Justiça ouve testemunhas sobre morte do menino Henry Borel

Garoto tinha 4 anos

A Justiça do Rio de Janeiro realiza, hoje (6), a primeira audiência do processo da morte do menino Henry Borel. Estão previstos depoimentos de 12 testemunhas de acusação. A juíza Elizabeth Machado Louro, do Tribunal de Júri, determinou que, por questões de segurança, as testemunhas da defesa sejam ouvidas em outra ocasião. 

O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março deste ano. Segundo denúncia do Ministério Público (MPRJ), ele foi vítima de torturas feitas pelo padrasto, o ex-vereador Jairo dos Santos Souza, conhecido por doutor Jairinho, em seu apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Além do ex-vereador, a mãe do menino, Monique Medeiros, também é acusada do crime. 

Jairinho vai prestar depoimento por videoconferência a partir do presídio Wellington de Oliveira, em Gericinó. Monique, que também está presa, vai comparecer ao Tribunal de Justiça. Ambos estão presos desde abril.

A ex-mulher de Jairinho, Ana Carolina Ferreira Netto, teve negado pela Justiça o pedido de dispensa para testemunhar.

Por Agência Brasil

Rio de Janeiro pode desobrigar uso de máscaras

O uso de máscaras em ambientes ao ar livre, sem aglomeração, poderá ser desobrigado na cidade do Rio de Janeiro já no próximo dia 15. A previsão foi divulgada nesta segunda-feira (4) pelo prefeito Eduardo Paes. Ele se pronunciou pelo Twitter, citando ata do Comitê Científico da Prefeitura, do dia 9 de agosto, mas só divulgada hoje.

No documento, a segunda etapa de redução das medidas restritivas prevê que, com 65% da população com esquema vacinal completo, haverá desobrigação no uso de máscaras em locais abertos sem aglomeração, mantendo sua utilização obrigatória onde não se consiga manter o distanciamento.

Ainda na segunda etapa, está prevista a permissão para realização de eventos em locais abertos, com restrição até mil pessoas, com uso de máscara obrigatório. Também haverá abertura de boates, danceterias, casas de show e festas, em locais fechados, somente para pessoas com esquema vacinal completo, com 50% da capacidade do ambiente.

Na terceira etapa, prevista pelo prefeito para ocorrer em 15 de novembro, quando haveria 75% da população com esquema vacinal completo, haverá manutenção de máscaras somente em ambientes hospitalares e transporte público, com livre circulação, sem restrições de capacidade e distanciamento.

“Acreditamos que vamos atingir a segunda etapa em 15/10 e a terceira etapa em 15/11”, escreveu Paes, acrescentando que  “o Comitê Científico é composto por dois ex-ministros da Saúde, por um ex-secretário nacional de vigilância em saúde, além de representantes da UFRJ, UERJ, UNIRIO e Fiocruz! Eles é que dão o comando aqui, em conjunto com o secretário @danielsoranz”.

Por Agência Brasil

No meio da rua, homem senta em jacaré para imobilizar animal

Um jacaré foi visto e capturado em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, na manhã desta quarta-feira (29). Segundo vídeo nas redes sociais, o animal estava embaixo do carro do homem que o capturou.

O morador usou uma toalha para cobrir a cabeça do jacaré e sentou em cima do réptil enquanto aguardava a chegada do Corpo de Bombeiros. Ainda de acordo com vídeos viralizados nas redes, o animal tentou atacar o morador por duas vezes, sem sucesso.

Os bombeiros levaram o jacaré até a Área de Proteção Ambiental Guapimirim. Foram necessários quatro homens para colocar o animal dentro de uma espécie de caixa, própria para esse tipo de situação.

Por TV Cultura

Vento forte interrompe serviço de trens e fecha ponte Rio-Niterói

Devido à chegada de uma massa pré-frontal, massa de ar quente que antecede uma frente fria, a região metropolitana do Rio foi atingida por rajadas de vento superiores a 70 quilômetros por hora (km/h), provocando diversos transtornos à cidade e aos moradores. O município do Rio entrou em estado de mobilização às 15h20, devido aos registros de vento forte na Base Aérea de Santa Cruz (57,4 km/h),na zona oeste, no Aeroporto do Galeão (68,5 km/h), na Ilha do Governador,  e no Aeroporto Santos Dumont (64,8 km/h), na região central da cidade. 

Por medida de segurança, devido à ventania, no vão central da Ponte Rio-Niterói, houve interdição nos dois sentidos, às 14h40. O fechamento da ponte durou 41 minutos e foi liberada ao tráfego novamente às 15h21.

Os carros estão fazendo a travessia com a velocidade reduzida para evitar transtornos. Em função dos fortes ventos que atingem a região metropolitana do Rio, a circulação dos trens do ramal da SuperVia foi suspensa nos ramais Japeri, Santa Cruz, Belford Roxo e Saracuruna e nas extensões Paracambi, Vila Inhomirim e Guapimirim. 

