Pirataria digital é alvo de operação em SP e mais 9 Estados

Sob a coordenação da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, envolvendo as polícias civis de dez estados, foi deflagrada, nesta quinta-feira (5), a segunda fase da Operação 404, fase 2, com o objetivo de reprimir crimes praticados contra a propriedade intelectual na Internet.

Estão sendo cumpridos, por determinação judicial, 25 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio e suspensão de 252 sites e 65 aplicativos de streaming, que transmitem filmes, séries e programas de televisão de forma ilegal.

As ações ocorrem nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.

Todo o trabalho dos policiais é monitorado pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), no Setor Policial Sul, em Brasília.

Por Agência Brasil

Operação policial deixa 12 mortos no Grande Rio

Uma ação conjunta da Polícia Civil com a Polícia Rodoviária Federal deixou 12 mortos na noite de ontem (12), em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. De acordo com as polícias, os homens foram mortos em confronto com policiais.

As mortes ocorreram durante uma tentativa de interceptar um comboio de quatro carros que transportavam suspeitos de integrar uma milícia, em um acesso à rodovia Rio-Santos (BR-101), próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal.

Durante a tentativa de abordagem, segundo a Polícia Civil, os criminosos reagiram atirando contra os policiais. Pelo menos oito fuzis, além de pistolas e munições, foram apreendidos.

*Com informações da Agência Brasil

Operação combate lavagem de dinheiro em Guarulhos

A Polícia Civil de Guarulhos deflagrou na manhã de hoje (3) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Denominada Operação Soldi Sporchi, a ação é coordenada pelo 4º DP de Guarulhos e conta com o empenho de 350 policiais civis, 100 viaturas e apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os mandados estão sendo cumpridos na capital e em onze municípios.

Os detalhes sobre a operação serão informados ao final do trabalho pelo delegado Fernando Santiago, assistente da unidade e coordenador da operação. 

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

Comediante famoso é morto em operação da polícia

Por Léo Rodrigues

‘Bunitinho’ ao lado do cantor Nego do Borel (Redes Sociais/Reprodução)


O comediante Diego Buiu, conhecido como Bunitinho, é um dos quatro mortos na operação realizada na manhã de hoje (5) pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do Rio de Janeiro, no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. Além dele, foram mortos Josselino de Oliveira Junior, Jorge Tadeu Sampaio e Sidney Antunes Figueiredo.

Bunitinho é famoso nas redes sociais e, só no Instagram, acumula 454 mil seguidores. Seu canal do Youtube tem mais de 100 mil inscritos. Josselino e Jorge eram seus empresários. Os três estavam em um carro que foi alvejado. Já Sidney estava em uma motocicleta e também foi atingido por um tiro. Os quatro chegaram a ser levados para o Hospital Evandro Freire, na Ilha do Governador, mas não resistiram aos ferimentos.

https://www.instagram.com/p/B5lDze8jTKZ/
Seguidores, inclusive famosos, lamentaram a mote

Mais cedo, a PM havia dito que seu Setor de Inteligência foi alertado sobre uma reunião de líderes de organizações criminosas de várias comunidades. Para verificar a informação, o Bope foi acionado. De acordo com a PM, ao chegar à favela, os policiais entraram em confronto com criminosos. Após o tiroteio, o veículo alvejado e o motociclista foram encontrados. Um policial ficou ferido e foi encaminhado para Hospital Central da Polícia Militar. Não há informação sobre seu estado de saúde.

Por volta das 12h30, o corpo de Bunitinho e dos demais chegaram para necrópsia no Instituto Médico-Legal (IML). Parentes de Jorge e Sidney estavam abalados e não quiseram gravar entrevistas, se limitando a cobrar explicações sobre o que de fato ocorreu durante a operação.

https://www.instagram.com/p/Bz0fFDTjnOQ/
‘Bunitinho’ ao lado do Sergio Malandro

Pelas redes sociais, o governador Wilson Witzel disse que pediu investigação sobre o caso. “Bandidos dispararam seus fuzis contra a polícia no Morro do Dendê, uma comunidade ainda tomada por narcoterroristas. Até agora não temos todos os detalhes da operação. Determinei apuração rigorosa pela Delegacia de Homicídios sobre as quatro mortes”, escreveu.

O carro alvejado foi levado para a Delegacia de Homicídios para perícia no início da tarde. De acordo com a Polícia Civil, também já estão sendo realizadas diligências para localizar testemunhas e câmeras de segurança que possam auxiliar nas investigações.

PF faz operação contra quadrilha que agia no INSS

(PF/Reprodução)


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (20) a Operação Senes, para combater uma quadrilha especializada em fraude previdenciária nos estados do Piauí, Maranhão e na cidade de Brasília.

As investigações identificaram prejuízo da ordem de R$ 7,6 milhões aos cofres públicos, com o pagamento de benefícios obtidos de forma indevida.

“Contudo, com a deflagração desta operação, a economia gerada é de pelo menos R$ 13,6 milhões, apenas considerados os benefícios previdenciários identificados e suspensos nessa primeira fase da investigação”, diz a PF.

