Delegacia é alvo de investigação do Ministério Público

Fachada da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no centro do Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre hoje (30) oito mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão em uma operação que investiga um esquema de corrupção policial. O alvo da operação Carta de Corso é um grupo que atuou dentro da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), da Polícia Civil, de março de 2018 a março de 2021.

Seis pessoas haviam sido presas até as 7h20 de hoje, entre elas, um delegado da polícia e outros quatro policiais.

De acordo com o MPRJ, o grupo exigia pagamentos de lojistas da rua Teresa, um polo comercial têxtil de Petrópolis, na região serrana fluminense, para permitir que eles continuassem vendendo roupas falsificadas.

O grupo, segundo a investigação, seria formado por dois núcleos. Um atuava ameaçando lojistas e recolhendo a propina e outro usava ilegalmente a estrutura da Polícia Civil para reprimir os lojistas que se recusavam a pagar os valores exigidos. Nessas diligências, os policiais teriam forjado provas e produzido laudos falsos.

A Polícia Civil informou que sua corregedoria já possui procedimentos abertos sobre o caso e que solicitará informações ao MPRJ sobre a operação de hoje para juntar às investigações.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

Polícia prende duas pessoas suspeitas de ajudar na fuga de Lázaro Barbosa

Lázaro Barbosa, foragido (Reprodução)

A força-tarefa montada entre a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) e a SSP-DF, com apoio das polícias Rodoviária Federal e Federal, prendeu nesta quinta-feira duas pessoas que estavam ajudando na fuga do foragido Lázaro Barbosa e, principalmente, a se esconder da ação policial.

Durante coletiva, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse que os dois homens presos serviram de apoio para a fuga de Lázaro do cerco policial e que, junto com Lázaro, podem ser considerados uma quadrilha ou organização criminosa.

Os dois presos, que não tiveram as identidades reveladas, foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma e facilitação de fuga de foragido. Com um deles foi encontrado uma garrucha calibre 22 com 50 munições. A arma foi furtada por Lázaro provavelmente em uma das residências que ele invadiu e o foragido foi visto em algumas propriedades com a garrucha na mão.
 
“Acreditamos que eles tenham envolvimento com outros crimes ou acobertam outros crimes do foragido”, disse Miranda. O secretário não quis detalhar a linha de investigação, mas disse que tem indícios e provas contundentes contra os dois detidos e que vão ser apresentadas à Justiça.

O secretário disse que a força-tarefa descobriu o último endereço utilizado por Lázaro para se esconder, uma casa cercada por ruínas na região do distrito de Girassol, no município de Cocalzinho de Goiás. O foragido andava pelos canais para se locomover, o que dificulta a sua localização.

“Quem facilita a vida de foragido, comete crime. Nós sabemos, nós desconfiamos, nós temos indícios, de que há outras pessoas ajudando e nós vamos chegar nelas. Nós temos alcançado nosso primeiro grande objetivo que é não deixar ele cometer mais crimes e agora estamos cada vez mais próximos dele e dessa rede criminosa que apoia absurdamente esse sujeito”, disse Miranda

Segundo o secretário Lázaro foi visto pela última vez por testemunhas nesta quinta-feira próximo ao distrito de Girassol.

Lázaro é acusado de assassinar quatro pessoas da mesma família no dia 9 numa chácara do DF. Uma quinta vítima teria sido morta em Goiás. Ele ainda é investigado de balear três pessoas no dia 12 no município de Cocalzinho de Goiás, onde se concentram as buscas. Ele já tem uma condenação por homicídio na Bahia e é também procurado no DF e em Goiás por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo.

O secretário disse que Lázaro Barbosa é investigado por, pelo menos, sete outros crimes, principalmente latrocínios e assassinatos.

Por Agência Brasil

Festa com mais de 300 pessoas é interrompida na zona leste

Quatro pessoas foram encaminhadas para delegacia após encerramento de uma festa clandestina em um bar, na Cidade Patriarca, bairro da Zona Leste da capital paulista. No local foram apreendidos dois mixers, um receptor de som, um laptop e 42 máquinas de crédito e débito. Pelo menos 304 pessoas foram retiradas do local pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos, do Departamento de Operações Especiais de Polícia, em conjunto com a Polícia Militar e órgãos fiscalizadores do município.

