Após cirurgia, Papa reage bem ao procedimento

Papa Francisco durante audiência no Vaticano (Vatican News/Reprodução)

A cirurgia pela qual o papa Francisco passou neste domingo (4) terminou e o pontífice reagiu bem ao procedimento, de acordo com um comunicado do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. “O Santo Padre, internado à tarde no Hospital A. Gemelli, foi submetido à noite a uma operação cirúrgica programada para tratar uma estenose diverticular do cólon”, informou Bruni,

Segundo Bruni, o papa Franscisco “reagiu bem à operação”. 

O hospital onde o papa Francisco foi operado é um extenso hospital e escola de medicina administrado por católicos e localizado na parte norte de Roma. Tradicionalmente a instituição trata os papas e uma parte de seu 10º andar está permanentemente reservada para eles.

Algumas horas antes da cirurgia, o papa realizou sua benção de domingo para milhares de pessoas que estavam na Praça de São Pedro e anunciou uma viagem para a Eslováquia e para Budapeste em setembro.

Francisco sofre de estenose diverticular sintomática do cólon, uma condição em que bolsas em forma de saco se projetam da camada muscular do cólon, fazendo com que se torne estreito. Além de causar dor, a condição pode causar distensão abdominal, inflamação e dificuldade para evacuar.

Francisco às vezes fica sem fôlego porque uma parte de um de seus pulmões foi removida após uma doença quando ele era jovem e morava na Argentina, sua terra natal.

Por Agência Brasil
* Com informações de agência internacionais

Papa diz que “Brasil vive uma de suas provas mais difíceis”

O papa Francisco manifestou nesta quinta-feira (15/04) solidariedade com as centenas de milhares de famílias que sofrem com a perda de um ente querido no momento em que o Brasil enfrenta “uma das provas mais difíceis da sua história” devido à pandemia de covid-19.

Francisco falou sobre a grave situação no Brasil numa mensagem em vídeo enviada aos participantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que desta vez reúne 485 bispos de forma virtual.

“Jovens e idosos, pais e mães, médicos e voluntários, ministros sagrados, ricos e pobres: a pandemia não excluiu ninguém no seu rastro de sofrimento”, afirmou o pontífice. Ele pediu a Deus que conforte os familiares das vítimas da covid-19, lembrando que muitos sequer puderam se despedir.

O papa convidou os bispos a acompanhar o povo que sofre e a dar consolo aos familiares. “A caridade nos urge a chorar com os que choram e a dar uma mão, sobretudo aos mais necessitados, para que voltem a sorrir.”

Francisco disse que atuar como “instrumento de reconciliação e unidade” é a missão da Igreja Católica no Brasil, “hoje mais do que nunca”. O pontífice instou a Igreja a deixar suas “divisões e desacordos” e a ser um “exemplo de humanidade”.

Dessa forma, continuou, a sociedade e os governantes do Brasil serão inspirados a “trabalhar juntos para superar não só o coronavírus, mas também outro vírus, que há muito infeta a humanidade: o vírus da indiferença, que nasce do egoísmo e gera injustiça social”. 

“É possível superar a pandemia. É possível superar suas consequências, mas só o conseguiremos se estivermos unidos”, disse o papa. “A conferência episcopal deve ser uma neste momento, pois o povo que sofre é um.”

Com mais de 365 mil mortos, o Brasil é o segundo país com mais óbitos ligados à covid-19 no mundo, depois dos Estados Unidos. O número de infectados passa de 13,7 milhões, fazendo do país o terceiro em número de casos, depois dos EUA e da Índia.

O Brasil vive o pior momento da pandemia, com hospitais sobrecarregados e filas por leitos de UTI. Março foi o mês mais mortal da epidemia no país, com mais de 66 mil óbitos, e especialistas afirmam que abril terminará com um saldo ainda pior.

