Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica pedem demissão

Jair Bolsonaro, Presidente da República, diante de militares das Forças Armadas
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Defesa informou, nesta terça-feira (30), que os Comandantes da Marinha, do Exército  da Aeronáutica serão substituídos.

A decisão foi comunicada em reunião, com presença do Ministro da Defesa nomeado, Braga Netto, do ex-ministro, Fernando Azevedo, e dos Comandantes das Forças. Em nota divulgada pelo Ministério não há informações sobre o motivo da saída dos comandantes. 

O anúncio ocorre um dia depois que o governo federal mudou o comando de seis pastas. As decisões do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afetaram os Ministérios da Justiça, Relações Exteriores, Defesa, Casa Civil, Secretaria de Governo e AGU (Advocacia Geral da União). 

Na última segunda-feira (29), Ernesto Araújo pediu demissão do comando do Ministério das Relações Exteriores. Depois, o então ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva anunciou em comunicado oficial que deixaria o cargo. Pouco depois, José Levi, ministro-chefe da Advocacia Geral da União, também pediu demissão.

Por TV Cultura

Base de Alcântara: foguete pega fogo após interrupção de lançamento

Instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão
(Arquivo/Agência Brasil)

Um foguete de treinamento sofreu um incêndio hoje (13) logo após ter seu lançamento interrompido na Base de Alcântara, no Maranhão. Segundo a Aeronáutica, o fogo foi controlado de imediato, evitando riscos aos profissionais envolvidos.

“Todos os procedimentos de segurança foram adotados e não houve riscos a nenhum dos profissionais envolvidos. Após a interrupção do lançamento, houve um pequeno incêndio, que foi prontamente controlado pelo pelotão contra incêndio. Uma comissão será designada para apurar as causas da ocorrência”, informou, por meio de nota, a Aeronáutica.

O Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) faz parte da Operação Águia, iniciada no dia 9 de novembro, tendo por objetivo treinar equipes e testar equipamentos no Centro de Lançamento de Alcântara.

Foto mostra foguete lançado este ano (Arquivo/Reprodução)

 Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil 

Espanha: Militar com cocaína pode ser condenado em dois países

Por  Jonas Valente 

Militar foi conduzido pela Guarda Espanhola (El País/Reprodução)

O inquérito pra apurar o episódio do militar preso na Espanha com 39 quilos de cocaína após desembarcar de um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) deve ficar pronto em até 40 dias. A informação é do porta-voz da FAB, major Daniel Rodrigues, que concedeu entrevista à imprensa sobre o assunto hoje (27), em Brasília. De acordo com major Rodrigues, o prazo para conclusão pode, excepcionalmente, ser prorrogado por mais 20 dias.

O resultado do inquérito deve ser encaminhado ao Ministério Público Militar (MPM), que poderá, então, abrir uma denúncia-crime contra o sargento da Aeronáutica.

O homem foi preso na terça-feira (25) na cidade de Sevilha, quando passava pelo controle alfandegário. Ele partiu do Brasil em missão de apoio à viagem presidencial ao Japão para a reunião do G20, integrando a tripulação que ficaria em Sevilha. O sargento foi acusado pelas autoridades espanholas por crime contra a saúde pública, categoria em que se encontra o delito de tráfico de drogas.

Perguntado por jornalistas sobre as circunstâncias do episódio, o representante da Força Aérea Brasileira reforçou que o inquérito corre em sigilo e que nenhuma informação sobre linhas de investigação ou fatos já apurados poderia ser fornecida.

Medidas de segurança

O porta-voz do FAB informou que em missões como esta são adotados procedimentos de segurança, como verificação de bagagens, pela Aeronáutica. Ele reforçou a fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, segundo a qual a fiscalização dos tripulantes do voo não cabia ao GSI, mas à Aeronáutica.

Questionado por jornalistas sobre que procedimentos de segurança foram adotados no episódio, Rodrigues disse que esse é justamente um dos pontos que a investigação quer elucidar e que essas ações variam conforme a infraestrutura do aeroporto. “Em vista do ocorrido, essas medidas serão reforçadas. Foi criado grupo de trabalho para identificar vulnerabilidades em medidas de segurança existentes”, destacou.

Espanha e Brasil

As investigações ocorrem no Brasil e na Espanha. Segundo o porta-voz da FAB, o consulado do Brasil em Madri manteve contato com o sargento e com sua família.

Em face das investigações sobre o caso, o militar pode ser condenado nos dois países. Contudo, se for objeto de condenação pela Justiça espanhola, o cumprimento da pena no Brasil depende de um processo de extradição.

Questionado pela Agência Brasil sobre a possibilidade de extradição, o Ministério das Relações Exteriores reiterou as informações sobre apoio consular ao sargento e seus parentes “como faz no caso de qualquer brasileiro detido no exterior”. O Itamaraty informou ainda que um advogado de defesa já foi designado pela Espanha e que representantes do consulado em Madri estão em contato com autoridades policiais e judiciárias, mas que “não há outras informações disponíveis no momento”. 

https://spagora.com.br/militar-preso-com-droga-na-espanha-tem-salario-de-r-72-mil/

Militar preso com droga na Espanha tem salário de R$ 7,2 mil

Sargento da Aeronáutica atuou na comitiva de três ex-presidentes, segundo a Folha de S. Paulo
(El País/Reprodução)

O militar preso com cocaína na Espanha ao desembarcar de um avião oficial do governo brasileiro tem salário de R$ 7,2 mil. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Nesta quarta-feira (26), o comando da Aeronáutica informou que instaurou um inquérito policial militar (IPM) para apurar as circunstâncias da prisão do sargento Manoel Silva Rodrigues, no aeroporto de Sevilha. O militar está à disposição das autoridades espanholas e teve o nome divulgado pela imprensa espanhola e confirmado pelo jornal, que descobriu, por meio do portal da transparência, a participação do sargento em, pelo menos, 29 viagens no Brasil e para o exterior desde 2011, e atuou na comitiva de três ex-presidentes.

De acordo com a nota, o sargento da Aeronáutica trabalha como comissário de bordo na aeronave VC-2 Embraer 190. O texto informa ainda que ele fazia parte da missão de apoio da viagem presidencial e que ficaria em Sevilha, não integrando, portanto, a equipe que acompanha o presidente.

“Esclarecemos que o sargento partiu do Brasil em missão de apoio à viagem presidencial, fazendo parte apenas da tripulação que ficaria em Sevilha. Assim, o militar em questão não integraria, em nenhum momento, a tripulação da aeronave presidencial, uma vez que o retorno da aeronave que transporta o Presidente da República não passará por Sevilha, mas por Seattle, Estados Unidos”.

Na nota, a Aeronáutica informa que regularmente adota medidas para prevenir crimes como este e que, diante do ocorrido, “essas medidas serão reforçadas”.

“O Comando da Aeronáutica reitera que repudia atos dessa natureza, que dá prioridade para a elucidação do caso e aplicação dos regulamentos cabíveis, bem como colabora com as autoridades”, conclui o texto.

Repercussão

Na tarde desta quarta-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, usou a rede social Twitter para informar que exigiu “punição severa” ao responsável, no episódio que classificou como “inaceitável”.

Ver imagem no Twitter

*Com informações da Agência Brasil

Veja quem vai comandar Exército, Marinha e Aeronáutica

Fernando Azevedo e Silva, futuro Ministro da Defesa (José Cruz/Agência Brasil)

O general de Exército Fernando Azevedo e Silva, que assumirá o Ministério da Defesa no governo de Jair Bolsonaro, confirmou os nomes dos próximos comandantes do Exército, Marinha e da Força Aérea Brasileira (FAB). 

Os três oficiais cuja patente é o equivalente a general quatro estrelas são integrantes do alto-comando das Forças Armadas.

Almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, novo comandante da Marinha (Marinha/Reprodução)

Para o comando da Marinha, foi indicado o almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, atual chefe do Estado Maior da Armada (EMA), o segundo posto na hierarquia da Força.

General Edson Leal Pujol, que comandará o Exército (Elson Sempé Pedroso/CMPA/Agência Brasil/Reprodução)

O Exército será comandado pelo general Edson Leal Pujol, que também já seria o substituto natural por ordem de antiguidade. Para assumir o comando, Pujol deixará o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, em Brasília.

Tenente-brigadeiro-do-ar, Antonio Carlos Moretti Bermudez, que comandará a Aeronáutica (FAB/Reprodução)

A Aeronáutica será comandada pelo tenente-brigadeiro-do-ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, que estava no comando-geral de pessoal da Força Aérea Brasileira (FAB).

“A escolha é seguindo o regulamento para a escolha do comandande do Exército, que diz que deverá ser um oficial-general, incluindo Marinha e Aeronáutica, do último posto da carreira. Então, todos eles estão habilitados a isso”, afirmou general Azevedo e Silva.



Segundo o general, a prioridade da sua pasta deverá ser manter os atuais projetos e apoiar as três Forças Armadas “o máximo possível”. Ele disse que a transição no Ministério da Defesa deve começar em dezembro.

Intervenção no RJ

Questionado sobre a eventual prorrogação da intervenção federal do Exército na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, o futuro ministro da Defesa descartou a possibilidade. “O que está alinhado é a intervenção durar até 31 de dezembro. É o que está regulamentado”.

Azevedo e Silva ressaltou, no entanto, que o Exército poderá atuar no Rio de Janeiro mediante a aplicação do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), editado pelo presidente da República, mas que não caracteriza estado de intervenção federal.

De acordo com o general, a atuação das Forças Armadas na segurança pública deve ser “eventual”. “Esporadicamente, eventual, como uma urgência. Tem vezes que são necessárias”, disse.

Repercussão

O comandante do Exército, o general Villas Boas, elogiou as escolhas. “Cumprimento igualmente, com entusiasmo contagiante de soldado, o almirante de esquadra Ilques Barbosa, futuro comandante da Marinha, e o tenente-brigadeiro-do-ar Antônio Carlos Bermudez, futuro comandante da Aeronáutica.”

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, também elogiou, na sua conta do Twitter, as escolhas para os comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. “Cumprimento, com entusiasmo e vibração, o almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, o general de Exército Edson Leal Pujol e o tenente-brigadeiro-do-ar Antônio Carlos Moretti Bermudez por suas indicações para novos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Sucesso.”