Capital vacina hoje pessoas com 56 e 57 anos de idade

(Edson Hatakeyama/Pref. de São Paulo)

A prefeitura de São Paulo começa hoje (16) a vacinação contra a covid-19 de pessoas com 56 e 57 anos. A estimativa é a de que sejam imunizadas 275 mil pessoas nessa faixa etária. Para receber a primeira dose da vacina é preciso apresentar um comprovante de residência do município de São Paulo, além de um documento com foto.

A imunização desse grupo acontece nas 468 unidades Básica de Saúde (UBS), nas AMA/UBS Integradas, nos dez mega postos, nas farmácias e drive-thru implantados na cidade. Quem precisar tomar a segunda dose deve procurar uma das UBS da cidade. 

Amanhã (17) é a vez das pessoas de 54 e 55 anos e na sexta-feira (18) das pessoas com 52 e 53. Aqueles que têm 50 e 51 anos entram na programação de sábado (19). Na próxima semana, na segunda-feira (21) e terça-feira (22), será feita uma repescagem para dar uma nova chance às pessoas da faixa de 50 a 59 anos de idade. 

Aqueles que perderem o dia específico na semana podem tomar a vacina depois. Mesmo os pertencentes a outros grupos que não tenham se vacinado de acordo com o cronograma estabelecido podem se dirigir aos postos para receber a imunização.  

Essa divisão foi estabelecida pela prefeitura para distribuir melhor as pessoas do grupo de 50 a 59 anos, que, pela estimativa da administração municipal, chega a 1.452.887 munícipes. Dessa maneira, a expectativa é a de diminuir as filas e agilizar a aplicação da dose, além de garantir a qualidade da vacinação e do trabalho das equipes. 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recomenda que a ida aos locais de vacinação aconteça de maneira gradual, evitando aglomerações nos postos, e com o pré-cadastro no site Vacina Já preenchido, para agilizar o tempo de atendimento. 

Segundo a secretaria, desde o início da campanha de vacinação até ontem (15), o município aplicou 5.720.230 doses, sendo 4.042.412 da primeira dose e 1.677.818 da segunda dose.

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Teste do pezinho: Dia nacional reforça importância do exame

(Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho, foi criado no Brasil para conscientizar a população sobre a importância da realização do exame capaz de diagnosticar inúmeras doenças a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do bebê entre o 3º e o 5º dia de vida.

O Teste do Pezinho é um dos exames mais importantes para detectar doenças em recém-nascidos. Ele foi inserido em 2001 quando o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal.

A data chama a atenção para as doenças raras, como as Mucopolissacaridoses (MPS) e outras tantas enfermidades que podem ser diagnosticadas com o teste do pezinho ampliado, versão do exame cuja lei de implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) foi sancionada pelo presidente da República no dia 26 de maio e agora espera a prazo de 365 dias para entrar em vigor.

Atualmente, o exame realizado no Sistema Público detecta apenas seis doenças, enquanto a versão ampliada, já disponível no sistema privado, diagnostica cerca 50 doenças, todas patologias raras. As doenças raras atingem em seu conjunto cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil, são de difícil diagnóstico e podem afetar o desenvolvimento neurológico, físico e motor. 

A implementação do teste com a versão ampliada no SUS, que só começará a partir de maio de 2022, um ano depois da sanção do presidente, será feita de forma escalonada. Isso quer dizer que levaremos ainda alguns anos até que o exame ganhe abrangência nacional no sistema público.

A geneticista, professora da Unifesp e membro da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), Dra. Ana Maria Martins, explica que o objetivo do teste do pezinho é detectar doenças antes delas se manifestarem, e prevenir suas graves consequências se não tratadas precocemente, por isso é feito logo no início da vida. 

Hoje o maior desafio das patologias raras é o diagnóstico, que pode tardar anos após o aparecimento dos primeiros sintomas. Já com o teste ampliando em recém-nascidos, é possível alterar o curso da doença.  

Além de influenciar no tratamento das patologias, a médica acredita que o teste do pezinho ampliado no SUS propiciará a criação de um programa escalonado e sustentável de triagem de doenças raras no Brasil, incluindo as MPS, o que pode beneficiar a aplicação de políticas públicas que atendam a esses pacientes e suas famílias.

A Casa Hunter – ONG dedicada a apoiar pacientes que possuem doenças raras, em especial a MPS Tipo II – promoverá algumas atividades para marcar o Dia Nacional do Pezinho. 

