PM crítico à Bolsonaro foi perseguido e pode ser expulso

Coordenador do grupo Policiais Antifascismo do Paraná, Martel del Colle falou à Pública sobre processo administrativo geralmente aplicado a policiais que matam ou roubam

Martel del Colle é coordenador do grupo Policiais Antifascismo do Paraná
(Arquivo Pessoal/via Pública)


“Aconteceu tudo ao mesmo tempo, os textos saíram, no ano seguinte eu sou aposentado; no outro ano recebo um procedimento de exclusão”, diz Martel Alexandre del Colle, de 29 anos, policial militar do Paraná, autor de textos críticos à PM e aos governos federal e paranaense.

À Agência Pública, Martel falou sobre o processo administrativo que pode expulsá-lo da corporação. Ele é acusado pelo Conselho de Disciplina da PM de “trazer a conhecimento público [em textos publicados no site Justificando] imputações graves contra a instituição Polícia Militar do Paraná bem como em desfavor de autoridades civis constituídas”. No último dia 21 de janeiro, ele foi notificado da investigação interna que resultou na acusação.

Aposentado desde o final do ano passado por causa de um quadro de depressão, Martel ganhou repercussão na internet em outubro de 2018, depois de ter publicado: “Ele não porque eu sou policial”, em que declarava voto contra o então candidato a presidente Jair Bolsonaro. Desde então, o Martel passou a publicar textos críticos e analíticos sobre a própria Polícia Militar e sobre políticas de segurança pública de Bolsonaro e de Ratinho Jr., governador paranaense.

Martel é também coordenador no Paraná do grupo Policiais Antifascismo, movimento formado por agentes de segurança pública que defende democracia nas polícias e pautas como desmilitarização e fim da guerra às drogas. Para ele, os códigos de ética da PM e o regulamento disciplinar do Exército, que são utilizados para punir policiais que criticam a corporação, vão contra direitos constitucionais como a liberdade de expressão.

Geralmente aplicado em casos graves, quando policiais cometem crimes e se considera que o agente não tem mais condição de permanecer na corporação, o processo contra a opinião de Martel pode fazer com que o policial seja expulso e deixe de receber sua aposentadoria. Procurada, a PM do Paraná não respondeu até a publicação.

Você está aposentado desde quando?

O meu procedimento de aposentadoria começou mais ou menos em abril de 2019. Fui chamado na junta médica da polícia e fiz uma consulta com o setor psiquiátrico – eu estava lidando com uma depressão e tinha ficado internado, inclusive. Soube que estava rolando um boato entre os policiais de que eu ia ser aposentado. Em setembro ou outubro, um policial veio até a minha casa para que eu assinasse o documento da aposentadoria.

Não foi algo que partiu de você?

Não, eu não tive escolha. De fato, estava fazendo tratamento psicológico. Eu lido com a depressão já faz um tempo, no começo do ano [2019] eu tinha ficado internado uns 30 dias. Mas, eu não sabia, levou meses pra que eu conseguisse diluir a notícia. Ter 29 anos e ser aposentado não é uma coisa que acontece com todo mundo.

Você vê relação da aposentadoria com o fato de você publicar textos críticos?

Sinceramente, não sei. Não consigo ter uma resposta clara porque não sei o quanto influenciou, se influenciou; não sei quantos policiais são aposentados da polícia por depressão. Acredito que os médicos que trabalham na junta médica fazem um trabalho sério e que eles entenderam que eu não tinha mais condição de estar na rua. Mas isso aconteceu tudo ao mesmo tempo: os textos saíram, no ano seguinte eu sou aposentado; no outro ano recebo um procedimento de exclusão.

O seu primeiro texto de repercussão é quando você apoia o #EleNão?

