Agronegócio bate novo recorde e atinge R$ 470,5 bilhões em 2020

(Jonas Oliveira/ANPr/via Fotos Públicas)

O valor da produção agrícola do país em 2020 bateu novo recorde e atingiu R$ 470,5 bilhões, 30,4% a mais do que em 2019. A produção agrícola nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou, no ano passado, a 255,4 milhões de toneladas, 5% maior que a de 2019, e a área plantada totalizou 83,4 milhões de hectares, 2,7% superior à de 2019.

Os dados constam da publicação Produção Agrícola Municipal (PAM) 2020, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Com a valorização do dólar frente ao real, houve também um crescimento na demanda externa desses produtos, o que causou impacto direto nos preços das principais commodities, que apresentaram significativo aumento ao longo do ano. Como resultado, os dez principais produtos agrícolas, em 2020, apresentaram expressivo crescimento no valor de produção, na comparação com o ano anterior”, explicou o IBGE.

A cultura agrícola que mais contribuiu para a safra 2020 foi a soja, principal produto da pauta de exportação nacional, com produção de 121,8 milhões de toneladas, gerando R$ 169,1 bilhões, 35% acima do valor de produção desta cultura em 2019.

Em segundo lugar no ranking de valor, veio o milho, cujo valor de produção chegou a R$ 73,949 bilhões, com alta de 55,4% ante 2019. Pela primeira vez desde 2008, o valor de produção do milho superou o da cana-de-açúcar (R$ 60,8 bilhões), que caiu para a terceira posição. A produção de milho cresceu 2,8%, atingindo novo recorde: 104 milhões de toneladas.

O café foi o quarto produto em valor de produção, atingindo R$ 27,3 bilhões, uma alta de 54,4% frente ao valor de 2019. Já a produção de café chegou a 3,7 milhões de toneladas, com alta de 22,9% em relação ao ano anterior, mantendo o Brasil como maior produtor mundial.

No ano passado, Mato Grosso foi o maior produtor de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, seguido pelo Paraná, por Goiás e o Rio Grande do Sul.

Em relação ao valor da produção, Mato Grosso, destaque nacional na produção de soja, milho e algodão, continua na primeira posição no ranking, aumentando sua participação nacional para 16,8%, novamente à frente de São Paulo, destaque no cultivo da cana-de-açúcar. O Paraná, maior produtor nacional de trigo e segundo de soja e milho, ocupou, em 2020, a terceira posição em valor de produção, à frente de Minas Gerais, destaque na produção de café.

“O Rio Grande do Sul, que teve a produtividade de boa parte das culturas de verão afetadas pela estiagem prolongada no início de 2020, apresentou retração de 6,9% no valor de produção agrícola, caindo para a quinta posição no ranking, com participação nacional de 8,1%”, informou o IBGE,

Os 50 municípios com os maiores valores de produção agrícola do país concentram 22,7% (ou R$ 106,9 bilhões) do valor total da produção agrícola nacional. Desses 50 municípios, 20 eram de Mato Grosso, seis da Bahia e seis de Mato Grosso do Sul.

Sorriso (MT) manteve a liderança entre os municípios com maior valor de produção: R$ 5,3 bilhões, ou 1,1% do valor de produção agrícola do país. Em seguida, vieram São Desidério (BA), com R$ 4,6 bilhões, e Sapezal (MT) com R$ 4,3 bilhões.

Por Ana Cristina Campos, da Agência Brasil

É possível obter renda extra investindo na bolsa de valores?

É possível obter renda extra investindo na bolsa de valores?

Ganhar mais dinheiro é algo que atrai qualquer pessoa. O difícil é entender como fazer para conseguir esse objetivo. A Bolsa de Valores é vista por muitos como o ambiente propício para isso, já que nela são negociados ativos de empresas dos mais diferentes portes. O investidor que se associa a projetos com potencial de crescimento pode acompanhar esse sucesso e obter renda extra. 

