Terceira idade: hábitos que podem melhorar a artrose na coluna

As doenças mais comuns relacionadas às dores nas costas são reumatismo, fratura, osteoporose e artrose.

A queixa de dor nas costas, ou nos quadris, vinda de pessoas idosas nem sempre significa um simples desconforto. Se a reclamação sobre as dores for constante, é hora de ligar o sinal de alerta. Quando a dor permanece por mais de dez dias, por exemplo, associada à febre, vermelhidão local, dormência ou fraqueza, um médico deve ser consultado o quanto antes para realizar um diagnóstico mais preciso.

Terceira idade: hábitos que podem melhorar a artrose na coluna
Foto: Freepik

As doenças mais comuns relacionadas às dores nas costas são reumatismo, fratura, osteoporose e artrose. A artrose na coluna também é chamada de espondilose cervical e exige atenção especial, pois é causada pela degeneração dos ossos do pescoço e dos discos entre eles, exercendo uma pressão sobre a medula espinhal naquela região.

Os sintomas da artrose podem variar de pessoa para pessoa, com intensidades diferentes. A doença é relativamente frequente e, embora a maioria dos casos não seja tão grave, pode provocar dores e causar limitações no dia a dia.

Quanto mais idade a pessoa tem, maiores são as chances de apresentar algum grau de espondilose, que está associada ao envelhecimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge 80% da população mundial com mais de 65 anos de idade. Aproximadamente, 15 milhões de brasileiros sofrem com a artrose, conforme dados do Ministério da Saúde.

O fator genético também é preponderante para a espondilose. Contudo, algumas profissões e atividades que exigem mais esforço físico da pessoa podem contribuir para o surgimento dos primeiros sintomas.

Diagnóstico correto contribui para aliviar os sintomas

Dor na coluna que vai piorando com movimentos, desconforto e tensão nas costas e no pescoço, formigamento nos membros inferiores e superiores, andar instável e cambaleante costumam ser os primeiros sintomas da espondilose. 

Para descobrir o estágio da doença, exames clínicos e radiografias da coluna, associados ao relato do paciente, podem ajudar o médico a chegar a um diagnóstico.

Casos mais graves da espondilose podem indicar a necessidade de uma tomografia computadorizada de coluna cervical ou dorsal ou lombo-sacra. O nome é extenso e representa uma das técnicas mais modernas para detecção de doenças que acometem a coluna com rapidez e precisão.

Hábitos e tratamentos que melhoram a espondilose

A espondilose, ou artrose, é uma doença progressiva e não tem cura, mas seu tratamento é eficaz e, na maioria dos casos, não há necessidade de cirurgia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), as áreas do corpo mais atingidas são: quadris, joelhos, mãos e coluna.

A conduta de tratamento mais adotada é o uso de medicamentos como anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares, além de colar cervical macio e fisioterapia. Posteriormente, o paciente pode realizar atividades físicas como natação e hidroginástica, já que exercícios na água causam menos impacto nas articulações e, ao mesmo tempo, as fortalecem.

Em casos nos quais a cirurgia é uma alternativa, existe um risco pequeno de ocorrer complicações, como infecções e lesões na coluna, por isso o método só é indicado quando não há melhora com os tratamentos mais conservadores.

É possível, também, adotar algumas medidas de prevenção antes dos primeiros sintomas aparecerem, como adquirir hábitos mais saudáveis, incluindo exercícios cardiovasculares como caminhada, corrida e bicicleta; atividades que reforçam a musculatura postural como a ioga e o pilates; dieta equilibrada; evitar o excesso de peso e manter uma postura correta durante as atividades laborais.

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