Com o apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), a Casa Hunter fará divulgação nos relógios da cidade de São Paulo. Para ampliar o alcance da mensagem, os cartazes também estarão nos painéis digitais dos pontos de ônibus, em parceria com a empresa de Mobiliário Urbano, Ótima. 

Infecção hospitalar despenca 90% em 14 anos

De 2005, quando teve início o monitoramento dos indicadores de infecção hospitalar em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a 2019,  o mais recente levantamento disponível, os casos de infecção primária da corrente sanguínea caíram, em média, 90,4%. Os de infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical de demora, 74,6%. E os de pneumonia associada à ventilação mecânica apresentaram queda de 63,1%, em 126 hospitais públicos e privados com UTI adulto localizados na capital.

 A redução significativa de casos de infecção hospitalar ao longo dos anos está fundamentada em um tripé formado pelas seguintes práticas: educação, treinamento e capacitação para a prevenção e o controle das infecções hospitalares realizados pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de cada hospital; vigilância das boas práticas de prevenção contra as infecções na unidade de saúde; e análise e consolidação dos indicadores de resultados com elaboração de plano de ação para melhorias.

 Além disso, o Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar (NMCIH), da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), desenvolve ações complementares como o monitoramento do consumo de antimicrobianos e a resistência microbiana aos antibióticos nos hospitais, a elaboração de informes técnicos e pareceres sobre dúvidas e problemas relacionados à infecção hospitalar, além do apoio nas orientações sobre biossegurança na assistência à saúde.

 Essas medidas estão alinhadas ao Programa Estadual de Controle de Infecção Hospitalar (CVE/SP) e têm o respaldo técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

 Cabe ressaltar ainda que a incorporação de novos métodos terapêuticos e tecnologias possibilitou que muitos tratamentos – antes disponibilizados somente em hospitais – fossem administrados, também, em regime domiciliar, com o Programa Saúde da Família (PSF), por exemplo, o que contribui para a redução do risco de infecções.

 “As medidas que temos adotado somadas à eficiência dos profissionais de saúde têm sido eficazes para reduzir os índices de infecção hospitalar, o que significa mais segurança para os pacientes”, afirma Milton Lapchik, coordenador do NMCIH.

Casos       2005-2019:      Percentual de queda

-Infecção primária da corrente sanguínea laboratorialmente confirmada 17,58 1,68  90,4%;

-Infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical de demora      5,39  1,37  74,6%;

– Pneumonia associada a ventilação mecânica 19,32 7,13  63,1%

Por Pref. de São Paulo

Capital terá Dia D de vacinação contra gripe no sábado

(Arquivo/Divulgação)

A capital paulista realizará neste sábado (15) o Dia D de vacinação contra a gripe – vírus influenza. Na atual fase da campanha, estão aptos a serem vacinados gestantes e puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, profissionais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), idosos com 60 anos de idade ou mais, e professores das escolas públicas e privadas.

Para a realização da campanha contra a gripe sem conflito com a vacinação contra a covid-19, a prefeitura de São Paulo decidiu realizar a imunização contra a influenza exclusivamente em escolas e estabelecimentos de educação. 

A lista dos locais de vacinação pode ser vista na página da prefeitura.

A partir do dia 9 de junho, poderão ser vacinadas contra a gripe na capital paulista pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento e Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, e população privada de liberdade.

A estimativa da prefeitura é que até o dia 9 de julho, data prevista para o encerramento da campanha, pelo menos 4,7 milhões de pessoas recebam a vacina na capital paulista. No período, os paulistanos também poderão atualizar a caderneta de vacinação com outras vacinas, como poliomielite, sarampo, pentavalente, febre amarela e rotavírus.

Covid-19

Pessoas infectadas com a covid-19 ou que receberam alta há menos de 28 dias não poderão tomar a vacina contra a influenza. A aplicação também será adiada caso a pessoa tenha sido imunizada contra a covid-19 há menos de 14 dias ou se a segunda dose estiver agendada em menos de 14 dias.

