Veja 1,8 mil vagas gratuitas de qualificação profissional

Sem regras, patinetes elétricos viram febre nas cidades

O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, está com 1.860 vagas abertas para cursos gratuitos de qualificação profissional do programa Minha Chance. As inscrições poderão ser realizadas até 23 de janeiro no site.

Os cursos foram abertos em parceria com empresas privadas como Bracell, Ri-Happy e Alupar, que enfrentam dificuldades na hora de contratar profissionais capacitados. Por isso, o objetivo do programa é qualificar os alunos para que eles se posicionem bem no mercado de trabalho e possam atender às necessidades das empresas.

Os cursos têm previsão de início no dia 3 de fevereiro. O diferencial do programa Minha Chance é que, ao final das aulas, com o certificado já em mãos, o aluno é encaminhado diretamente para o processo seletivo das empresas parceiras, aumentando sua chance de ser empregado.

O Centro Paula Souza, responsável pelas Etecs e Fatecs, também é parceira do programa. “Está no DNA da instituição formar profissionais qualificados para desenvolver produtos e serviços que atendam aos mais variados setores da economia”, afirmou a vice-diretora-superintendente do CPS, Emilena Lorenzon Bianco, durante o anúncio de novas vagas de emprego pelo Minha Chance, em novembro de 2019.

Curso de Mecânica de Patinetes Elétricas

Sem regras, patinetes elétricos viram febre nas cidades
(Arquivo/SP Agora)

A segunda turma do curso de Mecânica de Patinetes Elétricas, realizado em parceria com a Grow Mobility Inc., empresa que opera as patinetes elétricas e bicicletas das marcas Yellow e Grin, começa no próximo dia 3 de fevereiro. Serão 100 horas de aulas, distribuídas em 20 dias e ministradas por professores de Etecs e mecânicos da própria Grow. Em dezembro, a primeira turma do curso foi concluída.

*Com informações do Governo do Estado de SP

Conheça as novas regras para usar patinetes

Por  Ana Cristina Campos 

Uso de patinetes elétricos na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Multas serão de R$ 500 (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A prefeitura de São Paulo publicou neste sábado (10) decreto que regulamenta a circulação de patinetes elétricas compartilhadas na capital paulista. A velocidade máxima permitida para as patinetes, seja em ciclovias ou em ciclofaixas, é de 20 quilômetros por hora.

As patinetes não poderão ser usadas por menores de 18 anos. Também não será permitida aos usuários a livre devolução das patinetes elétricas fora das estações ou fora dos pontos de estacionamento.

Também será vedado o estacionamento ou depósito dos equipamentos nas vias públicas, seja nas ciclovias e ciclofaixas, nos calçadões, calçadas, canteiros centrais e laterais, acostamentos, pistas e demais partes das vias.

Para entrar em vigor, as novas regras ainda dependem de resoluções complementares do Comitê Municipal de Uso do Viário, que terá 60 dias para definir os critérios de instalação de estações, uso do capacete pelos usuários, quantidade de patinetes permitidos por região da cidade e o preço público a ser cobrado das operadoras interessadas em prestar o serviço, além das formas de fiscalização.

Segundo a prefeitura, as empresas interessadas em oferecer o serviço na cidade deverão promover campanhas educativas sobre normas de segurança, uso correto e circulação dos equipamentos, além de informações sobre as coberturas estipuladas na apólice de seguro contratada.

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Patinete elétrico volta a operar na capital

Por Ludmilla Souza

Uso de patinetes elétricos na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A empresa de patinetes elétricos Grow, dona da Yellow e da Grin, informou que voltou a operar normalmente em São Paulo nesta quinta-feira (6), mas não disse quantos patinetes estão nas ruas. Em nota enviada, a empresa informou que não divulgou os números por questões estratégicas. 

A Grow concluiu nesta quarta-feira (5) o seu credenciamento na Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo. Segundo a empresa, as patinetes Grin e Yellow não circularam entre sábado (1º) e quarta-feira.