Por Deutsche Welle
lf (AFP, Lusa, ots)

No Iraque, Papa diz que a esperança é ‘mais forte que a morte’

O papa Francisco celebrou, na manhã deste domingo (7), na cidade de Mossul, uma cerimônia de orações pelas vítimas da guerra no Iraque. Na saudação, o pontífice reafirmou que, apesar de tudo, a fraternidade é mais forte que o fratricídio, a esperança, mais forte que a morte, e a paz, mais forte que a guerra.

A cerimônia foi na Hosh al-Bieaa, a praça das quatro igrejas: sírio-católica, armeno-ortodoxa, sírio-ortodoxa e caldeia, destruídas por ataques terroristas entre 2014 e 2017. Depois de ouvir testemunhos de um sunita e do pároco local, que falaram das perdas e dos deslocamentos forçados, o papa fez uma breve saudação e rezou pelas vítimas e pelo povo iraquiano.

“A trágica redução dos discípulos de Cristo, aqui e em todo o Médio Oriente, é um dano incalculável não só para as pessoas e comunidades envolvidas, mas também para a própria sociedade que eles deixaram para trás”, afirmou Francisco.

O papa destacou que um tecido cultural e religioso tão rico de diversidade se enfraquece com a perda de qualquer um dos seus membros, por menor que seja, como, em um dos artísticos tapetes iraquianos, “um pequeno fio rebentado pode danificar o conjunto”.

Papa Francisco desfilou de papa móvel (Vatican News)

“Como é cruel que este país, berço de civilizações, tenha sido atingido por uma tormenta tão desumana, com antigos lugares de culto destruídos e milhares e milhares de pessoas – muçulmanas, cristãs, yazidis e outras – deslocadas à força ou mortas!”, enfatizou Francisco, primeiro papa a visitar o Iraque.

Localizada no norte do Iraque, Mossul é a terceira maior cidade do Iraque, depois de Bagdá e de Baçorá.

Por Vatican News

Em visita surpresa, Papa se encontra com sobrevivente do Holocausto

Edith e Papa Francisco (Vatican News/Reprodução)

O papa Francisco fez uma visita surpresa neste sábado (21/02) à casa de Edith Bruck, autora de origem húngara e sobrevivente do Holocausto, e prestou homenagem a todos que foram mortos pela “insanidade” nazista.

Bruck, de 89 anos, que vive em Roma, nasceu em uma família judaica e foi levada a uma série de campos de concentração, nos quais perdeu o pai, a mãe e o irmão.

Um porta-voz do Vaticano, que anunciou a visita após ela ter acabado, disse que os dois conversaram sobre o que ela viveu nos campos de concentração e o quanto é importante que futuras gerações tenham consciência do que aconteceu.  Segundo o Vaticano, em sua conversa, eles “ressaltaram o valor da memória e o papel dos mais velhos em cultivá-la e transmiti-la aos mais jovens”.

“Eu vim agradecer pelo seu testemunho e prestar homenagem às pessoas martirizadas pela insanidade do populismo nazista”, disse o papa a Bruck segundo o Vaticano.

Bruck, que vive na Itália há décadas e escreve em italiano, tinha aproximadamente 13 anos quando foi levada para o campo de Auschwitz na Polônia ocupada pela Alemanha nazista.

Papa Francisco e Edith (Vatican News/Reprodução)

Sua mãe morreu em Auschwitz, e seu pai, no campo de Dachau, na Alemanha, para onde ela foi levada posteriormente. Em Dachau, ela cavou trincheiras e ajudou a construir ferrovias, disse recentemente ao jornal do Vaticano, Osservatore Romano.

Após a divulgação da visita, o Congresso Judaico Mundial (CJM) saudou, neste domingo, saudou a ação do papa, destacando sua “integridade moral” e seu “senso de história”.

“Enquanto o neonazismo, o antissemitismo e outras formas de racismo voltam a surgir em muitos lugares do mundo, a integridade moral e o senso da história do papa Francisco são um exemplo a ser seguido pelos outros líderes políticos e religiosos”, disse o presidente do CJM, Ronald Lauder, em um comunicado.