O Comitê de Blitze do Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo receberam uma denúncia anônima e o caso foi encaminhado para o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, onde foi registrado um boletim de ocorrência de descumprimento de medida sanitária e desacato, já que uma das pessoas desrespeitou um delegado que participava da fiscalização.

O Comitê de Blitze foi criado pelo governo estadual em parceria com a prefeitura de São Paulo para reforçar as fiscalizações e o cumprimento das medidas restritivas da fase emergencial e evitar a propagação do novo coronavírus. Integram o Comitê agentes da Guarda Civil Metropolitana e Coordenadoria da Vigilância Sanitária pela Prefeitura de São Paulo. Pelo Governo do Estado, atuam profissionais da Vigilância Sanitária, Procon e das Polícias Civil e Militar.

Para denunciar festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais basta ligar para o 0800-771-354, acessar o site ou enviar e-mail para [email protected], do Centro de Vigilância Sanitária. A denúncia pode ser anônima.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil 

Quadrilha usava cartões de vítimas para comprar bebida

A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz operação, hoje (22), contra uma quadrilha que usava cartões de crédito desviados de terceiros e comprava bebidas alcoólicas para abastecer bailes clandestinos em comunidades da cidade. 

Até agora, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em diversos endereços. Os presos e as apreensões, que incluem veículos de luxo, foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na zona norte da capital.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), as investigações que levaram à Operação Fomentus, deflagrada hoje por policiais  da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) com apoio de delegacias do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), indicam que as bebidas eram fornecidas a crianças e adolescentes que frequentam bailes clandestinos.

No inquérito policial, os investigadores identificaram que o grupo utilizou um cartão de crédito corporativo desviado de uma empresa para fazer 25 compras em uma loja atacadista, somando um prejuízo de R$ 713 mil. “Após uma série de diligências realizadas por policiais da DPCA, foi possível identificar os líderes do grupo criminoso”, informou a secretaria.

Receptação de carga

Os estabelecimentos onde ocorria a receptação da carga adquirida de forma ilícita também foram identificados. Entre eles, um galpão em Madureira, na zona norte, na entrada da comunidade do Cajueiro, e um outro depósito de bebidas, na Estrada do Campinho, em Campo Grande, na zona oeste.

Além das prisões e das buscas e apreensões, a justiça determinou medidas cautelares de sequestro de 18 veículos, incluindo caminhões e carros de luxo, e ainda o bloqueio judicial de contas bancárias vinculadas aos investigados. A intenção é garantir o ressarcimento futuro dos danos causados pela prática dos crimes.

Depois que terminarem as diligências, o inquérito policial seguirá para identificação de outros integrantes do grupo criminoso, incluindo os responsáveis pelos eventos onde bebidas alcoólicas são oferecidas a menores, a recuperação de outros bens adquiridos de forma fraudulenta e a localização de demais vítimas.

“Além da investigação de provável ocultação de patrimônio de origem ilícita, lavagem de dinheiro e demais crimes conexos”, completou a Polícia Civil.

Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil 

Polícia mata jovem com deficiência intelectual após postagem sobre Lázaro

Morto com três tiros, Hamilton Cesar Lima Bandeira, 23 anos, era conhecido por ser engraçado na comunidade (Arquivo Pessoal/via Ponte)

Crueldade foi a palavra utilizada por Ana Maria Lima Dias, 41 anos, para definir a morte de seu filho Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos. O jovem foi morto, no início da tarde de quinta-feira (17/06), com três tiros disparados por policiais civis no povoado de Calumbi, perto de Presidente Dutra, no interior do Maranhão, distante cerca de 350 km da capital São Luís. “Foi uma crueldade, ele nunca fez mal a ninguém, mataram ele na frente de um idoso de 99 anos”, disse Ana Maria à Ponte.

Hamilton tinha deficiência intelectual e tomava remédios controlados. Ele passou a ser alvo da polícia de Presidente Dutra depois de postar uma imagem na rede social Instagram na qual estava escrito: “Eu sou teu ídolo, Lázaro. Boa sorte, Lázaro (sic)”. Lázaro Barbosa, 32 anos, é procurado pela polícia em Goiás há 12 dias sob suspeita ter matador ao menos cinco pessoas _um caseiro, em 5 de junho; um casal e os dois filhos, no dia 12. Os crimes foram em Cocalzinho de Goiás.