Eu sabia que essa minha crítica passava muito além do Bolsonaro e que eu poderia sofrer mais do que só dizendo “eu não voto no Bolsonaro porque eu não concordo”. Mas eu quis fazer porque nós estávamos no momento do segundo turno onde a chance dele ganhar estava começando a crescer, o que era inacreditável pra mim. Pra mim, ele é um cara que não tem nenhum conhecimento, que não tem capacidade de exercer nenhum cargo. Quando vi que estava se tornando uma possibilidade real, achei que era necessário puxar a responsabilidade para toda a polícia e para todos os órgãos. Eu fiz um texto um pouco mais duro na tentativa de chamar os policiais para a reflexão. Acho que alcançou o objetivo. Sei que muitos policiais não gostaram.

Qual foi a reação ao texto?

Escrevi num dia e no outro dia tinha alguns policiais, amigos, colegas, falando que “o texto tá em toda polícia, tá todo mundo sabendo desse texto”. O alcance foi até maior do que eu imaginava. Ficou dividido basicamente em três grupos: o grupo que concordava, que pensa como eu; o segundo grupo que, apesar de não concordar com tudo que eu escrevi, falou que eu tinha direito a me expressar, que a minha opinião era importante porque ela dentro da polícia equilibra e traz a reflexão; e teve o terceiro grupo que foi o que não gostou, achou que não deveria, que policial não pode escrever, principalmente falando mal dessas autoridades – jamais do Bolsonaro e do Sergio Moro.

Ocorreu um processo dentro da polícia por conta desse texto?

Escrevi o texto e na mesma semana a corregedoria da polícia me chamou para ser ouvido. Eu não sabia nem sobre o que era, cheguei lá e eles também não sabiam. Desconfio que alguém tenha mandado eles fazerem isso como forma de represália, mas eles também não souberam como lidar com isso. Depois abriram sindicância para avaliar os meus textos e também nessa época me transferiram – uma transferência muito atípica. Isso não acontece na polícia, de você acordar um dia e falarem que você está sendo transferido para outro lugar, sem ninguém te avisar nada. Ficou muito nítido que era uma perseguição, uma forma de represália. Eu fui até a diretoria da polícia dizer que era uma forma de represália, enquanto isso estava rolando o prazo da minha transferência, e aí eles argumentaram que eu não me transferi em tempo hábil e depois me condenaram à prisão no ano de 2019.

Você chegou a ficar preso?

Sim, fiquei preso lá em Matinhos [cidade do Paraná]. Peguei um dia.

As razões do voto contra Bolsonaro permanecem?

O Bolsonaro para mim continua sendo a mesma pessoa. Ele não faz nada além de fazer polêmica. A ideia é manter o povo sempre no ódio, nessa não reflexão sobre a realidade, enquanto algumas pessoas estão pagando um preço muito caro por isso.

Qual o retorno dos textos que você tem feito?

Quando comecei a escrever, muitas pessoas vinham no Facebook dizer que era policial militar, que concordava comigo, que eu estava ajudando na compreensão do tema, mas que tinha medo de se identificar. Muitos policiais falavam: “Ó, eu concordo, mas por favor não fale pra ninguém, não quero me expor”. Muitos policiais me traziam histórias deles, que tinham sofrido abuso de autoridade na polícia, assédio, e pediam pra que eu publicasse, só que sem nome, de maneira anônima. O mais grave não é nem a questão de os policiais concordarem ou discordarem da minha opinião, mas o fato de um policial ter medo de expressar a sua opinião. É algo muito grave, principalmente se a gente não vê esse medo em certas ideologias políticas. É muito fácil você abrir as redes sociais e ver muitos policiais que falam que o Lula é ladrão, dizendo xingamentos machistas contra a Dilma, criticando ministros do STF por causa de algumas decisões. E eu nunca vi um procedimento ser aberto por causa disso. É muito curioso que os policiais que têm uma ideologia diferente tenham medo de se expressar, enquanto o outro lado não tem vergonha de se expressar, e nem seja cogitada uma punição para esse tipo de atitude.

Em relação aos processos, o que se pode dizer dos encaminhamentos?

Esse da corregedoria foi bem estranho. Eles me chamaram, houve intimação, mas não houve nenhum processo, nenhum procedimento, nada. Me chamaram porque eu tinha escrito o texto e não aconteceu mais nada. E aí abriu-se uma sindicância depois.
A sindicância foi concluída, mas eles não me avisaram da conclusão. Eu fiquei sabendo agora que a conclusão é que haja um conselho de disciplina que pode levar à minha exclusão.