O credenciamento foi exigido pela prefeitura de São Paulo por meio de um decreto que regulamentou provisoriamente o uso de patinetes elétricos.

Em nota à imprensa, a Grow informou que “segue em diálogo constante com a prefeitura e demais agentes interessados em organizar o uso desta alternativa de micromobilidade em São Paulo”, e que “está participando de discussões para a elaboração de uma regulamentação definitiva que seja melhor para todos”.

Quanto aos patinetes apreendidos, a Grow informou que “está conversando com a prefeitura em busca de uma solução para a reincorporação dos patinetes apreendidos semana passada à sua frota”, mas não informou se pagou a multa aplicada pela prefeitura. “Não fomos notificados de qualquer eventual cobrança de multa até o momento”, informou em nota.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, para reaver as 1.067 patinetes apreendidas pela Secretaria Municipal de Subprefeituras, a empresa Grow deve recolher Documento de Arrecadação do Município de São Paulo (Damsp), no valor de R$ 819,81, por patinete, conforme o Artigo 160, da Lei 13.478/2002. E, R$ 20 mil, por empresa, como penalidade prevista no Inciso I e II do Artigo 11, do Decreto 58.750/2019. A assessoria informou ainda que a prefeitura emitiu o Damsp, mas que não tem como informar se o documento foi pago.

Prefeitura apreende mais de 500 patinetes não cadastrados

Sem regras, patinetes elétricos viram febre nas cidades

Por  Bruno Bocchini 

Sem regras, patinetes elétricos viram febre nas cidades
(Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)

A prefeitura de São Paulo informou que 557 patinetes foram recolhidos nesta quarta-feira (29), em cumprimento às regras do Decreto 58.750 de 2019, que entrou em vigor nesta quarta-feira. “As empresas de locação de patinetes não realizaram o credenciamento previsto na legislação e, portanto, operam sem autorização da administração. As penalidades para as empresas vão do recolhimento dos equipamentos até a multa de R$ 20 mil”.

Por outro lado, a Grow, holding das empresas Grin e Yellow, que alugam patinetes elétricos na capital paulista, reclamaram que a prefeitura apreendeu e danificou 400 de seus veículos. De acordo com a holding, a apreensão ocorreu de forma “truculenta e ilegal”. “É possível afirmar que todos os patinetes que estavam na Faria Lima, do Largo da Batata até a Vila Olímpia, foram apreendidos com truculência pela prefeitura”, disse a Grow.Em nota,

“Importante esclarecer que patinetes estacionados conforme a regulamentação da própria Prefeitura que passou a viger hoje – parados em pontos privados, em pontos públicos e em espaços que não prejudicam a livre circulação dos pedestres – foram levados pelos agentes municipais”, disse a empresa, em nota.

Segundo a Grow, a prefeitura cometeu outras ilegalidades, como a detenção de um de seus funcionários, “de forma arbitrária e sem motivo”; o confisco de patinetes localizados dentro de um veículo privado de um prestador de serviços autônomo; e a apreensão de patinete dentro de um imóvel privado.

Novas regras

Guardas Civis Metropolitanos usam patinete para patrulhar área central
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O decreto regulamentando a modalidade foi publicado no último dia 14 de maio. A medida, no entanto, é provisória. Regras mais detalhadas serão discutidas nos próximos três meses, com 11 empresas que responderam a um chamamento público e assinaram um termo de responsabilidade para oferecer o serviço.

A administração municipal ressaltou que o objetivo das novas regras é promover a segurança de pedestres, usuários de patinetes, ciclistas e motoristas.

Além da obrigatoriedade de cadastro junto à prefeitura, o decreto determina que as empresas precisam demonstrar capacidade de organizar os equipamentos no espaço público, evitando atrapalhar a circulação de pedestres.