“A vacinação contra a gripe é muito importante para reduzir as complicações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza na população alvo, facilitar o diagnóstico diferencial entre covid-19 e demais doenças respiratórias causadas pela influenza e evitar internações e a sobrecarga do sistema de saúde”, destacou a prefeitura em nota.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Apenas 4% das doenças raras têm tratamento

(Arquivo)

Imagine que você tem um filho pequeno e que, à medida em que ele cresce, começam a ser observadas algumas diferenças no desenvolvimento em comparação com outras crianças. Você passa em médicos especialistas, faz uma série de exames, mas o diagnóstico final demora de 4 a 5 anos e, ainda assim, os desafios são inúmeros. Essa é, em geral, a jornada dos pacientes com doenças raras.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem de 6 a 8 mil doenças raras no mundo; destas, apenas 4% contam com algum tipo de tratamento e 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas tenham alguma doença rara¹. 

Um exemplo são as Mucopolissacaridoses (MPS), doenças genéticas que fazem parte do grupo dos erros inatos do metabolismo. Nas MPS, a produção de enzimas responsáveis pela degradação de alguns compostos é afetada e o acúmulo destes no organismo do paciente, de forma progressiva, provoca diversas manifestações. 

Entre as consequências das MPS, podem estar: limitações articulares, perda auditiva, problemas respiratórios e cardíacos, aumento do fígado e baço e déficit neurológico. A incidência das Mucopolissacaridoses é de cerca de 1 para cada 20 mil nascidos vivos². De acordo com a enzima que se encontra deficiente, a Mucopolissacaridose pode ser classificada em 11 tipos diferentes de MPS3

No Brasil, o tipo II, conhecido como Síndrome de Hunter, é o mais prevalente – são 0,48 para cada 100.000 nascidos vivos², com uma média de 13 novos casos ao ano. Ocorrendo quase exclusivamente pessoas do sexo masculino, a MPS II, sem o tratamento adequado, pode causar a morte do paciente já na segunda década de vida.

De acordo com dados da Rede MPS, entre os anos 1982 e 2019, foram diagnosticados 493 pacientes com a MPS tipo II, e essa doença pode ganhar um novo aliado no diagnóstico com a aprovação do Projeto de Lei que visa a ampliar as doenças que devem fazer parte do Teste do Pezinho realizado no âmbito do SUS. 

Diagnóstico

Assim como nas demais doenças raras, as MPS são de difícil diagnóstico, uma vez que há múltiplos sintomas e muitos são comuns a outras patologias. O diagnóstico correto e precoce das MPS é fundamental para propiciar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Um teste do pezinho ampliado poderia detectar mais de 50 doenças, permitindo seu tratamento precoce e trazendo mais qualidade de vida aos pacientes.

Tratamento

A MPS não tem cura, mas com tratamento adequado é possível controlar a doença e aumentar a expectativa de vida do paciente. Segundo o geneticista e professor do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr Roberto Giugliani, a Terapia de Reposição Enzimática (TRE) foi um importante avanço no tratamento das MPS, embora tenha algumas limitações, como o fato de não penetrar no sistema nervoso. 

“Novas enzimas capazes de cruzar a barreira sangue-cérebro permitem tratar as manifestações neurológicas a partir de uma enzima administrada na veia. A combinação dessas novas tecnologias de tratamento com o diagnóstico precoce, idealmente através do teste do pezinho, trará um ganho significativo na qualidade de vida dos pacientes com MPS”, explica Dr. Roberto Giugliani. 

Casa Hunter

O dia 15 de maio é marcado pelo Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses e a data tem como objetivo dar mais visibilidade à doença e disseminar informações para familiares, cuidadores, sociedade em geral e para a comunidade médica.

No Brasil, a Casa Hunter, ONG dedicada a apoiar pacientes que possuem doenças raras, em especial a MPS Tipo II, realizará a MPS Week, uma semana temática,  com eventos online e ações de conscientização para aumentar o conhecimento sobre essa enfermidade. 

“Nosso objetivo é aumentar o conhecimento a respeito da patologia, facilitando o diagnóstico e o tratamento dos pacientes. Somente dando visibilidade ao tema temos a oportunidade de advogar em favor dos pacientes”, explica Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas.

Entre as ações organizadas pela Casa Hunter estão jogos virtuais desenvolvidos para mostrar o dia a dia de um paciente com MPS Tipo II, que de maneira lúdica, trazem informações sobre a doença. 

