Incêndios: 4 Estados pediram ajuda às Forças Armadas

Por André Richter

A principal ferramenta da NASA para detecção de incêndios desde 2002 tem sido os instrumentos MODIS ( Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer ) nos satélites Terra e Aqua (Nasa/via Fotos Públicas)

O governo confirmou hoje (24) que os estados de Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará pediram ajuda do Executivo federal para combater incêndios florestais. Segundo o Ministério da Defesa, cerca 44 mil militares das Forças Armadas estão continuamente na Região Amazônica e poderão ser empregados nas operações.

A confirmação foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista à imprensa. Salles participou de uma reunião na manhã deste sábado com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. 

Ontem (23), o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal. 

Segundo o ministro da Defesa, a adesão dos governos locais é importante para que o trabalho de combate a crimes ambientais e a incêndios não se limitem às áreas federais.

“É importante a adesão dos governos senão nós vamos ficar limitados às áreas federais, que são as unidades de conservação e as terras indígenas. Já é alguma coisa, mas não é o suficiente. Tem que ser uma união de todos. Todo mundo ajudando é melhor”, disse o ministro. 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que os estados terão apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgãos que pertencem à pasta, para o combate aos incêndios. 

“Não é possível desenvolver atividades de fiscalização sem o apoio estadual. Com a GLO Ambiental tenho certeza que, com envolvimento do Ministério da Defesa, das Forças Armadas, teremos muita efetividade naquilo que já vínhamos tentando fazer com muita força desde o início do ano”, afirmou. 

Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas, que coordena as operações, as primeiras medidas foram tomadas neste sábado. Um helicóptero do Ibama e dois aviões de combate a incêndios serão enviados para Porto Velho. 

A operação é coordenada por um centro de operações instalado no ministério.

Crianças devem ser vacinadas contra o Sarampo antes de viajar

Por  Elaine Patricia Cruz

O Ministério da Saúde soltou nesta terça-feira (6) um comunicado alertando pais, mães e responsáveis que vão viajar com seus filhos de seis meses a menores de um ano de idade para 39 cidades dos estados de São Paulo, Pará ou Rio de Janeiro, onde há surto ativo do sarampo, para que vacinem seus filhos. A recomendação é que todas essas crianças sejam imunizadas contra a doença no período mínimo de 15 dias antes da data prevista para a viagem. Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país.

Segundo o Ministério, a vacina não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.

No estado de São Paulo, as cidades com registro de sarampo, segundo o Ministério da Saúde, são: São Paulo, Santos, Fernandópolis, Santo André, Guarulhos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires, Mairiporã, Pindamonhangaba, Sorocaba, Diadema, Indaiatuba, Osasco, Barueri, Caçapava, Caieiras, Embu, Estrela D’Oeste, Francisco Morato, Hortolândia, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Jales, Mogi das Cruzes, Peruíbe, Praia Grande, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taboão da Serra e Taubaté. No estado do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Paraty e Nilópolis. No Pará: Monte Alegre, Santarém, Porto do Moz e Prainha.

O Ministério da Saúde registrou, entre os dias 05 de maio e 03 de agosto deste ano, 907 casos confirmados de sarampo no Brasil, em três estados: São Paulo (901 casos), Rio de Janeiro (5) e Bahia (1).

Quatro presos são mortos durante transferência

Por Karine Melo

(Adriano Baracho/TV Liberal/Reprodução)

Mais quatro presos participantes da briga entre facções no presídio em Altamira (PA) foram mortos ontem (30) durante o traslado de Novo Repartimento a Marabá. Ao chegarem ao destino, os agentes encontraram os detentos mortos por sufocamento em duas celas. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (31) pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) do Pará. A ação ocorreu entre 19h de ontem (30) e 1h da madrugada de hoje (31), e as razões das novas mortes estão sendo investigadas. Todos os 26 presos remanescentes serão colocados em isolamento.

Os detentos eram da mesma facção e viviam juntos nas mesmas celas e foram comparsas no confronto entre facções, no presídio em Altamira, que deixou 58 mortos na última segunda-feira (29). Durante o transporte, eles estavam algemados, divididos em quatro celas que, juntas, tinham capacidade para até 40 presos e 30 eram transportados. O estado não tem caminhão com celas individuais.