Foi proibido o uso dos patinetes elétricos nas calçadas ou em vias com velocidades máximas superiores a 40 quilômetros por hora (km/h). A velocidade máxima permitida para os patinetes, seja em vias públicas ou em ciclovias, é de 20 km/h. Também é obrigatório o uso do capacete.

Usuários

Uso de patinetes elétricos na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.
Uso de patinetes elétricos na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A reportagem da Agência Brasil foi às ruas na tarde desta quarta-feira e constatou que poucos usuários estavam usando capacete. Na região do Largo da Batata, zona oeste da capital, dos 12 usuários de patinetes vistos pela reportagem, apenas dois usavam o acessório de proteção. Por outro lado, todos circulavam na ciclovia e em baixa velocidade. A reportagem não flagrou nenhum patinete nas calçadas.

“Eu não sabia [que precisava usar o capacete a partir de hoje]. Não recebi nenhum aviso do aplicativo. Mas se tiver que usar capacete vai ficar ruim porque não é nada prático ter de trazer um capacete de casa para usar para ir do metrô até o trabalho”, disse um usuário que se identificou como Felipe.

Os usuários que circularem em locais indevidos ou acima da velocidade permitida estão sujeitos a multa de R$ 500. Se não usarem o capacete, o valor a ser pago é R$ 100. As punições serão aplicadas às empresas que podem repassar os valores aos clientes.

“Eu já tenho o capacete porque eu ando de bicicleta também. Acho que é importante usar por conta da segurança”, disse Igor Sanches usou o patinete alugado pela primeira vez.

Na região entre o Largo da Batata e a Avenida Rebouças, a reportagem não encontrou nenhum agente da prefeitura ou funcionário das empresas para fiscalizar ou orientar os usuários sobre as novas regras.

A Grow disse que está comunicando os usuários sobre o início da vigência da regulamentação provisória da prefeitura de São Paulo.

A empresa afirmou que, há nove meses, opera com base nas regras previstas na Resolução Federal 465 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Segundo a Grow, o decreto da prefeitura impõe regras diferentes da resolução federal como a proibição da circulação dos equipamentos nas calçadas e a obrigatoriedade da utilização do capacete pelos usuários.

“A Grow ainda esclarece que está buscando na Justiça o reconhecimento da ilegalidade deste decreto, cujo teor dificulta o acesso da população ao serviço de compartilhamento de patinetes, além de ferir o seu direito de escolha como cidadão”, disse em nota.

A empresa disse ainda que irá recorrer da aplicações de multa por infração cometida pelos usuários. “Nos casos em que todos os mecanismos legais de defesa forem negados, repassaremos a cobrança da multa ao usuário infrator, conforme previsto no decreto”.

Começam a valer regras para uso de patinetes

Por Daniel Mello 

Sem regras, patinetes elétricos viram febre nas cidades
(Arquivo/Agência Brasil)

A partir de hoje (29), a prefeitura de São Paulo pode multar empresas e usuários que descumprirem as regras para o serviço de aluguel de patinetes na cidade. O decreto regulamentando o sistema foi publicado no último dia 14 de maio. Os veículos começaram a ser disponibilizados na capital paulista em agosto do ano passado.

As empresas ficaram obrigadas a fazer um cadastro na administração municipal e demonstrar capacidade de organizar os equipamentos no espaço público, evitando atrapalhar a circulação de pedestres.

Foi proibido o uso dos patinetes elétricos nas calçadas ou em vias com velocidades máximas superiores a 40 km/h. A velocidade máxima permitida para os patinetes, seja em vias públicas ou em ciclovias, é de 20 km/h. Também é obrigatório o uso do capacete.

Penalidades

Os usuários que circularem em locais indevidos ou acima da velocidade permitida estão sujeitos a multa de R$ 500. Se não usarem o capacete, o valor a ser pago é R$ 100. As punições serão aplicadas às empresas que podem repassar os valores aos clientes.

As empresas podem ser multadas em R$ 20 mil se não contratarem seguro para cobrir eventuais danos de acidentes. A sanção também será aplicada caso seja desrespeitada a confidencialidade das informações pessoais dos usuários. As companhias ficam ainda obrigadas a disponibilizar dados para a prefeitura e, eventualmente, órgãos de segurança pública, informações sobre a quantidade de acidentes e dados de condutores envolvidos em crimes ou acidentes.

Entre as punições possíveis estão ainda a apreensão dos equipamentos e o descadastramento das empresas.

Novas regras

Uso de patinetes elétricos na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

De acordo com a prefeitura, a medida anunciada ainda é provisória. Regras mais detalhadas serão discutidas nos próximos três meses junto com as 11 empresas que responderam a um chamamento público e assinaram um termo de responsabilidade para oferecer o serviço.

Durante esses 90 dias, o grupo de trabalho concluirá os estudos, verificando como essas regras são estabelecidas em outros locais do mundo e finalizando a discussão com a sociedade civil. A regulamentação também vai estabelecer regras para o estacionamento dos veículos que, por enquanto, poderão ficar parados nas calçadas.

Prefeitura vai impor regras para uso de patinetes elétricos

Por Flávia Albuquerque 

Guardas Civis Metropolitanos usam patinete para patrulhar área central (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Usuários de patinetes elétricos da capital paulista serão obrigados a usar capacete. As novas regras para uso do equipamento devem ser implementadas pela prefeitura nos próximos 15 dias. O anúncio foi feito hoje (13) pelo prefeito Bruno Covas. Em caso de descumprimento da norma, será aplicada uma multa que varia de R$ 100 a R$ 20 mil.  

Além do uso de capacete, será proibido circular na calçada, sendo permitido apenas a circulação em ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas ou ruas com limite de velocidade de até 40 Km/h, e a velocidade máxima do patinete será de 20 Km/h.



De acordo com a Prefeitura, a medida anunciada ainda é provisória. Regras mais detalhadas serão discutidas nos próximos três meses junto com as 11 empresas que responderam a um chamamento público e assinaram um termo de responsabilidade para oferecer o serviço.

“Montamos um grupo de trabalho envolvendo usuários, empresas, ciclistas e toda a sociedade para discutir o uso dos patinetes.  A ideia era que essa regulamentação ficasse pronta no final deste semestre. Por conta dos últimos incidentes resolvemos apresentar essa regulamentação provisória que vale por no máximo 90 dias”, explicou.

Uso de patinetes elétricos na ciclovia da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Durante esses 90 dias, o grupo de trabalho concluirá os estudos, verificando como essas regras são estabelecidas em outros locais do mundo e terminando a discussão com a sociedade civil. A regulamentação também vai estabelecer regras para o estacionamento dos veículos, que por enquanto poderão continuar a parar nas calçadas. 

Segundo Covas, a cidade de New York, nos EUA, não servirá como modelo para a regulamentação porque proibiu o uso dos patinetes. “A cidade de São Paulo quer estimular cada vez mais o uso de alternativas na micro mobilidade, que é o conceito de tudo o que se utiliza para sair de casa e chegar no trabalho depois do uso do ônibus, trem, metrô. Mas o fato de estimular essas novas tecnologias tem como premissa garantir a segurança das pessoas”.  

Nos próximos 15 dias a Prefeitura vai informar e orientar os usuários, por meio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e GCM (Guarda Civil Metropolitana) e depois desse período as multas começarão a ser aplicadas. “Vamos começar a aplicar a multa em cima das empresas que ofertam esse serviço, da mesma forma que se multam as locadoras de carros. Depois se a empresa vai repassar ao usuário final é uma relação privada de consumo e não cabe à Prefeitura tratar do tema”.