É possível obter renda extra investindo na bolsa de valores?
Foto: standret/Freepik

O mais interessante é que isso não é possível apenas em estratégias de longo prazo. A lógica da Bolsa permite que os resultados sejam alcançados mesmo em movimentações rápidas, como é o caso do day trade. A questão é saber como lidar com esses diferentes tipos de operações para fazer disso um meio de obtenção de renda. 

Formas de obter renda extra investindo em ações 

A maneira mais conhecida de aumentar seu patrimônio na Bolsa de Valores é investindo com foco em dividendos. Nesse caso, o investidor aplica seu dinheiro em companhias que apresentam 

potencial de crescimento futuro, além de bom histórico de repasses para os acionistas. 

Além disso, investidores podem também alugar ações, ou seja, ceder ativos para operadores que procuram retorno no curto prazo. Essa é uma prática mais arriscada, já que a pessoa que aluga um ativo, faz isso acreditando que ele vai se desvalorizar. Assim ela vende o ativo alugado e compra depois por um valor mais baixo, o que justifica a operação. No fim, quem alugou recebe o dinheiro do aluguel e quem fez o aluguel lucra com a diferença entre o valor da venda e o que investiu. 

Outra possibilidade é por meio dos fundos imobiliários, já que eles também oferecem o pagamento de dividendos. Nesse caso, a renda extra vem quando o fundo vende ou recebe o aluguel de um empreendimento. Com o dinheiro em mãos, parte desse valor é repassado para os cotistas. 

Riscos com esse tipo de movimentação 

Investir na Bolsa de Valores é algo que oferece riscos. Por isso, é preciso ter atenção a eles para evitar prejuízos na busca por renda extra. 

De uma maneira geral, ativos de renda variável se diferenciam dos de renda fixa porque não apresentam um mecanismo de segurança tão rígido, como é o caso do Fundo Garantidor de Créditos, responsável por reparar os prejuízos de investidores em aplicações como o CBD, por exemplo. Ao investir em ação, é preciso confiar na credibilidade da instituição em questão, por isso, vale a pena ter uma atenção maior ao seu histórico e nas possibilidades que ela apresenta para o futuro. 

É importante ainda considerar os riscos de liquidez, de mercado, das empresas e também das corretoras, pois um bom investimento é feito quando o investidor analisa todos esses aspectos antes de aplicar seu dinheiro. 

Tendências atuais da Bolsa de Valores

Para o investidor iniciante, o mais importante é entender que, com os cuidados para não entrar no mercado de renda variável do jeito errado, ele pode sim obter renda extra. Ainda mais se for capaz de compreender o potencial de determinados ativos.

É o caso dos já citados fundos imobiliários, uma vez que nesse caso sequer é necessário ser um grande conhecedor do mercado para participar de projetos de grande porte. Por se tratar de um fundo de investimento, o chamado FII permite que o investidor adquira cotas de fundos que investem em empreendimentos como shoppings, galpões empresariais e hospitais. 

Além disso, o investidor que pretende ir além, se tornando acionista de grandes empresas, pode investir na compra direta de ações de companhias enormes, por preços realmente atrativos. Isso porque no mercado fracionário é possível comprar unidades de ações para ir aos poucos formando um portfólio robusto e diversificado. A diversificação é uma recomendação dos grandes investidores, já que com ela é possível se associar a projetos de diferentes mercados, sem se expor sempre ao mesmo risco. 

Tipos de ações e maneiras de investir 

Ações podem ser de diferentes tipos. Tudo depende da forma como a empresa permite que seus acionistas participem do negócio. Para o investidor iniciante, o mais importante é diferenciar ações ordinárias das preferenciais. As ações ordinárias são aquelas que permitem que o acionista vote nas assembleias da empresa. Já as preferenciais dão prioridade aos investidores na distribuição dos repasses feitos pela companhia. 

