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Justiça de SP manda afastar 30 policiais civis acusados de ligação com crime organizado

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) determinou que um delegado, dois escrivães, três agentes, oito carcereiros e 16 investigadores, todos da Polícia Civil paulista, sejam afastados de suas funções.

Os 30 policiais são acuados de ter ligação com integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), para facilitar o tráfico de drogas em São José dos Campos (interior de São Paulo).

Dos policiais civis acusados, 29 cumprem prisão preventiva no Presídio da Polícia Civil, na zona norte de São Paulo, e um está foragido, segundo a decisão da última quinta-feira (25).

A decisão da juíza Laís Helenade Carvalho Scamilla Jardim, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São José dos Campos, aponta que o pedido de afastamento das funções acontece por que, caso seja concedida a liberdade aos policiais, eles podem criar obstáculos na investigação do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo).

“Há risco de os requeridos virem a ser soltos, acaso concedida a liminar em habeas corpus e que venham a reassumir suas funções a qualquer momento; o que implicaria risco concreto à instrução deste processo”, explica.

A juíza ainda diz que, se os policiais civis retornarem às funções, poderão “criar um ambiente ainda mais favorável aos atos de corrupção e improbidade narrados, envolvendo outros indivíduos nas ações, isolando as pessoas que honestamente labutam na Polícia Civil”.

O fato de policiais civis andarem armados e, portanto, os acusados poderem intimidar testemunhas também foi citado na decisão. Além disso, os policiais civis são acusados de ligação com traficantes que tiveram armamentos pesados, inclusive fuzis, apreendidos.

Os policiais foram enquadrados durante a segunda fase de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a 7ª Promotoria de Justiça de São José dos Campos, que busca combater o tráfico de drogas na região de São José dos Campos.

As investigações do MP-SP foram realizadas entre 2016 e 2017. Além dos policiais civis, a segunda fase da operação prendeu um ex-policial civil, uma advogada e outras 4 pessoas. Na primeira fase, o Gaeco já havia oferecido acusação contra 29 pessoas por associação ao tráfico de drogas, mas elas seguem soltas.

Durante a primeira fase da operação, o Gaeco apreendeu mais de 400 quilos de drogas, sendo a maioria a pasta base de cocaína, mais de R$ 2 milhões em espécie, fuzis e outras armas de fogo e munições.

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