Força-tarefa

Na tarde desta quarta-feira (31), chegam a Belém 10 homens da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária. A ida do grupo foi autorizada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a pedido do governador do Pará, Helder Barbalho. A força-tarefa atuará em atividades de guarda, vigilância e custódia de presos, com apoio dos sistemas Penitenciário e de Segurança Pública do estado.

Identificação

Até a noite de ontem (30), 15 corpos de vítimas do confronto ocorrido na última segunda-feira (29) entre o Comando Classe A (CCA) e o Comando Vermelho (CV), no presídio de Altamira, no oeste paraense, haviam sido identificados. Para agilizar o trabalho, que está sendo feito por meio de exames de DNA, desde ontem (30) reforçam a equipe em Altamira peritos odontologistas forenses, além de peritos criminais do Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística de Belém. Nesta quarta-feira (31) os trabalhos foram retomados às 7h.

Transferências

Até ontem (30), 16 líderes do confronto já haviam sido identificados e transferidos de forma imediata para a capital paraense, dez deles irão, posteriormente, para o regime federal e os demais serão redistribuídos nas penitenciárias estaduais.

Presídios

Como parte de ações estratégicas para evitar novos confrontos entre facções criminosas em presídios estaduais, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) anunciou ontem (30), que, até o fim do ano, mais cinco unidades prisionais serão entregues nos municípios de Altamira, Parauapebas, Redenção, Abaetetuba e Vitória do Xingu. “Serão mais de 2 mil vagas abertas. E neste sábado, quase 500 agentes concursados tomam posse, algo que não existia. Com essas medidas, conseguimos melhorar o quadro e o sistema”, disse o titular da pasta, Ualame Machado.

Divulgada lista dos 57 mortos em rebelião

Por Karine Melo

(Reprodução)

O governo do Pará divulgou a lista com o nome dos 57 detentos mortos no confronto entre o Comando Classe A (CCA) e o Comando Vermelho (CV) no início da manhã de ontem (29), no presídio de Altamira, no oeste paraense. Entre os mortos, 16 foram encontrados decapitados. O trabalho de remoção dos corpos está sendo feito pelo Instituto Médico Legal da cidade. Como a unidade é parte de um contêiner que ainda está com temperatura muito alta, por causa do incêndio causado pelos internos, ainda não foram removidos os 41 corpos de presos que morreram asfixiados.

Providências

Após reunião realizada ontem (29) à noite em Belém (PA), no Palácio do Governo, com a cúpula da Segurança Pública no estado, o governador Hélder Barbalho anunciou que dará posse no próximo sábado (3) a 485 agentes aprovados no último concurso da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe).A ampliação do número de agentes penitenciários faz parte das ações imediatas destinadas a melhorar a gestão e a segurança nos presídios estaduais, determinadas pelo Executivo, após o confronto.

Barbalho confirmou a transferência de 46 presos de Altamira para Belém, sendo que oito lideranças serão encaminhadas para presídios federais, oito para unidades prisionais na capital, onde ficarão em isolamento, e 30 detentos serão distribuídos por cinco outras prisões. Cerca de 100 agentes vão atuar na operação de transferência dos presos.

“O objetivo é tirar do mesmo ambiente as facções rivais. Já foram identificados, presos em flagrante e serão responsabilizados alguns dos envolvidos nas mortes. O policiamento na região de Altamira será reforçado, e nas casas penais de Belém faremos uma redistribuição dos internos como medida de segurança”, informou o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado.

O governador solicitou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, o deslocamento de pelo menos 40 integrantes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP), do Departamento Penitenciário Nacional, para atuação operacional no estado. Na conversa com o governador, o ministro lamentou as mortes em Altamira e determinou a intensificação das ações de inteligência e prontidão da Força Nacional. A expectativa é que 10 agentes cheguem ao Pará ainda hioje

Nova unidade

Também foi definida na reunião a conclusão do presídio no município de Vitória do Xingu, na mesma região de Altamira.A unidade comportará 306 presos adultos e 200 mulheres no regime fechado, e ainda 200 internos do regime semiaberto. Segundo Helder Barbalho, a Norte Energia, empresa responsável pela construção do presídio, como obra de compensação ambiental da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, garantiu que a unidade prisional será entregue em 60 dias.Atualmente, o Centro de Recuperação Regional abriga 309 presos, 287 no regime fechado e 22 no semiaberto.

