Caixa anuncia patrocínio a esportes olímpicos e paralímpicos

Banco apoiará também projetos para jovens em vulnerabilidade social
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A Caixa Econômica Federal destinará R$ 82 milhões em patrocínios a esportes olímpicos e paralímpicos, bem como a projetos voltados para jovens e crianças em vulnerabilidade social. Entre as modalidades beneficiadas está o skate que, pela primeira vez, será modalidade olímpica.

Os contratos de patrocínio foram assinados hoje (1°) em cerimônia no Palácio do Planalto, com as Confederações Brasileiras de Atletismo (CBAt), de Ginástica e de Skate, e com o Comitê Paralímpico Brasileiro. No caso do skate, o banco informa que o acordo vai vigorar até junho de 2022, com previsão de R$ 6,43 milhões em recursos a serem disponibilizados à Confederação Brasileira de Skate (CBSkate).

Em discurso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, lembrou que o governo baixou os impostos de importação dos skates, modalidade que, para ele, é “absolutamente inclusiva”. “Vamos patrocinar vários esportes que ninguém quer patrocinar. O objetivo da Caixa é estar onde ninguém quer estar”, disse Guimarães.

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, ao zerar o Imposto de Importação dos skates, o governo buscou ajudar os praticantes a se desenvolverem nesta modalidade esportiva. “Skate, pela primeira vez, está entrando nas Olimpíadas, e esta é uma maneira de fazer com que o esportista compre mais barato [o seu equipamento]”, disse Bolsonaro.

Em maio, a Caixa já havia anunciado a manutenção de “parcerias históricas” com a CBAt, a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).  A Caixa destacou que as três entidades “têm participação já consagrada nos Jogos Olímpicos, com destaque para três medalhas da ginástica artística masculina, 17 medalhas olímpicas do atletismo e as 301 medalhas do esporte paralímpico brasileiro”.

No caso do atletismo, o contrato assinado no mês passado prevê o total de R$ 16 milhões em recursos para o período de junho de 2021 a junho de 2022. Já o contrato assinado com a Confederação Brasileira de Ginástica prevê repasses de R$ 30 milhões por quatro anos, de maio de 2021 a maio de 2025, nas quatro modalidades (artística, rítmica, de trampolim e aeróbica) e escolinhas.

O contrato voltado para o esporte paralímpico, de R$ 24,7 milhões, vale para o período de junho de 2021 a junho de 2022 e abrange 11 modalidades: atletismo, natação, halterofilismo, tiro esportivo, futebol de 5, bocha, judô, goalball, basquete em cadeira de rodas, tênis de mesa e vôlei sentado.

Segundo a Caixa, os projetos sociais selecionados pelo banco possibilitarão a inclusão social de 550 crianças e adolescentes com deficiência da rede pública de ensino por meio de atividades esportivas, culturais e educativas a serem desenvolvidas no Centro Paralímpico Caixa, em São Paulo.

Por Pedro Peduzzi, repórter da Agência Brasil

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