Sem regras, patinetes elétricos viram febre nas cidades

Sem regras, patinetes elétricos viram febre nas cidades

Ainda sem regras, patinetes elétricos invadem cidades e viram febre
Circulação com patinetes elétricos invadiram as ruas das grandes cidades nos últimos meses.(Valter Campanato/Agência Brasil)

Quem anda pelo centro de grandes cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, certamente, já esbarrou em patinetes elétricos, verdes ou amarelos, aparentemente largados pelas esquinas ou calçadas. A alternativa de transporte surgiu de forma discreta, levantando a curiosidade do brasileiro e, aos poucos, começou a cair no gosto popular, transformando-se em “febre”. Desde a chegada do serviço de aluguel desses equipamentos, é comum ver pessoas circulando rapidamente entre os pedestres ou mesmo entre os carros em pequenos patinetes elétricos.

Na avaliação de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a nova opção traz vantagens para a mobilidade de grandes cidades. Entretanto, é necessário que o Poder Público regulamente o uso do equipamento para que haja regras que garantam a segurança de usuários, motoristas e pedestres.

Professor do Programa de Engenharia de Transporte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ronaldo Balassiano defende o aumento no número de opções de transporte, sobretudo nos locais onde os carros são os grandes poluidores.

“Do ponto de vista de se locomover em distâncias pequenas, entre 5 km ou 6 km, nas redondezas de casa ou do trabalho, o patinete traz uma contribuição boa para a mobilidade urbana. O grande problema é que as nossas autoridades, responsáveis por regular esses modos, continuam na idade da pedra. O patinete já vem sendo usado nos Estados Unidos e na Europa há alguns anos. Por que nós não nos preparamos para um mínimo de regulamentação?”, questionou.

Os equipamentos, alimentados por uma bateria, podem chegar a uma velocidade máxima de 20 km por hora, tornando difícil frear ou mesmo desviar de um obstáculo a tempo de evitar uma queda ou colisão.

Especialista em mobilidade, Balassiano destacou que a regulamentação do Poder Público trará mais segurança.

Segundo ele, não se trata de “engessar” o modo de transporte, mas evitar acidentes, uma vez que os patinetes alcançam velocidades muito altas para serem usados nas calçadas. “Se atropelar um idoso, uma criança ou uma gestante, a chance de acontecer um acidente grave é muito alta. Por outro lado, nas ruas, a gente sabe que os carros e os ônibus não respeitam nem as bicicletas, o que dirá os patinetes”, advertiu Balassiano.

Na avaliação dele, o ideal é que os patinetes trafeguem em ciclovias ou ciclofaixas, juntamente com as bicicletas.

“O que precisamos é algum tipo de norma para esse veículo, para não causar acidentes com terceiros ou mesmo com os usuários. O mais razoável seria trafegarem, junto com as bicicletas, em faixas específicas e ciclovias. Mas não é isso que acontece”, lamenta o professor.

“Na França, para alugar um patinete, é preciso ter uma carteira de motorista, colocando um veículo que vai ter uma certa velocidade nas mãos de quem já tem alguma ideia de como dirigir”, completou o especialista, sugerindo o desenvolvimento de uma grande campanha conjunta, entre o Poder Público e as empresas, de conscientização dos usuários.
Mobilidade e segurança

Com quase 50 anos de profissão, o taxista Augusto César dos Santos diz que falta respeito por parte das pessoas que andam de patinete no centro do Rio de Janeiro. Eles se misturam ao pesado trânsito urbano das vias centrais, ziguezagueando entre carros e ônibus.

“Eles andam na contramão, não respeitam a legislação, é uma coisa horrível. Eu já tive diversos problemas de quase atropelar, pela imprudência e imperícia deles, principalmente aqui no centro. Tem que se tomar uma atitude, pois isso pode virar morte a qualquer momento”, reclamou o taxista.

Consciente dos riscos e dos benefícios do patinete, a atuária Samara Alce que trabalha no Centro do Rio diz que usa o modal para se deslocar com mais rapidez pelas ruas, mas tem cuidado com a velocidade e não trafega entre os carros.