Confira a lista das 57 vítimas:

Adriano Moreira de Lima

Bruno Whesley de Assis Lima

Carlos Reis araújo

Deiwson Mendes Correia

Deusivan da Silva Soares

Efrain Mota Ferreira

Eliesio Silva Sousa

Ismael Souza Veiga

Jelvane de Sousa Lima

João Pedro Pereira Dos Santos

Josivan Irineu Gomes

Nathan Nael Furtado

Natanael Silva Do Nascimento

Rivaldo Lobo Dos Santos

Evair Oliveira Brito

Gilmar Pereira De Sousa

Admilson Bezerra Dos Santos

Ailton Saraiva Paixão

Alan Kart G. Rodrigues

Alan Patrick Dos Santos Pereira

Alessandro Silva Lima

Amilton Oliveira Camera

Anderson Dos Santos Oliveira

Anderson Nascimento Sousa

André Carlos Sousa Patrício

Bruno Rogério Andrade

Cleomar Silva Henrique

Clevacio Soares Queiroz

Diego Aguiar Figueiredo

Diego Walison Sousa Reis

Diogo Xavier Da Silva

Domingos Fernandes Castro Da Silva

Douglas Gonçalves Viana

Edson Costa De Macedo

Delimarques Teixeira Pontes

Francisco Claudizio Da Silva Ferreira

Geidson Da Silva Monteiro

Hugo Vinicius Carvalho

Itamar Anselmo Pinheiro

Jeová Assunção Da Silva

João Nilson Felicidade Farias

José Brandão Barbosa Filho

José Francisco Gomes Filho

Josivan Jesus Lima

Josicley Barth Portugal

Josué Ferreira Da Silva

Junior Da Silva Santos

Kawe Reis Barbosa

Leonardo Dias Oliveira

Luilson Da Silva Sena

Marcos Saboia De Lima

Renan Da Silva Souza

Rogerio Pereira De Souza

Sandro Alves Gonçalves

Valdecio Santos Viana

Vanildo De Souza Guedes

Wesley Marques Bezerra

Rebelião em presídio no Pará deixa 52 mortos

Por André Richter 

(Reprodução)

Uma rebelião ocorrida na manhã de hoje (29) deixou 52 detentos mortos no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará. De acordo com a  Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe), o conflito começou por volta das 7h, quando um grupo de presos invadiu a ala de uma facção rival. 

De acordo com informações divulgadas, os presos chegaram a colocar fogo em parte da ala. Dentro os mortos, 16 foram decaptados e o restante teria morrido por asfixia, devido ao incêndio. Dois agentes penitenciários foram mantidos reféns, mas foram liberados ao final da rebelião, que foi contida por volta das 12h. 

De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o ministro Sergio Moro está acompanhando o caso, já conversou com o governador do Pará, Helder Barbalho, e deve tratar do assunto novamente em uma reunião nesta tarde. 

Bombeiros buscam por cinco pessoas após queda de ponte

Por Karine Melo

Parte de uma ponte do complexo Alça Viária, que liga regiões do Pará, caiu na madrugada deste sábado (6) no Rio Moju (Fernando Araújo/Agência Pará)

Em entrevista coletiva à imprensa neste sábado (6), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse que pelo menos cinco pessoas estão desaparecidas após a queda de parte da ponte da Alça Viária, que fica sobre o rio Moju, no interior do Pará. As vítimas estavam entre os tripulantes da balsa que atingiu um dos pilares da terceira das quatro pontes do complexo. Ele informou que decretará estado de emergência ainda hoje.

As primeiras informações dão conta de que a embarcação, que transportava dendê, teria perdido o controle. “Houve uma primeira tentativa de frear a balsa, mas não teria sido exitosa. Na segunda, teria paralisado o motor da balsa e a partir daí, ela ficou à deriva e colidiu com a ponte”, detalhou o governador, com base no relato de um trabalhador que estava no local.