Os policiais federais cumprem desde as primeiras horas da manhã de hoje três mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal em Parnaíba.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação e formação de quadrilha.

Operação cumpre mandados judiciais por ordem do STF

Edson Fachin, ministro do STF (Arquivo/Agência Brasil)


Várias equipes da Polícia Federal (PF) cumprem desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (5) mandados judiciais de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens por determinação do Supremo Tribunal Federal, em investigação em curso na Corte.

A PF informa ainda, por meio de nota divulgada pela assessoria de imprensa, que as ações atendem às determinações do ministro Edson Fachin, que assina as ordens judiciais, e que não divulgará detalhes das medidas.

Operação prende 35 pessoas por exploração sexual

Por Alex Rodrigues

(Agência Para/Reprodução)

Realizada simultaneamente em 14 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e em seis países, a quinta fase da Operação Luz na Infância resultou, até o início da tarde de ontem (4), na prisão de 35 pessoas suspeitas de participação nos crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes pela internet.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 32 suspeitos foram detidos em flagrante no Brasil. Outros três foram presos no exterior, sendo um nos Estados Unidos e dois no Paraguai.

Dos suspeitos autuados em território brasileiro, sete foram localizados em São Paulo e seis em Santa Catarina. No Distrito Federal, foram presas quatro pessoas, enquanto em Alagoas, três pessoas foram detidas. Em Mato Grosso do Sul, Pará e Paraná foram efetivadas duas prisões em flagrante em cada estado. Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Amapá, Rio de Janeiro, Maranhão registraram, cada um, uma detenção.

No total, foram expedidos mandados de busca a apreensão contra 105 alvos sob investigação. As ações coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública contam com o apoio das polícias civis de 11 unidades da federação, além da Polícia Federal (PF) e das autoridades do Chile, El Salvador, Estados Unidos, Equador, Panamá e do Paraguai.

Mais cedo, o coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Alessandro Barreto, declarou que o número de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário teria sido maiorse os investigadores não se deparassem com uma dificuldade adicional às já complicadas investigações de crimes cibernéticos: o fato de provedores de conexão a internet oferecerem um mesmo IP (do inglês internet protocol), ou seja, um único protocolo de internet a vários equipamentos (computador, servidor, celular, tablet ou qualquer outro dispositivo conectado à rede) atrapalha as investigações, dificultando a identificação dos suspeitos.

“Asseguro a todos vocês que os números [de mandados de busca e apreensão] poderiam ser maiores. Poderíamos ter mais operações de busca e apreensão sendo feitas neste momento”, disse Barreto.

Leis

Barreto defendeu a necessidade de os legisladores brasileiros aprovarem penas mais severas para quem comete crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes. A título de comparação, ele explicou que cada país participante desta fase da Operação Luz na Infância tem leis próprias para lidar com a exploração e o abuso sexual de crianças pela internet. A do Brasil e a do Chile, segundo Barreto, são das mais brandas do grupo. Enquanto no Brasil alguém que compartilhe esse tipo de material pela internet está passível de ser punido com prisão de três a seis anos, em El Salvador a sanção legal pode variar entre seis e 12 anos de reclusão. Nos Estados Unidos, o compartilhamento de conteúdo pode levar alguém a passar acima de 15 anos na cadeia. A mesma lógica se aplica à produção e ao armazenamento do material.

“Mas o mais importante é a prevenção. A repressão tem que ser adequada para que tenhamos um ambiente cibernético mais seguro e para que todos possam navegar com tranquilidade. Mas a prevenção deve começar dentro de casa. Os responsáveis legais pelas crianças têm que estar atentos ao que seus filhos estão fazendo on-line, pois a internet é um terreno fértil para o cometimento de vários crimes e onde há milhares de predadores à solta”, acrescentou Barreto.

Operação prende traficantes em quatro estados

Por Pedro Peduzzi

(Polícia Federal/Reprodução)

Uma força-tarefa formada pelas polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil de Minas Gerais deflagrou hoje (9) a Operação Caixa-Forte. É para combater crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, praticados em âmbito nacional.

A ação conta com a participação de 250 agentes públicos para cumprir 52 mandados de prisão preventiva, 48 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de sequestro de valores/bloqueio de contas bancárias em 18 cidades e unidades prisionais de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Até o início da manhã, seis pessoas já tinham sido detidas. Expedidos pela Vara de Tóxicos de Belo Horizonte, os mandados foram cumpridos nos municípios mineiros de Uberaba e Conceição da Alagoas; em Campo Grande e Corumbá, em Mato Grosso do Sul; nos municípios paulistas de São Paulo, Ribeirão Preto, Itaquaquecetuba e Embu das Artes; e nas cidades paranaenses de Curitiba, Londrina, São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Colombo, Fazenda Rio Grande, Goioerê, Mandirituba, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Piraquara.

Segundo nota divulgada pela Polícia Federal, os presos são investigados pelos crimes de tráfico de drogas, participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 33 anos de prisão.