“Ele tinha 23 anos, mas tinha mentalidade de um rapaz de 12 anos porque tinha um distúrbio mental. Ele nunca matou, nunca roubou, nunca estuprou, apenas postava essas coisas porque ele tinha problemas mentais, tenho laudos que provam isso”, disse Ana Maria, atendente em uma loja de conveniência em um posto de combustíveis. 

De acordo com a mãe, três dias antes de ser morto pela Polícia Civil, Hamilton tentava conseguir os medicamentos controlados que tomava. “Ele ligou para a mulher trazer os remédios dele, inclusive uma assistente social vinha conversar com ele, com a gente, para nos orientar, mas felizmente não deu tempo”. 

O jovem tomava remédios controlados por conta de problemas mentais, disse a mãe | Foto: Arquivo Pessoal

Ana Maria conta que, na manhã da morte do filho, ela estava trabalhando e Hamilton, que vivia com o avô, estava arrumando a casa e fazendo o almoço para o idoso. “Eu não estava no local, fiquei sabendo por uma ligação da minha vizinha. Por volta das 10h, ele [Hamilton] ficou jogando bola com crianças na casa de um vizinho. Às 11h, ele foi para casa tomar banho, limpou a casa, lavou a louça, almoçou e deu almoço para o avô, para quem disse iria descansar”. 

Instantes depois, o avô de Hamilton foi surpreendido com a chegada de três policiais, contou Ana Maria. “Meu filho entrou no quarto e deitou na cama. Quando o avô dele sentou para comer, os policiais chegaram e perguntaram se tinha mais alguém na casa. Foi quando o avô levantou da cadeira e falou: ‘estou só eu e o meu neto’. Nesse momento, Hamilton se levantou da cama, abriu a cortina [o quarto não tem porta] e, sem poder dizer nada, tomou três tiros seguidos, sem ele poder nem se defender”. 

No segundo tiro, Hamilton caiu e falou para o avô [a quem chamava de pai]: “Pai, está doendo demais!”. “Os policiais pegaram ele pelas pernas e pelos braços e o jogaram na viatura como se fosse um animal. Ele até machucou o rosto porque bateu nos ferros da viatura. Levaram imediatamente para o Socorrão [Hospital Regional de Urgência e Emergência de Presidente Dutra], mas ele já chegou lá sem vida”, contou Ana Maria.

Assim que soube da morte do filho, Ana foi ao hospital e, depois foi à delegacia da Polícia Civil do Maranhão em Presidente Dutra, onde tentou registrar um boletim de ocorrência com a versão dos familiares sobre o que se passou dentro de sua casa, mas o delegado César Ferro, segundo a mãe, se negou a registrar o documento. 

O delegado disse apenas que Hamilton havia sido “pego em flagrante”. “O delegado se recusou a fazer o BO. Disse que o Hamilton foi para cima dos policiais com uma faca. Só que como é que uma pessoa vai para cima de três policiais com uma faca? Quando eu perguntei se ele sabia que o meu filho tomava remédios para os problemas mentais, o delegado ficou quieto”. 

Segundo Ana Maria, o delegado não mostrou a suposta arma branca à família e nem disponibilizou nenhum mandado de prisão ou de busca e apreensão que justificasse a ida dos policiais civis até a casa da família. Além disso, o corpo de Hamilton logo foi retirado da casa e nenhuma perícia foi feita, de acordo com a mãe do rapaz. “Não mandaram ninguém fazer a perícia, mandaram outros policiais retirarem as cápsulas das armas. Eles não me deram a declaração de óbito”.

Hamilton morava com o avô, de 99 anos. Segundo a mãe do jovem, idoso viu a morte do neto, dentro da casa da família | Foto: Arquivo pessoal

No entendimento da mãe, seu filho deveria ter sido encaminhado a delegacia e não morto. “Poderiam ter chegado em casa, com mandado de prisão e levado à delegacia. Por que o meu filho não pode ter a defesa dele? Cadê a arma do crime? Cadê a faca? Qual foi o flagrante? Estar mexendo no celular na cama?”, questionou Ana Maria. 

Outro lado

Ponte procurou a Polícia Civil, por meio da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, mas não recebeu respostas sobre a morte de Hamilton, ao menos até a publicação desta reportagem.