Por Deutsche Welle

*jps (reuters, afp)

Papa Francisco e Bento 16 são vacinados contra covid-19

Papa Francisco e Bento 16 (Vatican News/Reprodução)

O papa Francisco, de 84 anos, e o papa emérito Bento 16, de 93, foram vacinados contra a covid-19, informou nesta quinta-feira (14/01) o Vaticano.

“Hoje podemos confirmar que a primeira dose da vacina foi fornecida ao papa Francisco e ao papa emérito como parte da campanha de vacinação iniciada no Vaticano”, explicou o porta-voz da Santa Sé Matteo Bruni.

Francisco recebeu a primeira dose da vacina da Pfizer-Biontech no pátio do Salão Paulo 6º, local preparado para a campanha de vacinação, e receberá a segunda dose em três semanas, assim como Bento 16. Ambos estão na lista de prioridades que inclui os idosos e profissionais da saúde e segurança do Vaticano.

A campanha de vacinação na cidade-Estado teve início nesta quarta-feira, e deve imunizar seus pouco mais de 800 habitantes e cerca de 3 mil funcionários. O Vaticano não divulgou imagens da vacina sendo aplicada nos dois papas.

A Direção de Saúde e Higiene da Cidade do Vaticano informou que cerca de 10 mil vacinas foram reservadas junto aos fornecedores. As primeiras doses chegaram na última terça-feira.

“Todos têm que ser vacinados”, diz o pontífice

Os menores de 18 anos não serão vacinados porque “ainda não foram realizados estudos que incluam esta faixa etária”. No caso de pessoas com alergias, os médicos do Vaticano afirmaram que “é sempre aconselhável uma avaliação médica antes de se submeterem a qualquer tipo de vacinação”.

Em uma entrevista recente à emissora italiana Mediaset, o papa Francisco já havia dito que iria se vacinar e saiu em defesa das campanhas de imunização contra o coronavírus.

“Acredito que, do ponto de vista ético, todos têm que ser vacinados, porque diz respeito à sua vida, mas também a dos outros”, disse Francisco. O papa disse ainda que há um incompreensível “negacionismo suicida” sobre a eficácia da vacina.

“Não sei por que alguns dizem ‘não, a vacina é perigosa’, mas se os médicos a apresentam como algo que pode ser bom, que não apresenta riscos particulares, por que não nos vacinarmos?”, observou o pontífice.

Por Deutsche Welle

RC/lusa/efe

Mundo precisa de “vacina para o coração”, diz Papa

(Vatican News/Reprodução)

O Papa Francisco disse hoje que 2021 será “um bom ano” se as pessoas cuidarem umas das outras e salientou que, além de uma vacina contra o coronavírus, o mundo precisa de uma “vacina para o coração”.

“Não é bom conhecer muitas pessoas e muitas coisas se não tomarmos conta delas. Este ano, enquanto esperamos pela recuperação e novos tratamentos, não negligenciemos os cuidados. Porque, além da vacina para o corpo, precisamos da vacina para o coração, que é o cuidado. Será um bom ano se cuidarmos dos outros”, disse.

As palavras do Papa foram lidas numa homilia pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, durante a Missa de Ano Novo, dedicada à “solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus”, que foi celebrada hoje no Vaticano.

O Papa Francisco foi impedido de presidir a esta missa e também às vésperas de 31 de dezembro de 2020, por causa de uma dor ciática, segundo o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni.

Jorge Bergoglio deixou, no entanto, a homilia escrita para que o Cardeal Parolin pudesse ler as suas palavras aos poucos participantes e meios de comunicação social que puderam estar na Basílica de São Pedro, no Vaticano, devido às medidas preventivas para evitar a propagação do coronavírus.

A missa foi celebrada sem os fiéis e numa basílica vazia.

O Papa enfatizou três palavras – bênção, nascimento e encontro – , e salientou o papel da Virgem Maria, neste dia em que a Igreja Católica também celebra o 54.º Dia Mundial da Paz, este ano sob o lema “A cultura do cuidado como caminho para a paz”.