No geral, as movimentações se dão por meio do código que identifica cada ação no Home Broker, que é o sistema que coloca o investidor em contato com a Bolsa de Valores, É preciso indicar a quantidade de ações que pretende comprar, sejam elas ordinárias ou preferenciais. 

Na prática, esse é um procedimento simples. Com saldo em sua conta na plataforma da corretora, basta enviar a ordem de compra ou de venda para adquirir ou se desfazer dos ativos.

Evolução do Open Banking deve beneficiar setor de fomento mercantil

O Open Banking, novo sistema que acompanha a transformação digital e o uso de novas tecnologias com novidades para o mercado financeiro, avança mais uma etapa nesta sexta-feira (13), quando tem início a fase 2. Esse sistema financeiro aberto, que consiste no compartilhamento de dados e serviços entre instituições financeiras e instituições de pagamento reguladas pelo Banco Central (Bacen), pretende tornar o sistema financeiro do país mais competitivo e inclusivo, gerando benefícios ao consumidor final.

Até o fim do ano, o Bacen prevê o Open Finance, ou seja, uma ampliação do Open Banking que vai abarcar outras empresas não integrantes do Sistema Financeiro Nacional com o intuito de compartilhar os dados e serviços. Entre os beneficiados, o segmento de fomento mercantil. De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Factoring de Minas Gerais (Sindisfac-MG) e sócio-diretor da Simples Antecipação de Recebíveis, Roberto Ribeiro, essa abertura gera transparência e fomenta a competição no mercado, favorecendo todos os participantes, inclusive o factoring.

Com isso, o Open Banking colabora positivamente para o desempenho do segmento de fomento mercantil. “Quanto mais abertura e transparência, mais informações sobre operações de crédito podem chegar às empresas do nosso segmento, o que pode melhorar sensivelmente a análise de crédito de nossa clientela’’, explica Roberto Ribeiro.

A partir disso, esse sistema financeiro proporciona vantagens aos empresários do segmento de factoring. ‘’A simetria de informações gera um ambiente econômico mais assertivo e reduz o risco de crédito, o que implica em redução do spread bancário e em um melhor acesso ao crédito para o empresário’’, comenta o presidente do Sindisfac-MG.

A implantação do Open Banking vai nivelar o acesso à informação e incentivar uma maior dinamização da economia, com mais abertura, concorrência, transparência e, principalmente, condições melhores para os clientes, que vão poder escolher opções de créditos e serviços que atendam às suas necessidades e seus objetivos, além de permitir que os consumidores utilizem seus dados financeiros para ter acesso a vantagens, como, por exemplo, taxas mais competitivas.

A segunda fase do Open Banking, a partir deste mês, vai permitir o compartilhamento padronizado de dados pessoais pelas instituições participantes. Segundo a diretora da PwC Brasil, Elisa Simão, ao prever o compartilhamento dos dados, essa fase vai promover a abertura do sistema financeiro, tirando a exclusividade da instituição da qual o cliente é correntista na oferta de serviços financeiros. “Com isso, deveremos ter produtos mais assertivos e uma atuação de players que não são apenas os tradicionais do setor financeiro, entre eles fintechs e empresas financeiras mais regionalizadas, que agora poderão atuar em novas praças”, comenta.

Evolução do Open Banking deve beneficiar setor de fomento mercantil
Roberto Ribeiro, presidente do Sindicato das Empresas de Factoring de Minas Gerais (Sindisfac-MG)

Fundos imobiliários continuam sendo boas opções?

Fundos imobiliários continuam sendo boas opções?

Os brasileiros estão investindo mais em fundos de investimento imobiliários (FIIs). De acordo com dados da B3, até maio deste ano, 1,37 milhão de investidores pessoas físicas que aplicaram recursos optaram pela modalidade. O número é mais do que o dobro do verificado há dois anos. Em 2019, esse total era de 645 mil indivíduos.