A reportagem enviou as seguintes perguntas à Polícia Civil do Maranhão: 

Por que os policiais atiraram três vezes em Hamilton?

Quem são os policiais que atiraram em Hamilton?

Quais eram as denúncias anônimas contra Hamilton?

Por que o delegado se recusou a registrar boletim de ocorrência com a versão da família sobre a morte de Hamilton?

Também foi solicitada uma entrevista com o delegado César Ferro, mas ela não aconteceu.

Em nota publicada no Instagram, a Delegacia de Presidente Dutra informou que teve conhecimento, por meio de várias denúncias encaminhadas à polícia, “que Hamilton teria feito várias postagens nas mídias sociais, ameaçadoras, enaltecendo o criminoso Lázaro”.

“Teria publicado fotos segurando uma faca, dando a entender que faria algo semelhante, levando parte da população ao desespero. Foi determinado aos investigadores que fossem até o local e averiguassem a situação, já que, em tese, estaria praticando apologia ao crime, a princípio”.

Ainda segundo a nota, “quando os policiais civis chegaram à casa de Hamilton, o rapaz estava na companhia apenas de um senhor de 90 anos e não atendeu a ordem policial, tentando atacar os policiais, os quais, diante da situação apresentada, tiveram que efetuar disparos de arma de fogo contra o rapaz”. 

“Imediatamente, o rapaz foi socorrido pelos policiais ao Hospital Socorrão de Presidente Dutra, onde chegou com vida, mas, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e veio ao óbito”, seguiu a Polícia Civil do Maranhão, no texto. 

“Lamentamos profundamente o falecimento do jovem, ao passo em que também nos solidarizamos com a família. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte”, finaliza o texto da Polícia Civil maranhense. Na manhã desta segunda-feira (21/06), a postagem havia sido excluída da rede social da Delegacia.

Em sua conta no Instagram a Delegacia Regional de Presidente Dutra admitiu que invadiu a casa de Hamilton | Foto: Reprodução Instagram

A reportagem pediu esclarecimentos ao governador Flávio Dino, do Maranhão por e-mail e ligação telefônica, mas não houve respostas até o momento.

Trabalhador e querido no bairro

A morte de Hamilton, enterrado na sexta-feira (18/06), revoltou os moradores da região de Presidente Dutra. No sábado (19/06), vizinhos do jovem queimaram pneus na cidade. A família organiza uma nova manifestação para a próxima quarta-feira (23/06), na mesma cidade. 

Moradores de Presidente Dutra, no interior do Maranhão, atearam fogo em pneus em protesto contra a morte de Hamilton | Foto: Arquivo pessoal

Segundo Ana, Hamilton era muito querido entre os vizinhos e, apesar do déficit intelectual, trabalhava e estudava. “Ele era muito prestativo, muito trabalhador, era ajudante de pedreiro, pintava, capinava, todo mundo aqui viu ele crescer, ele respeitava as crianças, os mais velhos e estava acabando o ensino médio. Quando estava agitado, ele passava o dia na casa dos vizinhos. Ele era conhecido, fazia muita ‘macacada’, todo mundo gostava dele”.

A última vez que Ana viu o filho foi na terça-feira (15/06). “Estávamos almoçando na casa da minha mãe, ele estava brincando falando para o meu pai que tinha visto moças bonitas”, conta a mãe que agora quer justiça pela morte de seu filho. “Eu quero justiça, quero lutar pela memória do meu filho, sei que não vai trazer ele de volta. Eu sei que a batalha vai ser difícil, mas não vou desistir. Enquanto estiver viva, vou lutar pela memória do meu filho”. 

Por Beatriz Drague Ramos, da Ponte

Policiais militares são presos suspeitos de executar homens após perseguição

PMs são presos suspeitos de executar homens com 30 tiros dentro de carro em SP

Dois policiais militares foram presos neste domingo (13), por decisão da Justiça Militar, por suspeita de perseguirem e executarem dois homens, com aproximadamente 30 tiros, dentro de um carro parado na Zona Sul de São Paulo. As vítimas eram suspeitas de assalto. Elas não atiraram contra os policiais, mas foram encontradas mortas com 50 perfurações de balas pelos corpos.

O caso ocorreu na última quarta-feira (9), mas o crime só chegou ao conhecimento das autoridades após um vídeo, gravado por uma testemunha e que circula nas redes sociais, mostrar os agentes da Polícia Militar (PM) atirando contra os dois rapazes suspeitos dentro do Onix branco da Chevrolet. O veículo havia sido roubado juntamente com os pertences dos proprietários.

O sargento André Chaves da Silva e o soldado Danilton Silveira da Silva, ambos do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM) foram presos e estão detidos no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital. As prisões preventivas deles foram decretadas pelo juiz Ronaldo João Roth, do Tribunal de Justiça Militar (TJM), a pedido do Ministério Público Militar (MPM) e da Corregedoria da PM.

O vídeo que circula nas redes sociais mostra dois policiais militares atirando dentro de um carro em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, na noite de quarta-feira (9).

Histórico
Essa não foi a primeira vez em que o sargento André, que está na PM há mais de duas décadas, teve de encarar o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo. Em agosto de 2018, ele foi condenado a quatro meses de detenção em regime aberto por ameaça.

Conforme as investigações, em julho de 2017, o sargento estava acompanhado de um soldado do 1º Batalhão da PM Metropolitano, em patrulhamento também na região de Santo Amaro, atrás de suspeitos de roubarem uma motocicleta.

Durante as buscas, a dupla de PMs decidiu abordar um homem que estava em uma rua. Na abordagem, o homem teria chamado o soldado de “você”, e o policial o agrediu com um soco no rosto, dizendo que deveria ser chamado de “senhor”.

Após as agressões, o sargento André ameaçou a vítima, conforme indicam as investigações. Segundo consta no processo, o PM disse o seguinte à vítima: “Tem alguma queixa para fazer de nós? A hora é agora de você denunciar”. Em seguida, tirou fotos do documento, do rosto e da residência do homem agredido, e disse que voltaria caso os policiais fossem denunciados.

Na ocasião, a defesa do sargento disse que ele não cometeu o crime de ameaça, e usou o GPS da viatura que ele ocupava para mostrar que o carro estava em movimento durante o período relatado pela vítima. Mas os argumentos da defesa foram rejeitados pela Justiça Militar.

O sargento também já havia participado de uma outra ocorrência que resultou na morte de uma pessoa. Tal fato ocorreu em 24 de maio de 2011. Naquele dia, segundo documento obtido pela reportagem da Ponte, André Chaves da Silva ainda era cabo e estava encarregado por uma viatura, sentando ao lado do soldado Ailton Reis da Silva. Em determinado momento, receberem via rádio do carro policial sobre roubo de carga. Após alguns minutos, localizaram um caminhão que havia sido roubado, no final da Rua Carloforte, Capão Redondo, também na zona sul, parado com dois homens.

De acordo com o documento, “um deles ao visualizar a viatura se evadiu, porém o outro veio de encontro à viatura, momento em que o PM André tentou abordar o indivíduo este começou a correr, mas, virou-se efetuando um disparo de arma de fogo contra a guarnição que foi revidada pelos policiais militares. O agressor continuou a correr, no entanto, depois, de alguns metros caiu alvejado, sendo socorrido ao PS do Campo Limpo”. O homem morto naquele dia foi identificado como Elton da Silva Reis. A dupla de PMs foi absolvida.

Outro lado
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do sargento André Chagas. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou.

A defesa do soldado Danilton Silveira da Silva encaminhou nota em que sustentou que irá pedir um habeas corpus:

“Participamos hoje da audiência de custódia dos policiais envolvidos, cujo objetivo era avaliar as formalidades da prisão preventiva. O próprio juiz que havia determinado a prisão conduziu a audiência. Por não haver novos elementos de ontem para hoje, decidiu-se manter a prisão dos policiais. Vamos trabalhar na interposição de habeas corpus atacando esse pedido de prisão preventiva. Não existem elementos processuais para que a prisão seja mantida. Sobre o mérito, ainda não traçamos uma linha de defesa porque não sabemos ainda como eles serão denunciados. Se for considerado um crime doloso o julgamento vai para Vara do Júri e não haverá mais trâmite do caso na Justiça Militar. Teremos que aguardar, portanto. Nossa preocupação agora é fazer com que respondam o caso em liberdade”.