“Não estamos no mundo para morrer, mas para gerar vida”, disse o Papa, acrescentando: “O primeiro passo para dar vida ao que nos rodeia é amá-la dentro de nós próprios.

Sublinhou a importância de “educar o coração para cuidar, para valorizar as pessoas e as coisas”, para que as sociedades cuidem dos outros e do mundo.

Considerou que “o mundo está seriamente contaminado por dizer coisas más e por pensar mal dos outros, da sociedade, de si próprios”, e assegurou que “a maldição corrompe, faz tudo degenerar” e que “a bênção regenera, dá força para recomeçar”.

No final da homilia, Francisco perguntou-se a si próprio o que as pessoas deveriam encontrar no início de 2021 e respondeu: “Seria bonito encontrar tempo para alguém. O tempo é uma riqueza que todos temos, mas da qual temos inveja, pois queremos usá-lo apenas para nós próprios”.

Assim, encorajou as pessoas a dedicarem momentos aos outros, especialmente aos “que estão sós, aos que sofrem, aos que precisam de ser ouvidos e cuidados”.

O calendário das celebrações do Natal do Vaticano continua até 6 de janeiro com a Missa da Epifania do Senhor.

Por RTP

Dia Mundial da Paz: Papa lembra vítimas da pandemia

(Vatican News/Reprodução)

O papa Francisco lembrou (17) hoje as vítimas da pandemia e os que se dedicaram ao cuidado dos doentes, em mensagem pelo Dia Mundial da Paz, e pede que as vacinas cheguem também aos países mais pobres.

Na mensagem pelo 54º Dia Mundial da Paz 2021 (1º de janeiro) com o título “A cultura do cuidado como percurso para a paz”, divulgada nesta quinta-feira, ele diz que a pandemia agravou outras crises, como a climática, a alimentar, a econômica e a da migração.

“O ano de 2020 ficou marcado pela grande crise sanitária da covid-19, que se transformou num fenômeno plurissetorial e global, agravando fortemente outras crises interrelacionadas como a climática, alimentar, econômica e migratória, e provocando grandes sofrimentos e incómodos”, escreve o papa na mensagem.

Ele lembra ainda os que perderam familiares ou pessoas queridas, os que ficaram sem trabalho e todos os que trabalham na linha da frente.

“Penso, em primeiro lugar, naqueles que perderam um familiar ou uma pessoa querida, mas também em quem ficou sem trabalho. Lembro de modo especial os médicos, enfermeiras e enfermeiros, farmacêuticos, investigadores, voluntários, capelães e funcionários dos hospitais e centros de saúde, que se prodigalizaram – e continuam a fazê-lo -, com grande fadiga e sacrifício, ao ponto de alguns deles morrerem quando procuravam estar perto dos doentes, a fim de aliviar os seus sofrimentos ou salvar-lhes a vida”.

O papa também reitera seu apelo “aos políticos e ao setor privado para que adotem as medidas apropriadas, a fim de garantir o acesso às vacinas contra a covid-19 e às tecnologias essenciais necessárias para prestar assistência aos doentes e aos mais pobres e frágeis “.

Algumas organizações não governamentais assinaram recentemente um documento alertando que “nove em cada dez pessoas em países pobres não terão acesso à vacina contra a covid-19 no próximo ano.”

O texto adverte também para o ressurgimento de várias formas de “nacionalismo, racismo, xenofobia e também guerras e conflitos”, que “semeiam morte e destruição”.

“É doloroso constatar que, infelizmente, junto com numerosos testemunhos de caridade e solidariedade, várias formas de nacionalismo, racismo, xenofobia e mesmo guerras e conflitos que semeiam morte e destruição estão a ganhar novo impulso”.

Francisco propõe na mensagem “a cultura do cuidado como forma de paz” e “a erradicação da cultura da indiferença, da rejeição e do confronto, que hoje costuma prevalecer”.

“Encorajo todos a se tornarem profetas e testemunhas da cultura do cuidado, para preencher tantas desigualdades sociais”, afirma.