Na “Jornada do Paciente”, o jogador é imerso na história de uma família que busca um diagnóstico para o filho doente. Já os games no estilo “Escape”, os participantes são desafiados a resolver enigmas e encontrar as pistas necessárias para chegar ao diagnóstico do paciente. Os games estão  disponíveis nos links https://app.infogo.com.br/264f97 e https://app.infogo.com.br/306a50

Além disso,  durante a MPS Week serão realizados dois webinários com objetivo de auxiliar pacientes, cuidadores e familiares a lidarem com a nova realidade pós-diagnóstico e compartilhar as principais pesquisas em desenvolvimento sobre a MPS no Brasil, ambos no canal da Casa Hunter no YouTube

No dia 12, a partir de 18h30, especialistas vão se reunir para discutir os principais desafios impostos pela MPS. O webinário “Guia de Manejo – O que vem depois do diagnóstico?” contará com a participação da Dra. Carolina Fischinger (Geneticista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre); Miguel Duarte Ferreira (Diretor Executivo e Sócio Fundador da LatM – Life Sciences Consultants); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas); e a moderadora Ariadne Guimarães Dias (Relações Institucionais da Casa Hunter). 

Já no dia 14, também às 18h30, será realizado o webinário “Pesquisas Clínicas no Brasil – Conheça os estudos em desenvolvimento para MPS” para discutir os estudos que estão em desenvolvimento sobre as MPS no Brasil e quais são as expectativas para o tratamento das doenças. 

Essa mesa redonda receberá o Dr. Roberto Giugliani (Médico Geneticista da UFRGS e Consultor da OMS); Dra. Ana Maria Martins (Geneticista e Coordenadora do Centro de Referência em Erros Inatos do Metabolismo); Claudiosvam Martins Alves de Sousa (Coordenador de Pesquisa Clínica de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa); Dr. Jorge Venâncio (Coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas) e a moderadora Regina Sider (Diretora Científica da Intrials Clinical Research). 

Por fim, no dia 15, ainda às 18h30, a Dra. Dafne Horovitz (Coordenadora Clínica do Departamento de Genética Médica e Serviço de Referência em Doenças Raras da  Fiocruz), fará uma palestra sobre a MPS, também no canal do YouTube. 

Uma outra ação para a divulgação da patologia é a divulgação da campanha de conscientização da MPS nos pontos de ônibus da cidade de São Paulo, em parceria com a “Otima”, empresa de mobiliário urbano que cedeu gratuitamente os espaços.

A MPS Week conta com o patrocínio das empresas JCR do Brasil, Takeda, Biomarin, Regenxbio, Sigilon Therapeutics e Ultragenyx. O evento tem ainda o apoio da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas. 

Sobre a Casa Hunter

A Casa Hunter é uma instituição focada no apoio aos pacientes com doenças raras e seus familiares. Homens, mulheres e crianças lutam por direitos básicos, como o diagnóstico preciso e o acesso a tratamento. Nesta luta que atinge, só no Brasil, 13 milhões de pessoas, a instituição fundada em 2013 presta todo tipo de apoio – acesso a especialistas, aparelhos e exames para os que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Há dois anos, a Casa Hunter foi eleita para o NGO Branch, o braço das Nações Unidas para as organizações do Terceiro Setor. Saiba mais: https://casahunter.org.br/

Facebook – https://www.facebook.com/CasaHunterBrasil/
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Instagram – https://www.instagram.com/casa_hunter_oficial
Youtube – https://www.youtube.com/channel/UCo01hp8QRe0GUD1hlI0FgwQ
Linkedin – https://www.linkedin.com/company/24477404/admin/   

Grávidas são incluídas no grupo prioritário de vacinação

O Ministério da Saúde decidiu incluir as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19, informou hoje (27) a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do ministério, Franciele Francinato.

Em audiência na Câmara dos Deputados para debater a situação das vacinas no país, a coordenadora disse que a medida foi tomada em razão da situação preocupante da pandemia no Brasil e visto que grávidas e puérperas têm risco maior de hospitalização por covid-19. “A vacinação deve começar a partir do dia 13 de maio”, informou.

Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. De acordo com Franciele, uma nota técnica foi encaminhada ontem (26) aos secretários estaduais de Saúde, com as novas orientações.

“Nossa indicação é que, nesse momento, vamos alterar um pouco a recomendação da OMS [Organização Mundial de Saúde] que hoje indica a vacinação, de acordo com o custo x benefício. Mas, hoje, o risco de não vacinar gestantes no país já justifica a inclusão desse grupo para se tornar um grupo de vacinação nesse momento”, afirmou.