Parte de uma ponte do complexo Alça Viária, que liga regiões do Pará, caiu na madrugada deste sábado (6) no Rio Moju
Parte de uma ponte do complexo Alça Viária, que liga regiões do Pará, caiu na madrugada deste sábado (6) no Rio Moju (Fernando Araújo/Agência Pará)

Ainda segundo essa mesma testemunha, dois carros de passeio passavam pela parte afetada no momento da queda. No acidente, 200 dos 860 metros da ponte desabaram. “Estamos com a equipe do Corpo de Bombeiros fazendo as buscas e também solicitamos à Capitania dos Portos, que já está indo [ao local] com uma embarcação [equipada] com radar para colaborar”, explicou o governador.

Helder Barbalho disse ainda que a Polícia Civil já está investigando o caso e que proprietária da balsa já teria sido contatada e estaria indo ao local para prestar esclarecimentos. A ponte afetada é a terceira de um conjunto de quatro do complexo da Alça Viária construído sobre o rio Moju. Ela fica na rodovia PA-483 e liga a região metropolitana de Belém com o interior do estado

Para minimizar os problemas de deslocamento no local, as operadoras de balsas da região, que normalmente atuam com três embarcações de hora em hora e uma em regime de espera passarão a atuar com oito embarcações 24 horas por dia. “A partir de agora não mais horário fixo para as saídas de balsas, encheu, saiu”, explicou Barbalho.

Por causa da situação, o governador decretará ainda hoje estado de emergência no Pará. “Isso nos dará mais agilidade frente as demandas que estão surgindo”, justificou. Também como parte das providências tomadas pelo governo do estado, serão colocadas defensas – protetores de pilares – em todas as pontes do complexo da alça viária. “Essa ponte atingida não tinha defensa e nós havíamos colocado sinalização, que também não existia. Estamos em fase de contração das defensas, mas vamos fazer no critério de contratação de emergência por causa da excepcionalidade do caso”, afirmou.

Barbalho também vai autorizar obras para que a Estrada do Quilombola seja uma alternativa para veículos de passeio e ônibus. “Isso vai requer a construção de uma ponte que já foi autorizada”, acrescentou.

Queda de avião mata co-piloto e fere duas pessoas

Lucas Ernesto Santos tinha de 25 anos (Facebook/Reprodução)

Um avião monomotor caiu hoje (13) na área de uma empresa desativada no bairro do Benguí, em Belém. No acidente, ocorrido na manhã desta quarta-feira, o co-piloto morreu. O piloto e um vigilante da área onde caiu a aeronvave ficaram feridos.

O Corpo de Bombeiros atuou na retirada de dois dos ocupantes da aeronave que ficaram presos nas ferragens.

O co-piloto Lucas Ernesto Santos, de 25 anos, não resistiu ao impacto da queda e morreu. O piloto Bruno Alencar, de 22 anos, sofreu traumatismo craniano e foi levado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Metropolitano. O estado de saúde dele é grave. Um vigilante da área onde a aeronave caiu, que não teve o nome divulgado, sofreu apenas escoriações.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o acidente será investigado pelo Primeiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa I).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a aeronave, um Cessna Aircraft 210L, prefixo PT-JIC, estava em condição regular, com o Certificado de Aeronavegabilidade e a Inspeção Anual de Manutenção válidos.

Bombeiros socorreram vítimas (TV Liberal – Afiliada à Rede Globo/Reprodução)

Tensão: Índios apreendem equipamentos para combater desmatamento

Juliana Cezar Nunes/Agência Brasil

(Arquivo/Agência Brasil)

Lideranças indígenas da etnia Tembé decidiram combater o desmatamento por conta própria. Um grupo de 600 indígenas autodenominados fiscais passaram a fazer nos últimos dias apreensões de caminhões, tratores e ferramentas de madeireiros que atuariam ilegalmente na Reserva Indígena Alto Rio Guamá, em Paragominas, sudeste do Pará.

No domingo, os fiscais indígenas apreenderam cinco máquinas e fizeram a detenção de duas pessoas. De acordo com Wender Tembé, os madeireiros foram liberados, mas as comunidades temem um ataque para recuperação do maquinário.

“Os madeireiros já cortam madeira lá há mais de oito anos. Várias denúncias já foram feitas contra os madeireiros. Todo o pessoal da região, todas autoridades do Pará sabem dessa exploração de madeira ilegal. Espero que não se agrave mais e não tenha derramamento de sangue. Mas que eles estão pressionado bastante os indígenas, eles estão. Ameaçando de invadir.”