Ele destaca que “isso só será possível com o papel generalizado da mulher, na família e em todas as esferas sociais, políticas e institucionais”.

O papa lamenta que “em muitas regiões e comunidades já não se lembrem de uma época em que viviam em paz e segurança” e denuncia o “desperdício de recursos com armas, em particular com armas nucleares” considerando que os recursos deveriam ser utilizados para prioridades a fim de garantir a segurança das pessoas, como a promoção da paz e do desenvolvimento humano integral, a luta contra a pobreza e a satisfação das necessidades de saúde.

“Que decisão corajosa seria criar um fundo global com o dinheiro usado em armas e outras despesas militares para poder derrotar definitivamente a fome e ajudar o desenvolvimento dos países mais pobres!”, defende.

Francisco observa que a educação solidária deve partir da família, “onde se aprende a conviver na relação e no respeito mútuo”, mas lembra que é também missão da escola e da universidade e, da mesma forma, em alguns aspectos, da comunicação social “.

Por outro lado, considera que “as religiões em geral, e os líderes religiosos em particular, podem desempenhar papel insubstituível na transmissão aos fiéis e à sociedade dos valores da solidariedade, do respeito pelas diferenças” e do cuidado com os mais frágeis.

Francisco pede a todos que “alcancem o objetivo de uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e compreensão mútua”.

O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1968 pelo papa Paulo VI (1897-1978) e é celebrado no primeiro dia do ano.

Por RTP

“Gays têm direito a ter família, são filhos de Deus”, diz Papa Francisco

(Mazur/Catholic news/Fotos Públicas)

A união de casais homossexuais recebeu a mais explícita aprovação do papa Francisco, a primeira desde que ele se tornou líder da Igreja Católica, em 2013. O endosso foi divulgado em um documentário que estreou nesta quarta-feira (21/10) no Festival de Cinema de Roma.

Em Francesco, o pontífice pede uma “lei de união civil” que permita que pessoas LGBTs “estejam em uma família”.

“Os homossexuais têm direito a ter uma família, são filhos de Deus […]. Ninguém pode ser expulso de uma família, e a vida dessas pessoas não pode se tornar impossível por esse motivo.”

Francisco já havia se pronunciado a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo anteriormente, mas quando servia como arcebispo de Buenos Aires. Na ocasião, ele saudou tais uniões como uma alternativa ao casamento gay, mas se opôs ao casamento em si.

Desde que assumiu a cadeira papal, portanto, esta é a primeira vez em que o pontífice de 83 anos endossa publicamente a união civil homossexual.

“O que temos que fazer é uma lei de união civil. Eles têm o direito de ser cobertos legalmente. Eu defendi isso”, afirma o papa no documentário de duas horas, que trata sobre os sete anos de seu pontificado com depoimentos e entrevistas.

A Igreja Católica perseguiu gays durante grande parte de sua história, e ainda vê a homossexualidade como uma “desordem intrínseca”. A igreja também ensina que atos homossexuais são pecaminosos, mas sua postura moderna prega que ser gay não é um pecado por si só.

O autor jesuíta James Martin, que atua como consultor do Secretariado de Comunicações do Vaticano, elogiou a medida do papa como um “grande passo à frente”.

“Ela está de acordo com sua abordagem pastoral à comunidade LGBT, incluindo católicos LGBT, e envia um forte sinal aos países onde a Igreja se opõe a tais leis”, escreveu ele no Twitter.

Um telefonema do papa

O documentário foi dirigido pelo cineasta Evgeny Afineevsky, um cidadão americano nascido na Rússia e de origem judaica. Além do papa, a produção também é estrelada por outros clérigos, bem como um sobrevivente gay de abuso sexual.

Um dos momentos mais emocionantes do longa detalha a interação entre o papa e um homossexual que, junto com seu companheiro, adotou três filhos.

O homem afirmou ter entregado uma carta a Francisco explicando sua situação, dizendo que ele e seu parceiro queriam criar os filhos como católicos, mas não sabiam como seriam recebidos.

