Suicídio de jovens dobra e especialistas pedem políticas públicas para evitar casos

Transtornos mentais passaram a receber mais atenção durante a pandemia de covid-19, mas, bem antes da chegada do coronavírus, dados estatísticos já deixavam claro haver uma curva ascendente perturbadora no Brasil, em especial entre jovens de 11 a 20 anos.

Dados compilados pela insurtech (startup do setor de seguros) Azos – a partir de cruzamento de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com a base histórica de mortes disponibilizada pelo governo federal – apontam que, num período de cinco anos (2014 a 2019), o número de suicídios de jovens nessa faixa etária dobrou no país.

A Azos aguarda a divulgação de dados do Ministério da Saúde sobre 2020 para agregá-los à base, mas não há dúvidas de que, com a pandemia, esse cenário tornou-se ainda mais grave.

Gráfico: Mortes por suicídio por idade no Brasil em 2019

O tema já era alvo de preocupação constante da Organização Mundial da Saúde (OMS). Antes da pandemia, a OMS estimava que um em cada cinco adolescentes no mundo enfrentava desafios de saúde mental. No Brasil, entre os jovens de 15 a 29 anos o suicídio foi a quarta causa de morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal, de acordo com relatório da OMS divulgado em 2019.

Somado aos dados sobre suicídio, há ainda a elevação significativa da violência autoprovocada entre jovens de 15 a 29 anos, como já havia detectado o próprio Ministério da Saúde em boletim epidemiológico divulgado em 2019: mais de 45% dos casos de autolesão e automutilação no país ocorreram nessa faixa etária na última década. E mais: do total de lesões autoprovocadas, em 2018 (o dado oficial mais recente), 40% foram registradas como tentativas de suicídio.

Necessidade de políticas públicas sólidas

O tema da saúde mental ganhou destaque no mês de setembro, com a campanha do Setembro Amarelo, para conscientização sobre suicídio e contra a psicofobia (preconceito contra as pessoas que apresentam transtornos e/ou deficiências mentais).

No entanto, profissionais da saúde no Brasil afirmam serem necessárias a implementação e ampliação de uma rede de atendimento permanente e eficaz de políticas públicas sólidas que possam auxiliar os jovens a enfrentar situações de sofrimento mental ao longo dos próximos anos.

A base de dados da Azos, afirma Bernardo Ribeiro, diretor de marketing e sócio-fundador da insurtech, pode auxiliar na elaboração de políticas públicas. “As estatísticas sobre suicídios nos assustaram, e é preciso entender melhor as causas”, diz.

William Chung, cientista de dados da empresa, passou três meses reunindo informações oficiais para estruturar a base de dados. “O dado, por si só, não diz nada. Precisamos formular hipóteses. O que impactou esse fenômeno no Brasil?”, questiona. Para os integrantes da insurtech, cabe aos profissionais da saúde e especialistas em políticas públicas buscar respostas e tentar reverter a curva ascendente no país.

“Não estamos conseguindo reduzir as taxas de suicídio”

De acordo com o vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Cláudio Meneghello Martins, houve “ampliação significativa de sintomas psiquiátricos no período de pandemia”. Porém, desde 2014, explica ele, a ABP se engaja na campanha do Setembro Amarelo por entender o suicídio como questão de saúde pública.

“Temos conseguido reduzir as taxas de mortalidade por câncer e por doenças cardiovasculares, por exemplo, pelos avanços significativos nos tratamentos e diagnósticos precoces. Mas as taxas de suicídio não estamos conseguindo reduzir”, afirma Martins.

“No Brasil, há cerca de 13 mil mortes por ano de casos notificados. Sabemos que o suicídio é subnotificado por vários fatores – culturais, políticos, de seguro. É uma taxa muito alta. A OMS já diz que no mundo há um suicídio a cada 40 segundos”, aponta.

Gráfico: Mortes por suicídio no Brasil por ano (2014-2019)

Os profissionais da saúde no Brasil, em especial os psiquiatras, afirma o vice-presidente da ABP, precisam lutar continuamente contra a estigmatização da doença mental. “Vários segmentos da sociedade têm muita resistência em buscar orientação. Temos ampliado o número de assistência e precisamos buscar sensibilizar as políticas [públicas de atendimento].”

“Transtornos mentais se desenvolvem a partir de um conjunto de fatores, de causas, como predisposição genética, vivências infantis, fatores estressores precoces, como maus-tratos, negligência, dificuldades nutricionais”, explica Martins.

A pandemia amplificou os chamados fatores estressores, gatilhos significativos para o desenvolvimento de transtornos mentais. “Alterações comportamentais, de relações intrafamiliares, de relações laborais, as dificuldades financeiras e educacionais, enfim, há um conjunto de situações ambientais que impactaram a humanidade e evidentemente a nossa realidade com a covid-19. O próprio medo da doença, de ela ser instalada no núcleo familiar, já é fator estressor”, diz o vice-presidente da ABP.