Apesar da mudança, de acordo com a pasta, em um primeiro momento, devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes. De acordo com a coordenadora, serão usados as vacinas Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. Neste caso, o primeiro lote de entregas do imunizante deve chegar na próxima quinta-feira (29) e 1,3 milhão de doses serão distribuídos para utilização nas capitais.

Franciele disse que a medida foi tomada devido a necessidade de armazenagem das vacinas. Para manter a estabilidade do material, a vacina precisa ficar armazenada em temperaturas de -90° a -60°, por até seis meses.

No caso das capitais, as doses serão encaminhados aos centros que podem manter o imunizante em temperaturas de -20° pelo período de sete dias.

“Para a aplicação, a vacina pode ficar em temperatura de geladeira, de até 8°, por até cinco dias”, afirmou.

*Com informações da Agência Brasil

Covid-19 pode deixar sequelas diferentes em cada paciente

Passar pelos 15 dias da Covid-19 pode ser uma experiência diferente para cada pessoa, porém, sabe-se que a doença é multissistêmica, ou seja, as complicações dependem do órgão em que o vírus mais “ataca”, não sendo, necessariamente, o pulmão. O pneumologista Fábio Macchione dos Santos, diretor de Recursos Próprios da Unimed Catanduva, interior de São Paulo, e superintendente do Hospital Unimed São Domingos (HUSD), alerta que a Covid-19 pode causar sequelas e, por isso, os cuidados devem continuar mesmo após o período da quarentena.

Fábio Macchione dos Santos, médico pneumologista (Divulgação)

“Ao contrário do que pensam, a Covid-19 não compromete apenas o pulmão. É um vírus que vai se multiplicando pelo corpo, gerando uma ação inflamatória que atinge outros órgãos e sistemas”, explicou o especialista. 

De acordo com a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), estudo publicado sobre o efeito a longo prazo da Covid-19 (em inglês More than 50 Long-term effects of COVID-19: a systematic review and meta-analysis), reuniu quase 50 mil pacientes e identificou mais de 50 doenças que se manifestaram após a Covid-19. Dos entrevistados, 58% apresentaram fadiga; 17% suor; 12% problemas de pele; 11% apresentaram dores; 11% febre intermitente; 11% problemas de sono e 8% apneia do sono. 

O pneumologista alerta que quem teve Covid-19 deve se atentar aos cuidados pulmonares, cardiológicos, neurológicos, necrológicos, musculares, hormonais, vasculares e renais.

“Quando atendemos uma pessoa que teve Covid-19, seguimos um protocolo bem desenhado para entender a situação em particular e é necessário termos informações como: quando foi a doença; que tipo de manifestação ela causou; qual o nível de gravidade e como é o dia a dia do paciente”, disse. 

No caso de pessoas que apresentaram problemas pulmonares, o médico reitera a importância de continuar com os cuidados de reabilitação do pulmão, com treinamento fisioterápico para a recuperação pulmonar. Para quem teve perda de olfato e paladar, ou outros sintomas, como: alteração de apetite, perda de força e formigamentos, também exige uma abordagem cuidadosa. O sistema urinário também pode sofrer alterações, como a dificuldade em urinar.

Micrografia eletrônica de varredura colorida de células CCL-81 (verde) infectadas com partículas do vírus da covid-19 – marrom (NIAID/via Fotos Públicas)

Para quem pratica exercícios, os cuidados com o coração são muito importantes. “Recomendamos ao paciente que faça o ecocardiograma, que identifica uma inflamação das células do coração que se chama miocardite, comprometimento comum que pode aparecer após a doença. Ela pode ser assintomática e muito perigosa”, alertou o especialista.

O cooperado reitera a importância dos cuidados em casa para quem precisou ser internado. A perda de massa muscular que ocorre durante a internação exige uma dieta complementar com suplementação de proteínas, acompanhado de fisioterapia regular para a reabilitação motora.

“Infelizmente, a Covid-19 é uma doença multissistêmica. Os cuidados devem continuar após o tratamento. Procure um profissional habilitado e capacitado. Faça um acompanhamento adequado e minucioso para tratar possíveis sequelas”, reiterou o pneumologista.