“Eu tenho muito cuidado para usar o patinete. Quem sabe usar bem, sabe qual o objetivo do patinete, não vai se meter em acidente. Só se envolve em acidente quem quer se arriscar”, disse Samara, que já utilizou quatro vezes o meio de transporte, mas sente falta de que seja oferecido capacete aos usuários.

Para o estudante de direito Igor Santos, o patinete é seguro, desde que se preste atenção ao terreno e se tenha o mínimo de habilidade. Ele costuma usar o equipamento para integrar o transporte de barcas, na Praça 15, com as estações de metrô na Avenida Rio Branco. “É tranquilo. Eu pego daqui para a barca ou de lá para o metrô. É mais rápido”, disse enquanto desbloqueava o equipamento – procedimento padrão feito com o telefone celular, após um cadastramento prévio de dados, incluindo um número de cartão de crédito, para debitar o valor do uso.

Em Brasília, o casal Rodrigo Lima Costa e Claudete Rodrigues experimentou o equipamento pela primeira vez esta semana. Moradores do Entorno do DF e casados há dez anos, eles resolveram usar os patinetes para um momento de lazer, no Parque da Cidade.

“Eu vi um dia desses na rua e me perguntei porque uma pessoa deixava um patinete ali. Depois ela me falou que existia o aplicativo e hoje viemos experimentar. Vamos fazer uma experiência”, disse Rodrigo.

Usuário do serviço desde que ele começou na capital, o ex-servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Leonardo Dias disse que a opção pelo patinete para lazer e pequenos deslocamento na cidade coincidiu com o aumento no preço dos combustíveis.

“Eu tenho um carro que consome muito e o patinete serviu nessas horas justamente pela economicidade e praticidade. Todo mundo fala sobre o perigo de se andar no patinete, mas é muito tranquilo. Agora mesmo rodei quase cinco quilômetros e deu R$ 12. Pela economia, eu indico”, afirmou Leonardo, ressaltando a limitação dos patinetes para percorrer grandes distâncias em razão da pouca autonomia de bateria.

Em entrevista à Agência Brasil, ele afirmou não ter vivenciado problemas ao se deslocar de patinete para trabalhar, mas ressaltou que os motoristas ainda não veem a alternativa como meio de transporte, mas como equipamento de lazer.

O ex-servidor público disse ainda que, mesmo utilizando os patinetes para se deslocar na cidade, não acredita na necessidade de regulamentação do serviço. “As bikes vieram, mas logo depois vieram os patinetes e tomaram conta. Muita gente, querendo ou não, está optando pelo patinete quando o deslocamento é muito próximo. Mas como o serviço é novo, não acho ainda necessária uma regulamentação”, afirmou.

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Yeloow: Patinete elétrico é recuperado pela PRF

Patinete furtado em São Paulo foi encontrado em Itapecerica da Serra, na região metropolitana (Agência PRF/Reprodução)

Uma equipe da Polícia Rodoviária Federal recuperou esta semana um patinete elétrico de uso coletivo da empresa Yellow. Os policiais foram acionados por representantes da empresa. Por meio do sistema de geolocalização, foi possível descobrir que o veículo estava sendo transportado dentro de um carro pela rodovia Régis Bittencourt.



Os agentes não conseguiram localizar o veículo apontado como transportador, entretanto, seguindo o sinal do rastreador GPS instalado no patinete chegaram a uma residência no município de Itapecerica da Serra, na região metropolitana da capital. Na garagem da residência visualizaram o objeto furtado e ao questionarem a moradora do local, esta disse que havia encontrado o patinete na porta de sua residência, ao lado de seu carro.

A mulher e o objeto do furto foram encaminhados à Polícia Civil de Itapecerica da Serra, que investigará o crime.

Bicicleta

O SP Agora já mostrou que as bicicletas da Yeloow também foram alvo de vandalismo e de furto na capital paulista. Tanto as bikes quanto os patinetes podem ser alugados pelos moradores por meio de um aplicativo no celular.