Fenômenos perenes da adolescência

Euclides Colaço, médico de família e comunidade especializado em psiquiatria e saúde mental, diz ser perceptível o boom de casos de automutilação e suicídio entre jovens a partir do primeiro semestre de 2020.

“São dois fenômenos que têm ficado perenes na adolescência e juventude. Até a década de 80, a idade média de suicídio oscilava em torno de 30 anos. Hoje em dia a idade caiu mais, na faixa de 20 anos”, lamenta o especialista, que também é professor de medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais.

“Na minha prática cotidiana, acompanho casos de sofrimento mental de todos os tipos e faixas etárias. A automutilação, muito ligada à questão do suicídio, tem aumentado brutalmente. Percebo desde 2015, 2016, um aumento do número de professores que procuram a procurando UBS (Unidade Básica de Saúde) para dizer que estão com dificuldades para lidar com situações desse tipo nas escolas”, diz Colaço.

O professor enfatiza que a desestruturação familiar é um dos fatores que pode desencadear os transtornos mentais. Segundo ele, é também visível a falta de estímulos positivos e perspectivas para os jovens no Brasil. “Principalmente para os mais vulneráveis. Geralmente eles só têm o ambiente da escola e de casa. Fora disso, não têm perspectiva de nenhuma outra atividade que os estimule. Ficam muito absortos só em informações na internet.”

Lançado em junho deste ano, o Atlas das Juventudes e de novos estudos da FGV Social confirma o desalento, insatisfação, frustração e falta de perspectivas de jovens, sobretudo entre 15 a 29 anos: dos 50 milhões de brasileiros nessa faixa etária, 47% querem deixar o país.

Efeitos do mundo virtual

O mundo virtual pode alimentar um vazio e uma frustração com a qual os jovens não sabem lidar, acrescenta Colaço. Em seus atendimentos, o médico diz ver muitos casos de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes, transtornos de comportamento e personalidade, “algo em que não pensaríamos há 20 anos”. Em muitos casos, esses transtornos aparecem associados ao uso de entorpecentes, álcool e drogas, acrescenta.

Fenômenos contemporâneos, como o cyberbulling, a sexualização cada vez mais precoce, as influências digitais e um debate público sobre questões de gênero também estão relacionados aos transtornos mentais de crianças e adolescentes, explicam os especialistas. Para o médico Euclides Colaço, isso torna imprescindível um trabalho em rede, envolvendo as escolas e os profissionais da saúde.

Segundo o vice-presidente da ABP, é preciso ampliar e integrar toda a rede ambulatorial no país, pois muitas vezes a porta de entrada, onde se busca um primeiro atendimento, é o posto de saúde. O psiquiatra pontua que a demora no atendimento e a falta de acolhimento adequado aumentam os riscos de um desfecho trágico.

“Se a gente demora para fazer assistência, os sintomas vão se agravando. Se uma pessoa tem uma dor anginosa, por exemplo, isso pode se ampliar, e ela pode ter um infarto fulminante e morrer. Se os transtornos depressivos se prolongam, a sintomatologia também se agrava”, compara Martins.

Desafio brasileiro

Oficial de Desenvolvimento e Participação de Adolescentes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Joana Amaral disse à DW Brasil que a reversão de indicadores de morte por suicídio e violências autoprovocadas de adolescentes e jovens no país se tornou uma das prioridades da entidade. 

“O aumento é significativo, e temos acompanhado com muita preocupação esses comportamentos.” Um grupo de trabalho nacional, criado em 2018, tem refletido sobre o que está acontecendo no Brasil e sobre quais são as causas de agravamento desse cenário. Em 2019, foi lançado o Plano Nacional de Enfrentamento a Mutilações e Suicídios, que contou com apoio do Unicef Brasil e organizações do terceiro setor.

O contexto atual, acrescenta a oficial do Unicef, exerce forte influência nos transtornos mentais. “É importante a gente começar a pensar de que adolescências estamos falando. Temos um Brasil muito diverso, e para o Unicef é importante colocar isso na análise, as diferenças regionais, as diferentes estratégias de enfrentamento ao suicídio, pensar em situação socioeconômica, diferentes idades, raças e gênero, e como tudo isso reflete no comportamento de adolescentes e jovens”, pontua.

As políticas públicas atuais, diz ela, não têm comportado o aumento gradual da demanda por atenção psiquiátrica especializada. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), do SUS, é elogiada por especialistas, mas há muitas lacunas a  serem contornadas. Amaral cita, por exemplo, o fato de muitos pequenos municípios brasileiros não terem os chamados Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e muito menos o CAPSi, voltado ao público infanto-juvenil.

O Unicef tem desenvolvido políticas preventivas de acolhimento a essas crianças e adolescentes. A principal iniciativa recente é o espaço virtual, com três canais: Quero me cuidar, Quero me inspirar, Quero falar. O espaço oferece informações, testes de ansiedade, baralho para falar do suicídio, depoimentos inspiradores de adolescentes que contam situações que estão vivendo e como tentam superá-las, além da possibilidade de um primeiro atendimento psicológico virtual com encaminhamento para a rede pública se necessário.

“A ideia é que se tenha um espaço livre, seguro, sem julgamentos, de escuta empática, em que se possa oferecer alternativas”, diz Amaral. De março até agora já foram mais de 29 mil acessos, concentrados na faixa etária de 15 anos.

Superar preconceitos, tabus e capacitar profissionais da saúde pública e da educação para lidar com o sofrimento mental de crianças e adolescentes é um grande desafio brasileiro.

Por Malu Delgado, da Deutsche Welle


Se você enfrenta problemas emocionais e tem pensamentos suicidas, não deixe de procurar ajuda profissional. Você pode buscar ajuda neste site: https://www.befrienders.org/portugese

Em São Paulo, clínicas odontológicas registram aumento na procura por tratamentos estéticos e preventivos

EM SÃO PAULO, CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS REGISTRAM AUMENTO NA PROCURA POR TRATAMENTOS ESTÉTICOS E PREVENTIVOS

A expansão de redes de clínicas de odontologia, que oferecem procedimentos e tratamentos a preços mais populares em diversos bairros da capital, abriu a oportunidade, nos últimos anos, para que uma maior quantidade de pessoas pudesse ir ao dentista e cuidar melhor da saúde bucal.

Descuidar da higiene da boca pode levar ao aparecimento de cáries e doenças gengivais. Esses problemas podem se agravar com o passar do tempo. Uma placa bacteriana ou um tártaro podem levar, por exemplo, à inflamação da gengiva, gerando dores, desconforto e mau hálito.

Mesmo assim, boa parte dos brasileiros ainda não tem o hábito de ir ao dentista, geralmente procurando o consultório quando há alguma emergência. Problemas bucais podem até evoluir para algo mais grave, como doenças cardíacas, câncer, diabetes e Alzheimer.

Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que milhões de pessoas enfrentem o problema da falta de dentes e que, aos 60 anos, 41,5% da população já tenham a arcada completamente comprometida. Portanto, ainda há muito espaço para esse mercado.

Atualmente, os tratamentos mais procurados em São Paulo são os relativos a restauração dentária, endodontia (tratamento de canal), periodontia

(tratamento de gengiva), clareamento, próteses fixas ou móveis e implantes. Sugere-se que uma profilaxia (limpeza) dos dentes seja feita entre seis meses e um ano.

Os tratamentos para correções na posição dos dentes e da mordedura, geralmente são realizados através de aparelhos ortodônticos fixos ou móveis, o profissional que aplica este tipo de tratamento é o ortodontista. Alguns consultórios oferecem a aplicação de botox para suavizar linhas de expressão e tratamento de bruxismo.

Grande parte do público tem preferência por clínicas odontológicas próximas à sua residência ou local de trabalho, a proximidade facilita a constância do tratamento e consultas para avaliação ao longo do ano. No bairro da Vila Mariana, por exemplo, uma região com diversas empresas e grande densidade no número de moradores, dispõe de diversas clínicas com dentistas que oferecem atendimento para as principais especialidades da saúde bucal, o público por sua vez, localiza esses locais através de buscas como “dentistas na Vila Mariana”, com o intuito encontrar profissionais capacitados à poucos metros de sua casa ou trabalho.

Quanto mais cedo se iniciar a higiene oral – escovação e uso de fio dental após as refeições e limitação da ingestão de açúcar –, mais facilmente se evitarão o aparecimento de tártaros e placas bacterianas que, no longo prazo, certamente levarão a gastos pesados com procedimentos odontológicos.

Dicas para uma boca saudável

· Escove os dentes com creme dental com flúor pelo menos duas vezes ao dia.

· Passe fio dental pelo menos uma vez por dia.

· Limpe a língua utilizando um raspador, a fim de retirar restos de alimentos.

· Ingira menos açúcar.

· Consuma muitas frutas e vegetais.

· Não fume.

· Beba água fluoretada.

· Evite o uso de dentaduras ou próteses mal ajustadas.

· Vá ao dentista regularmente.

Terceira idade: hábitos que podem melhorar a artrose na coluna

Terceira idade: hábitos que podem melhorar a artrose na coluna

A queixa de dor nas costas, ou nos quadris, vinda de pessoas idosas nem sempre significa um simples desconforto. Se a reclamação sobre as dores for constante, é hora de ligar o sinal de alerta. Quando a dor permanece por mais de dez dias, por exemplo, associada à febre, vermelhidão local, dormência ou fraqueza, um médico deve ser consultado o quanto antes para realizar um diagnóstico mais preciso.

Terceira idade: hábitos que podem melhorar a artrose na coluna
Foto: Freepik

As doenças mais comuns relacionadas às dores nas costas são reumatismo, fratura, osteoporose e artrose. A artrose na coluna também é chamada de espondilose cervical e exige atenção especial, pois é causada pela degeneração dos ossos do pescoço e dos discos entre eles, exercendo uma pressão sobre a medula espinhal naquela região.

Os sintomas da artrose podem variar de pessoa para pessoa, com intensidades diferentes. A doença é relativamente frequente e, embora a maioria dos casos não seja tão grave, pode provocar dores e causar limitações no dia a dia.

Quanto mais idade a pessoa tem, maiores são as chances de apresentar algum grau de espondilose, que está associada ao envelhecimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge 80% da população mundial com mais de 65 anos de idade. Aproximadamente, 15 milhões de brasileiros sofrem com a artrose, conforme dados do Ministério da Saúde.

O fator genético também é preponderante para a espondilose. Contudo, algumas profissões e atividades que exigem mais esforço físico da pessoa podem contribuir para o surgimento dos primeiros sintomas.

Diagnóstico correto contribui para aliviar os sintomas

Dor na coluna que vai piorando com movimentos, desconforto e tensão nas costas e no pescoço, formigamento nos membros inferiores e superiores, andar instável e cambaleante costumam ser os primeiros sintomas da espondilose. 

Para descobrir o estágio da doença, exames clínicos e radiografias da coluna, associados ao relato do paciente, podem ajudar o médico a chegar a um diagnóstico.

Casos mais graves da espondilose podem indicar a necessidade de uma tomografia computadorizada de coluna cervical ou dorsal ou lombo-sacra. O nome é extenso e representa uma das técnicas mais modernas para detecção de doenças que acometem a coluna com rapidez e precisão.

Hábitos e tratamentos que melhoram a espondilose

A espondilose, ou artrose, é uma doença progressiva e não tem cura, mas seu tratamento é eficaz e, na maioria dos casos, não há necessidade de cirurgia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), as áreas do corpo mais atingidas são: quadris, joelhos, mãos e coluna.

A conduta de tratamento mais adotada é o uso de medicamentos como anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, além de colar cervical macio e fisioterapia. Posteriormente, o paciente pode realizar atividades físicas como natação e hidroginástica, já que exercícios na água causam menos impacto nas articulações e, ao mesmo tempo, as fortalecem.

Em casos nos quais a cirurgia é uma alternativa, existe um risco pequeno de ocorrer complicações, como infecções e lesões na coluna, por isso o método só é indicado quando não há melhora com os tratamentos mais conservadores.

É possível, também, adotar algumas medidas de prevenção antes dos primeiros sintomas aparecerem, como adquirir hábitos mais saudáveis, incluindo exercícios cardiovasculares como caminhada, corrida e bicicleta; atividades que reforçam a musculatura postural como a ioga e o pilates; dieta equilibrada; evitar o excesso de peso e manter uma postura correta durante as atividades laborais.

Brasil registra 1ª cirurgia contra diabetes tipo 2 feita com robô

Brasil registra 1ª cirurgia contra diabetes tipo 2 feita com robô

O empresário Edmilson Dalla Vecchia Ribas, 61 anos, foi o primeiro paciente com diabetes do tipo 2 submetido à cirurgia metabólica robótica em todo o mundo. A intervenção foi realizada no mês de julho, no Hospital Marcelino Champagnat, ligado à Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba.

“Já saí do hospital sem tomar insulina”, disse Ribas hoje (2) à Agência Brasil. “Foi uma grande vitória. A recuperação foi muito rápida. Eu já estou com a vida normal, dirigindo, trabalhando, perdendo peso. Foi uma cirurgia com muito sucesso”.

Hoje, ele se considera curado. “É uma vitória da medicina e do doutor Alcides. É realmente um cara bom no que faz”.

Ribas se referia ao médico cirurgião do aparelho digestivo Alcides Branco, responsável pela cirurgia metabólica e pioneiro na técnica robótica.

Em entrevista à Agência Brasil, o médico disse que o uso do robô trouxe mais segurança e resultado para os pacientes. Antes, se fazia uma incisão na barriga do paciente, seguiu-se a laparoscopia por vídeos – técnica cirúrgica minimamente invasiva, na qual pequenas incisões são feitas na região abdominal – e, agora, a cirurgia com ajuda de robôs. “Isso trouxe uma qualidade em termos de pós-operatório e os pacientes têm um resultado muito positivo”, comentou o médico.

A cirurgia metabólica é uma cirurgia do trato gastrointestinal – com uso de técnicas da bariátrica – para tratar o diabetes tipo 2.

Outros três pacientes já estão cadastrados para fazer a cirurgia com auxílio do robô. Segundo o médico, a doença tem um vasto tratamento clínico, mas há uma porcentagem pequena de pacientes que não responde ao uso de medicamentos.

“O robô é uma ferramenta nova que veio somar no tratamento cirúrgico no diabetes, trazendo mais qualidade cirúrgica, mais segurança, resultados e melhor performance. Faz parte da evolução.”

Critérios

Alcides Branco observou, entretanto, que nem todos os pacientes com diabetes tipo 2 podem se submeter à cirurgia metabólica robótica. Ela só é indicada nos casos em que o paciente não apresenta melhoras com tratamento clínico ou insulina. Essa triagem é feita pelo endocrinologista ou clínico geral.

Entre os critérios para a cirurgia estão: pessoa ter sido diagnosticada com diabetes há menos de dez anos, ter menos de 70 anos de idade, usar dois ou três comprimidos por dia, fazer uso de insulina, ter obesidade grau 1, ou seja, Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo de 35. Se o paciente for obeso mórbido, o recomendado é a cirurgia bariátrica.

De acordo com Branco, o objetivo da cirurgia do diabetes é estimular o pâncreas a produzir insulina.

Segundo dados da Federação Internacional do Diabetes (IDF, da sigla em inglês), de 2019, o Brasil tem cerca de 17 milhões de adultos convivendo com o diabetes, sendo que nove em cada dez casos são de diabetes tipo 2.

Cirurgia

Na cirurgia robótica, o cirurgião controla um robô com quatro braços mecânicos equipados com diversos instrumentos médicos através de um painel de controle na sala de cirurgia. O equipamento possui câmeras que entregam imagens em 3D, ampliadas em até 20 vezes, com braços articulados em até 360º, o que permite maior liberdade e controle de movimento.

Entre as principais vantagens, o uso do robô garante maior precisão de movimentos e uma cirurgia menos invasiva, com redução de tempo de cirurgia e recuperação do paciente mais rápida que nos métodos convencionais com videolaparoscopia.

Recém-saído da cirurgia, o empresário Edmilson Ribas recomenda a intervenção com auxílio de robô para quem tem diabetes 2 e, como ele, não conseguia melhorar, apesar dos medicamentos e da insulina.

“A guerra do diabetes com o paciente é desigual. A gente luta contra ela, mas ela vai vencendo. É uma doença silenciosa, que não tem sintomas aparentes e quando você vê, foi tudo embora. O teu rim, o olho. Isso [cirurgia] foi uma esperança para nós, diabéticos. Era uma luz no fim do túnel que a gente não sabia quando ia se dar essa cura”.

*Com informações da Agência Brasil

Capital vacina hoje pessoas com 56 e 57 anos de idade

(Edson Hatakeyama/Pref. de São Paulo)

A prefeitura de São Paulo começa hoje (16) a vacinação contra a covid-19 de pessoas com 56 e 57 anos. A estimativa é a de que sejam imunizadas 275 mil pessoas nessa faixa etária. Para receber a primeira dose da vacina é preciso apresentar um comprovante de residência do município de São Paulo, além de um documento com foto.

A imunização desse grupo acontece nas 468 unidades Básica de Saúde (UBS), nas AMA/UBS Integradas, nos dez mega postos, nas farmácias e drive-thru implantados na cidade. Quem precisar tomar a segunda dose deve procurar uma das UBS da cidade. 

Amanhã (17) é a vez das pessoas de 54 e 55 anos e na sexta-feira (18) das pessoas com 52 e 53. Aqueles que têm 50 e 51 anos entram na programação de sábado (19). Na próxima semana, na segunda-feira (21) e terça-feira (22), será feita uma repescagem para dar uma nova chance às pessoas da faixa de 50 a 59 anos de idade. 

Aqueles que perderem o dia específico na semana podem tomar a vacina depois. Mesmo os pertencentes a outros grupos que não tenham se vacinado de acordo com o cronograma estabelecido podem se dirigir aos postos para receber a imunização.  

Essa divisão foi estabelecida pela prefeitura para distribuir melhor as pessoas do grupo de 50 a 59 anos, que, pela estimativa da administração municipal, chega a 1.452.887 munícipes. Dessa maneira, a expectativa é a de diminuir as filas e agilizar a aplicação da dose, além de garantir a qualidade da vacinação e do trabalho das equipes. 

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) recomenda que a ida aos locais de vacinação aconteça de maneira gradual, evitando aglomerações nos postos, e com o pré-cadastro no site Vacina Já preenchido, para agilizar o tempo de atendimento. 

Segundo a secretaria, desde o início da campanha de vacinação até ontem (15), o município aplicou 5.720.230 doses, sendo 4.042.412 da primeira dose e 1.677.818 da segunda dose.

Por Flávia Albuquerque, da Agência Brasil

Teste do pezinho: Dia nacional reforça importância do exame

(Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho, foi criado no Brasil para conscientizar a população sobre a importância da realização do exame capaz de diagnosticar inúmeras doenças a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do bebê entre o 3º e o 5º dia de vida.

O Teste do Pezinho é um dos exames mais importantes para detectar doenças em recém-nascidos. Ele foi inserido em 2001 quando o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal.

A data chama a atenção para as doenças raras, como as Mucopolissacaridoses (MPS) e outras tantas enfermidades que podem ser diagnosticadas com o teste do pezinho ampliado, versão do exame cuja lei de implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) foi sancionada pelo presidente da República no dia 26 de maio e agora espera a prazo de 365 dias para entrar em vigor.

Atualmente, o exame realizado no Sistema Público detecta apenas seis doenças, enquanto a versão ampliada, já disponível no sistema privado, diagnostica cerca 50 doenças, todas patologias raras. As doenças raras atingem em seu conjunto cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil, são de difícil diagnóstico e podem afetar o desenvolvimento neurológico, físico e motor. 

A implementação do teste com a versão ampliada no SUS, que só começará a partir de maio de 2022, um ano depois da sanção do presidente, será feita de forma escalonada. Isso quer dizer que levaremos ainda alguns anos até que o exame ganhe abrangência nacional no sistema público.

A geneticista, professora da Unifesp e membro da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo (SBTEIM), Dra. Ana Maria Martins, explica que o objetivo do teste do pezinho é detectar doenças antes delas se manifestarem, e prevenir suas graves consequências se não tratadas precocemente, por isso é feito logo no início da vida. 

Hoje o maior desafio das patologias raras é o diagnóstico, que pode tardar anos após o aparecimento dos primeiros sintomas. Já com o teste ampliando em recém-nascidos, é possível alterar o curso da doença.  

Além de influenciar no tratamento das patologias, a médica acredita que o teste do pezinho ampliado no SUS propiciará a criação de um programa escalonado e sustentável de triagem de doenças raras no Brasil, incluindo as MPS, o que pode beneficiar a aplicação de políticas públicas que atendam a esses pacientes e suas famílias.

A Casa Hunter – ONG dedicada a apoiar pacientes que possuem doenças raras, em especial a MPS Tipo II – promoverá algumas atividades para marcar o Dia Nacional do Pezinho. 

Com o apoio da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), a Casa Hunter fará divulgação nos relógios da cidade de São Paulo. Para ampliar o alcance da mensagem, os cartazes também estarão nos painéis digitais dos pontos de ônibus, em parceria com a empresa de Mobiliário Urbano, Ótima. 

Infecção hospitalar despenca 90% em 14 anos

De 2005, quando teve início o monitoramento dos indicadores de infecção hospitalar em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a 2019,  o mais recente levantamento disponível, os casos de infecção primária da corrente sanguínea caíram, em média, 90,4%. Os de infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical de demora, 74,6%. E os de pneumonia associada à ventilação mecânica apresentaram queda de 63,1%, em 126 hospitais públicos e privados com UTI adulto localizados na capital.

 A redução significativa de casos de infecção hospitalar ao longo dos anos está fundamentada em um tripé formado pelas seguintes práticas: educação, treinamento e capacitação para a prevenção e o controle das infecções hospitalares realizados pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de cada hospital; vigilância das boas práticas de prevenção contra as infecções na unidade de saúde; e análise e consolidação dos indicadores de resultados com elaboração de plano de ação para melhorias.

 Além disso, o Núcleo Municipal de Controle de Infecção Hospitalar (NMCIH), da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), desenvolve ações complementares como o monitoramento do consumo de antimicrobianos e a resistência microbiana aos antibióticos nos hospitais, a elaboração de informes técnicos e pareceres sobre dúvidas e problemas relacionados à infecção hospitalar, além do apoio nas orientações sobre biossegurança na assistência à saúde.

 Essas medidas estão alinhadas ao Programa Estadual de Controle de Infecção Hospitalar (CVE/SP) e têm o respaldo técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

 Cabe ressaltar ainda que a incorporação de novos métodos terapêuticos e tecnologias possibilitou que muitos tratamentos – antes disponibilizados somente em hospitais – fossem administrados, também, em regime domiciliar, com o Programa Saúde da Família (PSF), por exemplo, o que contribui para a redução do risco de infecções.

 “As medidas que temos adotado somadas à eficiência dos profissionais de saúde têm sido eficazes para reduzir os índices de infecção hospitalar, o que significa mais segurança para os pacientes”, afirma Milton Lapchik, coordenador do NMCIH.

Casos       2005-2019:      Percentual de queda

-Infecção primária da corrente sanguínea laboratorialmente confirmada 17,58 1,68  90,4%;

-Infecção do trato urinário associada ao uso de cateter vesical de demora      5,39  1,37  74,6%;

– Pneumonia associada a ventilação mecânica 19,32 7,13  63,1%

Por Pref. de São Paulo

Capital terá Dia D de vacinação contra gripe no sábado

(Arquivo/Divulgação)

A capital paulista realizará neste sábado (15) o Dia D de vacinação contra a gripe – vírus influenza. Na atual fase da campanha, estão aptos a serem vacinados gestantes e puérperas, povos indígenas, trabalhadores da saúde, profissionais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), idosos com 60 anos de idade ou mais, e professores das escolas públicas e privadas.

Para a realização da campanha contra a gripe sem conflito com a vacinação contra a covid-19, a prefeitura de São Paulo decidiu realizar a imunização contra a influenza exclusivamente em escolas e estabelecimentos de educação. 

A lista dos locais de vacinação pode ser vista na página da prefeitura.

A partir do dia 9 de junho, poderão ser vacinadas contra a gripe na capital paulista pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento e Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, e população privada de liberdade.

A estimativa da prefeitura é que até o dia 9 de julho, data prevista para o encerramento da campanha, pelo menos 4,7 milhões de pessoas recebam a vacina na capital paulista. No período, os paulistanos também poderão atualizar a caderneta de vacinação com outras vacinas, como poliomielite, sarampo, pentavalente, febre amarela e rotavírus.

Covid-19

Pessoas infectadas com a covid-19 ou que receberam alta há menos de 28 dias não poderão tomar a vacina contra a influenza. A aplicação também será adiada caso a pessoa tenha sido imunizada contra a covid-19 há menos de 14 dias ou se a segunda dose estiver agendada em menos de 14 dias.

“A vacinação contra a gripe é muito importante para reduzir as complicações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza na população alvo, facilitar o diagnóstico diferencial entre covid-19 e demais doenças respiratórias causadas pela influenza e evitar internações e a sobrecarga do sistema de saúde”, destacou a prefeitura em nota.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Apenas 4% das doenças raras têm tratamento

(Arquivo)

Imagine que você tem um filho pequeno e que, à medida em que ele cresce, começam a ser observadas algumas diferenças no desenvolvimento em comparação com outras crianças. Você passa em médicos especialistas, faz uma série de exames, mas o diagnóstico final demora de 4 a 5 anos e, ainda assim, os desafios são inúmeros. Essa é, em geral, a jornada dos pacientes com doenças raras.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem de 6 a 8 mil doenças raras no mundo; destas, apenas 4% contam com algum tipo de tratamento e 30% dos pacientes morrem antes dos cinco anos de idade. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas tenham alguma doença rara¹. 

Um exemplo são as Mucopolissacaridoses (MPS), doenças genéticas que fazem parte do grupo dos erros inatos do metabolismo. Nas MPS, a produção de enzimas responsáveis pela degradação de alguns compostos é afetada e o acúmulo destes no organismo do paciente, de forma progressiva, provoca diversas manifestações. 

Entre as consequências das MPS, podem estar: limitações articulares, perda auditiva, problemas respiratórios e cardíacos, aumento do fígado e baço e déficit neurológico. A incidência das Mucopolissacaridoses é de cerca de 1 para cada 20 mil nascidos vivos². De acordo com a enzima que se encontra deficiente, a Mucopolissacaridose pode ser classificada em 11 tipos diferentes de MPS3

No Brasil, o tipo II, conhecido como Síndrome de Hunter, é o mais prevalente – são 0,48 para cada 100.000 nascidos vivos², com uma média de 13 novos casos ao ano. Ocorrendo quase exclusivamente pessoas do sexo masculino, a MPS II, sem o tratamento adequado, pode causar a morte do paciente já na segunda década de vida.

De acordo com dados da Rede MPS, entre os anos 1982 e 2019, foram diagnosticados 493 pacientes com a MPS tipo II, e essa doença pode ganhar um novo aliado no diagnóstico com a aprovação do Projeto de Lei que visa a ampliar as doenças que devem fazer parte do Teste do Pezinho realizado no âmbito do SUS. 

Diagnóstico

Assim como nas demais doenças raras, as MPS são de difícil diagnóstico, uma vez que há múltiplos sintomas e muitos são comuns a outras patologias. O diagnóstico correto e precoce das MPS é fundamental para propiciar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Um teste do pezinho ampliado poderia detectar mais de 50 doenças, permitindo seu tratamento precoce e trazendo mais qualidade de vida aos pacientes.

Tratamento

A MPS não tem cura, mas com tratamento adequado é possível controlar a doença e aumentar a expectativa de vida do paciente. Segundo o geneticista e professor do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr Roberto Giugliani, a Terapia de Reposição Enzimática (TRE) foi um importante avanço no tratamento das MPS, embora tenha algumas limitações, como o fato de não penetrar no sistema nervoso. 

“Novas enzimas capazes de cruzar a barreira sangue-cérebro permitem tratar as manifestações neurológicas a partir de uma enzima administrada na veia. A combinação dessas novas tecnologias de tratamento com o diagnóstico precoce, idealmente através do teste do pezinho, trará um ganho significativo na qualidade de vida dos pacientes com MPS”, explica Dr. Roberto Giugliani. 

Casa Hunter

O dia 15 de maio é marcado pelo Dia Internacional de Conscientização das Mucopolissacaridoses e a data tem como objetivo dar mais visibilidade à doença e disseminar informações para familiares, cuidadores, sociedade em geral e para a comunidade médica.

No Brasil, a Casa Hunter, ONG dedicada a apoiar pacientes que possuem doenças raras, em especial a MPS Tipo II, realizará a MPS Week, uma semana temática,  com eventos online e ações de conscientização para aumentar o conhecimento sobre essa enfermidade. 

“Nosso objetivo é aumentar o conhecimento a respeito da patologia, facilitando o diagnóstico e o tratamento dos pacientes. Somente dando visibilidade ao tema temos a oportunidade de advogar em favor dos pacientes”, explica Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas.

Entre as ações organizadas pela Casa Hunter estão jogos virtuais desenvolvidos para mostrar o dia a dia de um paciente com MPS Tipo II, que de maneira lúdica, trazem informações sobre a doença. 