Então a sindicância que foi aberta depois da publicação do texto resultou nesse processo que saiu agora?

Isso, essa sindicância está anexada nesse processo e é o seu motivo gerador.

Você esperava que chegasse a esse ponto?

Jamais esperava, por vários fatores. Primeiro, porque o conselho de disciplina, o ADL (Apuração Disciplinar de Licenciamento), que é uma outra ação disciplinar da polícia, são documentos usados para casos extremamente graves. Por exemplo, o policial executou alguém, ou está envolvido em grupo de extermínio, ou roubou uma pessoa. Então, colocar a minha opinião no mesmo patamar desses crimes gravíssimos já é algo, para mim, que foi muito surpreendente. Mostra como alguns cidadãos dentro da polícia estão enxergando o fato de eu dar minha opinião, principalmente uma opinião contrária à que eles queriam que eu desse. A segunda surpresa é porque já fui preso, já respondi sindicância, já tinha respondido ação disciplinar, me aposentaram, então acreditei que já tinham deixado para lá. É inacreditável, acho que foi cruzado um limite que eu não imaginava.

Quais são e o que falam os regimentos internos da polícia que versam sobre a liberdade de opinião dos policiais? E qual a crítica que vocês [Policiais Antifascismo] fazem a isso?

Nós somos regidos pelo regulamento disciplinar do Exército, pelo código de ética da PM e outros códigos. O problema principal é a questão do militarismo, porque o regulamento disciplinar do Exército é muito amplo, e é para uma função totalmente diferente.
A crítica do militar é reduzida porque, geralmente quando o Exército é chamado para uma ação, ela envolve a segurança do país, envolve soberania nacional, outro patamar de questões, mas a Polícia Militar não cumpre essa função. Nossa função é muito mais social. Esses regulamentos criam uma situação muito estranha em que o policial não pode criticar a sua corporação. Torna-se corporativista.

Você acredita que a aplicação desse regulamento fere a Constituição?

Há um conflito entre o direito constitucional e esses regulamentos administrativos infraconstitucionais. Só que isso nunca foi avaliado, justamente porque a gente saiu da ditadura militar com um desejo de não discutir tudo aquilo que tinha acontecido. Só que cedo ou tarde esses conflitos iam acontecer, cedo ou tarde alguém iria criticar e receber um procedimento.

Qual é a estratégia de sua defesa?

É tudo muito recente. Eu recebi a ajuda de muitas pessoas, e só tenho a agradecer a elas. A gente tá tentando definir uma estratégia.

Esse tipo de processo tem sido recorrente contra outros policiais que se posicionam como você?

Desse nível de gravidade, eu não conheço nenhum. Mas dentro do Policiais Antifascismo e fora dele tenho visto policiais, principalmente nessa questão de opinião, quando é de um setor mais progressista, que estão respondendo a processos administPMrativos, respondendo a outros tipos de processo por dar a sua opinião. O que tem de inédito no meu é que eles foram pro nível mais grave. Eu estou sendo equiparado aos policiais que cometem as coisas mais terríveis dentro da polícia.

Como você entrou no Policiais Antifascismo?

É um movimento bem importante no país, é uma coisa bastante revolucionária só pelo nome. Policiais falando que não querem estruturas fascistas é surpreendente. Por causa dos meus textos, algumas pessoas foram me conhecendo e me convidaram para participar do grupo desde a inauguração em Curitiba. Em setembro do ano passado, houve um congresso e a gente decidiu algumas coisas, incluindo que cada estado teria um coordenador, e eu fui eleito coordenador do movimento aqui no Paraná. Basicamente, o que a gente quer é trazer a democracia para dentro da polícia. A minha visão é de que não existe um sistema democrático sem uma polícia democrática. Primeiro entender o policial como um trabalhador, deixar essa ideia de que pode fazer qualquer coisa com o policial, que ele não tem direitos, que não precisa ter contato com a sua família, não tem direito a felicidade, não tem direito a um atendimento psicológico caso tenha algum problema devido à sua atividade. Nós não entendemos o policial como fascistas. Isso não significa que não existem policiais fascistas, mas a nossa ideia é mudar uma estrutura que possa promover ideias fascistas.

Por Rafael Oliveira – Repórter da Pública

*Colaborou Raphaela Ribeiro

Vídeo: policiais abordam carretas com R$ 6 mi em cigarro



A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1,2 milhão de carteiras de cigarro em duas ações nessa terça-feira(19) e hoje (20) na região de Guaíra, oeste do Paraná. Somadas, as duas cargas contrabandeadas do Paraguai têm valor de mercado estimado em R$ 6 milhões.

Uma das cargas apreendidas estava escondida, sob uma camada de milho, em uma carreta abordada pelos policiais rodoviários, no perímetro urbano de Guaíra.

O motorista demonstrou nervosismo durante a ação, o que levou os agentes a fazer uma verificação minuciosa do veículo e encontrar 600 mil carteiras de cigarro. O motorista, de 39 anos, foi preso em flagrante. Ele disse que levaria a carga ilícita até o Rio Grande do Sul.

A outra apreensão ocorreu na BR-163, no município de Toledo. Dentro de um caminhão-baú, tipo frigorífico, os policiais descobriram 600 mil carteiras de cigarro.

Os cigarros contrabandeados estavam escondidos sob uma camada de milho
(Agência PRF)

Segundo a PRF, o motorista desobedeceu as ordens de parada. Após atravessar o pátio de um posto de combustíveis, ele parou o caminhão ao lado de uma área de mata, saltou da cabine e fugiu a pé. Os agentes fizeram uma busca na região, mas sem sucesso.

Na cabine foram encontrados documentos do caminhão com indícios de adulteração. Tanto o veículo quanto o semirreboque portavam placas de identificação falsas.

Sorveteria abre quatro unidades no interior de SP

(Divulgação)


O interior de São Paulo ganhou quatro unidades Gela Boca. A sorveteria, que nasceu em Maringá, no Paraná, tem conquistado o paladar dos paulistas e estará em plena operação durante os meses mais quentes do ano.

Humberto Willian Aceti é franqueado da unidade Gela Boca em Marília. Após 12 anos morando na Inglaterra, resolveu começar um novo negócio no retorno ao Brasil, seguindo os passos da irmã.

“Minha irmã já tem duas unidades em Maringa e, ao longo de 10 anos, tem obtido bons resultados. Escolhi uma boa época do ano para começar no setor e as pessoas têm gostado do produto”, diz Humberto.

Por ser uma novidade no município, Humberto já estuda a criação de mais unidades. “Atualmente estou com uma unidade, com quatro funcionários, mas o resultado tem sido positivo e o objetivo é expandir em Marília”, diz.

Além de Marília a Gela Boca chegou aos municípios de Bauru, Araçatuba e Presidente Prudente.  Em breve, sorveteria vai abrir mais uma unidade em Assis.

Com foco nas cidades do interior, a sorveteria busca fidelizar seus clientes pelo sabor. A Gela Boca oferece de picolés, a partir de R$ 1, a potes de sorvete de até 2 quilos que custam R$ 32, além de sobremesas prontas, picolés premiums e taças produzidas nas próprias unidades.

A Gela Boca produz os próprios sorvetes em uma indústria moderna, em Maringá, com mais de 8 mil m² e que emprega mais de 500 pessoas de maneira direta e indireta.

Franquia

Fundada em 2000, a rede entrou no franchising em 2010 e conta com 70 unidades em operação nos estados do Paraná, onde nasceu, e em São Paulo. O investimento inicial para ser um franqueado da Gela Boca é a partir de R$ 200 mil, com previsão média de retorno de 24 a 36 meses e lucratividade de 22%, em média.

Ficha Técnica

  • Investimento total: (média) R$ 200 mil
  • Capital de Giro: 20 mil 
  • Taxa de Franquia: 20 mil 
  • Número de Funcionários: de 2 à 5 
  • Royalties:750,00 fixo 
  • Taxa de Publicidade: não cobra 
  • Faturamento: 60 mil média 
  • Lucro: 22% média 
  • Tempo de retorno: 24 à 36 meses 
  • Área Média Loja: 100 m
  • Número de Unidades: 70 
  • Ano de Fundação:2000 
  • Ano de Entrada Franchising:2010 

Mega-sena sai e apostador vai receber R$ 5,6 milhões

Um apostador acertou sozinho as seis dezenas da Mega-sena sorteadas hoje (28), em São Paulo. Segundo a Caixa, o sortudo é de Londrina, no Paraná.

Os números sorteados foram:

07, 08, 22, 27, 29 e 42.

Outros 55 apostadores marcaram cinco dezenas e ganharam R$ 31.103,09, como prêmio da quina. Já a quadra teve 4.664 apostas ganhadoras e cada um vai receber R$ 523,97.

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Homens tinham mais de 5 mil munições presas ao corpo

(PRF/Reprodução)

Dois homens foram presos com 5.208 projéteis presos ao corpo com fitas adesivas. O flagrante foi feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A munição, de uso restrito das Forças Armadas, estava colada no abdome e nas pernas dos suspeitos, que não tiveram o nome divulgado. Ao todo, 5.005 projéteis eram de 9 milímetros, 201 de fuzil 5.56 e dois para fuzil 7,62.

Os dois homens, de 20 anos de idade, estavam em um ônibus que seguia de Foz de Iguaçu para Curitiba, no Paraná. Um dos presos declarou morar em Fazenda Rio Grande; o outro, em Araucária, municípios da região metropolitana da capital paranaense.

*com informações da Agência PRF

*erramos ao dizer no primeiro parágrafo que um homem havia sido preso. Informação corrigida

Sorveteria é destaque em prêmio nacional de franquias

(Divulgação)

Com quase vinte de anos de atuação no mercado, a Gela Boca, rede de franquias de sorvetes fundada em Maringá, levou para casa o prêmio cinco estrelas dado pela revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, um dos veículos de comunicação com maior credibilidade em empreendedorismo e negócios do país. A entrega do troféu ocorreu em São Paulo. Ao todo foram laureadas 72 redes com status máximo dado pela publicação.

“O Prêmio de Melhores Franquias de 2019 é muito importante para nós, pois é o reconhecimento de um trabalho sério e contínuo, no qual procuramos beneficiar todos àqueles que estão nele envolvido, seja franqueados, fornecedores e principalmente o nosso consumidor”, afirma Thiago Ramalho, diretor da Gela Boca sobre a premiação dada dentro do universo do franchising, que segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising) possui mais de 2.800 marcas atuantes em todo território nacional.

Com mais de 60 unidades espalhadas entre os estados do Paraná e São Paulo, a Gela Boca tem ganhado cada vez mais credibilidade entre as principais marcas de sorvete do Brasil. A rede possui produtos que cabem em todos os bolsos, com picolés, que custam menos de R$ 2, à taças de sorvete, vendidas a mais de R$ 30. A franqueadora mira para expansão as cidades do interior paulista e também a cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul.

“Nosso modelo de negócios é perfeito para cidades do interior. A Gela Boca busca oferecer uma opção de lazer para todas as idades. Nosso objetivo é que, em nossas sorveterias, as pessoas encontrem uma nova alternativa para compartilhar momentos agradáveis ao lado de quem gostam. Somos uma empresa familiar feita para famílias”, conclui Thiago.

O investimento inicial da franquia da Gela Boca é de R$ 200 mil, com faturamento médio de R$ 60 mil e prazo médio de retorno de 24 a 36 meses.

Proibida a venda de seis marcas de azeite

Por  Jonas Valente

(Arquivo/Agência Brasil)

O Ministério da Agricultura proibiu a comercialização de seis marcas de azeite. A decisão foi tomada após equipes de fiscalização encontrarem produtos fraudados ou impróprios para o consumo. As marcas vetadas foram: Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D’Oro, Évora, Costanera e Olivais do Porto.