Outras doenças

O estudo More than 50 Long-term effects of COVID-19: a systematic review and meta-analysis (Mais de 50 efeitos a Covid-19 a longo prazo: uma análise e revisão sistêmica, em tradução livre) também identificou outros sintomas pós-Covid-19 nos entrevistados: 11% tiveram palpitação; 11% insuficiência cardíaca; 11% aumento da frequência cardíaca; 44% dor de cabeça; 27% dificuldade de atenção; 16% perda de memória; 13% ansiedade; 12% depressão; 25% perda de cabelo; 23% perda do paladar; 21% perda de olfato; 15% zumbido no ouvido; 34% raio X de tórax anormal; 24% falta de ar; 21% falta de ar após atividade física; 19% tosse; 16% dor no peito e desconforto; 10% redução da capacidade pulmonar; 16% risco de náusea ou vômito; 12% problemas digestivos; 21% perda de peso; 20% risco elevado de trombose; 19% dor nas articulações. (Fonte: SPPT).

Covid-19 persistente acarreta perda de cabelo reversível

( Arquivo/ilustrativa/Divulgação)

Um dos efeitos sentidos em pessoas acometidas pela chamada covid-19 persistente é a queda de cabelo, mas, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o cabelo costuma voltar a crescer. A perda ocorre, em geral, depois da resolução da doença.

A presidente do Departamento de Cabelos e Unhas da SBD, Fabiane Brenner, explicou hoje (16) à Agência Brasil que, nas pessoas normais, o cabelo tem um ciclo. “Cada fio fica crescendo por mais ou menos seis anos, entra em uma fase de repouso em que vai cair e ser substituído por um fio igual a ele. Isso deve acontecer de forma aleatória no couro cabeludo, sem que se perceba efetivamente redução do volume geral”, disse a médica.

Segundo Fabianne, no caso de uma infecção importante, como a covid-19, e de diversas outras doenças, de um estresse importante, muitos fios vão entrar nessa fase de repouso do crescimento. “Só que eles [fios] só vão cair entre dois a três meses depois do evento.”

A perda de cabelo ocorre ainda com outras infecções. Não é uma particularidade da covid, acrescentou a médica. Em infecções graves, como pneumonia, a pessoa pode ter queda de cabelo dois ou três meses depois. Trabalhos realizados por pesquisadores estrangeiros revelam que, na covid-19, a queda é muito mais precoce do que nas outras doenças. “Na covid, a gente já vê ali, com seis a oito semanas, um aumento da queda.”

As causas são diversas, e a febre alta é uma delas. “Pacientes que têm mais febre ou mais repercussão da covid têm mais queda de cabelo consequente.” A própria infecção, a redução do oxigênio nos pacientes que têm dificuldade respiratória reduz a oxigenação do folículo capilar e podem justificar essa alteração e a queda de cabelo, informou Fabiane.

Sintomas

De acordo com pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia, que analisaram dezenas de estudos sobre o tema, com um total de 48 mil pacientes, os cinco sintomas mais comuns da covid-19 prolongada são: fadiga (58%), dor de cabeça (44%), dificuldade de atenção (27%), perda de cabelo (25%) e falta de ar (24%).

Fabianne Brenner confirmou que um a cada quatro pacientes que têm covid com sintomas estabelecidos, excluindo os assintomáticos, apresenta queixa de queda de cabelo 60 dias depois do evento. A tendência, contudo, é recuperar os fios. “Não é uma queda cicatricial, isto é, não deixa cicatrizes. O paciente vai ter uma perda abrupta, mas esse cabelo vai se recuperar na sequência.”

A dermatologista destacou que acaba havendo mais uma reposição dos fios. “Como caíram muitos fios, eles demoram a recuperar o volume. O cabelo cresce, mais ou menos, 1 centímetro por mês. Ao final de 75 dias, que é a média, ou ao final de três meses iniciais, eles [os fios] acabam voltando na sua densidade e, como vão voltar curtinhos, demora a preencher o volume do rabo de cavalo, em uma mulher.”

Entretanto, advertiu Fabianne,  se o paciente tiver doenças prévias ou alteração anterior no couro cabeludo, como uma calvície de base, nesses casos, a somatória de queda de cabelos da covid-19 pode deixar realmente o couro cabeludo muito aberto. Nessas pessoas, é mais difícil recuperar os fios, porque já tinham doença de base. “Como caíram muitos fios, eles voltam um pouco mais finos e, aí, o couro cabeludo não recupera 100% do que tinha antes da crise.”

