Confiança de Serviços sobe 4,1 pontos em abril, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 4,1 pontos na passagem de março para abril, depois de três quedas consecutivas. Com isso, o indicador chegou a 81,7 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, sendo que resultados cima de 100 pontos indicam confiança.

Houve alta na confiança de empresários de 12 dos 13 segmentos de serviços pesquisados no país. O Índice de Situação Atual, que mede a percepção sobre o presente, cresceu 0,4 ponto e atingiu 74,8 pontos.

O Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado no futuro, subiu 7,4 pontos e chegou a 88,7 pontos.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Índices de confiança da indústria e dos serviços caem em fevereiro

(José Paulo Lacerda/CNI/via Agência Brasil)

A confiança dos empresários da indústria e dos serviços no país caiu de janeiro para fevereiro deste ano. O Índice de Confiança da Indústria recuou 3,4 pontos, na segunda queda consecutiva, e chegou a 107,9 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o menor patamar desde setembro de 2020 (106,7 pontos).

Treze dos 19 segmentos industriais pesquisados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) tiveram queda da confiança. O Índice de Situação Atual, que mede a satisfação do empresariado com o momento presente, diminuiu 1,4 ponto e chegou a 114,9 pontos. Já o Índice de Expectativas, que mede o otimismo em relação ao futuro, recuou 5,4 pontos e atingiu 100,9 pontos, o menor nível desde agosto de 2020 (99,6 pontos). 

Serviços

(Arquivo/Elza Fiuza/Agência Brasil)

Já o Índice de Confiança de Serviços caiu 2,3 pontos em fevereiro, o segundo recuo consecutivo, e atingiu 83,2 pontos.

A queda ocorreu em nove dos 13 segmentos pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual teve retração de 1,4 ponto e chegou a 78,6 pontos. O Índice de Expectativas caiu 3,3 pontos e atingiu 88 pontos. 

Os níveis de utilização da capacidade instalada dos dois setores também recuaram. O da indústria caiu 0,8 ponto percentual, para 79,1%. Já o do serviço cedeu 1 ponto, para 82,4%.

Por Vitor Abdala, da Agência Brasil

Setor de serviço sobe em novembro, sexta alta consecutiva

O setor de serviços registrou alta de 2,6% em novembro de 2020. Foi o sexto mês consecutivo de crescimento. O desempenho é um dos resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A PMS mostrou também que de junho a novembro houve ganho acumulado de 19,2% ao setor. O avanço, no entanto, não foi suficiente para compensar a perda de 19,6% registrada entre fevereiro e maio. Com isso, o volume de serviços no Brasil ainda está 14,1% abaixo do recorde histórico, de novembro de 2014 e 3,2% abaixo de fevereiro de 2020.

Segundo o IBGE, se comparado com novembro de 2019, houve queda de 4,8% no total do volume de serviços, o que leva à nona taxa negativa seguida no índice. Segundo o gerente da PMS, Rodrigo Lobo, em 2019 não havia o contexto de pandemia e consequentes recomendações como o isolamento social e o teletrabalho. “Por isso, parte de uma base de comparação é mais elevada [em 2019]”, afirmou.

Das nove taxas negativas, a de novembro é a segunda menos intensa, perdendo apenas para março (-2,8%), quando começaram as restrições de locomoção nas cidades.

Já no acumulado do ano, em relação ao mesmo período de 2019, a retração ficou em 8,3%. Em 12 meses, o recuo de 7,4% manteve a trajetória descendente que começou em janeiro (1,0%). Para o IBGE, este é o resultado negativo mais intenso desde o início da série para esse indicador, em dezembro de 2012.

A pesquisa apontou também que na passagem de outubro para novembro, todas as cinco atividades investigadas apresentaram crescimento. O destaque foi para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com elevação de 2,4%, e serviços prestados às famílias com alta de 8,2%. O IBGE informou que essas atividades foram as mais afetadas pela pandemia.

O gerente da PMS, Rodrigo Lobo, lembrou que as atividades do setor de serviços que mais encontram dificuldades são as prestadas de forma presencial e esso foi o motivo pelo qual o setor ainda não conseguiu recuperar as perdas. “Atividades como restaurantes, hotéis, serviços prestados à família, de uma maneira geral, e transporte de passageiros, seja o aéreo, o rodoviário e ou o metroviário, até mostraram melhoras, mas a necessidade de isolamento social ainda não permitiu ao setor voltar ao patamar pré-pandemia”, completou.

Transportes

Entre maio e novembro, a atividade de transportes com o sétimo mês seguido de crescimento acumulou ganho de 26,7%, mas para alcançar o nível de fevereiro de 2020, mês que antecedeu a implementação das medidas de isolamento social para combater a covid-19, ainda precisa avançar 5,4%.

De acordo com o gerente da PMS, nesta atividade houve influência do segmento de transporte rodoviário de carga, ao lado do transporte de passageiros. “Há uma correlação importante deste segmento com as taxas positivas que o comércio e a indústria vêm apresentando. Ambos já superaram o patamar pré-pandemia, e seus resultados interferem nesta atividade”, observou.

Serviços prestados às famílias

Os serviços prestados às famílias tiveram a quarta alta seguida e acumularam ganho de 98,8% entre maio e novembro, mas ainda precisam crescer 34,2% para retornar ao patamar de fevereiro. Os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 9,5% no mesmo período, após o recuo de 16,8% entre fevereiro e maio.

Os demais avanços foram nos serviços de informação e comunicação (0,5%), que acumula ganho de 4,6% de setembro a novembro; e de outros serviços (0,5%), que voltou a subir, após cair 3,9% em outubro. De acordo com o IBGE, os dois são os únicos setores que já superaram o nível de fevereiro, impulsionados pelos bons desempenhos dos segmentos de tecnologia da informação; e dos serviços financeiros auxiliares, respectivamente.

Turismo

O índice de atividades turísticas cresceu 7,6% em novembro em relação a outubro. Foi a sétima taxa positiva seguida. Nesse período acumulou ganho de 120,8%. Apesar disso, o segmento ainda precisa crescer 42,8% para voltar ao patamar de fevereiro de 2020. O IBGE destacou que o isolamento social atingiu mais intensamente boa parte das atividades turísticas, principalmente, transporte aéreo de passageiros, restaurantes e hotéis.

Regiões

A PMS mostrou também que 19 das 27 unidades da federação apresentaram expansão no volume de serviços em novembro de 2020, em relação ao mês anterior. O avanço mais importante foi em São Paulo (3,2%), com desempenho relevante também de Minas Gerais, (2,8%), Rio de Janeiro (1,3%), Rio Grande do Sul (3,2%), Pernambuco (5,2%) e Paraná (2,1%). A principal retração foi registrada no Distrito Federal (-9,9%).

Já na comparação com novembro de 2019, o recuo de 4,8% no volume de serviços no Brasil, foi impactado pelas influências negativas de São Paulo (-3,8%) e Rio de Janeiro (-7,9%), seguidos por Distrito Federal (-18,6%), Paraná (-8,6%) e Rio Grande do Sul (-6,9%). Santa Catarina teve movimento diferente e teve o resultado positivo mais relevante (4,6%).

Por Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil – 

Estabelecimentos poderão funcionar 8 horas por dia

Estabelecimentos comerciais de cidades que estão na fase amarela, no plano de reabertura, como é o caso de São Paulo, poderão funcionar até 8 horas por dia. A medida foi anunciada hoje (19) pelo vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia.

A medida vale para bar, restaurante, comércio, academia e setor de serviços. “Os empresários poderão escolher se adotam uma jornada contínua ou fracionada durante o dia, respeitado o limite das oito horas”, explicou.

Até hoje, os estabelecimentos estavam autorizados a funcionar seis horas diárias, no máximo. Decreto deve ser publicado esta semana com as regras.

Serviços cai 6,9% em março, pior cenário desde 2011

(Arquivo/Elza Fiuza/Agência Brasil)

O volume do setor de serviços caiu 6,9% na passagem de fevereiro para março deste ano no país. Essa é a maior queda do indicador desde o início da série histórica, em janeiro de 2011. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o recuo foi mais intenso no último terço do mês de março, quando começaram as medidas de isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Na passagem de janeiro para fevereiro, o setor já havia tido uma queda de 1%. Na comparação com março do ano passado, a queda chegou a 2,7%. No acumulado do ano, a queda é de 0,1%. Já no acumulado de 12 meses, o setor teve alta de 0,7%.

A receita nominal do setor caiu 7,3% de fevereiro para março e 1,1% na comparação com março do ano passado. No acumulado do ano, a receita cresceu 2,2% e, no acumulado de 12 meses, 3,9%.

A queda de 6,9% do volume de fevereiro para março foi acompanhada pelas cinco atividades pesquisadas, com destaque para os serviços prestados às famílias (-31,2%, o recuo mais intenso da série), e por transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-9%).

Também tiveram quedas os serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,6%), informação e comunicação (-1,1%) e outros serviços (-1,6%).

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

Dívida de empresas afetadas pela pandemia soma R$ 900 bi

Comercio fechado na Avenida Paulista durante a quarentena (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A dívida total das empresas mais afetadas pela pandemia de covid-19 no Brasil soma R$ 900 bilhões. Desse total, R$ 556 bilhões são dívidas com o sistema financeiro nacional, informou hoje (29) o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Paulo Souza, em entrevista coletiva, transmitida pela internet, para apresentar o Relatório de Estabilidade Financeira.

De acordo com Souza, os setores mais afetados são comércio, serviços, transporte, indústria de transformação, eletricidade e gás.

No relatório, o Banco Central divulgou uma simulação do impacto econômico gerado pela pandemia de covid-19. O BC selecionou 1,6 milhão de empresas (1,5 milhão dos setores mais afetados e 100 mil fornecedores) e 9,9 milhões de empregados (7,5 milhões das empresas afetadas diretamente e 2,4 milhões dos fornecedores). Na simulação, o BC considera que essas empresas entrariam em default (quando a empresa não consegue pagar os seus credores).

O resultado da simulação, chamado de teste de estresse, mostra que seria necessário aumento de R$ 395 bilhões em provisão (reservas para casos de perdas) dos bancos, devido à quebra das empresas. Desse total, R$ 207,3 bilhões seriam das empresas mais afetadas; R$ 48,1 bilhões dos empregados diretos; R$ 96,5 bilhões da cadeia de fornecedores; R$ 23,1 dos empregados dos fornecedores; R$ 8,9 bilhões referentes a reclassificação de risco de empresas afetadas, mas que não entrariam em default; e R$ 11,1 bilhões de contágio interfinanceiro.

“Devido ao volume de provisões que seriam necessárias, a capacidade de o sistema gerar novos créditos e sustentar o crescimento da economia ficaria temporariamente comprometida”, diz o relatório.

“Seria o impacto mais severo, dependendo da duração da pandemia”, disse Paulo Souza. Ele acrescentou que, com esse impacto, para o sistema financeiro voltar a se enquadrar no nível regulatório mínimo, seriam necessários R$ 70 bilhões, o que corresponde a 7,2% do patrimônio de referência (PR) do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o relatório, considerando a rentabilidade em períodos de crises anteriores, seriam necessários três anos para o sistema recompor sua atual capacidade.

“Para se ter uma ideia, no estudo realizado em 2015 sobre os setores envolvidos na Lava Jato esse impacto era de R$ 3,4 bilhões, representava 0,4% do PR. De qualquer forma, o sistema financeiro mostra-se capaz de absorver esse impacto com os resultados que vão ser auferidos futuramente”, disse o diretor do BC.

Souza destacou que, na época da operação Lava Jato, as empresas envolvidas eram acusadas de crimes relacionados à corrupção, com risco de imagem. “Tanto o governo quanto o sistema financeiro não tinham como prestar auxílio naquele período. No caso específico [da pandemia de covid-19], os efeitos estão sendo causados por fatores que não estão relacionados à gestão das empresas. É um caso sanitário, de saúde. E tanto o sistema financeiro quanto o governo têm todo interesse em contribuir na solução. Portanto, a gente espera que esse impacto sejaer muito inferior ao cenário de estresse apresentado, mas temos que estar preparados”, afirmou.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

FGV: PIB cresce 0,8% no trimestre encerrado em novembro

O Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) cresceu 0,8% no trimestre encerrado em novembro de 2019 na comparação com o trimestre findo em agosto daquele ano. O dado é do Monitor do PIB, divulgado hoje (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo a FGV, o PIB cresceu 1,9% na comparação com o trimestre encerrado em novembro de 2018 e 1% na taxa acumulada em 12 meses. Considerando-se apenas o mês de novembro, o PIB teve altas de 0,3% na comparação com outubro de 2019 e de 1,6% em relação a novembro de 2018.

Na comparação do trimestre encerrado em novembro com o trimestre findo em agosto de 2019, a alta de 0,8% foi influenciada por um crescimento no mesmo patamar, de 0,8%, do setor de serviços. A indústria cresceu 0,5% e a agropecuária, 0,3%.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Setor de serviços cresce em setembro, aponta IBGE

Por Vinícius Lisboa



O setor de serviços cresceu 1,2% no mês de setembro, frente a agosto, divulgou hoje (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor acumula alta de 0,6% em 2019 e 0,7% no período de 12 meses encerrado em setembro.

O terceiro trimestre teve alta de 0,6% na comparação com o mesmo período de 2018, um desempenho mais dinâmico que o do segundo trimestre, que teve apenas 0,1% de variação positiva.

O IBGE constatou aumento em quatro de cinco grupos de atividades pesquisados. O único que teve queda foi o dos serviços de informação e comunicação, com retração de 1% na comparação com agosto.