A fiscalização descobriu azeites com problema em Alagoas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Os itens estavam em redes de supermercados e pequenos estabelecimentos de comercialização de alimentos.

A identificação resultou de uma operação da Polícia Civil de São Paulo, que encontrou uma fábrica clandestina que adulterava azeites, misturando óleos para colocar no mercado garrafas sem azeite de oliva. Essa prática é fraude ao consumidor e crime à saúde pública. Após essa operação, foram testadas 54 marcas do produto.

Os comerciantes do produto, como redes de supermercado, onde foram encontrados os itens irregulares, terão de informar os estoques restantes. Caso se recusem a fornecer informações sobre a presença desses produtos, podem ser autuados.

A empresa pega vendendo produtos das marcas objeto da proibição poderão ser denunciadas ao Ministério Público Federal e responsabilizadas criminalmente, bem como punidas com multas de R$ 5 mil por ocorrência.

O Ministério da Agricultura alerta os consumidores a desconfiar de azeites muito baratos, pois há boas chances de adulteração. Segundo o órgão, em geral o item custa em torno de R$ 17, enquanto exemplares falsificados são comercializados por entre R$ 7 e R$ 10.

Ambulância é apreendia carregada de cigarro

Ambulância transportava cigarro contrabandeado no lugar dos pacientes (Polícia Federal/Reprodução)

A Polícia Federal (PF) no Paraná realizou de ontem (6) para hoje (7) várias apreensões de veículos com carregamento de cigarros contrabandeados do Paraguai. A primeira delas, ocorreu na noite dessa quinta-feira na PR-491, perto de Marechal Cândido Rondon.

Os policiais suspeitaram de uma ambulância e saíram em perseguição. O motorista, ao perceber a presença da PF, abandonou o veículo e fugiu através de uma plantação de milho. Ao fazer uma busca na ambulância, os agentes encontraram grande quantidade de cigarros contrabandeados do Paraguai.

(Polícia Federal/Reprodução)

Outra apreensão aconteceu na manhã desta sexta-feira na BR-163, também em Marechal Cândido Rondon. Durante uma abordagem de um caminhão-baú, com placa de Umuarama, os policiais descobriram cerca de 900 caixas de cigarros também contrabandeados do Paraguai. O motorista conseguiu fugir pela mata antes da chegada dos agentes.

Em mais uma ação hoje, também em Marechal Cândido Rondon, uma equipe da PF apreendeu mais um caminhão-baú com uma carga de 400 caixas de cigarros contrabandeados. O motorista conseguiu fugir antes que os policiais chegassem ao local onde ele abandonou o veículo.

Os dois caminhões e a ambulância e toda carga de cigarros apreendida foram levados para a Delegacia da Polícia Federal em Guaíra e, em seguida, para a Inspetoria da Receita Federal.

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MPF denuncia tucano Beto Richa, ex-governador do Paraná

Por Pedro Peduzzi 

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) denunciou hoje (5) o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) por crime de corrupção em processo que envolve obras na rodovia PR-232, que liga os municípios paranaenses de Maringá e Francisco Alves, no noroeste do estado.

Além de Beto Richa, foram denunciados Ezequias Moreira, José Richa Filho (Pepe Richa), Luiz Abi Antoun, Dirceu Pupo Moreira, Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller pela prática, ao longo de 2014, dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro, relacionadas à licitação para Parceria Público Privada para exploração e duplicação da PR-323.


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Segundo os procuradores, Beto Richa, Ezequias Moreira, José Richa Filho, Rafael Gluck e José Maria Ribas Mueller, fraudaram a licitação em favor do Consórcio Rota das Fronteiras, composto, entre outras, pela empresa Tucumann Engenharia e pela Odebrecht.

O grupo teria recebido “vantagens indevidas” de cerca de R$ 7,5 milhões para favorecer o consórcio e afastar potenciais concorrentes. De acordo com os investigadores, há registros de contatos entre empresários e agentes públicos anteriores à publicação das diretrizes para a licitação ganha, posteriormente, pelo consórcio.