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

Brasil registra 2.216 mortes por covid-19 em 24 horas

O Brasil registrou 2.216 novas mortes pelo novo coronavírus e 85.663 casos da doença nesta sexta (12). Com isso, o total de mortos chegou a 275.105 e o de casos a 11.363.380, de acordo com o painel atualizado pelo Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde), um sistema próprio de informações que reúne dados de contaminados e de óbitos em contagem paralela à do governo.

Na quinta (11), o país tinha 272.889 mortes e 11.277.717 casos confirmados de Covid-19, de acordo com o conselho.

Queda na doação de sangue devido à pandemia preocupa hemocentros

Preocupados com os níveis dos estoques de sangue e de hemoderivados, hemocentros de diferentes regiões do Brasil estão tentando sensibilizar a população para a importância da doação de sangue.

A habitual preocupação com os estoques, principalmente durante o período de festas de fim de ano e férias de verão, este ano foi potencializada pelas mudanças comportamentais impostas pela pandemia da covid-19, que afastou muitos doadores ao longo do ano passado.

O Ministério da Saúde ainda não tem os números consolidados, mas estima que, em 2020, o medo da doença que, no Brasil, matou 197,7 mil pessoas até essa terça-feira (5), pode ter causado uma diminuição da ordem de 15% a 20% no total de doações de sangue em comparação a 2019.

No Rio de Janeiro, mesmo com todos os esforços e campanhas para atrair novos voluntários, o HemoRio (Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti) contabilizou uma queda de 4,4% no número de bolsas de sangue coletadas: foram cerca de 78.400 unidades, em 2020, contra aproximadamente 82 mil bolsas, em 2019.

Segundo o Ministério da Saúde, não houve registros de desabastecimento ao longo de 2020. Fato que, segundo representantes de hemocentros consultados pela Agência Brasil, pode ter ocorrido devido à adoção de medidas preventivas, como a suspensão temporária de cirurgias eletivas. Mesmo assim, houve situações em que o ministério precisou acionar o plano nacional de contingência e transferir milhares de bolsas de sangue de unidades da Federação em situação mais folgada para outras onde o nível dos estoques era considerado crítico.

“O principal risco deste cenário seria um possível desabastecimento de sangue e o consequente comprometimento da assistência”, informou o ministério em nota enviada à Agência Brasil. O desabastecimento colocaria em risco a vida de pessoas que precisam receber transfusão de sangue ao serem submetidas a tratamentos, cirurgias e procedimentos médicos complexos, ou que tratam os efeitos de anemias crônicas, complicações da dengue, da febre amarela ou de câncer.

Na nota que enviou à reportagem, o ministério também garantiu que está acompanhando a situação nos maiores hemocentros estaduais para, se necessário, adotar as medidas que minimizem “o impacto de eventuais desabastecimentos de sangue”.

“Através das ações e providências já tomadas pelo ministério, junto com as ações locais realizadas pelos estados, como a mobilização e sensibilização de doadores e estratégias para a redução do consumo de sangue, a situação tem se mantido estável”, garantiu a pasta – que afirma ter investido, em 2020, R$ 1,680 milhão em projetos de ampliação, reforma e qualificação da rede de sangue e hemoderivados, além da compra de medicamentos e equipamentos. Em 2019, foram investidos R$ 1,548 milhão.

Amazonas

Após coletar, em 2020, 4,6% menos bolsas de sangue do que em 2019 (foram 51.800 doações contra 54.300), a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) começou o ano com metade do volume que considera ideal em termos de estoque.

A maior preocupação é com o volume armazenado de sangue do tipo O+, que representa cerca de 70% da demanda estadual, e com todos os de fator RH negativo, menos comuns entre a população brasileira e, portanto, mais difíceis de obter. 

Infográfico mostra bancos de sangue no DF em janeiro de 2021.

“A pandemia afastou significativamente as pessoas [dos postos de coleta], principalmente em meados de março, abril e maio [de 2020], quando o estoque caiu cerca de 40%”, informou a Hemoam à Agência Brasil. “Para dar conta de toda demanda diária, precisamos do comparecimento de 200 a 250 doadores por dia. Ultimamente esse número está na média de 100 doadores”, acrescentou o órgão em uma mensagem divulgada pelas redes sociais.

Responsável por distribuir sangue para 27 unidades de saúde públicas e privadas de Manaus e para 42 outras cidades amazonenses, a fundação tem mais de 500 mil voluntários cadastrados; mas apenas 150 mil dessas pessoas doam sangue regularmente.