Na “Jornada do Paciente”, o jogador é imerso na história de uma família que busca um diagnóstico para o filho doente. Já os games no estilo “Escape”, os participantes são desafiados a resolver enigmas e encontrar as pistas necessárias para chegar ao diagnóstico do paciente. Os games estão  disponíveis nos links https://app.infogo.com.br/264f97 e https://app.infogo.com.br/306a50

Além disso,  durante a MPS Week serão realizados dois webinários com objetivo de auxiliar pacientes, cuidadores e familiares a lidarem com a nova realidade pós-diagnóstico e compartilhar as principais pesquisas em desenvolvimento sobre a MPS no Brasil, ambos no canal da Casa Hunter no YouTube

No dia 12, a partir de 18h30, especialistas vão se reunir para discutir os principais desafios impostos pela MPS. O webinário “Guia de Manejo – O que vem depois do diagnóstico?” contará com a participação da Dra. Carolina Fischinger (Geneticista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre); Miguel Duarte Ferreira (Diretor Executivo e Sócio Fundador da LatM – Life Sciences Consultants); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas); e a moderadora Ariadne Guimarães Dias (Relações Institucionais da Casa Hunter). 

Já no dia 14, também às 18h30, será realizado o webinário “Pesquisas Clínicas no Brasil – Conheça os estudos em desenvolvimento para MPS” para discutir os estudos que estão em desenvolvimento sobre as MPS no Brasil e quais são as expectativas para o tratamento das doenças. 

Essa mesa redonda receberá o Dr. Roberto Giugliani (Médico Geneticista da UFRGS e Consultor da OMS); Dra. Ana Maria Martins (Geneticista e Coordenadora do Centro de Referência em Erros Inatos do Metabolismo); Claudiosvam Martins Alves de Sousa (Coordenador de Pesquisa Clínica de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa); Dr. Jorge Venâncio (Coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa); Antoine Daher (Presidente da Casa Hunter e da Febrararas) e a moderadora Regina Sider (Diretora Científica da Intrials Clinical Research). 

Por fim, no dia 15, ainda às 18h30, a Dra. Dafne Horovitz (Coordenadora Clínica do Departamento de Genética Médica e Serviço de Referência em Doenças Raras da  Fiocruz), fará uma palestra sobre a MPS, também no canal do YouTube. 

Uma outra ação para a divulgação da patologia é a divulgação da campanha de conscientização da MPS nos pontos de ônibus da cidade de São Paulo, em parceria com a “Otima”, empresa de mobiliário urbano que cedeu gratuitamente os espaços.

A MPS Week conta com o patrocínio das empresas JCR do Brasil, Takeda, Biomarin, Regenxbio, Sigilon Therapeutics e Ultragenyx. O evento tem ainda o apoio da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras, a Febrararas. 

Sobre a Casa Hunter

A Casa Hunter é uma instituição focada no apoio aos pacientes com doenças raras e seus familiares. Homens, mulheres e crianças lutam por direitos básicos, como o diagnóstico preciso e o acesso a tratamento. Nesta luta que atinge, só no Brasil, 13 milhões de pessoas, a instituição fundada em 2013 presta todo tipo de apoio – acesso a especialistas, aparelhos e exames para os que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Há dois anos, a Casa Hunter foi eleita para o NGO Branch, o braço das Nações Unidas para as organizações do Terceiro Setor. Saiba mais: https://casahunter.org.br/

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Grávidas são incluídas no grupo prioritário de vacinação

O Ministério da Saúde decidiu incluir as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19, informou hoje (27) a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do ministério, Franciele Francinato.

Em audiência na Câmara dos Deputados para debater a situação das vacinas no país, a coordenadora disse que a medida foi tomada em razão da situação preocupante da pandemia no Brasil e visto que grávidas e puérperas têm risco maior de hospitalização por covid-19. “A vacinação deve começar a partir do dia 13 de maio”, informou.

Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. De acordo com Franciele, uma nota técnica foi encaminhada ontem (26) aos secretários estaduais de Saúde, com as novas orientações.

“Nossa indicação é que, nesse momento, vamos alterar um pouco a recomendação da OMS [Organização Mundial de Saúde] que hoje indica a vacinação, de acordo com o custo x benefício. Mas, hoje, o risco de não vacinar gestantes no país já justifica a inclusão desse grupo para se tornar um grupo de vacinação nesse momento”, afirmou.

Apesar da mudança, de acordo com a pasta, em um primeiro momento, devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes. De acordo com a coordenadora, serão usados as vacinas Coronavac, AstraZeneca e da Pfizer. Neste caso, o primeiro lote de entregas do imunizante deve chegar na próxima quinta-feira (29) e 1,3 milhão de doses serão distribuídos para utilização nas capitais.

Franciele disse que a medida foi tomada devido a necessidade de armazenagem das vacinas. Para manter a estabilidade do material, a vacina precisa ficar armazenada em temperaturas de -90° a -60°, por até seis meses.

No caso das capitais, as doses serão encaminhados aos centros que podem manter o imunizante em temperaturas de -20° pelo período de sete dias.

“Para a aplicação, a vacina pode ficar em temperatura de geladeira, de até 8°, por até cinco dias”, afirmou.

*Com informações da Agência Brasil