Fundos imobiliários continuam sendo boas opções?
Foto: Kaique Rocha/Pexels

O aumento do interesse pelos FIIs pode ser justificado tanto pela conjuntura nacional quanto pelos atrativos inerentes ao investimento. Com o avanço da imunização da população contra a Covid-19 e a redução das taxas de juros, a economia dá sinais de aquecimento, o que reflete no aumento da demanda do setor imobiliário.

Por serem investimentos de renda variável, os FIIs possibilitam rendimentos mais altos. Além dessa vantagem, são opções que não exigem um grande aporte inicial e garantem mais tranquilidade ao investidor, já que a gestão é terceirizada.

Em comparação com o investimento direto em imóveis, os FIIs apresentam maior liquidez, isto é, mais facilidade para resgatar o dinheiro em espécie. Há duas formas de lucrar com esse tipo de fundo: por meio da renda mensal correspondente ao valor de um aluguel ou pela compra e venda de cotas. A primeira opção é isenta do Imposto de Renda, enquanto a segunda é tributada.

Como investir em FIIs

Há diferentes tipos de fundos imobiliários para investir. Para começar é preciso pesquisar sobre cada um deles e definir qual é o mais interessante.

Os fundos que investem em construções ou imóveis prontos são chamados de “fundos de tijolo”. Nessa opção, o investidor lucra com a compra, a venda e/ou o aluguel das unidades. Já os “fundos de papel” são aqueles que investem em títulos emitidos por empresas para financiar o setor imobiliário. E, por fim, há os “fundos de fundos”, que atuam na compra de cotas de FIIs que consideram lucrativos.

Assim como as ações, os FIIs são negociados na Bolsa de Valores. Após a escolha, o investidor deve acessar a plataforma home broker e efetuar a aplicação. O procedimento é simples, feito pela própria internet.

Os FIIs nascem abertos com a proposta de captar investidores. Passada essa fase inicial, eles são fechados. Por isso, quem deseja participar após esse período de captação deve comprar cotas. Já o investidor que quiser deixar o investimento precisa vender sua cota.

Reforma Tributária pode mudar tributação sobre FIIs

A segunda fase da Reforma Tributária trouxe apreensão aos investidores dos FIIs. O texto original, apresentado ao Congresso Nacional no dia 25 de junho, estabelecia o fim da isenção do imposto de renda sobre os rendimentos. A proposta era criar uma cobrança única de 15%.

A reação do mercado foi imediata. No mesmo dia, houve retração de 2,13% do Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários da B3 (Ifix). Na ocasião, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) confirmou a insatisfação com a proposta e comunicou que pediria alterações no documento. Uma nova versão do projeto da reforma foi apresentada no dia 13 de julho pelo deputado Celso Sabino (PSDB/PA). O texto mantém a isenção do imposto de renda e tem previsão de seguir para tramitação em agosto.

O que você precisa saber antes de investir em dólar

O que você precisa saber antes de investir em dólar
O que você precisa saber antes de investir em dólar
Foto: Anna Nekrashevich/Pexels

A valorização do dólar frente ao real cria um cenário favorável para os brasileiros investirem na moeda norte-americana. De acordo com especialistas do mercado de capitais, trata-se de uma opção que pode ser bastante atrativa, considerando o perfil e o momento vivido pelo investidor. Por isso, é recomendável analisar algumas questões antes de escolher onde e como começar.

Com a cotação do dólar a R$ 5,27, conforme apuração feita em 12 de julho, investir na moeda pode ser interessante para quem busca diversificar a carteira de aplicações; pretende gastar dinheiro no exterior e quer proteger-se das oscilações; tem um perfil mais arrojado para investir em renda variável e não vai precisar do dinheiro em um curto prazo de tempo.

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingos, explica o passo a passo para quem vai investir em 2021. A primeira ação é definir a finalidade com que se busca o investimento e, em seguida, qual é o dinheiro disponível para fazê-lo.

Com essas informações, os passos seguintes são analisar o tempo que se tem para alcançar o objetivo para o qual está investindo e a tolerância aos riscos. Ele destaca que os investimentos que oferecem maior retorno financeiro são, também, os mais arriscados.