Ceará

Devido às restrições de segurança, como o distanciamento social, a maioria dos hemocentros do país adotou medidas como o agendamento prévio de doações, além de reforçarem os cuidados com a higiene dos postos de coleta de sangue. Ainda assim, o impacto da pandemia se fez sentir.

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), por exemplo, recebeu, em 2020, 92.524 doações de sangue, enquanto, em 2019, foram coletadas 101.066 bolsas de sangue. O Hemoce garante que o menor número de doadores em função da pandemia não chegou a comprometer o atendimento das cerca de 480 unidades de saúde cearenses, e que chegou até mesmo a fornecer bolsas de sangue para outros estados, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Sergipe.

Embora, atualmente, os estoques se encontrem dentro do que o centro classifica como “margem de segurança” para atendimento, o Hemoce segue usando as redes sociais para incentivar as doações.

Distrito Federal

No Distrito Federal, os níveis dos estoques da Fundação Hemocentro de Brasília de dois dos oito tipos sanguíneos mais comuns são considerados críticos. “O ano de 2021 começou com os estoques de O positivo e O negativo em níveis baixos”, informou o órgão responsável por garantir o fornecimento de sangue e seus componentes para a rede de saúde pública local. A quantidade de sangue tipo B- disponível nessa segunda-feira (4) também era considerada baixa. 

Infográfico mostra bancos de sangue no DF em janeiro de 2021.

Segundo a fundação, entre janeiro e dezembro de 2020, os postos de coleta receberam pouco mais de 47,5 mil doações de sangue. Menos que as 51 mil doações registradas no mesmo período de 2019. Já transfusões foram realizadas 72 mil no ano passado, contra 76 mil em 2019.

A fundação afirma ter “estoques estratégicos” para abastecer toda a rede pública e os hospitais conveniados do Distrito Federal por até sete dias, dependendo do hemocomponente (hemácia, plasma ou plaqueta) em caso de falta de doadores.

São Paulo

Vinculada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e responsável por abastecer a mais de 100 instituições de saúde da rede pública paulista, a Fundação Pró-Sangue coletou, em 2020, 108.707 bolsas de sangue. O resultado é não só inferior ao registrado em 2019, quando foram coletadas 114.050 bolsas, como mantém a tendência de queda dos últimos cinco anos.

AnoColeta de bolsas de sangue (Fundação Pró-Sangue)
2015131.068
2016124.063
2017123.851
2018118.997
2019114.050
2020108.707

A preocupação da fundação é que, geralmente, em janeiro, o número de doações caem ainda mais, podendo chegar a um resultado 30% inferior à média mensal por conta das férias de verão. Neste início de 2021, os níveis dos estoques de sangue do tipo B- e O- já estão em situação crítica, enquanto os dos tipos O+ e A- colocaram a fundação em alerta.

“Os tipos O- e O+ estão sempre críticos”, acrescentou a Pró-Sangue, em nota em que explica que o sangue do tipo O+ é o mais demandado, por ser o mais comum entre a população brasileira e compatível com todos os outros tipos positivos. Já o O-, além de menos comum, é muito usado em atendimentos médicos emergenciais por ser compatível com outros tipos sanguíneos, independente de serem positivos ou negativos.

Segurança

O Ministério da Saúde garante que os hemocentros de todo o país estão preparados para receber os doadores com segurança, sem aglomerações, e em conformidade com as recomendações das autoridades sanitárias. A maioria, senão a totalidade dos postos de coleta, está funcionando com atendimento pré-agendado, de maneira que vale a pena o interessado consultar, na internet, a página ou as redes sociais do hemocentro do estado em que reside.

Para doar, o candidato tem que ter entre 16 e 69 anos de idade – menores de 18 anos precisam do consentimento formal dos responsáveis. O voluntário deve pesar mais que 50 kg e apresentar-se munido de documento oficial com foto. Pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporariamente.

O procedimento para doação de sangue é simples, rápido e totalmente seguro. Não há riscos para o doador, porque nenhum material usado na coleta do sangue é reutilizado, o que elimina qualquer possibilidade de contaminação. 

Cada voluntário pode doar sangue até quatro vezes ao ano, no caso de homens, e três vezes caso se trate de uma mulher, com intervalos mínimos de, respectivamente, dois e três meses. Para checar outras restrições, recomendações e informações, acesse a página do Ministério da Saúde.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil