais assustador e incógnito da história recente da Humanidade e, especialmente, da classe artística e musical: estrear seu projeto solo, o primeiro de uma carreira com mais de três décadas a serviço da música brasileira e internacional. Tendo sido solista com diversas orquestras na Europa e no Brasil – por uma década foi spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira – Ana de Oliveira lança, simultaneamente, seu primeiro CD de violino solo, “Dragão dos Olhos Amarelos”, e o livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnica estendidas”, ambos no formato físico e digital, uma ousadia muito bem vinda em tempos pandêmicos, revelando-se, musicalmente, como compositora e exímia improvisadora, com igual importância literária na Educação Musical.  

 CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

Com produção, direção e concepção da própria autora, dez das quinze faixas que compõe o CD foram criadas instantaneamente, em fevereiro último, no Estúdio Monteverdi, onde foi gravado, mixado e masterizado por André Mehmari. Além destas autorais inéditas, compõe ainda o repertório Dodecafoniana I e II para violino solo, obra de Sérgio Ferraz dedicada à violinista; Cadenza, composição da violinista para a música “Eterna” de Egberto Gismonti em sua versão para solista e orquestra; Malinconia da segunda Sonata para violino Solo, de E. Ysaÿe, e Posso Chorar, com André Mehmari ao piano, uma faixa bônus inédita escrita por Hermeto Pascoal nos anos 80 e dedicada à violinista quando a conheceu na estreia de sua “Sinfonia em Quadrinhos” – na época, a artista tocava como spalla da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal de São Paulo.

“Este registro é a realização de um sonho de liberdade, uma viagem autobiográfica…As composições instantâneas que integram este trabalho são inspiradas em momentos, memórias, sentimentos de minha vida, que foram retratadas sob forma de Música… uma catarse e um ato de coragem de me expor visceralmente”, revela Ana de Oliveira. Tais sentimentos e revelações são ratificados por André Mehmari, para quem este projeto é, além de tudo, “um testemunho potente da resistência do artista brasileiro em meio ao mais desafiador cenário em tempos recentes e provavelmente de todos os tempos em alguns aspectos”. Para o consagrado produtor, compositor, arranjador, pianista e multi-instrumentista, a artista não se esquiva e “empunha corajosamente seu arco e lança a flecha sonora certeira na direção do ouvinte apto a viajar com ela por veredas que vão muito além do conforto estético e formal: a fascinante imperfeição do ser humano em constante estado de mutação”.

Livro “O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Fruto do seu mestrado profissional concluído em dezembro de 2018, no Instituto Villa-Lobos, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), sob orientação de Mariana I. Salles, o livro, com prefácio do violinista Paulo Bosísio, oferece subsídios técnicos e teóricos sobre o assunto – carente de referências – e pode ser utilizado como um manual para estudantes de violino e composição. O termo “técnicas estendidas” define todos os meios técnicos instrumentais não tradicionais e não convencionais para a performance de obras musicais contemporâneas. No Brasil não há muitas referências técnicas e bibliográficas sobre o tema, embora haja um crescente interesse pela música produzida hoje”, destaca a autora e complementa: “mas foi devido à minha dedicação na execução do repertório para violino dos séculos XX e XXI e, naturalmente, a partir de minhas próprias dificuldades na busca por soluções para a execução de determinadas passagens, assim como em interpretar novas notações musicais, que surgiu a necessidade de elaborar um manual sobre técnicas estendidas para o violino”.

CD “Dragão dos Olhos Amarelos”

https://tratore.ffm.to/dragao

“O Violino na Música Contemporânea Brasileira – um manual de técnicas estendidas”

Quésia Neves vence e vai cantar “Acabou”, de Cleverson Luiz

Quésia Neves, cantora (Wagner Figueiredo/Divulgação)

A cantora catanduvense Quésia Neves venceu o concurso musical organizado pelo compositor Cleverson Luiz, que foi realizado no Bar Templo, em São Paulo. Com uma votação expressiva através das redes sociais, Quésia venceu a segunda colocada, Tainá Fernandes, com uma vantagem de 3400 votos. 

A disputa final ocorreu no fim de semana, com transmissão ao vivo pela internet. Com a vitória, Quésia terá como prêmio o direito de gravar a canção “Acabou” e usá-la como música de trabalho. Além disso, também ganhou a gravação de um clipe.

Quésia agradeceu a todos que votaram para que ela conquistasse a vitória no concurso. “Estou muito feliz. O sentimento que me define é gratidão. Gratidão a minha cidade, gratidão a vida”, disse emocionda.

Sobre Quésia Neves

Natural de Catanduva, Quésia iniciou sua carreira profissional como cantora em 2019. Antes disso, a catanduvense se apresentava apenas em corais de igreja, mas logo em seguida começou a se apresentar como backing vocal em alguns grupos de pagode de Catanduva.

Em 2019, Quésia participou do quadro Dez ou Mil, no Programa do Ratinho, quando ganhou o prêmio máximo e chamou a atenção dos jurados. Em fevereiro de 2020 lançou carreira solo e passou a ser agenciada pela CMX Música & Entretenimento e JP Produção e Arte.

Sobre o Concurso

A ideia do concurso musical surgiu depois que o Cleverson Luiz compôs a canção “Acabou”. Ele decidiu lançar a competição onde as participantes deveriam enviar um vídeo cantando a música. Depois da triagem dos vídeos, quatro cantoras foram selecionadas para participar das fases eliminatórias, dentre elas, Quésia Neves, que passou em todas as fases e sagrou-se como campeã.

*AI

Concurso do compositor Cleverson Luiz será decidido entre duas cantoras do interior

A cantora Quésia Neves foi escolhida pelo público a segunda finalista do concurso musical do compositor Cleverson Luiz. A disputa ocorrerá neste sábado (24), no Bar Templo, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais, @cleversonluizoficial e @bartemplo, a partir das 20 horas. Com uma votação expressiva através das redes sociais do Bar Templo, com mais de 500 votos de vantagem, Quésia foi selecionada para a grande final.

A outra finalista é Tainá Fernandes, também do interior do Estado, de São José do Rio Preto. Quem vencer a competição receberá como prêmio o direito de gravar a canção “Acabou” e usá-la como música de trabalho.

Logo após ser classificada, emocionada, Quésia agradeceu a todos que votaram pela internet para que ela chegasse à final da competição. “Eu estou muito feliz. Ir para a final desse concurso me ajudará a subir mais um degrau na minha carreira. Desde já eu quero agradecer a minha família, minha equipe e a todos que votaram para que eu chegasse até aqui”, disse. 

Sobre Quésia Neves

Natural de Catanduva, interior de São Paulo, Quésia iniciou sua carreira profissional como cantora em 2019. Antes disso, a catanduvense se apresentava apenas em corais de igreja, mas logo em seguida começou a se apresentar como backing vocal em alguns grupos de pagode de Catanduva.

Em 2019, Quésia participou do quadro Dez ou Mil, no Programa do Ratinho, quando ganhou o prêmio máximo e chamou a atenção dos jurados. Em fevereiro de 2020 lançou carreira solo e passou a ser agenciada pela CMX Música & Entretenimento e JP Produção e Arte.

Sobre o concurso

A ideia do concurso musical surgiu depois que o Cleverson Luiz compôs a canção “Acabou”. Ele decidiu lançar a competição onde as participantes deveriam enviar um vídeo cantando a música.  Depois da triagem dos vídeos, quatro cantoras foram selecionadas para participar das fases eliminatórias, dentre elas, Quésia Neves, que passou em todas e agora está na grande final. 

Sobre o bar 

O Templo-Bar de Fé, conhecido popularmente como Bar Templo é uma casa consolidada há oito anos em um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, a Mooca. O entretenimento musical é o destaque da casa. A agenda mensal sempre foi marcada pela presença de grandes nomes do samba, como Péricles, Belo, Marquinhos Sensação, Almirzinho, entre outros. Templo Bar de Fé também é conhecido como um bar que congrega todas as religiões e povos devido à sua diversidade cultural e espiritual.

Serviço

Concurso musical Cleverson Luiz

Dia: 24 de outubro, às 20 horas

Transmissão ao vivo: @cleversonluizoficial e @bartemplo

*Com informações da AI

Festival Internacional do Documentário Musical começa nesta quarta

O In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical chega à 12º edição com mais de 60 filmes nacionais e internacionais inéditos no circuito comercial. O evento será pela primeira vez online, entre os dias 9 e 20 de setembro, com acesso em todo território nacional.