A Polícia Federal enviou, nesta segunda-feira (10), agentes para a Reserva Indígena Alto Rio Guamá.

A Secretaria de Segurança Pública do Pará encaminhou 15 policiais militares para o apoio. A PF é a responsável pelo combate ao desmatamento em terras indígenas e pela repressão a madeireiros que atuam ilegalmente nessas áreas.

Esquema com 25 empresas desviava dinheiro da saúde e da Educação

(Polícia Federal/Reprodução)

A Polícia Federal deflagrou hoje (20/9) a Operação Hospitator, para dar continuidade às investigações que apuraram fraudes em processos licitatórios da Prefeitura Municipal de Abaetetuba/PA, no período de 2009 a 2016. Hospitator é uma parceria com o Ministério da Transparência, Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão temporária em órgão públicos, empresas, escritórios de contabilidade e residências dos envolvidos, em Abaetetuba e Belém/PA.

As investigações tiveram início com a apuração de desvio de verbas federais por duas empresas que tinham convênio e contratos com a prefeitura municipal de Abaetetuba. Após diligências, constatou-se que existia uma rede de empresas e escritórios de contabilidade que atuavam, com anuência de servidores públicos, para vencer ilicitamente licitações. Os recursos públicos desviados eram provenientes de verbas destinadas às áreas de educação, saúde, e assistência social.

Aproximadamente 25  empresas estão envolvidas no esquema criminoso. Entre elas, há algumas ligadas à família da ex-gestora  municipal. que receberam  aproximadamente R$70 milhões da Prefeitura de Abaetetuba/PA, durante os seus mandatos.

Os presos serão ouvidos na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Pará e ficarão à disposição da Justiça Federal. Todo o material apreendido será analisado e periciado, para coleta de provas e evidências que confirmem os crimes contra a Administração Pública e de lavagem de dinheiro, no município de Abaetetuba/PA.

*com informações da Polícia Federal

Quadrilha de roubo de cargas agia em São Paulo e 4 estados

Pedro Peduzzi/Agência Brasil

(Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) deflagraram hoje (30) a Operação Zayn, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por sequestros, furtos e roubo de cargas, bem como enriquecimento ilícito, adulteração de veículos, falsificação de documentos e fraudes em sistemas de informática de departamentos de trânsito (Detrans).

O grupo atuava em cinco estados e contava com a participação de nove empresas. Ao todo estão sendo cumpridos 97 medidas cautelares: 35 mandados de prisão e 62 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Mato Grosso, Pará e Rondônia.

A operação foi deflagrada após 18 meses de investigações e levantamentos feitos pelas áreas de inteligência policial. A força tarefa formada por PRF e PC-GO informou já ter prendido 20 pessoas até o momento. Também houve a apreensão de 26 veículos de cargas. Além disso, mais de 60 veículos estão sujeitos à apreensão policial por suspeita de terem sido objeto de fraude.

De acordo com os investigadores, há suspeitas de que mais de 80 roubos foram cometidos pela organização criminosa, o que, segundo estimativas, pode ter resultado em um prejuízo de cerca de R$ 40 milhões anuais apenas com cargas e veículos..

Modus Operandi

Entre as táticas adotadas pelo grupo para cometer os crimes, estava a de usar mulheres jovens e de boa aparência como isca, na beira das rodovias. Elas atraiam os caminhoneiros que, ao oferecerem carona, eram surpreendidos por bandidos armados. Os caminhoneiros eram então levados ao cativeiro e lá permaneciam até que a carga fosse negociada. Posteriormente, o veículo vazio era adulterado e inserido nos sistemas com dados falsos, após chassi e identificadores terem sido alterados.

A organização criminosa também oferecia veículos adulterados para a prestação de serviço de frete a empresários que, ludibriados, entregavam suas cargas, que acabavam sendo desviadas.

A Operação Zayn contou com a participação de 150 policiais civis; 200 policiais rodoviários federais; 85 viaturas e uma aeronave. Ela recebeu este nome, que significa perfeição ou graciosidade, em função de os criminosos acreditarem estar praticando “ações perfeitas, sem vestígios e impossíveis de serem descobertas pela ação policial”.