Dias depois, o pontífice teria ligado para o homem dizendo que ficou comovido com a carta e pedindo-lhe que apresentasse as crianças à paróquia local, apesar da possível oposição.

“O fio condutor deste filme é mais sobre nós como seres humanos, que estamos criando desastres todos os dias. E ele [o papa] é quem está nos conectando por meio desses fios”, disse o diretor do filme em uma entrevista.

Afineevsky, que compareceu à audiência geral do Papa no Vaticano na quarta-feira, ganhou o Prêmio Kineo de Humanidade com Francesco. A premiação é voltada a quem promove questões sociais e humanitárias.

IP/afp/ap/rtr

Por Deutsche Welle

Papa: Não se pode ‘fechar os olhos para o racismo’

Papa Francisco durante audiência no Vaticano (Vatican News/Reprodução)

O Papa Francisco se manifestou hoje (3) sobre os protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Francisco disse que acompanha “com grande preocupação” as dolorosas desordens depois da “trágica morte do senhor George Floyd”.

“Queridos amigos, não podemos tolerar nem fechar os olhos para qualquer tipo de racismo ou de exclusão e pretender defender a sacralidade de cada vida humana. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a violência das últimas noites é autodestrutiva e autolesionista. Nada se ganha com a violência e muito se perde.”

O Papa disse que se une à Igreja de São Paulo, em Minneapolis, e de todos os Estados Unidos ao rezar pelo repouso da alma de George Floyd e de todos os outros que perderam a vida por causa do “pecado do racismo”.

O Papa afirma ainda que reza pelo “conforto das famílias e dos amigos e pede a oração de todos pela reconciliação nacional e pela paz que ansiamos”.

(Fotos Públicas/Reprodução)

“Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe da América, interceda por todos os que trabalham pela paz e a justiça”.

Esta foi mais uma noite de manifestações no país, na maioria pacíficas, mas com exceções. Em Nova Iorque, foi decretado o toque de recolher até domingo. Nas últimas horas, 40 pessoas foram detidas na cidade.

*Com informações do Vatican News

Papa Francisco reza por profissionais de limpeza

Em missa celebrada neste domingo (17), na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o papa Francisco lembrou as pessoas que fazem o serviço de limpeza nas casas, nos hospitais e nas ruas.

“Hoje,  a nossa oração é pelas muitas pessoas que limpam os hospitais, as ruas, que esvaziam as lixeiras, que passam pelas casas para recolher o lixo: um trabalho que ninguém vê, mas que é necessário para sobreviver.”

Na homilia, afirmou que na sociedade há guerras, contrastes e insultos porque “falta o Pai: o Espírito Santo ensina o acesso ao Pai que faz de nós irmãos, uma única família, e nos dá a mansidão dos filhos de Deus”.

Fiéis nas igrejas

Em alguns países, as celebrações litúrgicas com a presença dos fiéis foram retomadas; em outros, a possibilidade está sendo considerada.

Na Itália, a partir desta segunda-feira, a missa será celebrada com a presença do povo. “Mas, por favor, continuemos com as normas, as prescrições que nos dão para proteger a saúde de cada um e do povo”, destacou o papa, em referência aos riscos de propagação do novo coronavírus, causador da covid-19.

“Nestes tempos de pandemia em que estamos mais conscientes da importância do cuidado da nossa casa comum, faço votos de que toda a nossa reflexão e compromisso comuns ajudem a criar e fortalecer atitudes construtivas para o cuidado da Criação”, acrescentou Francisco..

Após rezar a oração de Regina Coeli (Rainha do Céu), o pontífice lembrou ainda que amanhã comemora-se o centenário do nascimento de São João Paulo II, em Wadowice, Polônia. “Amanhã de manhã, celebrarei a santa missa, que será transmitida para todo o mundo, no altar onde repousam seus restos mortais. Do Céu, ele continua a interceder pelo povo de Deus e pela paz no mundo”, disse Francisco.

Por Vatican News – Imprensa oficial do Vaticano