No Panorama Mundial, entre os destaques estão The Quiet One, versão da história do baixista Bill Wyman, dos Rolling Stones, que abre seu arquivo pessoal com imagens inéditas; White Riot, sobre o movimento Rock Against Racism que teve apoio de bandas como The Clash, Sham 69, Steel Pulse; e My Darling Vivian, no qual as filhas do primeiro casamento de Johnny Cash decidem contar sua versão após o sucesso do filme “Johnny e June”.

Dori Caymmi
No Panorama Brasileiro, um dos títulos tem participação de Dorival Caymmi
(Myriam Vilas Boas/Divulgação)

Já no Panorama Brasileiro, o festival apresenta títulos com personagens como Dorival Caymmi, Pitty, Arto Lindsay, a escola de samba Mangueira, Mestre Cupijó, Quebradeiras de Coco Babaçu, Walter Smetak, Amaro Freitas, Elton Medeiros e o compositor e violonista Garoto.

A novidade deste ano é a Mostra Portugal. O diretor artístico do festival, Marcelo Aliche, informou que a produção no país europeu tem crescido e que chegaram muitos filmes portugueses para o festival. “São 5 documentários musicais e, pela primeira vez na nossa história, vamos passar um biopic [filme biográfico], que é o Variações – se você não conhece Antônio Variações, vai lá escutar porque é muito legal”, recomendou.

Aliche destacou também os seis filmes da Competição Nacional, que passarão por um júri e o vencedor entrará no circuito internacional do In Edit. “Todos os filmes são muito legais e interessantes, o nível continua bom”. A masterclass com o diretor inglês Julien Temple, entrevistas e debates com diretores e shows exclusivos completam a programação deste ano.

Os shows serão realizados no Espaço Som (SP), sem plateia, com transmissão ao vivo e gratuita em todo o Brasil.

Plataforma

Toda a programação estará disponível na plataforma do festival (www.in-edit-brasil.com), com filmes gratuitos e filmes pagos (R$ 3,00 para 72 horas de acesso). Parte da programação estará disponível também na plataforma do Sesc Digital (www.sescsp.org.br/cinemaemcasa), com acesso gratuito, e, a partir de 21 de setembro, na Spcine Play  também gratuitamente.

O dinheiro arrecadado pelo festival será destinado integralmente a trabalhadores da música e do cinema afetados pela pandemia. Metade da receita vai para o Conexão Música, fundo criado por músicos e produtores independentes, e a outra metade vai para o Fundo de Amparo aos Profissionais do Audiovisual Negro, gerido pela Associação de Profissionais do Audiovisual Negro.

O diretor artístico contou que, mesmo após o fim do festival, a plataforma online vai continuar oferecendo um catálogo de filmes ao público durante o ano todo. “Depois do festival essa plataforma fica de vez. Essa plataforma fica para o público, fica para todo mundo que gosta de documentário musical, essa plataforma é nossa.”

“[No catálogo] há filmes dos festivais anteriores, filmes que não estiveram no In Edit, porque eles são mais velhos do que o festival, vai ter filmes históricos. A nossa intenção é que seja uma grande plataforma não só de entretenimento, para o pessoal curtir documentário musical, mas também de pesquisa.”

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Lollapalooza é cancelado este ano por causa do covid-19

O festival, que já havia sido adiado no início do ano para dezembro, informou por meio de um comunicado que acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de setembro de 2021

“A gente amaria fazer mais um festival inesquecível neste ano, mas a segurança dos fãs, artistas, parceiros, equipe e comunidade continua sendo a nossa maior prioridade”, afirma o festival Lollapalooza no comunicado.

Ainda de acordo com a nota, a edição de 2021 terá um novo line-up, ainda a ser divulgado.

A edição 2020 seria a 9ª edição do Lollapalooza e é a primeira vez que o festival anual não ocorre desde seu início no Brasil, em 2012.

Morre Arnaldo Saccomani aos 71 anos

Morreu na madrugada desta quinta-feira (27) o produtor musical Arnaldo Saccomani. Ele tinha completado 71 anos na última segunda (24). Segundo a família, ele sofria de insuficiência renal e diabetes e começou a fazer hemodiálise em julho do ano passado.

Saccomani sofria de insuficiência renal e diabetes. Ele produziu álbuns de Tim Maia, Rita Lee, entre outros(Divulgação)

Saccomani é um dos grandes nomes da cena musical brasileira. Ele começou a carreira em 1960 e produziu nomes como Rita Lee e Tim Maia (leia mais abaixo). O artista ficou conhecido do público ao participar de programas caça-talentos, onde costumava desempenhar o papel de exigente, imprevisível e carrasco. Os últimos trabalhos dele na TV foram no SBT.

De acordo com a família, Saccomani estava em seu sítio em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Ele deixa a mulher e duas filhas. Apesar dos problemas de saúde que ele sofria, a família ainda não divulgou a causa da morte.

O corpo de Saccomani será velado no Cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, por volta das 10h.

Trajetória
Arnaldo Saccomani começou a carreira na década de 1960 e produziu álbuns de grandes artistas da música brasileira, como Tim Maia, Rita Lee, Ronnie Von, Fábio Júnior, entre outros.

O produtor musical, compositor e instrumentista atuou por muitos anos como jurados de programas de talentos em rádio e televisão e também trabalhou com o cantor mexicano Luís Miguel.

O produtor ficou conhecido pela postura ríspida e altamente crítica em programas de calouros como “Astros”, “Ídolos” e “Qual é o Seu Talento?”, todos no SBT, onde ele também realizou os últimos trabalhos na televisão.

Na década de 1990, Saccomani foi o responsável pelo lançamento do estilo que ficou conhecido como pagode romântico e estabeleceu contato entre o grupo Mamonas Assassinas e a gravadora que os lançou nacionalmente.

Orquestra do Theatro São Pedro celebra 10 anos com programação online

O Theatro São Pedro preparou uma programação online especial no mês de agosto em comemoração aos 10 anos de sua Orquestra.

(Divulgação)

Toda terça-feira, às 18h, dentro da série #FalandoDeOrquestra, Ricardo Appezzato, gestor artístico da Santa Marcelina Cultura, recebe músicos da Orquestra do Theatro São Pedro para falar sobre a trajetória do grupo, os desafios, as perspectivas.

Além disso, serão veiculados pelas redes sociais do Theatro São Pedro (Instagram, Facebook e Youtube), depoimentos de profissionais que marcaram a história da Orquestra como Roberto Duarte, Emiliano Patarra, Ligia Amadio, Luis Otavio Santos, Valentina Peleggi e André dos Santos.

Já na sexta-feira, dia 28 de agosto, às 18h, acontece a estreia do concerto especial da Orquestra do Theatro São Pedro. Em comemoração aos seus 10 anos, o grupo leva o público de volta ao teatro para um passeio virtual musical. O concerto online comemorativo tem ainda participação do maestro Cláudio Cruz, da soprano Marina Considera, e do tenor Fernando Portari.

O repertório escolhido contempla a Abertura de As Bodas de Fígaro, de Mozart, Vissi d’art, da ópera Tosca, e Nessun Dorma, de Turandot, ambas do compositor italiano Giacomo Puccini, e ainda Melodia Sentimental, de A Floresta do Amazonas, de Villa-Lobos. Para encerrar, a famosa canção napolitana ‘O Sole Mio, de Eduardo Di Capua e Alfredo Mazzucchi.

Antes da estreia do concerto, às 17h, o maestro Cláudio Cruz e os músicos Renan Gonçalves, Clarissa Oropallo e Rafael Schmidt realizam uma live pelo facebook do teatro (facebook.com/TheatroSaoPedro). A programação completa está disponível no site: http://theatrosaopedro.org.br/.

Theatro São Pedro

O Theatro São Pedro completa 100 anos com uma das histórias mais ricas e surpreendentes da música nacional. Inaugurado em uma época de florescimento cultural, o teatro se insere tanto na tradição dos teatros de ópera criados na virada do século 19 para o 20 como na proliferação de casas de espetáculo por bairros de São Paulo.

Ele é o único remanescente dessa época em que a cultura estava espalhada pelas ruas da cidade, promovendo concertos, galas, vesperais, óperas e operetas.

*com informações do Gov. do Estado de SP