A ventania provocou também queda de árvores em vários pontos da região metropolitana do Rio. A Rua Leopoldo Bulhões, na zona norte, está interditada no sentido Bonsucesso devido à queda de árvore na altura do nº 31.

A Companhia de Limpeza Urbana da prefeitura foi acionada para cortar os galhos da árvore e liberar o trânsito para os veículos. Na Rua Capitão Salomão, no bairro do Humaitá, uma árvore caiu sobre dois carros.

Os bombeiros do quartel central informaram que foram mobilizados para diversos pontos da cidade, devido a queda de árvores. A Marinha informou que o mar está de ressaca, e os banhistas e embarcações de pequeno porte devem evitar entrar na água. A concessionária de energia Light informou que vários bairros estão às escuras, devido à ventania.

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil 

Piloto evita sequestro de helicóptero para resgatar presos

O piloto de um helicóptero conseguiu evitar que a aeronave fosse sequestrada por bandidos na tarde de ontem (19), no Rio de Janeiro. Segundo o jornal O Globo, dois homens haviam contratado a aeronave para um passeio em Cabo Frio, interior do Estado.

Já na volta, os bandidos renderam o piloto com uma arma e determinaram que o voo fosse desviado para o complexo penitenciário de Bangu. O piloto teria conseguido avisar autoridades, por código, de que o helicóptero estava sendo sequestrado.

O piloto teria tentado pousar em um batalhão da PM, como mostram imagens divulgadas nas redes sociais, mas os bandidos teriam entrado em luta com o comandante da aeronave. Com a resistência do piloto, os bandidos desistiram do plano e obrigaram que o helicóptero seguisse até Niterói, onde os bandidos saltaram da aeronave em um matagal.

O caso está sendo investigado e os bandidos ainda não foram identificados.

China cobra investigação de atentado contra Consulado, no Rio

Homem lança explosivo contra muro do Consulado Chinês, no Rio de Janeiro (Reprodução)

O Consulado Geral da China se manifestou hoje (18), por meio de nota, sobre o atentado na noite da última quinta-feira (16), quando um homem, usando um casaco e capuz, atirou um artefato explosivo sobre o muro da missão diplomática, na  Rua Muniz Barreto, em Botafogo, zona sul do Rio. 

A nota diz que foi “um grave ato de violência” e pede “investigação minuciosa sobre o ataque, punição do culpado e que medidas sejam tomadas para evitar que outros incidentes como este voltem a ocorrer”. A declaração diz ainda que “não terá sucesso qualquer conspiração de pouquíssimas pessoas em destruir a amizade China-Brasil”.

Imagens de câmeras de segurança da rua e da própria missão diplomática, recolhidas pela Polícia Civil, mostram a hora em que um homem, vestindo um casaco preto e máscara, joga um explosivo por cima do muro do consulado. A hora exata do atentado é 21h48, quando o artefato explode  e danifica o portão do consulado. Ninguém ficou ferido na ação.

No local, a polícia técnica recolheu fragmentos do explosivo. O caso está sendo investigado pela 10ª delegacia policial, no bairro de Botafogo.  A Polícia Federal também foi acionada e também investiga o caso.

Nota condena atentado

Eis a íntegra da nota do consulado da China. “Em 16 de setembro à noite, um homem não identificado lançou um explosivo ao Consulado Geral da China, no Rio de Janeiro, causando danos no edifício. Foi um grave ato de violência ao qual o Consulado Geral da China manifesta veemente condenação. Mantendo estreita comunicação com as autoridades brasileiras, esta missão consular pede a investigação minuciosa sobre o ataque, a punição do culpado nos termos da lei e medidas cabíveis para evitar que incidentes similares voltem a ocorrer”.

Em outro trecho, a declaração da missão diplomática diz que “o desenvolvimento sem sobressalto das relações sino-brasileiras corresponde aos interesses essenciais dos dois países. Não terá sucesso qualquer conspiração de pouquíssimas pessoas em destruir a amizade China-Brasil. Esperamos e temos a convicção de que o governo brasileiro tomará medidas concretas para proteger esta missão consular e seu pessoal, como prevê a Convenção de Viena sobre Relações Consulares, garantindo a segurança e a integridade das instalações e de seu pessoal”.

por Agência Brasil

Justiça marca interrogatório das testemunhas de acusação do caso Henry

O juízo da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro marcou para 6 de outubro a audiência visando ouvir testemunhas de acusação do processo sobre a morte do menino Henry Borel. As testemunhas de defesa devem ser ouvidas em outra data, após o encerramento da prova da acusação.

O ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e a mãe de Henry, a professora Monique Medeiros, foram denunciados e presos pelo crime.

A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal, autorizou a presença dos dois acusados na sessão de depoimentos de 6 de outubro, mas eles não serão interrogados neste dia.

Jairinho e Monique foram presos em abril, depois que se tornaram suspeitos de matar a criança, de 4 anos de idade, no apartamento do casal, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

Garoto tinha 4 anos

Por Agência Brasil

Zeca Pagodinho é internado com Covid no Rio

Zeca Pagodinho é internado com Covid no Rio

O cantor Zeca Pagodinho foi internado no último sábado (14) com sintomas de Covid no Rio de Janeiro.

Segundo a Casa de Saúde São José, no Humaitá, na Zona Sul do Rio, “o paciente apresenta bom estado geral, com sintomas leves, sem necessidade de suporte de oxigênio”.

Zeca já recebeu a 2ª dose da vacina contra Covid, em julho. Na ocasião, ele chegou a cantar enquanto era imunizado: “Vai vacinar, vai vacinar” (assista ao vídeo abaixo).

Nenhuma vacina oferece proteção de 100% contra doenças, mas todas reduzem o risco de infecção, hospitalização e morte, principalmente depois da segunda dose.

É importante lembrar que vacinas funcionam, mas não são infalíveis. Ainda assim, apesar de a probabilidade de infecção após a vacina ser pequena, quanto mais a doença estiver circulando, maior é o risco de o imunizante falhar. Por isso a necessidade de vacinar o maior número de pessoas possíveis o quanto antes.

Delegacia é alvo de investigação do Ministério Público

Fachada da Secretaria de Estado da Polícia Civil, no centro do Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre hoje (30) oito mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão em uma operação que investiga um esquema de corrupção policial. O alvo da operação Carta de Corso é um grupo que atuou dentro da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), da Polícia Civil, de março de 2018 a março de 2021.

Seis pessoas haviam sido presas até as 7h20 de hoje, entre elas, um delegado da polícia e outros quatro policiais.

De acordo com o MPRJ, o grupo exigia pagamentos de lojistas da rua Teresa, um polo comercial têxtil de Petrópolis, na região serrana fluminense, para permitir que eles continuassem vendendo roupas falsificadas.

O grupo, segundo a investigação, seria formado por dois núcleos. Um atuava ameaçando lojistas e recolhendo a propina e outro usava ilegalmente a estrutura da Polícia Civil para reprimir os lojistas que se recusavam a pagar os valores exigidos. Nessas diligências, os policiais teriam forjado provas e produzido laudos falsos.

A Polícia Civil informou que sua corregedoria já possui procedimentos abertos sobre o caso e que solicitará informações ao MPRJ sobre a operação de hoje para juntar às investigações.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

Quadrilha usava cartões de vítimas para comprar bebida

A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz operação, hoje (22), contra uma quadrilha que usava cartões de crédito desviados de terceiros e comprava bebidas alcoólicas para abastecer bailes clandestinos em comunidades da cidade. 

Até agora, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão em diversos endereços. Os presos e as apreensões, que incluem veículos de luxo, foram levados para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na zona norte da capital.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), as investigações que levaram à Operação Fomentus, deflagrada hoje por policiais  da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) com apoio de delegacias do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), indicam que as bebidas eram fornecidas a crianças e adolescentes que frequentam bailes clandestinos.

No inquérito policial, os investigadores identificaram que o grupo utilizou um cartão de crédito corporativo desviado de uma empresa para fazer 25 compras em uma loja atacadista, somando um prejuízo de R$ 713 mil. “Após uma série de diligências realizadas por policiais da DPCA, foi possível identificar os líderes do grupo criminoso”, informou a secretaria.

Receptação de carga

Os estabelecimentos onde ocorria a receptação da carga adquirida de forma ilícita também foram identificados. Entre eles, um galpão em Madureira, na zona norte, na entrada da comunidade do Cajueiro, e um outro depósito de bebidas, na Estrada do Campinho, em Campo Grande, na zona oeste.

Além das prisões e das buscas e apreensões, a justiça determinou medidas cautelares de sequestro de 18 veículos, incluindo caminhões e carros de luxo, e ainda o bloqueio judicial de contas bancárias vinculadas aos investigados. A intenção é garantir o ressarcimento futuro dos danos causados pela prática dos crimes.

Depois que terminarem as diligências, o inquérito policial seguirá para identificação de outros integrantes do grupo criminoso, incluindo os responsáveis pelos eventos onde bebidas alcoólicas são oferecidas a menores, a recuperação de outros bens adquiridos de forma fraudulenta e a localização de demais vítimas.

“Além da investigação de provável ocultação de patrimônio de origem ilícita, lavagem de dinheiro e demais crimes conexos”, completou a Polícia Civil.

Por Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil