‘Loki’: O que o final da temporada revela sobre o futuro do MCU

A primeira temporada de ‘Loki’ chegou ao fim nesta quarta (14) com grandes revelações e a confirmação de que o deus da trapaça retornará para mais episódios. 

No fim da jornada de Loki (Tom Hiddleston) e Sylvie (Sophia Di Martino) em busca de quem estaria por trás da AVT (Autoridade de Variação Temporal), os heróis encontram uma figura misteriosa vivida pelo ator Jonathan Majors. 

Identificado apenas como Aquele Que Permanece, o personagem se mostra ciente de que tudo que já ocorreu na trama e tudo que está por vir, além de destacar que já viveu sob diferentes nomes, entre os quais está o título de “Conquistador”. Para os fãs dos quadrinhos, é fácil matar a charada: trata-se do personagem Kang, o Conquistador, inimigo histórico dos Vingadores. 

Levando em consideração o destino da versão de Kang que conhecemos em ‘Loki’, é improvável (embora não impossível) que essa encarnação volte às telonas. Outras variantes da mesma figura, porém, certamente vão dar as caras em projetos futuros. 

Majors, indicado ao Emmy por seu trabalho em Lovecraft Country, já está confirmado como Kang no elenco próximo filme do herói Homem-Formiga, Quantumania, previsto para 2023. 

Viajante no tempo e presente em diversas histórias que tratam de realidades alternativas, Kang pode se tornar o vilão ideal para a nova fase da Marvel nos cinemas e na TV, capaz de preencher o vazio deixado pela derrota de Thanos (Josh Brolin) em ‘Vingadores: Ultimato’ (2019).

Vale lembrar que o multiverso parece ser a aposta do produtor Kevin Feige, que comanda o Universo Cinematográfico Marvel, para a Fase 4. Esse será o foco do próximo longa do feiticeiro vivido por Benedict Cumberbatch, ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, com previsão de lançamento em 2023. Ainda neste ano, ‘Homem-Aranha 3’ deve chegar às telonas após meses de especulação e rumores sobre um elenco repleto de diferentes encarnações já conhecidas do herói e seus vilões.

Por TV Cultura

Space Jam: com novo filme, shopping cria espaço para fãs

(Animação/Divulgação)

O segundo filme da saga Space Jam tem data de estreia marcada para 16 de julho em todos os cinemas brasileiros. Pensando nos fãs que esperaram mais de 20 anos por uma continuação da história, o Shopping Metrô Itaquera vai promover uma experiência imersiva, em parceria com a Warner Bros.

Segundo comunicado divulgado à imprensa, de 18 de julho a 08 de setembro, um espaço vai permitir que adultos e crianças se divirtam, além de se sentir parte do time Tune Squad, formado por Pernalonga, Patolino, Lola Bunnys e outros personagens do Mundo Looney, além do astro da NBA LeBron James.

“Seguindo todos os protocolos de segurança contra o coronavírus, o Shopping Metrô Itaquera preparou uma área de aproximadamente 146 metros quadrados para todos os clientes aproveitarem a atração, que é novidade no Brasil”, diz a nota.

O espaço será dividido em 5 partes: recepção, campo de treinamento, desafio de habilidade, campo de duelo e um cenário para tirar fotos.

A recepção é totalmente temática e se assemelha às quadras de basquete, fazendo com que os visitantes saibam que estão prestes a viver uma experiência única.

O campo de treinamento conta com duas máquinas de arremesso de bola na cesta. Aqui é o espaço perfeito para praticar arremessos com a bola e o objetivo é fazer o maior número de cestas em 30 segundos. 

No desafio de habilidade, o jogador da vez poderá treinar seus dribles com os protagonistas de novo filme da Warner Bros. Pictures – ou quase isso. O circuito é repleto de totens dos personagens de Space Jam e o objetivo é passar por todos eles no menor tempo possível. No final, um ranking dos melhores tempos aparecerá.

Depois de treinar dribles e arremessos, o jogador terá a oportunidade de desafiar um amigo para uma partida rápida de basquete. Quem chegar em 21 pontos primeiro, vence. Para finalizar a experiência e guardar uma bela recordação, o Shopping Metrô Itaquera preparou um cenário perfeito para o visitante tirar uma foto com LeBron James e todo o elenco de Looney Tunes.

O evento funcionará todos os dias, de acordo com o horário de funcionamento do shopping e estará localizado na Praça de Eventos. A entrada é gratuita e, para brincar, basta agendar o dia e o horário por meio do site.

Space Jam onde você estiver

A diversão com Space Jam não precisa ficar só no Shopping Metrô Itaquera, o cliente também pode levar para casa itens da nova coleção inspirada em Looney Tunes.

Isso porque a Warner Bros. Consumer Products (WBCP), em parceria com grandes marcas ao redor do mundo, lançará a maior coleção de mercadorias da Looney Tunes em décadas, e o Brasil não poderia ficar de fora!

Algumas marcas de vestuário disponíveis no Shopping Metrô Itaquera fazem parte desse grande lançamento, são elas: Piticas, Renner, Marisa e Riachuelo, e os itens variam entre roupas e assessórios.

A nova coleção da Nike também trará produtos WBCP. Com estilos jovens e adultos com Wile. E. Coyote, Lola Bunny, Pernalonga e o resto do esquadrão, toda a família poderá vestir-se na coleção Space Jam da Nike, que inclui camisas, capuzes, jaquetas, meias e mochilas. Os fãs de Space Jam poderão, inclusive, comprar e usar os mesmos sapatos de basquete que “King James” usa no filme.

Serviço 

Space Jam no Shopping Metrô Itaquera 

Endereço: Av. José Pinheiro Borges, s/n – Itaquera, São Paulo – SP, 08220-900 

Data: De 18 de julho a 08 de setembro 

Local: Praça de eventos, em frente ao Outback 

‘A última floresta’ vence mostra de cinema em Berlim com voto do público

(Pedro J Márquez/via Amazônia Real)

O Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale) premiou neste domingo (20/06), por escolha do público, o filme A Última Floresta, do cineasta brasileiro Luiz Bolognesi, sobre o povo Yanomami.

O roteiro do filme, único brasileiro a integrar a mostra Panorama da Berlinale deste ano, foi escrito em conjunto com o xamã Davi Kopenawa. Em entrevista à DW Brasil em março, Bolognesi afirmou que seu objetivo era registrar o ponto de vista dos yanomami sobre a sua vida em comunidade.

A obra mescla trechos de documentário com sequências encenadas para recriar a existência da cultura e da língua yanomami. O filma conta diversos mitos do povo Yanomami, com eles próprios representando seus deuses fundadores, no seu ambiente natural na Floresta Amazônica, que está sob constante ameaça do garimpo ilegal. Bolognesi já havia sido premiado na Berlinale antes, com o longa Ex-pajé, em 2018.

Em segundo lugar, ficou a produção hispano-libanesa Miguel’s War, dirigida por Eliane Rahed, sobre um homossexual que cresceu num meio ultra-conservador libanês e que se afastou do país durante a guerra civil. Os dois filmes foram os vencedores do voto do público na categoria Panorama, a segunda mais importante do festival alemão. 

Esta foi uma edição atípica da Berlinale, dividida entre uma versão virtual e outra presencial, separadas por três meses de distância, devido à pandemia de covid-19. 

Ao todo, foram exibidos 126 filmes nesta edição de verão, em 16 espaços distribuídos pelo centro da capital alemã e dos seus bairros, sendo a maior parte espaços já destinados ao cinema de verão. 

Prêmio principal foi anunciado em março

Os prêmios do público foram entregues neste domingo, último dia do chamado Festival de Verão que a Berlinale realizou neste ano, pela primeira vez.  

Os vencedores dos prêmios oficiais já haviam sido anunciados em março, após a edição virtual de apenas cinco dias, reservada ao setor profissional do cinema e à crítica. 

O longa-metragem Bad Luck Banging or Loony Porn, do diretor romeno Radu Jude, venceu o Urso de Ouro da Berlinale, o prêmio máximo da competição. 

Coprodução da Romênia com Luxemburgo, Croácia e República Tcheca, a comédia, escrita pelo diretor, que a definiu como um “cartoon político”, teve estreia internacional em Berlim e esteve no centro das atenções ao visar a corrupção e os vícios do país de origem, em forma de sátira. 

A segunda maior distinção, o Grande Prêmio do Júri, foi para o japonês Ryusuke Hamaguchi por Roda da Fortuna e Fantasia, enquanto o Urso de Prata pela melhor contribuição artística foi conquistado pelo mexicano Um filme policial, dirigido por Alonso Ruizpalacios. 

Por Deutsche Welle

bl (Lusa, ots)

Atriz Camila Amado morre aos 82 anos

Camila Amado, atriz
(Arquivo/Cesar Alves/TV Globo)

A atriz Camila de Hollanda Amado, ou simplesmente Camila Amado, morreu hoje (6), em decorrência de um câncer, aos 82 anos de idade. Camila era filha da educadora Henriette Amado com Gilson Amado, fundador da antiga TV Educativa, hoje TV Brasil. Dedicada ao teatro, estão entre seus maiores sucessos a comédia As Desgraças de uma Criança, o clássico romântico A Dama das Camélias e a tragédia Hamlet.

Camila estreou no cinema nos anos 70. Sua interpretação no filme O Casamento, baseado na obra de Nelson Rodrigues, dirigido pelo cineasta Arnaldo Jabor em 1976, deu à Camila o Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e o Prêmio Especial do Júri, no Festival de Gramado. Seu último filme foi De Perto ela Não É Normal, de Suzi Pires, em 2020.

Carioca, Camila começou a atuar, na televisão, em 1969, na novela Um Gosto Amargo de Festa, da TV Tupi. Seu último trabalho na televisão foi em Éramos Seis, em agosto de 2019, na TV Globo. Ela atuou ainda em produções como Tapas & BeijosA Casa das Sete MulheresSítio do Pica-pau Amarelo e Cordel Encantado.

A atriz foi casada com o jornalista Carlos Eduardo Martins, do qual ficou viúva no ano de 1968 e com quem teve dois filhos: a atriz Rafaela e Rodrigo Amado. Foi casada também com o ator Stepan Nercessian durante 14 anos.

Pelo Twitter, várias artistas homenagearam a atriz. O músico e ator Leo Jaime foi um dos que a homenageou: “Camilla Amado. Mestra dos palcos. Que linda história! Lembro dela dizendo: “decora o texto, respira na hora certa e não derruba o cenário”. Todo o meu afeto e respeito aos familiares e amigos. Que mulher!”

A também atriz Christine Fernandes se despediu de Camila: “À minha mestra com todo meu amor. Todos te esperam no instante exato em você nasce pra próxima. Te amo. Muitíssimo. Até breve.”

Por Alana Gandra, da Agência Brasil

‘A Última Floresta’ é um olhar de urgência pela proteção dos Yanomami, diz diretor

Depois de ser exibido em março no Festival de Berlim, filme sobre o povo Yanomami estreia no Brasil, neste domingo (18). A imagem acima é uma foto still do filme (Pedro J Márquez/via Amazônia Real)

Um jovem Yanomami se sente atraído pela sedução do minério e do ouro, ao encontrar um amigo na floresta. De volta à aldeia, fica pensativo e quieto, e Davi Kopenawa Yanomami logo percebe. Com tranquilidade e com a força de uma história de décadas de luta em defesa do território de seu povo e calejado por anos de ameaças e perseguições e perdas de muitos outros jovens para o garimpo, explica ao rapaz, tendo como companhia apenas o silêncio e a escuridão da noite, dentro da maloca:

“As mercadorias deles podem enfeitiçar a gente. Eles parecem bons. Querem ajudar. Mas quando você fica sozinho, ninguém se importa com você, e você passa fome. Tem fome e não tem o que caçar. Não te dão um lugar para dormir. Somente na nossa floresta você pode dormir em paz”. Esta declaração de alerta é um dos momentos mais fortes do filme “A Última Floresta”, dirigido por Luiz Bolognesi (de “Ex-Pajé”).

Depois da estreia mundial, no início de março, no Festival Internacional de Cinema de Berlim, exibido na mostra Panorama, “A Última Floresta” será exibido pela primeira no Brasil neste domingo (18), na 26ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, às 19h (horário de Brasília), transmitido gratuitamente pela plataforma de streaming Looke. A exibição online é limitada para 2 mil espectadores.

Nesta segunda-feira (19), para marcar o Dia do Índio, a produção do filme promoverá um debate transmitido pelas redes sociais da ong Instituto Socioambiental, a partir de 19h30 (horário de Brasília), com as presenças de Davi Yanomami, Ailton Krenak, Sonia Guajajara e Luiz Bolognesi.

“A Última Floresta” retrata a vida e os costumes do grupo Yanomami, e mostra como a presença ilegal da exploração do ouro no território, que voltou a crescer nos últimos dois anos, está colocando em risco a população indígena e a floresta. Desde 2019, os líderes Yanomami alertam para um novo e ameaçador aumento de garimpeiros no território. Somente em 2020, foram identificados 500 hectares de degradação ambiental causado pela atividade ilegal de extração de ouro.

Em entrevista à Amazônia Real, na última sexta-feira (16), Davi Yanomami, que assina a coautoria do roteiro junto com Bolognesi, disse que o propósito de ter aceitado que a história de seu povo fosse levado ao cinema foi chamar atenção para “o erro do povo da cidade”. “Quero mostrar para a sociedade não-indígena que nunca viu o povo Yanomami, de Roraima e do Amazonas, que nunca conheceu, nunca andou ou viu de perto, a realidade como vivemos”, disse ele. 

No filme, Davi Yanomami faz o mesmo alerta. “Os brancos não nos conhecem. Seus olhos nunca nos viram. Seus ouvidos não entendem nossas falas. Por isso, eu preciso ir lá onde vivem os brancos.”

Davi Kopenawa em foto de still do filme ‘A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi, sobre os Yanomami
(Pedro J Márquez/via Amazônia Real)

Davi Kopenawa Yanomami, que ficou a maior parte do período da pandemia da Covid-19, na aldeia Watoriki, está passando uma temporada em Boa Vista (RR), depois de tomar as duas doses da vacina contra a doença. Ele disse à reportagem que não pretende viajar ou participar de lançamentos presenciais.

O longa-metragem, de pouco mais de uma hora, costura uma narrativa que mistura o cotidiano do tempo presente, as ameaças do garimpo, a sedução do ouro e vai até às origens do povo, quando o criador Omama pescou com cipó Thuëyoma, um peixe em forma de mulher, e se apaixonou por ela. O casal gerou os Yanomami.

Aliás, a presença feminina é forte na produção. Em certo momento, uma das “personagens”, em trabalho coletivo de confecção de cestarias, diz às outras mulheres Yanomami: “Os antepassados não ensinam à toa. Criar uma associação de mulheres seria bom. Poderíamos trocar mais cestos por alimentos. Os cestos ensinados por Mamurona. Assim, poderemos depender menos dos homens. Nós, mulheres, podemos tecer mais, se estivermos juntas”, diz ela.

No trecho “fictício” do filme, o marido da jovem mulher Yanomami ‘desaparece’ na águas enquanto caçava, levado por um ser sobrenatural. Angustiada, pede ajuda dos pajés para resgatá-lo. “Os espíritos malignos têm muitas formas. Yawarioma , peixe em forma de mulher, pode ter atraído ele para o rio. Mas também pode ter sido levado pelo espírito maléfico do minério. Muitos foram embora assim”, diz Davi, enquanto conversa com um xamã mais idoso.

A ideia de levar para as telas a vida dos Yanomami partiu de Bolognesi, enquanto ele filmava com povo Paiter Suruí, em Rondônia, o filme “Ex-Pajé”. 

Filme sobre a força dos xamãs

  • O diretor de fotografia de Pedro J. Márquez durante às filmagens (Foto: Instagram de Luiz Bolognesi) 
  • O diretor de fotografia de Pedro J. Márquez durante às filmagens (Foto: Instagram de Luiz Bolognesi) 
  • Fotos de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)
  • Fotos de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)
  • Fotos de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)
  • Fotos de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)
  • Fotos de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)
  • Fotos de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)
  • Davi Kopenawa em foto de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)
  • Fotos de still do filme ‘A Última Floresta” de Luiz Bolognesi sobre os Yanomami (Foto: Pedro J Márquez)

“Eu estava fazendo um filme que mostrava o pajé oprimido pela igreja evangélica, destituído de sua potência, de seu poder político, científico e mitológico. E eu sei que em muitas aldeias, nações indígenas, há muita resistência e muito força dos xamãs, e concluí que eu precisava fazer um filme que mostrasse um lado oposto desse pajé, um lugar onde os xamãs estão potentes, no epicentro político, filosófico, científico e cosmológico daquele povo”, conta o diretor.

As filmagens aconteceram em cinco de semanas de imersão na comunidade Watoriki, na região do Demini, localizada no município de Barcelos (norte do Amazonas), na Terra Indígena Yanomami, antes da pandemia do novo Coronavirus.

A agência Amazônia Real também entrevistou o diretor que contou mais detalhes sobre o desenvolvimento do longa. Leia a seguir a entrevista na íntegra:

Luiz Bolognesi e Davi Kopenawa, durante as filmagens de “A Última Floresta” (Foto: reprodução Instagram)

Amazônia Real – Quais foram suas referências para criar o roteiro? 

Luiz Bolognesi – Eu acho que foi um filme meio anti-referências, eu quis esquecer todas as minhas referências e seguir o caminho que os Yanomamis e que o tempo indígena propõe. Talvez o que eu tinha de referência na cabeça um pouco é o “Esculpir o Tempo”, de Andrei Tarkovski [escritor russo], que justamente fala de olhar o tempo de um modo menos linear. O próprio livro “A Queda do Céu”, de Davi Kopenawa e Bruce Albert, me inspira muito e algumas reflexões antropológicas do [antropólogo francês] Pierre Clastres (1934-1977), me inspiravam, mas eu estava justamente procurando trabalhar em um ambiente de anti referência de partir de um ponto de vista indígena da narrativa oral, de que eles se apropriassem do filme e não o contrário.

Amazônia Real – Como aconteceu essa parceria de escrever o roteiro junto com o Davi Yanomami?

Luiz Bolognesi – E eu li “A queda do Céu” e já conhecia o Davi Kopenawa de entrevista, mas não pessoalmente, e eu decidi que seria com ele o filme, que eu gostaria que fosse com ele. A partir dali, quando eu terminei o “Ex-Pajé”, eu procurei o Davi e contei para ele eu queria fazer o filme, que eu gostaria que ele fosse protagonista, e mais que isso, que ele fizesse o roteiro comigo. Foi aí que ele me chamou para passar duas semanas lá em Watoriki, no território Yanomami, e a gente iniciou um relacionamento de muita troca, em uma busca juntos de uma dramaturgia. E esse foi o processo, uma abertura, eu me abrindo para ele e ele se abrindo para mim, e assim a gente construiu o filme.

Amazônia Real – Nos últimos anos os indígenas têm sofrido diversas ameaças, por conta de todo cenário político que o Brasil vive atualmente. Neste contexto, qual a importância do filme? O que você pretende com ele?

Luiz Bolognesi – O Davi sempre dizia que esse não é um filme de denúncia, é um filme de reconhecimento, de conexão. Ele dizia: ‘os brancos não nos conhecem, nos olham com preconceito. Eu queria que o filme fosse uma maneira de eles conhecerem mais os Yanomami, nos verem de dentro para fora, para poder estabelecer uma conexão’. Então é um filme de conexão, para apresentar a potência Yanomami. Mas também faz parte do dia a dia deles enfrentar esse momento político que é marcado por uma invasão de mais de 20 mil garimpeiros no território Yanomami, uma invasão ilegal, já que o território é legalmente constituído.

Tudo isso está no filme e a gente acha que como o filme está tendo uma carreira, e esse é o nosso objetivo. [Uma carreira] internacional muito forte e uma carreira muito potente no Brasil. Vai ser importante para conectar a opinião pública, os brancos, os não-indígenas, a mídia, inclusive o poder público, o Congresso, o Executivo e a Justiça com a verdade Yanomami, com a potência dos Yanomami, com a necessidade de preservar os territórios deles.

Amazônia Real – Por que o nome “A Última Floresta”? Qual o significado dessa escolha?

Luiz Bolognesi – É um nome que a gente acha que vende a urgência e a importância desse filme. Nós sabemos que recentemente a gente está tendo vários retrocessos na política ambiental, a gente acabou de ver um chefe da polícia federal [delegado Alexandre Saraiva, da PF do Amazonas] ser demitido porque ele se lançou em defesa das florestas da Amazônia, do meio ambiente e dos biomas amazônicos, e a gente está vivendo um governo que está atropelando tudo isso. “A Última Floresta” traz poeticamente um olhar de urgência. Precisamos olhar para os Yanomami, não tem floresta preservada sem povos indígenas dentro dela.

Amazônia Real – Quando será a estreia oficial? Será exibido em alguma plataforma de streaming?

Luiz Bolognesi – A pré-estreia acontece neste domingo (18), às 19h (horário de Brasília), no Festival É Tudo Verdade. Depois disso a gente não sabe ainda, provavelmente em junho e julho, vamos ter algumas sessões em cinema, se a pandemia permitir. Se não, o caminho do filme terá que ser streaming. Já tem canais com interesse em fazer um lançamento mundial do filme, afinal, ele está indo para muitos festivais fora do Brasil. Ele estreou no Festival de Berlim, um dos festivais mais importantes do mundo. Ele está em Visions du Rée, na Suíça, em seguida em vai para o Hot Docs, em TorontoJá tem convites para festivais de Barcelona, na Índia, África do Sul, Coreia do Sul e Áustria, o filme está rodando o mundo. (Colaborou Elaíze Farias)

Assista ao trailer do filme:

Por Luana Piotto, da Amazônia Real

“Delicadeza é Azul” chega à TV e ao streaming; Veja o Trailer

Depois de passar por cinemas do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, entre outras capitais, o filme “Delicadeza é Azul”, dirigido por Yasmin Garcez e Sandro Arieta, estreia dia 29 de março no GNT e também estará disponível no streaming. O longa-metragem, que aborda o autismo de forma lúdica e mostra os principais desafios do transtorno, poderá ser assistido pelos assinantes da Globoplay a partir de hoje (29) e, na TV linear, será exibida no canal GNT no mesmo dia, à 0h, logo após o programa “Papo de Segunda”.

O documentário conta com depoimentos de artistas convidados que explicam sobre o que seria o valor funcional e poético dos cinco sentidos: o cantor Ney Matogrosso fala sobre a audição, Bob Wolfenson, fotógrafo, sobre a visão, Roberta Sudbrack, chef, sobre paladar, a perfumista Veronika Kato sobre olfato e, por fim, a artista plástica Suzana Queirosa conversa sobre o tato.

Sinopse

“Delicadeza é Azul” sensibiliza o público para um novo olhar sobre o Transtorno do Espectro Autista. Através de entrevistas com crianças de diferentes níveis do espectro, seus familiares, terapeutas, professores e artistas, o filme questiona ludicamente, o que significa no mundo de hoje, uma comunicação relevante através dos cinco sentidos humanos. Cheio de poesia e emoção, o filme vai além das dificuldades práticas da síndrome, gerando reflexão sobre o valor do respeito, do amor e da delicadeza como elementos transformadores de uma realidade que nos chama para uma conscientização cada vez mais urgente de que ser diferente é normal.

Vilão de 007, morre o ator Yaphet Kotto

Yaphet Kotto morreu aos 81 anos (Reprodução)

O ator Yaphet Kotto, conhecido por papéis em “007: Viva e Deixe Morrer” e “Alien: O Oitavo Passageiro”, morreu na noite do último domingo (14), aos 81 anos. A informação foi dada por sua esposa, Sinahon Thessa, em postagem em rede social. A causa da morte não foi revelada.

Na publicação, Sinahon escreveu: “Estou triste e ainda em choque com o falecimento do meu marido, Yaphet, com quem eu estava há 24 anos. Ele morreu ontem à noite por volta das 22:30, horário das Filipinas.

Este é um momento de dor para mim informar a todos os fãs, amigos e familiares do meu marido”.

“Ainda tínhamos muitos planos, muitas entrevistas marcadas e ofertas de filmes, como ‘G. I. Joe’ e um filme de Tom Cruise, e outros. Ainda tinha planos para lançar o teu livro e construir uma organização religiosa baseada nos Ensinamentos de Yogananda. Interpretou vilões em alguns dos seus filmes mas, para mim, é um verdadeiro herói, e para muitas pessoas também”, contou.

Yaphet nasceu em Nova York, era filho de um imigrante camaronês e de uma enfermeira do Exército americano. O ator estreou sua carreira profissional em 1960, na peça teatral de Shakespeare “Otelo”,no Harlem. Depois, atuou na Broadway e foi para o cinema e para a televisão, onde acumula mais de 100 obras na filmografia. 

Kotto foi o primeiro vilão negro na série de James Bond, onde atuou como o ditador Dr. Kananga em “Com 007 Viva e Deixe Morrer”. Também interpretou o engenheiro espacial Dennis Parker no clássico da ficção científica “Alien, O Oitavo Passageiro”, de Ridley Scott, e atuou junto de Arnold Schwarzenegger no filme “O Sobrevivente”.

Por TV Cultura

Globo de Ouro divulga lista dos indicados

(Reprodução)

Nesta terça-feira (03), a Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA), anunciou os indicados ao Globo de Ouro 2021, prêmio que homenageia os melhores profissionais em cinema e TV. A cerimônia, que costuma acontecer nas primeiras semanas do ano, foi adiada por conta da pandemia de Covid-19 e acontecerá no dia 28 de fevereiro.

Os indicados serão anunciados por Sarah Jessica Parker e a Taraji P. Henson. Os homenageados já foram confirmados: Jane Fonda ficou com o Prêmio Cecil B. de Mille e Norman Lear receberá o Prêmio Carol Burnett.

Um dos destaques da lista foi a indicação póstuma de Chadwick Boseman por “A Voz Suprema do Blues”. O filme “Mank” e a série “The Crown” também se destacaram por liderarem as indicações com seis citações, cada um.

Confira a seguir a lista de indicados ao Globo de Ouro 2021:

Cinema

Melhor Filme – Drama

“Meu Pai”

“Mank”

“Nomadland”

“Bela vingança”

“Os 7 de Chicago”

Melhor filme – Musical ou comédia

“Borat: fita de cinema seguinte”

“Hamilton”

“Palm Springs”

“Music”

“A Festa de Formatura”

Melhor diretor 

Emerald Fennell — Bela Vingança

David Fincher — Mank

Regina King — Uma noite em Miami…

Aaron Sorkin — Os 7 de Chicago

Chloé Zhao — Nomadland

Melhor atriz de filme – Drama

Viola Davis — Ma Rainey’s Black Bottom

Andra Day — The United States vs. Billie Holiday

Vanessa Kirby — Pieces of a Woman

Frances McDormand — Nomadland

Carey Mulligan — Bela vingança

Melhor ator de filme – Drama

Riz Ahmed (“O som do silêncio”)

Chadwick Boseman (“A voz suprema do blues”)

Anthony Hopkins (“Meu pai”)

Gary Oldman (“Mank”)

Tahar Rahim (“The Mauritanian”)

Melhor atriz de filme – Musical ou comédia

Maria Bakalova (“Borat: Fita de cinema seguinte”)

Michelle Pfeiffer (“French Exit”)

Anya Taylor-Joy (“Emma”)

Kate Hudson (“Music”)

Rosamund Pike (“I Care a Lot”)

Melhor ator de filme – Musical ou comédia

Sacha Baron Cohen (“Borat: fita de cinema seguinte”)

James Corden (“A Festa de Formatura”)

Lin-Manuel Miranda (“Hamilton”)

Dev Patel (“The Personal History of David Copperfield”)

Andy Samberg (“Palm Springs”)


Melhor ator coadjuvante

Sacha Baron Cohen (“Os sete de Chicago”)

Daniel Kaluuya (“Judas and the Black Messiah”)

Jared Leto (“The Little Things”)

Bill Murray (“On the Rocks”)

Leslie Odom, Jr. (“Uma noite em Miami”)

Melhor atriz coadjuvante:

Glenn Close (“Era uma vez um sonho”)

Olivia Colman (“Meu pai”)

Jodie Foster (“The Mauritanian”)

Amanda Seyfried (“Mank”)

Helena Zengel (“News of the World”)

Melhor filme em língua estrangeira

“Another Round” (“Druk”) – Dinamarca

“La Llorona” – Guatemala / França

“Rosa e Momo (“The Life Ahead” ou “La vita davanti a sé”) – Itália

“Minari” – EUA

“Nós duas” (“Two of Us” ou “Deux”) – França e EUA

Melhor animação:

“Os Croods 2: Uma Nova Era”

“Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica”

“A caminho da Lua”

“Soul”

“Wolfwalkers”

TV

Melhor atriz em série – drama

Emma Corrin (“The Crown”)

Olivia Colman (“The Crown”)

Jodie Comer (“Killing Eve”)

Laura Linney (“Ozark”)

Sarah Paulson (“Ratched”)

Melhor ator em série de TV – drama

Jason Bateman (“Ozark”)

Josh O’Connor (“The Crown”)

Bob Odenkirk (“Better Call Saul”)

Al Pacino (“Hunters”)

Matthew Rhys (“Perry Mason”)

Melhor série – Drama

“The Crown”

“Lovecraft Country”

“The Mandalorian”

“Ozark”

“Ratched

Melhor série – Musical ou comédia

Emily In Paris

The Flight Attendant

The Great

Schitts Creek

Ted Lasso

Melhor atriz em série de TV – Musical ou comédia

Lily Collins (“Emily in Paris”)

Kaley Cuoco (“The Flight Attendant”)

Elle Fanning (“The Great”)

Jane Levy (“Zoey’s Extraordinary Playlist”)

Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”)

Melhor atriz em série limitada ou filme para TV

Cate Blanchett (“Mrs. America”)

Daisy Edgar-Jones (“Normal People”)

Shira Haas (“Unorthodox”)

Nicole Kidman (“The Undoing”)

Anya Taylor-Joy (“O Gambito da Rainha”)

Melhor série limitada ou filme para TV

“Normal People”

“The Queen’s Gambit”

“Small Axe”

“The Undoing”

“Unorthodox”

Melhor atriz coadjuvante em série

Gillian Anderson – “The crown”

Helena Boham Carter – “The crown”

Julia Garner – “Ozark”

Annie Murphy – “Schitt’s creek”

Cynthia Nixon – “Ratched”

Melhor ator em série limitada ou filme para TV

Bryan Cranston (“Your Honor”)

Jeff Daniels (“The Comey Rule”)

Hugh Grant (“The Undoing”)

Ethan Hawke (“The Good Lord Bird”)

Mark Ruffalo (“I Know This Much Is True”)

Por TV Cultura

Filme ‘Bacurau’ é indicado ao Spirit Awards

(Reprodução)

O longa brasileiro ‘Bacurau’ (2019) é um dos indicados a Melhor Filme Internacional na edição de 2021 do Independent Spirit Awards. Considerada o Oscar dos filmes independentes, a premiação teve sua lista de concorrentes divulgadas nesta terça-feira (26). 

Os longas The Disciple, produzido na Índia, Night of the Kings, da Costa do Marfim, Preparations to be Together for an Unknown Period of Time, da Hungria e Quo Vadis, Aida?, da Bósnia e Herzegovina disputam o título com o filme de Kleber Mendonça e Juliano Dornellas.

Os ganhadores serão anunciados no dia 23 de abril.

Em dezembro de 2020, ‘Bacurau’ foi eleito o Melhor Filme Estrangeiro pelo New York Film Critics Awards.

Por TV Cultura

Com Ney Matogrosso, ‘Delicadeza é Azul’ traz reflexão sobre autismo

(Marcelo Tabach/Divulgação)

“Não existe em lugar nenhum onde esteja determinado que uma coisa seja normal e outra coisa seja anormal. Eu sempre fui transgressor”. São com essas palavras, entre outras, que o artista Ney Matogrosso dá a sua opinião sobre o que é considerado “normal” e “anormal” no documentário “Delicadeza é Azul”, que estreia nos cinemas de diversas capitais do Brasil no dia 14 de janeiro (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Fortaleza, Palmas, Porto Alegre, Salvador e Goiânia). O longa-metragem, dirigido por Yasmin Garcez e Sandro Arieta, traz um panorama sobre o autismo e promove uma reflexão através de depoimentos com famílias que convivem com o Transtorno do Espectro Autista, professores, terapeutas, médicos e artistas.

O filme mostra também os desafios, tanto dos familiares, quanto de especialistas, em busca do melhor tratamento, como também questões que abordam a inclusão escolar e na sociedade como um todo. “Quis fazer este filme porque acho que no Brasil temos poucos produtos audiovisuais que abordam esta questão e sabemos que o quanto antes o diagnóstico for dado para as crianças, melhores chances de desenvolvimento elas terão no decorrer da sua vida”, afirma a diretora Yasmin Garcez.

‘Delicadeza é Azul’ questiona, de forma lúdica, o que significa no mundo de hoje uma comunicação relevante através dos cinco sentidos humanos. Na construção dessa narrativa, artistas convidados explicam sobre o que seria o valor funcional e poético de cada um deles: o cantor Ney Matogrosso fala sobre a audição, Bob Wolfenson, fotógrafo, sobre a visão, Roberta Sudbrack, chef, sobre paladar, a perfumista Veronika Kato sobre olfato e, por fim, a artista plástica Suzana Queirosa conversa sobre o tato.

Com muita poesia e emoção, o roteiro vai além das dificuldades práticas da síndrome e chama para uma conscientização cada vez mais urgente de que ser diferente é normal. “O filme nasceu em 2015, em uma época que eu comecei a assistir alguns documentários estrangeiros sobre o autismo. É um tema que sempre me chamou a atenção. São pessoas que colocam uma lente de aumento sobre os cinco sentidos e isso é muito forte. Pode ser muito potente e, ao mesmo tempo, pouco funcional para quem vive o Transtorno”, diz Yasmin. Produzido pela Ubuntu Filmes e coproduzido pela Afinal Filmes, o documentário terá lançamento nos cinemas no dia 14 de janeiro e também conta com direção de Sandro Arieta. A distribuição é da Pipa Pictures.