O grupo de atividades que engloba os setores de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceu 1,6%, enquanto os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram alta de 1,8%. Os serviços prestados às famílias tiveram expansão de 0,8% e os outros serviços, de 0,5%.

As comparações com setembro de 2018 apontam um crescimento de 1,4% no setor de serviços como um todo e expansão em três dos cinco grupos de atividades pesquisados.

Nessa base de comparação, os serviços de informação e comunicação cresceram 2,2%, os outros serviços, 11%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, 2,9%. Já o grupo dos serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caiu 1,7%, e os serviços prestados às famílias, 0,3%.

A pesquisa também permite visualizar que 14 das 27 unidades da federação tiveram alta em setembro, em relação a agosto. São Paulo (1,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (1,0%) e Distrito Federal (1,3%) se destacam.

Na comparação com o ano passado, o número de estados que registram crescimento cai para 11, mas São Paulo e Rio de Janeiro continuam com os principais impactos positivos, puxados pelo segmento de tecnologia da informação. Já Bahia e Rio Grande do Sul influenciam o resultado negativamente, com o desempenho do transporte rodoviário de cargas.

Turismo

O índice que acompanha as atividades ligadas ao turismo teve alta de 4,8% em setembro, na comparação com agosto. A alta recupera a retração de 4,5% registrada em agosto e é composta por um resultado positivo em nove de 12 unidades da federação pesquisadas.

O estado de São Paulo teve o maior crescimento, de 10,5%, e outros destaques foram a alta do Distrito Federal, de 4,8%, e do Rio de Janeiro, de 2,1%. A Bahia teve o principal resultado negativo, de 3,7%.

Ao comparar os resultados de 2019 e 2018, é possível verificar um crescimento de 1% em setembro, que tem como principal causa a expansão da receita das empresas de locação de automóveis. Outros serviços importantes como o transporte aéreo e rodoviário e os restaurantes pesaram negativamente sobre o resultado.

Também nessa base de comparação, há destaque para os avanços de São Paulo (1,9%) e Rio de Janeiro (4,4%). As atividades turísticas cresceram 4,5% em Minas Gerais na comparação com o ano passado e caíram 7,6% no Paraná, 7,2% em Goiás e 5,9% no Distrito Federal.

De janeiro a setembro, as atividades turísticas acumulam crescimento de 2,2% se os resultados forem comparados com os mesmos meses do ano passado. Mais uma vez, a locação de automóveis se destaca, junto com os hotéis e os serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada. Por outro lado, o transporte aéreo de passageiros acumula perdas.

Confiança do setor de serviços cai de julho para agosto

Por Vitor Abdala

(Arquivo/Elza Fiuza/Agência Brasil)

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,1 ponto de julho para agosto deste ano e atingiu 92,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. A queda veio depois de duas altas consecutivas.

Nove das 13 principais atividades do setor de serviços pesquisadas tiveram queda na confiança. O Índice de Expectativas, que mede a confiança nos próximos meses, recuou 2,3 pontos e atingiu 95,3 pontos.

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança no momento presente, ficou estável este mês nos 89,4 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços caiu 0,6 ponto percentual, para 81,8%.

Segundo o pesquisador da FGV Rodolpho Tobler, o resultado mostra que os empresários voltaram a ficar cautelosos com os próximos meses, enquanto o volume de serviços no momento continua melhorando lentamente. Para ele, a recuperação do setor deve continuar gradual, sem perspectivas de aceleração no curto prazo.

Confiança do setor de serviços sobe em julho

Foi a segunda alta seguida (Depyl Action/Divulgação)

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 2,2 pontos em julho. É a segunda alta consecutiva do índice medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), depois de quatro quedas seguidas registradas no início deste ano.

A alta, segundo a FGV, “sugere que os empresários estão percebendo uma reação no ritmo de atividade do setor e se tornando mais otimistas para o segundo semestre”.

O resultado positivo do índice em julho impactou 9 das 13 atividades pesquisadas. Os dois componentes do ICS tiveram variações positivas: Índice de Situação Atual (ISA-S) avançou 1,9 ponto, para 89,4 pontos, enquanto que o Índice de Expectativas subiu 2,6 pontos, para 97,6 pontos.

Apesar do resultado positivo, o relatório da FGV alerta para fatores considerados limitativos que podem inibir o ICS no segundo semestre do ano. Um deles é a demanda insuficiente, que voltou a subir este mês, alcançando 34,4%. É o maior percentual desde agosto de 2018, quando chegou ao patamar de 35%.

A demanda insuficiente vinha caindo desde no segundo semestre de 2018, mas reverteu a tendência em maio deste ano.