“Para garantir que o Consórcio Rota das Fronteiras vencesse a licitação para a exploração e duplicação da PR-323, executivos da Odebrecht ofereceram pelo menos R$ 4 milhões a Denilson Roldo, no interesse de Beto Richa, Pepe Richa e Ezequias Moreira”, informou, por meio de nota o MPF.

Já o recebimento dissimulado de valores foi intermediado por Dirceu Pupo Moreira e Luiz Abi Antoun. “Dentro deste valor prometido pelos empresários, perícias dos sistemas Drousys e MyWebDay, da Odebrecht, revelaram no intervalo de dois meses ao longo de 2014, pagamentos superiores a R$ 3,5 milhões para o codinome ‘Piloto’, utilizado para identificar o ex-governador”, diz a nota do MPF.

Os procuradores acrescentam que Beto Richa recebeu indevidamente R$ 3,4 milhões por meio da cessão de cotas de um imóvel subfaturado, em valor 44% abaixo ao do preço de mercado. A intermediação foi feita pelos executivos Rafael Gluck e de José Maria Ribas Mueller – ambos da Tucumann Engenharia, empresa que fazia parte do consórcio beneficiado pelo esquema.

“Este valor foi dissimulado pela participação da Ocaporã como intermediária, empresa formalmente gerida por Dirceu Pupo Ferreira, mas ligada por intrincadas relações societárias a Beto Richa e seus familiares”, informou o MPF.

Como houve recebimentos de valores em espécie, além de outras dissimulações visando o pagamento de vantagens, a denúncia aponta, também, o cometimento de crimes de lavagem de dinheiro.

Contatada pela Agência Brasil, a defesa de Beto Richa informou que só se manifestará após análise do processo. Até o momento, a Odebrecht também não se manifestou sobre o caso.

Após oito dias preso, Beto Richa é solto no Paraná

Por Alex Rodrigues

(Arquivo/Ricardo Almeida/ANPr/Fotos Públicas)

Preso há oito dias, em caráter temporário, o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) deixou, na manhã de hoje (1), o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Beto Richa foi preso na manhã do dia 25, na 58ª fase da Operação Lava Jato, suspeito de envolvimento em um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa na concessão de rodovias estaduais.

A soltura do tucano foi determinada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, ontem (31), a pedido da defesa, que alegou que a decisão da Justiça Federal no Paraná autorizando a prisão temporária do ex-governador foi ilegal.

Procuradores



Em nota divulgada esta tarde, membros da força-tarefa Lava Jato no Ministério Público Federal, no Paraná (MPF/PR), lamentaram a decisão do presidente do STJ. Dizendo-se surpresos, os procuradores manifestaram a discordância em relação à decisão do ministro.

“Com o devido respeito pelo ministro presidente do Superior Tribunal de Justiça, esta força-tarefa está avaliando as providências a serem tomadas em relação à precipitada e equivocada decisão”, disseram os membros da força-tarefa, questionando a parcialidade de Noronha, já que este já tinha criticado publicamente a primeira prisão do governador, em setembro de 2018, “o que levanta sérias dúvidas sobre sua parcialidade para emitir a decisão no referido habeas corpus”.

“As circunstâncias não usuais em que o habeas corpus foi concedido se somaram à ausência de oportunidade para o Ministério Público se manifestar, apresentando informações e documentos relevantes, sobre a questão levada unilateralmente pela parte interessada”, apontam os procuradores, questionando o fato de Noronha ter determinado a soltura sem que a decisão que decretou a prisão tenha sido avaliada, em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Esquema

De acordo com o MPF, o suposto esquema criminoso perdurou por cerca de 20 anos, durante vários governos. Os procuradores estimam que os investigados desviaram R$ 8,4 bilhões por meio de recursos arrecadados com o reajuste da tarifa de pedágio do Anel de Integração do Paraná, malha de rodovias do estado, além de obras e concessões, em troca de vantagens indevidas.

Na segunda-feira (28), Richa e mais 32 investigados foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF). Por meio de nota, o ex-governador negou ter cometido qualquer irregularidade, tendo sempre se colocado à disposição da Justiça.