*As informações são do portal A Ponte

Chefe de principal milícia é morto no Rio

Morreu neste sábado (12) o miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, considerado o principal chefe de milícia do estado do Rio de Janeiro. Ele foi baleado em confronto durante operação da Polícia Civil e foi socorrido, mas acabou não resistindo.

Ecko foi preso na casa de parentes, na localidade de Três Pontes, em Paciência, zona oeste do Rio, região controlada por sua milícia. A Polícia Civil chegou a divulgar uma foto de Ecko deitado, de olhos abertos, ainda vivo, com uma perfuração abaixo do coração, logo após sua captura.

A polícia tinha informações de que ele iria visitar a família e deflagrou a operação, batizada de Dia dos Namorados. Além de dominar os bairros da zona oeste, a quadrilha do miliciano também estava se expandindo para a Baixada Fluminense. 

Os milicianos controlam o transporte clandestino, a entrega de botijões de gás, serviços de TV e internet e também cobram a chamada taxa de segurança dos moradores e comerciantes, obrigados a pagar parcelas semanais ou mensais para que não sejam ameaçados pela milícia.

Por Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil 

Agente da SAP mata bandido em tentativa de assalto em SP

Agente da SAP mata bandido em tentativa de assalto em SP
Agente da SAP mata bandido em tentativa de assalto em SP
O agente da Secretaria da Administração Penitenciária estava em seu veículo particular, um Hyundai Tucson preto, quando foi abordado pelo criminoso(Reprodução – Youtube)

Um agente penitenciário reagiu a um assalto e matou um bandido na região do Tucuruvi, na Zona Norte de São Paulo.

O ataque ocorreu no início da noite desta segunda-feira (7) na Rua dos Ferroviários, esquina com a Avenida Guapira, a poucos metros da estação Tucuruvi da Linha 1-Azul do Metrô.

Segundo a Polícia Militar, o agente da Secretaria da Administração Penitenciária estava no veículo particular dele, um Hyundai Tucson preto, e, assim que parou no semáforo fechado, foi abordado por um suspeito que caminhava pela calçada.

O desconhecido exibiu uma arma e anunciou o assalto, mas o motorista reagiu, sacando a pistola que carregava consigo e atirando. Atingido por quatro tiros no tórax, o assaltante ficou caído na via.

O próprio agente da SAP acionou o Corpo de Bombeiros, mas, quando a equipe de resgate chegou ao local, o criminoso, que não portava documentos, já estava morto. A arma utilizada por ele na tentativa de assalto era, na verdade, um simulacro.

A ocorrência foi comunicada ao delegado plantonista do 73º Distrito Policial, do Jaçanã, e registrada como “morte decorrente de oposição à intervenção policial” no DHPP, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, que vai apurar a ação do agente.

Veja esta e outras notícias no canal do Youtube do repórter Paulo Édson Fiore

*Com informações do repórter Paulo Édson Fiore – Radio Jovem Pan

Polícia Civil recebe primeiras viaturas blindadas da corporação

(Gov. do Estado de SP)

As primeiras viaturas blindadas da história da Polícia Civil de São Paulo foram entregues hoje (12), durante coletiva de imprensa, pelo governador de São Paulo João Doria (PSDB). O governo do estado diz que investiu R$ 23,3 milhões na compra dos primeiros 105 veículos blindados da corporação.

A nova frota, com proteção adicional aos policiais, será distribuída para diferentes regiões do Estado e, do total, 37 veículos ficarão em unidades especializadas da capital, como DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), DENARC (Departamento de Narcóticos), DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), DOPE (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) e CERCO (Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado).

Outras 14 vão ser distribuídas na Grande São Paulo e 54 viaturas blindadas vão para o interior no DEINTER (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior).

Governador João Doria entrega 105 viaturas para a Polícia Civil do estado de São Paulo, as primeira blindadas da corporação
João Doria, governador do Estado de SP, durante entrega das viaturas blindadas

A Polícia Militar já recebeu 70 viaturas blindadas, que estão em operação desde dezembro de 2020, e estão adquirindo mais 125, segundo o Estado. Os veículos estão em unidades da PM, como Rota e BAEP. 

Segundo o General João Campos, São Paulo é o primeiro Estado a investir neste tipo de equipamento para policiais no Brasil.

*Com TV Cultura