Outra orientação do especialista é diversificar a carteira, fazendo algum investimento internacional, como forma de destinar uma parte do recurso disponível à proteção da moeda, tendo em vista as consecutivas altas do dólar.

Conheça as opções disponíveis no mercado

Há diferentes tipos de investimento em dólar. Conhecer as opções disponíveis no mercado e suas particularidades é necessário para uma escolha mais assertiva e compatível com o perfil do investidor.

Os fundos de investimento cambial destinam até 80% do patrimônio em ativos em dólar. É uma oportunidade de proteger os recursos contra futuras variações da moeda, sendo uma opção indicada para quem pretende viajar ao exterior, por exemplo. Há cobrança de Imposto de Renda e de taxa de administração.

O mercado futuro também é uma opção aos investidores. Neste caso, são negociados contratos futuros de dólar, que podem ser mini ou cheios. Na prática, o investidor irá comprar ou vender um ativo em uma data futura com o valor pré-estabelecido. O retorno financeiro está atrelado à valorização da moeda. A tributação segue as alíquotas de investimentos em renda variável.

Outra alternativa é a compra de ações de empresas estrangeiras ou brasileiras que são exportadoras e, por isso, têm boa parte da receita em dólar. É um procedimento que pode oferecer alto retorno financeiro, mas é mais arriscado, sendo destinado aos investidores que têm perfil arrojado. Antes de buscar essa opção, é aconselhável estudar o mercado de capitais e procurar o auxílio de um profissional.

De olho nas oportunidades

Apesar das incertezas diante da pandemia da Covid-19, o cenário macroeconômico dá sinais de que investir em dólar continuará sendo uma boa opção pelos próximos meses, o que confere mais segurança, apesar dos riscos inerentes à renda variável. No entanto, o desafio principal imposto ao investidor é manter-se atento aos impactos da economia global ao mercado de capitais para saber até quando essa opção seguirá atrativa.

Mercado financeiro eleva projeção para expansão do PIB

Com base em consultas a instituições financeiras, o Banco Central elevou de 4,85% para 5% a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, para 2021. 

As estimativas constam do boletim Focus de hoje (21), divulgado semanalmente pelo BC, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2023 e 2024, o mercado financeiro a projeção é de expansão do PIB em 2,50%.

Para 2022, houve um recuo na expectativa, com um crescimento anual menor do que o projetado há uma semana. A projeção caiu de 2,2% para 2,1%. 

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,82% para 5,90%. Para 2022, a estimativa de inflação se manteve em 3,78%. Tanto para 2023 como para 2024, a previsão para o índice se mantém em 3,25%. 

A estimativa para 2021 supera o limite da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

O centro da meta de inflação para 2022 é 3,50% e para 2023, 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos.

Taxa de juros

O principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação é a taxa básica de juros (Selic), que é fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A previsão das instituições financeiras para a Selic em 2021 registrou alta, passando dos 6,25% previstos há uma semana para 6,50%, conforme o boletim Focus desta semana. O mesmo índice é esperado para 2022, 2023 e 2024.

Câmbio

Com relação ao valor do dólar, a expectativa do mercado para o valor da moeda norte-americana está menor do que a registrada na semana passada, passando de R$ 5,18 para R$ 5,10. Para os três anos seguintes, a projeção  é estável, em R$ 5,20 para 2022; em R$ 5,10 para 2023 e em R$ 5 para 2024.

Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

Cesta básica fica mais cara em 14 capitais, diz Dieese

(Geraldo Bubniak/AEN/via Agência Brasil)

Em maio, o custo médio da cesta básica ficou mais alto em 14 das 17 capitais brasileiras que são analisadas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, estudo divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mês passado, a cesta só ficou mais barata em Campo Grande (-1,92%) e Aracaju (-0,26%).

O Dieese analisou, mas não divulgou o custo médio da cesta básica de Belo Horizonte, por mudança na metodologia.

A capital que apresentou a maior alta no mês foi Natal (4,91%), seguida por Curitiba (4,33%) e Salvador (2,75%).

Entre as capitais analisadas, a cesta mais cara foi a de Porto Alegre, onde o custo médio dos produtos básicos somou R$ 636,96. Em seguida aparecem São Paulo (R$ 636,40), Florianópolis (R$ 636,37) e Rio de Janeiro (R$ 622,76). A cesta mais barata foi a de Aracaju, cujo preço médio encontrado foi de R$ 468,43.

Com base na cesta mais cara, registrada em Porto Alegre, o Dieese estimou que o salário mínimo do país deveria ser de R$ 5.351,11, valor que corresponde a 4,86 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

Dia dos namorados deve impulsionar vendas com cartão, diz fintech

(Arquivo/Agência Brasil)

Sendo uma das cinco datas comemorativas mais importantes para o varejo, o Dia dos Namorados deve apresentar crescimento nas vendas neste ano em relação a 2020. De acordo com estimativas da Acqio, divulgada em nota à imprensa, o varejo deve observar uma alta no volume de transações processadas por cartão de crédito e débito de 7% na semana que antecede o evento, e de 18% somente no dia 12 de junho – ante o ano anterior.

“A projeção da fintech brasileira de soluções de pagamentos e adquirência segue em linha com o esperado pelo comércio brasileiro”, diz a nota.

Ainda segundo dados da Acqio, o tíquete médio dos pedidos deve somar R$ 71 na data deste ano, com o segmento de vestuário, como roupas e sapatos, se destacando. Itens relacionados à alimentação também devem ter alta no número de vendas, aponta comunicado.

“Mesmo em meio à pandemia, estamos observando uma retomada forte do varejo e do uso do plástico como meio de pagamento preferencial”, afirma Felipe Valença, CEO da Acqio.

Instituições financeiras elevam previsão de crescimento do PIB para 4,36%

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a projeção para a expansão da economia brasileira pela sétima semana consecutiva. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 3,96% para 4,36%.

Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do PIB passou de 2,25% para 2,31%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,50%.

As estimativas estão no boletim Focus de hoje (7), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC, em Brasília, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,31% para 5,44%, na nona alta consecutiva.

A estimativa para 2021 supera o limite da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Para 2022, a estimativa de inflação foi ajustada de 3,68% para 3,70%. Tanto para 2023 como para 2024 a previsão para o índice é de 3,25%.

O centro da meta de inflação para 2022 é 3,50% e para 2023, 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 3,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic termine 2021 em 5,75% ao ano. Para o fim de 2022, 2023 e 2024, a estimativa é de que a taxa básica encerre estes períodos em 6,5% ao ano.

Câmbio

A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 5,30 para o final deste ano e de 2022.

Mercado prevê crescimento econômico de 3,96% neste ano

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) elevaram a projeção para a expansão da economia brasileira pela sexta semana consecutiva. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 3,52% para 3,96%.

Para o próximo ano, a estimativa de crescimento do PIB caiu de 2,30% para 2,25%, na segunda redução consecutiva. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,50%.

As estimativas estão no boletim Focus de hoje (31), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Inflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,24% para 5,31%, na oitava alta consecutiva.

Para 2022, a estimativa de inflação foi ajustada de 3,67% para 3,68%. Tanto para 2023 como para 2024 a previsão para o índice é de 3,25%.

A estimativa para 2021 está quase no limite superior da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

O centro da meta de inflação para 2022 é 3,50% e para 2023, 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 3,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic termine 2021 em 5,75% ao ano. Na semana passada, a previsão era 5,5% ao ano. Para o fim de 2022, 2023 e 2024, a estimativa é de que a taxa básica encerre estes períodos em 6,5% ao ano.

Câmbio

A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 5,30 para o final deste ano e de 2022.

Por Kelly Oliveira, da Agência Brasil