Estrutura

Iniciadas em novembro de 2018, as investigações identificaram a existência de uma seção “rigidamente estruturada” dentro de uma facção chamada Geral do Progresso. Segundo a PF, o setor era responsável por gerenciar o tráfico de drogas, “distribuindo os entorpecentes que garantem o sustento da organização criminosa, bem como por orquestrar a lavagem de dinheiro dos valores oriundos dos crimes praticados”.

Ainda segundo os investigadores, “pessoas aparentemente estranhas ao grupo criminoso” tinham suas contas bancárias cooptadas com o objetivo de “ocultar e dissimular a natureza ilícita do montante movimentado”.

Nas contas, pequenas quantias eram depositadas de forma a evitar chamar a atenção de autoridades de controle de atividades financeiras (Coaf). Posteriormente, o dinheiro era transferido a outras contas ou mesmo sacado em terminais eletrônicos.

Quarenta e cinco contas bancárias já foram identificadas e bloqueadas pela Justiça, responsáveis por uma movimentação superior a R$ 7 milhões.

Operação Jiboia prende 44 membros do PCC no estado

Por  Elaine Patricia Cruz

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar de São Paulo prenderam, hoje (3), 44 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o major Emerson Massera, 11 deles foram presos em flagrante e 33 em cumprimento a mandados de prisão. Os presos responderão por crimes de tráfico de entorpecentes, posse de armas e posse de drogas para o tráfico.

A operação recebeu o nome de Jiboia, pois o objetivo é “estrangular” a organização criminosa, disse o major. A ação ocorreu em cinco grandes regiões do estado: na capital e nas regiões de Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e em Santos. A operação contou com 504 policiais militares, 121 viaturas, três aeronaves e 11 cães. “Uma estrutura muito grande para uma operação que nos anima bastante, porque vai trazer um resultado bastante significativo para a segurança pública”, disse o major.



“São oito presos na região de Ribeirão Preto, 13 na região de São José do Rio Preto, dois na região de Santos e sete na região de Sorocaba. Todos eles em cumprimento de mandado. Das prisões em flagrante, tivemos quatro na capital, cinco na região de Ribeirão Preto e dois na região de Sorocaba”, disse Massera.

Durante a operação, foram cumpridos 77 mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de R$ 1 milhão em dinheiro. Não havia policiais ou agentes públicos entre os presos. “Temos, até o momento, uma quantidade razoável de drogas [apreendida]: nove quilos de drogas, entre maconha e cocaína, e seis armas apreendidas. Mas esses números devem sofrer atualização porque a contabilização de tudo o que foi apreendido ainda está sendo feita”, informou o major.

Segundo o promotor de Justiça Mário Sarrubbo, a investigação apontou que uma célula do PCC monitorava agentes públicos para possíveis ataques. “Esse trabalho vem sendo desenvolvido há alguns meses. Nós detectamos possíveis movimentações de levantamento de dados acerca de determinados agentes públicos, dentre eles, promotores de Justiça e policiais, e essa célula foi um dos alvos dessa operação de hoje”, disse.

“A célula [do PCC] fazia levantamentos acerca do dia a dia de autoridades, o que, em princípio, indica que talvez estivessem pensando no futuro, ou pelos menos cogitando, algum tipo de atentado ou algo assim”, acrescentou o promotor.

https://spagora.com.br/gaeco-faz-operacao-para-prender-lideres-do-pcc/

Gaeco faz operação para prender líderes do PCC

Por Fernanda Cruz 

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público faz hoje (3) uma operação contra facções criminosas de São Paulo, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Jiboia – nome escolhido porque o objetivo é “estrangular” a organização criminosa – ocorre em 19 cidades e envolve cerca de 500 policias militares.

A polícia cumpre 50 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão. Até o final da manhã, ao menos 13 pessoas foram presas em flagrante delito e um adolescente foi apreendido. Os agentes encontraram R$ 1 milhão em dinheiro vivo, sete armas, mais de 50 celulares, quatro balanças utilizadas para pesar droga, anotações da facção e sete veículos.   

Segundo o MP, parte dos alvos dos mandados de prisão atuavam no comando da facção nas ruas, ocupando o lugar de outros líderes que foram presos.

A ação do Gaeco foi planejada após transferência de lideranças para presídios federais, fora do estado de São Paulo, após decisão judicial no início deste ano. 

Os acusados tinham como função o cadastramento de armas, o recolhimento de dinheiro para a organização, a realização de julgamentos dos tribunais do crime, além da coordenação de inteligência. Os mandados foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Guarujá, Bertioga, Campinas, Sorocaba, Tatuí, Itapetininga, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Cravinhos, Matão, São José do Rio Preto, Jales, Fernandópolis, Votuporanga, Cardoso, Tanabi, Mirassol e Barretos.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, cuja pena é de três a oito anos de prisão, tráfico de drogas (cinco a 15 anos de pena), associação ao tráfico (três a dez anos de pena), sequestro e cárcere privado (dois a oito anos de pena) e lavagem de dinheiro (três a dez anos de pena).